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 #2 - NÃO EXISTE DESCANSO PARA A MARINHA!
T. Wall
 Posted: Mar 23 2018, 02:58 PM
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T. Wall




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Tudo aconteceu muito rápido.

A praia onde aportamos. A minha tentativa de salvar o capitão Kuro. O encontro com o estranho rapaz de olhos e cabelos brancos. O resgate no último minuto antes do fim de tudo.

Quando me dei conta, estava no convés, a salvo.

Ajudava Kyara, que foi implacável no resgate, a se limpar enquanto alguns marinheiros comemoravam e outros olhavam assustados para o cogumelo imenso que começava a adentrar no mar, fazendo as ondas se agitarem. Ainda havia um pequeno grupo cuidando do rapaz de cabelos brancos e um outro, ainda menor, apontando armas para o meu salvador.

Assim que possível fui até este último grupo. Abaixando as espingardas e espadas.

Calma, pessoal, calma... – Aproximei-me. – Se não fosse por esse senhor estaria junto aos escombros da ilha.

Observei o rapaz com um braço mecânico – algo novo para mim – com certo fascínio. Quem seria? O que queria? Por que me salvou? Antes que pudesse fazer qualquer pergunta, Ignus invadiu o convés pegando-me pela gola.

Wa... Wa.... Calma, Ignus-san! – Ele estava bem bravo comigo. Com razão, é verdade. Eu fui muito imprudente desta vez. Aliás, fui muito imprudente desde que botei os pés naquele navio. Mas, só conseguia rir naquele momento. Talvez de nervoso. Talvez por deu tudo certo. Principalmente, talvez, porque sentia uma empatia vindo do bucaneiro degenerado.

Mas ele falava algo importante. Içar velas! Precisávamos sair o quanto antes dali. O cogumelão estava ganhando as águas e, logo logo, chegaria à Parthevia!

Oe! Oe! – Tentava chamar a atenção dos demais. – O nosso capitão está no alto daquela coisa ali! – Apontei para o chapelão de cogumelo do monstro. Em seguida, apontei na direção contrária onde podíamos ver as luzes de Parthevia. – Esse monstro está indo na direção daquela ilha, Parthevia. E é nosso dever impedir que danos maiores cheguem a população. Quem é o navegador daqui? Precisamos pegar um bom vento para sermos mais rápido que a criatura!

Indaguei, quase que inutilmente. Neste momento, Sefos retornava mais sóbrio do que nunca havia visto – ok, entrei no navio não tem nem uma semana! – e trocava algumas palavras com Ignus. Que, antes de sair, falava para eu tirar “essa coisa nojenta da cabeça”. Apenas arqueei as sobrancelhas e caminhei até uma das janelas de acesso a parte inferior do navio e percebi que uma espécie de cogumelo azul nascia na minha testa.

Waaaaaaaaaaaaaaaa~! – Soltei um grito assustado e fui até Sefos que ajudava o rapaz resgatado. – Sefos-san, Sefos-san, que diabos é isso?! – Em seguida, notei que o garoto de cabelos brancos tinham dois cogumelos semelhantes ao meu, vermelhos, saindo de sua cabeça. – Waaaaaaaaaaaaaaaaaa~! Ele também tem! Foi ele que me passou isso! É uma doença, Sefos-san?!

No meio daquilo tudo, o cogumelo ganhava terreno no mar, auxiliado pelas águas vivas!



#001 | @South Blue | !2 – Não existe descanso para a marinha!


This post has been edited by T. Wall: Mar 23 2018, 02:59 PM

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Tyr
 Posted: Mar 26 2018, 12:44 PM
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Abriu os olhos depois de ter apagado num susto! Respitou muuuuuuito fundo e olhou a sua volta. Tudo que podia fazer é se perguntar o que estava acontecendo! A respota vinha rápida: O enorme cogumelo logo refrescava sua memória e sua raiva por um momento tentou cegá-lo outra vez, mas a adrenalina tinha pessado. Agora só restava sentir toda a dor do esforço colossal que havia feito.

- Arff...arff... - Fechava os olhos e os abria ao mesmo tempo que tentava controlar a própria respiração de qualquer jeito que podia. - Aquele bixão tá indo na direção de Parthevia! - Dizia para Sefos sem oferecer qualquer resistência ao seus cuidados e até iria para a enfermaria se o dissessem que deveria ir. - O capitão tá lá em cima com dois caras nada legais. Eles me jogaram de lá de cima, mas acho que o capitão pode cuidar deles sozinho. - Tyr já tratava os dois cogumelos como maus-elementos. Não confiáveis.

- ...eles estão planejando alguma coisa em Parthevia! O capitão tava em cima do cogumelo me esperando, mas não sei se ele sabe de alguma c- - Parou e piscou algumas vezes olhando para Akin. - Quem é você? Ele sempre esteve aqui? - Olhava para Sefos apontando para Akin. - Acho que eu conheço ele de algum lugar. GAH! VOCÊ TEM COGUMELOS NA CABEÇA! ESTÁ COM ELES?! - Estava tão cego pela raiva que acabou que nem se lembrava do rosto do homem que o salvou! Mas agora já aproximava seu rosto de Akin como se estivesse cobrando explicações dele! Acontece que Tyr não ia nem deixar o rapaz falar, apenas olharia para Sefos mais um vez. - Tch! Tanto faz! A gente tem que parar aquele cogumelo gigante ou chegar antes dele em Parthevia! - Fazia uma expressão de dor e se esforçaria o máximo para se levantar! O movimento que fazia tinha menção de ir para o convés. - Eu conheço as águas em volta de Parthevia melhor do que qualquer um! Eu sei quais correntes e ventos que vão fazer com que cheguemos lá o mais rápido possível! - Se não tivesse forças para se levantar, apenas olharia sério para Sefos e Akin e gritaria. - QUE FOI?! ME LEVEM PRO TIMÃO DO NAVIO!!!! Depois eu faço o que você quiser, médico-san! - Tinha esquecido o nome do médico.

Assim que tivesse as mãos no timão Tyr faria o que tinha prometido! Já tinha pescado muito nas águas em torno de Parthevia com seu pai. Já havia sido levado muitas vezes pelas suas correntes e se perdido em seus ventos! Todo aquele conhecimento prático estava no seu sangue! Ele não era um gênio, não conhecia os métodos elegantes para navegar mas sabia como as coisas funcionavam por experiência própria! Faria aquele barco chegar o mais rápido possível em Parthevia! Caso necessário, daria ordens do jeito que seu pai lhe gritava quando pescava com ele. - EI! VIREM AS VELAS! VAMOS PEGAR UMA CORRENTE MARÍTIMA QUE VAI ACELERAR O BARCO! RÁPIDO!

This post has been edited by Tyr: Mar 26 2018, 12:46 PM
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Angelique
 Posted: Apr 3 2018, 10:35 PM
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Akin fora até a loba e a ajudou na limpeza de seu pelo, escovando-o com os dedos e retirando o grosso da poeira como pequenos blocos de terra que se esfarelavam na medida em que ele ia puxando. Folhas e galhos também estavam ali presente, enosados e tendo de ser retirados com cerca delicadeza para não machucá-la. Os chifres estavam numa cor mais amarronzada do que o amarelado que eram, precisando de um paninho que poderia ser usado a camisa para tal. Em todo momento ela parecia orgulhosa demais para agradecer, nem olhando-o e se mantendo deitada com as patas estiradas e com a barriga diretamente na madeira, porém sua cauda a entregava, balançando preguiçosamente (não rápido como quando Ignus a chamou, mas ainda assim, apreciando o carinho) e cada vez que ele afastava as mãos de seu corpo, ela olhava para ele com o canto dos olhos, pedindo silenciosamente por mais.

Por aviso do "capitão substituto", os marinheiros abaixaram suas armas diante do homem que havia desistido de chamar por Pili, aceitando a morte do usuário de Akuma dos Cogumelos, apenas abraçado sobre seu corpo imóvel, abraçando-o com grande pesar e se culpando pelo ocorrido, mas falando fracamente com todo o orgulho das façanhas do animal e que ele e os demais não estariam vivos se não fosse por sua bravura diante do colossal perigo que os perseguia.

Ao mesmo tempo em que Akin anunciou que o cogumelo estava indo para Parthevia e que precisavam ir para lá o quanto antes, pedindo por um navegador experiente, Tyr fizera absolutamente a mesma coisa, porém sendo escoltado em direção da enfermaria, acompanhado de cinco marinheiros que o ajudavam a manter-se em pé (não exatamente, era mais para contê-lo caso surtasse). No momento em que adentraram na cabine, o guerreiro de cabelos brancos olhou para Akin no meio do convés dando ordens como se ele fosse o dano da embarcação e logo um marinheiro alto e magro, com o uniforme modificado com óculos de aviação, cachecol e luvas vinha em sua direção, porém o berserker cabia certamente na avaliação de "um bom navegador", não por ter feito curso com os melhores, lido mapas e aprendido as rotas marítimas e sim, por simplesmente ter experienciado a tudo isso, tendo gravado em sua mente mais ou menos como uma corrente se comportava e como ele poderia retirar o melhor dela, assim como quando os ventos estão a ser favor ou não, tirando o máximo de proveito disso.


- Senhor, me chamo Akasatsu, mas pode me chamar de A.K.A. Sou o nave- - Logo ele era empurrado por Tyr que aparecia enfiando o dedo na cara de Akin, sendo puxado por cinco marinheiros que muito mal conseguiam contê-lo de avançar, porém cada passada era um esforço descomunal para ele que já não estava na sua melhor forma. Sefos veio cambaleando e tropeçou, caindo abraçado no ombro deslocado do rapaz de cabelos brancos e como que sorte, ele estende o membro e o puxa, quase caindo no chão, porém se agarrou com força e colocou no lugar, causando uma dor de um choque que percorria por todo seu peito e subia pelo pescoço que o calaria no momento, mas que assim que passado, sentiria a musculatura rija, mas funcional, diferente do outro braço que ainda tinha uma coloração escura e soltava uma fumaça, com uma espécie de tatuagem que lhe subia, sendo tão doloroso que mesmo um punho fechado era o suficiente para que ele sentisse pontadas por todo corpo.

A ideia de algo em sua cabeça, ele correu para o interior do navio, ignorando os ataques de fúria vindos de Tyr e sendo seguido pelo mesmo, pois agora mais três marinheiros vinham para contê-lo e aprenderam que era só apertar o braço dele que ele paralisava (e alguns até sentiam prazer em apertá-lo enquanto Sefos tinha alguns problemas motores para seguir ao grupo).


- Isso... Isso... - Ele iniciava a fala, porém já a esquecia, forçando de sua memória algo, puxando o pequeno frasco que carregava consigo e bebendo-o para refrescar a mente e o corpo, logo lembrando-se assim que retirava dos lábios e fazia uma careta. - Isso é um fungo originário daquela ilha. N-não se preocupem. O vermelho irá dar forças bruta ao dono enquanto o azul lhe dará uma energia absurda, você dormirá cerca de quatro vezes por semana, A-A- - Arrotou o nome de Akin. - Se não receberem os cuidados próprios de Mush Room, eles irão morrer em alguns dias... Não se... - Ficou parado olhando-os com cara de bobo e a boca aberta, deixando um pequeno filete de baba escorrer enquanto não vinha o que ele queria dizer, resolveu tomar mais um gole (afinal, houvera funcionado antes) e como não veio de qualquer forma, ele se deitou no chão e iniciou um cochilo para descansar, pois trabalhou demais naquele dia e já estava cansado demais para lidar com mais e assim, o único médico da embarcação pegava uma pequena folga para si.

Tyr surtava com aquela demora desnecessária e se soltava dos marinheiros que pararam todos para brigar com o médico que havia abandonado suas responsabilidades para beber e dormir fazendo um "oe!" em conjunto. O rapaz de cabelos brancos subiu as escadas na corrida e fora até a cabine de navegação, abrindo a porta como se essa fosse a última barreira entre si e o destino cruel que o seguia, apenas para se dar conta de que ali estava o magricela de quase dois metros, parado analisando uns mapas com uma mão enquanto com a outra, segurava o timão e o manipulava para que o barco aproveitasse de cada onda que batia em si para se afastar do cogumelo e ser jogado contra Parthevia. Ele olhou com curiosidade e uma calma digna de um bicho-preguiça, talvez concentrado demais na arte da navegação.


- Precisa de algo? - Sabia o caminho para Parthevia de cor, assim como Tyr, porém observava nos mapas as rotas marítimas, já que anos no mar e em diversas outras ilhas, não tinha como ele gravar a todas, ajustando a embarcação com certa maestria. - Oh... Você, o recruta de hoje. Não deveria estar descansando? - Ele abria um singelo sorriso, porém retornava para os afazeres para com o barco, conversando com ele de costas se assim fosse necessário. - Você quer ajudar? Vá para as velas, duvido que aquele bando de macaco está sabendo fazer o... Bem... Nosso trabalho. Apenas não se exceda, ok?

Kyara arfava fortemente, porém com o tempo de descanso, ela aproveitou para resgatar um pouco de suas energias e virou de barriga para cima, coçando as costas na madeira e permanecendo após um curto período naquela posição, toda torta e com a língua de fora. Ela observou o cogumelo que vinha atrás deles e latiu o mais forte que conseguiu, mas muitos marinheiros a ignoraram. Tyr poderia ver o que a loba queria e veria que agora o gigantesco fungo conseguia se estabilizar e deslizar pelas águas como se tivesse patins no gelo, cobrindo muito mais caminho do que eles, porém não tendo um grande avanço por causa das ondas e dos animais que ficavam em seu caminho, tirando um momento ou outro para bater suas raízes para matar a fauna em uma fúria digna do próprio Tyr. As aves também se estranhavam com o monstro, tendo gaivotas que iam até lá apenas para comer o chapéu do cogumelo e antes que ele percebesse, uma nuvem enorme de outras espécies vinham pelo céu, procurando diminuir o passo daquela incrível espécime.

- Akin? - Rincon vinha com uma meia máscara no rosto, feita de esparadrapos e gazes, protegendo a área queimada e inutilizando um olho (com sorte, não permanentemente). O grandalhão vinha com alegria e abraçava o jovem com os dois fortes braços, erguendo-o do chão como se fosse seu próprio filho, encostando a sua bochecha na dele e apertando-o a quase ponto de quebra, suficiente apenas para retirar um pouco do ar. Soltando-o logo em seguida e colocando-o no chão. - Você está bem? O que aconteceu? - Ele olhou para aquele cogumelo que saía da testa do jovem como uma enorme espinha azul e sua expressão de felicidade mudou para uma careta cômica e ele começou a rir dele a ponto de cair no chão e apontar para ele. Sefos que estava do outro lado também começava a rir em seu sono, fazendo com que os marinheiros soltassem um segundo "oe!!!" indignados pela atitude do médico, que mesmo em sonhos ainda era um estorvo.

Os animais do mar pareciam incomodados com a presença do cogumelo gigante e se as coisas continuassem assim, Tyr conseguia calcular que em algumas horas chegariam em Parthevia, porém ainda no meio da noite, próximo da hora zero, tendo que retirar os cidadãos de suas camas para que procurassem abrigo do monstro que se aproximava. Havia também os seus problemas próprios, que eram o resgate do capitão Kuro e da mulher e sua irmã, que aparentemente estavam presas pelo rei da ilha, algo que era peculiar, pois de acordo com a informação que ele recebera, talvez ambas não fossem tão santas assim, pois por mais que fossem boas almas, eram rebeldes e de certa forma, o líder de tais era o próprio Ozwen. Tyr tinha seus próprios demônios internos para lidar.

Um barulho pesado na água chamava a atenção de todos e logo o cyborg com o braço quebrado ia na direção da ala médica, descendo as escadas com um cambalear, apoiando-se nas paredes e no próprio braço como uma muleta. Mancava e tinha a face manchada por lágrimas, Tyr o reconhecia como Vegius e ele a recém houvera atirado o corpo de Pili no mar, para ser comido pelos peixes.


- Você que é o encarregado? - Ele falava com uma expressão dura, tentando manter a voz firme. Falava diretamente com Akin enquanto dava espaço para que Rincon parasse de rir e olhasse para ele, mantendo a seriedade e erguendo-se, sem falar nada enquanto um grupo de marinheiros barrava o caminho dele por cima e os que estavam com eles sacavam suas armas, todos apontando para ele enquanto o braço faiscava e isso os deixava um pouco agitados, como se fosse de propósito que o membro mecânico estivesse estalando. Ele não se importou e o do afro nem se deu ao trabalho de mandar que baixassem as armas, desconhecendo a existência daquele ser. - Eu sou Vegius, o pesquisador do rei Davash, estou contratando seus serviços para proteger o reino dessa ameaça fungi. Cabia agora a Akin e os demais marinheiros decidirem se ajudavam Ozwen a destruir o reino ou a Marinha e o reino de Parthevia, talvez não pelo rei, mas sim pelos inocentes que lá viviam. Se Tyr os seguisse, teria esse dilema em suas mãos.


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Navegador A.K.A.
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T. Wall
 Posted: Apr 7 2018, 03:25 PM
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Quando o navegador do navio se apresentava, este era interrompido pelo estranho que salvei há pouco da destruição na ilha.

Quem é você? Ele sempre esteve aqui? – Indagou o rapaz de cabelos brancos e braços quebrados.

Sou o Akin, o recruta mais jovem do Esquadrão 13 da marinha... Ou serei, porque o capitão Kuro ainda não recebeu meu alistamento... – Cocei a cabeça, desconversando.

Por uma obra do destino – ou totalmente proposital – Sefos acabou colocando um dos braço do estranho no local. O outro ainda estava bem feio e fumegando. – Você deveria dar uma olhada nisso, não?! – Respondi instintivamente.

Em seguida, Sefos – em seu último ato de atividade – explica sobre os fundos em nossas cabeças. O meu me daria energia de sobra. E, de fato, sentia meu espírito renovado mesmo estando há várias horas em claro, como se tivesse recebido uma injeção de adrenalina.

- Se não receberem os cuidados próprios de Mush Room, eles irão morrer em alguns dias... Não se... – Esta última fala de Sefos me preocupou. Quem iria morrer? Eu e o garoto, ou os fungos?!

Não adiantava, pois Sefos já deitava no meio do convés (!) e começou a cochilar. Uni-me aos demais num grito uníssono: – OE! – Minha cara ficava imensa, olhos brancos e meus dentes cerrados.

O garoto de cabelos brancos saia dali e ia em direção a sala de comando. Nesse momento, Rincon aparecia.

Comandante Rincon-sama! – Batia uma rápida continência. – Bem eu estou, só quem não parece estar muito bem é um garoto que resgatei na ilha. Sefos está de folga... – Aponto para o médico deitado no chão. – E Ignus está na sala dos canhões. O capitão Kuro está no topo daquele cogumelo imenso que está indo em direção à Parthevia! – Respondi, apontando para o bicho. Nesse momento, percebi que vários animais naturais brigavam com a criatura bestial (Investigador).

Nesse momento, o ciborgue que havia, no fim das contas, salvado o garoto, Kyara e a mim aparecia. Identificava-se com Vegius, pesquisador do Rei Davash. O nome do rei realmente batia (Arqueólogo) de Parthevia, mas nunca tinha lido nada a respeito dele, ou de braços mecânicos, ou de aves-cogumelos. Parei um instante, olhando-o profundamente, olhando para Rincon.

Eu sou um mero recruta, o homem em comando é o Rincon-sama. – Aponto ao superior hierárquico com respeito, dando um passo para trás. – Mas, comandante-sama, se me permite. Este senhor foi responsável por salvar a minha vida, de Kyara e do garoto que te falei a pouco, em troca de seu bicho de estimação que morreu com o impacto do salvamento. Nós, enquanto Marinha, não precisamos ser contratados para fazer o que é certo. E, para mim, só existe uma coisa certa a se fazer: salvar os inocentes de Parthevia desta ameaça colossal!

Eu falava com a altivez de um verdadeiro líder (Liderança), mas percebi que me excedi demais, corrigindo-me:

Não é mesmo, Rincon-sama?! – Em seguida, ocorreu-me algumas ideias (Estrategista): – O primeiro passo é dar um jeito de avisar as pessoas na costa de Parthevia para que se afastem. Temos algum Den Den Mushi que se comunique com o Rei ou com alguma base da Marinha no reino? Seria bom disparar um aviso para que as pessoas deixem o entorno da costa. O que acha de tentarmos criar alguma forma de chegarmos até o topo e criar uma rota de fuga para o capitão Kuro sair do alto daquela criatura?

Certamente ele terá mais ideias ou condições de lidar com essa ameaça. O que me diz, Comandante?
– Indaguei, respeitando a hierarquia.



#002 | @South Blue | !2 – Não existe descanso para a marinha!


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PECULIARIDADES:

[RACIAL] Recuperação Espantosa (1PE): O personagem possui uma recuperação fora do normal, seja para dores ou para fadiga. Enquanto uma pessoa normal estaria de cama, recuperando-se duma batalha, você já está ativo e pronto para a próxima. Geralmente, o personagem possui um tipo preferido de recuperação (ex: comendo ou descansando).

[RACIAL] Sincronismo Natural (1PE): O personagem uma habilidade natural para se adaptar aos diferentes estilos de combate de seus adversários, sendo capaz de aumentar sua eficiência conforme estende suas lutas.
Benefício: A partir do terceiro turno de combate contra um inimigo em particular, o personagem recebe um bônus +1 nas jogadas de acerto, dano e defesa, e esse bônus aumenta em +1 a cada novo turno, até um máximo de +3. Esse benefício só pode ser usado contra um oponente por vez, e é perdido ao final de cada combate.

Aceleração (1PE): Você é mais ágil que o normal e pode realizar ações e correr mais rápido. Esta Vantagem permite realizar uma tarefa que normalmente tomaria sua movimentação no turno, como recarregar uma arma ou desativar uma bomba, porém ela não permite atacar mais do que o estipulado pelo mestre.
Benefício: Interpretativo; Concede um bônus +4 em Agilidade.

APRIMORAMENTOS:

[RACIAL] Equilíbrio Perfeito (2PE): Em condições normais, o personagem sempre consegue se manter em pé, independente de quão estreita é a superfície na qual ele está andando (uma corda esticada, uma saliência, um galho de árvore, etc.).
Benefício: Interpretativo; Recebe um bônus +4 contra testes de derrubar, e tem 25% de chance de ignorar o estado "derrubado".

Investigador (1PE): O personagem sabe usar a lógica e coletar pistas para traçar perfis e adquirir informações sobre pessoas e missões. Pessoas normais podem investigar, mas este aprimoramento garante que seu personagem seja bem acima da média em seu sucesso.
Benefício: Interpretativo; Permite que o personagem possa obter informações através dos mais variados recursos, como lábia, sedução, suborno ou tortura.

Estrategista (1PE): Você possui uma capacidade tática notável, consegue organizar melhor as tropas e fazer planos notáveis. Provavelmente você passou no Teste de Einstein.
Benefício: Pessoas que seguem o plano feito pelo estrategista recebem um bônus +1 em todas as jogadas enquanto os acontecimentos estiverem dentro do planejado. Este bônus é perdido quando os personagens deixam de seguir o plano ou quando os acontecimentos se desviam em excesso do previsto.

Liderança (1PE): Não importa o método usado: intimidação ou carisma, o fato é: você indiscutivelmente é o chefe. Você dá as ordens e é obedecido, sendo que é uma qualidade indispensável para um capitão de tripulação.
Benefício: Interpretativo. Aumenta as chances em +25% de ser ouvido e ter suas ordens acatadas pelos NPCs ao redor.

Le Parkour (2PE): É uma atividade onde seus adeptos percorrem um caminho cheio de obstáculos e tem por finalidade chegar ao final do percurso em menos tempo. É composta por escaladas, saltos e outras manobras arriscadas na intenção de superar obstáculos rapidamente. Soma com Acrobata.
Benefício: Concede um bônus +1 nas jogadas de defesa e agilidade, e ignora penalidades por terrenos difíceis.


This post has been edited by T. Wall: Apr 7 2018, 03:30 PM
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Tyr
 Posted: Apr 9 2018, 03:08 PM
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- Um novato!? - Arregalou os olhos quando Akin se apresentou. Também tinha acabado de chegar, mas já agia como se estivesse integrando o esquadrão há tempo e tempos. Chegou até a olhar desconfiado para os demais marinheiros (que provavelmente sequer sabia o nome) mas no final deixou para lá. A missão que tinha em mente era certamente mais importante. Por isso estava determinado a não parar! Depois de encarar o novato por um curto período de tempo ignorou-o e seguiu seu caminho. Ou tentou.

Assim que deu um passo foi surpreendido por Sefos. Na verdade não teve nem tempo de resmungar, seus olhos apenas acompanharam o movimento do médico em direção ao seu braço inutilizado. Eles foram se arregalando aos poucos quando foi percebendo o que iria acontecer mas o pior é que tentou mexer o braço para tirar da direção, mas ele...não se moveu.

Tyr foi para o mundo dos mortos. Seus olhos ficaram completamente brancos e foi possível ver uma espécie de fantasminha saindo da sua boca: Era sua alma tentando deixar seu corpo. A dor era tamanha que ele sequer conseguiu gritar! Porém, depois de alguns segundos o fantasma voltava imediatamente para dentro de Tyr seus olhos voltavam ao normal. Sua primeira reação foi levantar o punho na direção do médico. - O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO?! QUE ME MA- - E percebeu que poderia mover o braço. - WHOA! OBRIGADO MÉDICO-SAN! - A raiva passou instantâneamente. Poderia fazer algo e aquilo era confortanta. Não que sua situação estivesse boa.

– Você deveria dar uma olhada nisso, não?! - O recruta comentou a respeito do outro braço. A resposta de Tyr vinha logo em seguida, deixando a sala. - Não temos tempo! - Saía apressado procurando pela cabine de navegação.

- OI! NÓS TEMOS QUE IR PARA- - Era uma figura de um verdadeiro navegador. Apesar de parecer que o homem sabia o que estava fazendo, Tyr claramente se incomodou com a calma dele. - TSC! VOCÊ LÁ SABE O QUE TÁ FAZENDO!? FAZ ESSA BANHEIRA IR MAIS RÁPIDO! - E saía da sala batendo a porta, contrariado por sabe-se lá o que! Seguiu para o convés e fechou os olhos, respirou fundo e expirou. Era como se estivesse ouvindo o que as ondas e os ventos tentavam lhe dizer. Um dos raros momentos de concentração.

" Velho...o que você faria num momento desses? Eu quero tirar aquele rei porcaria de lá, mas as pessoas de Parthevia não tem nada com isso! Elas não tem culpa nenhuma! Ozwen não é quem eu pensava que fosse...atacar Parthevia desse jeito e ferir tanta gente?! Tem que ter um jeito de só atacar aquele rei porcaria. " Abriu os olhos e olhava para a situação do barco. O cogumelo gigante deslizava, o homem conversava com Akin e Rincon, marinheiros andava para lá e pra cá... " Eu vo fazer do meu jeito! " E tentou fechar o punho que queimava, mas aquilo não parecia ter sido uma boa idéia. Caiu de joelhos com a dor e gritou um pouco, mas engoliu logo após! Fechou o rosto e parecia estar com raiva até! Era modo que achou para suportar a dor. Levantou-se e sentiu o vento mais uma vez. Expirou como um touro e foi na direção de Sefos!

- OY! MÉDICO-SAN! EU PRECISO QUE CONSERTE MEU BRAÇO! - Tyr tinha se abaixado para dar o maior dos berros no ouvido do médico! Em seguida sequer esperou pela resposta! Olhou para os marinheiros que o seguiam para contê-lo caso precisasse e gritou com eles também! - OI! SE ESTÃO TÃO DESOCUPADOS VÃO PRAS CORDAS! VAMOS VIRAR A VELA PARA PEGAR UMA CORRENTE QUE VAI ACELERAR NOSSA VIAGEM! SEGUREM ELAS COM FORÇA! - Então virou-se para o pesquisador e ouvia Akin colocando sua posição. A expressão de Tyr era de raiva. - Eu odeio o Rei Davash e todos os almofadinhas porcaria! Ele só pensam neles mesmos e em como extorquir os moradores! - Então expirava feito um touro e mostrava a maior força de vontade que poderia mostrar! - Mas os moradores de Parthevia não tem nada a ver com isso! NÓS TEMOS QUE SALVAR PARTHEVIA! - Enfatizou a última frase, como se não deixasse outra opção disponível. Por último, olhou nos olhos de Velgius e fez uma promessa. - Velgius-san...pode não ser agora, mas eu vo tirar o Rei Davash de lá. Não existe descanso para os perversos! Nem que eu morra tentando! Eu volto pra assombrar aquele rei de merda! HMPH! - Era tudo que tinha para dizer. - E se Ozwen quer ser um rei como Davash...eu vo tirar ele de lá também! - Era o sangue quente falando, mas desta vez Tyr sabia que ainda não era forte o suficiente. Enfim, vira-se de costas e procurava a vela mais próxima.

- PUXEM! UMA CORRENTE DE AR ESTÁ VINDO! NESSE RITMO SÓ VAMOS CHEGAR EM PARTHEVIA DAQUI A ALGUMA HORAS! PRECISAMOS GANHAR CADA MINUTO! - Baseado em sua experiência e com tudo que aprendeu com seu Pai, Tyr dava e desdava ordens para puxem ou afogarem as velas sempre que necessário. Vez ou outra avisava para o preguiça-san da cabine que deveria virar o barco para pegarem uma corrente maritma específica para que pudessem acelerar ainda mais.


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Angelique
 Posted: Apr 10 2018, 02:24 AM
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"Sefos-san!!!" gritaram todos os marinheiros que estavam ao redor dos novatos no momento em que o braço de Tyr fora colocado de volta no lugar e este, com tamanha dor sendo depositada sem aviso prévio, apenas caiu ao chão e permitiu que sua alma abandonasse o corpo, indo ao reino dos céus com uma harmonia tão angelical que nunca antes houvera sentido em sua vida. Sua alma estava pronta e preparada para aquilo e todos os soldados da Marinha estavam gritando com Sefos que coçava o nariz com o mindinho e balançava seu frasco, sabendo que nada havia ali, mas nunca se sabe... Um grupo ficou na volta do médico o importunando por ter colocado a nocaute (ou pior) uma das pessoas que eles deveriam proteger enquanto quatro já jogavam flores sobre o corpo do jovem, fazendo preces sentados no maior estilo japonês shintoista, batendo sinos e balançando bandeiras para que a alma seguisse livre e sem arrependimentos até encontrar paz eterna.

Sefos respondeu com um arroto fraco o agradecimento escandaloso de Tyr após comportar em seu corpo a alma fujona, vendo que um de seus braços agora estava pronto para ser usado novamente.

O jeito direto e sério de Akin pegou Rincon de surpresa, que tirou o sorriso do rosto e trocou por uma expressão mais bruta, ouvindo com cuidado tudo que ele tinha a dizer. Esteve por fora do combate por um bom tempo e com isso, agora recebia o relatório oral como se houvesse em sua frente um marinheiro já formado apresentando informações a recém descobertas (o que não ia muito longe da verdade). Ele bateu um pé no chão e devolveu a continência, agradecendo pela postura profissional do jovem.


- Não precisa do "sama", Akin, mas obrigado. - Ele abria um sorriso confiante e logo dava um passo para a frente, impondo-se diante do cyborgue que anunciava querer pagá-los para lidar com aquela ameaça e o jovem prontamente deixava claro que não havia necessidade de um pagamento, pois não eram caçadores de recompensas e sim, marinheiros com compromisso com a justiça e a proteção, fazendo o que fosse certo pela ilha e seus habitantes. Rincon o aprovou naquele momento, observando a expressão do rapaz com curiosidade trocando logo em seguida para uma mais séria, olhando para o homem com o braço defeituoso. - Ele tem razão. Não precisamos de uma quantia a mais para fazermos nosso trabalho. Iremos defender Parthevia com nossas vidas... - E foi nesse momento em que o cogumelo que os perseguia urrou por estar se distanciando cada vez mais deles, impossibilitando suas chances de capturá-los e acabar com a vida naquela pequena embarcação e o homenzarrão franziu a testa, se perguntando como realmente fariam aquilo, mas não tremeu, mantendo a pose de herói.

- "Corte meu braço"? Que ideia é essa?! - Acordava Sefos em um sobressalto, olhando apavorado para todos os lados e parando na face de Tyr, onde ele ergueu a palma e passou no rosto dele, permitindo que ele sentisse o cheiro forte de álcool que havia entre os dedos (e não somente isso, havia algo azedo que queimava os pelinhos de seu nariz). - Você tem que... - E logo era cortado, pois o jovem não mais estava ali, saindo de seu lado e indo até Vegius, Akin e Rincon. Como aquilo já havia sido resolvido, o médico apenas se abraçou em seu jaleco marrom de sujeira e retomou o cochilo. Os marinheiros não gritaram com ele de novo, pois haviam tomado um xingão de Titanborn e com isso, foram ajudar o navegador com as velas e de fato, quando pegavam informações na cabine de navegação, retornavam a seus postos e agilizavam bastante a viagem.

O jeito rude de Tyr e sem papas na língua fez com que Vegius se arrependesse de tê-lo ajudado, então ele ergueu o braço mecânico, que faiscou e tremeu, porém em um impulso, ele conseguiu fazer com que aquela quantidade de metal fosse na direção do pescoço do de cabelos brancos. Empurrou-o mais com o peso de seu próprio corpo do que com a funcionalidade da máquina, era peso demais de uma só vez e com isso, fora pressionado contra a parede. O pesquisador olhou fundo em seus olhos, a expressão de raiva enquanto lágrimas teimavam em escorrer nas laterais de suas bochechas.


- "Rei Davash e almofadinhas"? Você insulta o rei em minha frente?! A Marinha deveria prendê-lo por traição e insubordinação! Nosso rei trabalha arduamente para o bem estar da população! Você acha que eu e Pili fazíamos pesquisas para o que? Para que eles fiquem no castelo degustando iguarias fungis? Não! Nosso trabalho é em prol médico! - Ele afrouxou e aproximou o rosto, batendo a testa na de Tyr, que bateu a nuca na parede, sentindo dor e apenas isso. - Graças a Ozwen que a população o vê como um problema, mas nosso rei é uma das pessoas que mais sofre naquele lugar. Dia e noite preparando exércitos para que a Marinha não tenha que tomar conta da gente! Escolhendo a nobreza para certificar que a cidade seja bem administrada! Você chama de extorquir o povo? Mas me diga se eles vivem mal! Diga-me se há problemas além dos que os rebeldes de Ozwen trazem! Diga-me!!! - O braço agora se estilhaçava, repartido em dois enquanto uma pequena explosão de componentes e faíscas elétricas se desfaziam nas mãos de Rincon, que livrava Tyr daquela prensa e agarrava Vegius pelo pescoço como se pegasse uma galinha a ser depenada, pressionando o suficiente para retirar a fala do homem, dificultando sua respiração.

- Não vamos trazer a desordem para nosso barco. Temos problemas maiores para lidar do que discussões políticas. Uma coisa de cada vez. Não vou prender ninguém que não tenha cometido um crime além de palavras de insatisfação e ameaça. - Sem mover a cabeça, olhou de canto de olho para Tyr. - E você. Acho melhor que mantenha seu temperamento dentro do navio. Refresque a mente, descanse até chegarmos em Parthevia. Não quero pânico ou brigas internas num momento tão delicado. Quanto mais provocações ocorrerem entre nós, menos vontade teremos de nos ajudar.

Soltou o homem e ficou um momento parado analisando a ambos se não iam atacar-se novamente e se o fizessem, ele não mais usaria os dedos para segurar ou separar e sim, o punho para martelar a ambos ao chão, concretizando suas palavras de que não queria mais discussões acaloradas diante dele. Caso ambos se comportassem, iria olhar para Akin com uma expressão assustadoramente séria, olhar afiado e penetrativo.

- O Den Den Mushi que estava comigo quando falei com Ignus, está com você? Lembro que Sefos o pegou de mim quando fui para a enfermaria... - Confirmando a posição do caramujo que dormia no bolso de Akin, ele prosseguiria. - Disque para a nossa base em Arkhen, o número está embaixo do molusco. Peça ajuda imediata e que o comandante de lá anuncie para outras frotas que estiverem próxima que venham com urgência para Parthevia. Qualquer coisa peça ajuda a Ignus, não estou me sentindo bem... - Rincon parecia fazer força agora, enquanto o seu olho que não estava coberto pelas gazes, tentava se fechar e ele ficava pálido. Caminhando para sua maca na enfermaria de forma pesada até que os marinheiros que estavam próximos deles fossem ao auxílio do homem, que nada falou, mas respirou pesado como se realmente quisesse dizer algo.

O convés estava bem movimentado enquanto os marinheiros corriam para lá e para cá, ajeitando as velas para que abraçassem a maior quantidade de lufadas de ar e de acordo com a posição das coordenadas do navegador da Marinha e seus mapas, eles agora estavam em uma corrente marítima e pegavam bastante velocidade, Tyr conseguia sentir isso enquanto se distanciavam cada vez mais do cogumelo, que era deixado para trás lutando contra a fauna e dando pouco avanço em direção da ilha que pretendia atacar.

De acordo com os cálculos de Titanborn, por sua experiência, diria que em menos de uma hora estariam em Parthevia e isso seria mais ou menos no meio da madrugada.

Pela velocidade que o barco ia, os ventos eram agradáveis e passavam beijando a pele de Tyr, refrescando-o e aliviando as suas dores com delicadeza, convidando-o para deitar-se e relaxar um pouco, sentindo bastante cansaço e um pouco de dor de cabeça pela quantidade de estress que havia recebido (ainda mais por ter caído de um abismo mortal). Já para Akin, ele estava meramente normal. Não era como se estivesse cansado ou enérgico, apenas parecia ter acordado há algumas horas e agora já estava totalmente funcional e "ainda havia o dia inteiro pela frente", não sentindo desgaste algum do dia e graças a seu cogumelo, qualquer atividade que envolvesse repetição não seria tediosa ou cansativa, pois poderia se distrair e ir longe ou completar o que quer que fosse sem perceber o tempo passar, sendo um ótimo sentinela naquele momento em que os marinheiros também já estavam chegando em seus limites.

Kyara já estava um tanto melhor, de barriga para cima e a língua quase no olho, lambendo o ar para sentir o gosto do sal e do peixe, abanando o rabo de alegria por aquilo. Basicamente tendo esquecido do perigo que estava atrás deles enquanto aproveitava a movimentação ágil da embarcação e parecia se divertir com isso, conseguindo caminhar novamente, mas ainda meio cansada para correr.
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T. Wall
 Posted: Apr 10 2018, 05:39 PM
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Velgius-san...pode não ser agora, mas eu vo tirar o Rei Davash de lá. Não existe descanso para os perversos! Nem que eu morra tentando! Eu volto pra assombrar aquele rei de merda! HMPH! – A súbita interrupção por parte do garoto recém-salvo por mim – e pelo próprio Velgius – deixou todos atônitos. A forma como ele falava demonstrava bastante determinação, mas uma falta de empatia e trato. – E se Ozwen quer ser um rei como Davash...eu vo tirar ele de lá também!

Obviamente, para toda ação...

"Rei Davash e almofadinhas"? Você insulta o rei em minha frente?! A Marinha deveria prendê-lo por traição e insubordinação! Nosso rei trabalha arduamente para o bem estar da população! Você acha que eu e Pili fazíamos pesquisas para o que? Para que eles fiquem no castelo degustando iguarias fungis? Não! Nosso trabalho é em prol médico! – ... Existe uma reação. A situação ganha contornos tensos, ao passo que Velgius colocava o jovem resgatado contra uma das paredes. Tentei argumentar algo, mas é como se minhas cordas vocais tivessem sido anuladas pelo impacto daquele efeito colateral. - Graças a Ozwen que a população o vê como um problema, mas nosso rei é uma das pessoas que mais sofre naquele lugar. Dia e noite preparando exércitos para que a Marinha não tenha que tomar conta da gente! Escolhendo a nobreza para certificar que a cidade seja bem administrada! Você chama de extorquir o povo? Mas me diga se eles vivem mal! Diga-me se há problemas além dos que os rebeldes de Ozwen trazem! Diga-me!!!

Por sorte, entretanto, o Comandante Rincon interveio.

Demonstrando pulso e autoridade, a postura de Rincon naqueles instantes fizeram meus olhos brilharem – literalmente. Não só o meu, como de um pequeno grupo de marinheiros que realmente se importavam com as coisas ali dentro. A maioria, entretanto, estava atabalhoada pelo convés seguindo instruções de A.K.A., o navegador.

O Den Den Mushi que estava comigo quando falei com Ignus, está com você? Lembro que Sefos o pegou de mim quando fui para a enfermaria... – Indagou-me Rincon.

Yare, yare, Rincon-sama! – Confirmei.

Disque para a nossa base em Arkhen, o número está embaixo do molusco. Peça ajuda imediata e que o comandante de lá anuncie para outras frotas que estiverem próxima que venham com urgência para Parthevia. Qualquer coisa peça ajuda a Ignus, não estou me sentindo bem... – Apenas consenti com a cabeça, enquanto o comandante deixava o convés, sendo auxiliado por parte do esquadrão.

Prontamente eu retirei o molusco do bolso, olhando embaixo que havia um pequeno número. Mas, como não tinha muito costume, resolvi descer até a sala dos canhões e procurei por Ignus. Antes de descer, olhei para Kyara que estava desfrutando da brisa marítima obtida com uma boa corrente de ventos. Sorri, por um instante, mas a situação pedia urgência.

Kyara, vou lá no Ignus, vem comigo! – Não foi bem um pedido, mas um convite. Ela olhou para mim, arqueando as orelhas, fez que não era com ela, mas resolveu me seguir. Desde até a sala dos canhões e não demorou para encontrar Ignus.

Ignus-san, o Comandante Rincon pediu para dispararmos um comunicado para a base de Arkhen e para os navios próximos, pode me ajudar a discar? – Pedi, no alto da minha ingenuidade em não saber manusear direito um Den Den Mushi daquele tamanho – possivelmente de uso exclusivo da Marinha. Assim que ele me ajudou, entrei em contato:

Atenção! Aqui é Akin, do Esquadrão 13! Estamos indo em direção de Parthevia para conter uma ameaça colossal. Uma besta imensa está indo em direção do reino e precisamos de toda ajuda possível. O nosso Comandante, Rincon, está ferido e o capitão Kuro está no alto da criatura em forma de cogumelo. Atenção! – Em seguida abri o canal para uma frequência onde quem quer que estivesse num raio próximo pudesse ouvir: – Este é um comunicado oficial do Esquadrão 13 da Marinha, sob o comando do capitão Kuro e comandante Rincon! Quem estiver em Parthevia deve se afastar urgentemente da costa. Uma criatura em forma de cogumelo está indo em sua direção. Atenção!

Ao terminar o comunicado, coloquei a mão sobre o ombro de Ignus.

Obrigado por se preocupar comigo mais cedo... – Sorri, ajeitando os óculos transparentes com o indicados da mão livre. Em seguida, fui saindo: – Vou voltar ao convés, tente pensar em alguma forma de resgatarmos o capitão do alto daquela criatura. Se tiver alguma ideia, me ligue!

Era incrível como mesmo após toda a aventura vivida até agora e a minha recuperação espantosa, não aparentava cansaço. Sentia-me bem, possivelmente por conta daquele fungo na minha testa. Sorri quando passei por uma das escotilhas do navio que refletia meu rosco exibindo aquela estranha decoração irrompendo a pele.

Quando estava retornando ao convés, percebi o garoto de cabelos brancos isolado próximo a escada de acesso. Parecia estar matutando sobre algo, conversando com seus demônios.

Gostei daquele mote... “não existe descanso para os perversos”... – Disse, despretensiosamente. – Ouvi dizer que após a guerra em Parthevia o povo não vive tão bem quanto o Velgius diz... Aliás, vim para a ilha justamente para investigar os impactos da guerra entre os reinos de Parthevia e Musta’Shyn, além de me alistar na marinha. Não sei exatamente o que aconteceu na ilha, mas certamente as cicatrizes persistem, quase tanto quanto essas marcas que estão em seu corpo... – Mostrava sinceridade, relembrando-me do dia anterior quando havia aportado no Porto de Mattal e havia conhecido seu povo sofrido, tentando vender num mercado bem precário. – Sabe, quando menos percebi já estava dentro deste navio, indiretamente alistado e servindo, haha! – Sorri, coçando a nuca.

Às vezes nos envolvemos nas coisas sem querer e, quando menos esperamos, já estamos dentro, não é mesmo? – Em seguida, estendi a minha mão para ele: – Você ainda não me disse seu nome. Na minha terra-natal, Gambhia, isso é uma falta de educação. Afinal, eu salvei a sua vida. – Disse aquilo de forma amistosa, não pedante. – ... Vamos, temos muito o que fazer, não existe descanso para a marinha!

Quando ele desse a mão, o ajudaria a se levantar e iria até o convés para ver a situação...



#003 | @South Blue | !2 – Não existe descanso para a marinha!

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Tyr
 Posted: Apr 12 2018, 03:29 PM
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Tyr




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Fechou os olhos com a dor mas assim que pudesse continuaria encarando o homem. Sentia gratidão por ele ter salvo sua pele, mas isso não significava que mudaria sua opinião a respeito do rei. Ainda que ele tenha tido o que tinha dito. A vontade interna que tinha era e continuar a discurssão do jeito mais acalorado que podia, mas na verdade, não podia. Não depois de Rincon intervir. Os olhos ficaram fixos no pesquisador, mesmo depois de Rincon ter batido o martelo. - Sim senhor. - Suspirava, mas antes de relaxar o corpo dizia uma última coisa para o homem, mas num tom de voz diferente da raiva usual. - Você pode está certo, mas não conhece a mesma Parthevia que eu conheço. - Os olhos de Tyr pareciam transmitir seus sentimentos de revolta pelas coisas que já tinha visto e vivenciado. " Tch. Eles nunca vão me ouvir se eu falar o nome do velho. Só de ouvir o nome dele aqueles cogumelos malditos me jogaram de lá de cima sem pensar duas vezes. " De cabeça baixa, saía da proximidade do grupo. Obedecendo a ordem de Rincon.

Talvez só agora sentia o real cansaço de tudo que havia acontecido. Era como se seu sangue parece de correr acelerado pelo seu corpo e seu coração finalmente descansava um pouco batento num ritmo menor do que a bombástica adrenalina das últimas horas. Quando chegou no convés deu alguns passos olhando os marinheiros cuidando das coisas e desabou entre coisa barris quaisquer. " Mas que merda. " Suspirou e levantou a cabeça com os olhos fechados. " E agora essa, será que Ozwen quer o melhor pras pessoas ou só tá querendo poder também? " Com as mãos na cabeça coçava ela fortemente enquanto balançava para os lados gritando um pouco para extravasar. - AHHHH! QUE MERDA! - Balançou um pouco mais a cabeça e então abriu os olhos e ficou olhando para suas mãos abertas. " Isso é tudo tão complicado! Por que ele tem que tratar o povo tão mal assim?! Ele é adorado pelos nobres?! Mas e o resto?! Será que Velgius-san não vê isso?! E agora essa...eu deveria ter pensado melhor antes de gritar meu nome na cidade. Acho que nem que eu tente ajudar eles vão querer minha ajuda. Mais fácil de me darem um tiro assim que me verem. Que merda velhote, o que você fez com sua vida? " - O braço envenenado ainda doía muito, lembrou-se disso quando tentou fechar os dois punhos para prescionar os olhos e impedir que alguma lágrima caísse. Bem na hora, pois Akin tinha se aproximado.

Tyr deu uma bela fulgada e chegou até a colocar uma cara feia, como se quisesse transparecer que não tinha abaixado a cabeça para Velgius. No entanto, quando Akin repetiu a frase que era basicamente seu atual bordão seus olhos se arregalaram por um momento e ele logo olhou para o rapaz com atenção para o que ele tinha a dizer. Enquanto Akin falava Tyr foi retornando ao estado pensativo que estava antes dele chegar ali e só retornou a olhar para o rapaz quando viu uma mão diante dos seus olhos.

- Sim...mas e quando você não tem escolha? - Dizia segurando a mão dele. - Meu nome é Tyr... - Hesitou mas continuou olhando para Akin como se estivesse analisando qual seria a reação dele. " O que ele pode fazer? Me jogar na água? " Suspirou. - Tyr Titanborn. - E falou o nome completo enquanto se levantava e respirava fundo. - Veio se alistar na marinha, mas o que você espera fazer aqui? Tipo, você ouviu o que Velgius-san falou: A marinha tem que responder pro rei também. A gente pode salvar Parthevia do cogumelo gigante e de Ozwen, mas iaí? O rei vai continuar fazendo a vida de todo mundo um inferno? Pior. A população vai odiar a marinha por não fazer nada também. Claro, a gente não pode deixar as pessoas pagarem pelo pecado do rei...mas é só até aí que a gente pode ajudar? - Isso tudo parecia mais Tyr fazendo perguntas pra ele mesmo do que para Akin. Eram pensamentos em voz alta. - O que você quer entrando na marinha? O que você acha que pode conseguir nela? Olha pra esse esquadrão também, você acha que pode conseguir algo aqui?! - E então olhava no fundo dos olhos de Akin. Tyr estava mais expondo sua falta de esperança do que questionando as convicções de Akin, mas bem, ele foi o único que foi lá conversar.
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Angelique
 Posted: Apr 14 2018, 05:03 AM
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Os números pareciam uma tatuagem feita no animal e eram escritos numa linguagem técnica, simplesmente para facilitar a leitura de qualquer pessoa que fosse, sem chances de enganar-se com um 2 ou um 5, 0 ou 9 ou 8, independente da combinação que pudesse chegar a ser feita de maneira rápida e preguiçosa, ocasionando erros. Não, essas eram impressas embaixo do Den Den Mushi e eram numerações curtas, havendo cinco ali com as três primeiras letras da ilha e se a mesma tivesse dois nomes como Logue Town, estaria escrito "LogT" nos limites do pequeno corpo molengo.

Akin observou toda a criatura que estava com os olhos fechados, mas ao ser movido de um lado e para o outro, ele abriu os olhos e observou a face confusa do outro, mas não deu dicas, apenas piscou como quem estava mais confuso que o humano. Desistindo, o recruta agora ia até Ignus, mas sem antes passar pelo convés e pedir assistência de Kyara para isso, não que fosse necessário, porém estava indo ver o dono dela e a loba prontamente se fez de desinteressada, virando o rosto enquanto deitava de lado, mas assim que o jovem passou por ela e iniciou a descida, ela correu atrás antes que a porta se fechasse, passando as patas na madeira antes que fosse deixada para trás.

Ignus estava suado e sem a parte de cima de seu uniforme, trabalhando sozinho enquanto mantinha em ordem as munições e redirecionava as bocas dos canhões na direção do cogumelo, que lentamente se distanciava deles, não sendo mais possível acertá-lo com tiros, porém ele temia e isso o mantinha à postos. Observou com curiosidade quem vinha e para sua surpresa, era Akin com um Den Den Mushi, pedindo ajuda no manuseio.


- Ah... - Ele fez uma careta de nojo e raiva, porém a inocência do jovem em um momento tão crucial não permitiu que sua careta se mantivesse e ele se permitiu relaxar, arqueando-se para frente enquanto colocava as palmas sobre os joelhos e ria. Ficou ereto e então estalou as costas com os polegares, seguindo pelos dedos enquanto ele se renovava e passava o antebraço na testa igualmente suada e não mudava muita coisa, mas o ajudava a não deixar que os pingos salgados caíssem em seus olhos. Se aproximou do rapaz e pegou o caracol, logo deixando-o lateralmente e batendo duas vezes numa proteção arredondada que parecia parte de sua concha e ali, pela pressão, abriu-se os dígitos. Discou o que dizia "Ark". Enquanto discava, ele chamou a atenção do recruta com um dedo, falando fracamente para que se por um acaso atendessem, sua voz não atrapalharia. - Digite 000 após terminar essa ligação e todas embarcações de nossa posse que estiverem perto receberão o mesmo chamado. É um número de emergência e um canal aberto para qualquer um que esteja próximo. - Explicado, ele observava pela janela o cogumelo gigante e ajeitava cada canhão para lá.

Kyara não teve a reação esperada de um animal de estimação, pois assim que viu o seu dono... Bem, ele não era visto de tal forma pela criatura e sim, como o Alpha, alguém que ela tinha respeito e que deveria sempre estar por perto para defendê-lo em sua matilha de dois. Fora até um canto daquela ala e se deitou enrolada, observando sem mover a cabeça, chegando a aparecer o branco dos olhos em uma expressão pidona, mas era apenas preguiça e cansaço acumulados no pequeno corpo peludo.

Tyr estava sentado no convés, relaxando com as brisas marítimas enquanto a cidade de Parthevia vinha correndo em sua direção. Mas divagava demais sobre dilemas morais e em tudo que ele desconhecia naquele momento, questionando não sua própria existência, mas sim, suas motivações e a própria determinação, podendo ter depositado energias e esperanças demais em uma causa que pouco conhecia ou que poderia ter apenas interpretado de forma errônea. Tudo que sabia era que nada sabia e isso esquentava seus cogumelos, que tornavam-se mais rubros e saía uma fumaça dos dois enquanto a ira tomava conta do corpo do jovem, berrando de raiva em não poder ter uma confirmação de seu pai.


- Aqui é o Capitão Agosto da base de Arkhen. Estou recebendo sua chamada e irei deslocar uma pequena frota até sua localização. Por favor, não entre em combate a menos que seja estritamente necessário. Contenha a população sem pânico e aguarde até que nossas velas sejam vistas. - Sua voz era extremamente calma, mas precisa. Não era como se estivesse fazendo pouco caso daquilo, era uma pessoa tão centrada em seu trabalho que dera as informações necessárias sem afobação alguma (o que teria resultados mais negativos que positivos). O Den Den Mushi tinha um olhar sério enquanto tentava imitar o capitão.

Desligado, agora Akin fazia o chamado de emergência que Ignus houvera o ensinado, fazendo uma ligação que chamou a atenção até de Tyr, pois era como se a voz do rapaz fosse ouvida como uma presença sobrenatural. Todos e qualquer Den Den Mushis que houvessem por perto falavam claramente que eles estavam em apuros e precisavam de apoio. Não demorou e logo um conjunto de vozes começaram a anunciar que iriam logo e inclusive, alguns até tinham vistos de longe uma movimentação estranha pra aqueles lados e confirmado que seria um perigo para Parthevia, eles se juntariam. No total, Akin conseguiu reunir um total de 30 navios, algo que estava realmente muito longe de sua posição de recruta e talvez, até de Rincon.

Finalmente saindo daquele local quente e com cheiro forte de pólvora que impregnava nas narinas, ele subia e recebia a brisa relaxante que os demais marinheiros também recebiam no convés, sendo uma mudança extremamente agradável de ares. Seus cabelos esvoaçaram enquanto ele via que o barco se movimentava extremamente rápido no momento em que subiram em um canal e iam à favor do vento, mas tal velocidade não era sentida, como em desequilíbrio e no máximo dos máximos, todos sentiriam um peso a mais que era relativamente insignificante.

Agora ambos interagiam com calma. Trocavam nomes e discutiam ideais, pois Akin houvera percebido que Tyr estava com a cabeça em outro lugar e agora os cogumelos vermelhos voltavam a sua cor avermelhada comum. Sem medo e com mínimos receios, o jovem anunciava seu nome completo e começava um questionário dedutivo com o outro, mas mais refletindo sobre tudo, como que falar o que passava em sua mente o ajudasse a chegar numa solução mais rapidamente.

Tal conversa entre ambos não poderia se prolongar tanto, visto que o barco já estava adentrando no porto, diminuindo sua velocidade aos poucos enquanto A.K.A. saía da cabine de navegação e falava para todos ali que deveriam soltar amarras e deixar que apenas o vento os levasse, que ele sozinho tomaria conta dali em diante. Os demais marinheiros concordaram e começaram a fazer outras coisas, como limpar o convés sujo de águas-vivas ou o que quer que fossem aquelas coisas, polir armas e verificar munições em seus rifles, assim como um grupo se separou e pegou alguns binóculos, verificando o vulto gigantesco no horizonte, como um verdadeiro e pequeno cogumelo que aos poucos ia crescendo na direção deles. O navegador demonstrou interesse no último ato e com isso, pegou para si umas lentes e observou, calculando com a ajuda de um papel e um lápis, as coordenadas e distâncias (algo que Tyr fazia de cabeça, sem detalhes técnicos). Anunciando que teriam cerca de 1:30 mais ou menos até que a criatura chegasse no porto, a menos que se distraísse com algo, o que seria muito difícil.

A brisa agora cessava, mas não completamente, ainda existindo de tempos em tempos. Os marinheiros que estavam desocupados, já começavam a preparar a prancha para desembarcarem no porto.

Parthevia agora parecia outra cidade e Tyr via o que no passado seu pai viu: uma cidade esperando ser desbravada. O local estava extremamente vazio e nem os boêmios davam o ar de sua graça, não havendo um único estabelecimento que funcionasse. Conseguiam ver um pouco da cidade em si e também, as únicas almas que passavam por ali eram dos guardas reais que passavam em duplas, despreocupados e verificando as ruas despreocupadamente.

O jovem de cabelos brancos começava a sentir seus olhos pesados, tendo reações lentas e só tardiamente percebeu que agora estavam cercados de marinheiros empunhando armas, mas nenhum deles apontava para a dupla, mas sim estavam meramente parados olhando-os. Tal acontecimento se fez até que o conhecido magrelo saía do meio da multidão e falava com eles..


- Err... Como Ignus está montando a guarda dos canhões, Rincon está de cama e o capitão não se encontra... Acho que cabe a você, que é conhecido deles a nos comandar... Não? - Dizia meio sem jeito (temendo ofendê-los de qualquer forma), mas ainda com seu jeito calmo e arrastado.
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T. Wall
 Posted: Apr 14 2018, 12:29 PM
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Meu nome é Tyr... Tyr Titanborn. – Pisquei duas vezes ao ouvir o nome e perceber que ele esperava algum tipo de reação de minha parte, pelo seu receio em dizer seu sobrenome (Investigador). Mas, de fato, não conhecia aquele sobrenome que, para mim, só soava engraçado.

Em seguida, ele faz uma série de questionamentos, mas parecia mais direcionado a si próprio do que propriamente a mim. Escutei atentamente, coçando o queixo.

O que você quer entrando na marinha? O que você acha que pode conseguir nela? Olha pra esse esquadrão também, você acha que pode conseguir algo aqui?! – Os últimos questionamentos pareciam uma provocação. Olhei para ele com certa confiança, dizendo-lhe:

Heh... – Deixei escapar. – O que eu quero? – Parei por um instante. – Sinceramente? Não sei mais... Eu tinha uma concepção tola de justiça quando cheguei aqui e tomei um choque de realidade no primeiro dia... Mas ouvi dizer que nosso capitão, o Kuro, é um homem impressionante. E que fez e faz questão de sacrificar sua vida por esses homens aqui. Acho que é assim que nós, enquanto marinheiros, devemos agir. Proteger aqueles que não podem se defender. Galgar os degraus da marinha e proteger cada vez mais pessoas é meu objetivo atualmente. Se isso é idiota ou infantil... pode até ser... Mas graças a esse esquadrão, nunca me senti tão vivo antes. – Aguardei ele pegar na minha mão, para ajudar a levantá-lo.

Se não o fizesse, daria de ombros, mas antes de subir ao convés, diria:

Ajudamos até onde podemos, fazendo o nosso melhor. Não somos perfeitos ou infalíveis, mas podemos sorrir por termos feito tudo que estava ao nosso alcance. Não concorda, Titanborn? – E subi.

[...]


Quando chegava ao convés, A.K.A. também saía a cabine de navegação. Estávamos nos aproximando do porto e a maioria dos homens estavam fazendo tarefas cotidianas. No horizonte, porém, a ameaça tomava forma. Olhei ao redor, em busca de Velgius. Assim que o encontrei, dirigi-me até o mesmo.

Preciso que informe ao rei da ameaça que está vindo e, sobretudo, do seu dever de proteger a população. Emita um comunicado oficial, faça a guarda interna levar as pessoas para longe do porto para evitar maiores baixas... – Disse-lhe, de forma bem serena. Olhei para o porto que estava completamente diferente de outrora, vazio.

O comunicado havia sido efeito, da mesma forma que o chamamento à marinha. Várias respostas vieram, enchendo o meu espírito de boas vibrações. O cansaço inexistia, talvez por conta daquele cogumelo azul que saia da minha testa. Ou simplesmente pelo fato de estar dando uma guinada na minha humilde vida.

- Err... Como Ignus está montando a guarda dos canhões, Rincon está de cama e o capitão não se encontra... Acho que cabe a você, que é conhecido deles a nos comandar... Não? – Indagava-me A.K.A., o navegador, e eu apenas cocei o nariz, embaraçado.

Saia de um mero intruso a posição de liderança e aquilo, de alguma forma, mexia com meu ego. Mas a situação ainda estava tensa. Precisava da ajuda de todos. Busquei um barril próximo, e subi, de modo a ficar um pouco mais alto para que todos me vissem (Liderança).

O 13º Esquadrão da Marinha sempre foi conhecido como uma ovelha negra... – Comecei, arfando o ar. – ... Degenerados, ex-bandidos, renegados. Cada um de vocês tem uma história contra a lei e chegaram aqui por conta de seus erros do passado. E foram purificados por conta do esforço de um único homem... – Fiz uma pausa, apontando para o topo do cogumelo que se avizinhava. – O sacrifício diário do capitão Kuro que comprometeu parte de sua carreira, e de sua própria vida, para manter este esquadrão. Neste momento, ele está no topo daquela criatura. Felizmente, conseguimos o apoio de nossos irmãos de farda ao redor e da base de Arkhen.

Preparem-se para fazer história!
– Fiz uma pausa, esperando a vibração dos homens. Em seguida, olhei para a prancha recém colocada com a conexão com o porto.

Vamos atuar em duas frentes: um grupo menor vai coordenar e ajudar a guarda local a tirar as pessoas do porto. Precisamos evitar as baixas civis. Isto legitimará nossa atuação. Um grupo de dez ou quinze marinheiros é suficiente... – Aguardei um grupo se prontificar, dando um sinal com o olhar para que Tyr se colocasse neste grupo. Ele parecia muito ferido e certamente renderia mais coordenando esta frente. Se concordasse, o nomearia o líder.

O restante vai recolher a prancha e vamos zarpar sob as ordens de navegação de A.K.A., vamos voltar para a batalha e nos juntar ao fronte com os demais navios da marinha... – Olhei para o horizonte na esperança de avista algum navio próximo. Em caso positivo, apontaria, demonstrando que o chamado fora escutado. – Nossa missão principal é garantir a derrocada do monstro cogumelo e, principalmente, promover o resgate de nosso capitão. Esta é nossa prioridade número um, ESTAMOS ENTENDIDOS?! – Indaguei, esperando um sonoro “AYE!”.

Ordens dadas, aguardei o grupo se mobilizar. Caso Tyr tivesse aceitado seguir em terra, puxaria-o pelo braço saudável antes de descer:

Conto com você, Titanborn. Vamos resolver uma coisa de cada vez... – Soltei seu braço. – ... Não existe descanso para os perversos! – Dei-lhe uma piscadela.

Em seguida, fui até a cabine de navegação, procurar por A.K.A.:

A.K.A.-san, acha que consegue se aproximar quanto daquela criatura? – Indaguei-lhe.

Em seguida, disquei para o número inscrito com “Ark”:

Capitão Agosto... – Esperei alguém atender do outro lado. – Aqui é Akin, do Esquadrão 13. Reitero a informação que o nosso capitão, Kuro, está no alto da criatura. Concentre os ataques na base do Cogumelo, vamos tentar uma aproximação para o resgate, repasse a informação aos navios, deixarei o combate em alto mar sob sua guarita, pois não tenho experiência. – Disse, sincero, desligando.

Yare, yare... Vai começar...



#004 | @South Blue | !2 – Não existe descanso para a marinha!


Spoiler
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PECULIARIDADES:

[RACIAL] Recuperação Espantosa (1PE): O personagem possui uma recuperação fora do normal, seja para dores ou para fadiga. Enquanto uma pessoa normal estaria de cama, recuperando-se duma batalha, você já está ativo e pronto para a próxima. Geralmente, o personagem possui um tipo preferido de recuperação (ex: comendo ou descansando).

[RACIAL] Sincronismo Natural (1PE): O personagem uma habilidade natural para se adaptar aos diferentes estilos de combate de seus adversários, sendo capaz de aumentar sua eficiência conforme estende suas lutas.
Benefício: A partir do terceiro turno de combate contra um inimigo em particular, o personagem recebe um bônus +1 nas jogadas de acerto, dano e defesa, e esse bônus aumenta em +1 a cada novo turno, até um máximo de +3. Esse benefício só pode ser usado contra um oponente por vez, e é perdido ao final de cada combate.

Aceleração (1PE): Você é mais ágil que o normal e pode realizar ações e correr mais rápido. Esta Vantagem permite realizar uma tarefa que normalmente tomaria sua movimentação no turno, como recarregar uma arma ou desativar uma bomba, porém ela não permite atacar mais do que o estipulado pelo mestre.
Benefício: Interpretativo; Concede um bônus +4 em Agilidade.

APRIMORAMENTOS:

[RACIAL] Equilíbrio Perfeito (2PE): Em condições normais, o personagem sempre consegue se manter em pé, independente de quão estreita é a superfície na qual ele está andando (uma corda esticada, uma saliência, um galho de árvore, etc.).
Benefício: Interpretativo; Recebe um bônus +4 contra testes de derrubar, e tem 25% de chance de ignorar o estado "derrubado".

Investigador (1PE): O personagem sabe usar a lógica e coletar pistas para traçar perfis e adquirir informações sobre pessoas e missões. Pessoas normais podem investigar, mas este aprimoramento garante que seu personagem seja bem acima da média em seu sucesso.
Benefício: Interpretativo; Permite que o personagem possa obter informações através dos mais variados recursos, como lábia, sedução, suborno ou tortura.

Estrategista (1PE): Você possui uma capacidade tática notável, consegue organizar melhor as tropas e fazer planos notáveis. Provavelmente você passou no Teste de Einstein.
Benefício: Pessoas que seguem o plano feito pelo estrategista recebem um bônus +1 em todas as jogadas enquanto os acontecimentos estiverem dentro do planejado. Este bônus é perdido quando os personagens deixam de seguir o plano ou quando os acontecimentos se desviam em excesso do previsto.

Liderança (1PE): Não importa o método usado: intimidação ou carisma, o fato é: você indiscutivelmente é o chefe. Você dá as ordens e é obedecido, sendo que é uma qualidade indispensável para um capitão de tripulação.
Benefício: Interpretativo. Aumenta as chances em +25% de ser ouvido e ter suas ordens acatadas pelos NPCs ao redor.

Le Parkour (2PE): É uma atividade onde seus adeptos percorrem um caminho cheio de obstáculos e tem por finalidade chegar ao final do percurso em menos tempo. É composta por escaladas, saltos e outras manobras arriscadas na intenção de superar obstáculos rapidamente. Soma com Acrobata.
Benefício: Concede um bônus +1 nas jogadas de defesa e agilidade, e ignora penalidades por terrenos difíceis.


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Tyr
 Posted: Apr 20 2018, 01:22 PM
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Tyr




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Ouviu o que Akin tinha para dizer e riu um pouco antes de aceitar a ajuda para se levantar. " Ajudar as pessoas? Eu só queria ajudar Parthevia e depois eu nem sei o que faria. Voltar a pescar? " Iria falar algo, mas foi interrompido pela outra fala do companheiro que não tinha outra resposta se não um sim com a cabeça. " Certo! " - E com um tapa na própria bochecha 'acordava' do transe introspectivo que estava.

De pé retornou sua atenção para ajudar os demais a acelerar o barco na medida do possível. Quando notou que o navegador calculava alguma coisa franziu a sobrancelha. " Pra que essa parafernalha toda? " Analisou a situação do seu próprio jeito e diria a mesma coisa que A.K.A logo em seguida, querendo mostrar que também podia fazer o que ele fazia do seu modo. Mesmo que ninguém tivesse anunciado uma competição ou teste para navegadores.

Parthevia se aproximava e Tyr via algo completamente diferente do normal. Talvez fosse sua mente? Seus olhos estavam pesados e parecia que o cansaço iria vencê-lo, mas não. Abriu os olhos e arregalou-os no exato momento que viu aquele grupo enorme de marinheiros cercando ele e Akin. Engoliu seco na hora, o que falaria? Não iria sair muito além de "protejam Parthevia com suas vidas"! Tyr sequer tinha a mente e coração de marinheiro. Por sorte Akin resolver tomar dianteira.

Quando viu que ele subia num lugar alto, imediatamente procurou virar-se na sua direção e quem sabe até se colocar junto dos demais marinheiros. Não sentia muita diferente entre ele e um criminoso qualquer que estava ali só pra cumprir sua pena. Não que fosse um ladrão, era só que Tyr não sentia que tinha o mesmo coração bondoso que Akin mostrava ter. O discurso apenas reforçou essa idéia além de fazê-lo acreditar que poderia confiar em Akin.

- AYE! - Gritou com toda força e determinação que lhe restava. Então expirava forte, se preparando para uma nova injeção de adrenalina! Quando foi puxado por Akin respondeu-o rapidamente com toda seriedade que podia e estendia a mão esperando que o companheiro a apertasse. - Nunca! Depois que salvarmos Parthevia...conte comigo, Akin! - E fez com sinal de positivo com a cabeça. - Obrigado! - E virou-se. Assim que pudesse desembarcar do navio o faria! - CERTO! VAMOS! GRITEM E PROCUREM POR QUALQUER UM QUE POSSA TER FICADO PRA TRÁS! NÓS PRECISAMOS TIRAR AS PESSOAS DAQUI!

Assim que pisasse em terra Tyr olharia para o grupo de marines e procurava alguém que tivesse o boné e o lenço de marinheiro. - Os guardas aqui devem tá procurando por mim ainda, não quero problemas com eles agora! Oy! Me empresta seu boné e seu lenço!? - Caso recebesse, usaria o boné e prenderia o lenço na boca, de modo que só seus olhos ficassem a amostra. - Certo! VAMOS! - Se aproximaria do guarda enquanto apontava para os lados falando com os marines que estavam com eles. - Oy, procurem nos becos e em lugares que você sabem que pode ter gente. Vocês conhecem mais do que ninguém os lugares escondidos de uma cidade! Tirem todos daqui! - Assim que estivesse próximo dos guardas mudaria até seu tom de voz. - S-somos da marinha! Onde precisam de ajuda?! Precisam tirar todos daqui! Um monstro gigante tá vindo pra cá! Acham que consegue trazer canhões e armas pra cá!? É...é possível que alguém esteja planejando atacar Parthevia hoje! Não deixam as pessoas pagar o preço! - A última frase era dita num tom de intimidação até! - Na verdade, pra onde levaram as pessoas que estavam aqui?! Elas estão seguras?
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Angelique
 Posted: Apr 24 2018, 03:48 AM
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Assim que se encontrou com Velgius, o mesmo estava sentado com as pernas cruzadas, de costas na madeira do convés, mexendo no local onde Rincon brutalmente enfiou as mãos e arrancou a prótese mecânica e por mais que parecesse que ele fazia o mesmo, na real estava limpando o local, puxando com certo cuidado fiações elétricas que estalavam e ele retirava a mão, contornando com partes cobertas e as arrancando sem muito floreio, jogando ao seu lado. Peças metálicas também caíam e ele segurava com o polegar, indicador e do meio algumas peças, tentando ajustar o mínimo para que não houvesse nenhuma combustão interligada em seu ombro ou que desmoronassem metais até que enfim chegasse em sua própria carne. Olhou para Akin sem muito brilho nos olhos.

- Farei isso... Mas me prometa uma coisa... Não deixe que aquele selvagem permaneça em minha ilha. Não mais. Já temos problemas o suficiente para lidar com gente assim. Rebeldes e piratas, e agora, cogumelos? Pili estaria vivo se as coisas fossem mais calmas por aqui...

Após serem cercados por marinheiros, a mente simplista de Tyr logo maquinou um "vão ajudar o povo" como uma resposta óbvia, o problema é que eles não tinham exatamente noção de como fazer isso. Avisariam o rei primeiro? Pediriam ajuda aos soldados? Iriam bater de casa em casa? Preparariam botes para refugiar em ilhas vizinhas? Pegariam um cavalo e correriam pelas ruas desertas gritando que os ingleses estão vindo? As possibilidades eram bem dizer infinitas e com tão pouco tempo, cabia a um verdadeiro líder separar as melhores opções e atuar num plano de ação contingente.

Algo que Akin prontamente o fez, pegando Tyr, não de surpresa, mas numa admiração, contemplando o quão benigno o rapaz era e o contraste de suas naturezas. Seus ideais de vingança era traçados desde os tempos de seu pai e era somente esse o seu objetivo, nada mais, nada menos, porém nunca chegou a pensar no "além". Após concluir aquela epopeia, o que faria? Voltaria a pescar num canto de Parthevia ou outra ilha? Isolaria-se em busca de paz? Não havia um plano, porém após ouvir as palavras do suposto líder, seu espírito fora renovado, dando-lhe energia em meio aos demais marinheiros a concordar com as palavras do jovem, que parecia tão proeminente em se tornar o próximo capitão.

Todos os marinheiros gritaram em conjunto um "aye", concordando com ele e prontamente um grupo de doze marinheiros se voluntariaram para ficar em terra, não por terem medo de morrer em alto-mar, mas por acharem que a segurança do povo era prioridade enquanto os que ficaram, queriam meramente sentir o calor da batalha, derrubar a colossal criatura (se é que poderia ser chamada assim) e ganhar fama e glória em cima disso, algo no mínimo típico de bandidos, que chegavam a festejar quando suas recompensas cresciam.

Tyr desceu com o grupo de marinheiros, todos armados com espadas, nenhum com rifles ou pistolas, pois priorizavam a mobilidade em não ter que mirar ou usar da lâmina mais como um bombeiro usaria um machado. Todos olharam a rampa sendo recolhida e batiam continência para seus companheiros que retornavam para o confronto com o fungo. Os que estavam abordo, responderam da mesma forma e Akin pôde notar que muitos deles estavam nervosos, pois por mais que gostassem de uma boa batalha, seus olhares eram vidrados, os sorrisos não demonstravam excitação ou alegria, apenas uma frágil confiança, o que demonstrava agora sinais de que alguns ali eram nada mais do que bandidos pequenos, que seriam facilmente domados pela Marinha em busca de uma correção de seus atos ao invés de punições ou afastamento da sociedade em uma prisão esquecida no fundo de um Calm Belt.

Meio a contragosto, Velgius desceu também, porém por último e não simplesmente percorreu todo o caminho da rampa e sim, saltou pela lateral assim que estava no meio. Começou uma corrida enquanto os marinheiros se despediam de seus companheiros, não aguardando segundas ordens da Marinha, pois em sua própria visão, eles estavam abaixo dele e precisava o quanto antes chegar em seu rei.

As ordens foram dadas e os marinheiros começaram a gritar pelos quatro ventos, nada em particular, apenas chamando a atenção dos soldados e da população, acordando-os e fazendo com que as cabeças curiosas surgissem pelas janelas, ou que aqueles mais bravos, chegassem até a abrir a porta da frente e ver o que era aquele alvoroço todo. Caras de sono, descabelados e babados, pijamas ou roupas leves como roupões, todos aparentavam estar dormindo e antes que qualquer sinal de mau humor aparecesse (como um "calem a boca, seus vagabundos"), a preocupação se estampou entre os moradores, que observaram que eram marinheiros quem faziam tanto barulho. Não sabiam se eram piratas que haviam roubado os uniformes (em parte, era verdade) ou se aquilo era um desesperado e emergencial aviso. Logo famílias inteiras começaram a brotar nas portas e janelas, algumas, mais ousadas, saíram para a rua, não conseguindo falar com nenhum marinheiro, mas observando ao redor o que era aquilo, esperando uma resposta coerente de qualquer pessoa, o que certamente não viria dos cidadãos que levantaram agora, entretanto, era justamente entre si que conversavam...

Após parar um dos marinheiros, requisitando o lenço e o boné, ambos azuis com uma gaivota branca, Tyr colocou seu disfarce, tendo seu olhar afiado e parecendo muito mais um rebelde da Marinha, como se tivessem agora tomado partido com Ozwen. Soldados vieram na direção dele, que diferente dos demais marinheiros, que apenas faziam barulho pelas ruas e estavam de rosto exposto, o jovem Titanborn tinha uma aparência de quem controlava tudo.


- Você! - Lanças eram apontadas para si, e após uma longa analisada, perceberam que um dos braços daquele marinheiro era "amaldiçoado", soltando uma fumaça e sendo de uma coloração diferente, assim como parecia inútil ao estar despencado ao lado do corpo, meramente preso ao ombro, mas que ainda assim, tinha uma aparência intimidadora que não permitia a eles saber se aquilo era alguma espécie de poder ou algum defeito mesmo, de qualquer maneira, eles não tomariam riscos. - O que é isso tudo aqui? Faça seus homens parar ou vamos ter qu-

Logo o soldado fora silenciado pelo conjunto de gritos, pois no horizonte, movimentando-se como um patinador desengonçado, agora era visto o cogumelo, não mais como um vulto, como uma ilha em meio à noite limpa de névoas, mas sim, como uma real e colossal representação da morte. Os próprios guerreiros desfizeram a pose de combate em que estavam e as lanças que estavam direcionadas para a face de Tyr, agora abaixavam suas pontas para a barriga dele, mas não propositais, pois temiam a visão que agora tinham.

- ...O rei. O rei! - Um dos soldados esbofeteou o outro após ouvir tudo que Tyr tinha a dizer, não dando foco na população e sim, na proteção da coroa, como se tudo que o jovem mascarado houvera dito não passasse de um lembrete das obrigações que eles tinham para com a família real. Retornando do transe, ambos correram em direção do castelo, num aspecto meio pesado graças a armadura que usavam, mas com certa agilidade de poderosos músculos treinados. Se Tyr os seguisse, chegaria até os portões do castelo e dado a emergência, seria permitida sua entrada nos campos reais, mas não no saguão em si, ficando entre os muros e se quisesse, teria acesso aos canhões e quem mais estivesse trabalhando lá (o que dado o horário, não passava de quatro velhos gordos que conversavam enquanto bebiam, todos sujos de pólvora, estalando os dedos para acender cachimbos).

A embarcação já se distanciava rapidamente da ilha, após completar sua entrega e com a mesma velocidade, Akin fora na direção do navegador, perguntando-lhe o quão próximo ele conseguiria ir do cogumelo. A.K.A. retirou seus óculos e observou a face do outro, não acreditando que aquilo era uma pergunta real e tomou um tempo para cogitar se não era nenhuma pegadinha e além disso, o que ele tentaria fazer com tal informação? Engoliu em seco e ajeitou os óculos na face, assim como ajeitando o cachecol que o ajudava a medir a velocidade do vento.


- O quão próximo for seguro. Na real, podemos até mesmo ir para baixo dele se você quiser, mas não garanto que o barco irá durar muito tempo. Você não está querendo embarcar, certo? - Ele saboreou amargamente a palavra que a recém usou, falando logo em seguida, corrigindo-se. - Invadir? Não sei como falar isso para... - Apontou para o cogumelo que cada vez mais se aproximava, comendo quilômetros como se fossem metros. - ...Isso.

Um disparo fora feito por Ignus e a grande criatura deslizou para o lado, o que fez A.K.A. realmente se assustar, mas não congelou. Ele logo correu para o convés após agarrar Akin pelo pulso e empurrá-lo com todas suas forças para dentro da cabine e trancá-lo lá.

- Segurem-se onde der! Rápido! - Mal terminou de falar, o movimento brusco e pesado do fungo fez com que uma enorme onda lateral batesse na embarcação com uma violência tremenda, pegando todos os marinheiros sem muita reação. Akin que estava preso dentro da cabine, viu o mundo escurecer enquanto era golpeado por livro e planilhas, a mesa em si em que A.K.A. trabalhava viera em sua direção e certamente quebraria algum membro ou o atordoaria ao desmaio se tivesse acertado, porém ela bateu com as pernas na parede e se rachou ao meio, apenas jogando papéis sobre o jovem. A visão de estar embaixo d'água, pois agora seus pés ficavam molhados e as janelas fechadas mostravam borbulhas de sal e oxigênio subindo em busca da superfície enquanto o barco em si era empurrado para o lado.

A embarcação girou apenas uma vez até que o casco fizesse seu trabalho e estabilizasse-os, balançando ainda algumas vezes e não conseguindo realmente parar, pois assim que saíram debaixo d'água da maneira mais brusca possível (afundando, girando e sendo erguidos pela madeira, puxando toda água consigo enquanto tudo que estava no convés lutava para permanecer onde estavam, incluindo os marinheiros), todos os sobreviventes e nesse caso são realmente todos, pois ninguém caiu no mar, porém estavam todos severamente debilitados após terem se segurado em cordas ou prendido em meio à madeira ou qualquer coisa que eles pudessem se trancar, assim que a água mal tinha terminado de escorrer pelo convés em direção do mar, ouviram um urro gutural e estridente que os colocou a olhar para cima em terror.

O cogumelo estava logo acima deles, não com uma expressão feliz, mas berrando enquanto abaixava seus tentáculos cheios de águas vivas sobre a embarcação que insistia em permanecer firma, mesmo com os mastros quebrados pelos giros submersos e com os canhões que antes atiravam contra si, finalmente silenciados. Akin viu a morte naqueles contornos porosos.

Uma segunda vez o portão se abria e se Tyr estivesse nos jardins, veria que Velgius adentrava com uma prótese bem menos preparada que a anterior, essa agora sendo mais como um braço normal, mas bem mais simples, parecendo algo que um boneco de testes teria, tendo até sua fiação por fora, conectada por fios e cabos que se entrelaçavam como pulseiras e adornos. O olhar irritado e surpreso dele fora sentido, porém antes que ele pudesse falar algo, uma explosão ocorreu numa floresta próxima e isso chamou mais sua atenção, virando a cabeça na direção do som, porém não conseguindo ver graças às muralhas altas, tentando fragmentar em sua mente a distância do ocorrido e se o jovem de cabelos brancos falasse algo, ele ergueria um indicador para que ele se calasse (sendo rude, sim, mas não de uma maneira que ofendesse, apenas precisava de silêncio naquele momento). Não tardou e uma segunda explosão ocorreu, essa acima deles e trazendo escombros para o jardim enquanto o céu tornava-se alaranjado com as chamas que subiam em conjunto da fumaça.

As portas da frente foram abertas e davam a imagem de um local realmente belo e rico, tendo diversos quadros com molduras que deveriam valer mais que a peça em si. Azulejos fielmente limpos e com um carpete que mais parecia que o chão em si era fofo. Muitos guerreiros saíam de lá em passos pesados e algo notável, era a diferença nas armaduras, que os mais conhecidos eram os de metal limpo e liso, porém ele via agora a elite, aqueles que trajavam grevas laminadas, pinturas que forneciam seu status de heroísmo diante do país, assim como capas e elmos mais elaborados, com brasões do rei espalhados. Eles cercavam o perímetro de entrada, mas na verdade, não sabiam direito o que procurar ali fora.

Num parapeito, possivelmente para que o rei falasse com os súditos sem ter que sair de seu quarto, finalmente, uma visão que poderia despertar o antigo Tyr no corpo do jovem. Davash passava às pressas por ali, sem coroa e com roupas de seda brilhosa, assim como um manto cor de vinho e grosso sobre si, acompanhado de soldados que faziam a sua proteção. Tão perto... E ao mesmo tempo tão longe.

Antes que Akin pudesse realmente ser esmagado e tragado pelo sedento oceano, disparos zuniram pelos céus como pequenos mosquitos que ao encontrar a face do cogumelo, explodiram em dupla, tímidos e gentis, apenas beijando a face do ser (inútil como todas as vezes que Ignus atirou) e chamando sua atenção. Logo em seguida, no momento em que o cogumelo virou o rosto, uma rajada fora ouvida e fora longa, cerca de um minuto de tiros até que enfim parassem com o ensurdecedor som, da qual mesmo longe, ainda assim eram bem presentes.

A rajada veio com força e não zunindo, mas rasgando os céus como verdadeiros cometas vermelhos de bico preto, acertando cerca de dez e causando uma explosão incendiária de grandes proporções. Mas isso fora apenas o começo, pois logo em seguida mais tiros, esses comuns, acertaram e explodiram, porém eram tantos, que ao invés de terem os mesmos efeitos dos de Ignus ou os dois iniciais, agora em conjunto e peso, agravaram as chamas em que espalhavam-na na medida em que batiam, empurrando o cogumelo para longe da embarcação debilitada, não dando tempo de reação para revidar, pois era repelida a cada acerto dado.

Claro, nem tudo era tão fácil e bom assim. As miras não era perfeitas e consequentemente, alguns tiros chegaram a passar perto o suficiente do barco deles, balançando-os de um lado e para o outro e fazendo-os ir mais para perto do cogumelo apenas para logo em seguida se distanciarem, fazendo ser difícil se manter de pé.

Purupurupurupuru~~~


- Akin! Aqui é o Capitão Agosto! Saia do perímetro de tiro imediatamente! Cessei fogo para que possam ter uma rota de fuga! Sejam rápidos, pois já estamos quase totalmente recarregados! Repito! Saiam de perto dessa coisa! Agora! - A voz do capitão não era gentil e controlada como antes, agora, na verdade era bem autoritária, não pedindo e sim, dando ordens cruciais de vida ou morte, possivelmente irritado com algo que o jovem houvera anunciado momentos antes em seu momento mea-culpa, pois era inexperiente em confrontos navais.

O cogumelo estava atordoado e em chamas, ainda se recuperando dos golpes recebidos de surpresa, porém havia uma oportunidade ali. A embarcação em que o jovem marinheiro estava se encontrava com muitas cordas e suas tripulação intacta, mesmo que meio grogue, assim como próximo o suficiente do colossal ser...
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Tyr
 Posted: Apr 24 2018, 12:05 PM
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Os olhos se arregalaram quando viu as lanças apontadas para si. O coração bateu mais rápido, seus pêlos se arrepiaram e sua expressão foi de surpresa para raiva em questão de segundos. Era como se tudo o que Akin tivesse falado fosse completamente esquecido. - Vocês não sabem o que estão fazendo...nós estamos sal- - Tinha sido interrompido pelos gritos e quando olhou para o cogumelo sentiu por um momento que os soldados entenderiam do que se tratava. - Viram!? Rápido, vamos aj- - Novamente uma surpresa. Tyr fechou o rosto mais uma vez e apertou seu punho saudável com toda força que podia! - Davash.... - Murmurava para si deixando escapar um grande suspiro de raiva. Até mesmo os soldados priorizavam salvar a pele do rei em detrimento de todas as pessoas que estavam ali! Aquilo definitivamente não ajudava no controle de seus sentimentos. A cabeça de Tyr passeava por o que Akin havia dito e aquilo o fez se controlar. " As pessoas de Parthevia precisam de ajuda...se a gente não ajudar...não é o rei que vai. " E isso o fez levantar a cabeça e começar a seguir os guardas. Antes de deixar o lugar gritou para os demais marinheiros. - CONTINUEM GRITANDO E TIRANDO AS PESSOAS DAQUI! LEVEM ELAS PRA UM LUGAR SEGURO! - Por um segundo procurou pensar em um lugar qualquer e ao olhar para os guardas lembrou-se. - PARA O CASTELO! O CASTELO COM CERTEZA VAI ESTAR SEGURO! - Disso ele não tinha dúvida. O que o preocupava era a atitude dos soldados, será que ajudariam as pessoas? Tinha de arriscar. Era isso ou deixá-las lá para serem esmagadas por um cogumelo gigante.

Seguiu os guardas e quanto mais se aproximava do castelo mais lembrava-se da sua primeira missão. " Davash... " Chegou a parar por um segundo diante do castelo. Que outra oportunidade teria de estar tão perto? Era isso que queria fazer desde o início não era? Por que se importaria com o que viria depois? Desde que Davash pagasse pelo que fez em Parthevia...O punho já estava fechado mais um vez e foi quando Velgius apareceu. - Velg- - E foi interrompido. Ficaria com raiva se também não tivesse visto e ouvido as explosões. - ...Ozwen? - Murmurou frizando os dentes. Apesar de uma preocupação a mais, a possibilidade de Ozwen ser o responsável trouxe Tyr de volta as suas novas convicções. Não podia ser como Ozwen e explodir Parthevia apenas para procurar sua vingança, tinha de ajudar as pessoas! Mas se Davash estivesse bem diante de seus olhos, se controlaria?



Logo guardas de elite desciam de dentro do castelo e era como se o tempo tivesse parado. O som das coisas sumiu, tudo também havia perdido a sua cor, com excessão dos símbolos cintilantes do rei nas armaduras brilhantes daqueles soldados. Os olhos do berserker estavam repletos de fogo e fúria! Era como se tudo que importasse em toda ilha fosse aquele castelo e as coisas estúpidas que haviam nele! O corpo de Tyr parecia todo pegar fogo e sua respiração começava a ficar pesada e isso tudo chegou ao auge quando teve a visão de Davash. Era como se o olhar de Tyr fosse o mesmo da pior fera enfurecida do mundo! Então suspirou, como se estivesse se preparando para uma batalha! Quem olhasse de fora estaria certo de que Tyr perderia a cabeça a qualquer momento! Uma sombra cobriu os olhos do furioso rapaz de cabelos brancos e então aquele mesmo grito que só um Titanborn poderia dar.

- DAAAAAAVAAAAAASSSSSHHHHHHHHHH!!! NÃO EXISTE DESCANSO PARA OS PERVERSOS! -

Tinha colocado todo seu ódio naquele grito. Era um anúncio de que uma hora a dívida de Davash seria cobrada. Ainda que não fosse pelas mãos do próprio Tyr, ela seria cobrada. E quando isso acontecesse...Davash se lembraria daquela frase!

Ainda sentia uma raiva imensurável dentro de si. Sua respiração ainda estava pesada e o olhar ainda era bestial. Ainda sim, não se movia. Apenas olhava para Velgius e apontava para ele com a vontade e determinações inabaláveis. - PODE FICAR COM SEU REI. NÓS DA MARINHA VAMOS SALVAR PARTHEVIA. - A imagem de Akin vinha na sua mente quando pela primeira vez decidia agir em prol de uma equipe e uma causa maior.

Não esperaria pela resposta de Velgius. Virou-se de costas e começou a caminhar na direção que havia visto os canhões, mas então lembrou-se do que havia dito para os marinheiros. Apenas com a cabeça parou e olhou para Velgius mais uma vez. - Mandei os marinheiros trazerem as pessoas pra cá! NÃO OUSE MANDAR ESSAS PESSOAS PRA MORTE! Eu não quero mais nada com seu rei. - E continuou seu caminho a passos e respirações pesadas, procurando por quem era responsável pelos canhões.

- OY! A MARINHA PRECISA DE AJUDA! - Enquanto falava lembrou-se que Parthevia possuía sua própria base da marinha! Ainda sim, não poderia ter certeza sobre como eles mesmo agiriam. Provavelmente ajudariam o rei também. Frizou os dentes, mas deu com os ombros. Na mente de Tyr o pior que poderia acontecer era que a marinha local eventualmente protegeria o rei e por tabela os cidadões também. - PRECISO QUE LEVEM ESSES CANHÕES PARA O PORTO! A CIDADE ESTÁ SENDO ATACADA PELO PORTO, ESTAMOS SEM TEMPO! - Gritava apontando na direção que tinha vindo e então olhava para qualquer um do lugar e apontava para ele lhe repassando ordens também. - VOCÊ, AVISE O CAPITÃO DA MARINHA DE PARTHEVIA QUE O ESQUADRÃO 13 ESTÁ EM BATALHA NO MAR AGORA! PRECISAMOS DE REFORÇOS PRA PROTEGER A POPULAÇÃO! - Olhou para a porta mais uma vez e se lembrou da explosão que havia acontecido. Também tinha de avisar sobre a possibilidade dos rebeldes e isso significaria que provavelmente dariam prioridade ao rei, mas Tyr não podiam deixar de avisar. Não sabia do que Ozwen seria capaz. - ...pode ser que o exército rebelde esteja vindo também. Avise tudo isso pro capitão e diga pra ela tentar entrar em contato com nosso navio no mar. Eu tenho que continuar ajudando as pessoas aqui! - Terminou as instruções e já esperando aqueles homens ficassem atordoados gritaria para acordá-los. - VAMOS! ME AJUDEM COM ESSE CANHÕES! - E já trataria de começar a empurrar do modo que pudesse!

O plano de Tyr era posicionar os canhões no porto apontando para a criatura! Se tudo desse certo, pediria que metade dos homens tomassem posições e atirarem assim que a criatura estivesse chegando perto demais! Enquanto Tyr e o restante trataria de seguir com as pessoas para o lugar seguro! - NÃO DEIXEM A CRIATURA CHEGAR AQUI! - Ordenava.
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T. Wall
 Posted: Apr 24 2018, 06:51 PM
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Farei isso... Mas me prometa uma coisa... Não deixe que aquele selvagem permaneça em minha ilha. Não mais. Já temos problemas o suficiente para lidar com gente assim. Rebeldes e piratas, e agora, cogumelos? Pili estaria vivo se as coisas fossem mais calmas por aqui... – Escuto o retrucar de Velgius com atenção, olhando com sinceridade e apenas balançando a cabeça positivamente.

Quando fui à cabine e fiz meus questionamentos ao navegador, A.K.A., ficou evidente que ele parecia não acreditar no meu pedido. Com razão. Queria me aproximar do Cogumelo que quase nos matou (por duas vezes, até agora) e colocaria toda uma tripulação em risco de vida.

O quão próximo for seguro. Na real, podemos até mesmo ir para baixo dele se você quiser, mas não garanto que o barco irá durar muito tempo. Você não está querendo embarcar, certo? – Hesitou o navegador por um instante. Podia ver sua aflição com meu pedido. Invadir? Não sei como falar isso para... Isso.

Embarcar, talvez não... – Respondi, fazendo uma pausa por um instante. – ... Mas aquele rapaz que salvei na ilha, o Titanborn, disse que o nosso capitão está no topo da criatura. Se conseguirmos criar uma rota de fuga para ele, acho que é o mínimo que essa tripulação deve a quem tanto se sacrifi--! – Quando ia continuar minha fala um zunido grave. BOOM!

Ignus atacava com um dos canhões demonstrando o poderio bélico do navio do Esquadrão 13. Porém, o efeito colateral vinha em seguida. Mal tive reação, fui puxado por A.K.A. para dentro da cabine e este me pediu que segurasse em algo. Utilizei minha rapidez (Aceleração) para apoiar o braço e as pernas. O barco virou com uma onda causada pela criatura e, pela proximidade, ninguém teve tempo de reação, nem eu. Uma mesa cheia de livros, planilhas e anotações vinha em minha direção e, antes de qualquer reação, fechei os olhos já preparando o impacto.

Por sorte, dos males, o menor! As pernas da mesa fizeram um BLAM! metálico e a madeira fraqueou, partindo-se ao meio. O navio tomou um verdadeiro caldo, fazendo toda sua lateral beijar o mar e, pelo efeito do empuxo, retornar a posição original. Minha respiração estava ofegante. Olhei assustado para A.K.A., o peito balançava por baixo da minha jaqueta jeans.

Mpf, mpf... A.K.A., mantenha o plano... Vou encontrar com Ignus. Vamos precisar de dez minutos próximos, se o capitão não sair de lá de cima, vamos embora! – Disse, deixando a cabine e saindo no convés.

Apoiei as mãos no parapeito da saída da cabine, vendo uma tripulação de homens e mulheres que acabaram de lutar bravamente por suas vidas. O peso das minhas decisões começava a me assustar. Será que valeria a pena todo o esforço? Respirei fundo.

ESCUTEM TODOS! – Berrei, mas fui silenciado por um momento pelo urro gutural do cogumelo gigante. Esperei o grito cessar, e continuei: – Eu sei que todos estão cansados e com medo. Eu também estou. Mas, como disse, temos que salvar o nosso capitão. Por todo o tempo que ele já salvou e sacrificou cada um de vocês. Vamos criar uma rota de fuga por dez minutos ao capitão Kuro e esperar que ele nos brinde com sua bravura costumeira! – Falava com resignação (Liderança), saltando para o convés, propriamente dito.

Olhei ao redor e percebi que todos ainda estavam atordoados pelo recente revés. Buscava opções (Estrategista). Observei que havia muita corda disponível e rapidamente ordenei: – Todos, reúnam todas essas cordas e façam nós de marinheiro para fazer uma imensa corda, o máximo que conseguirem. Em seguida, procurem um arpão¹ ou algo que possamos prender essa corda e cravar na criatura... Dois minutos e me encontrem na sala de canhões com esses itens!

Nesse momento, porém, uma saraivada de tiros pode ser ouvida. Quase um minuto de disparos ininterruptos que geraram uma euforia. No horizonte, uma esquadra de marinheiros surgia: a cavalaria havia chegado! Purupurupuru, o Den Den Mushi do meu bolso agitava-se. Estava descendo as escadas para sala e máquina, quando atendi:

Akin! Aqui é o Capitão Agosto! Saia do perímetro de tiro imediatamente! Cessei fogo para que possam ter uma rota de fuga! Sejam rápidos, pois já estamos quase totalmente recarregados! Repito! Saiam de perto dessa coisa! Agora! – O capitão Augusto de Arkhen falava comigo. Precisava lhe comunicar do meu plano:

Capitão Agosto, capitão! – Saudava-o rapidamente, já emendando: – Nosso capitão, Kuro, está no alto daquela criatura, senhor. Precisamos de exatos dez minutos para criar uma saída para ele. Sinto muito, senhor, mas não vamos sair até resgatarmos nosso capitão. E espero que entenda. Conte no relógio, dez minutos! – E desligo.

Nessa altura, já estava na sala dos canhões, procurando por Ignus.

Ignus, Ignus... – Tudo estava molhado por ali. Assim que o encontrasse, seria o tempo da tripulação chegar com o arpão e com a corda presa a sua ponta. – Não temos muito tempo, tem pólvora seca? Precisamos acertar um disparo na parte superior, na cabeça do cogumelo. Tenho certeza que o capitão Kuro deve estar vendo nós de lá de cima e vai entender se criamos uma saída para ele com uma corda. Preciso que dê o seu tiro mais certeiro, Ignus. Posso contar contigo?! – Indaguei-lhe.

Apostava alto, mas era preciso. A vida do nosso capitão dependia disso!



#005 | @South Blue | !2 – Não existe descanso para a marinha!


Spoiler
QUOTE
¹: A ficha do Tyr (clica aqui) possui um Tridente do pescador que foi deixado por ele no convés e gostaria da permissão para utilizá-lo na estratégia do post, o Tyr já está de acordo. Vamos pagar com o próximo salário, haha! :D

PECULIARIDADES:

[RACIAL] Recuperação Espantosa (1PE): O personagem possui uma recuperação fora do normal, seja para dores ou para fadiga. Enquanto uma pessoa normal estaria de cama, recuperando-se duma batalha, você já está ativo e pronto para a próxima. Geralmente, o personagem possui um tipo preferido de recuperação (ex: comendo ou descansando).

[RACIAL] Sincronismo Natural (1PE): O personagem uma habilidade natural para se adaptar aos diferentes estilos de combate de seus adversários, sendo capaz de aumentar sua eficiência conforme estende suas lutas.
Benefício: A partir do terceiro turno de combate contra um inimigo em particular, o personagem recebe um bônus +1 nas jogadas de acerto, dano e defesa, e esse bônus aumenta em +1 a cada novo turno, até um máximo de +3. Esse benefício só pode ser usado contra um oponente por vez, e é perdido ao final de cada combate.

Aceleração (1PE): Você é mais ágil que o normal e pode realizar ações e correr mais rápido. Esta Vantagem permite realizar uma tarefa que normalmente tomaria sua movimentação no turno, como recarregar uma arma ou desativar uma bomba, porém ela não permite atacar mais do que o estipulado pelo mestre.
Benefício: Interpretativo; Concede um bônus +4 em Agilidade.

APRIMORAMENTOS:

[RACIAL] Equilíbrio Perfeito (2PE): Em condições normais, o personagem sempre consegue se manter em pé, independente de quão estreita é a superfície na qual ele está andando (uma corda esticada, uma saliência, um galho de árvore, etc.).
Benefício: Interpretativo; Recebe um bônus +4 contra testes de derrubar, e tem 25% de chance de ignorar o estado "derrubado".

Investigador (1PE): O personagem sabe usar a lógica e coletar pistas para traçar perfis e adquirir informações sobre pessoas e missões. Pessoas normais podem investigar, mas este aprimoramento garante que seu personagem seja bem acima da média em seu sucesso.
Benefício: Interpretativo; Permite que o personagem possa obter informações através dos mais variados recursos, como lábia, sedução, suborno ou tortura.

Estrategista (1PE): Você possui uma capacidade tática notável, consegue organizar melhor as tropas e fazer planos notáveis. Provavelmente você passou no Teste de Einstein.
Benefício: Pessoas que seguem o plano feito pelo estrategista recebem um bônus +1 em todas as jogadas enquanto os acontecimentos estiverem dentro do planejado. Este bônus é perdido quando os personagens deixam de seguir o plano ou quando os acontecimentos se desviam em excesso do previsto.

Liderança (1PE): Não importa o método usado: intimidação ou carisma, o fato é: você indiscutivelmente é o chefe. Você dá as ordens e é obedecido, sendo que é uma qualidade indispensável para um capitão de tripulação.
Benefício: Interpretativo. Aumenta as chances em +25% de ser ouvido e ter suas ordens acatadas pelos NPCs ao redor.

Le Parkour (2PE): É uma atividade onde seus adeptos percorrem um caminho cheio de obstáculos e tem por finalidade chegar ao final do percurso em menos tempo. É composta por escaladas, saltos e outras manobras arriscadas na intenção de superar obstáculos rapidamente. Soma com Acrobata.
Benefício: Concede um bônus +1 nas jogadas de defesa e agilidade, e ignora penalidades por terrenos difíceis.

mp
^
Angelique
 Posted: Apr 29 2018, 06:18 AM
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O momento em que Akin resolveu falar com os marinheiros após sair meio eufórico da cabine de navegação, ele começou com um chamado a todos e a maioria virou o rosto para encará-lo, os poucos que não o fizeram estavam atordoados demais para fazer qualquer coisa, mas ouviam atentamente o chamado do suposto líder. Não levantou muita moral, pois por mais que não tivessem apanhado propriamente dito, fizeram um giro completo submersos enquanto prendiam-se como dava na madeira, esgotando suas forças facilmente, mas não poderiam desacatar a ordem de um comandante ou o que quer que aquele rapaz fosse, então começaram a se mover, lentamente e aos poucos pegando embalo pela urgência que urrava próximo a eles.

Agarraram cordas aqui e ali, porém houve um pequeno mal entendido, pois começaram a entrelaçar as cordas sem perceber onde era a ponta final e inicial, comendo tempo precioso em desfazer os nós e desvincilhar-se uns dos outros, assim como mantendo a calma (mais pelo cansaço do que por auto controle mesmo) para não iniciar um combate ali mesmo, além de não terem tempo para trocar algo além de palavras ríspidas uns com os outros. O jovem deixou que eles se entendessem e fora em direção a Ignus.

É curioso ver que para um recruta, os feitos de Akin eram um tanto ousados, como comandar não apenas uma tripulação, como também uma frota que vinha a seu resgate, mas como se seu posto fosse realmente muito mais alto, talvez algo próximo a um almirante, o rapaz tinha um jeito com subordinações que se limitavam à educação, mas não em respeitar ordens de superiores. Antes houvera recebido um chamado de Ignus para que ficasse no barco e não fosse fazer a loucura de ir contra as águas-vivas e logo em seguida, enfiar-se num mato em meio à escuridão na procura de um possível morto e agora, anunciava para Agosto que precisava de dez minutos certinhos para extração do capitão em segurança, não dando-lhe tempo para réplicas, desligando o Den Den Mushi como fizera com o rapaz suado na sala dos canhões. O próprio caracol não dormiu como de costume quando se acabava uma ligação, apenas olhou para o humano, julgando-o com o olhar pela sua ousadia e assim que fizesse seu ponto, abaixaria os olhos e retornaria ao seu descanso.

Ignus estava abraçado em um canhão quando fora chamado e apenas observou ofegante enquanto recebia o pedido do outro. Ele sorriu e soltou o metal, deixando a marca de seu corpo quente para trás.


- Duvido que tenha qualquer dentro dos canhões, temos que fazer uma limpeza rápida neles, se puder fazê-lo enquanto eu procuro um saco seco... - Ignus agora deixava para que Akin fizesse o real trabalho de um recruta e limpasse os canhões, mas aquilo era necessário, mesmo que na cabeça dos marinheiros o jovem fosse de um cargo muito superior, pois enquanto ele fazia aquilo, o outro já corria para um armário próximo e abria-o, deixando cair água de seu interior e verificando que toda a pólvora que tinham estava totalmente encharcada e inútil, impossibilitando que um disparo fosse feito. Ele simplesmente bateu as portinholas e saiu dali, indo para outro setor do barco na corrida e deixando Akin sozinho, limpando ou não o canhão.

Em um pensamento rápido, Tyr mandou que os marinheiros levasse as pessoas para o castelo, pois por trás dos muros estariam seguras por um tempo indeterminado do cogumelo, este que seria usado pela Marinha para garantir a vitória enquanto a população em si era salva pelo seu "amado" rei. O próprio Titanborn não era exatamente fã de sua ideia, porém era a melhor no momento e que traria proteção para a maior (se não toda) a população de Parthevia.

Assim que chegou diante do castelo, repensou seus atos, pois estando tão próximo de Davash, iria ele manter-se no curso das coisas? Ainda iria querer salvar a ilha como um marinheiro ou buscaria a sua vingança contra o rei e o líder dos rebeldes? Não demorou e Velgius apareceu, silenciando-o enquanto prestava atenção em uma explosão que logo em seguida, dava acesso a outra, essa bem mais próxima. A mente do Titanborn se resumiu a sua antiga motivação, sentindo um anseio em concluir o que viera fazer e assim que olhou para cima e viu o luxuoso rei, sentiu uma ira tremenda tomando conta de seu corpo e berrou a plenos pulmões que não haveria descanso para os perversos, isso, obviamente chamando a atenção dos guardas que estavam ali e do próprio rei, que fora até o parapeito para visualizar quem quer que fosse que havia gritado diante de tal emergência. O olhar do homem fora neutro, porém logo ele bateu palmas três vezes.


- Você está certo, marinheiro! Não há descanso para os perversos! - O rei ergueu o punho e os soldados que estavam meio atônitos se deveriam parar aquele jovem que houvera gritado para o rei, agora o viam como um possível trabalhador da Marinha que dizia indiretamente que iria dar tudo de si para descobrir a causa da explosão e colocar os encarregados atrás das grades. Como antes, entre os marinheiros, os soldados ergueram suas armas e gritaram em conjunto e alegria, motivados pelas palavras de fúria, que eram vistas como indignação contra o atentado e acalorando o coração da elite e dos nobres de Parthevia.

Tyr anunciava para Velgius que houvera pedido para que os marinheiros trouxessem os cidadãos até o castelo para se abrigar e de imediato o pesquisador olhou-o com curiosidade, mas não teve tempo de retrucar, pois o ódio que o outro sentia era tamanho que mesmo conversar com o cyborg era o suficiente para querer destruir algo, dando as costas para ele e indo em direção do local onde os ferreiros e mecânicos lidavam com os canhões, sem impedimento.

Uma chama explodiu na direção do jovem Titanborn no momento em que um velho estalou os dedos sujos de pólvora e graxa, causando a combustão e enquanto queimava a ponta de seu dedo com assessoria da unha para que não realmente tivesse sua pele em perigo. Ele fumava satisfeito e jogava sua chama para outra pessoa ao seu lado, que em resposta pegava com a mão como se fosse uma bola de plástico, logo consumindo com a chama, que não tinha como se alimentar de oxigênio. Ficavam brincando entre si enquanto pareciam deveras sossegados com os acontecimentos, bebendo e conversando sobre trivialidades.

Os canhões eram magníficos. Tinham um acabamento de cobre por cima de sua estrutura metálica e assim como morteiros, seu regulador permitia que ficasse com a boca totalmente para cima ou como qualquer um dos comuns, na horizontal. Em sua base haviam rodas reforçadas que poderiam ir para qualquer terreno sem grande dificuldade de locomoção além de seu peso, que mesmo isso não era exatamente um grande problema, já que a suspensão que havia entre as rodas e o corpo em si do armamento tinha uma pequena válvula com molas que parecia suportar maior parte de seus kilos, dispersando-os e facilitando sua movimentação, mesmo em um cenário de combate, onde se era necessário velocidade. Uma manivela dupla estava na lateral e deveria ser conduzido atrás de onde se colocava a bola metálica, ajustando a mira por ali e tendo uma plena visão mais ou menos de onde iria ser atirado, havendo ainda uma bússola e um giroscópio acima, tudo para facilitar para o soldado que viesse a usá-lo.

Da porta surgia os marinheiros com uma grossa corda trançada e com um tridente amarrado na ponta com alguns suportes metálicos para deixá-lo firme e não cedesse na hora do tiro. Todos eles olharam para Akin diante dos canhões da embarcação e ficaram pensando se haviam ouvido direito as ordens, mas logo Ignus aparece empurrando todo mundo com Kyara passando por entre as pernas e chegando até o jovem comandante, latindo para ele e saltando nas patas dianteiras, rodopiando em seu próprio eixo e se jogando no chão, apenas com o traseiro erguido com a cauda abanando, basicamente fazendo festinha para o outro, mostrando já estar com suas energias parcialmente recuperadas. Tal movimento não fora apreciado por Ignus, que fez um assobio e a loba logo parou de brincar e sentou-se com as orelhas para cima, esperando ordens de seu dono.


- Eu sabia que no depósito haveria algo. É da reserva, então não temos muito se quiser algo além do meu "tiro certeiro". - Trazia um saco embaixo do braço com diversos lacres de proteção, um deles sendo siliconado para que não houvesse como água entrar e ao mesmo tempo, se houvesse algum incêndio próximo, o silicone derreteria e protegeria de haver uma explosão ali. Correu até o canhão e se houvera sido limpo, ele prontamente colocaria para preparar o tiro.

- A.K.A., vire o barco um pouco, eu não posso errar. - A figura alta não estava ali pela quantidade de marinheiros amontoados na porta, mas logo um "aye aye" fora ouvido preguiçosamente e alguém saiu dali, dando uma sensação de incompleto, pois gostando ou não, ele era mais alto de todos e por ser magro, não exatamente chamava a atenção. Demorou um pouco, mas como se o próprio cogumelo resolvesse usar a embarcação de brinquedo, lentamente eles se moviam lateralmente e nesse meio tempo, Ignus não esperou estabilidade, já disparando o tridente de forma certeira, passando leve como era e rapidamente em direção do chapéu do cogumelo, formulando uma pequena ponte. - Agora é com ele...

- Deuses! Como grita! Estamos no nosso horário de descanso! Faça isso você mesmo, estamos descansando e nada passará por essas paredes. - Ele ria tal como um nobre (não que fosse, mas por viver dentro das muralhas, poderia ser considerado alguém privilegiado diante dos demais) e batia com as costas das mãos na pedra cinzenta, sabendo que por maior que fosse o perigo, seria preciso um Buster Call para derrubá-los dali e mesmo que fosse uma real ameaça que viesse para ficar, tinham tudo que era necessário ali.

Logo Tyr começou a puxar um canhão consigo, sentindo todo o seu peso e como apenas tinha um braço funcional, sentiu muita dificuldade para tudo, ainda mais por não estar com sua força no máximo, pois ainda não havia descansado de tudo que ocorrera mais cedo, o sono da madrugada batia aos poucos (não com bocejos, mas com uma preguiça que não permitia que ele usasse de toda sua força). Para sua surpresa, brasões conhecido e odiados surgiam e começavam a puxar em grupos de três os canhões. Soldados haviam vindo para sua ajuda e deixando Titanborn para trás como um peso morto, porém logo um braço metálico agarrava a boca do canhão como se este fosse um papel e o puxava com uma força tremenda.

Os cogumelos na testa de Tyr coçaram e se ele os tocasse, perceberia que haviam crescido e já se aglutinavam em um só, formulando quase que completamente um chapéu (que lutava para se manter abaixo do boné da Marinha), isso despertava algo dentro de si, pois era como se o tivessem injetado algo nas veias, ou na realidade, uma injeção na testa. Mesmo diante do cansaço, seus músculos tornavam-se mais torneados como que queimando qualquer resto de gordura desnecessário ou flacidez por inatividade e não existindo energia, sua força era aumentada de forma que poderia contestar a puxada do canhão com a única mão humana que tinha, algo que chamaria a atenção de Velgius.


- O rei se sentiu motivado com seu grito e ordenou que seguíssemos as suas ordens como se fossem do Comodoro Ryan. Você tem a bênção dele para salvar essa ilha em nome real. Coloque na sua cabeça de que só por ele ter uma coroa e morar num castelo, não quer dizer que ele não se importa com quem não o tem. - O cyborg nem ao menos olhava para Tyr.

Logo que eles começaram a sair com os canhões, um grupo enorme de pessoas começaram a abarrotar a saída deles. Os marinheiros tentaram formular filas, mas os soldados tentavam barrar a entrada, visto que aquela quantidade de pessoas não poderiam ficar apenas nos jardins.


- Estamos sofrendo um atentado! Essas pessoas não podem ficar por aqui, são muitos, terão que ficar dentro do castelo e não é um lugar seguro no momento!

- Isso é uma ordem do Capitão Kuro do Esquadrão 13! Nós precisamos salvar essas pessoas!

- Eu não me interesso se a ordem fora dada por um almirante de frota! O castelo não é seguro nem para o rei!

Os marinheiros haviam se mesclado com os moradores, porém seus uniformes brancos eram chamativos dentre os demais, destacando-os. As pessoas não pareciam satisfeitas em serem empurradas de volta para o porto ou suas casas e de acordo com as chamas que subiam na área da explosão que pintava o céu de laranja, ainda era coerente aquilo. Uma voz no meio da multidão então sobressaiu a discussão entre Marinha e soldados reais.

- Rebeldes querem o rei e não a população! - Uma senhora com uma trouxinha de coisas em cada braço dizia isso com convicção e logo as pessoas concordavam e davam forças, argumentando variantes do que ela havia dito, mas logo um soldado atirou para cima com uma pistola, calando a todos. Sua armadura era dos de elite e sua aparência era imponente.

- Os rebeldes fazem parte da população e das facções criminosas de Ozwen! Colocá-los aqui dentro é o mesmo que querer assassinar o rei! Ninguém entra! Vão procurar auxílio na base da Marinha!

O povo achou aquilo deveras desagradável e após gritos de desgosto, alguém jogou um sapato no soldado, batendo em sua armadura reforçada e caindo com um pequeno baque no chão. Ele apenas olhou e nada respondeu e logo a comunidade viu aquilo como uma chance de usar da violência para adentrar, atirando pedras e outras coisas, obrigando-o a se proteger com a capa. Um homem veio correndo com um pedaço de pau e aproveitou para acertar na cabeça do soldado, porém um outro com a mesma armadura chegava e quebrava a rústica arma com um escudo que parecia muito um bico de pássaro, empurrando o homem de volta para a multidão.

Aquilo fora visto como uma afronta à população e logo os soldados largaram os canhões, pois não tinham como passar pela quantidade de pessoas e essas agora pareciam querer uma briga. Logo garrafas voavam na direção dos soldados e todos se protegiam com as capas ou escudos, até que alguém soltou um esqueiro e implodiu um grupo de cinco em chamas, fazendo-os retirar as capas e colocarem seus elmos, sacando suas espadas e mostrando

Tyr iniciou, indiretamente, uma guerra civil.

Todos os marinheiros que estavam junto de Ignus agora corriam para o convés, preparados para receber o capitão, mas um momento de silêncio se concretizou, comendo o tempo que Akin houvera pedido para Agosto se segurar e de certa forma, dando espaço para que o cogumelo se preparasse para uma nova emenda de ataques, ainda mais estando tão perto daqueles míseros humanos. Cinco minutos. Sete minutos. Quando estava terminando o oitavo, houvera movimentação na corda e o Den Den Mushi começou a tocar.

Logo uma movimentação fora feita e os marinheiros viram com entusiasmo uma sombra descendo. Todos já começavam a comemorar, abraçando uns aos outros, erguendo as mãos em comemoração e pulando, porém aos poucos eles iam fechando a cara, prestando atenção no que vinha e logo perceberam o que era, abrindo a boca e A.K.A. mandou que cortassem a corda, mas quando iam fazê-lo, foram impedidos por Ignus, que apontou para o grupo que vinha e o capitão estava no ombro do Red Head.

Antes que pudessem chegar em uma decisão razoável, o homem logo saltou do rapel e caiu no centro do convés, fazendo com que os marinheiros fossem jogados uns contra os outros e os que não foram acertados simplesmente ficaram paralisados enquanto observavam os novos chegados.

O Red Head estava com Kuro no ombro, amarrado em fio de cobre (retirado do teleférico quebrado) e com um sangramento na cabeça, acordado e olhando a todos com vergonha e raiva. Logo então o pequeno Amoc soltou-se da cintura do maior, olhando com desdém para os tripulantes que temiam fazer um movimento em falso e eles jogarem o capitão no mar ou pior. O pequeno não tirava diversão alguma de ter um refém, ainda mais de estar ameaçando a Marinha, então ele procurou uma face conhecida, mas não achou. Akin tinha uma noção de quem eram pelos relatos de Tyr.


- Quem aqui é o subcomandante no lugar desse homem? - Dizia o pequeno com mais maturidade que o esperado e todos os marinheiros fecharam o rosto, arqueando-se como se fossem fazer um ataque em conjunto, mas o grandalhão apenas segurou a cabeça de Kuro e a abaixou, forçando sua traqueia no ombro e fazendo-o tossir por baixo da mordaça, não realmente conseguindo respirar direito e os marines "se acalmaram".

- Kyara! Agora! - A loba veio com uma velocidade incrível e mordeu o Red Head no calcanhar sem que ele percebesse, caindo de joelho no convés e uma figura que dormia ali mesmo, acordada pelo barulho da queda, Sefos se erguia e puxava Kuro pelas vestes, retirando das mãos do homem que não teve muita reação. O médico logo fora assessorado por outros marinheiros que ali estavam e começaram a correr na direção da enfermaria enquanto tentavam retirar o fio de cobre que o limitava, mas não tinham forças para tal.

- Vocês não tem noção de onde estão? Estamos no meio do mar! Não há para onde fugir! Rendam-se agora e nos levem pacificamente para Parthevia! - Amoc dizia com calma e sobriedade para que todos ouvissem com atenção. Agora com Kuro em sua posse, todos sacavam suas armas e apontavam para o pequeno e sua dupla, divertindo os marinheiros que estavam, sem sombra de dúvida, em maior número para derrotá-los. Amoc viu aquilo sem muito interesse e apenas os observou enquanto o Red Head pressionou seu chapéu de cogumelo como que querendo explodir uma bexiga d'água, despedaçando-o e pegando seus pedaços e ingerindo. De imediato, seu pescoço tornou-se vermelho e seu corpo sofreu uma pequena mutação onde seu tamanho fora incrementado em quase meio metro de pura musculatura. Ele esticou a mão com velocidade e agarrou o braço de dois marinheiros que estavam com espadas apontadas para si e as quebrou, saindo um pouco de sangue de suas palmas, mas sua musculatura era tão rija que fora literalmente um corte superficial. Os marinheiros atiraram e ele colocou as mãos no convés e arrancou um tablete de madeira, protegendo-se como com um escudo improvisado que não suportou muitos tiros, se despedaçando logo em seguida e ele correu na direção dos atiradores, dando um soco lateral que simplesmente varreu-os para o chão, batendo fortemente a cabeça no convés e desmaiando.

Como se Akin fosse um general e sabiam que estava desarmado, logo fecharam-no para protegê-lo, uma dessas pessoas sendo Ignus enquanto Kyara já estava longe, não sabendo se deveria se aproximar ou não, não recebendo ordem alguma de seu dono.

O Den Den Mushi não parava um segundo de tocar e como não havia resposta, eles tomaram como se a missão de Akin fora um fracasso e não tinham mais porque esperar. Logo uma saraivada iniciou-se e todos ali sabiam o que viria a seguir, cabia ao jovem descobrir o melhor plano para a situação.

Os soldados de Davash começavam a repelir os cidadãos com seus escudos, quebrando armas e utensílios com suas espadas, danificando qualquer coisa que eles considerassem perigosas e apenas reforçava a ideia de que os rebeldes estavam entre os moradores. Os marinheiros não conseguiam conter aquilo e logo começaram a se juntar diante do campo de batalha, fazendo uma proteção com suas armas e não sabendo direito a que lado tomar. Não demorou e todos estavam diante de Tyr, aguardando ordens.

Uma movimentação suspeita se aproveitou do caos para adentrar nos portões. Um grupo de pessoas não andavam juntas, mas todas usavam capas de tonalidades escuras e não tinham interesse algum em combater ninguém, passando correndo e desviando de golpes que vinham em sua direção. Um soldado tentou aparar a entrada de um deles e a pessoa basicamente abraçou o escudo e no que o guerreiro jogou para o lado para se desvincilhar, o encapuzado se deixou ser jogado e rolou no chão até conseguir voltar a correr para dentro do castelo, Algumas pessoas viram o ocorrido e começaram a fazer o mesmo, não conseguindo ter o mesmo tipo de equilíbrio e habilidade, normalmente abraçando o escudo como se parassem um soco com a boca. Os que conseguiam, logo eram vistos como traidores do reino e os soldados começavam a usar suas espadas de outra forma, ainda não machucando-os com cortes, mas usando da parte não laminada da arma como um porrete e não diminuindo a força no contato.

Velgius estava ao lado de Tyr e com uma pequena barreira ocasionada pelo canhão na frente deles, mas logo ele subiu no instrumento bélico e ergueu seu punho, causando um brilho esbranquiçado na palma metálica e logo ele disparou uma descarga elétrica numa pessoa que passava por eles, onde essa caiu tremendo e espumando, não conseguindo levantar de dor e sendo pisoteada pelos que combatiam ao redor. Ele não se importou, pois não podia permitir que a população se colocasse em risco dentro das paredes do castelo. Então ele usaria de qualquer força necessária para pará-los ali mesmo.

A população era de um número muito maior que os soldados e os de armadura tinham pouco espaço e mobilidade graças as suas proteções, então muitos começaram a passar por sua barricada de violência, mesmo com ajuda de Velgius, porém logo uma parede de fogo subiu atrás deles, assim como quatro figuras gordas que fumavam um cachimbo cada. Tinham o rosto e os braços sujos e soltavam fogo pelos dedos, soltando bolas de fogo na direção dos moradores que se queimavam, mas não era algo tão quente ou poderoso que se perpetuasse, mais como um susto ou, quando mais próximos da pessoa, uma queimadura que os impedia de prosseguir.


Spoiler

Red Head
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Após comer o cogumelo
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