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 ATO 4 - Uma Odisséia Entre Agentes
Isaack
 Posted: Apr 11 2018, 10:33 PM
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Isaack




CP6 - 2 ESTRELAS



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Isaack is Offline

Agente do Governo




Ato 4 - Uma Odisséia Entre Agentes


O estilo de luta adotado por Isaack parecia ter encontrado seu nêmeses, a arena que o combate se desenrolava oferecia mais risco do que os inimigos em si, rodava ébrio o ruivo e tentava se focar no combate, coisa que era difícil, somava-se seu estado de embriaguez com os solavancos do mar e os movimentos estranhos do suiken, misturava-se tudo e o que se tinha era um magico quase enjoado, se não fosse por sua resistência aos etílicos.

O agente saltava e desferia um chute em direção ao capitão inimigo, mas nem ele percebia que errava, pisando fortemente no assoalho da embarcação, olhava então para frente incrédulo, enquanto cambaleava um pouco tentando entender como conseguiu errar a uma distância tão curta, mas não era suficiente usava o balançar de um movimento e desferia um chute circular finalizando assim Sekhmet, mas o que ele não percebia era que também acertava a loiro.

-Kyoko...

O químico logo abandonava seu alvo e via que sua companheira parecia estar em risco, sem pensar duas vezes na burrada que iria fazer, ao se jogar embriagado no mar tempestuoso, utilizava o Soru, mas para a sua surpresa era aparado por Ababa, a jovem o interceptava em sua técnica, mostrando seu domínio na mesma, e o jogava de lado impedindo seu caminho, o que era o mais logico no momento, porém o ruivo não estava raciocinando no momento e somente se escorou na amurada colocando a cabeça para fora ainda meio zonzo.

-...

Demorou ainda alguns minutos para se recompor, ou o melhor que podia, fitava seu navio e sabia que deveria retornar para o mesmo o quanto antes, ofegava e tossia, ainda embriagado, via então aquele ser colossal surgir das águas, tal visão gelava sua espinha, mas era algo que deveriam encarar. Confiava agora o salvamento da navegadora a loira, e já que estava na embarcação inimiga poderia usar isto a seu favor.

Isaack olhava a seu redor percebendo estar só, e assim adentrava os conveses inferiores da embarcação, procurando algo que lhe fosse útil no embate contra o Rei dos Mares, ou até mesmo o motor que poderia aproxima-lo do navio do governo, caso achasse, tentava fazê-lo funcionar e traçava uma rota reta de encontro com a criatura, tentando fazer o barco se chocar com o mesmo, de forma que ele utilizasse Soru para voltar para perto de Raamar quando fosse possível.

-Temos que dar um jeito de colocar ele pra dormir.

Se não achasse, ou o barco não possuísse motores, Vicenzo apenas retornar para perto de seus companheiros, e se aproximava de Kurotsuchi, enquanto via o esforço do mink para conseguir domar a criatura.

-Kuro-kun, tem mais alguma habilidade que possamos utilizar, ou melhor, me explique como funciona esse seu "feromônio", tem algum efeito inebriante contra a criatura,? Caso sim, posso fazer uma bomba ou algo para incapacita-lo ou ao menos diminuir sua furia...

Um embate físico não parecia ser a melhor ideia, visto que estavam no meio do oceano a mercê de uma enorme criatura e de uma tempestade, então o magico voltando ao seu normal, tentava pensar em um plano melhor, e esperava a resposta do agente minhoca, pronto para esquivar caso fossem alvejados pelo grande animal.





@Angelique @Raamar @Kyoko

This post has been edited by Isaack: Apr 11 2018, 10:34 PM

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Angelique
 Posted: Apr 13 2018, 06:20 AM
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Angelique




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Angelique is Offline

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Kyoko estava aos poucos criando ansiedades indignas para uma criança, estressando-se numa posição extremamente perigosa do lado de fora do castelo, segurando-se nas beiradas enquanto bisbilhotava a conversa de seu pai. Uma mínima paranoia fez seu coração bater mais rápido no que achou que estava sendo vigiada pelo homem que era dito como salvador, porém não houvera movimentação alguma (ela até trancou a respiração, apenas para ter certeza) e relaxou. Aguardou um tempo e então adentrou na janela da biblioteca e aproveitou que a mesma estivera vazia e começou a segui-los da maneira mais sorrateira que seu vestido permitia.

Seguiu aos homens pulando de uma beirada a outra, chamando a atenção dos servos que ali frequentavam, que achavam uma graça ela correndo por aí toda concentrada "em sua brincadeira", abanando quando ela passava como um raio por eles. Ninguém tentou pará-la ou dizer alguma coisa, apenas batiam o olho e cochichavam entre si alguma coisa sobre "coisas de crianças terem tanto tempo para isso" ou "viveu a vida toda ali e ainda acha aventura em meio à pedra" e riam, retornando a seus afazeres.

Chegou então em uma porta que dava ao calabouço e seu pai houvera aberto e adentrado com o homem, fechando atrás deles e como aquele local sempre esteve selado, não havia necessidade de chaveá-la, portanto, apenas fecharam a porta e assim as aparências se manteriam. Kyoko, no entanto, era curiosa e tinha uma certa preocupação em mãos e não se deixando temer pelo local proibido, ela prosseguiu nas escadarias de mármore cinza e quebradiço, adentrando naquele inferno branco dominado por aracnídeos.


- Se você conseguiu usar esse braço como condutor de um ponto a outro, talvez... - Kurotsuchi estava pensativo quanto ao que havia sido proposto por Raamar, porém ele ainda não desgrudava do comandante, mantendo-o dentro da embarcação que afundava e também tendo a o que se segurar enquanto temia pela própria vida, descartando a ideia de que o chacal também era um usuário e se eles fossem para o fundo do mar, não haveria esperanças.

Logo em seguida o menor falava com o Rei-dos-Mares como se fosse uma pessoa e o animal apenas soltou um zunido estranho e gorgolejante, deixando cair um pouco de água de o que deveriam ser seus lábios, ainda observando aos pequenos aperitivos que estavam em sua frente, porém tendo a atenção desviada para umas esferas estranhas que ficavam nas laterais de sua cabeça, porém eram tão mínimas que assim que passou a colossal garra, aquilo se desmanchou. Para a sorte de Raamar, assim que o metal se espatifou no ar e estava caindo, como que voltando no tempo, ele parou e recuou com velocidade gradativa até retornar à sua forma original e esférica, sendo totalmente ignorado pela criatura.


- Isaack está contra os piratas e Kyoko está conosco. - Dizia da forma mais boba e simples que conseguia, apontando para a cabine de navegação, que pelos ventos fortes agora se debatia e jogava todos os papéis que não estavam presos em direção dos céus e da água. - Kyooo Onee Chaaaan!! - Kurotsuchi a chamava como se a garota houvera saído da cabine e ido no banheiro, ou descido para os quartos, porém se lembrou que ela estava agora mesmo no convés com eles e isso fez com que ele tivesse o mesmo sentimento horrível que o comandante tinha, olhando-o com os olhos arregalados. - Raamar... Cadê a Kyoko?!

O ruivo agora tinha noção do que ocorria. Estava sozinho na embarcação inimiga e percebeu meio tardiamente que o do Governo Mundial havia sumido. Entre um giro e outro, o mundo parecia ter feita o mesmo movimento que ele e colocado a embarcação em outro lugar. Procurou em 360 graus até achar o barco ao longe e a criatura que mesmo em certa distância, ainda parecia tão perto. Aquilo o assustou e fez com que as borboletas em seu estômago enfim fossem digeridas e lhe trazia um pouco de sobriedade.

Após alguns segundos vendo o animal, voltou a si e correu para dentro do barco dos piratas, descendo andar por andar e averiguando que talvez aqueles três devessem sair um pouco mais. No primeiro andar inferior, ele averiguou que haviam muitos restos de comidas jogadas no chão e um grupo de ratos estava ali mascando-os, porém não pareciam qualquer tipo de ratazanas e sim, domados pela tripulação, todos tinham várias marcas de batalhas e usavam um lencinho no pescoço. Basicamente faziam a limpeza do local, porém os três nunca permitiam que tal serviço fosse completo. Fora mais um andar abaixo e averiguou que haviam diversas jaulas com animais dentro, totalmente amontoados (alguns ele nem via direito por haver três gaiolas acima da sua e mais algumas fileiras em volta, como que "esquecido no canto do armário") e o cheiro desse andar era excruciante. Fora mais abaixo e descobriu a sala dos motores, tendo a decepção de ver aquele único gerador que se alimentava na base de resíduos de animais, não era grande ou potente e estava cheio de uma gosma alaranjada que fedia demais em um cano com a boca para cima em formato de funil, havendo mais algumas cargas (muito bem) fechadas por ali.

Retornou para o convés e ficou na beirada no barco, tentando gritar para Raamar e Kurotsuchi, porém eles estavam um pouco longe e em meio a ventos e trovões, sua voz se perdia no mar, para sempre esquecido. Ou não.


- Sub- Coman-- - Ababa aproveitou que ouviu a voz do mágico e submergiu com o corpo de Kyoko sendo puxado em um braço, presa em um meio abraço. Ela estava muito preocupada com algo e se movimentava constantemente, puxando a ruiva para um lado e para o outro, como que negando que algo a pegasse e de fato, embaixo d'água estava a meia tritã Agatha, que nadava na volta das duas como um tubarão ao lado de uma potencial presa. Ela esperava um momento que Ababa baixasse a guarda para garantir que a navegadora não "respirasse água" e dava uma investida com a bocarra arreganhada, porém com velocidade a outra virava o corpo e dava um chute nas presas ou agarrava o nariz ou lábios e se impulsionava para trás, qualquer coisa que a mantivesse longe dos dentes. - Jogue uma boia! Uma madeira! Qualquer coisa! Eu estou cansando! - De fato, Kyoko não era mais criança e seu peso em meio a um combate começava a cansar a outra garota, que tentava de tudo em manter-se longe da inimiga e suas investidas agressivas, tendo um ótimo tempo de reação para revidá-la a tempo, todavia, estava na defensiva e não conseguia lutar propriamente.

- Isso é o jogo da paciência, Cachinhos Dourados. Quanto mais tempo você ficar comigo, mais fácil será para eu pegar vocês duas depois... - Sua cabeça emergia levemente, deixando seu olhar maligno em ambas, não amedrontando Ababa que ainda se debatia na água. Era vez dela virar o olhar para o barco, falando após uma gargalhada confiante. - Jogue algo aqui... Faça uma ligação entre eu e você. Vamos fazer disso o Café-da-Manhã, Almoço e Jantar. - Ela gargalhava enquanto denominava Kyoko, Ababa e Isaack, indo para baixo d'água rapidamente e tendo seus vestígios apagados pela movimentação das ondas, deixando a incógnita de onde ela estaria e atacaria em seguida.

Caminhou ignorando o cenário ao seu redor. As teias de aranha ajudavam ela a se desconcentrar dos horrores que haviam ocorrido no passado daquele castelo enquanto sua mente infantil começava a contar para ela que aquilo nada mais era do que sujeira e pinturas feitas na pedra. Os instrumentos de tortura eram apenas peças esquecidas em um museu falido, não havia motivos para que ela temesse coisa alguma, mesmo sozinha em um local mal iluminado e cheio de criaturas rastejantes ao seu redor. Seus passos descalços foram rápidos para acompanhar os demais, silenciosos pela teia, porém, sua roupa atraía demais ao se enganchar e levar consigo famílias inteiras dos animais de oito patas, estes que só se alimentavam de insetos e não tinham veneno próprio, assustavam-se com aquele ser gigante que destruía seus lares e fugiam para qualquer direção contrária da pequena Kyoko.

Assim que chegou até onde conseguiria avistar facilmente a dupla, ela logo parou e se jogou em uma cela, não a fechando pois faria muito barulho, mas ficando mais suja ainda com teias e estava tão branca e cheia de pó, que estava indetectável. Na verdade, era até aconchegante estar ali, um sentimento único que só poderia ser comparado se algum dia ela tivesse uma quantidade absurdamente grande de linhas de tricô e as jogasse tudo em uma sala, deitando e se emaranhando em cada fio.

Observou curiosa para ver o que haviam nos baús e logo seu pai abriu um deles que tinha uma tranca especial. Ela precisava de uma chave, porém após virar tal item, um pequeno quebra-cabeça se deixava exposto e com isso, ele configurava para que abrisse logo em seguida, mostrando um forro de veludo que tinha um contraste muito deslocado se comparado a onde estavam, pertencendo mais a um quarto de nobre do que naquele local sujo. Ele puxou um fruto dali e os olhos do outro homem brilharam enquanto ele sorria descaradamente, não conseguindo segurar sua excitação.


- Prometa-me que Kyoko estará em segurança. - Seu pai recuava o braço, não permitindo que o outro abocanhasse de absoluto, deixando a mão dele no vácuo que ia pegar o fruto. Porém ele se acalmou e riu amigavelmente, olhando para o rei.

- Estará em segurança enquanto você me garantir regalias. Sendo seu comandante de frota, meu pessoal está por todo o local. Você deve entender que como um nobre, quem mais se conciliou com os marujos fora eu. Todo seu poderio náutico está em minhas mãos e se eu quiser, estaremos dentro desse castelo. Não me teste, Vossa Realeza... - Ele abria a mão na frente do rei e este sem muita reação após a ameaça, entregou o fruto.

- Essa é a Horo Horo no Mi... Ela tem o poder de criar fantasmas... - Ele indicava e o homem de imediato coloca a fruta na boca, mas não a mastiga, pois antes que o fizesse, sentiu o gosto já da casca e cuspiu no chão enquanto se babava e tinha uma expressão dolorosa no rosto, cuspindo logo em seguida e passando as unhas sobre a língua, tentando retirar aquele gosto que estava impregnado em sua garganta. Ele sacou uma pistola e apontou para a face do rei, que sem muito o que fazer, ergueu as palmas diante de seu rosto.

- Você quer me envenenar, velho?!

- N-não! Confie em mim! Akumas no Mi tem um sabor horrível, mas passado isso, seus poderes são além da imaginação! - Ele engatilhava a pistola e o pai de Kyoko começou a suar frio, porém não tremia. Talvez fosse seu orgulho de nobre ou apenas, o que seria dito de um rei morto como um cachorro num local esquecido e descoberto apenas após muito tempo de procura, também havendo a preocupação para com a pequena filha, que não merecia ter tal memória do pai tendo sido morto e achado no meio de um calabouço enquanto as aranhas já se apropriavam do corpo. Era muito a ser cogitado enquanto ele temia pela sua vida.

Raamar agora criava uma antena sobre a carapaça do Rei-dos-Mares e aos poucos o metal ia se alojando mais e mais, porém o animal era tão grande que aquilo era o mesmo que nada para si, sendo ignorado também. Aos poucos aquilo ia se erguendo enquanto o próprio chacal parecia um maestro usando suas mãos invisíveis para amontoar a sucata sobre a cabeça do animal, cada vez mais próximo das nuvens que rugiam.

Pediu para Kurotsuchi mostrar mais algum truque, porém antes que ele pudesse dar uma resposta, uma tímida fagulha mordiscava a isca de metal e como uma moreia escondida em pedras que coloca a cabeça apenas para visualizar e logo em seguida, com velocidade dava o bote, não deu um segundo após eles terem visto a pontinha azul que um poderoso raio descia sobre o animal, que rugiu de dor enquanto a eletricidade passava por todo seu corpo e descia em direção do mar, estendendo-se levemente no raio do animal, subindo pelo casco do barco deles, porém não chegando até eles e se dissipando no ar. A criatura rugiu de raiva agora em que se descontrolava e começava a se debater e criando ondas maiores sem saber o que havia acertado-o.

Uma onda veio na direção de Raamar e Kurotsuchi como um jato e como ambos eram tementes ao mar, o comandante logo abaixou uma esfera metálica em sua frente e defendeu a ambos como um enorme escudo na frente deles que aparava a rajada aquática, deixando que um pouco escorresse por suas imperfeições, porém apenas esguichavam sobre eles como uma chuva leve. O homem minhoca, obviamente houvera fechado os olhos enquanto esperava o pior, apenas abrindo assim que visse o quão entusiasmado o mink estava.

A movimentação na água fora um tanto violenta e repercutia até Isaack e as garotas, que agora ele sofria movimentações que realmente o obrigavam a se agarrar na beirada, não mais sentindo os efeitos da bebedeira, mas ainda sentindo dificuldades em se manter de pé.

Um grito chamou a atenção.


- Isaack! - Pela primeira vez Ababa chamava algum dos agentes pelo primeiro nome, sem formalidades, mas talvez fosse pelo desespero, pois com a movimentação contínua e ondas maiores e mais fortes, ela fora coberta por uma e afundou em um turbilhão de bolhas que subiam.

Embaixo d'água, Kyoko sofria um soco na barriga por Ababa, esta tendo a finalidade de impulsioná-la para cima e com sorte, cuspia um pouco da água que estava dentro de seu corpo, permitindo respirar oxigênio novamente. A ruiva fora jogava para a superfície, boiando de barriga para cima, mas ainda com muita água em seus pulmões e permanecendo desacordada.

Ababa agora enfrentava Agatha sem muito controle de onde seu corpo estava, sendo puxada para o fundo e jogada para cima o tempo todo, nadando apenas o suficiente para não realmente ser tragada pelo oceano. A meia tritã tirou isso como vantagem e nadou em círculos ao redor da loira que lutava para manter o ar em sua boca e ainda ter uma base de onde era o acima e o abaixo. Nesse vai e vem, a pirata conseguiu se aproximar sem que a agente percebesse, sendo tarde demais para revidar e tendo uma mordida em sua panturrilha, sendo puxada para o fundo com força, porém ela nadava para cima e não realmente saíam do lugar. Os arredores de Kyoko ficaram vermelhos.

Um par de mãos surgia por trás da cela e cobriam a boca da jovem ruiva, não permitindo que ela emitisse grito algum no caso de se assustar. As palmas tinham um cheiro conhecido, doce e familiar, sendo elas macias em todo seu corpo, porém calejadas na base dos dedos. Essa pessoa teria imobilizado a criança com facilidade, não permitindo que ela emitisse som algum ou que lutasse e fizesse qualquer que fosse o barulho, como que chutar as grades da cela.

Assim que Kyoko se acalmasse e percebesse, veria que era uma camareira conhecida por ela, sendo filha do cozinheiro real, ela sempre que via Kyoko, tentava roubar algo da cozinha como um doce ou um pão, apenas para agradar a pequena. Era conhecida na cidade como uma verdadeira punk e almejava um dia fazer parte do exército, porém pela classe social e por preconceitos por ser uma mulher filha do cozinheiro, o máximo que conseguiu ali fora ser uma empregada doméstica. Tinha uma atitude forte e era brigona, o que não a favorecia diante dos olhos de seu pai, achando o trabalho dela desleixado, mas fazia um favor para um velho amigo e por isso não a demitia.


- Kyo chan, sou eu, Claire. - Ela sussurrava no ouvido da pequena de forma tão fracamente que mesmo os lábios quase encostando na orelha, parecia que ela estava distante. Sua respiração estava pesada, visto que também temia ser pega e ainda mais, que em sua aproximação da pequena, não fosse possível negar que fizesse som algum. Estava basicamente abraçada nela, então a jovem sentia o coração batendo forte em suas costas. - Você não deveria estar aqui...! O que está acontecendo aqui...? - Sempre que ela terminava de falar, ela trancava a respiração, tentando controlar a sua ansiedade naquela missão de espionagem em que ambas participavam.

A pequena Kyoko poderia não ter noção, mas estava diante de um golpe de estado discreta, uma intervenção militar que só seria percebida quando não tivesse mais volta e a única forma de manter seu pai longe do perigo que era o comandante de frota e ao mesmo tempo, negar o homem de ter poder real sobre a realeza, seria de impossibilitar que ele ingerisse a fruta, essa estando no chão enquanto ele ameaçava o pai da menina, exigindo uma força de vontade e um coração de ferro para lidar com aquilo, mas por sorte, ela não estava sozinha. Cabia a ela saber o que fazer dali em diante enquanto era obrigada a amadurecer precocemente.


Spoiler
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Raamar
 Posted: Apr 16 2018, 09:40 AM
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Raamar




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Raamar is Online

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ATO 4 - Uma Odisséia Entre Agentes


-Droga, não deu boa...... Precisamos abrir um buraco nesse casco antes! – Divagava em voz alta o pequeno mink enquanto orquestrava suas esferas para passearem em frente a vista do crustáceo, distraindo-o. -Tsuchi-san, é um pouco arriscado, mas vou me aproximar do Alfred e abrir caminho para que o raio consiga penetrar a carapaça dele, acho que assim vamos conseguir nocautear ele, tente manter o barco o mais inteiro quanto possível dentro dessa tempestade e também aproveite a chance para usar qualquer técnica ultra legal que esteja escondendo.

O pequeno falava tudo com certa pressa, como se não quisesse deixar a ideia esperando muito tempo, trazia para perto de si uma das esferas e transformava-a em uma chapa circular e plana. O pequeno chacal inalava uma grande quantidade de ar e em seguida exalava tudo de uma única vez, buscava calma para seu corpo já antevendo a loucura que iria fazer. Tirava agilmente suas garras do cinto e vestia em suas mãos, sabendo que em pleno ar não teria tempo para fazê-lo. -Tsuchi-san, nos vemos daqui a pouco ou então no outro mundo!

Sem dar tempo ao agente da CP5 reagir, o bestial subia na amurada do navio e tomava impulso para saltar em direção ao seu planador improvisado, lutava para manter aquela estrutura estável em pleno ar e de forma que suportasse seu peso, ainda que não fosse muito. Utilizava suas perícias de equilíbrio para não escorregar, pois sabia que apenas a morte lhe esperava se isso viesse a acontecer. Aproveitava que agora suas botas possuíam uma camada metálica de proteção sob o tecido e magnetizava estas para que ficassem estáveis sobre o planador. “Isso só me torna mais e mais parecido com aquele cara da Coroa..... Droga, foco!!!” – Afastava as memórias da mesma forma que ganhava distância da embarcação. Procurava seguir um caminho passando por pontos de pouca importância para o crustáceo, caminho no qual suas esferas haviam sido ignoradas anteriormente quanto estavam voando ao redor da criatura. Pretendia se posicionar no topo da cabeça de Alfred, evitando se aproximar muito das nuvens, afinal havia presenciado ainda há pouco as consequências disto.

Se conseguisse, iria virar o planador em direção as nuvens e misturar dois conhecimentos completamente diferentes em uma tentativa de tornar seu ataque forte o bastante para romper a carapaça de Alfred. Com os pés bem apoiados no planador, e este virado para os céus de forma que o bestial estivesse com a cabeça apontada para o animal, iria flexionar seus joelhos e no exato momento que usasse Soru para se aproximar de Alfred, também iria usar os poderes de sua akuma para repelir o metal de suas botas em relação ao metal do planador, adicionando ainda mais velocidade ao movimento.

Se aproximaria de Alfred com ambas as mãos esticadas sobre a cabeça, assumindo o formato de um torpedo, e se conseguisse, tentaria rotacionar seu corpo, tal qual vira um já falecido subordinado de Mondor fazendo.

Caso conseguisse abrir um buraco na carapaça, sairia de dentro desse trazendo seu planador para perto e tentando retornar para junto de Kurotsuchi. Porém se sua força tivesse sido suficiente apenas para criar uma rachadura, buscaria qualquer saliência na carapaça para se segurar e não escorregar para o mar, Tentaria se aproximar da rachadura e firmar suas mãos nas frestas de forma a conseguir usar a força fora do comum de seu pequeno corpo e arrancar um pedaço. Se conseguisse iria levar o pedaço de carapaça junto no navio, mesmo que tornasse o caminho em seu planador mais perigoso.

Durante todos os momento que estivesse no ar, usaria a outra esfera como distração ou proteção, usando-a para mudar a direção de um ataque, ou confundir a mente do animal de forma a seguir a presa errada.

Se conseguisse retornar para o navio com seu objetivo concluído, começaria novamente a criar a grotesca antena sobre a cabeça de Alfred, porém desta vez partindo a construção do ponto onde ferira o animal.
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 Posted: Yesterday at 09:57 am
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Kyoko is Offline

Agente do Governo




ATO 4 - Uma Odisséia Entre Agentes


Meu coração batia tão forte dentro de meu peito que era até estranho ainda não terem me encontrado, toda a diversão, a rebeldia e os outros sentimentos infantis que me levaram até aquele lugar morreram dentro de mim no momento em que vi a arma sendo sacada e apontada para meu pai. Queria gritar que aquilo era insubordinação, mandar os guardas prenderem logo aquele homem malvado, mas uma súbita compreensão me inundou. “Estamos sozinhos aqui!!!”



Ainda não entendia por que meu pai estava se rebaixando tanto para aquele homem, afinal se tudo que ele queria era minha segurança, então só precisava aumentar o número de guardas no castelo. “Afinal eu mal posso sair daqui mesmo...” – Via meu pai tentando manter o máximo possível de sua dignidade, mesmo com o risco iminente de morte, e talvez tenha sido essa percepção que fez meu pequeno corpo colocar o avassalador medo de lado e se preparar para correr.



Não nego o alívio que senti misturado ao pânico de ter meus movimentos restringidos e minha voz silenciada, meus olhos se arregalaram mais do que achei que fosse possível, mas bem no fundo deles havia um covarde sentimento de alívio, afinal foram aquelas mãos que me impediram de me jogar para a morte certa. O cheiro daquela mão pareceu preencher meu corpo com uma paz que somente as crianças podem encontrar na segurança de ter alguém responsável e conhecido para lhe proteger. As lágrimas já escorriam de meus olhos e pingavam desavergonhadamente na mão de Claire antes mesmo de escutar o nome dela em um mínimo sussurro. “Como ela nos encontrou?” – Minha mente gritava, mas meu coração não escutava, estava feliz por não estar mais sozinha naquela horrível situação.

-Clair, aquele homem malvado quer matar meu pai!!! – Falei o mais baixo que consegui, pois minha voz tremia de medo e raiva. -Os guardas não vão chegar a tempo, e aquele homem já devia estar preso em uma cela de tanto que insultou meu pai, meu pai ofereceu dinheiro e outras coisas para ele, mas ele continuou dizendo que não era suficiente, então meu pai trouxe ele aqui e eu achei que seria para dar uma lição nele, mas então ele tirou aquela fruta estranha de uma caixa velha e ofereceu para ele, o homem malvado ficou todo feliz mas quando colocou na boca disse que tinha sido enganado, mas é óbvio que meu pai nunca enganaria ninguém, então ele deve estar mentindo e aquela fruta é realmente importante e não podemos deixar que alguém tão malvado fique com algo tão importante! – As palavras simplesmente escaparam de minha boca em uma narrativa desordenada de criança. -Vamos Clarie, temos que salvar meu pai! Você afasta aquele homem de perto do meu pai e eu recupero aquela fruta!

Tudo parecia muito simples na minha mente, já tinha lido muitos livros com cenas de ação e essas coisas sempre eram resolvidas facilmente pelas pessoas de bem. Agora que tinha ajuda, eu estava mais confiante. “Se aquela fruta é tão poderosa assim e se tudo que meu pai precisa é que eu esteja segura, então se eu for super forte vou estar segura, porque ninguém quer se meter com pessoas fortes! Se o problema é o gosto então eu consigo!” – Não planejava realmente comer aquilo, um tanto era pelo simples fato de que se alguém em posição mais baixa que a minha não conseguiu comer, então aquilo não me atraia nem um pouco. Também não podia negar o desagrado por colocar na boca algo que já tinha caído no chão.



-Vamos Claire! – No fundo eu sabia que ela era apenas uma camareira e eu uma princesa, mas os livros nunca tornavam essas coisas empecilho para que a justiça fosse aplicada, aquilo me dava ainda mais confiança. Voltei a olhar para eles e dessa vez não hesitei em sair correndo, deixando meus sapatos caírem de minhas mãos para não me atrapalharem. Sabia que se não aproveitasse aquele momento de decisão, o medo voltaria a me dominar, por isso mesmo que Claire tentasse me segurar novamente, iria me fazer valer do meu corpo pequeno e da mobilidade que só os corpos em formação das crianças possuem para me afastar de suas mãos e me jogar sobre a fruta que estava no chão, prendendo-a junto ao meu corpo e tentando me afastar o máximo possível daquele homem, mesmo sabendo que não seria muito por conta do pequeno tamanho da sala.

Confiava que ao ver que não poderia me segurar, Claire fosse me ajudar da forma que eu havia pedido, não gostava de abusar das pessoas e muito menos usar de minha posição para mandar nelas, mas confiava que por ser uma princesa, as pessoas saberiam quando eu estava pedindo algo que não poderia ser negado.

-Sai de perto do meu pai! Não vou deixar alguém malvado como você tratar meu pai dessa forma!!!!


@Angelique @Raamar @Isaack


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