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Lucilfer
 Posted: Jan 25 2018, 10:00 PM
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— Você consegue me entender? — Balbuciei as palavras com uma dúvida evidente.
— Sim, mestre.

A resposta era mais que esperada, embora ainda fosse uma grande surpresa. Quanto tempo eu tinha gasto naquele projeto? Quantas horas de sono tive que abrir mão para fazê-lo funcionar? Os prejuízos se apagaram sob um reflexo luminoso de sucesso.

— Quanto é dois mais dois?
— Quatro, mestre.
— A multiplicação deste por dois mil e quinhentos e três, elevado a décima primeira potência?
— Novecentos e setenta e três milhões quatrocentos e vinte mil e seiscentos.
— Parece que você deu certo!
— Sim, me… me… me… me…
— EX-35, você está bem?
— Me… me… me…
— Relatar erro. — O bipe repetido continuou. — Reportar condição sistêmica.

Nada. Meu sucesso não durou nem algumas horas. Sequer minutos, na realidade. O pseudo robô entrou em colapso assim que sua capacidade fora posta em prova. Bem, ainda assim era um avanço, nas minhas trinta e cinco tentativas anteriores não havia nem conseguido fazê-lo responder. Seja como for, dei um golpe forte na parte fronta de sua cabeça e deixei que ele descansasse; o movimento fora mais forte que o necessário, afinal, aquela repetição sonora já havia me perturbado o suficiente.

[...]

— Se eu completar esta missão, você financia a peça que procuro? — Disse firme, olhando para meu superior imediato. É claro, aquilo não era uma negociação, e eu teria que fazer uma missão de qualquer jeito como parte do acordo principal: Minha estadia ali dependia da minha ingressão para os agentes do governo. Meu interesse na patente era pouco, mas eles poderiam me oferecer grandes recursos para minhas pesquisas. Portanto, teria que completar missões se quisesse continuar com minhas criações.

— Se for um sucesso…
— Será.

Arrumei alguma coisa aqui e outra ali, e parti para o que julgava ser uma inevitável perda de tempo. Ou, pelo menos, era assim que achava.



Spoiler
Meu personagem está em um campo de treinamento preparatório para virar um agente do governo. Tipo uma escolinha de futebol antes de jogar no profissional. Vai realizar uma missão sem muita vontade, mas vai. É claro, sua animação pode despertar se surgir oportunidades para ele desenvolver sua engenharia. É isso, é nós, mt obrigado


This post has been edited by Lucilfer: Jan 25 2018, 10:06 PM
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 Posted: Jan 30 2018, 09:31 PM
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Após falar com seu supervisor sobre uma possível peça para seus protótipos, o aspirante a agente do governo, Ezx, era escoltado até uma sala. A porta era aberta para ele, e um pequeno tapinha era dado em suas costas. Entrando, era possível perceber que havia pelo menos mais 9 ou 10 pessoas ali, formando uma espécie de fila. Sem muitas opções (e espaço), o garoto se colocava em linha, aguardando sua vez para algo que nem tinha certeza do que se tratava.

Um garoto, também aspirante a agente e o primeiro daquela fila, vociferava energeticamente sobre um pequeno atendente - um homem velho, mas tão miúdo que era possível ter dúvidas sobre sua humanidade. O homem ouvia todos os xingamentos quieto, apenas esperando o aspirante terminar. Quando finalmente o silêncio se estabeleceu, ele abriu a boca, falando com uma voz tão fina que chegava a dar arrepios.

[Velho] — Não posso fazer nada, as missões são dadas de acordo com as habilidades de cada aspirante. — agora o velho se aproximava do papel que tinha à sua frente, lendo o seu conteúdo em voz alta. — Aqui diz que você não tem habilidade alguma. Você falhou em todas as missões dadas. Por isso a sua próxima tarefa será limpar latrinas. Seu protesto de que "isso não é trabalho para agentes do governo" foi anotado e será encaminhado ao nosso intendente. Mais alguma coisa?

O rapaz saiu da fila enfurecido, mas calado. Parece que a noite limpando latrinas seria longa. Mais um tempo se passou e a fila foi diminuindo. Não houve mais protesto algum por parte dos aspirantes, talvez por medo de serem humilhados também. Finalmente a vez de Ezx chegou.

O velho o observou de cima a baixo, ajeitando o grande óculos que tinha sobre o grande nariz. Após algum tempo, falou.

[Velho]— Nome. — disse secamente, e após receber a resposta, começava a folhear um enorme caderno. Ezx se questionava se aquela quantidade enorme de folhas era o exato número de aspirantes a agente. Se de fato fosse, com certeza era um número assustador de pessoas. — Hmmm, deixei eu ler sua ficha. Ezx... aqui diz que você é bom com maquinários e peças complexas de engenharia. Procede?


Off: Olá Lucilfer, serei seu novo narrador! Espero que goste da trama que tenho planejada, qualquer dúvida, crítica ou sugestão é só falar comigo.
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 Posted: Jan 31 2018, 01:23 PM
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Assisti aquela cena ridícula com uma feição não menos formal quanto a dos outros, suspeitando que eles compartilhavam, também, de um desprezo não tão pequeno assim. Além de, é claro, reprimirem algumas pontadas de risadas diante a conclusão final. Quase sempre é assim, aquele que mais fala é aquele que menos faz. Agora, ele que se resolva com as latrinas.

[...]

Demorou pouco tempo até que chegasse minha vez na fila. Assenti respeitosamente para o velho miúdo indicando uma saudação respeitosa, e prossegui com minha reposta. — Eu não me considero tão bom quanto gostaria... Mas, sim, engenharia é uma área pela qual tenho muito apreço. — O tom da fala soou de de maneira concisa, embora as palavras em si fossem duvidosas. Meu recente fracasso parecia martelar sobre minha convicção deixando pouco espaço para minha antiga determinação inabalável.

— O que houve com o Edwin? — Inquiri. Este era o último anfitrião da sala de missão. Ele já conhecia minha vontade, ou a falta dela, e pareceu não só compreender meus objetivos, como também passou a me ajudar. — Sabe, gostaria de não ter que lidar com uma missão muito difícil. Meu potencial é ruim. — O antigo mestre sabia que aquilo não era verdade. Até eu sabia. Então, por quê? Por que não prosseguir um caminho vitorioso? Por que não colher frutos de grandes glórias?

Porque não. Porque eu não era assim. Não queria assumir responsabilidade, nem das minhas habilidades, nem do meu potencial. Não queria me ver obrigado a sair da minha área de conforto. Será que teria o mesmo tempo para dedicar aos meus estudos como agente? Obviamente não. Eu iria postergar minha ascensão o máximo que pudesse ou conseguisse. O que tinha de determinado tinha de preguiçoso, paradoxalmente.



Spoiler
Pode ficar tranquilo quanto a trama, não vou interferir em nada. Na real, a graça é essa.

Tomei a liberdade de criar um personagem anterior ao seu, espero que não se incomode. É só pra poder definir um pouco da história e personalidade do meu personagem, que ficou propositalmente vaga na ficha. Conforme vou jogando, vou ampliando estes parâmetros. Novamente, espero não ter atrapalhado. Vlws é nós

@Waka


This post has been edited by Lucilfer: Jan 31 2018, 01:29 PM
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 Posted: Jan 31 2018, 09:41 PM
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Ezx respondia ao pequeno velho de prontidão, mas uma certa melancolia, quase imperceptível, estava presente naqueles sons.

[Ezx] — Sabe, gostaria de não ter que lidar com uma missão muito difícil. Meu potencial é ruim.

[Velho] — Isso quem vai dizer sou eu. Em relação à Edwin, foi promovido. Ou demitido. Não sei ao certo. Não importa. — falava espaçadamente, enquanto folheava outro caderno, este com páginas destacáveis. Em nenhum momento de sua fala olhou para o rapaz. — Aqui está. — destacou uma página e a entregou a Ezx. — Sua missão. Parece que deu sorte, você vai servir de auxiliar para um agente em seja lá o que ele vá fazer, de forma que sua "incompetência" não deverá causar maiores problemas. Xô xô. — fez um sinal para que o garoto fosse embora.

Ao sair no corredor, o rapaz abriu a folha que lhe foi dada e leu as informações presentes ali:

Agente: Dir Noir
Tipo de Requisição: Auxílio nível 1
Local: Akihabara
Resumo do pedido:

Uma missão está sendo realizada em solo Akihabarense, de forma que se requisita um aspirante a agente para carregar materiais, cuidar de algumas partes burocráticas da missão e acompanhar o agente encarregado nos mais diferentes locais que necessite ir. A missão é de periculosidade desconhecida, embora uma rápida avaliação a coloque entre nível 1 ou 2, com menos de 10% de chance de ser nível 3.

Requisitos do candidato: Deve ter noções de engenharia, de preferência robótica. Também deve saber o mínimo de combate.


Ao término da folha, havia um carimbo do governo mundial e a assinatura do tal "Dir Noir". A letra parecia minuciosamente cuidadosa e até mesmo surreal de tão bela, o que talvez indicasse a personalidade do agente que havia feito a requisição. Abaixo disso, uma observação dizia ao agente quais passos seguir caso fosse selecionado:

"Seguir até o polo de manufatura de Akihabara, ao norte da ilha, e aguardar a chegada do agente responsável até o meio dia, em frente à estátua de Musashi."

Ezx ainda tinha poucas horas, mas sabia que o local mencionado no documento era longe.


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 Posted: Feb 1 2018, 03:28 PM
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As palavras do velho soaram grosseiras aos meus ouvidos, e eu não sabia se era por uma indiferença absoluta diante a meros aspirantes, ou uma rigidez programada que quase todo profissional costuma ter. Uma postura régia e inerte a sua posição, esse sujeito deve ser um veterano de muitas missões, conclui mentalmente.

Seja como for, assenti de novo para o senhor miúdo formalizando minha humilde despedida com uma cortesia educada. — Obrigado, senhor. — Disse baixo, porém decisivo, enquanto partia para fora da sala.

Assim que sai, rasguei o selo governamental do papel e li seu conteúdo prescrito: Uma missão na própria Akihibara, para desempenhar um simples papel de ajudante. Ao que parecia, um destino próximo e uma tarefa fácil, para minha sincera felicidade. Deveria voltar o mais rápido possível pada meus estudos. Sussurrei ligeiros agradecimentos, um para o velho de outrora, e principalmente um outro para a minha sorte.

[...]

A proximidade estabelecida foi uma definição relativa, é claro. Assim seria se comparado a outros continentes, por exemplo. Mas numa perspectiva mais concreta, existia uma grande extensão a ser percorrida em pouco tempo. Já fazia algumas horas desde que comecei a caminhar sobre uma estrada não tão ampla, porém nem tão curta. A paisagem ao redor não tardou a se tornar uma monotonia de imagens iguais, mesmo que não fossem, perante a minha total falta de interesse. Até que chegasse ao ponto demarcado na carta, não me restava muito o que fazer além de andar em silêncio. Eu podia ter levado alguns livros, mas decidi que não seria sensato ter uma distração tão mais atraente do que a própria missão. As vezes a parte orgulhosa de mim falava mais alto, e falhar ia definitivamente contra ela.



Spoiler
Sem muito o que fazer na real, então só andei até lá. É nós

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 Posted: Feb 2 2018, 04:42 PM
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Ezx caminhou por praticamente uma hora e meia, passando pelos mais diversos locais de Akihabara. As construções tradicionais aos poucos foram dando lugar a pequenas cabanas, curtidouros de couro, pequenas fábricas de vidro e uma ou outra ferraria. Era um local pouco movimentado, o que levava a crer que os bens produzidos ali eram posteriormente enviados ao mercado da cidade ou exportado para outras ilhas.

As poucas pessoas frequentando a região eram mais humildes, trabalhadores que provavelmente nem moravam na região - que por sinal, apresentava pouquíssimas residências, a despeito do grande número de edificações de manufatura. Era provável que ao término de seu expediente elas retornassem a suas casas em outra região da ilha.

De qualquer modo, Ezx chegou até uma rua principal, de onde conseguia ver uma grande estátua de Muzashi à distância. Abaixo dela, um ponto escuro estava parado como um poste. Se aproximando, conseguiu perceber que a estátua estava praticamente toda oxidada e caindo aos pedaços; talvez aquela região não recebesse muitos turistas. O ponto preto que vira antes, por sua vez, começou a assumir as formas humanas conforme se aproximava.

Era um agente.

[???] — Você está atrasado 13 minutos e 25 segundos. — falou, erguendo a mão para apertar a de Ezx. — Me chamo Dir Noir, mas você já deve ter imaginado. Não há necessidade de introduções mais específicas. — falou em um tom simpático, porém levemente apressado.

Depois disso, virou-se e pegou uma maleta transbordando de papéis, dando-a para Ezx segurar. — Por gentileza, carregue minha maleta. — e começou a andar, esperando que o aspirante a agente o seguisse. — A central me enviou uma mensagem por den den mushi avisando que minha requisição havia sido atendida, portanto vim lhe aguardar aqui. Vou lhe dar o briefing de nossa missão; vê aquela fábrica do outro lado da praça?

Apontou com o dedo para uma edificação que parecia destoar um pouco das demais. Embora estivessem em akihabara, onde até mesmo casas de manufatura remetiam ao estilo tradicional de arquitetura, aquela construção em específico tinha feições bem diferentes: parecia uma enorme caixa de concreto com pouquíssimas janelas e apenas uma entrada.

[Dir] — É uma fábrica de selantes para navios. As colas e solventes são bastante tóxicas, portanto o local é isolado e os gases gerados lá dentro são enviados diretamente para o meio do oceano através de um gaseoducto. O local é tão insalubre que poucos humanos trabalham ali dentro, e sempre com máscaras. Alguma pergunta?

Não esperou Ezx responder.

[Dir] — Esta fábrica existe aqui pois a matéria prima principal só é encontrada em Akihabara, uma planta que forma uma pasta grudenta e impermeável ideal para ser calefada entre tábuas de navio. Enfim, termos técnicos não nos interessam nesse caso. A questão é que, exigi alguém com expertise em robótica pois os "trabalhadores" na fábrica são robôs.

Olhou para Ezx, esperando qualquer reação. — Bem, não robôs avançados ou algo do tipo, mas máquinas rudimentares semi-humanoides com uma consciência bem limitada. Alguns poderiam chamá-los de computadores com braços e pernas... você verá.

Neste momento, após caminharem enquanto Dir falava, chegaram nas portas do enorme caixote de concreto.

[Dir] — Você deve estar se perguntando qual é nosso papel aqui. Perceba que a fábrica está parada, fechada e com a entrada lacrada. Todos os robôs estão em standby lá dentro. Acontece que houve um assassinato. Um dos sócios proprietários foi achado ontem de manhã com a cabeça esmagada em um dos corredores da edificação, o que parecia ser oriundo de uma pancada com algo extremamente pesado e rígido... exatamente como o braço de um robô. E de fato foi o que ocorreu, encontramos um modelo sem um dos braços. Onde foi parar? Não sabemos.

Dir agora respirou fundo, olhando para o garoto.

[Dir] — Eu sei que isso é muita informação para um dia. — pegou a mala novamente do colo do rapaz, o que o fez se perguntar por que havia carregado ela por aqueles poucos metros que caminharam. — O que quero de você agora é que faça um reconhecimento dos arredores. Converse com os trabalhadores e veja se eles sabem de alguma coisa; se alguém saiu desta fábrica ontem com um enorme pedaço de metal em mãos... coisas do tipo. Enquanto isso vou entrar em contato com a marinha e o dono da fábrica para que liberem nosso acesso. — Tirou um den den mushi do bolso e deu as costas para Ezx.

O garoto agora tinha agumas opções. Logo ao lado da estátua, uma garota pequena vendia alguns bolos, provavelmente feitos pela mãe, para os trabalhadores. Falando neles, aquela praça estava cercada de casas de manufatura. Um homem gordo batia com um martelo em algo que parecia ser uma enorme viga de metal. Ao lado, uma casa envidraçada mostrava vários teares produzindo panos e toalhas. Ali também havia um pequeno bar, uma casa toda fechada, mas com uma calcinha rosa pendurada à porta, uma casa de vidros ornamentais (exalando calor por todos as aberturas) e outra casa com vários pedaços de couro esticados contra o sol.

Todas estavam ocupadas, de forma que Ezx tinha algumas opções. Olhando para trás, viu que Dir Noir falava ao Den Den Mushi. Provavelmente precisaria dar tempo a ele.






This post has been edited by Waka: Feb 2 2018, 04:46 PM
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 Posted: Feb 2 2018, 05:54 PM
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Embora quase toda paisagem fosse ignorada, era fácil concluir que Akihabara era um lugar simples: Construções tradicionais e poucas casas, onde se trabalhava muito e vivia-se de menos. Evitei olhares e tentei passar o mais despercebido possível. Não era nenhuma postura mirabolante, apenas minha costumeira e inerte posição alienada perante quase tudo.

[...]

À primeira vista, aquela estátua parecia algo de certa relevância. Ela se destacava superior no centro da rua principal, soando bastante imponente. O leve reluzir enferrujado do cobre, que deveria trazer uma sensação de velhice a olhos normais, para mim só fazia-na ainda mais elaborada, como se o autor quisesse mostrar os restos imperiais de um futuro arrasado. Ou apenas era como eu queria vê-la. Minhas conclusões autossuficientes de artes inúteis eram impressionantes. Minha divagação teve fim quando o agente pontuou meu atraso. Assenti com a cabeça e nada falei. Explicações de erros são sempre inúteis. — Satisfação. Meu nome é Ezx, aspirante a agente do governo e, nesta missão, seu ajudante. — Respondi a sua aprestação com cortesia e rapidez respectivas às suas. Novamente, voltei ao meu silêncio atento, enquanto carregava sua maleta.

Retive-me a ouvi-lo com precisão minuciosa, sem esboçar qualquer sinal de dúvida ou interrompimento, tentando realizar minha função da melhor maneira possível. — Certo. Vou interrogar algumas pessoas. Com discrição, é claro. — Findei de maneira curta e precisa, sem discutir sua excentricidade em me pedir algo tão inútil, como segurar sua maleta, e logo depois desfazer seu pedido.

É claro, seria muito mais fácil se eu pudesse entrar na fábrica e analisar o fatídico robô sem braço. Ele deveria ter algum sistema de armazenamento, onde ficaria os dados preservados de quando esteve ativo pela última vez, para computar informações como movimentos, peças elaboradas, reservas energéticas, diagnósticos de peças… E o rosto de um possível assassino que utilizou seu braço como arma para um crime. Se sua meticulosidade fosse um problema, duvido que ele teria tempo suficiente para fazer isso com todos os outros funcionários robóticos que pudesse tê-lo visto. Mas, por hora, guardei meu raciocínio apressado e fiz como fora ordenado. Olhando ao redor, deduzi que o melhor lugar para se extrair informações era no bar. É claro, eu deveria peneirar aquelas que fossem úteis dentro do embolado de palavrões, gritos, e histerias de bêbados.

Retirei a parte de cima do terno, diminuindo minha formalidade. Entrei pelo bar e caminhei direto para o balcão, onde sentei e esperei até ser atendido. Pedi ao homem que apareceu uma cerveja forte, e bufei simulando um cansaço forçado. — Alguns meses fora, e parece que tudo mudou. E então, bom amigo, quais as novidades desta pequena cidade de trabalhadores? — A conversa era fajuta, mas o propósito era preciso e sério. Um maníaco correndo com um braço mecânico não seria ignorado tão facilmente. Se alguém o tivesse visto, com certeza aquilo seria comentado.



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 Posted: Feb 4 2018, 02:33 PM
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Entrando no bar, era possível ver que o mesmo estava em um estado decadente. As paredes eram mofadas e o odor era de puro álcool; diferente de bares em regiões mais abastadas, aqui parecia que ninguém ligava muito para nada, contanto que servisse bebida boa. Conforme Ezx avançava em direção ao balcão, alguns olhos de trabalhadores suados voltavam-se para ele.

No balcão, um senhor gordo e bigodudo limpava um copo recém utilizado por um de seus clientes. Ele não falou nada, apenas observando o rapaz até que este se aproximasse.

[Ezx] — Alguns meses fora, e parece que tudo mudou. E então, bom amigo, quais as novidades desta pequena cidade de trabalhadores?

O homem deu de ombros, bufando em seguida.

[Taverneiro] — Nada muito excitante, tirando o caso da fábrica aqui na frente...

Neste momento, um homem dentuço levantou a cabeça, gritando para o taverneiro. Ele estava sozinho em uma mesa com pelo menos duas garrafas vazias.

[Dentuço] — Hey, Lemmy! Fique com a boca calada, você não viu que este muleque é um agente do governo?! — finalizou a frase cuspindo no chão. Alguns outros trabalhadores deram uma risada.

O taverneiro, por sua vez, deu novamente de ombros. — Então, o que quer beber? —Disse, despreocupadamente secando o mesmo copo de antes com uma toalha. A serenidade do senhor era nítida; afinal, provavelmente já presenciara todos os tipos de brigas e ameaças em seu pequeno bar.


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 Posted: Feb 4 2018, 03:41 PM
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Aquele lugar era uma verdadeira espelunca. E, talvez, espelunca fosse um termo bastante elogioso ao estabelecimento. As paredes eram mofadas, os bancos e mesas precários, e o odor de suor misturado com álcool era tão pungente que poderia causar náuseas, se eu não tivesse me controlado. Controlado-me a ponto dos meus passos e palavras serem firmes demais. Falsos demais. De alguma mesa ao fundo do bar, um homem gritou. As palavras foram grosseiras e decisivas: O taverneiro devia manter um silêncio forçado, e meu parco disfarce foi rapidamente desmoronado.

Na verdade, minha reflexão foi bastante autista porém sincera consigo mesmo. Será que não foi melhor eu ter sido tão ruim em me disfarçar? A ameaça mal escondida fez o sujeito rapidamente se alarmar, mostrando-se um possível alvo de um interrogatório. Abafei um sorriso diante à minha grande inteligência oriunda primeiramente da falta dela.

— Uma cerveja. A mais barata. — Disse ao taverneiro que mantinha seu semblante baixo, como se esperasse à confusão que viria. Mas era esse mesmo meu plano? Arrancar informações a socos e pontapés? Eu não era um lutador. Além do mais, eu havia decretado que agiria com discrição. Mas que escolhas eu tinha?

— É uma honra ser reconhecido… — Minhas palavras foram interrompidas diante um susto genuíno. O que eram aqueles dentes horríveis? Supus um ponto fraco, uma brecha específica para minha teatralidade mal forçada. — O que é isso saindo de sua boca? A sua mãe pariu você de um jumento?



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 Posted: Feb 6 2018, 03:34 PM
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Ezx pedia por uma cerveja barata. O garçom abaixava-se atrás do balcão e puxava uma caneca propícia para a bebida. Em seguida, virava-se e começava a encher lentamente o vidro. Enquanto isso, o aspirante a agente voltava-se para o dentuço.

[Ezx] — É uma honra ser reconhecido… O que é isso saindo de sua boca? A sua mãe pariu você de um jumento?

Naquele momento o bar todo ficou sem silêncio. O dentuço fez uma careta que, embora terrível, deixava clara que não havia gostado do insulto à sua mãe. Embora se mexesse na cadeira, não levantara.

[Dentuço] — ... M-malditos agentes. Anos se passaram desde que um representante do governo botou os pés aqui na periferia, e logo um aparece já querendo nos tratar como lixo? Governo mundial uma beça. — cuspiu novamente no chão, vermelho de irritação. Um homem, tão alto e largo quanto uma porta, levantou-se de sua cadeira e se aproximou do dentuço, colocando a mão em seu ombro.

[???] — Deixe estar, Fred. Nós somos apenas trabalhadores, não vamos nos meter com quem não devemos.

Neste momento Ezx ouviu um estrondo atrás de si que quase o fez pular. Virando-se prontamente, percebeu que fora apenas o copo cheio de cerveja, colocado com força sobre a o balcão. O taverneiro Lemmy, entretanto, continuava com o semblante simpático.

[Lemmy] — mais alguma coisa? — Ouviu também a porta do estabelecimento bater: tanto o homem grande quanto uma porta quanto o dentuço haviam saído.

Toda aquela situação levava Ezx a crer que o governo não era exatamente presente naquele logal - e, menos ainda, bem vindo. Talvez conseguir qualquer informação fosse mais difícil do que pensava.




This post has been edited by Waka: Feb 6 2018, 03:35 PM
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 Posted: Feb 6 2018, 04:06 PM
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Por mais que fosse possível perceber a raiva e a frustração em seu rosto, aquele não foi um bom movimento da minha parte. Talvez fosse pelo simples fato de que chingamentos são mais comuns em bar do que se imagina, capazes de incomodar mas nem sempre criando um tumulto mortal. Ou, então, sendo este o mais provavél, tivesse sido culpa da minha péssima atuação. Se não era um lutador, seria muito menos um artista, e o papel que escolhi interpretar fora o pior entre todas as opções. Seja como for, vi meu plano escorrer por água abaixo quando um homem gigante levantou-se e acalmou seu amigo, deixando com que o clima ficasse bastante problemático e principalmente contra mim. Meu fracasso foi concretizado quando a caneca que eu pedi bateu tão forte no balcão quanto poderia, fazendo com que eu sobressaltasse de susto. Não era bem vindo ali, conclui.

A máscara de fanfarrão que tentei encenar fora substituida pela minha face normal, alienada e avulsa, e eu voltei a mim tão rápido quanto a verdade parecia se formar na minha consciência: Aquele não seria um bom caminho para conseguir qualquer informação. Paguei pela caneca de cerveja, e deixei alguns trocados a mais pelo transtorno, e sai sem sequer tocar no liquído. — À casa. Pelos meus maus modos. — Disse enquanto caminhava para fora do bar.

De fato, eu não estava seguindo os dois homens, porém, não evitei olhar e saber para onde eles iam. Afinal, por mais que eles fossem mais inteligentes do que a primeira impressão deixada no bar, um deles havia demonstrado sua clara intenção em omitir o assunto que estava investigando. No lado de fora, se encontrasse o agente a quem servia, explicaria a situação o mais rapido possível, a fim de que ele pudesse decidir entre seguir aqueles dois ou não.



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 Posted: Feb 7 2018, 01:13 PM
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Após aquela situação chata, Ezx pagava pela sua cerveja e deixava um extra pelo "incômodo". O taverneiro fazia um sinal aprovativo com a cabeça, aceitando o pagamento e voltando a limpar copos. O garoto, então, saiu pela porta principal. Logo que botou o pé na rua, percebeu que os dois homens que haviam saído antes estavam próximos da porta.

O dentuço estava contra a parede, enquanto o grandalhão mantinha as duas mãos em seus ombros.

[???] —...tragar tudo.

Ouvindo a frase apenas pela metade, Ezx observou os dois homens olhando para ele, e em seguida caminhando para longe. Antes que pudesse persegui-los, sentiu uma mão em seu próprio ombro. Era Dir Noir.

[Dir Noir] — Ainda bem que achei você. Vamos, consegui o passe para que entremos na fábrica. — Ezx automaticamente contou o que havia visto na taverna, o que fez o agente colocar uma mão no queixo. — Hmm. Deixe estar por enquanto, sabemos que todos eles trabalham aqui. Vai ser fácil achá-los. Vamos.

Caminharam novamente até a fábrica. Ezx conseguiu ver que daqui a uma ou duas horas anoiteceria. Aparentemente aquela missão não teria um prazo de término tão cedo.

Dir cortou a faixa que lacrava a porta da fábrica e a abriu. Um cheiro terrível emanou de dentro, cheiro de um composto químico podre. — Não se preocupe, a fábrica está inativa. Não há gases tóxicos, apenas este terrível odor. — Disse Dir, entrando na frente. Quando Ezx entrou, percebeu que a fábrica não era tão grande. Havia o galpão central, onde as esteiras e caldeiras de curtição estavam, e uma porta no fundo deste espaço que parecia levar a um corredor, provavelmente acesso à área administrativa.

O que chamou sua atenção, no entanto, foram os inúmeros robôs parados neste local. Eles estavam em locais aleatórios, como se tivessem sido desativados ao mesmo tempo em plena atividade da fábrica e ninguém mais tivesse mexido neles. Apenas um parecia propositalmente posicionado perto da porta: um robô sem braço.

[Dir Noir] — Aí está nosso criminoso. Ele foi encontrado vagando pela fábrica, não falava nada com nada e já tinha seu braço desaparecido. Está desativado, mas se quiser tentar falar com ele, basta abrir o painel em suas costas e reativá-lo. Apenas tome cuidado: ele ainda tem o outro braço para esmagar um segundo crânio. — fez uma piada de leve mal gosto, mas nem ele chegou a sorrir. — Bom, Ezx. Este robô é a melhor pista que temos, portanto faça sua mágica. Há alguns outros indícios espalhados pela fábrica, você está livre para explorá-la o quanto quiser. Quando sentir que já viu tudo, vá até o fim do corredor — apontou para a porta no fim da sala — e suba as escadas até o segundo andar, entrando no escritório do falecido dono. Estarei lá consultando sua papelada e vendo se encontro qualquer coisa que pode ter ocasionado isso. Se encontrar qualquer problema ou precisar de ajuda, me chame por este den den mushi. Boa sorte. — deu a Ezx um pequeno Den Den Mushi de curto alcance.

E assim Dir foi até a porta e sumiu por detrás dela. Ezx permanecia lá, com um robô sem braço à sua frente e diversos outros espalhados pelo local.




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 Posted: Feb 7 2018, 03:28 PM
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Agente do Governo




Embora tivesse explicado toda a situação, incluindo os dois possíveis suspeitos, o agente que comandava a missão pareceu não dar muita importância ao fato. Porém, não julgava sua atitude errada porque, afinal, eu concordava com ela: Finalmente ele tinha conseguido a permissão para que entrássemos na fábrica e lá, de fato, deveríamos conseguir melhores pistas do que aquela. Desta forma, não demorou muito para que caminhássemos até o mais novo alvo de investigação.

No horizonte, a noite ensaiava sua aparição no céu parcialmente claro. Não era difícil deduzir que faltava apenas algumas horas para o escurecer, e isso me despertou algumas conclusões e dúvidas: O tempo havia passado rápido demais, ainda que estivesse fazendo algo que não gostasse. Será mesmo que não? Até agora, a maioria das missões que tinha participado era algo pequeno, como escrever documentos, ou prestar alguma consultoria dos meus estudos. Estar literalmente no campo, indo atrás de pistas, atuando, correndo riscos de combates, tentando de qualquer maneira desvendar um assassinato, apresentava-se bem mais emocionante do que eu esperava. Mas não, eu não estava negando meu gosto pela engenharia e seu estudo. Só parecia que eu tinha descoberto um novo caminho, talvez um que ligasse os dois, unindo tecnologia com aventura. Era difícil acreditar que tinha encontrado alguma motivação, mas ela parecia estar ali, recém-descoberta e crescente.

De qualquer forma, minha divagação teve fim quando as instruções dos próximos movimentos me eram passadas. Ou foi apenas aquele odor insuportável que fez-se irritante o suficiente para incomodar meus pensamentos. Seja como for, assenti para o agente enquanto ele sumia corredor adentro, deixando-me ali com o robô suspeito.

Ao fitar o interior da fábrica, pude perceber que ela não era tão grande quanto se mostrava. Porém, o que chamava mais minha atenção era a disposição dos robôs: Eles estavam estáticos, em posições definidas, como se tivessem sido desligados ainda em funcionamento. Por que o culpado não esperou um momento em que todos já estivessem adormecidos? Será que ele mesmo forçou aquela desativação em massa? Tomava notas mentais enquanto direcionava meu olhos para o automato à minha frente, este sim bastante deslocado e com um braço a menos.

— E então, meu caro amigo metálico, o que tem para me dizer? — Meu tom era carismático, e autista, enquanto eu arrumava o painel de controle do robô. Tentaria reátivá-lo de maneira específica, em algum tipo de modo de segurança ou qualquer outro que amortecesse suas funções, deixando-o a mercê de comandos simples. Se tudo desse certo, esperava obter um destino para aquela investigação. Ou pelo menos meu próximo passo.



Spoiler
Conforme eu tinha dito na mensagem antes, to tentando criar uma motivação pro meu personagem seguir sua carreira. Nesse post eu tentei começar com isso, dando um ânimo a mais para ele.

@Waka
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Waka
 Posted: Feb 8 2018, 01:17 PM
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Waka




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- A K I H A B A R A -


Utilizando seus conhecimentos básicos de robótica, Ezx abria o painel nas costas do robô, onde uma tela com um pequeno teclado analógico surgiam. O garoto reconhecia aquela linguagem de código, ainda que tivesse algumas modificações para funcionarem nos modelos em questão. Ele encontrava uma linha desconhecida de código contendo a seguinte palavra: "TLR"; este, por sua vez, se desdobrava em três subdivisões com uma quantidade monstruosa de códigos desconhecidos. Será que isso estava dentro de todos os robôs ou apenas daquele?

Ativando a máquina em um modo de segurança, apertava o enter para que esta se ligasse. Fazendo um beep bem contínuo, os dois olhos do robô se acendiam em uma luz azul clara. O mesmo permanecia imóvel, mas ao perceber que Ezx estava ali, falou.

[Robô] — Eu... não... sou... eu... não... eu... sou... eu... eu... eu... eu... eu... eu... eu... eu... eu... eu... eu... eu... eu...

— Ficou repetindo a palavra eu até que se desligou. Ezx podia sentir um leve cheiro de queimado. Provavelmente algum componente menor havia superaquecido, levando o robô a se auto-desligar por medidas de segurança. No fim das contas, a máquina parecia mais danificada do que aparentava por fora.

Ezx podia tentar religá-la, ou investigar o resto do galpão, a escolha era sua. Percebeu que na parede, logo ao lado da porta, havia uma planta baixa da fábrica emoldurada.




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Lucilfer
 Posted: Feb 8 2018, 04:44 PM
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Lucilfer




Agente - Cipher Pol 3



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Agente do Governo




— Bem, isso foi inesperado.

Aquela reação foi bastante caótica: O robô, embora tenha conseguido inciar seu sistema, entrou em colapso intensamente após alguns instantes. O único movimento que apresentou fora repetir as palavras “Eu”, “Não”, e “Sou”, dando destaque à primeira antes de finalmente desligar. Descrevi na minha mente possibilidades para aqueles termos, traçando diversos paralelos e supondo ainda mais enigmas ocultos. Aquilo podia ser um tipo de anagrama? Ou então uma mensagem pré-programada em casos de emergência? Será que foi alterada? Faltavam palavras? Para esta última pergunta, porém, minha conclusão pareceu-se formar quase de imediato: “Eu não sou assassino”.

Seja como for, um leve cheiro de queimado subiu no ar, indicando que a possível causa daquele incidente era alguma peça queimada. Algo me dizia que aquele robô poderia me dizer mais, só que, para isso, eu precisaria reativá-lo. E, de fato, fazê-lo seria algo trabalhoso, que levaria tempo, tendo que cumprir execuções táticas extensas, descobrindo a peça danificada, procurando outra semelhante de algum autômato ao redor, e substituindo-na através de ações precisas e cautelosas. Entretanto, haviam riscos, e que pareciam ser graves demais: Se minha habilidade não fosse o suficiente, eu poderia simplesmente danificar qualquer dado armazenado, destruindo qualquer possível evidência que ele guardasse. Desta maneira, por hora, preferi vasculhar outras partes do galpão, tentando talvez encontrar alguma evidência que não precisasse me arriscar tanto. Pela planta à minha frente, resolvi caminhar até o depósito, pelo simples estratagema de começar pela parte inferior e ir subindo.

— Eu vou investigar no andar de baixo. Não se movam. — Disse para os robôs sem esperar alguma resposta, é claro. Fitei-os mais uma vez antes de concluir: Se não encontrasse nada, meu próximo passo seria investigar um por um. Respirei fundo e pisei firme, diante a expectativa de um árduo trabalho à frente.



Spoiler
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