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 Machi, a Solitária, Cap. 3 de Machi Yamanaka
Bluuee
 Posted: Apr 3 2018, 04:01 PM
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Machi, a Solitária

Quando corria descendo as ruas de Shells Town, conseguiu roubar um grande pedaço de pano bege, que agora cobria suas roupas ensanguentadas como um poncho. Seus cabelos loiros estavam soltos, algo raro de se ver, tudo para esconder sua aparência.
A confusão que causou junto de Raikk e Dante lhe custaria caro, com certeza. Uma hora ou outra os reforços chegariam e ela provavelmente teria uma recompensa por sua cabeça. Não queria esperar por nada disso e tomou as providências que pôde. Estava levemente disfarçada e entrou no navio que partiria mais cedo do porto, não se importando para o destino. Tinha dinheiro o bastante para sobreviver sozinha por um tempo.

Seu corpo inteiro doía após uma longa luta com diversos marinheiros e um embate de frente com o Capitão Morgan. Estava num canto escuro do navio, tentando passar despercebida, mas sem abaixar a guarda. Seus olhos estavam atentos e ja tinha noção de quantas pessoas tinham no barco. Não sabia para onde estava indo e nem queria perguntar pra ninguém, ja que seria muito suspeito.
Focava suas energias em se curar, tentando se acalmar e se alimentar. Pagava quanto fosse necessário para uma boa alimentação e água limpa. - Minha terceira nova ilha… Vamos lá. - Mesmo em sua situação, continuava empolgada e animada com seus próximos passos. Cada lugar que passou trouxe novos aliados e aprendizados e não sabia o que esperar. Só torcia para estar pronta para qualquer desafio que viesse.

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@Wednesday

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Vamos começar! Post 1 só pra abertura mesmo
Depois dele vou começar a me esforçar mais nos meus posts!
Ja conversamos por PM, então bora la!
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Wednesday
 Posted: Apr 5 2018, 11:08 PM
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Wednesday




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- Machi Machi -

A jovem aventureira prosseguia sua jornada após uma grande aventura que teve na última ilha onde esteve. Ela fazia alguns amigos e até pensava em se juntar a eles, mas seu espírito indomável ansiava por liberdade.

Após entrar no primeiro navio que encontrava para fugir da ilha, a senhorita Yamanaka, agora com um disfarce improvisado, procurava um canto para se manter mais reservada do restante da tripulação.
Machi percebia que o navio estava repleto de pessoas simples, muitas das quais com aparência bem calejada pela vida. Apesar das aparências aquele pessoal estava muito feliz em estar no navio, todos esboçavam sorrisos de satisfação e um grande brilho nos olhos, não era difícil perceber que eles estavam com grandes expectativas nesta viagem.

A carpinteira não sabia para onde estavam indo, mas prestava atenção a sua volta em busca de informações. Aos poucos ela percebia conversas aqui e ali ao redor dela.

- Espero que dê tudo certo! Esse novo trabalho parece algo dos sonhos!

- Haha, isso mesmo, estou tão empolgado que mal posso esperar para começar!

Machi estava dentro do navio na área reservada para o alojamento dos tripulantes, num canto do outro lado da porta onde levava para o convés do navio. Haviam muitas pessoas ali dentro e isso fazia com que não tivesse mais espaços em camas, muitas pessoas dormiam em edredões e panos que elas mesmas colocavam no chão.

A loira estava mergulhada em seus pensamentos quando de repente era abordada por uma garotinha sorridente.

- Oi seu cabelo é muito bonito! Qual é seu nome moça? Você também está procurando emprego?




Ao fim da Adv será descontado - 10.000 B$ (te considerando Civil ).

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Bluuee
 Posted: Apr 9 2018, 12:04 PM
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Machi, a Carpinteira

Em seu canto, quieta, Machi estranhava o comportamento geral dos tripulantes. Estavam alegres e empolgados, e não só seus rostos e expressões mostravam isso, como também as poucas conversas que a garota ouviu no barco.
Não queria chamar atenção e conversar com pessoas, e estava satisfeita com o navio que tinha escolhido. Parecia ir para um bom lugar.

Seus pensamentos, agora mais calmos, sobre seu próximo destino, eram interrompidos pela voz de uma criança. A garotinha também parecia animada e puxava assunto sem compromisso. - Ah, muito obrigada! - Sorria meio sem jeito, não esperava por um elogio daqueles ali. Havia esquecido que seus cabelos estavam soltos, o que raramente acontecia. Os fios loiros não estavam em seu melhor estado, mas não deixavam de ser belos e chamativos. - Emprego? Bem… Eu acho que sim… A carpinteira fugia inicialmente da pergunta sobre seu nome. Sempre se apresentava como "Machi Yamanaka", mas seria uma criminosa agora? Poderia inventar um nome, mas achou desnecessário. Talvez fosse melhor apenas ocultar o nome de sua família naquele lugar. - Meu nome é Machi, e o seu? - Não precisava deixar sua guarda tão alta conversando apenas com uma menina. Estava curiosa com toda essa história de "emprego" que estava ouvindo pela viagem. Todas as pessoas pareciam humildes e o transporte estava cheio, o que deixava tudo mais curioso… - Você sabe para onde vai esse navio? Eu sou uma viajante meio louca, gosto de pagar por viagens sem saber o destino. - Dizia sorrindo, sentando um pouco pro lado, indicando para a garota se sentar também.


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@Wednesday

This post has been edited by Bluuee: Apr 9 2018, 12:05 PM
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Wednesday
 Posted: Apr 13 2018, 09:47 PM
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- Machi Machi -

A jovem loira estranhava toda aquela felicidade dos tripulantes do navio, até porque pelas aparências que eles tinham não era difícil pensar que suas vidas eram ruins e consequentemente sua felicidade também fosse.

Machi se mantinha em seu canto apenas observando e se recuperando dos danos que levava em sua luta na ilha anterior. Continuou assim por um bom tempo até que uma garotinha puxava conversa com ela.
A jovem Yamanaka ficava meio sem jeito pelas perguntas da inocente criança, mas acabava respondendo.
A garotinha escutava a resposta de Machi com um sorriso de animação no rosto, ela parecia que queria fazer amizade com a loira e por isso ficava com aquela atenciosa e animada ouvindo as palavras de Machi.

- Ah Machi! Isso me lembra comida haha. Meu nome é Jasmine. Este navio...

Antes que a garotinha acabasse, uma senhora que provavelmente aparentava ter muito mais idade do que realmente tinha aparecia dando a resposta que Jasmine iria dar.

- Vai para Tequila Wolf. A marinha nos convidou para participar de uma grande construção, teremos comida, casa e um emprego ótimo! Todo mundo está animado aqui, nunca tivemos uma oportunidade assim antes senhorita! Deus abençoe estes homens! Nos salvando da miséria assim... Não temos nem como agradecer tal oportunidade!

- Ah que modos, sou a Anastácia e essa pestinha aqui é minha filha mais nova. Desculpe pelo incômodo dela, você parece cansada e deve querer privacidade não é?

Continuando ou não o diálogo, Machi podia notar que agora entravam ali em baixo dois marinheiros bem agasalhados, eles então anunciavam para todos do navio:

- Senhoras e senhores, peço que coloquem seus agasalhos pois esta região é muito fria. Em breve chegaremos ao local do alojamento que vocês ficarão!

Os dois marinheiros então saiam do local e a loira podia sentir o vento frio do qual eles falavam passando por seu corpo ferido.
Seu corpo tremia repentinamente e sua dor atingia um ápice de forma que ela dava um pequeno gemido de dor.

Um senhor de vestes talvez mais velhas do que ele, passava perto e podia notar a reação de Machi, logo dizia:

Senhorita, vocês está bem? Eu sou médico, posso ajudar em algo?

O local onde estavam tinha um certo calor, talvez por estar bem fechado e cheio de pessoas amontoadas em camas e trapos no chão, mas certamente iria começar a esfriar quando chegassem ao destino final.
As pessoas começavam a se agasalharem e arrumarem suas coisas para saírem do local. Logo iriam desembarcar.




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 Posted: Apr 17 2018, 12:58 PM
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Machi Yamanaka, a Carpinteira

A garotinha de roupas e aparência surradas parecia animada por conversar com alguém novo. Sorria animadamente enquanto ouvia Machi falar. - Jasmine? Que nome lindo! - Parecia esquecer de seus problemas, conversando descontraída com a jovem. Também sorria, despreocupada.
Logo, uma mulher marcada pela vida interrompia o papo. Sua aparência chegava quase a dar dó, ainda mais para alguém que cresceu na alta sociedade como a Yamanaka. A velha, que aparentava ser a avó de Jasmine, dizia o destino da viagem. Tequila Wolf… A carpinteira buscava em suas memórias por algo, sendo uma jovem estudada e letrada, mas não se recordava de nada. Nunca ouviu sobre a ilha, mas parecia um belo lugar. A senhora, que se apresentava agora como Anastácia, mãe da menina, falava quase com um brilho nos olhos, agradecendo a marinha por aquela bela oportunidade. Isso explicava muito sobre as feições das pessoas ali e Machi ficava cada vez mais curiosa. - Realmente parece com um bom lugar! Fico feliz por vocês! Não se preocupe com a minha privacidade, é sempre bom ter alguém para conversar durante uma viagem dessas. - Sua calma sumiu por um instante quando viu os marines entrando pela porta. A loira abaixava sua cabeça levemente, tentando esconder seu rosto discretamente.
O aviso sobre o frio era quase desnecessário. Assim que falavam, Machi pôde sentir o corpo arrepiar e todas suas feridas doerem como se recebesse o golpe novamente. - Huung! - Fazia uma careta e colocava as mãos sobre o peito, gemendo de dor mais alto do que gostaria. A temperatura caía cada vez mais, e Tequila Wolf deveria ser coberta de neve pelo que estava sentindo. Não estava preparada para isso e não tinha roupas o bastante para se proteger, mas ao menos teve uma sorte… Um médico.

O homem seguia o padrão dos outros tripulantes, velho e pobre. Queria ser tratada antes de desembarcar, mas seu enorme ferimento com certeza chamaria atenção demais. - Ah, talvez eu esteja pior do que imaginei mesmo… Eu caí de uma bela altura enquanto escalava uma árvore e me machuquei feio. Seria muito bom se desse uma olhada, mas talvez seja apenas o frio. Não estava preparada para esse tipo de clima. - Inventava uma história qualquer para evitar uma reação muito assustada. Abria sua capa, tentando fazer com que apenas o médico podesse ver a ferida. Não devia ter muito o que ele fazer ali, mas qualquer ajuda seria bem vinda. Precisava estar preparada para tudo, mesmo a próxima ilha soando inofensiva.

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Wednesday
 Posted: Apr 19 2018, 09:30 PM
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- Machi Machi -

A viagem seguia e começava a esfriar, isso era sinal de que estavam chegando a ilha destino.
Machi sentia um grande fio cobrindo ela de uma vez, e isso a fazia dar um pequeno gemido, que, acabou sendo alto o suficiente para um senhor bem surrado que passava ali perto.
Ele oferecia ajuda para a moça e ela acabava aceitando dando uma desculpa esfarrapada. A então abria a roupa que estava por cima de suas roupas antigas e o médico arregalava os olhos quando via aquilo.

- Minha nossa, isso realmente foi de uma árvore? Está muito grave! Como aguenta isso? Vou ter de lavar e fazer pontos e você vai ter que tirar um bom descanso para se recuperar.

Apesar da carpinteira não querer chamar atenção para si, o ato do médico para ajuda-lá fazia com que algumas pessoas próximas percebessem o que acontecia por ali e olhassem para Machi observando o grande ferimento.
Algumas pessoas se mobilizavam para ajudar o médico, uns traziam água quente, outros panos limpos, outros faziam uma mini tenda de cobertores para que o tratamento fosse mais sigiloso, tudo isso comandado pelo médico idoso. Apesar de sua idade ele era bem enérgico e comandava os ajudantes com firmeza.
Demorou cerca de 30 minutos para que ele fizesse pontos e acabasse todo o tratamento. Machi agora estava enfaixada como uma múmia e o médico jogava fora a sua antiga blusa rasgada e suja de sangue.

- Bom, agora é só descansar garotinha! Se você se sentir mal de novo me chame! Eu não vou te deixar na mão.

Dando um grande sorriso simpático, o senhorzinho saía dali acenando a mão direita para a loira e ia até sua família.

Passou cerca de uma hora e meia desde que Machi foi tratada pelo senhor, algumas pessoas curiosas vinham perguntar para ela o que aconteceu e se ela estava bem, inclusive aquela garotinha de antes também aparecia perguntando a mesma coisa.
Por todo este tempo tudo o que acontecia ali no navio eram conversas entre as pessoas aqui e ali, perguntas para Machi para saber se ela estava bem e várias pessoas começando a se agasalharem com suas roupas mais grossas possíveis.

O frio cada vez mais piorava com o tempo, quem quer que não tivesse uma boa resistência ao frio, já estaria tremendo mesmo com suas roupas grossas.

Machi podia sentir que o navio atracava em algum lugar e pouco depois, surgiam ali no cômodo dos tripulantes alguns marinheiros e um deles anunciava com uma voz potente:

- Sejam bem vindos a Tequila Wolf! Espero que aproveitem a estadia por aqui, pois suas vidas agora estão amarradas a este lugar! Se retirem do navio o quanto antes para não termos que fazer isso a força, não aceitamos desistentes, quem pensar em desertar será morto! Vocês tem 10 minutos para saírem do navio por conta própria!

Certamente algo errado pairava ali no ar, o modo com que o marinheiro dizia tais palavras era grosso demais.

Se saísse do navio, a garota poderia ver que estavam atracados em uma plataforma mais próxima do nível do mar, mas haviam algumas escadarias que levavam para cima, onde eram os "dormitórios" dos "trabalhadores".
Saíndo do navio, alguns marinheiros ficavam próximos a entrada do navio e outros perto das escadarias. Todos eles estavam sorridentes e faziam muitas piadinhas com as pessoas que saiam do navio.

- Aproveitem a estadia hahahaaha

- Tenham um bom serviço! hehhehehhe

- Pode parecer ruim aqui, mas fiquem frios hahaha "Frios" entenderam?

O clima estava muito gelado e ventava bastante. Vários flocos de neve eram vistos voando com o vento, e as escadas tinham uma camada de neve que poderia fazer escorregar quem pisasse mais distraídamente.
todos tinham que subir até a plataforma do alto, não havia para onde ir além das escadas de pedras que levavam para cima.

Chegando em cima, a donzela poderia ver que não haviam dormitórios ali, tudo era posto no chão mesmo. O vento ali era absurdo e esta mistura com o frio fazia ser algo extremamente desagradável, pois o vento parecia pequenos fios rasgando a pele das pessoas.

Ali não dava para ver o campo de trabalho, mas já haviam alguns marinheiros prontos para guiarem o grupo do navio para os campos de trabalho, todos com chicotes e bem armados com espadas e pistolas na cintura.




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Bluuee
 Posted: Apr 24 2018, 02:15 PM
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Machi Yamanaka, a Carpinteira

O susto do médico era esperada. O ferimento da garota ia da barriga ao peito e ainda estava aberto, mesmo sangrando pouco. Não sabia se ainda valia a pena continuar mentindo, mas era melhor do que dizer que aquilo foi feito numa luta contra Marinheiros. - Não se preocupe, parece feio mas estou bem. - Dizia, sorrindo enquanto mentia.
Para a surpresa de Machi, as pessoas que notavam o que acontecia ali começavam a ajudar. Por mais que curiosas, não faziam perguntas, e auxiliavam como podia. Era até difícil agradecer tanta gente. - Qual seu nome, senhor? - Perguntava humildemente para o médico que a tratava. Ele era incrível! Mesmo com sua idade ele tinha tanta energia quanto a Yamanaka. Comandava os ajudantes de forma natural, e logo havia uma tenda cobrindo seu trabalho.
Apenas 30 minutos foram necessários para limpar e estancar o ferimento. A jovem carpinteira já se sentia bem melhor, mas sabia que deveria seguir a dica do homem e descansar bastante. - Muito obrigado. Você não precisava ter feito tudo isso. Agradeço com todo meu coração. - Ela era totalmente sincera em suas palavras. Se não fosse por aquele tratamento, estaria numa péssima situação, já que descobriria em breve o maldito destino daquela viagem.

A curiosidade dos tripulantes finalmente começava a incomodar Machi. Por uma hora várias pessoas vinham perguntar quem ela era e o que tinha acontecido. - Eu estava escalando e caí de muito alto. Mas está bem melhor do que parece. Foi só um corte. - Essa era a resposta padrão que dava. Não responder poderia atrair mais curiosos, então apenas continuava sua história fabricada. A única que pensou em dar uma resposta sincera foi para a jovem Jasmine, mas não podia arriscar. Não era das melhores mentirosas e já deviam ter muitos ali suspeitando.
Depois de tudo aquilo, finalmente o navio atracava. Estava realmente frio ali e Machi não estava vestida para a ocasião. Tentava se concentrar e resistir, enquanto ouvia o anúncio do marinheiro. Aquele anúncio assustador…
Naquela pequena fala deu pra entender grande parte de toda merda que viria pela frente. Suas vidas amarradas àquele lugar, 10 minutos para sair ou seriam mortos… Não seria tolerada deserções.
A garota rapidamente entendeu que deveria se acalmar e tomar cuidado. Não estava com medo, mas um passo errado e… Bem, ainda não sabia o que aconteceria.

Subiu as escadas ao som das zombarias de soldados. Ignorava aquilo e tentava entender onde estava de verdade. Tequila Wolf não parecia uma ilha comum… Na verdade, não se parecia em nada com uma ILHA. - Mas que merda de lugar é esse?? - Não havia um dormitório, ou camas. Tudo que via era neve, soldados armados e dezenas, talvez centenas de pessoas ali, todas em situação similar. A garota, mesmo sentindo que era uma má ideia, se aproximou de um dos guardas. - Senhor, onde estamos? Essa é a ilha de Tequila Wolf? - Sua resposta, até o modo como responderia, diria muito sobre o local. Ainda não sabia o que acontecia, mas tinha a coragem necessária para buscar suas respostas.
Acabou de chegar, mas já sabia que não estava em boa posição. - -


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Hang
 Posted: Apr 25 2018, 10:31 PM
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Heh, me chamo Jimini, minha jovem. Agora descanse ou você nunca vai ficar boa

*O médico respondia a resposta de Machi, em um dos últimos momentos de descanso que a jovem tinha. Logo o navio atracava, embora não parecesse haver nenhuma ilha nas redondezas e o terrível anúncio dos marinheiros ocupava toda a embarcação.*

*A donzela não tinha nem tempo de se recuperar, com muito do seu corpo ainda doendo devido a tudo que sofreu em Shell Town ela saia do navio como lhe fora ordenado, evitando descobrir como seria se não o fizesse por conta própria. Ela escalava o que lhe parecia uma grande ponte erguida no meio do mar, lá em cima o forte vendo jogava os cabelos dela para frente, batendo nos seus olhos, pequenos flocos de neve começavam a se acumular sobre o seu corpo enquanto via a desolação na sua frente.*

*A condição das pessoas ao seu redor era muito precária, ela era uma navegadora e uma carpinteira, mas mesmo sem ser médica podia ver que muitas daquelas pessoas estavam bastante desnutridas e muito mal vestidas para o árduo clima da ilha, outras apresentavam feridas que claramente haviam sido feitas por chicotes ou por agressões físicas continuas. Em grande contraste com essas pobres almas estavam os marinheiros, todos eles bem agasalhados, apresentando estar com bastante sobrepeso, claramente não vinham perdendo nenhuma refeição, e segurando armas, aparentemente ameaçando as outras pessoas.*

*Machi então se aproximava de um dos guardas, seus instintos lhe diziam que aquela não era uma boa ideia, mas a loira não era medrosa e descobriria o que estava se passando naquele local. O guarda para quem ela perguntara olha para a jovem com uma expressão de desprezo e cospe no rosto dela, com o cuspe do homem rapidamente congelando, e antes que ela tivesse sequer a oportunidade de entender o que estava acontecendo o guarda acertava-a com um soco no estômago, que com o corpo ferido que Machi estava a fazia cair de joelhos*

- Quem você pensa que é garota? Coloque-se no seu lugar ou pode ter certeza que eu vou te colocar entendeu?

*O marinheiro levava a perna para trás, claramente se preparando para chutar a cabeça dela, mas então a garotinha com quem ela conversara na viagem até ali, Jasmine, segura a perna dele e fala com uma voz fina e assustada*

-Não bate na Machi, moço. Ela não fez por mal e vai se comportar eu juro juradinho.

*O homem olha para a criança na sua perna e por um momento ele parece que vai parar, sua expressão relaxa e ele dá um leve sorriso. Mas então ele ergue Jasmine pelos cabelos e a vira para as pessoas*

- O capitão já não disse para não deixar crianças virem pra cá? Esses bostinhas não duram nada e morrem rápido, não valem nem o que comem são piores que o maldito peludinho

*Ele fala esse final olhando para uma figura encapuzada no meio da multidão de trabalhadores que parecia estar tentando cuidar deles, mas que parara para ver o que estava acontecendo. Depois disso então ele dá uma coronhada na cabeça da garotinha, abrindo um grande ferimento na testa dela que começava a sangrar e a atira com displicência para o lado fazendo-a aterrissar próximo a borda e quase caindo no mar. O homem então dá um chute no estômago de Machi e se vira para todos os novatos, como se nada daquilo tivesse acontecido*

- O capitão e o tenente estão muito ocupados para lidar com lixo como vocês, então eu vou fazer a introdução. Eu sou o Tenente Sencroli e deixe-me ser o primeiro a dar a boas vindas a todos vocês ao inferno. Vocês agora são nossos, trabalharam aqui até que morram, e seus filhos trabalharam aqui também, se eles sobreviverem o bastante pra isso. Não saiam da linha. Comportem-se e não precisarei castigá-los, eu odeio ter que fazer isso sabe, eu queria poder ser legal, mas vocês me obrigam a castigar vocês e isso só me deixa mais irritado...*Dizendo isso ele dá mais um chute na direção de Machi, mas dessa vez como não estava olhando para ela e sim para sua plateia o chute não a acerta, apenas passa perto de seu rosto*-Acostumem-se com a ideia, vocês agora não existem mais para ninguém fora dessa ponte. Como eu sou um cara muito legal vocês podem usar o dia de hoje para conhecer o local e descobrir como é o trabalho. Amanhã com o nascer do Sol espero todos prontos para trabalhar. Vamos homens

*Ele então estala os dedos e a maioria dos marinheiros o acompanha para longe, deixando apenas alguns que ficam de guarda. Os trabalhadores olham para os marinheiros indo embora e para os novatos claramente confusos, evitando olhar para Machi e para Jasmine no chão, mas logo voltam para as suas vidas cotidianas ignorando os novatos*

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Bluuee
 Posted: Apr 27 2018, 06:54 PM
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Machi Yamanaka, a Carpinteira

Jasmine, Anastácia e Jimini… Em pouco tempo Machi pôde entender que eram boas pessoas. Eles a ajudaram, conversaram, e mostraram a parte boa do mundo, as pessoas boas que se poderia conhecer viajando pelo mundo. E então… Havia pessoas como o Tenente Sencroli.
Aquele lugar, a suposta "ilha de Tequila Wolf", parecia um dos círculos do inferno. O maldito frio, o sofrimento das pessoas… Machi, talvez pela primeira vez em sua vida, teve medo.

O cuspe em seu rosto acabou com seu orgulho. O soco em seu estômago acabou com sua força. A Yamanaka sentia um ódio profundo, mas não tinha energia para revidar e tudo só piorava quando Jasmine tentava defende-la. Seu bom coração e jovem amizade com a carpinteira fazia ela sofrer muito mais que Machi.
O tenente, enquanto segurava Jasmine pelo cabelo, citava um estranho homem na multidão, que estava encapuzado e a loira não conseguia ver seu rosto. O marinheiro ataca a garotinha e a joga longe, fazendo-a quase cair sangrando da estranha ponte. - Seu maldito filho da… - Outro golpe em sua barriga. Era como se ele soubesse que estava ferida ali.

A apresentação de Sencroli deixava a situação mais clara. Escravos. Todas aquelas pessoas, incluindo Machi, Jimini, Anastácia e até a criança Jasmine. Quem já estava ali antes já agia como escravo. Não falavam, não ajudavam… Se defender significava a morte para eles. Seu dever era apenas obedecer.
A maioria dos soldados saiam e apenas alguns guardas armados restaram ali. Os escravos fingiam que nada havia acontecido e tudo se acalmava.
Com a força que restava em seu corpo, mesmo com toda sua dor, Machi se levantava e corria em direção a Jasmine. - Você está bem?! - Mesmo em meio àquele caos, a aventureira tentava sorrir, não só para acalmar a jovem, mas também sentia uma pequena felicidade. - Sabe… Você foi muito corajosa. Você me salvou, Jasmine. Obrigada. - Passava a mão por seus cabelos, fazendo um carinho. Pegava a garota no colo e procurava sua mãe, Anastácia. - Procure Jimini e tente ajudá-la como possível. Pelo que entendi, teremos um longo dia pela frente amanhã. Tentem descansar. - Saiu de perto para dar espaço a elas e se direcionou ao "peludinho", ignorando todos os outros. Seu capuz cobria o rosto, mas podia ser encontrado mesmo assim. - Se o tenente-merda falou de você com tanto ódio… Você deve ser uma boa pessoa. Eu sou Machi. Machi Yamanaka. - A garota esticava sua mão para um cumprimento, nem ligando se sua família e sobrenome seriam reconhecidos. Não estava a vontade e tinha medo da reação do escravo. Podia ser ignorada ou reprimida por tentar fazer amizade com ele, mas sentia que o homem misterioso seria de grande ajuda ali e precisava começar por algum lugar. Tinha que entender tudo o que acontecia ali e precisava de aliados.
Mal chegava e ja pensava em sua fuga."Ilha errada…" Era a única coisa que conseguia pensar agora.

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This post has been edited by Bluuee: Apr 27 2018, 07:27 PM
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Hang
 Posted: Apr 28 2018, 11:24 PM
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*A raiva borbulhava dento de Machi enquanto o marinheiro se afastava, seu estômago doía após os golpes que recebera, seu rosto ardia frente a audácia daquele homem de cuspir nela, seu coração batia acelerado de preocupação com a jovem criança que podia ter morrido ao cair no oceano só por tentar ajudar ela. A garota estava naquela "ilha", ou o que quer que Tequila Wolf fosse, há menos de uma hora e já percebia o quão errado aquele local era.*

*Com certa dificuldade, devido a toda a sua dor, a loira conseguia se aproximar de Jasmine para conferir o estado. O rosto da criança estava sangrando bastante, ela tinha um curte embaixo do olho esquerdo e o nariz dela estava claramente quebrado, estando muito torto para o lado direito. A garota simplesmente estava parada ali chorando, sem se mexer muito, ficando apenas caída ali em posição fetal, mesmo com a garota tentando dizer para que ela procurasse o velho médico. Sem saber o que fazer ela sente uma mão delicada sobre o seu ombro, o homem encapuzado que o marinheiro havia ofendido.*

- Eu cuido da criança, pode deixar.

*O homem se abaixa para pegar a criança no colo e com esse movimento o capuz dele cai para trás revelando algo que parecia a mistura entre um humano e uma raposa, os pelos do ser eram longos e incrivelmente sedosos, porém pareciam estar meio fragilizados e os tons que pareciam ter sido de um vivo vermelho em outros tempos já começava a esbranquiçar bastante.*

- Vejo que quer falar comigo, me acompanhe por favor então. Eu aproveito e vejo se aquela corja não fez mais algum mal a você

*Ele carregava a criança até um local um pouco mais para o interior da ponte, uma zona que já fora construída, lá Machi via várias cabanas caindo aos pedaços, pequenas tendas, aparentemente era ali que os escravos viviam. As outras pessoas pareciam ter uma relação estranha com aquele ser, todas pareciam respeitá-lo mas ao mesmo tempo pareciam ter vergonha e medo dele. A criatura leva as duas até uma das cabanas mais destruídas, o teto parecia ter desabado de um dos lados e mal parecia ser capaz de se manter de pé. Ali ele coloca Jasmine em um catre que ele tinha, pouco mais que alguns lençóis dobrados no chão e começa a falar com a mais nova escrava*

- De fato o tenente não gosta muito de mim, mas eu sou um dos melhores trabalhadores que eles têm então eles me aturam, me batem bastante, derrubam minha casa, mas me aturam, nunca querem me matar pois seria ruim para eles me perder. Prazer Machi, eu sou Hango Witty e eu lamento que você tenha vindo parar em Tequila Wolf, ninguém merece esse destino.

*O ser começava a dar um líquido dourado que tirou de debaixo de alguns escombros para a criança beber, ela imediatamente para de chorar e começa a dormir pacificamente.*

- Algum dia anos atrás algum maldito nobre decidiu que precisava de uma ponte, não importa de onde para onde, ele apenas precisava de uma ponta e então a marinha começou a construí-la. Mas estava claro manter trabalhadores, e era muito perigoso, então logo escravos começaram a ser usados e pouco depois pessoas começaram a ser capturadas para serem feitas de escravos. A maioria das pessoas que está aqui morrerá aqui, não há muito que se possa fazer, mas algumas pessoas conseguem escapar. Ninguém sabe bem como, dizem que existe revolucionários por aqui, armando alguma coisa, ajudando algumas pessoas. Eu não sei, mas seria bom se fosse verdade.

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Bluuee
 Posted: May 16 2018, 12:18 PM
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Machi Yamanaka, a Carpinteira

Jasmine estava mais ferida do que Machi esperava, sangrando e com o nariz quebrado, mas a jovem pirata também. Não tinha forças para levantá-la ou encontrar sua mãe, Anastácia. Jimini, o médico, estava misturado entre os escravos e podia demorar demais para encontrá-lo ali. A garota chorava muito e não parecia ouvir as palavras de agradecimento da carpinteira.
Começava a ficar desesperada pela saúde da menina, principalmente mental. Naquele lugar, sendo uma escrava e carregada de pressão, continuar chorando e demorar em sua recuperação podia ser fatal.

Por sua sorte, ou a sorte de Jasmine, Machi sentia um toque gentil em seu ombro. O homem, que ela logo iria atrás, estava ali para ajudar. Sua voz era calma e firme e a Yamanaka estranhamente se sentiu confortarda naquela situação, como se finalmente algo bom aconteceria com ela em Tequila Wolf.
Ele pegava a menina no colo com a força que Machi não mais possuía, revelando então sua aparência. A princípio a loira se assustava com a animalesca forma do homem, mas se controlava rapidamente. Uma vez leu (letrada) sobre a estranha raça dos Minks e claramente o homem-raposa era um deles. - Vejo que quer falar comigo, me acompanhe por favor então. Eu aproveito e vejo se aquela corja não fez mais algum mal a você. - Não era difícil ter reparado isso do jeito que a garota olhava para ele. - Não se preocupe comigo, cuide de Jasmine! Você é médico? - Perguntava preocupada, se levantando e começando a caminhar ao seu lado.
Pelo caminho que ele guiava evitava comentar sobre sua aparência. Pôde notar que os outros escravos tinham receio de se aproximar, mas todos pareciam respeitá-lo. Ali, mais adentro da ponte, parecia uma moradia improvisada, como uma favela, totalmente diferente do belo bairro que Machi havia crescido. Sentia cada vez mais pena das pessoas ali. - Se o tenente-merda falou de você com tanto ódio… Você deve ser uma boa pessoa. Eu sou Machi. Machi Yamanaka. - A princípio, Hango Witty, o Mink raposa, não parecia reconhecer o nome de sua família, o que podia ser uma boa notícia.
Colocava Jasmine gentilmente numa "cama" de lençóis e panos, dando um estranho líquido dourado para a menina, que a acalmava instantaneamente. Era um alívio ver que parava de chorar e dormia num quase transe. A carpinteira conseguia finalmente sorrir naquele lugar.

Hango começava a contar o que sabia de Tequila Wolf, e não parecia ser muito. Era um mistério o motivo da enorme ponte estar sendo construída e a história só ia deixando Machi com mais raiva. Não podia ter esperanças apenas num boato sobre Revolucionários. - Meu pai sempre me falou para manter distância dos Tenryuubito… São loucos por causa de poder, escravocratas e se sentem donos do mundo. Talvez eles sejam. - Lembrava da história que Ryuunosuke Yamanaka lhe contou sobre construir um navio para esses nobres, que havia sido o pior negócio de sua vida. Um enorme galeão que teve que ser feito de graça pela "honra de trabalhar para os Dragões Celestiais". - Não posso esperar a atitude dos Revolucionários para sair desse inferno. Eu tenho uma ideia para escapar, mas não tenho coragem de sair sabendo que todos os outros continuarão aqui… - Sentia-se fraca e impotente. Pensava em construir uma jangada improvisada e fugir, mas só de pensar em tudo o que os escravos passavam ali… Enxia seus olhos de lágrimas.
Mas o que poderia fazer? Aquela construção devia ter começado há muitos anos atrás e nem o exército Revolucionário foi capaz de ajudar. - Você deseja escapar, Senhor Hango? Acha que é possível? - Precisava saber a opinião de um veterano ali, para começar a traçar seu plano. Provavelmente teria que ficar alguns dias… Talvez semanas ou mais. - Eu não posso ficar aqui. Sou uma pirata e tenho que ser livre. - Dizia, firme. Esse era seu conceito de "pirataria", a máxima liberdade nos mares e no mundo. Ser uma escrava era a maior ofensa que podia sentir. - Preciso descansar e me recuperar, conhecer mais detalhes desse lugar e das pessoas aqui. Depois, vou escapar e levar quem eu conseguir comigo. Quer me ajudar nessa empreitada, Senhor Hango Witty? - Seus olhos mostravam determinação e coragem. Sua decisão não seria mudada. Por mais que fosse triste, não tinha forças ou habilidades para salvar todos ali. Faria o que estivesse em seu alcance. - -




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 Posted: May 17 2018, 09:21 PM
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-Eu sou um pouco de tudo minha jovem, sou o que quer que eles precisem que eu seja

*O homem respondia a inquisição da marceneira sobre se era um médico, enquanto carregavam a ferida Jasmine sobre suas instruções. Após um momento aonde o mink cuidou da criança ele e a humana começavam a conversar, Hango contava para ela sobre a "ilha" aonde viera parar e a terrível situação a que estaria agora presa-a, mas casualmente lhe insinuava sobre possibilidades de fuga junto com revolucionários.*

*Ele ouvia com atenção as palavras de Machi, suas orelhas levantavam e ficavam em pé conforme ela ia falando com ele sobre o pouco que sabia dos Tenryuubito e sobre sua falta de tempo para esperar por um grupo para salvá-la dali*

- Seu pai é muito sábio pelas suas palavras jovem Yamanaka, sim os dragões são homens terríveis que podem trazer problemas para qualquer um que cruze o seu caminho... E eu te aconselho que você tome cuidado e se aproveite um pouco da sabedoria do seu pai, as suas palavras foram muito perigosas essas coisas são melhor dita de forma hipotética e nunca diretamente assim. A maioria das pessoas daqui não são más mas... infelizmente, muitos venderiam a própria mãe por um pouco de conforto então tome cuidado com suas palavras por favor

*Ele então mexia embaixo de alguns poucos entulhos e pegava um longo e fino cachimbo, enxendo-o com algumas ervas que tirava do bolso e acendendo-o*

- Espero que não se incomode é um dos poucos prazeres que ainda me restam aqui. Eu entendo que não queira esperar você é jovem e me lembro de como é ter todo esse fogo ardendo dentro de si.*A raposa soltava uma longa onda de fumaça na direção contrária a do rosto de Machi, mas ainda assim ela podia sentir o aroma adocicado que a fumaça trazia ao ambiente*E você conseguir construir jangadas é uma ótima coisa para você, porém deve ter notado que não temos muitas árvores por aqui, quase toda a madeira que temos é para ser usada na construção da ponte então para a sua construção precisaria arranjar um pouco dessa madeira sabe?

*Ele ficava pitando o seu longo cachimbo enquanto ouvia a proposta da loira, perguntando-lhe se ele gostaria de fugir daquele local também. A declaração de pirataria dela parecia surpreendê-lo um pouco, colocando um sorriso no rosto do mink que dava uma longa inspiração no seu fumo*

RARARA uma pirata é? Infelizmente eu não posso acompanhá-la, não sei o que aconteceria com essas pobres almas se eu fosse embora e se você realmente pretende ir logo eu infelizmente lhe diria para não tentar levar ninguém com você, infelizmente esse local torna seus habitantes reclusos e desconfiados, até que consiga que alguém confie que quer levá-los para liberdade você provavelmente pode ter perdido sua oportunidade e ainda corre risco de ter sido denunciada para a marinha. Fuja e não se preocupe, eu cuidarei deles e aos poucos os revolucionários irão levando-os embora. Mas eu a ajudarei Machi Yamanaka, a ajudarei na sua fuga. Você já sabe como é a jangada que quer construir? Porque o ideal seria que isso fosse feito logo, em geral quando tem novos escravos os marinheiros ficam um pouco menos focados em proteger os recursos, eles gostam de oportunidade de mostrar dominância com os novatos, como você deve ter reparado, e esse provavelmente seria a melhor hora para que você roubasse a madeira de que vai precisar... Infelizmente eu sei que você precisa descansar, mas a melhor hora para esse roubo provavelmente é hoje a noite

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This post has been edited by Hang: May 17 2018, 10:37 PM
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 Posted: May 18 2018, 02:09 PM
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Machi Yamanaka, a Carpinteira

Hango tinha razão, tristemente. Escravos perdem a esperança e podem fazer qualquer coisa para evitar mais tortura, inclusive dedurar alguém na mesma situação. Deveria tomar cuidado com suas palavras e planos… Poderia piorar sua situação, ou a do mink e Jasmine.
Witty pegava um cachimbo e algumas ervas escondidas e começava a fumar. - Sem problemas, estamos em sua casa, afinal. - Respondia a garota, sorrindo amigavelmente. O aroma doce da fumaça até a agradava… Tornava o lugar mais "humano".

Hango continuava sua explicação sobre o local e ajudando no plano de Machi. Teria que roubar madeiras da construção, o que com certeza seria complicado.
A Yamanaka dizer que era uma pirata parecia animar o homem. Teria ele sido um pirata antes dali? De qualquer forma, sua curta risada acalmava a situação.
A pior notícia agora era saber que não tinha tempo para descansar. Necessitava aproveitar da chegada de novos escravos, enquanto os guardas estivessem distraídos, para furtar o que precisasse. - Não tenho tempo ou as ferramentas necessárias para fazer algo elaborado. O importante é sair daqui e chegar na próxima ilha. Precisarei de cinco peças grandes de madeira, qualquer uma serve, e um grande tecido para usar de vela. Farei um pequeno bote com um mastro simples. Terá espaço o suficiente para mim e talvez mais uma pessoa… - Dizia a parte final olhando para Jasmine. Poderia salvá-la, mas tinha o direito de separar a menina de sua mãe? Mesmo naquelas condições, tirar a garota dali talvez não fosse a melhor opção. Não sabia como cuidar de uma criança, apenas de si mesma, e não teria coragem de largá-la sozinha numa ilha qualquer. - Droga… Penso nisso depois. Onde devo ir, Senhor Hango? Vou precisar de alguma pequena distração para os marinheiros enquanto eu pego os materiais. Além disso, um pequeno espaço para eu construir o bote. - A adrenalina começava a circular em seu corpo e estranhamente começava a se animar. Era perigoso, arriscado e qualquer erro poderia finalizar suas aventuras… Ou sua vida. Exatamente como ela gostava.
Seus conhecimentos de carpintaria e navegação seriam essenciais. Em sua mente já tinha os desenhos do bote que faria, mesmo que ficasse muito mais feio e mal-acabado do que imaginava. 5 peças de madeira, um tecido, um martelo e alguns pregos… Teria que servir. - -




QUOTE

Primeiramente, post simples. Foi mal.
Mas boatos que tem double hoje kkk
Não tive muito o que fazer mas no próximo começa a bagunça!

A ideia é construir essa embarcação. Consegue navegar UMA rota sem precisar de manutenção, o que é tudo que preciso. Não tenho o dinheiro, mas também não vou precisar pagar por ele.
Acho que dá pra considerar como "prêmio" da aventura sem ferir as regras.


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Nome: B.F.R. (Bote de Fuga Rápida)
Descrição:
Um bote simples, construído as pressas para escapar de Tequila Wolf. É usado TRÊS peças de madeira para seu corpo (considerado como Cedro, a pior), e mais DUAS para o mastro simples, assim como UM pedaço grande de tecido (considerado Lona, o pior) para ajudar na locomoção e não ser obrigada a remar.
Tem espaço para apenas duas pessoas sem complicar seu manejo e velocidade.

Tamanho: 3x1

Ficha do Barco:
Poder de Fogo: 00
Precisão: 00
Resistência: 25
Manejo: 5
PVs: 100

Custo:  600 000 Berries



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 Posted: May 19 2018, 12:26 AM
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*A raposa ouvia sobre os planos da loira e conforme ela descrevia os barcos e as peças que necessitaria para isso apenas concordava com a cabeça, porém olhando com atenção quando Machi dizia que talvez conseguisse levar mais uma pessoa na sua jangada, embora demonstrasse certa insegurança quanto a fazê-lo, talvez interpretando corretamente as intenções da garota*

- Eu acho que sou capaz de ajudá-la com o pano mas a madeira realmente será necessário que roube. Depois disso sei um local ideal para que você construa essa jangada, mas espero que entenda que não pode demorar na construção pois eles vão perceber a falta da madeira e se a acharem com você não será agradável...

*As últimas palavras do homem raposa deixavam claro qual seria o destino da construtora se ela fosse capturada na sua missão de roubo aos marinheiros. A pequena menina começava a falar baixinho no seu sonho, e o mink acariciava de leve os cabelos dela enquanto parecia cantar uma estranha cantiga de ninar. A fumaça do cachimbo dele começava lentamente a esquentar o ambiente, deixando parte do terrível frio daquela ilha do lado de fora. Eles ficavam mais alguns segundos naquela situação quase tranquila, como se os males daquele local não pudessem afetá-los ali dentro até que após mais uma longa tragada o mink volta a falar*

- Eu sinto não poder ajudá-la mais, posso fazer a distração mas não mais do que isso... Mais para frente daqui, você vai ver algumas construções melhores, são o local aonde os marinheiros ficam no meio deles há uma grande tenda com um símbolo dos dragões celestiais, é lá que a maioria do material está guardado, você não terá muito tempo por isso tente realizar seus preparativos com antecedência, ok? Em umas 3 horas devo começar com a distração para você

*Com isso Hango voltva sua atenção para a menina deitada no catre, permitindo que Machi explorasse o local que ele descrevera e se preparasse para a missão que teria que fazer naquela noite*

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 Posted: May 24 2018, 08:05 PM
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Machi Yamanaka, a Carpinteira

- Conseguir o pano e o local para construção me ajuda muito. - Rapidez e precisão eram essenciais para essa missão. Não era uma ladra e nem boa em passar despercebida, mas teria que conseguir se quisesse escapar.
Machi se distraía enquanto pensava em seu plano. A cabana ali estava mais quente e confortável agora, cercada pela fumaça. Jasmine parecia em paz e Hango cuidava bem dela.

A distração viria em 3 horas e teria esse tempo para explorar e se preparar. Iria caminhar pela ponte, tentar fazer um reconhecimento sem chamar atenção para ela ou para sua missão pessoal. - Obrigada, Senhor Hango. - Determinada, ela se despedia e se cobria com o que estivesse a vista, qualquer coisa para diminuir a sensação de frio e se misturar com os outros escravos.
Saiu da cabana devagar, sem pressa em sua caminhada para não chamar atenção. Seguia na direção indicada pelo mink, olhando a sua volta e tentando entender e decorar a estrutura e organização do local.
A visão dos escravos e seus alojamentos mal-acabados, assim como a saúde deles, era assustadora. Eram centenas, talvez milhares deles ali, em situações precárias e sendo obrigados a trabalhar. Sentia raiva de si mesma por estar planejando fugir sem salvar pelo menos alguns deles, mas também sabia que esse feito seria impossível. Não tinha muita força restante, nem os materiais necessários ou um lugar grande e escondido o suficiente para trabalhar. Caminhava triste pelas crianças magras e pensava… Quando fosse forte o bastante, iria voltar para esse inferno, matar o Tenente Sencrolli com as próprias mãos e salvar todos ali.

Chegava no local indicado por Witty. Ali as construções eram mais bonitas e bem acabadas, o alojamento dos Marinheiros, de acordo com suas informações. No centro dos prédios havia uma grande tenda, com a bandeira do Governo Mundial, onde estava guardado tudo o que a carpinteira precisaria. Sentou-se próxima o bastante para enxergar mais detalhes, mas não o suficiente para chamar atenção. Cobria seu corpo com os braços, tentando se aquecer, enquanto contava quantos guardas tinham no local e onde estavam as entradas e saídas dos alojamentos e tendas.
Seu senso de direção seria essencial para se localizar e não se perder no meio de tantas pessoas e neve. Pequena e magra, sua aparência inofensiva era perfeita para passar despercebida quando o momento fosse oportuno.
Com tempo de sobra para esperar a distração, seus pensamentos vagavam para sua última aventura em Shells Town, onde conheceu Raikk, Dante e Juli. Sentia falta de companheiros e ajudas numa enrascada, mesmo acreditando que trabalhava melhor sozinha. Com aqueles loucos ao seu lado agora, poderia fazer a diferença naquele lugar.

Decidiu esperar ali mesmo. Teria tempo para ver o movimento dos arredores e, com seus conhecimentos de navegadora, entender os ventos e marés de Tequila Wolf para que estivesse preparada na fulga. Em algumas horas Hango faria sua parte do combinado e ela estaria preparada.
Correria para a tenda de materiais assim que visse a janela de oportunidade, pegaria apenas o necessário. Se houvesse um guarda la dentro, a Yamanaka o acertaria com um forte soco na cabeça, tentando ao menos derrubá-lo. 5 peças de madeira, um martelo e pregos, e voltaria correndo para a cabana do mink onde ele a guiaria para o local de construção. Um bote como aquele, nas mãos de uma profissinal experiente como Machi, ficaria pronto rapidamente e ela logo estaria no mar, rumo a outra ilha desconhecida, que ela já rezava para ser mais tranquila.

Seu plano era simples e direto, mas era tudo o que poderia fazer em sua atual situação. Com tudo pronto em sua cabeça, aguardava a distração. - -




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