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 Ato I - A fraca luz de uma chama oscilante
Starless
 Posted: Apr 10 2018, 04:12 AM
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Expirando longamente pela boca, divertia-se com a possibilidade de ver sua própria respiração à sua frente no frio ar matinal do mar costeiro ao porto de Bhaskr. Tocava a fumaça que saía com seus dedos entrelaçados nas tiras de sua capa esfarrapada, já um tanto molhada com a fina garoa que caía sobre sua pequena silhueta localizada na proa daquele velho barco mercantil que dera-lhe carona. Mesmo sentindo o frio daquela região, principalmente em seus pés descalços, porém revestidos por uma única longa tira de pano a qual cobria porcamente um terço da sola de seus pés, a temperatura não a incomodava, muito pelo contrário.
Com os olhos quase fechados e o rosto levemente inclinado para cima, sentia as carícias das gotas d'água em sua tez familiarizada pelo Sol, enquanto escutava tranquilizante barulho das ondas do oceano chocando-se com as pedras da costa e o corpo de madeira da embarcação, fazendo-a sorrir de leve com aquela sensação. Agora entendia a intenção de seus meio-irmãos em conhecer o mundo, mas mesmo assim...

Finalmente sai de seu transe quando escuta sinos e vozes de comando da tripulação para subirem as velas, descerem a âncora e prepararem para desembarcar. Havia chegado ao seu destino e para eles era o fim de mais uma viagem, mas para a bastarda de Margólia, era apenas o começo de sua jornada.
Encolheu-se em sua capa como uma falha tentativa de proteger-se da chuva e do frio, ajeitou seu capuz para que não molhasse mais o seu próprio cabelo e saltou para a madeira do porto quando assim pôde fazê-lo, agradecendo pelo favor prestado e desejou-lhes bons lucros. Estava muito, muito longe de casa.
Ficou incrivelmente impressionada com a geografia do local, já que não era tão comum assim ver rochas daquele tamanho cobrindo o horizonte. As pessoas também eram diferentes e não sabia muito bem como esconder sua curiosidade, que talvez fosse partilhada pela parte deles também. Acredita ela: nada mais justo.

Com as poucas pistas que reuniu antes, utilizando todos os meios que lhe eram ao alcance, havia registros mesmo que um pouco defasados da localização de pelo menos um dos príncipes da Jóia do Deserto Negro e tudo indicava que havia passado por Bhaskr e se tivesse sorte, mesmo que não acreditasse em sorte, poderia encontrá-lo naquela região tão diferente quanto a de sua morada.
Inicialmente a coisa que julgou ser a melhor a fazer era sair daquela chuva e procurar um lugar mais aconchegante, talvez uma refeição quente mesmo que não estivesse com muita fome. O que realmente precisava era uma boa pista de pelo menos onde alguns dos filhos do falecido rei passou, pelo menos dessa forma seria possível rastrear seus passos ou refazer seus caminhos até que pudesse-lhes encontrar.

- Com licença, meu senhor. Onde posso encontrar uma boa estalagem? - Com um pesado sotaque, indagou o primeiro sujeito que aparentasse ser um morador local ou autoridade que pudesse dar-lhe aquela informação.

Tendo em seu conhecimento a direção pelo menos a ser seguida, a estrangeira o agradeceu educadamente e assim moveu-se à rota indicada. Um tanto quanto receosa e nervosa por estar num lugar tão diferente, mas ainda assim entorpecida pelo desconhecido. Buscava manter em sua mente a natureza de sua viagem e o dever a ser cumprido, não sabia quanto tempo ainda sua nação tinha antes de entrar no mais profundo caos, então não poderia fraquejar. Em momento algum.
Assim que alcançasse seu objetivo inicial, não demoraria para abrir passagem pela porta do recinto, adentrando imediatamente com intuito de escapar da chuva que agora, fora de seu transe, a incomodava um pouco juntamente com o úmido frio que mordia-lhe levemente os ossos.

- Gostaria de algo um pouco quente, por favor. -comentou perante o responsável pelo estabelecimento, sentando-se próxima do atendimento. Ophelia então abaixa seu capuz para água não escorrer pelo seu rosto e finalmente deixa sua voz anunciar: - Estou procurando alguém, estrangeiros como eu. Por favor, sabe me dizer algo ou alguém que possa responder?

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Hang
 Posted: Apr 11 2018, 10:12 PM
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*Uma fina camada de chuva molhava as pedras antigas da bela cidade que se estendia na frente da filha ilegítima do antigo rei de Margólia. As pedras sob os pés de Ophelia eram duras e frias, as construções ao seu redor pareciam antigas e as pessoas que andavam para cima e para baixo nas ruas olhavam para ela de forma indireta, como se tentassem fingir que eram indiferentes, como se não notassem ou simplesmente não se importassem com ela enquanto andava pelas ruas. A cidade tinha uma certa calma e paz que eram estranhas a ela após o estado de confusão do seu reino natal quando o deixou, um silêncio parecia se estender pot toda a cidade, sendo quebrado esporadicamente pelo alto apito do expresso do oceano*

*Enquanto vagava pela cidade desconhecida a antiga membro dos Corvos se via desconsertada como quão diferente aquele local era do que vira durante toda a sua vida, a paisagem era algo belo de uma forma diferente, havia uma solidez naquelas construções, um peso dos longos anos que aguentara. Mas apesar de se maravilhar com aquilo ela sabia que um dever a chamava e por isso logo chama um pequeno idoso que passava na rua lhe pedindo direção para uma estalagem*

- Minha jovem é bom mesmo você procurar um lugar para sair da chuva sabe, é nova na cidade? Você acabou escolhendo um péssimo dia para chegar, eu estou dizendo, aqui nem chove tanto e costuma ser tão bonito quando está Sol, o céu fica de um tom vermelho quase igual o do seu cabelo de tardinha é bem lindo. Nos velhos tempos, antes desse trem maldito chegar, nós podíamos aproveitar a tranquilidade dos nossos dias mas agora as coisas sempre tem esse barulho infernal por trás... Eu sou o Kookie.. Desculpe, você havia perguntado alguma coisa eu me esqueci hehe

*O velho senhor abordado por ela parecia gostar de conversar e após a pergunta ser repetida mais duas vezes, e tê-lo ouvido falar por mais vários problemas e belezas do seu dia à dia Ophelia acabou conseguindo ser direcionada para uma estalagem que havia nas redondezas, segundo o velho Kookie não era a taberna mais chique, porém provavelmente serviria como um bom ponto de partida para a jovem.*

*Seguindo o caminho indicado ela acaba passando por um bairro um pouco mais pobre, as pessoas ali andavam pelas ruas um pouco mais cansadas e com roupas que pareciam levemente mais gastas e sujas, porém as construções ainda continuavam belas, embora começassem a mostrar o peso do tempo de uma forma mais desgastada do que outras, e no meio desse bairro encontrou a estalagem que lhe foi indicada O Beijo do Unicórnio, com uma grande placa com uma donzela beijando o chifre na testa de um unicórnio.*

*Assim que passava pela porta a antiga agente secreto sentia como aquele ambiente estava bem mais aquecido que o exterior, um fogo ardia na lareira deixando-o bem abafado, e um grupo de bardos tocavam alguma música que ela não conhecia mas era bem animada enquanto um grupo de aproximadamente 20 homens espalhados por algumas mesas bebiam, conversavam e riam. Aproximando-se do estalajadeiro, um homem com um espesso bigode branco e cabelos que começavam a rarear e parecia insistente em esfregar o interior de um copo com um pano que parecia mais sujo que o próprio copo, Ophelia lhe pede algo quente e pergunta sobre um estrangeiro como ela quando sente uma mão pesada no seu ombro e um hálito forte e azedo no seu lado*

- Se o que você quer é algo quente docinho, acabou de encontrar. Não sei nada de estrangeiros bonito como você, acho que tinha um pivete que falava engraçado também mas acho que ele já foi e eu não me importo, porque ele não tinha essa boquinha boa de morder que você tem.

- Suho deixa a menina em paz, você está bêbado e ela só quer..

- John você sabe que eu te adoro, mas eu vou afundar sua cabeça se você se meter. Eu e a florzinha aqui estamos conversando e ela está gostando de mim então se manda ok? Então coisinha bonita, por que não esquece esse outros estrangeiros e vêm comigo?

*O homem ao lado dela era bem alto e gordo, tinha um tufo de cabelo negro crescendo no meio da testa, porém o resto da cabeça era careca, o braço dele no ombro dela aos poucos começa a puxá-la com mais força na direção de si*

- Vem comigo que faço você esquecer aquele pivete idiota lá, ele era um fracote sabe HYAHAHA

QUOTE
@Starless Começando a aventura, espero poder corresponder as suas espectativas XD
Se puder coloca a sua ficha no link que tem embaixo do avatar, e se precisar de qualquer coisa ou tiver alguma dúvida pode falar comigo
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Starless
 Posted: Apr 12 2018, 01:52 AM
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Starless




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Pés tão acostumados às areias ferventes do deserto negro, agora tocavam as frias pedras de daquela estranha nação, e ainda em êxtase, brincava com seus dedos calejados nas pequenas pocinhas d’água que eram formadas pelo caminho, numa tímida expressão saudosista de juventude abandonada. Ainda que admirando seus arredores, mantinha-se focada em sua tarefa, permitindo-se ligeiríssimos intervalos para vislumbrar-se com a arquitetura tão diferente. Por exemplo, aquele povo aderiu a utilização de telhados inclinados em suas construções para que a chuva corresse para baixo e não acumulasse no topo de suas casas, diferente até mesmo das cidades portuárias de Margólia, que mesmo próximas do mar, chuva era um fenômeno extremamente raro que os fizeram descartar tal desenho arquitetônico e passarem a utilizar telhados retos com lages para, no mínimo, tentar absorver a pouca água vinda dos céus.

Outro grande choque cultural que não tinha como negar, agora realmente impressionada, era a origem daquele alto apito que ouvia de vez em quanto, a fazendo dar um leve salto de susto quando testemunhou pela primeira vez. Pode ser que não para muitos, mas via aquele lugar muito mais rico em recursos do que sua morada, simplesmente pelas paredes robustas daquelas casas, as quais acreditava serem até uma necessidade por conta clima. E o motivo que acreditava serem mais desenvolvidos era a presença do tal Expresso do Oceano como veio a conhecer em testemunho de um atencioso idoso em busca de atenção, Kookie.


- Sim, nova sou, sayidi. A chuva realmente não é um problema, apenas a tomei demasiadamente, mas o tempo está bonito do jeito que está. Ah, bem, perguntei-lhe sobre…


Ophelia era uma jovem bastante paciente, então as palavras quase infinitas daquele senhor não foram de total desconforto, apesar do uso excessivo delas. Conforme ele não respondia exatamente o que ela queria, buscava aproveitar-se daquela situação para pegar um pouco mais de informações sobre aquele lugar e o que acontecia recentemente, como uma boa espiã e coletadora de informações que supostamente deveria ser. Tratava-o com respeito que aprendeu a ter com os anciões e seus ensinamentos, mesmo que possam ser irritantes às vezes para os mais indoutos e impacientes. Era leviano uma jovem desconsiderar a palavra de um mais velho, este que tivera toda a paciência ao criar e educar as gerações depois dele. Há conhecimentos que não podem ser passados por papéis. Um ciclo social.

- Shukraan lak sayidi - agradeceu educadamente ao senhor com uma curta e cordial reverência quando teve a informação que precisava e assim partiu.


Era de se esperar que as nações tivessem suas diferenças de castas sociais, sabia muito bem disso ao viver o resto de sua adolescência junto aos pobres e servos da coroa. Não sentia pena deles ou pesar de suas lembranças, sinceramente os considerando com sorte, pois ao menos possuíam as casas e roupas que tinham. Todos parte do mecanismo do sistema, engrenagens necessárias, e ela é sabida de seu próprio papel. O caminho por debaixo da leve chuva apenas a deixou com um pouco mais de frio que quando chegou na cidade, mas nada que incomodasse sua postura.

O beijo do Unicórnio, huh? Parece esse o lugar. dialoga consigo mesma, mentalmente.
Dentro do lugar, a primeira coisa que sentiu foi o bafão do calor interno atingir-lhe no peito que a fez hesitar sua respiração por meio segundo até que pudesse se habituar com as novas condições. Certamente era melhor que ficar ao relento e molhada, e então seguia com seu plano premeditado em buscar informações sobre os herdeiros do trono de Margólia.
Porém sentira algo mais incômodo que o bafão da lareira e o calor do ambiente povoado em choque com seu corpo frio, molhado e desgastado da viagem. A jovem bastarda sentiu um desagradável odor de hálito na lateral de seu rosto, esquentando-a de uma forma incômoda que a fazia lembrar do azedo do hálito de dromedários, além de uma pesada mão em seus ombros franzinos. Seu instinto foi encolher levemente a própria figura e franzir o nariz com o odor que inalou recentemente.

Olhando de soslaio pôde reparar no autor daquelas atitudes; um homem bem maior e mais velho do que ela, claramente intoxicado por bebida alcoólica e sendo incapaz de reprimir suas atitudes mais instintivas com o adicional de ter o sangue circulando por outros lugares: cortejar uma exótica visitante. Suas palavras eram ouvidas atentamente pela ruiva mestiça que lentamente abria um sorriso, como uma velha porta que desliza para o lado às graças de uma leve brisa noturna, demonstrando parte dos dentes superiores conforme expandia os lábios para os lados, achando um tanto quanto cômica aquela cena e dando uma curtíssima risada sem som ao ouvir o comentário sobre seus lábios no final.

Com uma curta olhada para o responsável pelo bar, supostamente chamado John, assentiu com a cabeça como se dissesse-lhe que estava tudo bem e não precisaria de ajuda. Apesar de ter apenas dezoito anos, não era nenhuma jovenzinha desentendida, ingênua ou frágil, então entendia perfeitamente como era perigosa a combinação entre álcool, homens e hormônios, da mesma forma como era mais fácil obter o que precisava de sujeitos em tal estado sem que abusasse de sua sorte e soubesse como conduzir uma situação tão volátil quanto a que apresentava-se à sua frente.
Tudo dependia de um equilíbrio, como uma pedra morna ao fogo, sem queimar as mãos ao tocar ou transportar o frio para os dedos ao encostá-la.

- Ora, realmente parece-te forte, sayidi, mas não precisa me puxar, não vou a lugar algum.

Dito isso tentou afastar-se um pouco do seu puxão, mas sem necessariamente tirar sua mão de seu ombro, utilizando o mínimo de força possível, pois não queria sair daquela posição de controle, mas não queria demonstrar hostilidade, deixando-o com a ilusão de que ainda tinha espaço. Tendo montado a situação, era hora do jogo e tinha que tomar cuidado com os avanços e recuos para deixar que a conversa fluísse sem precisar usar da violência ou deixar-se ser usada.

- Por que não me contas do estrangeiro, de como o derrotou e tudo mais? Aposto que a história é ótima e já que estamos aqui mesmo, você pode me pagar algo, se quiser é claro, pois é como eu disse: Não vou a lugar algum... e sinceramente? Depois de você? Não vejo o porquê.

Apesar da ambiguidade de suas palavras, reforçava um tom muito mais suave e relaxado do que realmente queria dizer em seu âmago. Em conjunto com suas palavras, lembrou de usar a linguagem corporal, virando boa parte do rosto na direção do sujeito e encarando-o de forma amistosa, utilizando a coloração alaranjada intensa de seus olhos para fixarem a atenção do homem ao pousar seu olhar nos do sujeito e não desviando o contato visual enquanto falava a movia o corpo.
Girou o corpo também, apontando as pernas cruzadas na direção de seu assediador, tendo o braço contrário ao homem pousado no balcão, o cotovelo servindo de apoio enquanto a mão avançava entre os avermelhados fios úmidos de seus cabelos, descansando o peso da cabeça em seu membro superior. A mão livre, no entanto, pousava gentilmente sobre as próprias pernas cruzadas, sempre alertas para agir em uma situação completamente fora do controle da qual havia tentado montar.

- Então… Poderoso Suho, conte-me toda essa sua história. Se me agradar… - E nisso ela se aproxima lenta e levemente do sujeito, abrindo um vasto sorriso ambíguo, logo recuando quando a ultima frase sai de sua boca. - Eu conto-lhe a minha… todinha.

Durante todo esse processo, em momento algum Ophelia deixou de ficar atenta ao que lhe cercava e cada palavra que proferia, assistia cuidadosamente as reações do que tinha em sua volta nem que fosse pela visão periférica, como; aproximação de novos elementos, indícios de movimentos bruscos e agressivos, reação emocional e utilizando seu discernimento para estudar se realmente o que fosse sair da boca daquelas pessoas, ou suas reações físicas, pudesse realmente ser levadas a sério e utilizadas em uma base de pistas coletadas para entender o paradeiro do tal estrangeiro, se é que ele realmente existia. Era boa nisso, a pequena corvo, talvez não a melhor que existe, mas certamente era para isso que tinha nascido e treinado durante anos.


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@Hang coloquei a ficha onde pediu, mas também tem na signature. É só clicar no token :3
Não sei se isso pode ajudar, mas... xD

Audição Aguçada (1PE): Possui uma audição sensível, capaz de perceber sons baixos e distantes, ou identificar de onde vêm.
Benefício: Interpretativo; Concede um bônus +2 nos testes de Percepção.

Perceptivo (1PE): Não possui exatamente a apuração em um sentido físico, mas sim em sua capacidade de percepção. Consegue notar mais detalhes em ambientes e obter informações como armadilhas, segredos e outros com um pouco mais de facilidade.
Benefício: Interpretativo; Concede um bônus +2 nos testes de Percepção.

Vigilância (2PE): Treinamento excessivo fez do seu personagem um “paranoico saudável”, seu senso de perigo fez com que estivesse sempre pronto para o combate. Sempre que for surpreendido ou se iniciar um combate, seu personagem já estará pronto para reagir, seja com punhos ou com arma, e o primeiro ataque sempre terá acerto com chance bonificada.
Benefício: Concede um bônus +2 nos testes de Percepção. Concede um bônus +3 no acerto do primeiro ataque no combate.

Investigador (1PE): O personagem sabe usar a lógica e coletar pistas para traçar perfis e adquirir informações sobre pessoas e missões. Pessoas normais podem investigar, mas este aprimoramento garante que seu personagem seja bem acima da média em seu sucesso.
Benefício: Interpretativo; Permite que o personagem possa obter informações através dos mais variados recursos, como lábia, sedução, suborno ou tortura.
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Hang
 Posted: Apr 13 2018, 09:39 PM
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*Ophelia usando-se da sua enorme paciência e das habilidades de espiãs que lhe foram ensinadas acabou conseguindo colher bastantes informações da longa conversa que tivera com Kookie, embora ela quase não precisasse forçar para que o homem lhe contasse as coisas. Ela descobria sobre o que, segundo o ancião, era o grande orgulho da ilha a organização de caçadores de recompensa conhecida como "Dragon Scale, o velho homem jurava para ela que não haviam homens mais fortes ou mais valentes em nenhum mar.*

*O homem também lhe contou sobre como desde que o expresso do oceano, aquela maldita e barulhenta coisa, abriu muitos imigrantes vinham para a ilha e o senhor gostava disso pois gostava de ouvir os sotaques deles, e ele dizia que o da jovem na sua frente era um dos mais engraçados que já ouvira. Aparentemente poucos imigrantes ficavam realmente na ilha, muitos só visitavam, mas segundo ele havia uma pequena cidade com pessoas de fora na ilha do extremo, aonde eles estavam estudando alguma coisa lá.*

*Também lhe falou sobre uma jovem que ele chamava apenas de "Olhos de Falcão", ele jurava que ela existia embora os outros fossem negar, era uma garota bem jovem que vagava pelas ruas protegendo as pessoas. Ele dizia que o Dragon Scale era a grande força e orgulho da ilha, mas era a Olhos de Falcão quem protegia o povo e que ele podia andar pelas ruas se sentindo seguro porque sabia que ela estava por aí.*

*O senhor falou muitas outras coisas também, ficava claro pelo sorriso que dava enquanto falava o quanto ele estava gostando de ter com quem conversar. Quando Ophelia finalmente consegue a informação que buscava e se despede do senhor ele lhe segura a mão com as duas na despedida e diz*

- Eu moro naquela rua ali tá vendo, número 79. Se precisar de alguma coisa pode me procurar viu? Boa sorte

*A jovem corvo sentiu dois poderosos bafos ao adentrar na estalagem que estivera buscando, o bafo quente vindo da lareira do local e o bafo azedo da boca do homem que se sentara ao lado dela e tentava arrastá-la consigo. O homem era tão atraente quanto um cadáver de camelo após passar 4 dias ao Sol mas a bastarda real fora treinada bem e conseguia dar um belo sorriso as investidas do homem, que ao notá-lo, parecia se sentir revigorado e continuava a tentar conquistá-la com ainda mais força*

- HYAHAHA, você entende mesmo das coisas docinho, eu sou o cara mais forte das redondezas pode ter certeza. Ninguém vai te incomodar porque você está com o papai aqui HYAHAHA

*O estalajadeiro parecia ter notado o sutil movimento que a jovem lhe fizera e não se metia mais naquela situação, porém embora tentasse disfarçar, ficava claro que ele estava prestando atenção em tudo que acontecia e parecia pronto para intervir se fosse necessário. Mas enquanto o homem se procurava a espiã apenas encorajava o bêbado, ela se afastava lentamente, o que gerava uma pequena careta de reclamação dele, porém assim que encorajava que lhe contasse a história dos seus feitos ele tornava a dar o sorriso estúpido dele e falava como se houvesse sido ideia dele falar sobre aquilo o tempo todo.*

- Era só um franguinho de gente, um pivete magricelo de cabelos vermelhos e olhos claros que ficava o tempo todo encarando a gente como se tivesse pena da gente e falando Say isso e Say aquilo, acho que tava tentando xingar a gente nessa língua dele, aquele desgraçado. Ele ficava se achando importante, ficava repetindo para cima e para baixo que era príncipe do não sei o que, filho do rei de não sei da onde. Eu e o pessoal demos uma boa surra nele para aprender quem é que manda de verdade, sabe? Nós somos os verdadeiros líderes dessa ilha, só deixamos o idiota do Allan governar para não termos que lidar com toda a burocracia mas quem governa é a gente

*John claramente dava uma bufada de escárnio atrás do balcão, e muitos dos homens ao redor que pareciam estar prestando atenção na conversa gargalham e balançam a cabeça e voltam a prestar atenção na música. Suho porém parece não perceber o desdém dos seus pares, apenas ampliando o sorriso idiota que estivera dando o tempo todo ao ouvir as últimas palavras de Ophelia, assumindo um ar como o de um predador faminto que finalmente encontra uma presa ferida*

- É... Eu então peguei o principezinho e enfiei ele num buraco esquecido por deus pra aprender. Um dia quem sabe eu volto lá e solto ele depois que ele aprender uma lição. Agora por que não vamos para um lugar mais silencioso pra você me contar sua história em bebê?

*A mão dele em Ophelia começava a fazer força novamente, tentando se levantar e levá-la consigo. Mas naquele momento na cabeça dela está a forma como ele falou as últimas frases, os olhos constantemente evitavam os da jovem, vagando sempre pra esquerda e pra baixo, seus dedos tamborilavam de leve no tampo de madeira do balcão, os pés virados pro lado o oposto, a hesitação e um constante morder do lábio inferior, algo não estava muito certo na história que o homem contara, mas ainda assim, a descrição física era perto o bastante para que algo parecesse haver realmente ali.*

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Starless
 Posted: Apr 14 2018, 07:01 PM
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Ophelia agora ria da mesma forma que antes, quando ouvia a reação do sujeito a respeito do comentário que fez sobre sua força física e poder, exclusivamente pelo jeito que aquele homem falava, se divertindo com a situação. A utilização de palavras e expressões eram até cômicas, juntamente com a ilusão de que aquela pobre alma tinha de que estava conquistando uma jovem estrangeira, deixando a situação ainda mais interessante. Talvez a melhor forma que pudesse explicar isso seria compará-lo aos bufões do palácio, anos antes da crise e principalmente de seu treinamento, responsáveis por criar sorrisos em seu rosto infantil quando podia vê-los e fazê-los genuinamente. Eles não faziam piadas, mas sim eram as piadas.

Ficou evidentemente satisfeita quando percebeu que o dono da estalagem entendeu o recado que quisera passar e apreciou o fato de vê-lo ainda se importar com ela em caso de realmente precisar de ajuda contra um bêbado incômodo e invasivo. Tão diferentes reações de pessoas tão incomuns encontrou até o momento: Kookie, John e Suho, a fazia questionar a real intenção nas profundezas dos corações daquelas figuras, por um breve momento.

Seu plano parecia ir até que bem; a sugestão que deu ao bêbado surtiu efeito e este passou a contar sobre seu encontro. O sorriso se esvai rapidamente, no entanto a fina sombra do que antes estivera ali mantém-se em seus lábios conforme ouvia-o sobre a história de seu suposto conterrâneo subjugado pelas mãos daquele homem e seus colegas. Quando ele reforçava a ideia de que não agiu sozinho era possível pensar que aquele bar estivesse cheio de mais de seus comparsas, aumentando a necessidade de utilizar de cautela e meticulosidade para não criar um problema maior que pudesse lidar.

Era certo que ouvir a história de seu suposto meio-irmão sendo ferido por rufiões em uma ilha como aquela causava um desconforto na bastarda de Alzair, a qual demonstrava suavemente ao apertar um pouco os próprios olhos e puxar um pouco mais de ar do que precisava em um único momento, mesmo que tentasse disfarçar aquela reação. Não o conhecia muito bem, mas ainda era um herdeiro do trono e sua segurança era o trabalho da sua vida, contanto que fosse a melhor opção para a Ordem e o Estado, o que facilmente poderia ser mal interpretada por uma falsa empatia de valor fraternal.
Razões para sentir-se incomodada com aquela história não eram pela ocorrência violenta dos fatos, mas com a informação das características físicas do agredido era de se suspeitar que tinha chances de ser realmente um Príncipe do Deserto Negro. Principalmente pelos maneirismos de fala. Aquilo era bem estranho.

O que ficou mais curioso para a corvo foi a reação da pequena plateia daquela péssima peça trágica em que era protagonista. Não conseguiu associar muito bem se riam de escárnio e desdém em resposta à prepotência daquele sujeito ao achar que todo o grupo mandava naquele local, ou de que utilizava daquele fato para tentar conseguir alguma coisa com jovens viajantes enquanto o sol ainda estava no céu, mesmo que escondido por nuvens de fina garoa, e pessoas ainda trabalhavam. Porém, o que pôde notar era que Suho era um homem orgulhoso e um tanto quanto arrogante, além de transparecer brutalidade e ignorância, o que lhe dava mais algumas opções para trabalhar com o diálogo sem que precisasse sujar as suas mãos e criar situações desnecessárias para si, prejudicando a aplicação de seu dever.

Cerrava os olhos e sorria de canto quando percebeu a forma com a qual reagia com a última coisa que havia comentado. Era, aparentemente, uma falsa verdade o que dizia, julgando pelo nervosismo que demonstrava. Isso intensificou sua encarada, deixando-se ser trazida para mais perto daquela grande figura, não oferecendo muita resistência

- Você não me disse tudo, não é? -comentou, deixando-se ser puxada para perto.- Eu te disse, habib se me agradar”, eu te conto minha história. Aliás quem são esses seus associados que você disse?

No momento em que deixou-se ser puxada para mais perto, levou ambas as mãos para frente do próprio corpo com o intuito de aumentar serenamente a distância entre os dois. Abaixou levemente o rosto numa tentativa dissimulada de parecer pequena e tímida, guiando paciente, furtiva e meticulosamente uma de suas mãos para pontos estratégicos nas vestes daquele homem, numa tarefa de buscar por valores monetários, propriedades de objetos interessantes como documentos e cartas que pudessem ser úteis futuramente.
Com a outra mão, abria levemente os dedos no meio do peito de Suho ao mesmo tempo que o fitava nos olhos e de seus lábios surgiu um ludibriante sorriso, que em conjunto com três suaves estalos da língua com o céu da boca, buscava sua total atenção.

- *Tsc* *Tsc* *Tsc* -pausou- Áfuan, habib. Não sou de me satisfazer com tão pouco.

Como orvalho numa manhã sol quente, seu sorriso desmontava-se rapidamente e dava lugar a um traço mais sarcástico e desafiador. Manteria-se próxima o bastante só até terminar de vasculhar por seus bolsos de forma cuidadosa, depois disso ia sentir a necessidade de se desvincular daquela aproximação desagradável, mesmo que isso tomasse um certo tempo para ser imperceptível.
E foi avivando sua própria força que gentilmente empurrou o corpulento indivíduo para longe de si, virando-se rapidamente para acolher as mãos com os possíveis itens roubados dentro de sua capa esfarrapada, simulando penas escuras de aves, mesclando-os com os seus para averiguar posteriormente. Poderia simplesmente levá-lo para um local mais quieto e arrancar a verdade dele, mas a possibilidade de dar errado era grande demais para não ignorar.

A ruiva mestiça aprendera várias coisas, mas algo que sempre lhe foi passado é sobre a fragilidade de algumas coisas e como aproveitar-se delas; vitrais sutís, paredes finas, amizades fragilizadas, confianças infundadas, ligas de metais mal feitas, etc. Porém nada, físico ou conceitual, absolutamente nada é mais frágil que o ego masculino. E nada é mais vulnerável que um homem com ego ferido.

- Pela reação dos demais, parte do que diz não é inteiramente verdade, não é mesmo sayid? Acho que deveria dividir histórias com outro, alguém que realmente possa me contar sobre esse tal príncipe e o que aconteceu.

Enquanto fazia sua pequena afronta, recuava exatos três passos de maneira sutil como uma gota d'água no rosto de uma criança. Cruzava os braços por dentro da capa enquanto meneava lentamente a cabeça com um olhar desapontado e uma expressão entristecida, quase como se estivesse desolada com o fato de não ter tido o bastante que precisava. De novo, seria muito fácil tirá-lo dali e buscar um local reservado para arrancar informações dele de modo mais agressivo, mas era paciente e meticulosa demais para isso, e se achava mais inteligente que isso também. O que queria fazer era inflamar o ego inflado e ferido do bêbado a fim que ele soltasse as informações ali, ou então que pudesse desestabilizar sua relação com os demais clientes e tirar algum proveito daquela situação.

- Ou talvez me mostrem onde ele está. E, quem sabe, eu mostro o que significa... ”Sayid”.

Com o tom de voz mais alto, anunciou suas intenções e fitou Suho em busca de reações. Novamente, mesmo com a atenção aparentemente fixa em um, buscava saber o que acontecia em volta de si para não ser pega desprevenida. Por debaixo do tecido rasgado da capa, encostava as pontas de seus dedos nos pequenos cabos de suas facas escondidas em caso de precisar reagir de uma maneira que, sinceramente, queria muito evitar.
Depois disso, ficou pensando que talvez a melhor coisa que pudesse fazer era uma aproximação mais sorrateira e agressiva, como arrancar-lhe a verdade por meio de tortura. Talvez ainda pudesse fazer isso, caso o que planejou não desse certo e tudo não fosse pelos ares...


@Hang
aleatoriedades:
Spoiler
Sayid: maneira respeitosa e digna de se dirigir a um homem; senhor
*fun fact: bem provável que isso venha do fato que Sayid é um descendente de Muhammad
Habib: querido, querida, expressão de carinho
Áfuan: desculpe-me


Ladinagem
Spoiler

Ladina Profissional Novata

Amador: Ainda inexperiente, consegue roubar os bolsos de pessoas desatentas, embora falhas ainda sejam mais frequentes que sucessos. Seus ataques surpresa são mais perigosos que o normal, bem como seus acertos críticos, e seus bônus aumentam conforme obtém-se novas graduações. Caso tenha o Aprimoramento "Especialista em armadilhas" recebe um aumento de 50% em seus bônus.

Profissional: Capaz de aplicar roubos mais complexos, sendo muito mais eficiente em evitar ser notado durante suas ações, e consegue abrir trancas, ainda que com grandes dificuldades. Caso tenha o aprimoramento "Furtividade" recebe um aumento de 50% em seus bônus.


colinha:
Spoiler


Aceleração (1PE): Você é mais ágil que o normal e pode realizar ações e correr mais rápido. Esta Vantagem permite realizar uma tarefa que normalmente tomaria sua movimentação no turno, como recarregar uma arma ou desativar uma bomba, porém ela não permite atacar mais do que o estipulado pelo mestre.
Benefício: Interpretativo; Concede um bônus +4 em Agilidade.

- Audição Aguçada (1PE): Possui uma audição sensível, capaz de perceber sons baixos e distantes, ou identificar de onde vêm.
Benefício: Interpretativo; Concede um bônus +2 nos testes de Percepção.

- Perceptivo (1PE): Não possui exatamente a apuração em um sentido físico, mas sim em sua capacidade de percepção. Consegue notar mais detalhes em ambientes e obter informações como armadilhas, segredos e outros com um pouco mais de facilidade.
Benefício: Interpretativo; Concede um bônus +2 nos testes de Percepção.

Visão Aguçada (Racial): Possui uma visão além do alcance, consegue enxergar mais distante e também com mais nitidez que um olhar normal.
Benefício: Consegue enxergar melhor que o normal na penumbra (mas não em escuridão total). Recebe um bônus +2 em jogadas de acerto e dano para ataques à distância, e esses bônus são dobrados quando obtém sucesso em um ataque surpresa.

Especialista em Armadilhas (1PE): Não só tem a capacidade de montar armadilhas muito bem elaboradas, mas também consegue desarmá-las se as encontrar.
Benefício: Interpretativo.

Investigador (1PE): O personagem sabe usar a lógica e coletar pistas para traçar perfis e adquirir informações sobre pessoas e missões. Pessoas normais podem investigar, mas este aprimoramento garante que seu personagem seja bem acima da média em seu sucesso.
Benefício: Interpretativo; Permite que o personagem possa obter informações através dos mais variados recursos, como lábia, sedução, suborno ou tortura.

Invisibilidade (Racial): Você pode ficar invisível (não literalmente, apenas tem uma alta habilidade de sumir de vista). Fora de um combate, pode usar esta habilidade durante quanto tempo desejar contanto que permaneça praticamente imóvel. Durante um combate, pode se manter invisível apenas situacionalmente, de acordo com que o mestre julgar possível.
Benefício: Interpretativo; Concede um bônus +4 nos testes de Furtividade.

Furtividade (1PE): Capacidade de caminhar sem ser percebido, seja sob a luz ou nas sombras (que obviamente é um trabalho mais fácil), podendo se aproximar de alvos com mais facilidade. Combinável com "Invisibilidade".
Benefício: Interpretativo; Concede um bônus +2 em testes de Furtividade.

Sorrateiro (2PE): O Personagem é treinado para andar sem produzir qualquer tipo de som, costuma ser utilizada em conjunto com o aprimoramento furtividade. Além disso, o personagem é capaz de andar na areia sem deixar pegadas, em caso de estar correndo os rastros são visíveis normalmente. É naturalmente mais difícil de ser rastreado.
Benefício: Interpretativo; Concede um bônus +4 nos testes de Furtividade.
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 Posted: Apr 16 2018, 09:08 PM
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*Pelo mais breve dos momentos a ruiva deixou que sua faixada caísse enquanto ouvia o brutamontes ao seu lado falar sobre como ele e seus amigos haviam agredido um legítimo herdeiro do trono, alguém que ela agora vagava pelos mares para encontrar e proteger, seu grande trabalho para com o Deserto Negro. Mas aquele homem estava muito entretido com o som da própria voz para notar a rápida mudança na estrangeira com quem conversa, e com uma rapidez oriunda dos seus longos treinamentos, rapidamente a máscara voltava para o rosto dela, sendo novamente a garota de longe entretida pelas histórias de um estranho no bar.*

*O homem que tentava levar Ophelia consigo ao terminar a sua história e ficava com uma expressão confusa ao ouví-la duvida de que havia contado toda a história. A expressão dele deixava mais do que claro que estava escondendo algo, e a jovem bastarda nem precisaria ter sido treinada pelos corvos para perceber isso, algo de bom que Suho tinha, apesar de todos os seus defeitos, era que parecia ser bem simplório sendo extremamente fácil ler as expressões do homem.*

- Eu não sei do que cê tá falando bone..

*A frase dele é interrompida no meio quando ao puxar a pequena e frágil jovem na sua frente uma das mãos dela cai sobre as vestes dele, enquanto a outra mantinha-se no peito dele mantendo a distância. Suho encarava a mão no seu peito sem entender o que ela estava fazendo ali, como se não compreendesse de onde surgira, e nem percebe a outra mão suavemente retirando uma pequena, e bem menos pesada do que um ladrão gostaria, de dentro das vestes dele*

*A expressão de confusão dele rapidamente se desfaz em raiva quando percebe o sarcasmo no sorriso da bela garota na sua frente, e se aflama ainda mais com as palavras seguintes dela.*

- Acha que eu sou pouco é sua porquinha? Cê num vai trocar história com ninguém não, eu tentei deixar tu se divertir também, mas vou me divertir com você depois que acabar de te ensinar a num falar assim comigo. E se que tanto assim saber daquele bostinha pode perguntar lá no inferno

*Enquanto Ophelia lentamente se afastava e sentia sob seus dedos o reconfortante toque das suas facas, o barman começava a sair de trás do balcão com as mãos levantadas tentando acalmar os ânimos.*

- Ok Ok Suho, ela não falou por mal então vamos nos acalmar

*Antes que o homem pudesse sair de trás do balcão por completo Suho tacava o banco aonde estivera sentado contra a cabeça dele, acertando-o em cheio na têmpora e fazendo com que John caísse no chão como uma marionete que tivera as cordas cortadas. Esse pareceu ser o sinal para que a maioria das pessoas do bar saísse rapidamente de lá, até mesmo a banda foi embora largando seus instrumentos para trás na pressa de sair correndo, deixando apenas dois homens mal encarados e com sorrisos perversos no rosto que olhavam para Ophelia como se já se divertissem com o que estavam para fazer. Suho estalava os dedos e apontava deles para a garota.*

- Depois eu peço desculpas pro John se ele sobreviver, eu avisei pra ele não se meter, não foi? A culpa disso é dele. Rapazes segurem essazinha, vou ensinar pr'ela como ter boas maneiras, depois todo mundo se diverte como quiser. E acho que vou até descontar a raiva que falar daquele merdinha de principezinho me deu

*Os dois homens se levantavam da mesa, um deles acabando de beber uma grande caneca de cerveja, e partiam de forma extremamente displicente na direção de Ophelia, se preparando para segurá-la contra o balcão, e claramente sem considerá-la uma ameaça*

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 Posted: Apr 19 2018, 02:08 AM
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O plano acabou saindo bem diferente do que ela havia imaginado, apesar de ter considerado aquelas alternativas de eventuais falhas de seus cálculos. Talvez se tivesse simplesmente ido para algum lugar longe dos olhos de outros, poderia ter arrancado aquelas informações de Suho sem que tivesse toda aquela atenção, apesar de imaginar que o desfecho seria o mesmo. Seja como for, tratar com coisas tão voláteis assim tem seu risco de explodir na sua frente, e era basicamente isso que via em sua frente; um ego volátil explodindo com um pouco de agitação.
Com uma impressionante explosão de raiva, o antes confiante homem e seus galanteios sórdidos encorajados por uma jovem de sorriso dissimulado, dava lugar à fúria de um pobre infeliz com injurias direcionadas àquela que o rejeitava, aparentemente.

"E então ele mostra quem realmente é... Não estou surpresa, impressionada, mas não surpresa." pensava consigo mesma enquanto sentia o toque gentil do aço de suas armas escondidas. Então John veio a nocaute, atingido por uma peça de mobília, dando espaço para todos os potenciais inocentes correrem daquele novo palco do inferno. Quem sobrou eram apenas aqueles que não eram mais tão inocentes assim. Com um fino sorriso, pensou. "Melhor assim..."

Vendo-se praticamente cercada em um ambiente fechado, não havia saídas fáceis para aquele momento e tinha em mãos uma vantagem; não estava sendo levada a sério. Dois sujeitos atrás e o barulhento Suho na sua frente, três oponentes no total, aparentemente destreinados e desarmados; intoxicados. Perder definitivamente NÃO era uma opção, aquilo não era um treino ou simulação, e por mais banal que aquilo pudesse ser: uma briga de bar, acelerava o coração da jovem corvo com um bombardeio de adrenalina.

Curvou-se um pouquinho mais adentro da sua própria capa, retalhada em falsas penas de pano, como se parecesse encolher-se no próprio espaço em demonstração de medo ou pânico, mas na verdade buscava agarrar mais cabos de suas facas nos espaços entre seus dedos. Rápida como um violento alçar de voo, deu um gracioso salto do chão, girando seu corpo cento e oitenta graus na direção dos outros dois indivíduos que estavam atrás de si.
O farfalho do pano de sua capa preencheu seus próprios ouvidos quando lançou as pequenas lâminas na direção daqueles homens. Não teve sequer o mínimo de cuidado para evitar partes vitais ou de alto risco como olhos, artérias ou garganta, tinha total intenção de matá-los bem ali naquele lugar. A vantagem deles era que se acertasse, seria uma morte potencialmente rápida, uma cordialidade a qual sabia que não teriam com ela.

Finalizando seu movimento, aterrissava no chão com a mesma graça que desvinculava-se dele. Dentro de suas vestes sacou mais um par de mãos cheia com lâminas entre seus dedos, ao mesmo tempo que girava o corpo para a mesma direção que havia virado de costas, mirando agora em Suho, porém não saindo do chão e sim abaixando-se conforme os calcanhares descalços recebiam todo o atrito como chão de madeira.
Sem dizer uma única palavra ou esboçar qualquer sentimento que não fosse natural do ventre de uma batalha, lançou novamente sua onda de ataques no outro homem, tendo uma intenção não letal naquela manobra, e sim de incapacitá-lo. Teria mais planos para ele, se tivesse êxito em suas investidas.
Treinada para atacar, treinada para se defender; não ficaria apenas olhando caso fosse atacada, buscando esquivar-se de qualquer tipo de ataque contra ela da melhor forma possível.

Aprendeu a ter humildade no combate e não desconsiderar aqueles do outro lado, mas sua disciplina e respeito não eram divididas com seus oponentes daquela vez. Todavia, não importava-se com o que eles diziam, pois sentia-se com a sombra de um corvo em uma noite sem luar, dançando graciosamente a mais bela cantiga composta pela própria Morte.

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This post has been edited by Starless: Apr 19 2018, 02:14 AM
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 Posted: Apr 20 2018, 12:47 PM
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*Ophelia via a real natureza do homem que vinha tentando cortejá-la, não que não estivesse claramente ciente de que tudo o que vira até aquele momento provavelmente fosse apenas um ato. Após uma demonstração do seu temperamento e da sua força bruta, que deixou o pobre barman caído no chão, a bastarda se via sozinha no bar com Suho e seus aliados.*

*A corvo se encolhia para dentro da sua capa para buscar suas armas que trazia escondidas, mas os homens ao vê-la agindo assim apenas andavam mais confiantes na direção dela, julgando ser uma reação de medo. Conforme se aproximavam da jovem, os aliados do brutamontes se mantinham no caminho entre ela e a porta de saída, achando que ela gostaria de tentar fugir dali se tivesse a oportunidade. O que se aproximava pela esquerda, um homem baixo com um cabelo loiro escorrido até o queixo e um dente faltando na frente, sacava uma adaga curva com a lâmina serrilhada enquanto se aproximava dela.*

- Tu ta presa com a gente aqui franguinha, num tem pronde fugir. Se ficar bem comportadinha talvez tu nem morra quando nós acabar. Só num fica quietinha, eu gosto quando elas gritam.

*Suho sorria, sendo o mais próximo de Ophelia ele poderia já tê-la alcançado, mas esperava pela aproximação dos seus companheiros, se deliciando com o que ele julgava ser o terror da jovem que estava sentada no banco. Quando com o som de um leve farfalhar, que em muito se assemelhava ao bater de asas de uma ave, a jovem garota saíra rapidamente do seu lugar e os seus dois aliados caíam no chão com cabos de facas saindo dos seus corpos, um deles com a faca cravada na perna e o que falara a pouco tempo tendo a adaga cravada no estômago, o brutamontes olhava claramente sem entender o que estava acontecendo, como se alguma mágica houvesse ocorrido ali.*

- O que... Como... VOCÊ! SUA DESGRAÇADA

*O forte homem desferia um soco na altura da cabeça de Ophelia ao mesmo tempo que a bastarda real se abaixava, sentindo o vento do golpe dele movendo seus cabelos, ela então tentava começar a ataca-lo, visando partes não letais, porém um rápido chute dele acertava-a antes de se levantar derrubando-a contra o balcão atrás, mas a lâmina que ela segurava, abria um corte na coxa dele que rapidamente começava a sangrar.*

- Chega de Suho bonzinho procê, tu vai apanhar pra aprender

*Ophelia estava caída perto dos destroços da cadeira aonde estivera sentada antes, que se quebrou com o impacto do corpo dela após o chute, tinha uma das suas facas na mão e Suho começava a se dirigir na direção dela, uma clara fúria assassina brilhando nos olhos, porém com movimentos debilitados devido a perna que ela havia cortado.*

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This post has been edited by Hang: Apr 20 2018, 12:48 PM
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 Posted: Apr 22 2018, 03:40 PM
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Inevitavelmente exclamou de dor quando atingiu o balcão, quebrando uma cadeira no processo, ao ser chutada para longe com uma tremenda força ou simples azar. Já tinha ideia de que ele era bem forte, mas sentir o peso de um golpe daqueles era de tirar o ar de seu peito com um pouquinho de tosse. Ela ainda não sendo muito grande ou muscular, facilitava ser arremessada daquela forma, então deveria manter uma distância maior.
Mesmo um pouco desnorteada com o baque intenso naquela madeira, tentou levantar-se numa cambalhota para o lado mais distante do oponente, pousando a mão desarmada por cima de onde havia sido atingida, novamente exclamando de dor e praguejando baixo em sua língua nativa. Tossiu de leve, notando a aproximação do responsável por duas cadeiras quebradas daquele recinto.

Avançou contra o sujeito sem sequer anunciar-se, brandindo sua única adaga empunhada na sua mão esquerda num golpe visando seu rosto, porém isso não passava de uma finta, uma distração que queria causar na mente do adversário. Usaria desse momento para jogar-se numa audaciosa manobra acrobática que resultaria na sua passagem pelo meio das pernas do homem enquanto deslizava pelo chão, aproveitando o impulso e a inércia para cravar sua lâmina na parte de trás do joelho o qual pertencia à perna já machucada.
No fim de seu deslize e ainda aproveitando o impulso, completaria a manobra com algumas cambalhotas e piruetas até que ficasse o mais longe possível de um sujeito grande, forte, pesado e perigoso. Finalmente, sacaria mais algumas adagas e se preparava para arremessá-las contra os três quando fosse possível.
Não sabia julgar se os outros dois estavam já fora de combate, porém certamente tomaria providências sobre seus estados de saúde; estava levemente frustrada por ter sido lenta.

Tendo em vista que ainda estava em combate, daria preferência de arremessos contra os dois sujeitos menores se ainda estivessem de pé e dentro do combate, visando a letalidade de sua mira; caso não, seria só em Suho, em um único alvo que seria sua perna ferida. É mais fácil derrubar um elefante se tirar o sustento de uma de suas patas, facilitando muito as coisas.
Podia ser rápida e menor que eles, mas não era tão rápida assim, por isso não abusaria de suas limitações e estaria sempre colocando espaço entre sua pessoa e os demais. Esquivaria de ataques e sempre movendo-se entre mesas, cadeiras, pilares e etc, para ter a distância necessária para continuar acertando adagas em seus alvos sem ser feita de alvo.

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 Posted: Apr 22 2018, 11:18 PM
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*Uma pequena exclamação de dor escapavam dos lábios de Ophelia enquanto ela se chocava com a madeira após o chute do homem. A corvo levava alguns segundos para se recuperar do impacto, sentindo a dor do golpe no seu tórax, e o brutamontes aproveitava esses momentos para se aproximar dela lentamente, devido ao seu ferimento na perna. Mas antes que ele conseguisse alcançá-la a bastarda do Deserto Negro rolava para o lado mais distante dele, e após conferir que nada parecia estar quebrado ao tocar o ferimento avançou no seu próprio ataque.*

*Suho via a aproximação da estrangeira e tentava acertar-lhe um soco contra o rosto, tendo a vantagem do alcance graças ao seu tamanho, mas ele conseguia apenas acertar o ombro dela, afetando a finta da adaga o bastante, para também acertar uma cabeçada na testa da garota. Mas mesmo desnorteada, Ophelia conseguia continuar com o resto do seu movimento, passando no meio das pernas dele enquanto o homem tentava acertar-lhe outro soco, e assim que acabava de passar cortava novamente a perna dele, dessa vez muito mais fundo, o que fazia com que ele caísse para frente de joelhos.*

- Sua vadia, você vai MORRER

*A cabeçada que o grandão lhe dera, deixara a ladina um pouco desnorteada, e por isso suas acrobacias enquanto se afastava não foram tão belas quanto podia ter sido, mas foram o suficente para que ganhasse alguma distância. Assim que se levantava ela via que o homem que acertara no estômago estava caído no chão, com a mão no ferimento sem tentar se levantar, mas o que tivera a perna acertada já estava de pé e tentava se mover até a garota, que facilmente o acertava no meio do peito derrubando-o de cara no chão.*

*Restando apenas Suho, ela via que o homem tinha grandes dificuldades de se levantar, os ferimentos na sua perna sangravam bastante e escorriam pelo chão formando pequenas poças, mas para se garantir que ele não se levantaria, Ophelia acertou-o com mais uma faca arremessada com grande precisão próximo ao último ferimento. Com mais esse golpe, as pernas do homem fraquejavam de vez e ele caía sentado no chão.*

- Cê vai se arrepender disso, tá me ouvindo? É melhor tu fugir porque nós vamo te achar e vamo acaba cuntigo

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 Posted: Apr 24 2018, 08:26 PM
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Sentira que errou bastante na batalha, mas julgando pelo fato que nem sempre todo confronto é certeza de um sucesso imaculado, até que teve crédito em seu êxito. Sim, sempre cobrava demais de si e não podia evitar de fazê-lo.
Era o preço de ser uma de muitos como ela.

- *Sigh* - suspirou cansada. - As coisas bem que poderiam ter saído melhores pro seu lado, né? comentou esfregando a palma da mão direita na sua testa atingida pela cabeçada do grandalhão.
Conforme dizia isso, de uma forma contemplativa e com um tom de voz tranquilo -apesar do recente conflito-, caminhava cautelosamente na direção do segundo homem caído. Abaixando-se diante dele, retirava suas adagas sujas de sangue e então apunhava-o na região do coração com intenção de confirmar a sua morte e não precisar mais se preocupar com vingança desnecessária.

- Se tivesse me dito o que queria, nenhum deles iria morrer. - então levanta-se e começa a ir na direção do primeiro sujeito que caíra, o que não buscava se levantar durante o combate. - Palavras carregam peso de salvar vidas. e então abaixou-se diante do outro sujeito e o observou por um breve momento antes de mirar uma facada no mesmo que escolheu para acabar com a vida do primeiro. - Ou até de tirá-las.
Finalmente, recuperou suas armas e as embainhava depois de limpa-las nas roupas do segundo que ceifara, salvo duas lâminas que partilhavam espaço em sua mão esquerda. Não demonstrava sinal remorso pelas ações ou hesitação diante à morte, estava mais do que acostumada com isso. - Depende de como você as usa.

Ophelia então levanta-se novamente, exclamando baixo com a dor no ombro e outras parte de seu corpo atingidas por aqueles golpes. Virou sua atenção finalmente para o autor de toda aquela situação, e mesmo que não esquecesse seu papel coadjuvante naquele cenário, ainda entendia ser a culpa dele. De fato, não precisava de tudo aquilo. - Entendeu? e sem um pingo de pena, hesitação ou emoção latente, dispara as duas facas uma atrás da outra com foco em acertar os braços do sujeito enorme.
Não tinha capacidade de tirá-lo dali para outro lugar mais calmo, sequer tinha total segurança que poderia fazê-lo sem sofrer um ataque de alguma pessoa na rua ou então uma tentativa de fuga. Em sua mente, aquela era a escolha mais pragmática: tiraria as respostas ali.

- Agora, use-as para seu próprio bem, sayid. Fale onde está o Príncipe de Margólia. e talvez nessa hora Suho pudesse sentir duas pontas afiadas de lâminas da corva de Margólia pousando agressivamente em uma região em particular. - Ou farei de você menos do que essa sombra de um homem que você projeta. - Caso fosse ouvida com atenção, a voz das bastarda soava intensa e seu tom era factual, e não ameaçador.

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["menina má.com" feelings]
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 Posted: Apr 25 2018, 11:01 PM
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*A luta fora mais difícil do que ela esperava, e o pequeno tremor que ainda ouvia nos seus ouvidos devido a cabeçada que levara era a prova disso, mas pelo menos ela vencera. Conforme ela caminhava lentamente na direção do grandão incapacitado, e ele via a calma e a frieza com que a jovem matava seus aliados a bravata dele vai caindo por terra*

- O... O que tá fazendo? Tu num pode fazer isso... Não... Fica longe de mim...

*Ophelia ameaçava Suho, limpando suas lâminas após matar o segundo dos capangas do homem, e lentamente se encaminha em direção a ele. Conforme a bela jovem se aproximava o desespero dele ia aumentando, o brutamontes tentava se arrastar para longe mas não era de forma alguma rápido o bastante para ter qualquer chance de escapar, mesmo com a corvo levemente desnorteada devido a pancada na cabeça. O homem então apoia as costas na parede, tremendo de medo e um líquido claro começa a escorrer pelas pernas dele se juntando ao sangue dos ferimentos*

- Eu num sei de magrólha nenhum... Era só um garoto que apareceu na ilha uns tempo atrás, ele dizia que era importante, que era príncipe. Eu e os rapazes tentamo rouba ele mas ele bateu na gente. Depois acho que se juntou aos dragão, eu não sei de mais nada. Só queria parecer grande e forte não me machuca mais

*O homem encarava Ophelia com olhos aterrorizados quando a porta atrás deles é escancarada revelando um homem velho com uma longa barba grisalha apoiado em um cajado, ele estava de olhos fechados e exalava um ar irritado.*

- Certo Suho, você já causou problemas demais, as pessoas saíram correndo daqui dizendo que você atacou o John e estava abusando de uma...

*O senhor parava sua frase no meio assim que abria os olhos e via a cena diante de si. A expressão dele que antes era apenas de uma branda irritação, como um pai brigando com uma criança, fica extremamente séria e começa a exalar um ar levemente assustador*

- O que em nome de todos os deuses aconteceu aqui? Garota você fez isso? Se foi é bom que tenha uma boa explicação

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 Posted: Apr 26 2018, 12:01 PM
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A bastarda não se importava em demonstrar o sombrio sorriso que brotava em seus lábios enquanto assistia a destruição da imagem compensada excessivamente de Suho, quase como se ainda achasse graça daquela figura que outrora demonstrava ser o completo o oposto do que aparenta. Não era necessariamente algo maligno, talvez, mas carregava muito mais escárnio e desdém do que outra coisa, principalmente pelo tom de voz que apresentava em conjunto com o que parecia ser urina entre suas pernas, achando cômica aquela transformação de postura. Evitou que os fluidos encostassem em seus pés descalços, obviamente.

Todavia, seu sorriso desaparece quando ouve as palavras da vítima de sua jornada, este que finalmente conta-lhe o ocorrido e justifica-se com o que já esperava de uma criatura daquelas. Suspirou, decepcionada e já se preparava para degolar-lhe quando a porta fora aberta é escancarada. Rapidamente olhou por cima dos ombros enquanto colocava as lâminas na linha do pescoço de Suho, para que não tentasse fazer movimentos bruscos e atacá-la enquanto pudesse estar distraída.

- Quem é ele? - sua voz deslizou por sua boca em um tom baixo para que só o derrotado pudesse ouvir, porém mantinha seu olhar no sujeito que apareceu, instintivamente pressionando levemente as lâminas como se esperasse uma resposta boa e rápida.

Indiferentemente se tivesse uma resposta de Suho ou não, recuaria sua presença ameaçadora depois de lançar-lhe um olhar intenso e dizer no mesmo tom de voz que sua pergunta anterior, quase como o sussurro noturno da brisa de inverno. - Fiquem longe de mim, ou termino o que comecei.
Falando isso, ela puxa todas as adagas ainda presa no corpo daquele homem de uma vez só e começa a guardá-las em suas respectivas bainhas escondidas na capa de penas falsas.

Havia escutado sim o homem que chegou, mas só mantinha-se em silêncio esperando alguma reação ou anunciamento sobre ser uma autoridade ou algo do tipo. Ao que parecia, era um conhecido daquele grandão e poderia ser seu chefe, então era mais que justo esperar algum tipo de retaliação. Mesmo alerta, tentava não demonstrar hostilidade, mesmo que agora não evitasse de demonstrar sua força. No entanto, deixou escapar apenas uma frase, mantendo a devida distância dos que ainda respiravam naquele bar.

- O senhor é a Lei?

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This post has been edited by Starless: Apr 26 2018, 12:01 PM
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 Posted: Apr 26 2018, 11:07 PM
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*Ophelia sentia um certo prazer ao ver aquele homem mostrando sua verdadeira natureza, mostrando como ele realmente era. Um sombrio sorriso curvava os lábios dela, os mesmos lábios que ele elogiara quando a conhecera mas que agora não mais parecia tão interessado. Aparentemente, com o medo tomando conta dele, Suho finalmente conta a verdade para a corvo, uma verdade completamente diferente do que ele vinha tentando convencê-la até então, uma verdade que revelava o quão inútil ele era. Porém antes que ela pudesse dar fim nele a porta era brutalmente aberta e um homem mais velho ali aparece.*

*Antes mesmo que o velho percebesse que ela estava ali, pois começara a falar com os olhos fechados, a ruiva se posicionava atrás de Suho, com uma das suas lâminas encostadas contra o pescoço dele questionando-o sobre quem era aquele homem.*

-É... É... Dormann o líder dos dragões. Por favor não me mata... A gente pode tentar fugir... juntos. Isso, fugimos juntos. Não precisamos ser presos nem machucar um ao outro... Por favor.

*A tentativa de formar uma aliança com a garota é rapidamente descartada quando ouve a ameaça dela. Sem saber mais o que fazer o brutamontes fica quieto no canto, olhando para o nada, possivelmente em estado de choque. Enquanto isso Dormann e Ophelia ficam em o que parecia uma competição de encaradas com um olhando o outro, ambos tentando evitar deixar transparecer hostilidade mas claramente não satisfeitos com a situação. Depois de 10 segundos que mais pareceram levar horas o idoso é o primeiro a falar*

- Você é a garota que as pessoas falaram que o Suho estava ameaçando? E você viu o John? Ele é o barman aqui, me disseram que ele foi atingido. E por todos os deuses menina, o que aconteceu aqui?

*A bastarda real encarava continuava encarando o homem, mesmo após o mesmo ter falado, e antes de respondê-lo pergunta se ele é a lei.*

- Pode se dizer que sim garota. Eu sou Dormann o líder da Dragon Scale, nós somos os maiores caçadores de recompensas que você um dia encontrará, então embora eu não seja propriamente A lei eu ajudo-a a ser mantida. E não me entenda mal, a situação aqui dentro parece muito estranha e a única razão para que estejamos tendo essa conversa de forma tão civilizada é porque eu conheço a reputação desse ser sentado aí próximo a você e pelo que ouvi na rua ele parecia estar ameaçando-a. Mas eu preciso entender o que aconteceu aqui, então antes que eu te dê qualquer outra informação,me conte o que se passou nesse bar. Eu não querot er que criar uma cena ainda pior..

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 Posted: Apr 27 2018, 12:12 PM
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Ouvia atentamente as palavras daquele senhor, se ele era quem realmente era, não devia ser fraco e não poderia ser confundido com um rufião bêbado como Suho e seus comparsas. Sendo líder de qualquer coisa, a garota já estava que poderia ser um desafio maior que suas capacidades, se por acaso aquela situação virasse um combate, teria problemas mais que sérios em finalizá-lo com êxito. Era quase como se sentisse o perigo, ou talvez fosse simplesmente sua natureza cautelosa. Contudo mesmo que não quisesse lutar por esse motivo, a pista sobre o possível paradeiro de um dos herdeiros ter tido contato com os tais Dragões a fazia recuar ainda mais com a hipótese de um conflito.

Mesmo que em seu âmago desaprovasse as motivações de um caçador de recompensas, sendo ela a cobiça sádica, havia ainda uma importância na sua existência; preservar a ordem, se fosse bem controlado o caos de suas caçadas. Claro, essa era apenas a sua visão limitada daquelas pessoas, nutrida da ignorância pela falta de contato com aquele mundo.
Ao fim do discurso daquele homem, a corvo assentiu com a cabeça e ponderou por um momento como que poderia explicar aquela situação. Foram poucos segundos, talvez cinco ou dez para que reunisse tudo na sua mente e resolvesse ser clara e transparente sobre o ocorrido. Não havia porque usar de enganação.

- Cheguei hoje cedo na cidade, vinda de um país muito longe e o senhor Kookie me recomendou esse bar. Aqui, perguntei ao John se sabia do paradeiro de algum estrangeiro como eu, mas logo fui abordada por Suho. Vendo-o intoxicado e tendo pistas sobre o paradeiro de quem eu busco, ludibriei-o para que me contasse, mas o peguei em uma mentira e decidi pegar informações em outro lugar e com outra pessoa. - ela fez uma pequena pausa, olhando ao redor e reassimilando a ordem dos fatos. - Ele se irritou, talvez desiludido por não conseguir nada comigo e caos tomou conta. John veio a nocaute e aqueles dois no chão se juntaram com Suho para me impedirem de sair.

Enquanto falava isso, mantinha a distância de Dormann e Suho. Mesmo que estivesse sendo honesta e seu timbre fosse o mais suave e ameno possível, seu olhar ainda hesitava na tensão de reagir caso aquilo não fosse exatamente como esperava. Não tinha porque confiar nele, mas também não tinha porque não fazê-lo. Deu um longo suspiro, pousando uma das mãos na lateral do corpo quando sentia novamente uma pequena pontada de dor derivada do conflito. Só precisou de alguns dois ou quatro segundos para poder retomar com os fatos.

- Não pretendia usar de violência, mas tive que me defender após ser ameaçada de morte e estupro. Julgando a natureza deles, mesmo demonstrando que sou uma pessoa que não deve ser incomodada, seriam um empecilho e ameaça à minha integridade num futuro próximo. Confesso, se não fosse sua chegada, Suho teria se juntado a eles ao Pó e Cinzas.

Terminando a ultima frase, olhou novamente de relance para o homem derrotado, certificando-se que ele entendera que foi poupado não pela misericórdia da ruiva, mas pelo desenrolar dos fatos. Retomou sua atenção para Dormann, esperando algum tipo de reação de sua pessoa. Caso não houvesse uma tensão de combate ou ameaça de ser apreendida, não demonstraria tensão, sendo o completo oposto no caso de sua liberdade e vida estarem em jogo. No fim, em um cenário que não estivesse ameaçada, completaria:

- Inclusive, tive informações do próprio derrotado que quem busco teve contato com vocês, na Dragon Scale. Sujeito de tez queimada com sotaque igual ao meu, intitulando-se Príncipe de Margólia. Se possível, preciso muito me encontrar com ele; o mais rápido possível.

Fez uma breve pausa e meneou a cabeça numa curta mesura formal e educada, como se aquilo fosse um pedido de extrema importância. E realmente era. Ao fim, posou seus olhos alaranjados nos do homem ainda de pé e esboçou um semblante cordial.

@Hang
mp
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