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 #1 - Não existe descanso para os perversos!
Tyr
 Posted: Feb 12 2018, 09:29 PM
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Tyr




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Faltou realmente muito pouco para Tyr não morder a mão do cogumelo que ousou fechar sua boca daquele modo, mas ele se controlou. Não que tenha conseguido esconder a veia pulando na sua testa de raiva, na verdade, quando a mão foi retirada da sua boca ele chegou até a fazer o movimento com os dentes foi um animal. Isso passou, pois no fim eles acabaram contanto tudo do que se tratava.

- CLARO QUE QUERO! Eu me meti nessa confusão toda porque 'tava procurando por Ozwen! Então ele 'tava aqui esse tempo todo?! - Estava muito aliviado de colocar aquilo para fora e feliz por existir alguma espécie de resistência! No entanto, a culpa logo o consumia quando lembrava do capitão. " Argh...eu vim aqui com o capitão eu não posso simplesmente ignorar ele assim e... " A cabeça abaixava e seus olhos fechavam e seus braços se cruzavam numa expressão complexada.

O que vinha a seguir era uma explicação que Tyr apenas balançava a cabeça algumas vezes, como se estivesse compreendendo absolutamente tudo o que estava sendo dito. - Sim, sim. Claro. - Quando na verdade, tudo o que ele pensava era em qual tipo de desculpa daria para o capitão. " Então, capitão, as coisas mudaram...eles me deram esse chapéu vermelho aqui e agora eu sou o líder da frente da batalha e nós vamos libertar Parthevia e... "

Quando todos riram Tyr suspirava feito um touro, demonstrando sua vontade de lutar e levantava a mão direito para os que ali estavam - Certo! Então vocês podem me dar o chapéu vermelho! Eu vo ficar na frente de batalha! - Dizia orgulhoso da força que ele pensava que tinha, mas logo levava a outra mão para trás da nuca. - Errr...antes eu só preciso encontrar um velho...ele disse que ia estar em cima de um cogumelo grande vermelho. Oh! Tipo do chapéu! Vocês sabem onde esse lugar é?
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Angelique
 Posted: Feb 15 2018, 08:13 PM
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Angelique




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Todas as pessoas cogumelos que estavam próximo de Tyr olharam-no curioso, pois ele falou abertamente que procurava Ozwen e com isso, retirando a imagem de inocente que tinha antes. Os brutamontes iam segurá-lo enquanto manuseavam suas lanças para barrar a provável fuga que haveria, porém Amoc fez um movimento com as mãos para que eles relaxassem, porém deu um passo para a frente e encarou o maior, seus olhos arderam pelo odor forte do guerreiro, então ele recuou novamente, ainda impondo seu pequeno tamanho como a pessoa mais importante dali.

Suas atitudes eram bem estranhas e por fim ele pareceu apenas um fanático por combate, pedindo um chapéu vermelho e logo os grandalhões se entreolharam, colocando a mão na cabeça e raspando com as unhas um pouco do que havia, retirando um pó branco e avermelhado, Amoc se afastou um pouco e colocou as mãos no rosto e assim que Tyr olhasse para a mão aberta do homem, como que oferecendo para ele pegar ou o que fosse, ele sopraria tudo nos olhos do filho de titã, sem avisar nem nada.


- O que quero dizer é que se você realmente se importa com o mundo, você tem que saber o que você realmente quer. O Governo Mundial protege o mundo, basicamente, porém o mundo deles é bem diferente do nosso. Nós, marinheiros, somos... Os bucha de canhão, digamos... Somos meramente os policiais dos mares, aqueles que mantemos a ordem, os escoteiros, ajudamos em uma escala menor, mas somos mais ativos. Mas se você tem um senso próprio de justiça, algo que não se encaixa nem em proteger a propriedade dos donos do mundo ou ser o "guardinha" de uma ilha, pode ainda se tornar um caçador de recompensas, que... Bem, são os mercenários que qualquer um pode contratar para fazer o que quiser, bastando que bata em suas próprias leis. - Ignus tinha seu olhar afiado, ainda fitando Akin como se quisesse retirar algo dele na primeira brecha que aparecesse. - A Marinha... Ela é grande. Somos influentes. E como toda organização desse porte, há corrupção. Não espere que seja visto como "o bonzinho", pois acredite em mim, há piratas que fazem muito mais que um capitão gordo e preguiçoso que recebe propina para cuidar de uma ilha e deixa qualquer rato fazer o que quer! - Ele calou-se por um momento, permitindo que o outro absorvesse tudo que fora dito, ainda com a expressão de ódio ao mundo. - Não me leve a mal... Não quero que desista de se tornar um marinheiro, apenas que... Saiba que há muitas dores daqui em diante e nem sempre você será visto como um herói ou salvador. Não há descanso para os perversos e muito menos para os que se opões a eles... - Ele então abriu um sorriso desafiador, olhando-o no olho, como que querendo saber o que passava naquela mente. - ...E é isso que os faz seguir adiante.

Dava uma resposta meio ríspida para o marinheiro e se retirava, deixando-o meio vermelho (de raiva? De vergonha?) e mordia o próprio lábio enquanto fechava os punhos, obviamente querendo dar uma resposta para ele, porém o jovem já havia ido embora dali, dando fim naquela conversa.

Caminhou soturno até seu quarto e lá sentou-se e chorou, não absorvendo direito o que lhe fora dito. O mundo era muito mais cruel que o esperado, nem os "bonzinhos" eram assim tão bons e mesmo que levemente, ele conheceu alguns antigos piratas, bandidos, estupradores, brigões de bar, etc, e ainda assim, era trabalho deles proteger pessoas como o próprio. Mas a que custo? Não fazia por querer e talvez, se houvesse uma nova oportunidade, fariam tudo de novo, ou será que ajudar o próximo os fizeram ter mais consciência com a vida alheia? Ignus parecia um rapaz de pavio-curto e era visível em sua face de que gostava de uma boa violência, teria ele se limitado apenas para não aumentar seu tempo numa penitenciária? Muita coisa vinha na mente de Akin e o mesmo começou a ter uma leve enxaqueca enquanto processava aquilo tudo.

Batidas na porta chamaram sua atenção após cerca de dez minuto em silêncio e maus agouros.


- Agora, se olhe no espelho! - Dizia um dos grandalhões com um sorriso bobo no rosto. Colocou a mão no bolso, mas nada havia lá, então olhou para o colega, que enfiou a palma em sua jaqueta, porém não haviam bolsos internos e consequentemente, nenhum item. Olharam ambos para Amoc, que ficou um tempo observando Tyr até se dar conta de que ele era o centro das atenções.

- O que foi? - Dizia surpreso como se tivesse sido pego em flagrante após roubar um biscoito antes da janta.

- Um espelho. Você tem?

- Sou uma criança! Por que raios eu andaria com um espelho?! - Ralhava com os maiores, que colocavam as mãos nos queixos para dar uma imagem mais intelectual, mas com suas faces de trogloditas pré históricos, não ajudava muito. Após o cogumelo no topo de suas cabeças ficar de um rubro faiscante, forçando seus cérebros a pensar, eles desistiram e a coloração retornou ao seu vermelho suave.

- Você tem razão... Já sei! - Ele abria um sorriso e saía dali.

- Então... Um cogumelo vermelho, você diz? O mais abaixo? É loucura escalá-lo! Apenas os Red Heads o fazem e para mostrar sua absurda força física! - Dizia Amoc com certo espanto enquanto o vermelho que ficou abria um sorriso folgado, pulsando os músculos por baixo das vestes, contraindo-os e brincando com o peitoral, saltando o músculo de seus mamilos como que em ritmo.

Aguardaram um momento e o outro não aparecia nunca, então Amoc começou a andar, saindo daquele beco e respirando ar fresco com vestígios de esporos, afinal, o cheiro de Tyr era digno de um dia inteiro de trabalho na peixaria mais lamacenta e insalubre já vista (pescaram em um pântano?).


- Nossa melhor chance é de ir por um teleférico, posso fazer sair por conta de Ozwen e chegaremos junto de seu amigo. Será como acampar!!! - O garoto tinha brilho nos olhos e o grandalhão que estava com eles ficou na duvida se os seguiria até o cogumelo menor, se ficava ali para esperar o companheiro sumido ou se retornava para casa e preparava um pão com champignon e gorgonzola enquanto assistia qualquer coisa que estivesse passando em seu Den Den Mushi televisor, afinal, o dia foi um tanto cansativo na procura de Amoc.

Tyr tinha opção de ir com a dupla (ou apenas o menor) até um teleférico que levava para o cogumelo menor, escolhendo a classe econômica ou executiva (que não mudava o tempo da viagem, porém ele teria mais mordomias.

Aceitando ou não, Rincon adentrava e puxava uma cadeira, sentando ao lado de Akin, trazendo em suas mãos uma tigela morna com uma comida que se constituía de um pedaço suculento de carne, arroz, batatas doce esmagadas, um pedaço de pão e um molho vermelho com cebolas fritas jogado num canto (afinal, não sabia do que o jovem gostava, então apostou um pouco de tudo).


- Alimente-se, recruta. A maré está forte, chegaremos rápido em Mush Room e encontraremos com nosso capitão. Não sei qual a ideia de treinar e comer lá, se tudo que precisamos está bem aqui. - Ele passava o pão no molho e esmagava um pouco na carne, pegando um pouco de seu sabor e oferecia para Akin e se recusado, ele mesmo comeria. - Ei... Mau momento? Lhe fizeram algo? Pode me contar tudo, afinal, eu quem mando e quem quer que lhe tenha feito algo, terá de lidar comigo! - Seus músculos ficavam volumosos enquanto ele tentava transmitir segurança para o menor, mais querendo parecer um herói para ele (chegando a se levantar e fazer pose) e que realmente não havia motivos para inseguranças, que enquanto ele estivesse ali com Rincon, tudo se resolveria.

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T. Wall
 Posted: Feb 16 2018, 12:44 PM
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Ali no quarto, as lágrimas escorriam pelas mãos, pingando copiosamente no meu colo.

Penetravam pelas calças jeans. Várias perguntas vinham em minha mente, enquanto rememorava o que havia sido dito por Ignus: “Nós, marinheiros, somos... Os bucha de canhão, digamos... Somos meramente os policiais dos mares, aqueles que mantemos a ordem, os escoteiros, ajudamos em uma escala menor, mas somos mais ativos”.

Seria a marinha reduzida a este papel coadjuvante de “guardinha”? Estaria mesmo entrando num sistema quadrado, burocrático, limitado? Prontamente lembrei de outro trecho: “Mas se você tem um senso próprio de justiça, algo que não se encaixa nem em proteger a propriedade dos donos do mundo ou ser o "guardinha" de uma ilha, pode ainda se tornar um caçador de recompensas, que...”

Nunca me imaginei na posição de caçador. Até porque nunca fui um, muito menos quero viver meramente em busca de recompensas. Quero, de fato, ajudar as pessoas, como meu povo foi ajudado no passado? Será que, ao longo dos anos, a estrutura da marinha corrompeu-se a este ponto?

“Não quero que desista de se tornar um marinheiro, apenas que... Saiba que há muitas dores daqui em diante e nem sempre você será visto como um herói ou salvador. Não há descanso para os perversos e muito menos para os que se opões a eles...”

No fundo, não queria os louros de ser um herói. Queria cumprir meu dever. Mas qual seria meu dever no mundo? Ser um capacho? Um “guardinha”? Receber ordens sem questionar? Ou realmente impactar positivamente?

Aquele choque de realidade fazia minha cabeça pesar e doer...

Foram quase dez minutos com aqueles pensamentos carregados. Até que, de súbito, o comandante Rincon adentrava com seu jeito extravagante. Esfreguei os olhos, disfarçando todo o dilema ocorrido agora a pouco.

O comandante com um afro rosa trazia comida. E, assim que a vi, salivei e a barrica roncou. Não recusei quando me foi oferecido um pão com carne amassada. Dei uma bocada enquanto ouvia o outro questionar o que me afligia.

Rincon-san... eu tentei me levantar para ir ao convés, mas vi uma cena terrível da besta chamada Kyara se alimentando de um coelho. Em seguida, fui abordado por um rapaz chamado Ignus, tripulante do navio. Ele me trouxe uma verdade que eu... – Minhas mãos tremeram, cerrei-as sobre as coxas, continuando: ... eu simplesmente não sei como processar. Como disse ao senhor mais cedo, vim para Parthevia para me alistar à Marinha e ajudar este reino a voltar à ordem. Mas ao entrar nesse navio só tenho me deparado com pessoas, a exceção do senhor, totalmente desiludidas. Como o próprio Ignus disse... renegados. Bandidos que tentam se redimir de algum jeito nesta tripulação.

E, prontamente, eu me questiono, será que é isso que quero para minha vida? Ou melhor... será esta a marinha que eu desejo servir? Porque ela é muito diferente da que conheci no passado... O comandante é uma pessoa boa, alinhada com os valores que acredito, mas pergunto: será que o capitão também é assim? Ou é mais um degenerado sem esperanças como os demais?
– Indaguei-lhe com os olhos marejados.

Dúvidas e mais dúvidas me fizeram uma metralhadora de palavras, muitas delas de decepção.



#008 | @South Blue | !Reporte 001 - Alistamento em Parthevia


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Tyr
 Posted: Feb 17 2018, 08:32 PM
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A encarada de Amoc não intimidou Tyr. Na verdade, o próprio nem percebeu o que o pequeno cogumelo queria fazer com aquela atitude. " Huh? Qual o problema? " Sua sobrancelha levantou, externando a confusão que teve diante daquela atitude do pequenino companheiro.

Ainda estava nesse ritmo confuso quando os grandão começavam a raspar as próprias cabeças. Aproximou o rosto curioso, se perguntava porque aquilo estaria acontecendo e de repente aquilo era soprado no seu rosto. - GAH O QUE ESTÁ FAZENDO?! - Suas mãos se levantaram imediatamente para proteger o rosto de qualquer coisa mais que fossem jogar na sua cara. - OLHAR NO ESPELHO?! POR QUE?! - Estava com os olhos fechados ainda, mas foi abrindo aos poucos enquanto Amoc debatia com os grandões. - Vocês jogaram...caspa na minha cara?! O que é isso?! Argh, isso é nojento! - E passava as mãos no rosto, ignorando o fato dele próprio provavelmente estar mais nojento do que qualquer coisa por ali.

Arriscou fazer alguns músculos e caras feias para o grandão exibido, mas tudo que conseguiria talvez era fazer com que o cheiro nada agradável de suas axilas espalhassem ainda mais.

- Teleférico? - Uma gota desceu pela sua testa. " Você usou o teleférico pra chegar lá, não usou velhote? " Concordou com um sinal positivo da cabeça, olhando para Amoc. - Yoush! Vamos falar com o capitão então! - Declarava o plano. - Certo, certo. Acampar, eim? Vamos! Para o cogumelo grande vermelho! - Dava a largada apontando numa direção que parecia que o teleférico estava. Apenas seguiria Amoc e confiaria que ele estava o levando para o lugar certo.
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Angelique
 Posted: Feb 20 2018, 08:25 PM
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Rincon era um homem extravagante e após ouvir os lamentos de Akin, prontamente ele sorriu e se o clima fosse outro, ele até riria da cara do menor, mas ele apenas empurrou o pote para mais perto do menor, afinal, de boca cheia, pelo menos estaria mais confortável consigo mesmo (além da comida estar em um excelente estado).

- Meu rapaz... Você já lidou com a realidade de nosso barco. - Ele abria um sorriso destemido, como se aquilo tudo não fosse coisas de grande importância. - Estou lisonjeado por você achar tais coisas de mim, porém eu temo em dizer que eu também sou um ex pirata... - Ele desviava o olhar, ainda com um sorriso bobo no rosto, colocando o indicador sobre o nariz e empurrando-o para trás, fazendo suas narinas se salientarem como a de um porco. - Cumpri minha pena e continuei à bordo da Marinha. Meu tempo como pirata fora duro, penoso, sempre com medo de ser pego, sempre tenso enquanto aguardava por combates ou ser traído por meus próprios subordinados e colegas. As recompensas, os roubos, as mortes, era satisfatório saber que eu era forte, mas chega um momento em que a gente para e pensa, só querendo sossegar... Quando fui preso, fui levado para os portões de Enies Lobby e lá me deram essa "punição", que convenhamos, só sou o comandante por me manter fiel à Marinha e à proteção dos inocentes.

- Não é caspa! São esporos! - Amoc então se aproximava de Tyr e enfiava o dedo no nariz dele. - Você tem que respirar tudo para que ganhe seu chapéu! - Mesmo que o maior resistisse, ele iria empurrar os braços do guerreiro para os lados e sempre que houvesse uma brecha, enfiaria o dedo numa narina descuidada ali. Obviamente o maior era mais forte e ágil, repreendendo-o facilmente e deixando o Love Life com cara de emburrado, pois aquilo era fundamental.

Assim que Tyr se distraísse, um dedo grosso como um salsichão se enfiaria em sua narina, sendo do outro homem cogumelo ali. Só para ter certeza mesmo que ele inspirou.


- Não é por glória, nem sempre a destruição de um estabelecimento para conter uma embarcação inteira de piratas será bem vista, porém, saber que aquelas pessoas terão ajuda na reconstrução, que a Marinha liquidou com um grupo de baderneiros que causavam problemas e agora aquela ilha poderá dormir sossegada... Isso tudo é o que me manteve na Marinha. Eu nunca me senti tão bem comigo mesmo. - Rincon se levantava e flexionava os braços, mostrando os músculos muito bem trabalhados.

O trio andou até o teleférico sem grandes problemas, Tyr no entanto, pôde visualizar que o ar visível era como se estivesse sempre em primavera e os poros dançassem em cada movimento da população, que nem ao menos se abalava com aquilo. As construções eram todas feitas esculpidas em grandes cogumelos dentro daquele colossal em que estavam. As pessoas nunca realmente retiravam seus chapéus, mas cumprimentavam umas às outras segurando a borda daquilo e pareciam um povo super pacato. Era um ou outro lugar que havia um grupo de Red Heads fazendo a guarda de algo, porém não haviam realmente roubos ou o que quer que fosse por ali.

Assim que chegaram nos teleféricos, era um sistema bem organizado de fungos que se contraíam, esburacado e sempre que uma cabine ia para algum lado do cogumelo ou para outro, um dos buracos relaxava e abria espaço o suficiente para que passasse e assim se mantinha.

Amoc conversou com um pessoal e pagou pelos três, primeira classe, obviamente, passando junto do grandão e de Tyr logo em seguida.


- Cara, seu chapéu será muito legal, você está sentindo algo? - Assim que terminou de falar, ele apontou para uma cabine que chegava, largando alguns trabalhadores para iniciar seu dia no setor noturno e os vidros dali eram bem polidos, o que gerou reflexo e ele prontamente agarrou o ombro de Tyr, animado, apontando para que ele se visse no vidro.

Ele parecia uma girafa com dois pequenos cogumelos vermelhos crescendo um pouco acima de suas orelhas.


- Nosso capitão, hmm? - Ele parava um momento e colocava o dedo nos lábios, batendo um pouco e então abria um sorriso, mostrando o braço cheio de cicatrizes. - Está vendo isso? Nosso capitão é um velho lobo do mar, não há histórico de crimes, mas que já lutou por muitos criminosos... Toda a tripulação aqui tem respeito por ele, pois Capitão Kuro é um homem que não acredita em segundas chances e sim no azar e sorte. Todos os piratas, bandidos, etc, apenas tiveram o azar de fazer más escolhas ou terem uma formação ruim e por isso, devem ser julgados diante de seus atos, mas se houvessem nascido em berço de ouro e com bons costumes, ainda seriam piratas, bandidos e etc? Ele é um homem que já nos defendeu diversas vezes, mas para minha sorte... Digo, azar, ele é uma pessoa depressiva. Acho que ele carrega o barco todo nas costas e por isso, ele já tentou se suicidar diversas vezes... Ele cortava seus pulsos - Nem sempre para se matar, maioria apenas para se redimir - e várias vezes eu tive de intervir. Cada uma dessas cicatrizes é de vezes que nos cortamos juntos, para que ele soubesse que as dores deles eram minhas e que ele não precisava aguentar tudo sozinho! - Sorria destemido. - Acho que ele é muito criticado por acreditar em nosso potencial.

- Se as madames já deixaram o salão de beleza, temos um acampamento para fazer. - Amoc dizia impaciente enquanto empurrava inutilmente aos dois maiores em sua frente, não querendo perder o teleférico que a recém houvera chegado.

Assim que adentrassem, teriam uma pequena sala (que cabia até quatro pessoas) para eles e como era primeira classe, era até que bem espaçoso. Os bancos eram acolchoados de maneira que eles afundavam levemente e ficavam extremamente confortáveis. Havia bebidas, todas derivadas de fungos e a coisa mais "normal" era uma garrafinha simples d'água e para comer, tinha pacotinhos com cogumelos secos nos sabores fungi, fungi picante e extra mofado. Seus sabores variavam de algo estranho que deixaria a boca de Tyr meio dormente e se ele virasse para ler as informações nutricionais, veria que tinha uma dose pequenina de veneno que deixaria ele com formigamento nos lábios e coceira, mas que era delicioso de coçar com os dentes e se morder, o picante obviamente deixaria-o com a boca em chamas e a mesma sensação de dormência e o último, que tinha um fedor característico, até que era delicioso (se fosse comido com a respiração trancada). O vermelho que estava com eles nem ao menos sentou direito e já encheu a boca com o "fungi", ficando com os lábios caídos e ele pegava-o com a ponta dos dedos e ficava tentando assobiar, algo que fazia eles balançar com o sopro e se bater, como que batendo palmas, alegrando o dia do grandão e fazendo-o rir como uma criança anestesiada.

Assim que aguardaram uns cinco minutos até que cada pessoa estivesse em seus devidos lugares e pudessem dar a partida, um sino tocou três vezes e o teleférico se moveu em um empurrão inicial e só seguiu depois disso. Ele passou vagarosamente até o buraco que estava contraído e assim que encostou, ele relaxou e como uma boca enorme e banguela, eles foram "engolidos" para o lado de fora do enorme cogumelo em que estavam e a vista pela janela tornou-se algo de tirar o fôlego, pois estavam a uma distância bem perigosa do solo.


- Ok, quem e como é esse "capitão"? Ele irá nos ajudar em nossa pequena guerra civil? Ele é forte? Ele tem conhecimentos médicos? - Amoc já mostrava seu lado mais criança e queria ter toda a vista da janela para si, subindo no banco e vendo lá embaixo enquanto se encostava no vidro com o corpo todo, tentando ver até a base do teleférico como se houvesse algo ali. Começou a esfregar o rosto no vidro frio, que pelo horário, ventava bastante.

Apenas por via das dúvidas, o maior se inclinava para frente em seu banco e enfiava um indicador na narina de Tyr. Quem sabe se isso não acelera o crescimento dos cogumelos?


- Termine a sua comida em paz, não irei ficar lhe incomodando, rapaz. Mas saiba, sempre que precisar, estarei aqui com você. Não está jogado à sua própria sorte, pois você tem com quem contar e não digo apenas como marinheiro querendo fazer "o bem", mas como um amigo. - Ele se levantava e ia até a janela, observando o mar e a luz das estrelas, assim como algo que se aproximava com velocidade, deixando-o alegre. - Irei para o convés... Estamos quase chegando em Mush Room, onde você conhecerá nosso capitão e juntamente, ele decidirá se irá fazer parte dessa divisão ou não. Não irei lhe desejar "boa sorte", pois sei que é capaz e não precisa disso, então... Quebre a perna.

O teleférico descia com uma velocidade boa e antes que Tyr notasse, já estaria no outro cogumelo vermelho, onde apenas eles desceriam ali e estariam em uma espécie de ponto de trem-do-oceano, um local com bancos e nada mais, até as bancas onde vendiam bolinhos de cogumelos estava fechada e nenhuma alma estava ali.

Ventava muito, afinal, estavam em uma área descampada e apenas soltos naquele "deserto fungi". O grandão colocou os pés e se ajoelhou, passando a mão na superfície avermelhada e abriu um sorriso bobo, lembrando-se de algo prazeroso e logo em seguida ele fez um assobio que fez seus lábios saltarem com violência e fora com tanta força, que sua língua seguiu o movimento e ele se cuspiu todo rindo.

Era visível uma fogueira ali, assim como uma barraca e um pequeno monte que poderia ser uma pessoa sentada ou apenas um acúmulo de pedras, imperfeições no solo, nada conclusivo na distância em que estavam, porém, como pequenas espinhas numa face engordurada, diversos chapéus de cogumelos se moviam na escuridão e Tyr já reconhecia o que eram, porém agora teria de lutar com um vento forte o empurrando para as beiradas sem proteção do local em que estava. Amoc parecia bem empolgado ao ver a fogueira e saiu correndo na frente, não percebendo o perigo em que estava se envolvendo e seu guarda-costas parecia muito mais preocupado em secar as lágrimas, segurar o riso, soprar os lábios dormentes e voltar a rir, seguindo um processo básico enquanto rolava no chão sem ar, parecendo um bebezão babado.
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T. Wall
 Posted: Feb 21 2018, 08:19 PM
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Quando mais uma verdade veio à tona eu já parecia amaciado. Dentro de mim, sabendo da procedência dos membros do navio, não poderia achar que Rincon, mesmo sendo gente boa, não seria um pirata. Apenas abaixei a cabeça lentamente, enquanto ele continuava a falar.

Um ex-pirata.

Rapidamente ele contava sua trajetória na pirataria. Na minha cabeça, ainda abaixada, eu imaginava ele nos tempos de pirataria. Com aquele largo sorriso ostentando uma Jolly Roger com uma caveira sorrindo com um dente de ouro e afro rosa, além de várias sombras atrás onde só podia ver o branco dos olhos e dentes – sua tripulação. Saqueando e pilhando mundo a fora.

Quando ele citou “Enies Lobby” eu prontamente lembrei-me de um rumor que ouvi quando já viajava pelo South Blue. Uma prisão na Grande Rota onde a marinha enviava os piores tipos de criminosos. Diferente das bases e prisões dos Blues, um local para as figuras de maior periculosidade.

Quando o comandante falou sobre os motivos que o fizeram ficar na marinha, a exemplo da ajuda na reconstrução de uma ilha, prontamente lembrei da minha trajetória. A analogia foi inevitável.

É isso! É exatamente isso! – Retruquei, de súbito. Aquela conversa despretensiosa havia se tornado num novo fôlego. Apesar de tudo, apesar de todo o pessimismo com Sefos e Ignus, Rincon tinha exatamente o perfil de redenção desejado por mim. E quando ele começou a falar do capitão...

Uóóó... Kuro-sama! – Meus olhos estavam brilhando, enquanto levantava o rosto abrindo um largo sorriso. Preciso conhecer esse capitão, Rincon-san, quando chegaremos até ele? Diga-me, existe mais alguém além do Sefos, Ignus e daquela besta que vocês chamam de Kyara que deveria conhecer? – Indaguei-lhe.



#009 | @South Blue | !Reporte 001 - Alistamento em Parthevia

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Tyr
 Posted: Feb 22 2018, 08:37 PM
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- Esporos?! - Levantava a sobrancelha ainda desconfiado. - Ganhar chapéu cheirando caspa?! Você tá maluco?! - Sua expressão não estava nada feliz! Chegou o rosto como sinal de protesto e ficou resmungando qualquer coisa que envolvia chamar os cogumelos dali de louco e quando sua cabeça retornou para falar qualquer coisa nem conseguiu evitar. Um dedo simplesmente surgia e o forçava a respirar aquela caspa estranha. - GAAAAH! O QUE VOCÊ FEZ?! VOCÊS SÃO NOJENTOS! GAAAHHH! - Nada podia fazer se não continuar a resmungar e seguir com os demais.

" Como que um lugar como esse tá planejando fazer algo contra Parthevia? Digo, por mais forte que esses caras sejam, o maldito rei tem um exército enorme! Ozwen ficou doido? Bah. Vo ter que ver. " A caminhada até o lugar foi um longo passeio para Tyr, que viaja entre pensamentos a respeito da força que aquele povo tinha e curiosidades sobre como tudo ali funcionava do jeito que funcionava. Não demorou muito para chegar no tal teleférico.

- Meu chapéu? Ué? Do que está falando? - Tyr já estava ficando nervoso e continuaria seu questionamento, mas foi interrompido pelo toque do grandão, que institivamente fez o pescador olhar na direção que ele apontava. - Bah, do que está falando? - A viagem foi no mínimo sofrida. Sofrida para Amoc. Quando o grandão se arriscou a fazer suas patetices, Tyr ficou curioso a princípio, mas logo que viu o grandão tentando assobiar desatou a rir junto dele. Provavelmente participou um pouco comendo algum cogumelo e fazendo qualquer outra patetice, até que Amoc o questionasse.

- Sinceramente, eu não sei bem. - Dizia com um sorriso sincero. - Mas ele me ajudou quando eu mais precisei e me tirou da fossa quando eu achava que não tinha mais jeito! - Agora seus olhos até fechavam e o sorriso parecia ter aumentado ainda mais. - Eu acho que ele deve ser bem forte né, ele é capitão de um navio da marinha, afinal. Ele me trouxe aqui para que a gente treinasse, e disse que eu deveria escalar o cogumelo vermelho. Acho que ele vai estar lá! - Olhava pela janela (Se Amoc deixasse, claro) como se procurasse ver o capitão. - Eu não sei se ele vai querer nos ajudar, mas agora ele é meu capitão! Acho que tenho de falar com ele antes de ir com vocês. - Completou demonstrando certa obediência e talvez sensatez.

Quando chegou lá deu alguns passos a frente e colocou a mão na testa, tampando o sol dos olhos (?), como se isso o ajudasse a ver mais longe. " Não tem nada aqui. Ele disse que ia comer alguma coisa, mas não tem nada aqui! Espera...ele veio usando o teleférico. Certeza. " Uma gota descer pela sua testa quando notou uma fogueira e uma barraca, mas isso logo terminou quando viu antigos inimigos. " Aqui também?! " Não teve tempo para pensar, Amoc já saía correndo! - QUE?! OI! AMOC! - Olhou para trás e fechou a cara quando notou o grandão perdido em gargalhadas. Claro, segurou a própria e com uma lágrima escorrendo dos olhos gritou com dentes afiados enquanto apontava para Amoc. - ELE VAI MORRER E VOCÊ VAI FICAR RINDO AI!? - Nem esperou pela resposta, deu-se a correr na direção de Amoc também! Corria enquanto gritava! - CAPITÃO?! CAPITÃO?! SOU EU! TYR!
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Angelique
 Posted: Yesterday at 09:34 am
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Angelique




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- Há o resto da tripulação... Diversas outras pessoas, mas ninguém realmente importante de se mencionar... Ou ao menos em seus padrões. - Ele ria, pois Akin realmente pareceu ter um certo interesse nesses personagens mais ligados a tragédia e a justiça, que mesmo com grandes problemas ou perdidos em pensamentos, eles conseguiam fazer a coisa certa, não por eles, mas pelos que mais necessitavam. Rincon tinha em mente uma ou outra pessoa, entretanto aquilo não era importante. - Não posso lhe passar "fichas" ou "históricos", mas posso recomendar que você vá e procure as almas atormentadas que há por aqui, apenas... Tome cuidado. Não se envolva demais. Alguns realmente apenas estão pagando por seus crimes e esperamos que até o fim disso, sejam pessoas melhores...

Então Tyr colocou na boca alguns salgadinhos fungi e rapidamente seus lábios ficaram dormentes e cada vez que ele falava, as abas ficavam se batendo como se seu corpo não tivesse vontade alguma de falar (o que era realmente mais ou menos o que ocorria). O outro brutamontes ria dele enquanto mantinha uma postura séria e respondia o pequeno cogumelo.

Tyr gritava com o maior, anunciando que havia risco de vida para Amoc e aquele tal guarda-costas nem ao menos faria algo. Assim que recebeu o esporro, ele se endireitou, levantou-se com uma expressão séria, flexionou os músculos (que pareciam maiores do que realmente eram) e por fim respondeu "não", mas assim que o fez, o lábio inferior bateu no superior e ficou caído, tocando no queixo e consequentemente, uma gota grossa de saliva saiu dali e ficou presa por um fio que balançou e não caiu. Isso foi mais do que ele conseguia aguentar e acabou por deixar uma risada passar pelos dentes, logo em seguida ele começou a gargalhar de se contorcer com as mãos na barriga e perder o fôlego.

Preocupado com o pequeno, ele correu na direção dele e com isso, chamou a atenção de todos os cogumelos hostis, que se viraram e seus olhos tinham uma certa iluminação, que faziam brilhar no escuro como pequenos pontos multi coloridos, não se firmando em uma cor em si. Amoc, este que corria destemido, no momento em que ouviu os gritos assustados de Tyr, logo parou e averiguou o perigo iminente e tentou se jogar no chão para desviar das chicotadas, porém era tarde e ele recebeu uma no rosto, deixando um vergão visivelmente vermelho ali. Aquele foi apenas o primeiro, pois agora um conjunto vinha na direção do menor.

Para a sorte de Tyr, virando-se, o capitão Kuro olhava para ele curioso e via que os cogumelos atacavam algo. Logo e puxou sua espada, porém ela não estava ali e relembrou-se de que não trouxera nada, levantou-se e foi para o lado de trás da fogueira, chutando sua fuligem e combustíveis contra os fungos que atacavam o jovem Amoc. Brasas voaram na direção deles, abrindo uma pequena estrada entre eles, mas como o mais novo Red Head já sabia, algumas batiam nas cabeças dos cogumelos e saltavam para o próximo e com sua composição basicamente gelatinosa, ficava apenas uma marca de queimadura e não um dano real.

Logo o barco parou de supetão, assustando Rincon que finalmente perdia a compostura e o sorriso, olhando assustado para a janela e averiguando que estavam na costa da ilha cogumelo, porém algo barrava sua continuidade. Logo ele se preocupou, pois sabia que não havia recifes de coral ali, já houvera feito tantas vezes aquela viagem. Seriam piratas? Logo ele abriu a porta e saiu de lá, sem dar explicações para o menor que conversava, correndo em direção ao convés.

Akin, ficando parado no quarto, ele notaria que algo começava a subir pelas janelas do navio, não tinha uma forma certa por estar escuro demais e precariamente, ele veria como se cobras estivessem se enrolando, grudando na madeira e se alçando para cima. Agora, se ele seguisse o comandante, notaria que o barco estava preso em várias bolhas. O mar houvera se transformado em algo gelatinoso e brilhoso, pequenos pontos brancos ofuscavam aqui e ali, não havendo uma ordem e podendo ser vários ao mesmo tempo, ou pontos perdidos, se comunicando com a luminosidade. Rincon estava bem apreensivo com aquilo, ainda mais por parecer algo que ele não tinha como dar um soco bem dado na cara.


- Ignus! - Puxava um Den Den Mushi. - Atire! - Não demorou e um barulho de algo metálico rolando em algo da mesmo composição e então um estouro forte, que sentido pela primeira vez ou pegando desprevenido, poderia até assustar. O canhão do navio atirava contra aquilo e a explosão fora tão próxima que subiu um chafariz de água salgada e uma gosma rosada, tão espessa que só caiu pesada no convés. Rincon e outros marinheiros se aproximaram cautelosamente para ver aquilo e após alguns segundos, ouviram um pequeno chiado. O do afro, por estar em patente maior, aproximou-se mais e então aquilo estourou próximo demais de si, lavando seu rosto com a secreção e fazendo-o gritar de dor, puxando o Den Den Mushi novamente. - Atire! Atire novamente! Acabe com isso! Mas não se aproxime, após "morrer", isso entra em contato com o oxigênio e estoura! Agh!!!

Acima, o capitão não via outra possibilidade de salvar Amoc, então ele desfez sua barraca e enrolou os punhos nela, pulando entre os cogumelos e dando socos neles, porém ele não tinha técnica alguma, era péssimo lutando apenas com as mãos. Seus socos afundavam no corpo daquelas criaturas e o empurravam para trás, então, como se estivesse com uma espada em mãos, ele juntava os punhos e dava devastadores golpes, estes que não explodiam os cogumelos, mas retiravam um pedaço deles, aleijando-os e impedindo que continuassem, porém permaneciam vivos e balançavam seus chicotes violentamente em volta, acertando as áreas descobertas do capitão e mesmo com as palmas cobertas, elas ainda sofriam danos pelas chicotadas que recebia nos braços.

Um grupo de cogumelos se aproximou de Tyr e diversos chicotes venenosos se estenderam de cima para baixo, indo atacá-lo, porém antes que pudesse ter qualquer reação, o Red Head o pegava pelo ombro e em um movimento bruto, girava o próprio corpo, usando de tal força para jogar o guerreiro no chão e receber nas costas os ataques, porém aqueles que batiam em seu chapéu de cogumelo, eram ricocheteados e assim, ele tinha uma certa proteção na cabeça.


- Ninguém lhe disse que é perigoso sair de noite pela ilha?! - Agora era a vez dele de brigar com Tyr. Deu um soco trêmulo na cabeça do outro, pois o veneno já corroía em suas veias e mesmo que não fosse mortífero, ainda assim eram extremamente dolorosos, dando uma sensação horrível de queimação que ele já houvera sentido. Mas algo ocorria, eles pareciam mais violentos, mais fortes, mais resistentes.

Eram fungos noturnos.

Do alto daquele cogumelo, Tyr conseguia ver que o mar ao redor da ilha estava com dezenas de milhares pontinhos brancos que se apagavam e acendiam, sem parecer elétrico ou de origem inflamável. Exceto por um, pois ele via uma embarcação que era difícil dizer se era da Marinha ou o quê, mas que atirava o quanto podia naqueles pontos de luz. Pelo ponto de vista de Akin, a mata fechada estava silenciosa e não se via nada nos cogumelos, como se o problema fosse basicamente resolvido assim que chegassem na beirada da ilha e descessem em terra.
mp
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