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Lucilfer
 Posted: Apr 1 2018, 03:12 PM
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Agente - Cipher Pol 3



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Era meu primeiro dia como agente. E eu estava completamente perdido. Meus primeiros passos naquela instituição diferente, Cipher Pol 3, foram marcados por uma incrível falta de sentido. Incontáveis pessoas passava rapidamente para todas as direções, atarefadas, enquanto eu permanecia imóvel e espantado diante tudo aquilo. Muito embora, era impossível não perceber os olhares. Parece que todos me viam com um certo desprezo e desdém, como se esnobassem o pobre novato que acabara de chegar. Ou era isso, ou era receio, propus com certo carisma. Afinal, algum deles teria que me ensinar quais deveriam ser os primeiros passos ali ou, pelo menos, passar-me as primeiras impressões do lugar.

— Não se preocupe. — Uma voz rouca soou e me surpreendeu. — Em breve você pega o ritmo.

Virei-me de prontidão, avistando o interlocutor parado ao meu lado, um sujeito mais velho do que sua voz aparentava. Embora fosse de um tom áspero e quase idoso, carregava uma força determinada, firme, trazendo a sensação de um homem em sua meia idade. Porém não. Definitivamente não. Ele possuía barba e cabelos tão brancos quanto se poderia ter e que, ainda que fosse grandes, não escondiam suas rugas poderosas. Seu ar era de autoridade, trazendo a ideia de que era algum agente importante.

— Eu espero. — Respondi-lhe, apertando sua mão. — Satisfação, eu me chamo Ezx. Muito obrigado pela recepção.
— A criança de Dir Noir! É uma honra conhecê-lo. Gostaria… — Antes que ele pudesse terminar sua frase, um outro homem surgiu em seu lado, definitivamente mais jovem, porém com o tom da voz igualmente determinado.
— Não temos tempo para isso agora.
— Sinto muito, Ezx, mas as apresentações vão ficar para outra hora. Tome, pegue este livro, e quando nos vermos de novo você me diz o que achou. Certa? Maravilha! Até breve, meu jovem.

[...]

Diferente dos outros dois, este à minha frente tinha o mesmo olhar do que a maioria de antes. Desdém, desprezo, e definitivamente receio, já que era ele o meu superior imediato em minha primeira missão como um agente confirmado. Ele não tinha falado nada sobre a missão até agora. Na realidade, ele não tinha falado absolutamente nada, e eu também não fazia questão nenhuma de ter qualquer diálogo com ele. Se ele ia falar ou não, se ia me ajudar ou não, pouco me importava, de fato. Minha determinação por si só era o único aliado de que precisava. E esta nunca tinha me faltado.



Spoiler
A missão não tem muito objetivo além dos mais normais: Dinheiro, desafio, etc etc. Como eu disse na aventura anterior, vou realizar algumas missões sem grande impactos psicológicos pro personagem, que é pra poder criar uma base interpretativa de "cara normal", porque, afinal, esta é a proposta principal do meu personagem, ser um "cara normal". Pode até ter algumas peculiaridades e tal, mas a base é essa mesmo. Depois eu posso até deixar ele mais concreto, com estranhezas únicas e tal. Inclusive, a intro deste post é para isso, mas, como eu disse, é só pra depois mesmo, então pode desconsiderar. Sendo assim, não tem muito o que indicar ao GM, apenas que seja uma missão massa e lucrativa. Aliás, tomei a liberdade de criar um NPC pra poder começar a missão. Só isso só.

Ah, na real, a única coisa que eu gostaria de pedir é que a missão fosse na GL, que é meio que o próximo passo no sentido das aventuras e tal. Quero o bônus de XP também. Daí nos próximos posts teria que postar indo até lá, que eu deixei em aberto porque não sei muito bem como funciona. É isso aí é nós


This post has been edited by Lucilfer: Apr 2 2018, 05:28 PM
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 Posted: Apr 9 2018, 10:00 PM
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Após receber o livro do Velho que havia recebido você na CP 3, você é conduzido por dois homens. Segundo lhe foi passado, tratavam-se de seus novos companheiros de missão. Um deles, um velho com uma longa barba branca e careca e o outro, o líder daquele trio, um garoto de pouca idade e cabelos loiros que não lhe deu nenhuma palavra. O senhor, mais amistoso, se apresentou como Agente Kakay e ia te mostrando o lugar, ao passo que o outro ia a frente, calado e com o olhar desdenhoso.

O desdém, talvez, devia-se ao fato de você, Ezx, espelhar-se naquele que estava a sua frente:

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Embora ele fosse claramente mais jovem que você, alçava um posto maior. E isto te incomodada. A ânsia de galgar postos e voos maiores deixavam-te, por dentro, indigesto. Nenhuma palavra foi dita pelo garoto, ou pelo velho que te acompanhavam.

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Atravessaram um grande corredor no interior do laboratório de inteligência da CP 3, em Akihabara. Até que chegaram a um imenso cômodo no centro do prédio. Ali, uma espécie de biblioteca com muitas estantes, livros e agentes lendo e pesquisando. No centro, havia alguns manuscritos guardados em câmaras de vidro. Antigos e escritos numa língua antiga que você nunca havia ouvido falar, tanto que, para você, no auge de sua ingenuidade, pareciam desenhos engraçados.

Agt. Kakay: Não se preocupe, em breve você se acostuma com o clica daqui da base... Você está prestes a ter um grande encontro. - Sorriu o velho com seu rosto enrugado, mais adiante, vocês encontram uma figura de costas, na posição de lótus, sentada com as pernas cruzadas. Seus cabelos são negros como a noite. E, ao se virar, ela mostra uma pele alva como a neve.

Na sua cintura, o cabo de uma katana muito fina e trabalhada podia ser visto, empunhadura carmesim. Ela abre os finos olhos, típicos dos nativos da ilha, e se levanta. Os outros dois agentes fazem uma reverência, juntando os pés e as mãos. O garoto de cabelos dourados olha para você, como se impelisse que fizesse o mesmo.

Angelique: Yokashiro-san, Kakay-ossan. - Respondeu a comandante com uma reverência. Imagino que este seja o recruta indicado pelo Agente Dir Noir, huh? - Disse ela, movendo os lábios gentilmente. Sua voz é melodiosa e acolhedora.

Agt. Yokashiro: Sim, comandante. - Respondeu prontamente o garoto. Devo dizer que não estou nada feliz em tê-lo em minha célula, tsc.

O velho Kakay abaixa a cabeça, abafando o riso. Enquanto a comandante olha para Yokashiro, dando alguns passos na direção do mesmo.

Angelique: A sua impaciência pode ser sua derrocada, Yokashiro-san. Aqui todos acolhidos ou indicados têm direito a tentar. E você sabe as células da CP 3 são formadas sempre em trios. Com a saída repentina de Dir Noir, nada mais justo do que colocá-lo com vocês, não estou certa, Kakay-ossan?

Agt. Kakay: Com certeza, Comandante Angelique!

A comandante então, se aproxima de você, indagando-lhe:

Angelique: Diga-me, recruta, qual seu nome e o que espera trabalhando nessa cipher pol?

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This post has been edited by T. Wall: Apr 10 2018, 10:52 AM

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 Posted: Apr 10 2018, 03:48 PM
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Talvez ele não gostasse de mim por ser tão parecido com ele, vendo algum tipo de reflexo seu e, portanto, uma possível ameaça à sua posição. Ou talvez ele só não gostasse de mim mesmo, sem qualquer tipo de motivo especial. Um novato é sempre um novato. Como ele poderia designar uma função fundamental da missão sem ter a certeza de que o outro conseguiria realizá-la com exatidão? Não me conhecia e não me devia confiança. De fato, eu entendia e confirmava a razão por trás de sua postura. Porém, seja como for, aquilo tudo não importava muito na realidade: Manter-me-ia imperturbado, tratando qualquer um com meu respeito costumeiro. Além de, é claro, desempenhar meu papel naquela missão o quão excelente fosse possível. Nada me incomodava, não mesmo, nem mesmo sua posição de líder, nem mesmo sua idade inferior à minha. Minha determinação não olhava para os lados, simplesmente parava nas minha próprias ações e consciência, ignorando qualquer um ou inveja. Evoluir só dependia de mim, afinal.

Juntou-se a nós também um outro homem, idoso, calvo, e com uma longa barba fina que se estreitava ainda mais ao longo do seu comprimento. Este era um diferente dos demais, principalmente por seu traje tradicional de algum lugar que desconhecia. Um guerreiro nativo? Era estranho, mas o cumprimentei com a mesma amistosidade de sempre. — Espero mesmo me acostumar o quanto antes.

Caminhávamos por dentro das instalações da Cipher Pol 3 quando finalmente paramos em uma biblioteca fantástica. As estantes eram inúmeras, e os livros mais ainda. Eu suspirei levemente e não fiz questão nenhuma de esconder meu brilho no olhar. Até mesmo para aqueles desenhos estranhos, especialmente separados da maioria, que deviam conter conhecimentos misteriosos. E poderosos, presumia contente. Lembrei do livro que tinha recebido outrora, do velho amistoso, e tive vontade de lê-lo, porém percebi que não era o momento certo, já que os dois aos meu lado saudaram a pessoa à nossa frente imediatamente quando a viram. Repeti a ação deles, julgando ser alguém com uma patente maior.

O meu superior imediato e, agora explicado, comandante geral daquele setor, trocaram algumas palavras enquanto eu permanecia calado. Dentre estas, algumas foram ofensivas e, ainda que permanecesse mudo, nenhuma delas me atingia realmente. Além disso, porém, foi explicado o motivo pelo qual fui designado àquela célula: Substituiria Dir Noir, que estava afastado agora. Será que eles sabiam? Que ele era um robô? Quando a vez de falar foi concedida a mim, respondi em um tom neutro e decidido. — Meu nome é Ezx. Meu objetivo aqui é evoluir como agente e trazer sempre a justiça. Na realidade, este é meu objetivo aqui e em qualquer outro lugar.



Spoiler
Ae, foi mal por ter deixado meu primeiro post confuso e valeu por ter arrumado o seu aí.

Teve outra coisa também que eu não entendi muito bem, que foi o fato de tu afirmar as reações do meu personagem, tipo: "Embora ele fosse claramente mais jovem que você, alçava um posto maior. E isto te incomodada. A ânsia de galgar postos e voos maiores deixavam-te, por dentro, indigesto." "Antigos e escritos numa língua antiga que você nunca havia ouvido falar, tanto que, para você, no auge de sua ingenuidade, pareciam desenhos engraçados."

Estas reações não condizem com meu personagem, tlgd, dai fico meio estranho pra mim. Não entendi muito bem isso na real, daí eu narrei do meu jeito e tá de boa. Espero não ter errado em nada e tal.

Agora duas coisas para construção do meu personagem. Queria que eles não soubessem que o Dir Noir fosse um robô. Segundo, só queria lembrar que gostaria de ir pra GL, como tinha dito no primeiro post, que é onde vai se passar umas paradas boladas com meu personagem. Além de ganhar mais XP. Peço por favor, é claro.

NO MAIS É ISSO VLWS TMJ BRAÇO

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This post has been edited by Lucilfer: Apr 10 2018, 04:24 PM
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 Posted: Apr 11 2018, 01:36 PM
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Angelique: Ezx, huh? - A comandante da CP 3 caminhou por você, circundando-o. Você pode sentir o cheiro de jasmim que exalava de seu corpo e suas vestes. Por falar em vestes, ela utilizava uma espécie de robe negro, típico das pessoas de Akihabara. Você percebe que tem semelhança, por exemplo, com as roupas de Kakay que também usava roupas típicas, enquanto Yokashiro preferia o uso de um terno simples.

Por sinal, como seu personagem se veste? (Off: descreva-o na próxima postagem).

Angelique: Esse é um nome... peculiar. - Respondeu com sua voz quase melodiosa. Ao passo que escutou atentamente sua motivação. Ela fechou os olhos e abriu a boca num sorriso. N'outra ponta, você pode ouvir um resmungo de Yokashiro, que cruzava os braços e virava o rosto.

Angelique: "Evoluir e trazer justiça". Acho que essas são as palavras que mais escuto aqui todos os dias. Evoluir é a virtude dos pacientes, não dos apressados. Da mesma forma que a justiça de uns, é injustiça dos outros... - Ponderou a comandante, quase num devaneio, mas então ela volta a si. - Yokashiro-san, como estão os preparativos para a viagem de vocês?

Agt. Yokashiro: Estamos prontos, apenas esperando autorização e maiores detalhes, Comandante. - Respondeu o garoto.

Angelique: Ah sim, ah sim... Eu coloquei em algum lugar... - Ela vai até uma mesa próxima cheia de papéis e anotações. Em seguida, ela pega três pastas e entrega a cada um de vocês. Ilusia é um reino importante aqui do West Blue. Recebemos um pedido direto do Governo Mundial para dar apoio ao Rei Thalassa Lucas que tem sofrido ameaças de morte...

Sabemos que o rei é famoso por exagerar, entretanto, foi-me designado o envio de uma célula, no caso a de vocês, para dar suporte e investigar a situação. Obviamente, esta é uma missão que requer discrição. Então vocês receberão uniformes da guarda pessoal do Rei e se reportarão de forma fingida à segurança particular Gen-Shii. Se tiverem dúvidas, agora é a hora. Do contrário, estão liberados.


Indicou a comandante. Os outros dois apenas consentiram com a cabeça, demonstrando que não havia dúvidas. E você, Ezx, o que pensava a respeito daquilo? Se não houvesse dúvidas, considere que você estão num navio diretamente para Ilusia, narre a viagem. O clima está tranquilo, como uma primavera. A viagem dura aproximadamente sete dias.

QUOTE
Vamos lá.

Parto do princípio que o Mestre tem a prerrogativa de trazer situações inesperadas. Quando afirmo na minha postagem que um personagem ou situação lhe causou um impacto "x" ou "y", estou incutindo uma reação involuntária (inconsciente) e quero ver no próximo post como você vai reagir a isso. Este é um dos mecanismo que utilizo para testar o personagem e o seu nível de adequação a situações diferentes.

Não existe certo e errado, beleza?

Quanto ao seu pedido feito desde o início (de ir para a Grande Rota), sinto muito, mas não vou concedê-lo. Conversei com a staff antes de tomar essa decisão, mas o primeiro fator é que aventuras para Grande Rota são recomendadas a partir do nível 7, seu personagem está no nível 3. Sem contar que ele está neste nível pelo aproveitamento de um reset, ou seja, esta é oficialmente sua segunda aventura deste personagem.

Eu tenho o dever de trazer aventuras compatíveis com o nível do personagem e a adequação dentro do cenário. Lançá-lo à Grande Rota neste momento seria praticamente lançá-lo à morte. Acho que você não gostaria nem um pouco disso, não é mesmo?

Por fim, gostaria de deixá-lo bem à vontade, caso não se sinta confortável com as decisões aqui expostas, para me mandar uma MP ou mesmo procurar outro narrador. Caso deseje continuar com o plot proposto, vamos nessa! http://i.imgur.com/Ozgus6F.gif


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 Posted: Apr 11 2018, 05:23 PM
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Após minha resposta, a comandante deu seu parecer sobre, explicando tudo que tinha entendido e concluindo de sua maneira. Observou-me por algum momento, fazendo com que eu me afastasse opostamente ao circulo que transcrevia ao meu redor. Eu era só um humano comum, como qualquer outro, sem nada demais. Ou, na realidade, o única aspecto importante que tinha era uma grande ansiedade em embarcar logo naquela missão. Minha primeira missão como agente, pensei, e também minha primeira missão como recém descoberto guerreiro da justiça, conclui.

Eu que tinha escolhido meu nome, quando era jovem, e, portanto, sem qualquer discernimento adequado para uma boa escolha. Porém, para minhas roupas, sempre acreditei que tinha certa habilidade em adequar-me ao ambiente: Trajava um terno preto completo, com um degradê cinza dividido entre blusa e gravata. Uma das poucas qualidades que presava, se é que se podia chamar assim, era meu comportamento sempre padrão, neutro. Ainda que as bases para essa neutralidade fossem definidas por mim.

Após as apresentações, foi passado finalmente as diretrizes da missão. Deveríamos nos infiltrar disfarçados como guardas do rei Thalassa Lucas, em Ilusia, e tentar descobrir quem está por trás das ameaças de mortes que ele vem sofrendo. Era um objetivo bem definido, embora exposto em um oceano de questionamentos. Alguns, porém, que já deveriam ter sido estudados, resolvidos e repassados. Ou era assim que eu pensava. Não dei voz a eles, porém, pois julguei necessário algum tempo para entender melhor tudo aquilo. Não gostava de me precipitar e, sendo assim, imitei meus novos aliados ao assentir com a cabeça e me retirar do local.

[...]

Estávamos em um navio. Minha experiência com o mar era limitada, pra não dizer nula. Porém, até então, tinha sido uma viagem agradável sobre águas calmas e um clima ameno. Estava localizado na parte frontal da embarcação, olhando para infinitude azul, alienado, e sem qualquer tentativa em disfarçar minha falta de proximidade com a vida em alto mar. Eu não devia nada a ninguém. Aliás, ali era um excelente lugar para pensar. Tão bom que os questionamentos de outrora tomaram contornos mais bem definidos, e só uma pessoa podia esclarecê-los. Caminhei até o líder da célula.

— Líder. — Comecei formalmente. — Gostaria de tirar algumas dúvidas sobre as definições da missão. A base de tudo é descobrir quem está ameaçando o rei, correto? Para uma análise completa, eu estive me perguntando. Quando começou estas ameças? Nesta visão cronológica, algum acontecimento marcante coincide com este começo? Como foram feitas estas ameaças? Quem são os inimigos do rei agora? Desculpe-me incomodá-lo desta forma, mas é que eu sempre espero desempenhar meu papel da melhor forma possível, e conhecimento é chave de tudo.

Em todo o momento, mantive um tom neutro e apaziguador. Não era temor, mas sim respeito. Iríamos trabalhar junto, afinal. E eu esperava que a missão tivesse o melhor e mais rápido sucesso possível.



Spoiler
Entendi. É que pareceu que você estava impondo aquelas reações ao meu personagem, dai fiquei confuso porque meu personagem não reagiria dessa forma. Dai eu simplesmente narrei não reagir do seu jeito, reagindo do meu, fiel ao meu personagem. Mas blzzz

Não sabia dessa limitação de level pra ir pra GL, por isso pedi pra ir logo. Mas blzzzz também

É isso é nós vlssss

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 Posted: Apr 12 2018, 04:19 PM
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Estávamos no quarto dia de viagem.

Algum tempo havia se passado, sem maiores problemas. O navio, sem nenhuma menção ao Governo Mundial, cortava os mares com habilidade, guiado por uma tripulação formada inteiramente por agentes do governo mundial. Ninguém, entretanto, ostentava identificações de que pertenciam à organização. Quem visse de longe, pensaria que se tratava de um navio mercante comum.

Neste momento, você procura por Yokashiro que estava sentado no convés, sobre um banco, revisando algumas anotações. Ao vê-lo se aproximar, ele fecha a pasta que revisava, encarando-o com uma expressão de poucos amigos.

Agt. Yokashiro: Sim, Ezx. - Responde, sem muita emoção a sua saudação como "Líder". Ele ouve suas perguntas, em seguida, leva a mão a testa. Você, por algum acaso, leu as instruções? Todas as suas respostas estão lá... Não é possível que nem o básico você saiba fazer... ler... a... droga... da... missão...! - Ele se levanta, abruptamente, olhando-o com uma cara brava, saindo para dentro do navio.

No caminho, ele esbarra em Kakay, que saia para o convés.

Agt. Yokashiro: Arg... você também velho de m... - E sai resmungando navio a dentro.

Kakay se aproxima.

Agt. Kakay: Ouvi parte de suas perguntas, Ezx-san. Base da missão é descobrir e, se for o caso, apreender os alvos das ameaças. O Rei é famoso por exagerar e crer em teorias da conspiração. Aliás, este é um fato muito comum entre os governantes deste mundo... - Ele faz uma pausa, coçando a barba longa e fina. As maiores suspeitas recaem à Shinner e seu bando de saqueadores. Normalmente eles roubam as provisões que vão ao reino. Talvez, por isso, seja bom investigar as imediações do reino ou mesmo simular um comboio de provisões... - Responde.

Agt. Kakay: Mas é melhor deixar para sugerir isso ao Yokashiro-san num outro momento, hehe... Conte-me, onde você nasceu, qual sua história?

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 Posted: Apr 12 2018, 06:41 PM
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A hostilidade era visível. Ele não gostava nem um pouco de mim. E, após sua furiosa represália diante minha pobre tentativa de discutir qualquer informação sobre a missão, ele se levantou e saiu andando a passos nervosos. Descontou sua ira até no pobre Kakay, que se aproximava de nós. O silêncio durou o suficiente para a tensão diminuir, dando espaço para o senhor explicar melhor nossos objetivos. Alguns dos meus questionamentos foram resolvidos, outros ficaram, porém, desta vez, mantive-me quieto e esperaria até que pudesse ler as instruções. Não seria melhor se discutíssemos as informações ao invés de apenas lê-las? Pensei. Mas, seja como for, se ele não queria falar conosco, eu também não faria questão nenhuma o fazê-lo.

— Um navio mercante… — Divaguei. Agora que ele tinha falado, eu comecei a perceber que a embarcação que estávamos não parecia em nada que fosse do governo. É claro que meu conhecimento sobre o assunto era ínfimo, porém eu também não era tão estúpido a ponto de não perceber aquilo que estava na minha frente. Não se via nenhum emblema, ninguém se vestia conforme, e as condições pareciam um pouco precárias, contradizendo qualquer padrão governamental. — Nós já estamos simulando, não é?

Não demorei em responder sua pergunta.

— Eu nasci em Akihibara, filho de dois pais ruins, digamos assim. Eles morreram, fazendo com que eu parasse na porta de uma escola para agentes do governo. Ali eu cresci. Sou um engenheiro, e sempre fui. Não era de sair muito. Desde minha última missão, porém, eu descobri uma faceta nova de mim. Eu gosto de ser agente, de lutar pela justiça. Ou melhor, vou gostar de ser um, porque, embora seja oficial, acredito que ainda falta muito para eu poder me chamar assim. — Quando terminei, minhas próprias palavras permaneciam na minha cabeça. Até que era uma boa história, conclui feliz. — E o senhor, mestre Kakay, qual é a sua história?



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 Posted: Apr 13 2018, 10:46 PM
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Agt. Kakay: Huuum... - Enquanto ouvia a sua história, o velho tira de um dos bolsos um cachimbo bem fino e cumprido, aproximadamente uns 20 cm, e uma pequena caixinha de fumo. Se importa? - A pergunta era retórica, pois já estava colocando com cuidado o fumo no reservatório na ponta do cachimbo, apilando-o com cuidado utilizando o polegar.

Kakay ouvia com atenção, enquanto executava o seu ritual particular para fumar seu fumo. Tão logo sacou um palito de fósforo do bolso e acendeu-o no próprio convés, fazendo uma fina fumaça emergia da ponta do objeto. Deu duas tragadas antes do fim de sua história, sorrindo satisfeito.

Agt. Kakay: Gosto de brilho da juventude, sabe? Como a Comandante disse quando estávamos na biblioteca a justiça é um conceito abstrato. O que é justo para um, acaba sendo injusto para outro... - Ponderou, dando um novo trago. O cheiro doce que saia do cachimbo lhe reconfortava, de alguma forma. Se fosse lhe contar toda minha história, filho, teríamos conversa para uma viagem até a Grande Rota, Hiehehehehe... cof, cof! - Tossiu, levando a mão à boca. O que é mais relevante saber é que eu vejo de muito, muito longe. De um Reino antigo e bem distante. Vim com alguns de meu povo há mais de sessenta anos para o West Blue. Vim a pedido do Governo Mundial, pois naquela época já tinha ligação com eles...

Principalmente com as Cinco Estrelas Anciãs...
- Recostou-se por um instante, olhando para o céu. Ah, filho, ao longo desses setenta e seis anos eu vi muita coisa nesse mundo... Mas sabe que não me canso de ver esse brilho nos olhos da nova geração... - Comenta.

Nesse momento, um dos tripulantes se aproxima.

Tripulante: Kakay-san, a Comandante está ligando para o senhor. Vai atender? - Indagou-lhe.

Agt. Kakay: Ora, ora... parece que minha sobrinha-neta não quer deixar esse velho em paz... Certamente alguém disse que eu estava fumando em missão... - Ele levanta-se lentamente, olhando com os olhinhos finos para o tripulante, que engole a seco.

Tripulante: Ka-k-kakay-san... eu juro que não tenho nada a ver com isso!

Agt. Kakay: Hiehehehehehe... Eu sei, eu sei... Outra horas conversamos, Ezx-san! - E ele se retira...

[...]

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Os outros três dias de viagem foram tranquilos. Nada de muito importante aconteceu durante a viagem. Você teve tempo, se quis, para ler o livro (off: conte algo curioso que leu a respeito dele) que lhe foi entregue pelo Velho. No horizonte, Ilusia começou como um pequeno ponto, mas tão logo foi ficando maior e, no horizonte, podia-se ver os muros altos e as torres do reino central de Thallasian.

Agt. Yokashiro: Vistam-se como membros da guarda-real... Aqui estão suas vestes... - Yokashiro entrega umas roupas características do reino (clica). Antes de te entregar, diz: Vê se não demora muito, recruta.

Alguns minutos depois, vocês estão prontos. Os demais tripulantes que descem - uma parte fica no navio, afinal iriam carregar com algumas matérias-primas de Ilusia e zarpariam - formam um comboio que parte na direção de Thallasian.

Onde você está durante o comboio e qual será a sua postura?

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 Posted: Apr 14 2018, 05:29 PM
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Minhas palavras mergulharam em um mar de fumaça, espessa porém agradável, vindas do cachimbo que o velho acabara de acender. Embora duvidasse de que aquilo fosse um artefato moderno, o odor que liberava era agradável, suave e constante, contradizendo sua imagem. Podia ser antigo, mas ainda cumpria muito bem sua função.

— O senhor pode até ter razão. — Após ouvir falar sobre justiça e seus pontos de vista. — Cada pessoa tem sua visão e, obviamente, sempre achará que está fazendo o correto. Porém, mestre, por exemplo, o senhor concorda com assassinato de um inocente? Seja por qual motivo for? Eu acredito que o mundo naturalmente impõe uma justiça a ser seguida, e é esta que eu pretendo seguir. Sou um homem simples, afinal. Quem sabe quando tiver a sua sabedoria eu entenda melhor tudo isso. — Terminei de maneira cortês, como se agradecesse pelas suas palavras e tempo. Rapidamente, um outro homem entrou e o chamou com certa urgência, deixando evidente que desgostavam do não tão saudável hábito do jovem senhor.

[...]

A viagem continuou tranquila nos três dias que se sucederam. Aproveitei rapidamente para ler as informações da missão, assim como fora indicado pelo líder outrora e de maneira não gentil. Existia ali um ponto de partida, algumas datas, acontecimentos e suspeitos, o básico de uma investigação inicial, suficiente para pelo menos para não vagarmos a esmo em busca de qualquer coisa, mas não tão completa assim a ponto de conceder alguma resposta final.

No segundo dia, porém, fiquei bastante entediado. Não tinha muito mais o que fazer ali. Fiquei feliz quando lembrei que tinha ganho um novo livro, com novas histórias e conhecimentos, daquele bem-educado sujeito de antes. Agora, a situação me parecia um pouco estranha, afinal, por que ele daria um presente a um estranho? Seja como for, o livro já estava em minhas mãos e, portanto, ler-lo-ia. Mas não sem antes de apreciar a beleza em auto-relevo de sua capa, onde se formavam as letras: A casa do Artífice.


… Foi quando a guerra bateu em nossa porta. Nós não esperávamos, não prevíamos, afinal, nunca nos intrometemos em assuntos além dos nossos muros. Mas, ainda assim, o motivo pareceu tão óbvio para mim e para meus irmãos: Nossa casa era um instituição poderosa, capaz de pender a balança para qualquer lado que ajudasse. Nossas invenções era incríveis e, caso fizéssemos, nossas armas também seriam.

Mas nós éramos criadores, e não guerreiros. E, desta forma, a segunda casa inteira foi destruída quando recusou a ajudar os invasores. Ainda lembro da cena que presenciei quando visitei a ruína do que um dia já foi uma das edificações mais belas que já existiu. Não gostaria de lembrá-la, porém, como esquecer toda aquela destruição? Toda pedra desabada, toda mancha de fogo, toda a cinza flutuante? E, principalmente, todos os corpos de cada irmão morto, deixado de lado como se fossem nada? Talvez tivesse sido essa ira que fez com que mudássemos…



O livro era bastante interessante. Tanto, que eu queria ler mais, muito mais, sem parar. Porém já estava na hora de desembarcamos, e minha ética bem definida colocava meus deveres em primeiro lugar. Nosso destino começou a tomar forma no horizonte, Ilusia, e também os grandes muros que a cercavam. O líder instruiu para que nos vestíssemos conforme o disfarce previa, uma vestimenta tradicional de um soldado daquele reino. Tratei de me disfarçar o mais rápido que pude, permanecendo rapidamente em prontidão no convés para que pudéssemos, enfim, partir.

Era uma formação simples, um aglomerado de soldados dispostos de maneira única, e mantendo uma passada ritmada. Tentei encenar o máximo que conseguia a postura de um oficial militar, tentando passar mais credibilidade à mascara, embora não soubesse ao certo como fazê-lo. Busquei pelo mestre Kakay, julgando que sua idade avançada poderia ajudar-me nesta postura. Além disso, queria repassar os pontos da missão, onde também sua sabedoria se faria produtiva. — Mestre. — Uma saudação formal enquanto copiava sua forma de agir. — E então, qual será nossos próximos passos? — O tom era um pouco mais baixo do que gostaria, afinal, não queria receber qualquer outra represália do líder. Porém ainda assim, era uma pergunta importante: Eu precisava conhecer o que faríamos a seguir, para então fazê-lo o mais confiável possível.



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This post has been edited by Lucilfer: Apr 14 2018, 09:17 PM
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 Posted: Apr 15 2018, 11:44 AM
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O clima estava ameno, muito mais refrescante do que Akihabara, por exemplo. Vocês seguiam numa pequena caravana. Havia uma carroça puxada por dois burros e mais três burros com cangaias (selas rústicas com compartimentos para carregar provisões) carregados. Vestidos de guardas estava Yokashiro, Kakay, você e mais três agentes que vieram no navio.

Havia também um pequeno grupo de tratadores e pessoas responsáveis por fazer o acampamento e preparar a comida. Vocês estavam no segundo dia de viagem, desde a costa, até o centro de Thallasian.

O caminho não era fácil. Várias rochas e pedras soltas pela estrada estreita que ia serpenteando uma espécie de desfiladeiro. Tinham que caminhar praticamente em fila indiana. De um lado, uma queda de uns quinze metros, do outro paredões de rocha esculpida num passado distante.

Vez ou outra vocês passavam por aberturas na rocha, como um conjunto de túneis que emitiam um eco quando a caravana passava. O ritmo era lento...

Quando você se aproxima de Kakay, percebe que ele está no fundo da caravana, enquanto Yokashiro e outro guarda estavam na frente, coisa de uns trinta metros adiante, o que garantia certa privacidade para que conversassem. Ao abordá-lo, Kakay lhe dá um sorriso, corrigindo-o:

Agt. Kakay: Pare de chamar este velho de Mestre, hiehe, sou um eterno aprendiz... - Ele passa a mão na barba ponderando. Se não me falha a memória e tem uns oito anos que não venho em Ilusia, estamos no Desfiladeiro de Qin. Precisamos ficar alerta-- - Nesse momento, o velho te puxa para baixo e você sente algo extremamente veloz cortar o ar e perder-se pelo desfiladeiro abaixo.

Mais adiante, a caravana para abruptamente. Um dos burros é atingido no pescoço, aguinando-se e avançando contra o da frente, tomando um coice de súbito e caindo na diagonal do desfiladeiro, levando consigo dois tratadores.

Vocês percebem, saindo por dois túneis um grupo de cinco pessoas - entre homens e mulheres - portando espadas, foices e adagas.

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Shinner: Tsc, deixem as provisões e pouparemos a vida de vocês. - Disse um homem de cabelos negros, curtos, e olhos roxos. A descrição batia com o bandido conhecido como Shinner.

Agt. Yokashiro: Grrr... Ora seu bandidinho! - Yokashiro, que estava próximo a ele (na parte da frente) partiu para cima do mesmo, sacando suas adagas. O outro, por sua vez, sacava uma adaga. Os dois engajavam-se num combate. A caravana se comprimia, virando em dois frontes. Você e Kakay estavam na parte de trás.

Havia duas mulheres e três homens. As mulheres portavam espadas, dois homens foices e um terceiro tinha uma espingarda. O homem dá um tiro na sua direção e um homem e uma mulher avançam contra você.

O que você fará?



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 Posted: Apr 15 2018, 04:16 PM
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A caravana estava pronta e seguia na seguinte formação: Nosso líder à frente, tratadores e animais de carga na parte central, enquanto eu e o senhor Kakay percorríamos na parte posterior. Uma disposição já esperada, uma vez que o nosso chefe parecia ser arrogante o suficiente para querer liderar até mesmo quando disfarçado.

Embora o clima dali fosse mais agradável do que de Akihibara, o caminho por qual percorríamos era árduo. Não pelo esforço que fazíamos, e sim pela preocupação imposta devido suas condições. Os riscos eram mortais: Para um dos lados, um desfiladeiro enorme que formava um abismo final. Um passo errado e você cairia até não ter mais consciência de que estava o fazendo. Para o outro, uma parede de pedra intransponível. Se acontecesse qualquer desmoronamento, qualquer tentativa de fuga seria anulada. Somados a isto, ainda tínhamos que passar por entre falhas na montanha, pequenos e misteriosos túneis onde minha atenção ficava alerta, e meu maxilar retesava um pouco. O ritmo era bastante lento, o que me ceifava a esperança de sair o quanto antes daquele lugar.

Kakay estava mais tranquilo. O que não significava muito, diante meu estado. Ele havia me explicado que já percorrera por aquelas terras algum tempo atrás, distante, porém suficiente para criar algum tipo de conforto. Ou, pelo menos, saber o que esperar…

… De repente, seu braço me puxa para baixo abruptamente, deixando apenas um zunido metálico onde antes era minha cabeça. O artefato acerta um dos animais, causando certo frenesi na criatura, e fazendo-a rolar desfiladeiro abaixo junto com dois tratadores. Minha adrenalina disparou e rapidamente eu fiquei ansioso, aflito, e preparado para os próximos movimentos. Ou era como eu achava que estava.

Um homem na frente explicou as condições do roubo: Ou entregávamos nossos mantimentos ou morríamos. Bastante comum para uma emboscada. O líder à nossa frente tomou sua decisão sem consultar ninguém e partiu contra o sujeito que ordenava. Travaram um combate a par, isolado, deixando o resto da caravana com seus próprios problemas. Contra mim e o mestre Kakay estavam cinco pessoas, todas armadas, atentas, e prontas para nos matar ali mesmo. Tão prontas que não esperaram por qualquer palavra ou resolução, e investiram contra nós o quanto antes. Eu queria poder perguntar o que fazer para o mestre ancião porém, infelizmente, julguei não ter tempo suficiente para isso: Apenas me joguei no chão na pobre tentativa de desviar do tiro. E, após este movimento, tentaria rolar até uma das selas afim de encontrar algum trincheira para que pudesse pensar. Se ainda estivesse vivo neste momento, precisaria lidar com mais dois inimigos vindo em minha direção.

Não era a hora certa para isso, mas eu comecei a me questinonar, a pensar, e ter certeza, do quão despreparado eu estava. E sempre estive. Eu não carregava uma arma sequer. Eu não havia treinado para combates, não o quanto gostaria. Eu era só mais um jovem se arriscando em mais um dos seus sonhos juvenis. Minha determinação, porém, deixou aqueles devaneios de lado de maneira decisiva. Jovem ou não, era esse o destino que havia escolhido. O que fazer? Eu me perguntava. E, como na maioria das vezes, eu não tinha muita escolha afinal. Porém, mesmo assim, tentava elaborar algum ardil: Remexi os mantimentos em busca de algo para arremessar. Eu não tinha tanta perícia naquilo, mas era um dos fundamentos ofensivos que eu desconfiava ter mais talento. Com certeza, nada ali seria capaz de causar grandes danos, porém, minha estratégia também não era essa. O plano era somente causar-lhes qualquer tipo de distração, qualquer coisa que lhe turvasse a visão, afim de criar uma brecha oportuna para um ataque. É claro que, isto só daria certo se o mestre Kakay fosse ágil o suficiente com sua espada para aproveitar esta oportunidade. Eu esperava que ele fosse.

Na realidade, ele precisava ser.



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 Posted: Apr 18 2018, 12:22 PM
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A = Caravana/Aliados
1 = Saqueados/Inimigos


Quando da abordagem pelos saqueadores, Kakay colocou-se em prontidão.

Ele carregava um bastão longo, apoiando-se neste como se fosse uma bengala. Quanto o grupo delinquente se apresenta, entretanto, ele mantém uma calma impressionante. Do outro lado do comboio, Yokashiro e Shinner trocam golpes rápidos. O tintilar das adagas parece uma verdadeira banda de metais.

Na parte de trás, o tiro atingia você, Ezx, de raspão na linha do seu ombro direito. (Dano: 5) Atrás de você, o tiro resvalava no fundo da carroça de mantimentos. Mais outro tiro era disparado, mas nesse momento você já estava no chão, enquanto o velho Kakay batia seu bastão/bengala. Uma espécie de mecanismo era ativado e uma lâmina dupla emergia e juntava-se na ponta, formando uma espécie de alabarda.

Agt. Kakay: Hiehehehhee... Há quanto tempo... - Ele gira a alabarda no ar, repelindo o rito que bate e crava no paredão no seu lado direito. Ezx você percebe que só havia algumas pedras soltas, mas que estas eram pesadas e maciças o suficiente para serem lançadas.

Uma moça com uma espada e um rapaz com a foice vinham na sua direção, mas Kakay rapidamente se postava entre vocês. Com uma estocada, pela vantagem de alcance, ele perfura o peito da garota, transpassando-a. O sangue jorra de súbito, como um jato carmesim. Ainda em movimento, ele descrava a alabarda, fazendo um movimento suave para cima, cravando sua lâmina na lâmina da foice inimiga, abrindo uma brecha para seu ataque.

O que você vai fazer?


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Ezx (PVs): 40/45.


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 Posted: Apr 18 2018, 05:15 PM
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O tiro pegou de raspão, mas mesmo assim me fez sofrer. Meu ombro não só doía pelo impacto, como também ardia pelo corte. Porém, o principal incômodo, era o latejar incessante graças o calor do projétil, a área atingida apresentava traços de queimadura e, ainda que leve, um odor de carne queimada chegava a meu nariz. O suficiente para me deixar bastante aflito. Arfei por alguns instantes e evitei olhar para a paisagem ao meu redor, já que desconfiava que a falta de possibilidades daquele lugar poderia me deixar ainda mais nervoso.

Evitar a aflição, porém, não deu muito certo quando debaixo dos panos das carroças só haviam pedras. Eu sabia que aquela caravana era um disfarce, porém não sabia o quão parco este disfarce era. Porque não levar mantimentos de verdade? Caso fossemos abordados por um guarda meticuloso que pedisse para ver o que nós carregávamos nosso disfarce iria desmoronar ali mesmo, transformando nossos esforços em nada. Além do mais, o que eu iria arremessar agora? O que faria agora? Seja como for, não era hora para lástimas, não diante o som estridente de metais estalando à minha retaguarda, não diante a tantos inimigos ainda de pé a nossa frente. E querendo nosso sangue.

No outro lado, averso a qualquer questionamento e não esperando qualquer ajuda, Kakay demonstrava sua maestria sobre-humana com sua alabarda. Sua calmaria e tranquilidade eram impressionantes, deixando claro que ele já fizera aquilo inúmeras vezes. Será que algum dia vou ser igual a ele? Tão habilidoso? Duvidei, embora minha determinação deixasse alguma esperança existir. Na verdade, a esperança remanescente foi o suficiente para conceder-me alguma coragem: Quando o jovem senhor abateu um oponente, e bloqueou o ataque do outro, deixou uma brecha satisfatória para um contra-ataque, até mesmo para um novato. Ou pelo menos era assim que calculava. Projetei-me para frente da carroça de maneira resoluta, e usei todo o peso do meu corpo para golpear a face do oponente que tinha sua arma imobilizada. Um golpe juvenil, é claro, porém o único que eu tinha. E talvez o bastante para destabilizar o inimigo enquanto Kakay terminava o serviço.

Eu poderia pegar a espada jogada no chão, ou a foice, caso seu dono morresse, mas nenhuma delas iria servir de algo para mim. Não tinha nada para arremessar, nada para tirar proveito da distância e, consequentemente, nada que eu pudesse fazer, já que este é o único fundamento que tinha alguma confiança. Nem mesmo as pedras de antes serviam.
— Pedras! — Pensei, um pouco alto de mais. — Mestre Kakay, o senhor poderia bater na lateral da montanha? Não é para causar nenhum deslizamento, apenas para criar alguns cascalhos. Eu só… Só sei arremessar coisas. — Terminei de maneira embaraçosa, diante minha falta de utilidade para a equipe. A estratégia era criar alguns pedaços de rochas, suficientemente pequenos para que eu pudesse lançar e causar algum dano, enquanto ele fazia a linha de frente. Era o melhor plano que existia? Definitivamente não. Mas era o que havia conseguido criar naquele momento. E esperava com todas as minhas forças que funcionasse.



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 Posted: Apr 18 2018, 09:10 PM
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O combate continuava nas frentes de batalha. Na dianteira, Yokashiro e Shinner continuavam seu duelo. Porém, dos guardas auxiliares do comboio, dois já haviam morrido, os tratadores se amontavam próximo à carroça, abaixados e com as mãos na cabeça. Quando terminam uma intensa troca de golpes, Shinner sorri.

Shinner: Você não é um guarda qualquer... - Constata.

Agt. Yokashiro: Nem você um bandidinho... - Responde Yokashiro, com certo rancor. Quer dizer que é você que tem ameaçado a vida do Rei?

Impende frisar, também, que três dos cinco saqueadores da dianteira estavam mortos já. Shinner tinha alguns cortes pelos braços e pernas, assim como Yokashiro Este último, no entanto, tinha um corte na coxa esquerda que estava bem feio.

Shinner: Ameaçando a vida do Rei? - Shinner para um instante, guardando uma adaga no coldre e levando a mão ao rosto. O Thalassa Lucas é um paranoico, desconfia da própria sombra. Eu não estou nem aí para o rei, só quero dar o que comer às pessoas que vivem nas cavernas...

Enquanto isso, do outro lado da caravana, Ezx e Kakay travavam a luta nos fundos. Enquanto o velho resistia travando o atacante com a foice, o recruta investe com o corpo nocauteando-o. Assim que se desvencilhou, Kakay girou a alabarda, cortando o saqueador ao meio. O sangue jorrou, manchando parte da sua farda.

Os demais saqueadores dão alguns passos para trás, assustados com o velho.

Saqueador: Shinner-sama, Shinner-sama! A caravana é falsa, só tem pedras! - Berra o atirador que estava no fundo. Neste momento, Kakay ouve sua sugestão.

Agt. Kakay: Boa ideia, Ezx-chan. - Quando ele pensava em bater com sua alabarda, porém, Shinner dá um assovio e todos os saqueadores correm para as cavernas próximas, imergindo na escuridão. Antes de fugir, ele diz a Yokashiro:

Shinner: Não tenho a força para matar um rei, apenas para sobreviver a sua paranoia... Nos vemos em breve! - E desaparece.

Yokashiro dá alguns passos na intenção de ir atrás do bandido, mas então ele para, olhando para trás e vendo que parte da caravana havia se perdido. Em seguida, ele vai até o fundo, onde estão vocês e vê o resultado sanguinário de Kakay.

Agt. Yokashiro: Vocês estão bem? - Indaga. Vamos ter que dar muitas explicações quando chegarmos ao reino... Acha que devemos seguir pelas cavernas ou seguir o plano? - Desta vez, ele olhava para os dois como se pedisse um auxílio. Essa é a primeira vez que ele se reportava assim para você, Ezx, o que você sugere?


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 Posted: Apr 18 2018, 09:58 PM
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O sujeito da foice teve seu dia final decretado. Kakay não exitou em nenhum momento em descer sua alabarda e golpeá-lo com sua costumeira calmaria. Anos de treinamento, milhares de missões, e muita experiência acumulada, imaginava. Fiquei gratificado, portanto, quando elogiou minha pequena estratégia, mesmo que não tivesse conseguido tempo para pô-la em prática.

Houve um momento em que a tensão do combate diminuiu. Supus que se devia ao fato de que os dois lados avaliavam agora a situação, e decidiam se valia ou não a pena continuar com aquela guerra. Do lado deles, alguns bandidos estavam mortos. Do nosso, a caravana estava arrasada e o disfarce bastante precário. Esse instante, também, serviu para que pudéssemos ouvir a conversa entre Shinner e Yokashiro. Depois de elogios à habilidade de cada um, o primeiro disse que não era ele quem estava por trás dos atentados contra a vida do rei. Para nossa surpresa, é claro. Na realidade, o objetivo da sua escaramuça era somente conseguir alimentos para algumas pessoas necessitadas que vivam nas montanhas. Porém, embora seja até um propósito legítimo, não justificava a brutalidade com que o faziam. Alimentavam uns enquanto matavam outros? Ainda era errado.

Um grito ressoou, avisando o chefe dos bandidos que nossa caravana só carregava pedras. Não havia nada que eles pudesse lucrar ali e, portanto, a decisão de outrora foi tomada rapidamente: Eles bateram em retirada. Yokashiro avançou para segui-los, mas parou rapidamente seus movimentos e retrocedeu, se aproximando de nós com um semblante diferente do de sempre. Seria medo? Eu não conseguia identificar naquele momento.

Suas palavras deixavam bem claro, porém, o que ele sentia: Ele pedia nossa ajuda. Embora tivesse sido extremamente arrogante em quase toda a viagem, no momento oportuno ele decidiu mostrar suas virtudes no comando, deixando evidente o porquê era líder, afinal. — Sei que sou novato, mas na minha opinião, devemos segui-los. Primeiro, porque Shinner é um fora da lei renomado, capaz de sobreviver ao poder do rei e, por isso, deve saber alguma coisa sobre os atentados. São acontecimentos importantes e problemáticos, repercutindo até no submundo. Segundo, porque, querendo ou não, ele sabe de nós, sabe do nosso disfarce. Quanto tempo vai demorar para que a notícia se espalhe? Mesmo que não consigamos capturá-lo, podemos tentar alguma cooperação da sua parte. Embora sua brutalidade mereça ser punida, seu objetivo pareceu-me justo. — Terminei, e parecia que só agora havia conseguido ver os prejuízos do líder. — Aliás, mestre Yokashiro, sua perna está bem? Não sou médico, mas esse ferimento parece bem feio. É melhor levarmos você a um médico na cidade principal. O plano de segui-los não faria sentido se tivéssemos que perder um membro da equipe.



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