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 Todo Almirante já foi um Soldado, #1 Alistamento
Gracie
 Posted: May 16 2018, 09:27 AM
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Gracie




Soldado Aprendiz (二等兵, Nitōhei)



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Gracie olhava para o céu e refletia por um instante. “A vida não é fácil, não é mãe?” - Ele nunca conhecera sua progenitora, porém sentia uma conexão especial com ela. Não era nada místico ou sobrenatural, era apenas um mal costume vindo de uma infância solitária, desejando o colo da mãe, e a personificando como um ser imaginário, uma espécie de guardião com a qual ele refletia consigo mesmo. “Mas isso não é desculpa. Afinal se fosse fácil não teria sentido em ser vivida.”

E então retomava sua caminhada, o destino do rapaz era a 153ª Base da Marinha. “Vô, sei que me disse pra não seguir seus passos. Não buscar vingança contra o desgracado que abandonou todos nós, mas eu não consigo superar. Não consigo deixar de imaginar como tudo seria diferente se ele não nos tivesse abandonado...preciso olhar em seus olhos e perguntar: por quê?” - Aquele ao qual Gracie amaldiçoava era seu pai biológico, um pirata, um maldito pirata abobalhado atrás de um tesouro de contos de fada.

Apesar da mente conturbada, o jovem aspirante a marinheiro não deixava transparecer isso em suas feições, mantendo o semblante calmo e sério, focado à frente com olhos determinados. Ele vestia-se com roupas simples, camisa de manga longa vermelho escuro com preto e calça preta. Carregava nas costas sua arma, uma arma de haste de madeira e lâmina curvada na ponta, sem dúvida alguma bastante chamativa. Gracie orgulhava-se de suas aptidões marciais, treinara desde criança com o avô o uso de armas de haste e combate corpo-a-corpo. Era a princípio para garantir que o jovem fosse capaz de se proteger no futuro, mas para o infante era tudo parte do plano de partir à Grand Line atrás do paradeiro de seu pai.

“Por fim, hoje é o dia que tudo começa. É o dia que minha luta contra a injustiça e também minha vinganca tem início.” - E assim Gracie iria dirigir-se diretamente ao local de alistamento na marinha. Caso fosse necessário o jovem indagaria aos transeuntes sobre direções, buscando o local exato para concluir seu objetivo. - Com licença, você pode me informar onde posso me alistar na marinha? - Com certeza não seria uma tarefa difícil encontrar tal lugar. Ao adentrar na base propriamente dita, Gracie manteria o tom cordial, cumprimentando os funcionários e marinheiros, e dando os esclarecimentos devidos sobre sua presença ali. - Bom dia. Vim me alistar, pode me ajudar? - Encontrando algum auxílio pronta,ente seguiria as orientações. Chegando ao local do alistamento, iria seguir conforme protocolo e continuar até terminar o processo. - Sou Ringabell Gracie, vim me tornar um marinheiro. - Abriria um sorriso amigável, involuntário, ao ouvir o som de suas próprias palavras.

QUOTE
OFF: Olá querido narrador. O grande objetivo dessa aventura seria me alistar na marinha e realizar minhas primeiras missões. Deixo a seu critério as rédeas da aventura, mas gostaria que não fosse apenas combates por combates. Se possível gostaria que envolvesse desafios sociais, exploração e combates com objetivos diferentes de apenas derrotar o oponente. Mas, no fim, se a aventura for divertida não precisa se preocupar muito com isso http://i.imgur.com/Ozgus6F.gif


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 Posted: May 18 2018, 01:48 PM
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Off: Saudações!

Vamos começar essa aventura juntos. Dei uma lida na sua ficha. A princípio, vamos ter que lidar com algumas mudanças no cenário de Shells Town que ainda não foram incorporados no cenário, mas você verá em breve. Qualquer coisa, pode me enviar MP.


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Shells Town, a cidade-forte.

Certamente desta forma poderia se resumir a ilha construída ao redor da Base #153 da Marinha. Uma cidade militar, regida até pouco tempo, pela mão-de-ferro (de Machado, na realidade) de seu Comandante, Morgan. Porém, os recentes acontecimentos que levaram a morte do Comandante abalaram a cidade como um todo.

A moral, por alguns dias, ficou abalada. Um funeral foi marcado, contando com a presença de alguns membros importante da Marinha, a exemplo do filho do ex-Comandante, Helmeppo, que estava em missão na Grande Rota com o lendário Garp. Porém... os dias passaram.

E o medo da população de ficar desguarnecida foi respondido pelo alto comando da Marinha que enviou o recém-chegado da Grande Rota, Capitão John Doe, para assumir o comando da base. Não só ele, mas alguns poucos marinheiros reforçaram o base de comando. A chegada do experiente capitão trouxe segurança e alívio aos moradores e, sobretudo, um raio de esperança.

As baixas na marinha fizeram com que uma grande campanha de alistamento fosse feita pela ilha e nas proximidades, atraindo vários jovens ávidos por aventuras e pela proteção da instituição mais poderosa do mundo conhecido (ao menos por aquelas bandas).

Quando você chega na base, Gracie, encontra uma enorme fila de pessoas. Havia, pelo menos, cento e cinquenta jovens. Ao abordar perguntando sobre como fazia para se alistar um jovem fardado te encara.

Marinheiro: Opa, bom dia recruta. Tome... - Ele te entrega um formulário. Preencha o formulário com seus dados e entregue ao final da fila para a tenente Hammabell... - Ele, em seguida, bate continência e vai para o próximo da fila, repetindo a entrega do formulário.

???: As coisas parecem ter ficado sérias aqui, huh? - Uma voz vem da sua frente, enquanto você estava virado olhando o marinheiro com os formulários. Ao virar o rosto depare-se com esta figura:

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???: Sou Calêndola, vim para o alistamento de Gunkan para me alistar... Quer uma caneta? - Te estendeu o objeto de tinta azul para preencher a ficha.

O que você fará?

@Gracie

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 Posted: May 18 2018, 06:32 PM
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Estenderia a mão e recolheria o formulário, analisando lentamente enquanto me distancio do funcionário. - Grato - Não esperava que fosse ser tão simples e direto o processo de alistamento, porém era compreensível diante do volume elevado de candidatos. A queda de Morgan e a chegada de Joe havia revivido a ilha, dando um ar diferente para todo o complexo urbano. Apesar de tudo, estava agradecido, afinal essa primeira etapa havia sido, aparentemente, superada sem maiores ressalvas - "Preciso apenas preencher isso e entregar a Hemmabell.." - Refletiria olhando na direção do tenente em questão.

A mulher ruiva me pegara desprevenido. Estava perdido em pensamentos e aquela voz feminina não era o que esperava naquele ambiente. Machismo de minha parte, afinal muitos oficiais da marinha eram mulheres, e mantinham a ordem em seus esquadrões melhor que muitos homens em posição semelhante. Fora um erro, mas que não seria cometido novamente, não poderia subestimar aliadas ou inimigas apenas baseado em seu gênero.

- Sou Gracie. Então seremos colegas, Calêndola. Não preciso, agradecido. - Passaria a mão em meus cabelos, os tirando da frente do rosto para permitir uma aparência mais apresentável. Seguida à resposta, tiraria uma caneta do bolso, a erguendo e deixando claro que possuia a minha própria. De toda maneira, abriria um discreto sorriso amigável, tentando manter boas relações com a moça, não pela sua beleza física, uma vez que não tinha interesse em um relacionamento, mas sim porque aliados eram preciosos em qualquer lugar.

- Me deixe apenas terminar de preecher o formulário, podemos entregá-lo juntos, estava me sentindo deslocado sem ninguém para conversar. - E assim procuraria um apoio próximo para poder preencher o formulário. Concluindo a tarefa me dirigiria à Hemmabell, de maneira neutra e séria. - Tenente Hemmabell. - E estenderia a mão com o papel. - Há algum procedimento a mais?

QUOTE
OFF: Mudei para 1ª pessoa pra me adaptar ao estilo RPG de Mesa. Tomei a liberdade de ter uma caneta no bolso, afinal condiz com o personagem ter esse mínimo de preparação e é um item comum, ainda mais pra ele que vive na ilha. De todo modo, se não tiver achado condizente fico à disposição para críticas e conselhos. Abraço o7


@T. Wall

This post has been edited by Gracie: May 18 2018, 06:34 PM
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 Posted: May 18 2018, 08:21 PM
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Off: Sem problemas.


Calêndola: Anon... - A garota suspira, recolhendo a caneta, vez que o rapaz demonstrava ter uma. Prevenido.

Em seguida, ela guarda o objeto, juntando as mãos que seguravam seu próprio formulário, abaixo dos fartos seios - impossíveis de não notar - enquanto você retirava as mechas rebeldes da frente do rosto. Prontamente ela cora as bochechas. Parecia um pouco desapontada em não poder ajudar, mas assim que você sugere entregar os formulários juntos ela sorri com brilho nos olhos:

Calêndola: Se-seria ótimo! - Responde. E, tão logo você responde as questões - todas muito simples, perguntando sobre familiares, idade, altura, peso, aptidões, vocês percebem que a fila anda com rapidez. Mais a frente vocês percebem algumas mesas com alguns marinheiros sentados separando as fichas.

Quando você chama pela tenente Hemmabell todos os escrivães erguem a cabeça, arqueando as sobrancelhas. Um deles diz:

Marinheiro: A tenente está analisando as fichas, garoto, traga-a a mim... - Ele trata de pegar a ficha, lendo-a lentamente. - Ri-ring... Ringabell? Oe... Por acaso você é parente do... Oe... - Ele cutuca um marinheiro que estava ao seu lado, mostrando a ficha dos jovens.

Calêndola: Sobrenome famoso, huh? - Comenta Calêndola, entregando sua ficha a um marinheiro que lê rapidamente e coloca numa pilha. Enquanto isso, um burburinho a respeito da ficha de Gracie se espalhava.

???: MAS QUE PORRA É ESSA?! - Uma voz firme emerge do alto da construção, numa espécie de sacada. Quando você volta seu olhar para cima - e todos o fazem no mesmo momento - uma figura, no mínimo exótica, irrompe com as mãos sobre o parapeito, gritando:

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(Off: Desconsidere o paletó, afinal é para capitães).


Marinheiro: Te-te-tenente... Ha-hamm-Hammabell! - Todos os marinheiros batem continência.

Tenente Hammabell: Mas será o benedito! Nem para separar as fichas dos recrutas vocês servem... - A mulher salta do parapeito, pousando gentilmente sobre a mesa, já tomando da mão do marinheiro o seu formulário. Ela lê por um instante, batendo o olho no sobrenome:

Tenente Hammabell: Ringabell, huh? - Seus olhos ambares cravam em você, como uma felina: O velho Ulysses não mentiu quando disse que tinha um netinho... Kyufufufufu... Não pense que seu sobrenome te dará moleza... - Ela então coloca a ficha no meio das demais, ficando de pé em cima da mesa:

Tenente Hammabell: Atenção todos vocês!!!

Eu sou a Tenente Nyachan Hammabell. Fui designada com o capitão Doe para pôr um pouco de ordem em Shells Town após os recentes acontecimentos. Os formulários são apenas o cadastro de vocês em nosso banco de talentos. Temos atualmente cento e cinquenta e oito candidatos para entrar na marinha. Mas temos apenas vinte e sete vagas para a base... Isso significa dizer que vocês passarão por um processo de seleção.

Vocês vão ficar um mês sob meus cuidados. Vocês vão morar na base, comer na base, treinar na base... Quem quiser desistir, a hora é agora. Quem for permanecer, basta deixar suas roupas civis com os homens e pegarem seus uniformes.

Nos encontramos às 14h.
- Então ela salta da mesa de volta para o parapeito da sacada e adentra na base.

Alguns recrutas se entreolham, sem entender direito o que havia acabado de acontecer. Uma minoria, algo em torno de sete, decidem desistir. Um até rasga o formulário.

E você, Gracie, o que fará?



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 Posted: May 18 2018, 08:59 PM
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Indiferente pelo erro cometido entrego o formulário ao funcionário encarregado. Não estava acostumado às burocracias da instituição, então o engano era plausível. Ao notar a surpresa do marinheiro devido a meu sobrenome, continuo o fitando seriamente. Sabia que meu avô tinha um cargo importante dentro da hierarquia da Marinha e já esperava que isso fosse me render oportunidades proveitosas e também desvantagens, afinal a fama é uma faca de dois gumes. Ao ouvir a expressão da jovem que me fazia companhia, a fitaria novamente forçando um sorriso, claramente desajeito, mas de boa intenção. - Eles estão exagerando um pouco - Não era humildade, apenas não tinha intenção de deixar a influência de meu avô alcançar todos os aspectos do meu futuro, iria criar meu próprio nome e me destacar pelos meus próprios méritos.

A voz estrondosa vinda do alto me deixou sobressaltado. Reflexamente recuei, levando a mão à arma em minhas costas, porém não a saquei. Notara rapidamente de quem se tratara, mesmo sem conhecer sua identidade. Só poderia ser a encarregada naquele momento. A fitaria indiferente, apesar de sua atitude e postura, mantendo meu território mas sem parecer ameaçador. A pele morena e os olhos dotados de um fogo selvagem fizeram os pelos do meu corpo eriçarem, não de desejo, mas de excitação. Ela parecia ser um oponente formidável.

- E nem desejo que me dê, Tenente. Vou abrir meu próprio caminho aqui dentro. - O sorriso agora era sincero e desafiador, o olhar cheio de confiança. Sabia do meu potencial, sabia da minha determinação, muitos cairiam mas eu permaneceria. - "Quando a vida lhe der pedras, faça uma sopa."

Após a explicação da Tenente, prontamente me dirigiria à Calêndola - Não se preocupe, iremos conseguir. Vamos juntos. - E levaria gentilmente a mão à cabeça da moça, a acariciando fraternalmente, um jeito de lhe dar apoio e dizer-lhe que estava tudo bem. Em seguida, me voltaria ao funcionário. - O uniforme, por favor.

Devidamente cadastrado e com o uniforme em mãos iria me trocar no local indicado pelos marinheiros. - Calêndola, após vestir o uniforme nos encontramos aqui, onde a fila estava formada. Até breve. - E me retiraria, sem mais. Agora tinha certeza que havia sido muito ingênuo. Obviamente não poderia ser tão simples entrar nas fileiras da marinha. Eles não aceitavam qualquer um, apenas aqueles com a capacidade para levar a instituição à frente, com força, foco e compromisso. Não poderia ser diferente.

Apesar de ter conhecido meu avô desde pequeno e ele ter me treinado, ainda fico surpreendido em ver o quão longe ele chegou. - "Isso deixa claro quão poderosa é a ambição de um indivíduo"

Após vestir a farda da Marinha, me dirigiria ao local de encontro com Calêndola. Aguardaria a jovem até pouco antes das 14h, indo até o local de início da seleção se ela não aparecesse até tal momento. Ela se fazendo presente aproveitaria o momento para conhecer melhor a moça, era essencial criar laços se planejava mantê-la como uma aliada, apesar do ambiente competitivo. - Você mora aqui na ilha? Porque decidiu entrar na marinha? O que realmente você quer alcançar na vida? - As perguntas viriam naturalmente durante o diálogo com a moça, tentando parecer casual em meu tom de voz, guiado por uma curiosidade inverídica. Ao chegar perto de 14h, me dirigiria ao local de reunião com a Tenente.

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This post has been edited by Gracie: May 18 2018, 08:59 PM
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 Posted: May 18 2018, 09:34 PM
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Calêndola: Aye! - Responde a garota, sorrindo. Em seguida, vocês dois pegam os uniformes e são direcionados aos vestiários.

Não demora nem vinte minutos e já estão devidamente uniformizados - roupa padrão da marinha: calça jeans, bota, camisa branca com símbolo, lenço e boné (opcional). Alguns recrutas já estavam no pátio, conversando.

Um pequeno grupo brincava com cartas sobre um barril. Um outro fazia quebra de braço mais adiante. Quando você chega ao lugar marcado, encontra Calêndola com a farda. Os cabelos presos num coque, amarados por um laço azul característico da marinha. Os seios quase forçando os botões da camisa... Enfim, uma lindeza.

Assim que ela o vê, sorri, e vocês dois sentam-se num banco na sombra.

Calêndola: Não moro aqui, cheguei a dois dias de Gunkan... - Ela repete a informação que tinha dado, quando se conheceram. Você não deve ter prestado muita atenção... hehe... - Ela sorri e você percebe o quanto o seu sorriso é bonito. Tímido e singelo.

Calêndola: Resolvi entrar na marinha para cumprir um sonho antigo de família. Minha avó serviu a marinha há muitos anos e morreu eu batalha. Meus pais tentaram me fazer desistir, mas eu tenho certeza que meu lugar é aqui... - Disse resoluta.

Calêndola: E você, Gracie-kun... Parece que seu avô é um grandão da marinha, não é? Pretende seguir seus passos ou, quem sabe, encontrá-lo em breve? - Indagou-lhe.

Neste momento, nem sinal da tenente, mas ainda não estávamos nas 14h marcadas. Bom que há mais tempo para vocês se conhecerem e ela saber um pouco mais sobre as pretensões na marinha.



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 Posted: May 18 2018, 10:05 PM
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Olhava fixamente para a garota enquanto ela falava. Sua beleza era notória, e sua personalidade a tornava ainda mais atraente. Mas ela não fazia meu tipo. Não tivera muitas aventuras amorosos mas sempre fui firme quanto às preferências pelo sexo oposto, prefiro mulheres fortes, determinadas e imponentes, como a Tenente. - Desculpe, Calêndola, realmente não percebi quando falou a primeira vez sobre sua cidade natal. - Era algo plausível diante da situação conturbada em que os dois se encontraram inicialmente, entre a multidão de candidatos.

- Você não deve desistir dos seus sonhos. No fim, você vai ser a única se arrepender se desistir. - Gostava cada vez mais da moça. Apesar de seu jeito recatado tinha determinação escondida dentro de si. Lutar pelos seus sonhos era louvável. - Então vamos nos esforçar pra sermos ótimos marinheiros. - Abriria o primeiro sorriso espontâneo do dia, mostrando bem os dentes e fechando os olhos, em um semblante feliz. Não tinha muitos amigos e começava a me sentir a vontade com aquela garota.

- Meu avô está na Grand Line, ele é um oficial. Não sei bem seu cargo atual, mas há alguns anos ele já era capitão. Quero crescer aqui dentro, igual meu avô fez, mas não seguirei seus passos, eu o superarei e concluirei o que ele não conseguiu. - Nunca falara tão abertamente com outros sobre aquela ambição, mas não havia motivo para escondê-la de Calêndola. Era a verdade e era o guia que estava usando para traçar minha vida.

- Calêndola, você é uma moça bonita e parece bastante determinada. Você sabe lutar ou tem alguma habilidade especial?? O que você se orgulha em fazer?? - Mesmo que não fosse uma combatente notável, a moça poderia ter muitas capacidades úteis à instituição, garantindo seu lugar entre os vários candidatos presentes.

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 Posted: May 19 2018, 09:52 PM
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Calêndola: Vamos sim, vamos ser ótimos marinheiros! - A moça deu duas batidinhas com as mãos, sorrindo.

Em seguida, ela escutou fascinada a história do avô de Gracie, Ulysses, que estava na Grande Rota e, segundo a própria Tenente Hammabell, numa posição hierárquica alta dentro da Marinha. Por fim, quando questionada sobre alguma habilidade especial, a garota retira uma agulha de quase dez centímetros da roupa, praticamente escondida. Com a luz, a lâmina tintila, enviando um raio que faz com que o olho esquerdo que Gracie reclame, fechando-o instintivamente.

Calêndola: Meu pai é médico em Gunkan e eu aprendi o básico da medicina com ele. Aprendi também sobre anatomia humana e aprendi a usar essas agulhas (Senbon) como armas em combate... - Revelou a garota, guardando o objeto em seguida. - Quanto a sua arma, não vou nem perguntar... Mas... isso é uma lança? - Indaga, ao ver o seu bisento preso às costas.

Nesse momento, o diálogo é interrompido pela chega da tenente Hammabell. Ela adentra o pátio junto com um grupo de marinheiros de patentes mais altas, em passos firmes. Tão logo, todos se levantam e formam cinco fileiras com trinta recrutas em média em cada uma (Off: Especifique em qual fileira ficaram).

Tenente Hammabell: Muito bem... Shells Town sempre foi famosa pelo seu treinamento rigoroso. Enquanto esteve aqui, o Comandante Morgan fez questão de comandar a base do seu jeito... peculiar... E, mesmo não concordando com algumas coisas, devo dizer que ele fez um excelente trabalho... Os recrutas de Shells Town são conhecidos por serem alguns dos melhores de todos os Blues. Duros, ótimos de serviço e bastante promissores... Algumas lendas nasceram neste solo que vocês estão pisando neste exato momento... Certo, Ringabell? - Capitã faz questão de te caçar com o olhar, sorrindo.

Tenente Hammabell: A vida de vocês não será fácil nesse mês. Vamos nos revesar em cinco grandes grupos. Um será responsável pela patrulha da cidade, em mantê-la segura. Vamos designar, por dia, setenta homens para isso. Quase metade de vocês. Outro será responsável por limpar a base, vamos dedica vinte homens. O terceiro grupo vai cuidar das armas e dos canhões da base, mais dez homens. O quarto grupo aprenderá estratégia e disciplina da marinha. E, por fim, o quinto grupo fará treinamento militar aqui no pátio durante o dia de folga, teremos trinta. - Explicou a tenente, enquanto dois marinheiros traziam um quadro negro que tinha os grupos e as quantidades conforme foi informado. - Trabalharemos com turno de revesamento, então cada um um grupo está em uma dessas funções. Alguma dúvida? - Indagou, por fim.

Caso não houvesse dúvida, todos seriam designados para uma das tarefas conforme a ordem de apresentação. Considere que a sua vai começar no grupo dois. No próximo post, quero que narre como foi o primeiro dia limpando a base. Use a criatividade. Ah, importante, Calêndola ficou em outro grupo.

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Gracie
 Posted: May 20 2018, 09:26 AM
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Enquanto a garota explicava sobre suas habilidades, a olhava de maneira incrédula, involuntariamente. Como ela esperava que eu fosse acreditar que aquelas agulhas poderiam ser úteis de alguma forma, ainda mais em combate. Entretanto, ela parecia decidida quanto a isso então tentava não ser mal-educado. - Uma médica vai ser muito útil aqui - Falaria com um tom condescendente, tentando elogiar a moça. Ao ser indagado sobre minha arma prontamente levantei-me e a tirei das costas, apoiei o cabo no chão, a mantendo na vertical. - Isso não é uma lança, Calêndola. É u- - Enquanto falava ouvia a voz de comando da tenente. Havia finalmente chegado o momento de início do teste para ingresso na marinha, e não poderiamos nos atrasar. Logo, levei novamente a arma às costas e fitei o local onde o grupo se reunia. - Vamos, é hora. - E me dirigi às fileiras que estavam sendo formadas.

- "Preciso me posicionar para conseguir mais visibilidade, quem sabe desde o início já não é um teste.." - E assim me posicionei na fila central, a terceira, tentando garantir um local entre os primeiros da fileira. Me mantinha ereto, com os braços ao lado do corpo e os pés juntos, uma postura de atenção, ouvindo o discurso da Tenente. Ao ouvir as palavras desta dirigidas a mim, manteria o semblante, apenas acenando com a cabeça. - Sim, Tenente. - E voltaria à neutralidade. Aquilo certamente me renderia algumas inimizades dentre os recrutas, me vendo como um favorecido dentro do grupo. Já esperava, e estava preparado.

Após receber as tarefas a serem realizadas nos próximos dias, procurei novamente Calêndola. - Pena não termos ficado no mesmo grupo. Mas não desista, iremos passar. Até mais. - E com um breve aceno me afastei, indo em direção aos dormitórios onde faria as devidas preparações para descansar e estar pronto para o trabalho no outro dia.

E assim o primeiro dia como recruta da marinha começava. Me levantei ao som da primeira sirene, prontamente comendo o oferecido pela instituição, banhando e vestindo o uniforme adequado. Estava encarregado da limpeza nesse primeiro momento e não esperava muitas surpresas dentro dessa tarefa. Assim, me dirigi ao encarregado pelo grupo, tomando posse de uma vassoura, uma pá, um pano seco e um produto de limpeza. O oficial fora claro, eu deveria limpar o pátio e em seguida os móveis de dentro do prédio. Prontamente segui as ordens. O pátio externo era o local onde havia me incrito, era grande com algumas poucas árvores e estátuas de condecoração a oficiais famosos. Com minha missão dada, iria cumpri-la. Me reunindo com os outros encarregados pela tarefa tomei a dianteira. - Vamos terminar isso rápido e de maneira eficiente. Nós aqui iremos começar daquele lado, indo do prédio ao portão, e vocês irão do portão ao prédio, nos encontraremos no centro do pátio, com tudo perfeitamente limpo. Aqui é a Marinha, e o mínimo que esperam de nós é a perfeição. Hoje será o dia que este pátio esteve mais limpo em toda a história da base. VAMOS! - Se tivesse alguma resistência por parte de algum recruta de acatar minhas orientações apenas o ignoraria, mantendo o pulso firme.

Varria sistematicamente, iniciando em uma extremidade do pátio e seguindo até a outra, criando faixas de limpeza. Folhas, papeis e outros itens semelhantes eram catados pela pá e depositados em um saco carregado por um dos recrutas em cada grupo. Oficiais passavam, avaliando o trabalho feito. Não estava preocupado com eles, afinal estávamos fazendo o melhor que podiamos. Ao término da limpeza do pátio, jogaria o saco de lixo no local adequado, me reunindo novamente com o grupo.

- Iremos agora limpar os móveis internos. Aqui é crucial sermos uniformes em nossa limpeza, pois se uma parte dos móveis estiver inadequadamente limpa todo o grupo será taxado como ineficiente. Não espero menos que a perfeição de nenhum de vocês, iremos todos passar, pois faremos tudo com dedicação! - Tentava criar um espírito de grupo e união dentre os presentes, afinal nunca iríamos avançar nos sabotando. Uma equipe unida vale mais que um exército desunido.

- Novamente iremos cada subgrupo começar de uma extremidade do prédio, limpem tudo, não quebrem nada, e nos encontramos no centro. - E me dirigiria à extremidade do prédio por onde começaria a limpeza. Dos panos que recebemos colocaríamos o produto em quase todos, mantendo um seco, para apenas retirar o excesso de produto de limpeza. Limpávamos de maneira organizada, com um levantando os itens de cima do móvel e outros passando o pano com produto em partes diferentes do móvel, para no fim um único utilizar o pano seco retirando o aspecto molhado, e então devolver os itens ao local apropriado.

Finalmente haviamos terminado a limpeza de todos os móveis. - Obrigado, equipe. Conseguimos terminar mais rápido que o esperado. - Em seguida me dirigi ao oficial responsável pelo time de limpeza, devolvendo os itens recebidos pela manhã, apenas para ser surpreendido por mais tarefas. Limpar as celas vazias, os banheiros, espanar o teto. E assim foi feito. Cada integrante ficou responsável por limpar uma cela inteira por vez, em seguida uma dupla limpava um banheiro por vez. Após o término, cada um avaliava o trabalho feito pelo outro, corrigindo os defeitos e garantindo um serviço impecável.

A última tarefa que era limpar o teto foi a mais complicada pela logística. Instalamos andaimes com a ajuda dos integrantes que eram mais proficientes no manejo de metal e madeira. Em seguida fomos limpando o teto, comigo no topo do andaime por ser o mais apto a equilibrar-me na plataforme instável. Enquanto eu limpava o teto os outros moviam o andaime, garantindo uma limpeza mais rápida e organizada, sem ter que subir e descer, ou montar e desmontar a estrutura.

Fora cansativo, estávamos exaustos, mas satisfeitos com nosso trabalho. Devolvemos as ferramente, e mais uma vez nos apresentamos ao oficial responsável. - Senhor, trabalho concluído!

@T. Wall

This post has been edited by Gracie: May 20 2018, 12:55 PM
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 Posted: May 22 2018, 06:59 PM
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O primeiro dia correu sem muitos problemas.

Limpar a base #153 da Marinha não é tarefa fácil, porque ela é imensa, mas também não é nenhum bicho de sete cabeças. Bastando um pouco de boa vontade e iniciativa. E, por falar em iniciativa, Gracie se saiu super bem neste quesito. Tomando para si a responsabilidade de organizar e motivar os demais membros do grupo, ele demonstrou uma habilidade natural para guiar os demais.

Tudo bem que alguns oficiais faziam questão de sujar bem na cara dos recrutas - como um que sempre passava com um pirulito e jogava o plástico que o envolvia no meio do pátio - e um outro que passava para hastear a bandeira e chutava a pilha de folhas varridas, dentre outros episódios pontuais, tudo correu sem maiores problemas.

Vez ou outra vocês puderem presenciar a tenente Hammabell observando o trabalho, preenchendo formulários e acompanhando no pátio o treinamento do grupo que fazia exercícios físicos.

Ao terminar a tarefa, Gracie e seu grupo foram até um dos oficiais responsáveis pelo treinamento.

Marinheiro: Uó... Faz tempo que não vejo a base um brinco como agora... Pa-parabéns recrutas... - Disse o marinheiro que havia saído de sua sala e percorrido todo o corredor, passando pelo primeiro andar e visto tudo brilhando.

(...)


No dia seguinte, Gracie encontrou no mural no pátio que estava designado para cuidar das armas de canhões da base. Encontrou um outro oficial, que o levou para um galpão dentro da base onde havia várias estantes com armamentos.

Marinheiro: Sem bem-vindos ao Arsenal da base #153 da Marinha. Aqui temos boa parte dos armamentos da base. Em sua maioria espingardas padrão vindas do North Blue e sabres de batalha vindas do South Blue. Aqui estão os materiais para limpeza. Os canhões ficam posicionados ao redor dos muros da base e devem ser limpados com lã de aço na parte interna e não devem usar água ou álcool. Usem essa substância que garante a limpeza... - Ele mostra um galão de vinte litros com um material negro. - As lâminas precisam ser afiadas na máquina e fio e as espingardas desarmadas e polidas. Ao trabalho! - Disse o oficial, puxando uma cadeira e folheando o jornal do mês que, curiosamente, veio com algumas páginas mostrando receitas de bolo.

Descreva como foi o segundo dia no próximo post. Considere que apenas três marinheiros do dia anterior estão nesse grupo de dez, o restando são novos marinheiros. Se quiser, Calêndola pode estar no grupo deste dia.

@Gracie
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Gracie
 Posted: May 24 2018, 03:45 PM
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O segundo dia começava e mais uma vez os novos aspirantes a marinheiros saltavam da cama. Após receberem as orientações para as devidas tarefas, todos partiam a mais um dia de trabalho. Gracie agora estava com um novo grupo de pessoas e dentre elas estava Calêndola. O grupo passou alguns minutos decidindo como fariam a divisão dos grupos para as tarefas e após um breve período de calorosas discussões, principalmente sobre quem faria para com a moça de cabelos ruivos e seios avantajados, se decidiram. Apesar da vontade do jovem Ringabell em permanecer próximo a sua recém-feita amiga, os outros pareciam também bastante interessados em conhecer melhor a moça, e por fim ficaram em duplas diferentes.

- Calêndola, se esforce, a Tenente está olhando tudo, o teste já começou. - O rapaz falava sério após retirar a garota de uma conversa frívola com um outro aspirante que não ficara muito feliz com a intromissões. - Lembre-se que iremos passar. Sua viagem até aqui não pode ter sido pra nada. - O rapaz não tinha interesse em ser grosso ou incoveniente, mas se sentia na obrigação de ajudar a moça a seguir o caminho correto e ter noção da situação que estavam.

Após a devida organização, Gracie e seu novo companheiro naquela empreitada, Oken, partiam em direção aos canhões. Oken era um jovem nativo de Shells Town. Seu pai era dono de uma pequena padaria e tinha grandes ambições, costumava se gabar para todos que um dia sua padaria estaria espalhada pelos quatro Blues e seria o melhor pão do mundo, até os dragões celestiais iriam querer comer de sua iguaria. Obviamente eram apenas delírios de grandeza, o homem era preguiçoso e seu pão medíocre, mas conseguia ganhar o bastante para sustentar a família. Oken, por sua vez, nunca tivera interesse pelo negócio do pai e não sabia preparar nem ovo frito, quanto mais um pão. Entretanto, o rapaz tinha apreço pelas artes marciais e idolotrava os mestres da espadas, tendo o sonho de um dia ser considerado um grande espadachim e portador de uma meitou, uma das melhores espadas do mundo. - Gracie! Você sabe usar uma espada???? Homens de verdade lutam com espadas!! Só quem é forte de verdade treina o caminho da espada...você já ouviu falar das Meitous? São espadas lendárias! Mais fortes que qualquer outra! Capazes de cortar navios ao meio!!! IIIIKKKE - O jovem loiro tinha calafrios com suas próprias histórias.

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- Não. - Gracie respondia secamente à tagarelice de Oken e seu fanatismo por espadas. Como alguém poderia ser tão simplório a ponto de cultuar simples armas, o neto de Ulysses refletia. Apesar disso, Oken não era uma má escolha como parceiro. Era proativo e eficaz. Ao alcançarem os canhões, que se espalhavam ao redor de toda a base, logo dividiram as tarefas. - Oken, pare de falar por um instante. Iremos virar o canhão em 180º, você limpará a parte externa e eu tirarei a foligem de dentro com a lã de aço. Assim devemos conseguir um bom ritmo. - Ringabell tomava novamente a dianteira com seu instinto de liderança. Alguém devia tomar as rédeas para um grupo seguir adiante eficientemente, e ele fazia questão de assumir o papel.

O resto do grupo havia se divido com o trabalho com as lâminas e rifles. Calêndola estava no primeiro, cuidado do fio das espadas e afins. Enquanto isso, Oken e Gracie já tinha as roupas sujas de foligem e terra, que encardiam os canhões. Apesar de parecer fácil a limpeza não era nada simples. A crosta no metal era difícil de tirar e a foligem interna demorava a sair mesmo com a lã de aço e o produto específico, demandando persistência e força de vontade, mais do que força física. Por vezes, a foligem saia de uma vez formando uma fumaça que enegrecia a farda branca da dupla. - Oken, precisamos nos apressar, não podemos nos apresentar com as roupas sujas! - Apesar da dificuldade o ritmo dos dois ia bem, e um por um os canhões da base se encontravam em um estado de limpeza notável. - Cof, cof, aaaaaaaaaaaaargh, que gosto ruim!!!! Entrou na minha boca Graaaaacie!!!! Porque eu não fui sorteada pras espaaaaaaaadas????? - O loiro passavam a mão na lingua tentando tirar o pó preto que impregnava seu rosto. - Ei, pare de gritar meu nome. É embaraçoso. Tsc, a culpa é sua que tivemos que sortear. Se não ficasse insistindo em ser dupla da Calêndola cada um poderia ter escolhido onde queria ir..

- Cof, cof..mas ela é tão linda Gracie!!!! Você é gay? ARGH! - A escova de limpar os canhões se chocava contra a cabeça de Oken, sujando seus cabelos. Gracie o fitava com um olhar sério, os cabelos negros caindo no rosto suado. - Eu uso a cabeça de cima, não a de baixo, idiota. Trabalhe - Era difícil ver Ringabell perder sua compostura daquele jeito, mas o falatório de Oken mais cedo ou mais tarde tiraria qualquer um do sério.

O dia passou rapidamente e a dupla já estava exausta. O ritmo havia caído mas faltava pouco trabalho e a medida que o sol se aproximava do horizonte a limpeza do último canhão era concluída. - AAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHH acabaaaamos!!!! - E Oken se jogava no chão, suado e sujo, feliz por ter concluído seu trabalho. Gracie recolhia as ferramentas e olhava para o céu. O prazo limite para concluírem a tarefa estava quase no fim e precisavam se apresentar. - Se levanta Oken, precisamos nos apresentar e devolver os utensílios. Não vai dar tempo de nos limparmos. - E assim a dupla se adiantou em direção onde o oficial encarregado aguardava. Os resto da equipe já havia concluído suas tarefas. - Aqui está os itens de limpezas, senhor. Limpamos -puf, puf- todos os canhões ao redor da base - E batia continência. Oken imitava, o tanto quanto sua exaustão permitia. E assim o segundo dia de serviço era concluído.

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 Posted: May 25 2018, 10:28 PM
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O segundo dia corre sem muitos problemas.

Gracie percebe que muitos olhares - sobretudo masculinos - estão sobre Calêndola. Afinal, são poucas recrutas na marinha, muito embora todas sejam reconhecidas pela dureza destas. O campo de amizade do jovem Ringabell também aumentava com a presença do jovem Oken e seu sonho em ser um grande espadachim

A equipe se dividiu bem e conseguiram dar conta dos armamentos e dos canhões da base, terminando a tarefa no final da tarde. O marinheiro responsável inspecionou todos as armas cuidadas de forma minuciosa e pediu a renovação dos procedimentos, principalmente em algumas espingardas que não estavam bem montadas.

Fez questão de fazer um breve discurso sobre o que poderia acontecer se fosse colocado pólvora e munição em uma espingarda montada de forma equivocada. O resultado não seria muito bom... Hehe!

Marinheiro: Estão liberados, Recrutas, amanhã todos na sala de comando bem cedo, ok? A aula de estratégia será dada com a tenente Hammabell... - Comentou o inspetor do grupo, dispensando-os.

(...)


No dia seguinte, todos foram conduzidos a uma grande sala, nela havia várias cadeiras para comportar a turma. A tenente Hammabell estava de pé em frente a uma mesa. Na mesa, havia um mapa da cidade.

Tenente Hammabell: Bom dia, Recrutas!

Hoje vamos aprender um pouco sobre estratégia. Uma vez por semana vocês estarão aqui nesta sala para discutirmos sobre este tema. Estratégia vem da língua antiga em poneglyph strategya...
- E então ela faz uma longa explicação sobre a etimologia da palavra. - Esse aqui é um mapa de nossa cidade, Shells Town.

Quero ver como vocês vão lidar com isso. Considere que vocês tem cem homens e nenhum barco a seu favor e a ilha é invadida por dois navios de guerra pirata. Como vocês lidariam com a situação?
- Ela coloca sobre o mapa vários bonequinhos azuis na base da marinha e dois navios em miniatura e colocam no lado sul da ilha, onde fica o porto. Como ninguém se pronuncia para responder, ela aponta para Gracie: - Ringabell, o que você faria nesse caso?

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 Posted: May 26 2018, 08:42 AM
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#1: Seleção para Marinheiro


Ouvia atento às explicações da Tenente. Sua postura e seu modo de falar eram inspiradores, ela possuía o que era necessário para ser respeitada como uma oficial da marinha. Ela era uma verdadeira líder, e ainda tinha muito a crescer dentro da instituição. Ainda tinha um pouco de fuligem em meus cabelos apesar de tê-lo lavado incontáveis vezes e para evitar reprimendas por parte dos superiores os mantinha presos em um rabo de cavalo frouxo, que escorregava por entre minhas escápulas. - "Finalmente estamos começando"

Apesar de ter me esforçado o máximo que conseguia nos dois últimos dias me sentia mais um faxineiro do que propriamente um recruta da Marinha. Aguardava pelas aulas de estratégia ansiosamente, e finalmente o dia chegara. Sentava-me quase de frente à Tenente, e a olhava atentamente durante a explicação. Não me perdoaria se deixasse algum detalhe passar, ou se deixasse de aprender algo importante por me distrair com bobagens. Ao ouvir a Ten. Hammabel se referir a mim, me levantei, ereto e sério.

- Tenente. Primeiramente iria distribuir nossas forças com funções específicas. Tendo um contingente limitado é importante que todos contribuam. Iria destacar um grupo de 5 para servir como batedores, escolhendo os membros mais experientes em missões furtivas. O objetivo deles seria quantificar os oponentes e avaliar seu poderio bélico. Enquanto isso, 35 seriam escalados para preparar os canhões e 25 para a trazer a população para dentro da base, os outros 35 deveriam preparar armas e equipamentos e assumir formação de infantaria dentro do quartel. Os 5 da missão de reconhecimento ao passar as informações iriam ser destacados para ferver o máximo de água possível em fogueiras improvisadas no topo dos muros. - Em seguida respirava um pouco, recobrando o fôlego e revisando o plano.

- Após os canhões estarem a postos, 15 deveriam descer e também integrar a força principal. Dessa maneira teríamos 25 nos muros, de artilharia pesada. Com os cidadãos dentro da base, o plano seria aproveitar nossa posição defensiva para impor baixas precoces aos oponentes. Atacaríamos com os canhões incansavelmente, mirando na linha de frente. Se conseguissem avançar além da linha de efetividade dos canhões, já estando perto da base, abriríamos o portão para permitir a saída da nossa força principal. Os artilheiros dos canhões iriam assumir com seu rifles, permitindo suporte a distância e informações privilegiadas de terreno alto. Quando a primeira leva estivesse cansada, os soldados na retaguarda trocariam, assumindo a linha de frente. Se algum contingente de inimigos conseguisse se aproximar dos muros da base, iriam ser alvejados por água fervente, um método eficaz para incapacitar grupos e comprometer a moral do adversário. - Levava em seguida a mão ao queixo, ainda pensativo.

- Na hipótese dos inimigos invadirem a parte interna da base, armas seria dadas aos civis aptos ao combate. A luta nesse ponto se basearia em múltiplos combates individuais e não poderíamos deixar de usar todo auxílio disponível. Aqueles inaptos ao combate seriam protegidos na parte interna do prédio, de portas trancadas, com o suprimentos disponível na base.

Talve aquele não fosse o melhor ou mais elaborado plano já construído naquela aula, porém era o melhor que Gracie conseguia conjecturar naquele breve momento. Obviamente estratégias e planos de combate deveriam ser simulados e todas as hipóteses cobertas, mas se alongar demais com certeza não era o foco da aula.

- Tenente, é isso. - Bateria continência e aguardaria as palavras da oficial, mantendo o semblante sereno e atento.

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This post has been edited by Gracie: May 26 2018, 08:45 AM
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 Posted: May 26 2018, 03:53 PM
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Conforme o jovem recruta se levantava, todos na sala olhavam atento.

Enquanto Gracie falava, a tenente movia as peças na mesa, como se fosse um jogo de tabuleiro, dividindo as tropas formada por bonecos azuis na proporção indicada pelo mesmo e anotando num quadro próximo, com uma canetinha, as quantidades e as funções. Quando ele falou sobre ferver água ela arqueou a sobrancelha, parando de anotar por um instante.

Ten. Hammabell: Hm, hehe... - Sorriu, voltando a anotar no quadro. Em seguida, foi até o tabuleiro, pegou um saquinho com alguns bonecos plásticos vermelhos e disse: Muito bem, vamos agora simular o que aconteceria...

Antes disso, é preciso fazer algumas perguntas preliminares que você sequer considerou: Qual o objetivo de uma invasão pirata?

Se estivéssemos na Grande Rota, de onde venho, muitos ataques piratas são para objetivos maiores, mais complexos. Nos blues, e o East Blue não é diferente, noventa por cento dos ataques piratas tem um único objetivo: saquear e pilhar. Os bandos, em sua maioria, estão iniciando suas trajetórias e, muito provavelmente, estão e busca de grana e tesouros para financiar viagens mais longas e notoriedade.
- Ela então começa a posicionar as peças dos piratas no mapa, espalhando-os pela cidade.

Ten. Hammabell: Assim, sendo, sua ideia de abrigar a população na base foi acertada. Proteger as vidas civis é nossa missão principal. Porém, proteger a base da marinha, somente, é entregar ao inimigo o que ele quer: o resto da cidade... - A capitã faz uma pausa. Em seguida ela continua:

Ten. Hammabell: Agora pense comigo... Se como você imaginou e começasse a atacar com os canhões dentro da cidade você poderia até mitigar as forças inimigas, mas também terminaria por destruir a cidade ao redor da base o que terminaria além de não ser efetivo, afinal os canhões não armas tão precisas assim, terminaria por destruir ainda mais a cidade, gerando um custo posterior de renovação das estruturas e paralisação da produção...

Com isso, acho que vocês começarão a perceber que o nosso trabalho não é só combater a pirataria, mas garantir a segurança das pessoas e dos territórios...
- Em seguida, ela continua a espalhar as tropas piratas. - Enquanto você se preocupa e guarnecer a base, os piratas saqueiam os arredores e pegam comida, tesouros, produtos diversos e retornam para o navio. A sua ideia da água é boa, mas qualquer pirata com o mínimo de sanidade saberia que a base é o ponto mais forte da ilha e faria de tudo para não topar conosco...

Além disso, até você sacar isso tudo e suas tropas saírem do portal, provavelmente eles levariam tudo da ilha e partiriam no barco...
- Concluiu, por fim, escolhendo as peças, movendo os navios para longe da ilha. - Mas você foi bem, pensou em proteger as pessoas e a ideia da água foi criativa... hehe! - Sorriu.

Ten. Hammabell: Certo, quem mais tem ideias?

E assim passaram o dia, sugerindo estratagemas para aquela situação hipotética. No final, a tenente terminou sem dar muitas pistas qual seria a melhor forma de lidar com a situação. Algumas ideias sugeriam até o pedido de ajuda do QG da Marinha e um Buster Call - o que provocou muitas risadas e um grande sermão da importância deste instituto capaz de destruir completamente uma ilha. No final do dia, todos foram dispensados.

(...)


Quarto dia, o "dia de folga" que na verdade seria um treino aberto aos recrutas. Logo cedo, muitos estavam no pátio. Foram instruídos a não trazerem suas armas. A tenente estava no meio do pátio, de pé e com as duas mãos atrás da cintura.

Ten. Hammabell: Bom dia, recrutas, hoje é o primeiro dia de treino. Sejam todos muito bem vindos. Vamos começar com uma série simples. Quero dez voltas no pátio, duzentos polichinelos, cem abdominais... Em duas horas! - E então pegou um apito que estava repousando entre seus seios, presos por uma cordinha, e assoprou dando início.

Narre como foi essa parte do treino. Oken está com você. Calêndola está em outra atividade hoje.


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Gracie
 Posted: May 26 2018, 04:56 PM
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#1: Seleção para Marinheiro


O estudo de estratégia fora fascinante e as situações simuladas pela Tenente abriram minha mente à quão vastas as possibilidades são. Finalmente me sentia como iniciando a vida como marinheiro e aprendia as habilidade cruciais para me tornar um verdadeiro defensor dos mares.

Era o quarto dia e teríamos o treino físico. Já estava acostumado com rotinas de treinos pesadas, instigado pelo meu avô desde a infância, e o hábito havia ficado incrustado em mim. Apesar disso, nunca era prazeroso realizar movimentos repetitivos até a exaustão, e tudo o que me motivo a terminá-los era o simples costume de ir até o final quando começava algo. Em pé, me alongava enquanto os outros se reuniam no local, ainda não havia notado nenhum indivíduo familiar. Mas infelizmente não permanecera assim por muito tempo. - "Ahhhhh, hoje o dia vai ser mais rápido, apenas treinos físicos" - Pensava ingenuamente.

A Tenente se posicionava no centro do pátio enquanto nós, recrutas, formávamos fileiras bem alinhadas ouvindo suas palavras. Após receber nosso primeiro exercício o grupo iniciou quase como uma massa dotada de consciência própria, juntos e rítmicos. - Um, dois, um, dois, um, dois - Mantínhamos uma distância segura entre um e outro, estavam todos descansados e motivados, o verdadeiro teste nem começara. Após as voltas preconizadas serem completadas, reformamos as filas rapidamente e nos lançamos ao alto, iniciando os polichinelos. A minha frente um indivíduo baixo e de cabelos loiros assanhados saltava mais alto que todos e também gritava mais alto. - UM, DOIS, TRÊS, QUAAATRO, CIIIINCO.. - Só podia ser uma pessoa, Oken.

Primeiro tentei fingir que não o via. Olhei ao redor, angustiado, tentando identificar uma rota de fuga onde me distanciaria do pequeno barulhento. Mas era tarde demais, os polichinelos haviam acabado, e ele me vira. - OOOOOOOEEEEEE GRAACIE SEU DESGRAÇADO!!! - Oken me acertou com um soco na barriga, mais forte do que deveria, e se lançou ao chão ao meu lado, empurrando o recruta que antes ocupava tal lugar. - Nada de descansar seu espertalhão KIEKIEKIE Soube que fez papel de bobo na aula de estratégia!! - A única coisa mais irritante que Oken como um todo, era sua risada. Se é que isso era possível. Sem resposta, iniciei os abdominais, acelerando para acompanhar o resto do grupo.

A primeira série havia se findado. - Descanso de 50 segundos, aproveitem! - A tenente anunciou, passando entre as fileiras, com os olhos afiados. - Menos você, quero mais 100 abdominais. - Por um momento pensei que ela apontava para mim, mas notei que sua fala era dirigido a Oken. O rapaz abriu um belo sorriso olhando-a deitado no chão. Eu sabia o que passava na mente dele, e sabia para onde ele estava olhando. - OOOOOOOOOOOOSSU - Ele bateu continência e se lançou a empreitada, desistindo, exausto, por volta de 50º abdominal. Ele não era bem atlético, isso era certo.

Após o breve período de descanso a nova tarefa foi dada. - Todos irão correr até a praia da ilha. Lá irão tirar seus sapatos e farão 200 "tiros" de 100m indo e voltando na areia. - Um outro oficial então assumiu a dianteiro do grupo, puxando o ritmo. Corremos até a praia. O sol estava alto, escaldante, mas brisa litorânea era refrescante, dando nova força aos músculos fadigados. Após nos organizarmos, iniciamos o exercício. Em poucos segundos um dos recrutas ergueu a mão e falou despreocupadamente. - Terminei - E foi até a lateral, observando o resto da equipe treinar. O pior é que ele havia realmente terminado. E não apenas ali, em todos os outros exercícios individuais ele terminara mais rápido que todos os outros e simplesmente ficara olhando o céu, despreocupado.

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Todos terminaram o exercício. Alguns vomitavam, outros arfavam deitados. Me aproximei do rapaz careca, curioso. - Gracie. Ringabell Gracia. Você parece ter treinado muito. - Ele estava sentado na areia fitando o céu, e nem notara minha aproximação. Ao ouvir minhas palavras, olhou para mim e levou o dedo ao nariz. - Hã? Ah, sim. - E voltou a fitar o horizonte. Aquilo me irritara, mas não a ponto de me tirar do sério, me sentei ao seu lado. - Como é seu nome?

Vagarosamente ele me fitou novamente, já tendo descartado a caca que tirara do nariz. - Ichi. Ichi Panchi. Eu treinei até cair o cabelo. - E deu dois tapas na própria cabeça, demonstrando o quão reluzente era, refletindo a luz do sol propositalmente no meu rosto.

Vendo que se tratava de mais um idiota me levantei, a Tenente já se aproximava para dar as próximas ordens mas senti um peso nas costas, me levando ao chão. - WRESTLING NA AREIAAA! - Meu rosto se chocou contra areia fofa e quante da praia. Me virei rapidamente, furioso, e lancei aquela criatura loira por cima de mim, utilizando o pé como apoio, prontamente me erguendo. - Oken, da próxima vez que você fizer isso, eu vou te enforcar durante a noite. - Obviamente não iria, mas falara sério o bastante para o rapaz engolir em seco. Ichi nos olhava, com um sorriso bobo no rosto, mais interessado naquela pequena briga que no céu. - Vocês são engraçados.

Ten. Hammabell mais uma vez chamava atenção. havia trocado de trajes, vestindo calças mais curtas e uma camisa mais leve, se adaptando ao clima quente. - Muito bem, recrutas. Todos de volta à Base. São 2 passos, uma flexão e um salto para o alto. VÃO! - Por um momento nós, aspirantes, nos entreolhamos pedindo ajuda, mas não havia o que ser feito, apenas obedecer e nos lançamos ao sofrimento. O ácido lático se acumulava, a dor era generalizada, o suor daqueles vários jovens encharcavam a trajetória que tomavam. Era um pedacinho do inferno, ou para aqueles que estavam fazendo o exercício, uma eternidade de sofrimento. Demoramos, mas conseguimos, alguns, talvez a metade, já que alguns desmaiaram no caminho, outros deitaram, incapazes de se moverem. A frente das portas da base estava Ichi, sentado, comendo um bolinho de arroz, sem uma gota de suor. Após entrarmos na base, alguns carregados, a tenente nos dispensou. - Parabéns a todos, desmaiar não é desistir, insistir até não se mover não é desistir, nos próximos meses vocês irão se superar continuem com o bom esforço. DISPENSADOS.

E assim nos dirigimos a nossos dormitórios, nos banhamos e jantamos, terminando o 4º dia.

QUOTE
OFF: Não resisti lol


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