versão 8.1

Pages: (2) 1 2  ( Go to first unread post )
responder
novo tópico
fazer enquete

 #2 - NÃO EXISTE DESCANSO PARA A MARINHA!
T. Wall
 Posted: Apr 29 2018, 12:06 PM
citar


T. Wall




N/A



194 posts

Ficha

T. Wall is Offline

Estagiário




 


Meu coração palpitava.

Não por mera ansiedade, mas sobretudo pela responsabilidade. Aquela ânsia em ajudar parecia tomar conta de cada célula do meu corpo, expandindo-se em ações – muitas vezes impensadas – e palavras que impactavam os outros de uma forma que ainda sequer conseguia mensurar. Em um mísero dia eu havia entrado de forma indireta à marinha e, pelo mais puro senso de dever, estávamos no meio de uma grande batalha em alto-mar na tentativa de salvar toda uma ilha e seus moradores.

A mesma ilha que ataquei no dia anterior e conheci seu povo. Suas imagens, daquela gente humilde e simples, vinham à minha mente como um flash por um instante... Não podia fraquejar! Não podia hesitar!

Duvido que tenha qualquer dentro dos canhões, temos que fazer uma limpeza rápida neles, se puder fazê-lo enquanto eu procuro um saco seco... – Respondeu-me Ignus.

Pode deixar, Ignus-san! – Bati continência, sorrindo. Olhei ao redor e vi que tudo estava molhado por ali, pelo recente “caldo” que o navio tomou. Porém, prontamente, tateei minhas vestes e percebi que somente meus sapatos haviam sido molhados na sala de comando. Prontamente tirei meu blusão jeans e minha camiseta branca que estava por baixo. Fiquei sem camisa e, com o blusão jeans, comecei a limpar o grosso do canhão.

O cheiro de pólvora molhada era incômodo, mas buscava me esforçar o máximo possível para limpar o canhão. Forçava-o para cima e para baixo, fazendo-o quica na base para retirar o excesso de água. Em seguida, enfiava o braço inteiro com o blusão enrolado para tirar a umidade de forma mais grosseira. Em seguida, peguei a camiseta de algodão e, portanto, mais seca e comecei a esfregar na parte interna do canhão com bastante cuidado. Esfregada de modo a criar fricção e esta ser capaz de secar mais efetivamente a arma.

O suor descia pela minha testa, escorrendo pelas têmporas, minha respiração pesada. Aquela seria uma tarefa costumeira para mim, enquanto recruta. E, embora não soubesse se estava fazendo cem por cento certo, usava toda teoria que tinha (Arqueólogo) para aplicar naquele caso.

Não demorou para os marinheiros chegarem com uma grossa corda trançada e um tridente amarrado na ponta. Sorri para todos, levantando-me sem camisa, sujo de fuligem e pólvora molhada, os cabelos desgrenhados. Se eles precisavam de um estímulo pelo exemplo, teriam naquele exato momento.

Excelente trabalho pessoal! – Disse-lhes, no exato momento em que Ignus e – Kyara – que vinha toda animada em minha direção. Fiz-lhe um cafuné por entre seus chifres, mas logo esta se afastou com o assovio de Ignus.

Conto com você, Ignus-san. – Disse, antes de sair. Ele pedia que A.K.A. virasse o barco, para seu tiro. Bati suas palmas aos demais, que pareciam distraídos enquanto Ignus preparava o tiro. – Vamos, todos para o convés, temos muito o que fazer... – E fui subindo.

Kaboom! – O tiro zuniu em pleno ar, prendendo-se no topo do cogumelo gigante. Estava chegando no convés quando percebi que a corta havia ficado rija, formando uma real ponte de acesso entre o nosso navio e a besta fúngica. Olhei ao redor e percebi toda a apreensão. E também fiquei apreensivo.

Foram longos minutos de espera. A tensão parecia tomar conta de todos. Meu tempo diminuía...

Quando finalmente vimos algo descendo corda abaixo. Em princípio pensei ser o capitão, mas tão logo A.K.A. que o conhecia, ordenou que cortassem a corda, hesitei. Por sorte, Ignus interviu e permitiu que os recém-chegados aterrissassem no convés. Tratava-se de um homem grande com uma cabeça de cogumelo semelhante à do Titanborn. Observei que um outro homem-cogumelo menor e mais frágil se impunha:

Quem aqui é o subcomandante no lugar desse homem? – O capitão, pelo que rapidamente reconheci pelas vestes, estava preso no ombro do imenso guerreiro com cabeça de cogumelo. Numa estratégia rápida e ágil, Kyara e Sefos resgatavam o capitão, levando-o para enfermaria. Ao menos, a situação de refém havia sido resolvida antes de qualquer intervenção minha.

Vocês não tem noção de onde estão? Estamos no meio do mar! Não há para onde fugir! Rendam-se agora e nos levem pacificamente para Parthevia! – Todos marinheiros ao redor ficavam à minha frente e apontavam suas armas aos dois intrusos. Não sabíamos quais suas intenções. Recordo-me, entretanto, que Titanborn disse que dois homens-cogumelos foram responsáveis por deixá-lo cair de cima da criatura, quase causando sua morte se não fosse minha intervenção na ilha.

O maior, de cabeça vermelha, logo se transformava comendo os restos de seu chapéu numa fera de pele vermelha. Causando ferimento à alguns marinheiros. Rapidamente, coloquei-me à frente dos demais, empurrando-os à contragosto. Estava sem camisa, mostrando o corpo atlético, porém desprovido de músculos exagerados.

Não sou o subcomandante, mas pode tratar o que precisa comigo... – Fiz um sinal aos marinheiros para que ficassem de prontidão, porém evitando novos ataques desavisados. O Den Den Mushi tocava no meu bolso da calça. – Não haverá rendição de nossa parte, somos a Marinha! – Apontei para o lado, no exato momento em que a saraivada de disparos começaram a atingir a criatura. – E assim como você disse, estamos em alto mar. Sugiro que fale com seu companheiro para pegar leve ou nosso barco afundará e seremos todos tragados ao fundo do oceano.

Vamos para Parthevia e ao chegarmos resolveremos nossas diferenças... A.K.A.-san, tire-nos daqui! – Peguei uma espada de um marinheiro próximo e corte a corda que unia o navio ao cogumelo, deixando-o ser atingido pelo ataque frontal do capitão Agosto, só então pegando o Den Den Mushi:

Capitão Agosto, aqui é o Akin! – Disse-lhe. – Estamos com o capitão Kuro à bordo e mais dois nativos da ilha-cogumelo próxima. Estamos indo para o porto, realize o ataque com força total e nos encontramos em Parthevia. – Desliguei o objeto, voltando-me para Amoc que parecia ser o líder da dupla e ser mais razoável: – Quais são suas intenções com esse ataque à Parthevia? Muitas pessoas poderiam perder a vida com essa atitude impensada...

Tentava dialogar, mas ficava de prontidão para qualquer movimento hostil tanto do cogumelo menor, mas principalmente do grandão enfurecido.



#006 | @South Blue | !2 – Não existe descanso para a marinha!


Spoiler
QUOTE
PECULIARIDADES:

[RACIAL] Recuperação Espantosa (1PE): O personagem possui uma recuperação fora do normal, seja para dores ou para fadiga. Enquanto uma pessoa normal estaria de cama, recuperando-se duma batalha, você já está ativo e pronto para a próxima. Geralmente, o personagem possui um tipo preferido de recuperação (ex: comendo ou descansando).

[RACIAL] Sincronismo Natural (1PE): O personagem uma habilidade natural para se adaptar aos diferentes estilos de combate de seus adversários, sendo capaz de aumentar sua eficiência conforme estende suas lutas.
Benefício: A partir do terceiro turno de combate contra um inimigo em particular, o personagem recebe um bônus +1 nas jogadas de acerto, dano e defesa, e esse bônus aumenta em +1 a cada novo turno, até um máximo de +3. Esse benefício só pode ser usado contra um oponente por vez, e é perdido ao final de cada combate.

Aceleração (1PE): Você é mais ágil que o normal e pode realizar ações e correr mais rápido. Esta Vantagem permite realizar uma tarefa que normalmente tomaria sua movimentação no turno, como recarregar uma arma ou desativar uma bomba, porém ela não permite atacar mais do que o estipulado pelo mestre.
Benefício: Interpretativo; Concede um bônus +4 em Agilidade.

APRIMORAMENTOS:

[RACIAL] Equilíbrio Perfeito (2PE): Em condições normais, o personagem sempre consegue se manter em pé, independente de quão estreita é a superfície na qual ele está andando (uma corda esticada, uma saliência, um galho de árvore, etc.).
Benefício: Interpretativo; Recebe um bônus +4 contra testes de derrubar, e tem 25% de chance de ignorar o estado "derrubado".

Investigador (1PE): O personagem sabe usar a lógica e coletar pistas para traçar perfis e adquirir informações sobre pessoas e missões. Pessoas normais podem investigar, mas este aprimoramento garante que seu personagem seja bem acima da média em seu sucesso.
Benefício: Interpretativo; Permite que o personagem possa obter informações através dos mais variados recursos, como lábia, sedução, suborno ou tortura.

Estrategista (1PE): Você possui uma capacidade tática notável, consegue organizar melhor as tropas e fazer planos notáveis. Provavelmente você passou no Teste de Einstein.
Benefício: Pessoas que seguem o plano feito pelo estrategista recebem um bônus +1 em todas as jogadas enquanto os acontecimentos estiverem dentro do planejado. Este bônus é perdido quando os personagens deixam de seguir o plano ou quando os acontecimentos se desviam em excesso do previsto.

Liderança (1PE): Não importa o método usado: intimidação ou carisma, o fato é: você indiscutivelmente é o chefe. Você dá as ordens e é obedecido, sendo que é uma qualidade indispensável para um capitão de tripulação.
Benefício: Interpretativo. Aumenta as chances em +25% de ser ouvido e ter suas ordens acatadas pelos NPCs ao redor.

Le Parkour (2PE): É uma atividade onde seus adeptos percorrem um caminho cheio de obstáculos e tem por finalidade chegar ao final do percurso em menos tempo. É composta por escaladas, saltos e outras manobras arriscadas na intenção de superar obstáculos rapidamente. Soma com Acrobata.
Benefício: Concede um bônus +1 nas jogadas de defesa e agilidade, e ignora penalidades por terrenos difíceis.


--------------------
mp
^
Tyr
 Posted: May 3 2018, 01:10 PM
citar


Tyr




Zatsuyo



114 posts

Ficha

Tyr is Offline

Fan-Ficker






Se surpreendeu quando viu o grupo de soldados retornando para ajudar a empurrar os canhões. Não que estivesse recuperando as esperanças na bondade do rei, apenas uma curiosidade mesmo. Apenas se perguntava o que teria feito eles retornarem, mas no final isso não importava. Defitivamente não queria saber, mas Velgius comentava algo se olhar para Tyr. O berserker respondeu do meu mesmo modo, se esforçando para tentar manter o ritmo.

- Tanto faz. A gente concorda em discordar. Você e seus soldados que lutem pra salvar seu rei fujão que eu luto pra salvar Parthevia. - Dizia bufando como um touro e encerrava o assunto por ali com um provavel urro fazendo mais força.

A mente de Tyr se desligava para ficar repetindo apenas o mantra: " Levar os canhões para o porto, levar o canhões para o porto! " Não queria que nada tirasse sua concentração disso, mas infelizmente não era o caso. A ironia de tudo o que aconteceu é que o Tyr de alguns dias atrás adoraria estar no meio da multidão batendo e surrando aquelas guardas. Ele mesmo sabiam disso. Frizou os dentes e fechou a cara enquanto fechava os punhos diante daquela situação. Por um lado os soldados tinham razão, o castelo sem o rei dentro não era seguro. Mas para onde iriam? Paciência difinitivamente não era seu forte. A vontade que tinha era de voar naquelas coisas que cuspiam fogo e acabar com elas, mas não era isso que resolveria o problema. Sem falar que ele provavelmente não estava forte o suficieten pra isso.

Tye batia o pé com força no chão e gritava! - GRRRRRRRUAAAAAA!!!! PPPPPPPPPAAAAAAAARRRRRREEEEEEMMMMMMM!!! - Expirava o ar logo em seguida e continuava. - ISSO NÃO É HORA DE BRIGAR ENTRE VOCÊS! OS REBELTES QUEREM MATAR O REI E VÃO ACABAR PEGANDO VOCÊS NO FOGO CRUZADO TAMBÉM! ENQUANTO VOCÊS BRIGAM AQUI UM MONSTRO GIGANTE ESTÁ VINDO PELO PORTO! OS QUE NÃO PODEM LUTAR VÃO PARA A BASE DA MARINHA ENTÃO! LARGUEM ESSA MERDA DE CASTELO AQUI, QUE ELE SE EXPLODA! - Olhava para Velgius em pura fúria e apontava para ele. - Consegue guiar eles até lá?! Leve alguns marinheiros com você! - Então olhava para os marinheiros. - Eu nunca vi o Comodoro Ryan, mas ele deve conhecer o capitão Kuro! Vão pra lá e contem o que tá acontecendo! Quando chegarem lá apenas protejam as pessoas! OUVIRAM!? NÃO BRIGUEM POR NINGUÉM MAIS QUE NÃO SEJA POR PARTHEVIA! - Determinava cinco marinheiros do grupo para irem com Velgius se ele aceitasse. Caso contrário escolheria mais um marinheiro do grupo e lhe indicaria em que direção a base da marinha ficava. Então olhava mais um vez para as pessoas e enchia o peito. - SE SÃO CORAJOSOS PARA ATACAR O REI E QUEREM BRIGAR COM ALGUÉM, QUE BRIGUEM POR PARTHEVIA! UM MONSTRO GIGANTE ESTÁ ATACANDO O PORTO E EU PRECISO DE BRAÇOS E PESSOAS COM MIRA BOA PRA CARREGAR E USAR OS CANHÕES! DEIXEM QUE ELES PROTEJAM O REI! O ESQUADRÃO 13 VEIO PRA PROTEGER PARTHEVIA! - Tyr olhava para as pessoas mais uma vez e expirava como um touro! - NÃO EXISTE DESCANSO PARA OS PERVERSOS. O REI UM DIA VAI SER COBRADO, MAS NÃO ADIANTA NADA SE NÃO EXISTIR MAIS PARTHEVIA PRA VOCÊS VIVEREM NELA! QUEM PUDER PEGUE OS CANHÕES E OS LEVEM PRO PORTO! QUEM NÃO PUDER SIGAM OS OUTROS MARINHEIROS PARA A BASE DO COMODORO RYAN!

Assim que terminasse de falar Tyr esperaria pelo resultado de sua gritaria, com sorte conseguiria pelo menos trazer bom senso para os menos idiotas. Aqueles que continuassem a brigar com os soldados...bem, nada poderia ser feito. Não os pararia mas também não os apoiaria, Tyr mais do que ninguém entendia aquele sentimento. - PAREM DE FORÇAR OS SOLDADOS, SE QUEREM SEGURANÇA VÃO PRA BASE DA MARINHA! SE QUEREM LUTAR ME AJUDEM ATÉ O PORTO! - Gritava mais uma vez, esperando que o caminho fosse aberto para voltar a empurrar os canhões.

O plano quando chegassem no porto era fazer uma linha e apontar os canhões para a grande criatura! Tyr não tinha noção de organização bélica, então apenas faria a partir da sua cabeça caso ninguém lhe aconselhasse. Apenas pediria que se acodassem como pudessem, em linha um ao lado do outro, e apontassem para o corpo da criatura!
mp
^
Angelique
 Posted: May 10 2018, 02:48 AM
citar


Angelique




N/A



438 posts

Ficha

Angelique is Offline

Narrador




Akin não tinha receio algum em limpar o canhão sujo, usando ainda por cima suas roupas emboladas para fazer o serviço grosso, abrindo o instrumento bélico e averiguando a lama mal cheirosa que era a pólvora empapada em água marítima, um conjunto difícil de se ficar perto sem alguma irritação. O jovem iniciou seu trabalho no exato momento em que Ignus saiu, mostrando serviço.

Seu corpo começou a suar pelo esforço, as fricções no metal, o movimento contínuo, até pela própria força de empurrar aqui e ali aquele monstro pesado, porém por mais que estivesse se esforçando para fazer tudo certo, ele não sentia a queimação básica de quem começava a ficar exausto, com peso nos músculos e preparado para retirar um momento de descanso. Seu cogumelo na testa fazia seu trabalho em deixá-lo enérgico e hiperativo naqueles momentos, mesmo quando estava dentro da boca do canhão, em uma posição ruim que forçava um pouco sua coluna e estava em um ambiente escuro e estreito, sua mente não divagou para o quão precário e humilhante aquilo era, concentrando-se na tarefa e estimulando para que continuasse, pois de certa forma, aquilo não incomodava. O fungo pulsava um pouco, não o suficiente para que os demais marinheiros percebessem, mas que ele sentia em sua própria pele e era como se ele injetasse algum em sua corrente sanguínea ou até diretamente em seu cérebro, estímulos orgânicos e não prejudiciais para que o fazia ir além.

Quando já no convés e recebendo os novos indesejáveis integrantes que exigiam ir para Parthevia em segurança enquanto se rendiam para eles. A criatura vermelha era uma demonstração mais pura do atributo força e talvez Titanborn sofresse a mesma mutação. O grandalhão parecia querer sangue, porém fora parado pelo menor assim que Akin anunciou que a Marinha estava toda ali e eles eram apenas dois, porém por mais que eles tivessem um exército, o que não tinham era uma besta gigante e pronta para transformar uma ilha em um deserto. Ele sorriu diante das palavras do ousado jovem, porém não teve tempo de falar coisa alguma, já que uma grossa mão passava por sua barriga enquanto o barco era jogado para um lado e para o outro.

Capitão Agosto não recebia informações de Akin, então ele iniciou um ataque e qualquer resto de tiro poderia pegar neles. Os tiros agora não eram flamejantes, mas explosivos e acertavam o cogumelo com força, repelindo-o em direção a Mush Room, mas não tinham muito efeito além de negar seu avanço e por mais que machucassem-no, não parecia que aquilo seria o suficiente para que afundasse em derrota, ele apenas rugia de dor.

Algumas esferas caíram perigosamente próximas a eles, explodindo dentro da água e erguendo a água salgada que caía sobre eles, fazendo com que a dupla com cogumelos na cabeça coçasse-os enquanto permaneciam encarando o jovem. Os solavancos foram bem fortes, jogando a embarcação para os lados e causando o pânico entre os marinheiros.


- Vamos agora para Parthevia e até lá, saiba que você não tem poder nenhum, marinheiro. Iremos nos segurar agora, porém a revolução tomará conta de Davash e do traidor Titanborn! - Sua pose era no mínimo ridícula enquanto era segurado como um boneco de pano por uma criatura grande e musculosa, sua expressão furiosa encarava a cada marinheiro ali, que ainda estavam próximos a Akin, protegendo-o do que era impossível de se parar, todos suando frio, mas nenhum com tremedeira de medo ou dando sinais de que sairia dali tão cedo, afinal, foram piratas e não temiam a homem algum, talvez apenas a bestas gigantes, mas agora a algo dos seus tamanhos ou maior? Era apenas uma questão de saber quando bater e recuar, por mais assustador que fosse o adversário.

Ninguém realmente parava para ouvir a Tyr, porém ele falou mesmo assim. Enquanto anunciava, o combate continuava e após se impor inutilmente, apontou para Velgius e o deixou encarregado da população em direção da base da Marinha, o que o deixou perplexo, pronto para protestar quando o jovem de cabelos brancos iniciou uma explicação deveras coerente sobre suas instruções e o cyborg se calou, aceitando os termos com a testa franzida por não gostar de receber ordens do outro.

As próximas palavras do jovem eram diretas para os rebeldes, anunciando que um dia a hora de Davash chegaria, mas naquele momento, eles tinham um problema maior (literalmente) para lidar. Suplicou para que os rebeldes tivessem coerência em seus atos, pois se pegassem o rei naquele momento e morressem logo em seguida, de que valeria? Davash teria levado-os consigo em um esforço que seria facilmente esquecido pela história. Os combates cessavam, pois como ele não parou de gritar, sua voz fora ouvida pelas frentes de batalha e se perpetuavam, logo ele se viu sendo o centro das atenções por uma população inteira e uma horda de soldados dos mais variados níveis. Nenhum dos rebeldes ou da comunidade (membros da rebelião temiam entregar a si mesmos dialogando e sendo presos logo em seguida, retardando a revolução e o povo apenas não tinha força o suficiente para se impor em uma luta) resolveram ajudá-lo com os canhões, indo com os cinco marinheiros em direção da base, que eram chamados e guiados como ovelhas na base do assobio e relutantes, eles foram.

Assim que os soldados se viram livres dos rústicos guerreiros, ainda ficaram um tempo com suas armas erguidas, apenas aguardando que do nada a população se virassem e atirasse pedras neles... Ou coisa pior, visto a forma horrendamente fedorenta com a qual o cobrador de impostos ficou após o confronto com Tyr no dia anterior. Vendo que nem olhavam para trás, eles abaixaram a guarda e olharam para o marinheiro de cabelos brancos que já começava a empurrar o canhão e agora, como Akin, seu cogumelo agia, ocasionando uma força que parecia ter sempre estado ali, porém ele conseguia com uma mão puxar a arma sozinho e não apenas isso, se quisesse, colocaria três dedos na boca do instrumento para puxá-lo que com certa força ele conseguiria.

A descida ao porto não era ingrime, mas exigia que agora três soldados ficassem para garantir a estabilidade dos canhões e não permitissem que eles descessem com tudo em direção ao cais, arrebentando com toda e qualquer estrutura de madeira em seu caminho ou pior ainda, se achasse algo que pudesse danificar a sua própria estrutura e diminuir o seu poderio bélico. Se Tyr tivesse a outra mão, ele poderia colocar facilmente um canhão no ombro e carregar como um corpo, as palmas garantindo a estabilidade, porém facilmente ele conseguia manter a estabilidade enquanto Velgius tinha de usar pequenos repulsores de seu braço mecânico que eram mais como jatos reversos, soltando vento quente para que mantivesse-se estável. Olharia intrigado para Tyr e sua força acima do normal.

No porto em si, ele simplesmente não sabia o que fazer, mas os guardas sim, pois não era a primeira vez que haviam feito aquilo, visto que houveram já enfrentado hordas de piratas antigamente, protegendo o reino (de certa forma). Logo montaram quatro fileiras de canhões, dois soldados para cada enquanto o restante se garantir de manter próximo e preparado as pesadas munições, revezando em quem entregaria para que não forçasse para ninguém. Estavam prontos, mas ainda havia tempo.

O barco balançava muito e A.K.A. recebeu ordens para retornar e sair dali o quanto antes, então ele fez um "aye aye" e fora o mais rápido que pôde (o que não era grande coisa, pois parecia ter preguiça de agilizar seus passos, fazendo-os largos) e fora até a cabine de navegação, porém não tinha mais o mastro principal e as cordas gerais da embarcação estavam quase todas usadas enroladas em uma corrente de nós intermináveis, custaria muito tempo para desenrolá-las, então ele saiu e gritou.


- Pessoal! Ficarei no timão, vão para os lemes! Precisamos sair daqui com ajuda dos impulsos que o cogumelo irá nos dar! - Amoc riu, achando aquilo desesperado e realmente o era. Maioria dos soldados saíram correndo para dentro do navio e lá trocaram os canhões por lemes, impulsionando lentamente a embarcação para longe dali, porém no momento do impacto e da dor, o monstruoso fungo se balançou e realmente criou a brecha que o navegador esperava, jogando-os para o lado e com maestria, movimentando o timão para cá e para lá, A.K.A. conseguiu manobrar a ponto de mantê-los em curso e todos os marinheiros que empurravam a água para trás, apenas mantinham a velocidade ao invés de gerá-la.

Finalmente anunciando para Agosto que eles iriam sair dali, Amoc e o Red Head permaneceram parados na frente de Akin com mais três marinheiros próximos, dando cobertura e formulando uma pequena barreira entre eles. O capitão apenas fez uns "uhum", pois estava concentrado demais no tiroteio que não parecia ter o efeito desejado e agora que a embarcação danificada se movimentava, eles tinham como disparar com mais agressividade, porém talvez não fosse sábio desperdiçar munição. Estava imerso em pensamentos e acabou sendo vago com o rapaz. O Den Den Mushi apenas o observava e logo em seguida murmurou algo e ficou de boca aberta, não falando nada, mas mastigando as palavras.


- Iremos atraí-lo, Akin dos 13, não deixaremos aproximar-se de Parthevia, mas da gente, talvez a queima roupa os danos sejam maiores. Nos deseje sorte, rapaz, pois eu a desejo em seu retorno. Mantenha-os vivos e deixe nas minhas mãos as responsabilidades. Até mais. - Agosto tinha um jeito confiante e parecia mais despreocupado pelo fato de Akin não estar mais na rota dos tiros, porém para um bom ouvinte, ele sentiria um receio oculto no fundo de sua voz, assim como a demora para formulá-las.

- Vou lhe dizer, já que parece ignorante quanto a essas questões... Há dois tipos de pessoas em Parthevia: Os Rebeldes e A Realeza. Os Rebeldes somos nós, liderados por Ozwen em busca de um reino mais justo, menos explorador e agressivo com sua própria população, aqueles que querem uma diferença e não temem Davash. A Realeza, não necessariamente os nobres do castelo ou seus guardas, são até mesmo o povo que você teme se machucar, aqueles que são passivos diante da corrupção e abusos, pois não escolhendo um lado, automaticamente escolhem o lado do opressor. - Amoc agora era colocado no chão e ajeitava suas vestes, assim como retirava os últimos vestígios de gota de seu chapéu de cogumelo. Ele o cutucava com um dedo e batia de ombros, olhando sério para Akin. - Ozwen deserdou de Davash após um combate com o traidor Titanborn, um pirata que trouxe problemas para a ilha com seus ideais deturpados, mas que fizeram nascer a fagulha em Ozwen de querer algo mais justo. Pense nele como um mal necessário, pois as atitudes bruscas e violentas de Davash foram vistas como um crime pelo nosso líder diante de um inimigo em comum. O único problema é que Davash tem um reino inteiro para si, Ozwen mal e mal tem alguns soldados que fugiram com ele, então o que ele fez? Criou uma rebelião entre o povo, mas para não arriscar a vida desses inocentes pela causa, ele precisava de verdadeiros guerreiros e após verificar estrategicamente alguns pontos e tentar recrutar mais gente, Ozwen foi para Mush Room pedir ajuda e mesmo que nossa comunidade seja pequena, ainda era maior que um castelo, somando com os rebeldes, nós temos força o suficiente para vencer o rei! Fungos vivem, então preparamos esse grandão aí atrás para nos ajudar na tomada do castelo enquanto os Cogumelos do Mar, ou "Água-viva" como vocês os chamam, seriam nosso meio de transporte aquático. Nosso exército é maior! Mais forte! Mais selvagem! Logo Parthevia fará aliança diplomática com Mush Room para interligar as ilhas e prosperaremos como um!

- Fungos são parasitas. Eles se alojam em plantas e até animais - como é o caso de vocês mesmos - para viver de seus nutrientes. Vocês apenas querem que a ilha pequena de vocês vivam de Parthevia. É esse o acordo com Ozwen? Pois ao meu ver, parece que vocês tiveram a mente de uma criança em aceitar nada agora em troca de muito depois. - Ignus aparecia com Kyara ao seu lado, porém atrás da perna do dono, ele deixava uma mão sobre ela, mas sem a tocar, apenas sinalizando que era para ela se manter ali, não a arriscaria mais do que já houvera feito e de fato, o animal fez mais do que muitos ali, quase morrendo duas vezes.

- Você parece ter meio cérebro, mas não. Não precisamos ser escravizados para ter empatia com quem o é. O povo de Parthevia sofre e iremos ajudá-los, porém sozinhos nós não somos nada além de uma nação de alguns guerreiros e muitos trabalhadores. Nós precisávamos dessa liderança, treinamento e organização para ajudá-los. - Amoc olhava de canto de olho para Ignus enquanto o Red Head se perdia no meio da conversa política e abaixava-se um pouco, tensionando os músculos como se estivesse se preparando para quebrar Kyara ao meio se ela pulasse em sua direção.

- Ei... - Velgius se aproximava de Tyr, desferindo um soco no rosto dele com o braço mecânico e sendo deveras dolorido (visto que apenas sua força fora aumentada e não sua constituição), deixando-o tonto por um tempo, tendo de focar além da dor para entender de onde veio o golpe surpresa. - Você é um cyborg? Sua força não é comparável aos Blues. - Ele parava e ajeitava o punho metálico, verificando se não haviam partes quebradas pelo impacto, pensativo e analítico. Ergueu os olhos desafiadores. - Quem é você, marinheiro? Você vem me causando problemas desde que nos conhecemos e não sinto que está em prol o rei. Agora você está em meu campo, rodeado de soldados, eles não irão me parar se eu o soquear até a morte, então acho bom que seja sincero.

De fato, todos os soldados ao redor estavam preocupados em manter o monstro na mira e os que viam os dois, apenas se limitavam a olhar com curiosidade e discutir entre si a briga entre um pesquisador e um marinheiro recruta, algo que até os fazia rir.

- Você ofende o rei. Você diz querer salvar Parthevia. Parthevia é Davash! Sem ele, as pessoas daqui estariam vivendo em barbárie. A vida é difícil para eles pois não é fácil nem no castelo, ou você prefere que deixemos qualquer um participar da realeza? Quer que o Governo Mundial nos ignore e a Marinha traga caçadores de recompensas para cá? Qual foi o maior incidente de piratas que houve em Parthevia? Davash cuida de tudo isso da maneira mais autônoma possível, sem depender dos outros, como um verdadeiro reino deveria funcionar. Qualquer um que reclame dos impostos altos ou da vida, pode muito bem pegar um barco e ir para Verona passar frio todos os dias em sua chuva ou para a Escola de Snipers da Marinha. Não haverá intervenção dos soldados. Quem você pensa que é?!

Logo a embarcação de Akin era vista se aproximando o mais rápido que era possível, já sendo possível ver Amoc e o Red Head no convés, cara-a-cara com Akin e um grupo pequeno de marinheiros, assim como a loba que o próprio Tyr quase soqueteou mais cedo naquela noite, após cair do monstro.

Por falar em monstro, o gigantesco fungo vinha atrás deles, retardado apenas pela Marinha que tentava a todo custo atirar na frente da criatura, no mar, tentando chamar sua atenção, porém ela não parecia querer mudar sua trajetória de Parthevia, recebendo alguns golpes dos canhões para não ter que esperar os tiros pararem para seguir adiante, demorando ainda certo tempo para chegar, mas mesmo lentamente, seu progresso ainda era feito e os soldados começavam a cantar em grupo o hino de Parthevia, encorajando-se diante de um inimigo que eles nem ao menos sabiam que era possível existir, preparando a motivação para iniciar o combate enquanto constantemente recalculavam a mira.

--------------------
user posted image
mp
^
Tyr
 Posted: May 15 2018, 09:06 PM
citar


Tyr




Zatsuyo



114 posts

Ficha

Tyr is Offline

Fan-Ficker




Não era como se Tyr parasse para ficar surpreso com toda força que estava demonstrando. Quem sabe depois que tudo acabasse e ele pudesse finalmente descansar! Provavelmente dormiria por dias para depois acreditas que tudo o que havia feito era definitivamente um sonho! Quando parou o canhão no porto colocou as mãos na cintura e já olhava para o mar, procurando a criatura. Não parecia preocupado, mas sim determinado, preparado para se virar com o que tivesse. Foi quando levou um soco do nada!

- MAS QUE DIABOS?! - A surpresa aumentou a dor! O reflexo seguinte foi procurar a origem do punho mas logo viu duas ou três pessoas borradas ao seu lado. Piscou os olhos algumas vezes e forçou a vista para finalmente notar Velgius falando mais um de seus tediosos discursos a respeito do rei. Tyr silenciou-se para ouvir, mas não escondeu as sobrancelhas franzidas e o punho fechado! Mesmo quando foi ameaçado pelos soldados. Os olhos do berseker passearam por cada um deles, mas não havia medo no olhar. Era como se estivesse tomando consciência da quantidade de "possíveis ameaças" estavam a sua volta. A raiva subiu um pouco com a idéia de que poderia ser traído novamente (Como foi por Amoc). Grunhiu e expirou olhando para Velgius mais uma vez.



- Parthevia NÃO é Davash! Eu tinha que ter falado direito quando disse pros outros marines. - Lembrou-se das palavras de Akin enquanto passou o olhar para os marinheiros que tinham ficado com ele. - Era pra ter falado pra eles protegerem os indefesos, os que não tem nada a ver com a guerra dos rebeldes e Davesh! - Franzia ainda mais o rosto e dava um passo a mais na direção de Velgius, apontando com o braço saudável para a cidade. - CLARO! Quando todos forem embora o que vai sobrar pra Davash!? Um rei sem um povo é o que?! Ele com certeza seria Parthevia se todos fossem embora!!! Um bom rei faz tudo isso que você tá dizendo sem usurpar do povo, sem jogar eles contra a parede!!! E se nenhum rei no mundo faz isso então o mundo não viu um bom rei ainda!!! Você não conhece o mesmo Davash que eu conheço. - Se afastava de Velgius dando uns dois passos para trás. - Quem eu penso que eu sou?! - Os punhos se fecharam e sua mente lhe dizia que certamente não era uma boa idéia dizer seu nome. Mas o que diria? Suspirou. - Eu finalmente entendi o pirata Byorn Titanborn falou na carta que ele deixou pra mim. - Olhava nos olhos de Velgius sem piscar, Tyr tinha uma tremenda confiança quando dizia aquelas palavras e provavelmente seria reconhecido, mas isso não importava. Enquanto falava, era como se vivenciasse aquele dia novamente, quando leu a carta e quando havia decidido fazer algo a respeito. - Não existe descanso para os perversos. Eu SEI que Davash vai ter o mesmo fim que ele teve. Ele pagou por tudo o que ele fez enquanto viveu quando morreu. Ele poderia ter deixado aqueles soldados prenderem ou matarem todos aqueles pescadores...mas ele escolheu lutar e pro azar dele o mundo decidiu que a pena de morte dele não ia ser mais adiada. Ou sorte? Será que isso rendeu uma recompensa pra Davash? Ou um dos soldados deve ter ficado rico do nada? Parece que o velho era um pirata muito famoso. Mas isso tanto faz. Não existe descanso para os perversos...mesmo quando ele estava protegendo alguém ele foi cobrado por tudo que fez no passado. Davash também vai ser. - Virava-se para o monstro que já podia ser visto na praia e então retornava para Velgius apontando pra criatura. - Eu não estou nem aí se isso ofende você ou seu rei. Eu não luto mais por mim sozinho. Eu luto com o esquadrão 13 pra salvar as pessoas! Se você não tá feliz com isso fale com o capitão Kuro, como ele não tá aqui agora ou você vai segurar a saia do seu rei pra ela não tocar no chão...ou use os malditos canhões pra existir Parthevia pra ele cobrar os impostos amanhã! - Tyr terminava meio que esperando a reação de Velgius e esperando um provavel embate. Não queria receber outro soco de graça. No entanto, caso percebesse que não seria o caso tornaria a atenção para os canhões.

- ATIREM NO MONSTRO! NÃO DEIXEM ELE CHEGAR NO PORTO! - Por um momento tinha a visão do convés e seus dentes já se encontravam! A dúvida sobre como eles foram capazes de chegar no barco dominou sua mente, mas talvez sua maior preocupação era: E o capitão Kuro!? Se aqueles dois estavam ali, teria a dupla vencido o capitão numa batalha? O capitão estava morto? Tudo isso passava pela cabeça de Tyr, mas ele logo balançava a mesma com força. Tinha de se concentrar. Akin era o responsável, ele parecia responsável e tinha lhe passado confiança. Ele certamente cuidaria disso, cabia ao berserker fazer sua parte. - ATIREM!!! NÃO ECONOMIZEM BALAS NENHUMA!!!

This post has been edited by Tyr: May 16 2018, 01:24 PM
mp
^
T. Wall
 Posted: May 16 2018, 02:50 PM
citar


T. Wall




N/A



194 posts

Ficha

T. Wall is Offline

Estagiário




 


Tão logo começamos os debates no convés, a ofensiva do capitão Agosto começou. Ainda estávamos perigosamente próximos. Conforme as bombas chocavam-se com a criatura e explodiam, tiravam-me um pouco a atenção. Em certa medida, meu coração pulsava de emoção.

Em pouco tempo já estava vivendo grandes aventuras, conhecendo pessoas incríveis e num carrossel de sentimentos absurdos. Se queria emoção em minha vida quando saí de Gambhia anos atrás, estava tendo neste momento. Firmava os pés no convés, compensando o peso do corpo utilizando-me da habilidade adquirida com a prática da capoeira gambhiana (Equilíbrio perfeito & Le Parkou) para me manter de pé.

Alguns marinheiros caiam no convés e tentavam se agarrar em qualquer coisa próxima.

Vamos agora para Parthevia e até lá, saiba que você não tem poder nenhum, marinheiro. Iremos nos segurar agora, porém a revolução tomará conta de Davash e do traidor Titanborn! – Comentou o baixinho, em meio aos tiros que atingiam as águas próximas ao navio. Jatos d’água emergiam no convés, banhando todos que ali estavam. Percebi, numa dessas, que a água salgada causava algum tipo de incômodo nos cogumelos de suas cabeças (Investigador).

Sua revolução é tola e coloca vários inocentes em perigo. Posso não ter poder, mas sei muito bem de qual lado estou. Ao lado dos meus companheiros da marinha e do povo. – Observei que, naquele momento, todos meus companheiros de farda estavam ao meu redor, dando seu suporte. Sentia-me, naquele instante, protegido e parte de algo maior.

Àquela altura, o mastro e algumas cordas do navio já tinham ido para o espaço. Não demorou e A.K.A., nosso navegador, pediu ajuda de todos para ir aos lemes, ajudando o navio a navegar quase que manualmente. Nesse momento, recebi uma chamada do capitão Agosto que parecia bastante concentrado com a ofensiva.

Iremos atraí-lo, Akin dos 13, não deixaremos aproximar-se de Parthevia, mas da gente, talvez a queima roupa os danos sejam maiores. Nos deseje sorte, rapaz, pois eu a desejo em seu retorno. Mantenha-os vivos e deixe nas minhas mãos as responsabilidades. Até mais. – Ouvi a voz do capitão através do Den Den Mushi e prontamente respondi:

Capitão Agosto, Se-Senhor... – Engoli a seco. – Com o perdão da ousadia, mas atrair para si essa criatura pode acabar dizimando você e seus homens... Por favor, se una a nós no porto e vamos defender Parthevia juntos... – Em vão.

Tão logo o Den Den Mushi ficou mudo, cerrei o punho envolvendo o caracol, quase jogando-o no mar. Mas guardei-o no bolso, ao passo que ouvia o discurso de Amoc sobre o contexto político da ilha.

Quem é você para me chamar de ignorante? – Repliquei, com o olhar resoluto. Não tirava os olhos do mar, vendo os movimentos da esquadra da marinha. – As pessoas de Parthevia não têm escolha. De um lado, um Rei explorador. Do outro, um Rebelde que prefere destruir seu povo em prol de uma suposta igualdade. Igualdade essa condicionada a uma aliança com parasitas como vocês... – Nesse momento, já não tinha mais papas na língua. Momento em que Ignus juntou-se ao coro.

Líderes que governam pela dor. Sob seus próprios desejos egoístas. Eu li, eu vi. Eu vejo. Deixei minha terra natal para conhecer o mundo e só tenho me deparado com essas situações. Mas o mundo é grande... Amoc... Existem muitas mentes brilhantes no mundo, muitas formas de governar. E a dor e a exploração não é o único caminho. Diga-me: em que momento o povo de Parthevia foi consultado do que queria para si? – Respirei fundo. – Eu não luto mais por mim sozinho. Eu luto com o esquadrão 13 pra salvar as pessoas!

Naquele momento, virei de costas, passando por Ignus, surrando quando nos cruzamos:

Os cogumelos na cabeça são fracos contra a água do mar. Ataque! – E fui descendo o convés. Meu objetivo era descer até a enfermaria. Precisava conversar com os verdadeiros líderes do navio e traçar uma estratégia em terra. Assim que chegasse, procuraria por Sefos e perguntaria se o capitão Kuro poderia me receber. Do contrário, procuraria o comandante Rincon.



#007 | @South Blue | !2 – Não existe descanso para a marinha!


Spoiler
QUOTE
PECULIARIDADES:

[RACIAL] Recuperação Espantosa (1PE): O personagem possui uma recuperação fora do normal, seja para dores ou para fadiga. Enquanto uma pessoa normal estaria de cama, recuperando-se duma batalha, você já está ativo e pronto para a próxima. Geralmente, o personagem possui um tipo preferido de recuperação (ex: comendo ou descansando).

[RACIAL] Sincronismo Natural (1PE): O personagem uma habilidade natural para se adaptar aos diferentes estilos de combate de seus adversários, sendo capaz de aumentar sua eficiência conforme estende suas lutas.
Benefício: A partir do terceiro turno de combate contra um inimigo em particular, o personagem recebe um bônus +1 nas jogadas de acerto, dano e defesa, e esse bônus aumenta em +1 a cada novo turno, até um máximo de +3. Esse benefício só pode ser usado contra um oponente por vez, e é perdido ao final de cada combate.

Aceleração (1PE): Você é mais ágil que o normal e pode realizar ações e correr mais rápido. Esta Vantagem permite realizar uma tarefa que normalmente tomaria sua movimentação no turno, como recarregar uma arma ou desativar uma bomba, porém ela não permite atacar mais do que o estipulado pelo mestre.
Benefício: Interpretativo; Concede um bônus +4 em Agilidade.

APRIMORAMENTOS:

[RACIAL] Equilíbrio Perfeito (2PE): Em condições normais, o personagem sempre consegue se manter em pé, independente de quão estreita é a superfície na qual ele está andando (uma corda esticada, uma saliência, um galho de árvore, etc.).
Benefício: Interpretativo; Recebe um bônus +4 contra testes de derrubar, e tem 25% de chance de ignorar o estado "derrubado".

Investigador (1PE): O personagem sabe usar a lógica e coletar pistas para traçar perfis e adquirir informações sobre pessoas e missões. Pessoas normais podem investigar, mas este aprimoramento garante que seu personagem seja bem acima da média em seu sucesso.
Benefício: Interpretativo; Permite que o personagem possa obter informações através dos mais variados recursos, como lábia, sedução, suborno ou tortura.

Estrategista (1PE): Você possui uma capacidade tática notável, consegue organizar melhor as tropas e fazer planos notáveis. Provavelmente você passou no Teste de Einstein.
Benefício: Pessoas que seguem o plano feito pelo estrategista recebem um bônus +1 em todas as jogadas enquanto os acontecimentos estiverem dentro do planejado. Este bônus é perdido quando os personagens deixam de seguir o plano ou quando os acontecimentos se desviam em excesso do previsto.

Liderança (1PE): Não importa o método usado: intimidação ou carisma, o fato é: você indiscutivelmente é o chefe. Você dá as ordens e é obedecido, sendo que é uma qualidade indispensável para um capitão de tripulação.
Benefício: Interpretativo. Aumenta as chances em +25% de ser ouvido e ter suas ordens acatadas pelos NPCs ao redor.

Le Parkour (2PE): É uma atividade onde seus adeptos percorrem um caminho cheio de obstáculos e tem por finalidade chegar ao final do percurso em menos tempo. É composta por escaladas, saltos e outras manobras arriscadas na intenção de superar obstáculos rapidamente. Soma com Acrobata.
Benefício: Concede um bônus +1 nas jogadas de defesa e agilidade, e ignora penalidades por terrenos difíceis.

mp
^
Angelique
 Posted: May 29 2018, 08:26 PM
citar


Angelique




N/A



438 posts

Ficha

Angelique is Offline

Narrador




- Suas palavras são vazias, marinheiro, e ouso ainda dizer que são inocentes. - Amoc, a criança de cogumelo verde, ironicamente, caçoava dos ideais de Akin após ter dado todo um discurso político e receber um mero "eu estou do lado dos certo e irei proteger a população" e apenas isso, era o suficiente para se notar que faltava experiência no jovem, vivência no mundo. Poderia ser um ótimo marinheiro, mas ainda tinha uma visão de túnel absurda para qual posição ele realmente tivesse dentro daquela organização. O pequeno sorriu para ele com um olhar vidrado, não debochando-o, mas tendo uma real diversão em ver que mesmo com pouca idade, conhecia mais de Parthevia ou dos acontecimentos de lá do que aquele rapaz que aparentemente comandava toda uma tripulação, algo que com certeza não era pequeno. O que a Marinha tem feito com seus integrantes?

- Eu posso não ser de Parthevia, mas com certeza a sou mais que você, marinheiro. O povo de Parthevia sim, foi consultado, pois os rebeldes são originários de lá, pelo menos desde que Davash começou com sua opressão. Os que não estiverem conosco são fascistas a serviço do rei ou neutros à causa, que nada mais é do que uma corrupção passiva, uma indiferença com os fracos, burgueses safados que conseguem sobreviver em meio à crise e por isso, por não os afetar os pesados impostos ou a indiferença por simplesmente conseguirem comprar os seus meios, não se importam com as camadas mais pobres. Você fala de "dor e exploração" como se os rebeldes já estivessem no poder, mas não é bem assim. Ainda temos que derrubar o rei e assim que o fizermos, não teremos mais necessidade de um tirano sobre nós e sim, viveremos como uma comunidade, como um todo, como Mush Room. - Abria um sorriso e batia de ombros, pois com certeza tinha um descaso com o que Akin estivesse falando, independente dos ideais de justiça dele, a visão da criança era única e possivelmente moldadas a partir de Ozwen. Tinha pouco tempo de vida para realmente ter pensamentos tão complexos ou era apenas o cogumelo que lhe administrava mais inteligência, permitindo que fizesse reflexões mais complexas e afundadas do que superficial, "olhada por cima", como qualquer criança o faria ao ter pouco interesse em tais tópicos.

Akin saiu então de cena, anunciando para Ignus que havia uma fraqueza deles contra a água do mar e que se quisessem fazer uma ofensiva, não havia melhor momento. Desceu para a enfermaria sem olhar para trás enquanto deixava que os demais marinheiros fizessem a sua parte. O Red Head não permitiu a saída do rapaz, então dera três passos largos e o puxou pelas vestes e Akin sentiu um impulso forte, como não tivesse sido puxado por trás e sim, que algo o empurrava pela frente, sendo sua camiseta grudada ao tronco e pressionando seus membros, dada a força do homem.

O que irritou Tyr não fora nem o golpe de graça no rosto e sim, o desrespeito de Velgius a ameaçá-lo indiretamente, forçando-o aos limites enquanto dizia que mesmo que ele quisesse provocar qualquer coisa, sua força seria insignificante diante tantos soldados e por um segundos, ele era como o patriarca, cercado de possíveis inimigos enquanto as chances estavam contra si e ele tinha apenas a força de seus punhos para contar, assim como um aliado em alto-mar, não podendo fazer coisa alguma se decidissem que a sua morte ocorreria ali e justamente por causa disso, de não querer esses passos de seu pai, ele se conteve. Ou tentou.

Inesperadamente, seu discurso não fora metade da agressividade que esperava aplicar, portanto apenas expressou seu ponto de vista enquanto deixava o cyborg meio confuso com um ponto ou outro, porém não quis abrir a boca e continuar com aquilo, pois Tyr parecia devidamente decidido no que falava e dado os embates anteriores, trocar palavras era inútil, quase desnecessário. Ele olhou-o visivelmente irritado, a face rubra, mas logo seu braço liberou uma pequena fumaça como um bule quente e isso permitiu que o homem relaxasse.

Tyr virou o rosto e logo mandou que todos que estivessem com os canhões disparassem, avistando o monstro que se aproximava e trocando o foco levemente, observou que o barco do esquadrão 13 se aproximava, mas quem estava no convés fez seu sangue borbulhar quando se lembrava do que houveram feito consigo. Não poderia ir até lá e soqueá-los no momento, então gritou para que atirassem sem pensar na munição, o importante era parar o cogumelo antes que não houvessem mais preocupações algumas com suas vidas.

Os canhões foram apontados e assim que se alinharam diante da criatura, ouviu um estouro que fora deveras próximo do jovem de cabelos brancos, impactando-o apenas com o som e sentindo o eco em seus pulmões. O barulho não era de apenas um tiro e sim, de um conjunto. Logo em seguida veio outro e assim começaram em fileiras, formulando um efeito dominó que os mais acima atiravam e dava, indireta permissão para que os debaixo fizessem o mesmo enquanto eles recarregavam, assim, quando chegava nos mais próximos da praia, os de cima já tinham recalibrado para cometer um segundo disparo e assim, consecutivamente, sendo muito mais efetivo do que a Marinha estava fazendo em mar.

A criatura recebeu os tiros na face e aguardou que parasse, como havia a brecha nos ataques anteriores, se encolheu, porém não havia descanso para o gigantesco perverso e aos poucos ele ia diminuindo enquanto seu corpo começava a inflamar em meio a grunhidos de dor. Velgius sorriu.


- Aí está o seu perigo. Aí está a necessidade da Marinha. Parthevia tem sua própria armada de defesa, não precisamos de vocês. Cuidem de ilhas que não tenham, como Beyond ou Dawn Village. Aqui eu te mostro o poder do meu rei, permitindo que a atuação da sua organização seja feita para os necessitados e não conosco. Nós somos fortes. Nós somos um reino. Nós somos Davash.

Um marinheiro vinha e enfiava a espada no antebraço do Red Head e logo em seguida, Ignus ordenava que Kyara pulasse no homem, que com a mão livre empurrou a loba para o chão, onde ela caiu pesadamente em um choro de dor, dando brecha para que o rapaz de cabelos de fogo viesse em uma voadora e quebrasse o braço do maior, soltando automaticamente as vestes de Akin.

- Saia daqui, Akin! Esse agora é o meu campo de batalha! Prepare-se para aportar! - Ignus caía no chão e logo recebia um soco no estômago que o fazia cuspir saliva e ar enquanto seus olhos se arregalavam. A força aumentada do Red Head por ter comido o cogumelo em sua cabeça fizera que Ignus ficasse momentaneamente fora de combate, mas ele também era veloz, brutal e extremamente agressivo (um dia normal para Tyr, basicamente) e assim que acertou o golpe no marinheiro, ergueu o punho e enfiou o pé sobre a barriga do caído, afundando-o na madeira que estalava enquanto rachaduras se criavam no convés. Kyara saltou e mordeu o braço do homem, que já concluiria seu combo com um soco. Ele fez um movimento brusco com o braço, mas a loba não soltou com seus dentes afiados firmemente penetrados na carne, então ele decidiu que era melhor se deitar e o fez sobre ela, que nem teve como soltar som algum, sendo abafada pela quantidade de músculos. Ele ia matar a ambos quando de repente um balde de água salgada a recém retirada do mar cobria a ambos e como se todo seu corpo queimasse, o maior saiu de cima da Kyara que também tinha uma pata quebrada e parecia desmaiada ou morta, Ignus não conseguia se levantar, não desacordado, mas deitado enquanto lutava para não perder a consciência. Houveram gritos de dor enquanto os marinheiros começavam a pegar outro balde, interrompidos por Amoc que não tinha força alguma, mas velocidade e inteligência, usando de seu corpo pequeno para empurrar os marinheiros do convés, correndo antes de ser pego e retornando para bater em suas mãos ou pés, não permitindo que realmente avançassem.

Antes que fosse pego pelo fogo cruzado, Akin desceu a escadaria em direção da enfermaria aos tropeços, apressado que estava em averiguar como estava o capitão e se os marinheiros não dessem conta nos andares de cima, ele precisava de um plano de contingência com as autoridades dali, deixando que a linha de frente enfrentasse o grosso.

Passou correndo pelos corredores, mas eles pareciam muito mais longos do que realmente eram, o suor escorria por suas madeixas e seu coração estava acelerado enquanto explosões ocorriam acima de todos, sempre havendo a possibilidade de algo acertá-los enquanto se moviam como dava em direção do porto.

Não havia como abrir a porta da enfermaria, então bateu de ombro nela enquanto colocava a mão na maçaneta, forçando sua entrada e diminuindo sua velocidade enquanto ainda era jogado contra a parede. Olhou para o local extremamente bagunçado e ainda com poças d'água pelo giro que fizeram antes, Rincon estava ali, amarrado numa cama e com um suporte na maca, este com uma pequena vasilha contendo gazes sujas de sangue e secreções, assim como pele morta, ele dormia tranquilamente, possivelmente dopado. Sefos também era presente e ele tirava a pressão de Kuro, o velho marinheiro que sem camisa, mostrava todas suas cicatrizes de batalha (diversas na região do pulso, sendo este costurado). Seu olhar era afiado e ele voltava-o para Akin como se fosse um inimigo, desconhecendo sua presença. Colocou uma grossa mão no peito do médico, mas este usou de suas duas para abaixá-la, mostrando que não havia perigo com a presença do rapaz.


- Ele não é perigo... É seu segundo recruta, capitão e devo dizer, ele não deveria limpar o chão, assim como aquele seu pupilo de mais cedo. Ambos estão coordenando essa defesa como se fossem você e Rincon. - O médico se babava um pouco falando, não tendo exatamente consciência disso enquanto embaralhava as palavras, tendo de decifrar um pouco, mas sua voz era forte o suficiente para não restar dúvidas do que dizia. Ele fazia exames rápidos apenas para constar que o homem estava bem enquanto bebia um pequeno licor, esforçando-se em prestar atenção nas duas coisas ao mesmo tempo.

- Já chega! Estou bem! Preciso de minha espada! - Ele empurrava Sefos enquanto se levantava e era possível ver como seu corpo era grande e apesar de velho, seus músculos eram muito definidos. O boêmio tentava empurrá-lo de volta para a maca, mas não conseguia, visto a parede que havia ali. - Eu já demonstrei fraqueza demais em ser capturado e humilhado, mas você sabe que não é isso o problema! Temos traidores da pátria que estão colocando em risco Parthevia e eu estou aqui, sentado e descansando enquanto meus homens batalham por mim! Um recruta está com todo o peso de minha posição, ele não merece esse tipo de azar!

- Capitão... - Arrotava com um bafo notório. - Dizer isso é como colocar Rincon abaixo de todos nós. Não seja... Não seja idiota, você tem sorte de terem mantido-o vivo. Se você cair em batalha, o que restará para nós sem um líder?

- ... - Ele mostrou os dentes em uma careta enquanto retornava e sentava-se, permitindo que novos exames fossem feitos, agora em sua respiração e toques pelo torso, procurando costelas quebradas ou órgãos fraturados. - Garoto, aproxime-se. - Assim que o fizesse, logo ele colocaria a mãozorra na cabeça de Akin e puxaria-o para perto, abraçando-o com um braço enquanto permitira que o médico continuasse com seu trabalho. - Obrigado por segurar as pontas de todo mundo. Ninguém esquecerá o que fez aqui e tenha certeza de que eu os lembrarei, somos gratos por sua garra. - Sua voz não era forte ou agressiva como antes estava com Sefos, mas agora, era calma, paternal e pelo que Akin houvera ouvido sobre ele, possivelmente ele seria sempre assim com os marinheiros. Aquele singelo abraço fora relativamente curto, mas pareceu ser bem maior enquanto o calor do corpo do capitão era algo quase como um afeto, um cuidado em descobrir se o próprio recruta estaria bem com aquilo tudo. Soltou-o e permitiu que se distanciasse-se e falasse o que queria.

Purupurupuru~~~


- Akin! Saia de Parthevia imediatamente! Ajudaremos o posso a ir para outras ilhas como refugiados! Não temos poder contra isso! - Era estranho ver Agosto tão eufórico e em pânico, pois a situação parecia parcialmente resolvida assim que os soldados de Davash iniciaram um ataque, aumentando o poderia militar dele, tendo apenas como um grande "porém" a dupla em seu convés, mas que assim que chegassem em solo, não teriam como combater a todos os soldados e marinheiros, e com sorte, caçadores de recompensas que estivessem na área.

Vendo que iria perecer ali, o gigantesco cogumelo não teve outra oportunidade se não engolir uma grande quantidade de ar, tentando manter o seu tamanho e após alguns segundos com "a respiração trancada", como uma bomba, ele soltou uma névoa esverdeada cheia de esporos, encobrindo a sua presença assim como escondia a praia. Como a criatura estava próxima do barco do Esquadrão 13, imediatamente todos os marinheiros no convés foram tragados por aquilo e Akin não percebeu por estar com outros três nos andares inferiores. Agora, para Tyr, ele via aquilo vindo em extrema velocidade, pois sabia que se inciasse uma corrida, não iria percorrer mais que dez metros antes de ser tragado.

Aquele conjunto de esporos já havia sido visto por ambos, na ilha Mush Room e por causa daquilo, Tyr e Akin tinham cogumelos extremamente efetivos em suas cabeças, o que não parecia nada muito desagradável além da falta de visão que se instalava, essa, que fizera um grito ecoar em repetição, inicialmente por Velgius e logo em seguida pelos soldados.


- Cessar fogo! Cessar fogo! - O cyborg gritava enquanto girava seu braço como uma broca, tentando empurrar para longe os esporos, mas estes apenas giravam ao redor, como em um liquidificador. Ele puxou suas vestes e cobriu o nariz, gritando sem parar. - Não temos visão do adversário e podemos atacar sem querer a Marinha! Cessar fogo! - Os últimos tiros eram dados e logo os sons metálicos dos canhões e dos estouros cessavam, dando lugar a gritos de pânico e bateção de pé, onde alguns presentes começavam a correr para lá e para cá. Dada a falta de visão, Tyr não conseguia exatamente ver de onde vinha e estava com apenas Velgius em seu campo de visão.

- Segurem-se! - A.K.A. gritava enquanto o barco agora sofria danos e Akin sentiu isso após ser jogado no chão, escapando dos dedos de Kuroneko que tentou pegá-lo, mas o solavanco fora tamanho que ele mesmo caiu para a frente enquanto Sefos correu, ignorando a ambos, segurando a maca de Rincon para que o mesmo não sofresse danos maiores.

O barco deles perdeu visão e eles iniciaram uma entrada no porto que arrebentou a madeira dada a velocidade, sem chance de diminuir normalmente enquanto adentravam arrebentando toda a prancha e fazendo até o barco abrir caminho em terra, subindo na praia onde estava Tyr. Uma risada ecoou pelo local.


- Titanborn! Titanborn! - A proa se mostrava, erguendo pedras e empurrando terra em direção dos canhões. Uma voz infantil e que aparentemente se divertia com tudo aquilo procurava por uma pessoa em específico. - Eu sei que você não deixaria a briga para trás! Venha brincar conosco enquanto Davash segue o seu mesmo destino! - O movimento do barco subindo com força trazia consigo uma lufada de ar que abria uma cortina e mostrava o gigante de madeira e metal indo em direção dos soldados e consequentemente, Tyr. Na beirada, diretamente na ponta do navio como se ele fosse realmente o rei do mundo, desbravando a entrada turbulenta na ilha de primeira mão, Amoc estava de pé, em uma pose que permitia ele se firmar enquanto se segurava em uma corda, observando, procurando pelo suposto traidor. - Povo de Parthevia! Ozwen está aqui! Davash cairá e essa ilha será de vocês, não interfiram e procurem abrigo!

Gritos de agonia agora ecoavam ao redor de Tyr e se ele virasse o rosto, veria que alguns soldados estavam começando a sofrer mutações dados os esporos, estes não sendo como os de Akin ou do próprio de cabelo branco, mas sendo os que ele recebeu a explicação de serem "os roxos", aqueles que demonstravam algum defeito e isso deformava os orgulhosos soldados, dizimando ou incapacitando-os apenas por respirar aquilo e aparentemente, não havia efeito no jovem.

- Pobres Cabeças-Ocas, vocês não conhecem os esporos de Mush Room? Em nossa ilha, eles trazem benefícios, mas longe dela? Em outro clima? Outro ambiente? Eles são venenosos, parasitas. Posso listar o que ocorrerá em quem respirar isso, vocês querem? Falência múltipla dos órgãos! Hemorragia interna! Cegueira! Tumo-

- Ali! - Uma voz que parecia mais um rosnado vinha de trás de Amoc, interrompendo-o, mas não causando alterações nele, pois sentou-se onde estava, ainda acima de todos na beirada do navio e com uma corda em mãos. O terror veio mesmo acima de si, pois após um único pulo, o Red Head transformado vinha como um míssil, caindo diante de Tyr e criando uma cratera em sua frente, o braço quebrado e com uma espada trespassada era novidade, assim como sua pele vermelha e tamanho avantajado, era como se fosse uma pessoa diferente. Ergueu-se lentamente como que analisando a expressão do Titanborn e com a mão boa, pegou o pulso do quebrado e puxou para colocar os ossos no lugar da maneira mais dolorosa, retirando a espada e jogando-a longe. Tentou soquear os punhos como um boxeador que inicia o combate em conjunto do sino, mas o outro braço parecia machucado demais para seguir o movimento, esguichando sangue do ferimento. Mas ele não se importou com isso, consciente que venceria Tyr com apenas uma mão boa. - Você deveria ter morrido na queda, Titanborn!

- E você não deveria ter vindo na minha ilha! - Velgius usava de sua típica técnica de surgir do nada e desferir um soco sem aviso, tendo se escondido na névoa e esgueirando-se até surgir na frente do Red Head, entre ambos brutamontes e desferindo um soco de baixo para cima. Para sua surpresa, o braço mecânico, que não era nada comparado ao antigo, agora amassava o punho enquanto soltava fumaças. Não aceitando aquilo, o inimigo estendeu a mão para a frente e Velgius saltou para trás, tropeçando nas pedras da cratera e antes que pudesse cair de costas, o maior conseguiu agarrá-lo pelo punho, jogando-o para cima e preparado para batê-lo com todo seu corpo atrás de si (mais ou menos como um gorila faria para quebrar os ossos de alguma criatura menor) e em meio ar, vendo que possivelmente não sobreviveria e se o fizesse, teria danos demais para continuar em combate, o pesquisador desacoplou o braço e rodopiou no ar, caindo um pouco além do que esperava e tendo de saltar, rolando em seguida após ter a prótese jogada contra si. A força fora tamanha que parecia que um corpo de metal estava saindo debaixo da terra.

- Vamos, Titanborn, agora você se alia aos seus executores? - Amoc caçoava de Tyr, seguro no navio onde estava Akin. Sua voz ecoava pela distância e Velgius ligou os pontos. Carta e a forma como ele chamava a Tyr especificamente. Ele tinha alguma relação com o falecido.

- Você... Seu ódio por Davash é por causa de uma execução de um mero pirata?! Estamos a um passo de uma guerra por causa disso?!

As coisas apenas pioravam enquanto o cogumelo gigante houvera sumido.

Se Akin resolvesse subir para os andares superiores, notaria a porta fechada, impedindo que os esporos adentrassem e chegasse até eles, assim como também veria que a vedação do navio, que originalmente era feita para negar que água adentrasse, agora barrava a entrada dos nocivos cogumelos no ar, mas que a janelinha de acesso mostrava que a visão lá fora era precária. Ele também não poderia ficar muito tempo, pois o combate que se desencadeou no convés criou muitas rachaduras e que permitia que doses pequenas adentrassem.

No convés, diversos marinheiros estavam deitados no chão, sendo em destaque Ignus e Kyara, jogado contra um parapeito e abraçados, a loba com as patas dianteiras sobre o dono como que cuidando de um filhote, mas de cabeça baixa enquanto tossia e choramingava.

Na cabine de navegação, A.K.A. e mais um grupo estavam presos, não tendo proteções para sair e ajudar os demais, deixando que o ataque em Parthevia tivesse continuação sem eles. Alguns estavam já contraindo cogumelos roxos em suas cabeças e sem a presença de Sefos, eles faziam o óbvio, que era retirar o fungo da pele deles, mas que mesmo assim não diminuía os sintomas. Era possível vê-los pela janela de observação e de fato, mesmo que tapassem os narizes e boca com um pano, o combate houvera aberto muitas feridas neles, que talvez fosse até mais perigoso.
mp
^
T. Wall
 Posted: May 30 2018, 10:48 PM
citar


T. Wall




N/A



194 posts

Ficha

T. Wall is Offline

Estagiário




 


“Suas palavras são vazias, marinheiro, e ouso ainda dizer que são inocentes”, as palavras de Amoc pareciam um soco no meu estômago. Confrontado, não sabia bem como reagir. Uma gota de suor escorria pela têmpora, passando pela bochecha e desgarrando-se na altura do queixo. Não disse nada. Numa das poucas vezes, fiquei sem palavras. Porém, há momento que a melhor resposta é aquela não dita.

O que veio a seguir me fez processar por um instante todas as informações. E, por um instante, me senti tão pequeno e inocente.

Quando estava para alcançar o acesso a parte interna do navio, um solavanco. – U-uou... O q-q-quê?! – Arregalei os olhos quando percebi as costuras do meu blusão estralando, reclamando pelo puxão do homem-cogumelo avermelhado e musculoso.

Para minha sorte, porém, os marinheiros tinham entendido a minha retirada estratégica e interviram. Um enfiou a espada no antebraço do inimigo, enquanto Ignus e Kyara engajavam no combate. Assim que fui liberto, entrei à toda – quase catando fichinha – porta à dentro, fechando-a. Não olhei para trás, mas percebi que a briga começava no convés.

E, naquele ponto, sentia-me um pouco covarde por estar mais preocupado em coordenar e guiar os marinheiros do que necessariamente entrar em combate. Mas havia uma explicação: considerava-me fraco. Ora, cheguei desmaiado ao navio, fui confrontado com uma realidade de tripulantes ex-bandidos e passei por tanto para chegar até ali naquela aventura. Não queria fazer a minha liderança retórica sair por terra num primeiro combate. Um líder, acima de tudo, precisa ser forte. Liderar pelo exemplo.

Liderança eu tinha, já o exemplo...

Desci as escadas aos tropeços, apoiando-me por entre as colunas de madeira do interior. A respiração ofegante, intercortada. Passei correndo pelos corredores sem dar atenção a quem quer que seja. Sabia muito bem o caminho para a enfermaria, foi onde praticamente “nasci” dentro da tripulação. Porém, o caminho parecia mais distante do que realmente era... Havia errado o caminho?

Minha mente me pregava peças até que finalmente reconheci o afro rosa do Comandante Rincon numa maca. Próximo ao leito algumas gazes sujas com sangue e secreções. Preferi não olhar à fundo, mas ele parecia sem risco de morte. Quando lancei o olhar adiante vi Sefos, que media a pressão do capitão Kuro. Olhei meio sem jeito, recuando institivamente quando vi o Capitão e seu olhar faiscante em minha direção.

Seu tronco sem vestes, exibindo cicatrizes de incontáveis batalhas, os pulsos costurados das incontáveis vezes em que tentou tirar sua própria vida em penitência como capitão daquela tripulação de renegados. Sefos afastava a desconfiança do capitão, introduzindo-me ao capitão. Ainda hesitava, sem saber o que fazer. O capitão, então, empurra o médico, levantando-se e me dirigia a palavra:

Eu já demonstrei fraqueza demais em ser capturado e humilhado, mas você sabe que não é isso o problema! Temos traidores da pátria que estão colocando em risco Parthevia e eu estou aqui, sentado e descansando enquanto meus homens batalham por mim! Um recruta está com todo o peso de minha posição, ele não merece esse tipo de azar! – Escutei a réplica de Sefos em silêncio, não sabia como reagir.

Aquele homem que havia ouvido falar apenas na boca de outros, finalmente na minha frente. É como se estivesse conhecendo alguém que era fã desde criança, uma espécie de sonho realizado. – Garoto, aproxime-se. – Quando ele me disse isso, instintivamente bati as duas pernas, prontos para fazer o movimento de continência, em respeito ao capitão.

Porém, no meio do movimento, fui surpreendido com afano na cabeça e um puxão. Não consegui bater a continência, mas já estava envolvido num abraço de gratidão. – Obrigado por segurar as pontas de todo mundo. Ninguém esquecerá o que fez aqui e tenha certeza de que eu os lembrarei, somos gratos por sua garra. – Não consegui ter outra reação que não chorar.

Como outrora, ali naquela mesma enfermaria, mas desta vez um choro de alegria. De gratidão. Aquele abraço foi praticamente o meu pedido de alistamento tácito, no fundo do meu peito sentia isso. – Snif... Humpf... O-obrigado.... Capitão Kuro-sama! – Respondi em meio aos pigarros e soluços.

No momento seguinte, afastei-me, e engolindo a seco fiz um reporte – agora formalmente batendo continência:

Senhor, estamos trabalhando em duas frente. Nós do navio fomos ao seu resgate e o capitão Agosto da base de Arkhen está nos dando apoio. Dois cogumelos, Amoc e um de cogumelo vermelho, vieram com você desacordado. Estamos retornando ao porto de Parthevia. Os nossos homens, liderados por Ignus, estão lutando no convés. A criatura-fungo está sendo contida pela frota do Capitão Agosto e também pela população de Parthevia que está sob a liderança de Tyr Titanborn, que estava com o Capitão no topo da criatura e resgatei com a ajuda de Velgius de Mush Room.... – Assim que terminei aquela parte, o Den Den Mushi no bolso do meu blusão começou a tocar. Retirei o objeto que reproduzia a voz do Capitão Agosto:

Akin! Saia de Parthevia imediatamente! Ajudaremos o posso a ir para outras ilhas como refugiados! Não temos poder contra isso! – Olhei para o capitão, entregando-lhe o Den Den Mushi, dizendo enquanto isso:

Ca-pitão Agosto-sama, o Capitão Kuro-sama já está recuperado e assumirá o controle daqui em diante. Obrigado pelo seu apoio! – Agradeci.

Nesse momento, senti um solavanco no navio, caindo de cara do chão da enfermaria. Em seguida, o choque iminente do navio batendo em algo. Apoiei as mãos após alguns instantes, erguendo-me e olhando para ver se todos estavam bem.

Deve ter acontecido algo lá em cima. Vou checar, Capitão, veja o que fazer com o Capitão Agosto. Não podemos deixar Parthevia nessa situação. Sefos, tem uma informação importante, os homens-cogumelo tem algum tipo de reação alérgica a água do mar... Veja o que pode ser feito... – Então fiz o caminho inverso, de volta para a porta de acesso ao convés.

Ao chegar na mesma, hesitei em abrir. Percebi que estava tudo cinzento do lado de fora. Como se uma grande bomba tivesse explodido e a fumaça ainda estivesse no convés. Observei de relance os companheiros no convés tossindo e passando mal com aquela fumaça. Desci rapidamente até a enfermaria.

Tem uma fumaça estranha e os companheiros no convés estão passando mal... algum tipo de doença, sei lá... Tem alguma máscara para proteger a gente? – Procurei por máscaras cirúrgicas até Sefos indicar onde tinha ou quando encontrasse. Entreguei uma para cada um deles. – Usem, nos encontramos lá no convés!

Corri com um pacote de máscaras, utilizando uma obviamente. Abri a porta sem hesitar. Peguei a máscara e com a visão baixa fui tateando até encontrar os marinheiros, entregando-lhes as máscaras. Dizia que Sefos estava a caminho para ajudá-los, assim como o capitão Kuro. Por algum motivo, não sentia nenhum dos efeitos nocivos. Porém, ouvia aquela voz irritante...

Pobres Cabeças-Ocas, vocês não conhecem os esporos de Mush Room? Em nossa ilha, eles trazem benefícios, mas longe dela? Em outro clima? Outro ambiente? Eles são venenosos, parasitas. Posso listar o que ocorrerá em quem respirar isso, vocês querem? Falência múltipla dos órgãos! Hemorragia interna! Cegueira! Tumo- – Apertando os olhos, vi que Amoc estava na proa do navio, vangloriando-se de quem estava no convés. – Vamos, Titanborn, agora você se alia aos seus executores?

Sorri, percebendo que Tyr havia conseguido fazer sua parte em terra. Sem pensar duas vezes, postei-me diante de Amoc:

Chega... Seu passe grátis acabou, Amoc. Dê o fora do convés da minha tripulação ou vou ter que tirar com chutes na bunda... – Sorri, resoluto. Havia entregue o pacote de máscaras para que os meus companheiros repassem aos demais. Apenas um paliativo. Confiava que Sefos viria com uma solução.

E agora, colocando os braços à frente do corpo, e as pernas arqueadas. Começava a gingar na frente do homem-cogumelo, iniciando a dança de combate de Gambhia: a capoeira. Na minha mente, é como se houvesse um batuque imaginário, os atabaques de meu povo, assim como o som do berimbau – um instrumento de corda característico de meu povo – dando ritmo ao gingado. Para o lado e para o outro do convés. Um convite ao combate... Continua me considerando fraco, porém precisava me provar. E a prova viria agora, uma prova de combate!

Quando Amoc desse uma janela de oportunidade, avançaria colocando as mãos no chão do convés e com um impulso, daria um Boca de Blusa no mesmo, para lançá-lo de cima do navio para o porto de Parthevia...



#008 | @South Blue | !2 – Não existe descanso para a marinha!


Spoiler
QUOTE
PECULIARIDADES:

[RACIAL] Recuperação Espantosa (1PE): O personagem possui uma recuperação fora do normal, seja para dores ou para fadiga. Enquanto uma pessoa normal estaria de cama, recuperando-se duma batalha, você já está ativo e pronto para a próxima. Geralmente, o personagem possui um tipo preferido de recuperação (ex: comendo ou descansando).

[RACIAL] Sincronismo Natural (1PE): O personagem uma habilidade natural para se adaptar aos diferentes estilos de combate de seus adversários, sendo capaz de aumentar sua eficiência conforme estende suas lutas.
Benefício: A partir do terceiro turno de combate contra um inimigo em particular, o personagem recebe um bônus +1 nas jogadas de acerto, dano e defesa, e esse bônus aumenta em +1 a cada novo turno, até um máximo de +3. Esse benefício só pode ser usado contra um oponente por vez, e é perdido ao final de cada combate.

Aceleração (1PE): Você é mais ágil que o normal e pode realizar ações e correr mais rápido. Esta Vantagem permite realizar uma tarefa que normalmente tomaria sua movimentação no turno, como recarregar uma arma ou desativar uma bomba, porém ela não permite atacar mais do que o estipulado pelo mestre.
Benefício: Interpretativo; Concede um bônus +4 em Agilidade.

APRIMORAMENTOS:

[RACIAL] Equilíbrio Perfeito (2PE): Em condições normais, o personagem sempre consegue se manter em pé, independente de quão estreita é a superfície na qual ele está andando (uma corda esticada, uma saliência, um galho de árvore, etc.).
Benefício: Interpretativo; Recebe um bônus +4 contra testes de derrubar, e tem 25% de chance de ignorar o estado "derrubado".

Investigador (1PE): O personagem sabe usar a lógica e coletar pistas para traçar perfis e adquirir informações sobre pessoas e missões. Pessoas normais podem investigar, mas este aprimoramento garante que seu personagem seja bem acima da média em seu sucesso.
Benefício: Interpretativo; Permite que o personagem possa obter informações através dos mais variados recursos, como lábia, sedução, suborno ou tortura.

Estrategista (1PE): Você possui uma capacidade tática notável, consegue organizar melhor as tropas e fazer planos notáveis. Provavelmente você passou no Teste de Einstein.
Benefício: Pessoas que seguem o plano feito pelo estrategista recebem um bônus +1 em todas as jogadas enquanto os acontecimentos estiverem dentro do planejado. Este bônus é perdido quando os personagens deixam de seguir o plano ou quando os acontecimentos se desviam em excesso do previsto.

Liderança (1PE): Não importa o método usado: intimidação ou carisma, o fato é: você indiscutivelmente é o chefe. Você dá as ordens e é obedecido, sendo que é uma qualidade indispensável para um capitão de tripulação.
Benefício: Interpretativo. Aumenta as chances em +25% de ser ouvido e ter suas ordens acatadas pelos NPCs ao redor.

Le Parkour (2PE): É uma atividade onde seus adeptos percorrem um caminho cheio de obstáculos e tem por finalidade chegar ao final do percurso em menos tempo. É composta por escaladas, saltos e outras manobras arriscadas na intenção de superar obstáculos rapidamente. Soma com Acrobata.
Benefício: Concede um bônus +1 nas jogadas de defesa e agilidade, e ignora penalidades por terrenos difíceis.


QUOTE
¹Lista de golpes da capoeira
user posted image
user posted image



This post has been edited by T. Wall: May 30 2018, 10:54 PM
mp
^
Tyr
 Posted: Jun 3 2018, 05:21 PM
citar


Tyr




Zatsuyo



114 posts

Ficha

Tyr is Offline

Fan-Ficker






Tyr definitivamente estava superando seu desejo interno de correr atrás de Davash. Sua mente estava mais concentrada em parar a criatura e proteger a cidade do que qualquer outra coisa! Seus olhos não saíam do enorme cogumelo, seu pensamento passeava na possibilidade de ter de combater um exército de fungos e a confusão que aquilo seria contra o exército do rei. Rangia seus dentes, expirava com força enquanto fechava os punhos e em meio a gritos alternados de "Fogo!" e "Atirem!" tentava maquinar o que faria se uma guerra começasse naquele lugar. Deixaria eles se matarem?! Olhava para o braço machucado e praguejava. Foi quando ouviu Velgius outra vez.

- Tsc. Você não cansa de puxar o saco desse rei?! Mas que merda. - Tyr sequer olhava para Velgius, não tirava os olhos da enorme criatura. - Ele deve ter um saco aço pra não ficar toda esticado. - Expirava mais uma vez e se colocava de pé, procurando pelo navio do seu esquadrão. Fechou um pouco os olhos, forçou a vista para então ver o grande monstro prendendo a respição! Tyr levantou a sobrancelha e faz uma expressão confusa. Olhou para Velgius com o canto dos olhos, como se esperasse que ele fosse falar algo. Como ele não falou voltou a olhar para a criatura e então a surpresa! - O QUE É ISSO!?

A primeira reação foi colocar o nariz no ante-braço para diminuir a inalação de seja lá o que era aquilo. Então olhou para os demais homens e ver como ele estavam, mas nada via além do próprio Velgius. - Maldição, que merda é essa?! É daqueles cogumelos?! Isso é mau!! - Dava alguns passos para frente, como se procurasse o barco em meio àquela nuvem de esporos e então ouviu algo que fez seu sangue ferver. Algumas veias pularam pelo seu rosto e seu punho se fechou com força mais uma vez! Agora já nem estava mais protegendo o nariz com o braço, mas sim tentando controlar sua raiva ao ver Amoc novamente.

- Grrr... - Quando se virou finalmente pôde ver o efeito dos esporos! Imediatamente abria a palma da mão e olhava para ela, virava a mão e o ante-braço para notar que nada sentia. "Porque isso não me afeta? Bem...Bom!" Se perguntava apenas por curiosidade, mas sem perder o foco. Infelizmente não poderia ajudar os soldados, mas se continuasse de pé poderia lutar. Nisso ele era bom.

Enquanto Amoc falava qualquer coisa sobre o efeito dos esporos a pergunta sobre o porque dele estar no barco da tripulação finalmente vinha a sua mente."...o capitão!" Foi como num estalo. Arregalou por um instante os olhos para ver uma imagem do capitão e o restante da tripulação todos mortos. Via claramente Akin e os outros em meio a um banho de sangue no convés. Qual seria a outra opção afinal? Tyr abaixou a cabeça e já bufava feito um animal outra vez. - AMOC VOCÊ- - Quando gritou para interromper o discurso do pequeno cogumelo viu algo ENORME pulando o convés. Não conteve a surpresa, mas tão logo notou quem era logo concluiu quem provavelmente fora o responsável por acabar com o esquadrão. - Grr....o que vocês fizeram com a tripulação, aberração!? COMO VOCÊS CHEGARAM NO NAVIO?! O QUE FIZERAM COM O CAP- - O sangue já fervia e corria pelas suas veias, porém mais uma vez era interrompido por Velgius tentando atacar o grandão.

Apesar da demonstração de força, Tyr não se deixou intimidar nem um pouco! Estava resoluto. Acabaria com aqueles cogumelos primeiro e todo o exército rebelde se fosse necessário. Não era arrogância de achar que faria isso, mas a certeza de que no mínimo morreria tentando. Quando estava prestes a gritar mais uma vez o que havia acontecido com o capitão, ouvia a provocação de Amoc e o comentário de Velgius. Desta vez Tyr olhava para o cyborgue e com uma boa dose de sarcasmo evidente gritava. - CLARO VELGIUS. EU COMECEI ESSA MERDA DE GUERRA PORQUE VOCÊS MATARAM A PORRA DE UM CRIMINOSO PROCURADO. EU. UMA CRIANÇA QUE UM PIRATA CRIOU FOI CAPAZ DE PLANEJAR ESSA MERDA TODA. VOCÊ TÁ SE OUVINDO!? OU CONSEGUE PARAR DE PENSAR NO REI POR UM SEGUNDO?! JÁ ESQUECEU QUE PARTHEVIA ESTÁ SOB ATAQUE!? VÊ SE ME ESQUECE! TCH! O VELHO PAGOU PELOS PECADOS DELE. EU NÃO ESTOU AQUI PRA PRA VINGAR ELE. JÁ DISSE! - Virou-se apontando para o grandão - O QUE VOCÊS FIZERAM COM A TRIPULAÇÃO!? GRANDÃO...EU SÓ VO PERGUNTAR MAIS UMA VEZ. - E começava a dar passos pesados na direção da criatura. A expressão de Tyr era mais ameaçadora do que qualquer coisa. Se tivesse os machados que seu pai costumava usar, provavelmente seria confundido com o próprio. - O QUE. VOCÊS. FIZERAM. COM ELES?! - Desta vez um grito, o tempo que o cogumelo grande teria pra responder era o tempo que Tyr levaria para correr e tentar dar um belo de um burro na boca do estômago do cogumelo! - ROOOOOOOOAAARRRRR!!!!!!!!
mp
^
Puknuti
 Posted: Jun 12 2018, 12:54 AM
citar


Puknuti




N/A



8 posts

Ficha

Puknuti is Offline

Aventureiro




=========================
Alguns minutos antes...
=========================

Uma diminuta criatura andava abaixo das sombras das paredes de Parthevia. Tinha no peito e no boné estampado gloriosamente o emblema da Marinha. Para um bom observador, porém, era possível ver que aquele uniforme não era exatamente "oficial".
Uma das anciãs da sua tribo, Bogghan, a viu interessada em tornar-se marinheira e costurou para ela a farda com as adaptações necessárias para seu tamanho. O bordado ficou um pouco fora de padrão, o azul é levemente diferente e a gaivota ficou um pouco torta, mas foi tudo feito com amor e gratidão.
Infelizmente, amor, gratidão e um uniforme não são suficiente para te tornar um marinheiro. Mas a anã Puknuti não sabia disso. Vestiu o uniforme e já saiu pro mar para salvar pessoas.

"Vista-se para o cargo que você quer, não para o que você tem."

Parthevia era a primeira cidade que visitava. Ouviu falar que tinha uns tais de "djhins" causando problemas, e resolveu montar umas armadilhas pra ver se pegava um.

Estava voltando da floresta próxima, sempre pelos cantos e sombras, tentando não chamar qualquer atenção para sua existência, quando escutou uma grande algazarra:

Pessoas correndo.
Gritaria.
Um monstro gigante se aproximava pelo mar.

_ Isso é um trabalho para a MARINHA!! _ falou bravamente.

Por descuido, e no meio da algazarra, acabou indo um pouco para o meio da rua exatamente quando uma pessoa a pisoteou sem querer, e depois disso foi chutada por uma multidão que sequer a percebeu, e com ela foi carregada e saiu quicando até perder a consciência.

=========================
Agora...
=========================

Puknuti estava caída e babando numa rua vazia. Piscou duas vezes antes de abrir seus olhos desproporciolmente grandes, desorientada. Apoiou-se no chão e olhou para os lados, ainda meio zonza...

_ Parecia que os cidadãos já evacuaram... Pelo menos daqui. Um problema a menos! _ disse se levantando.

Viu então uma nuvem misteriosa se formando.

_ Isso é...

Tentou alcançar um esporo da nuvem com a pequenina mão, para tentar ver melhor, mas então tirou rapidamente, com um certo desespero.

QUOTE
Herbalismo (RACIAL): Um especialista em vegetais e ervas, seu conhecimento lhe permite compreender diversas selvas e florestas, identificar plantas úteis ou nocivas, ou cultiva-las.


Não tivera tempo para analizar perfeitamente o que era, mas pelos seus conhecimentos básicos de herbalismo e vivência na selva, coisa boa não devia ser!!
Apressou-se em procurar algum pedaço de pano que tivesse por alí. Não devia ser difícil: Quem evacua duma calamidade não pensa em tirar a cueca do varal ou recolher os guardanapos da mesa do restaurante.
Com o máximo de dobras que conseguiu, fez um lenço e amarrou tampando nariz e boca.

_ Eu não sei o que está acontecendo aqui... Mas meu Sentido Marinheiro com certeza me trouxe ao lugar certo!!

Também não sabia exatamente o que fazer nesse tipo de situação. Talvez encontrar um superior para lhe dar instruções fosse interessante.

Terminou de se recompôr e começou a andar por aquele lugar agora desolador. Graças à névoa de esporos, não sabia mais nem exatamente onde estava.
Eis que um grande barulho de madeira se quebrando na direção do porto chegou às suas orelhas. Alguma coisa estava acontecendo naquele rumo!

Fosse madeira para arrumar ou treta para apaziguar, aquele deveria ser o lugar para ela estar.

Foi então correndo na direção do porto, aproveitando-se de suas habilidades de parkour para pular por cima das casas e chegar de maneira mais rápida e furtiva.

This post has been edited by Puknuti: Jun 12 2018, 12:55 AM
mp
^
1 User(s) are reading this topic (1 Guests and 0 Anonymous Users)
0 Members:

Pages: (2) 1 2 
responder
novo tópico
fazer enquete