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 8º Aventura - Lumière ou Obscurité, Kei Chikage
Angelique
 Posted: Nov 20 2017, 07:17 PM
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Angelique




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Adentrando na porta, sua primeira visão fora de um corredor extenso com diversas caixas empilhadas aqui e ali, as luzes eram como uma instalação militar (ou os porões da Marinha, como bem se lembrava) onde eram lâmpadas de sirene instaladas no vão entre uma parede e o teto, compridas e de iluminação fraca, deixando tudo numa penumbra e facilitando o porte de armas ou movimentos discretos, algo que com certeza não era o caso do príncipe.

Movimentou-se por ali e após cerca de vinte segundos caminhando, virou em uma sala no fim do corredor e lá, como se estivesse em uma fila de banco, diversas cadeiras com as mais variadas pessoas estavam sentadas ou escoradas na parede sem janela, enquanto em um guichê ficava um homem grande de bigodes/barba compridos, óculos de leitura e uma carranca horrível, aparentando não ter a paciência necessária para todos ali. A pequena janela interna que o homenzarrão estava era gradeada por motivos óbvios e seu corpo era tão parrudo que possivelmente estava usando proteções por baixo das roupas, mexia bastante no dinheiro e todas suas defesas pareciam poucas diante do grupo de pessoas que ali estavam "descansando" (ou esperando). Havia uma porta de metal sem maçaneta e um buraco de chave ao lado da cabine.

Não existia uma fila propriamente dita, visto que ia falar com ele quem quisesse, respeitando quem estivesse de papo com ele no momento. O local era até que silencioso, dando um ar de igreja onde todos não conversavam e quando o queriam, cochichavam entre si, como feito no momento em que Kei adentrou com as malas. Uma olhada dos pés à cabeça, terminando logo nas maletas dele. Ninguém se moveu, mas dividiram alguns pensamentos da maneira mais discreta possível.


- Próximo! - Não era necessário gritar, mas mesmo assim aquele vozeirão saía como um trovão pela sala abafada. Um ou outro foram pegos de surpresa e saltaram ao ouvir aquilo, o que fora notado pelo homem e em outra ocasião, ele até poderia rir, mas ali? Demorou alguns segundos e ninguém deu sinal de vida, portanto ele gritou uma segunda vez e nada, resolvendo então a arrumar as quantias absurdas de Berries que tinham a ser organizadas.

- Opa! - Um homem alto e de óculos se levantou de imediato, como se houvessem chamado o nome dele, indo logo em seguida de encontro do homem, que ainda estava a contabilizar seus ganhos e os da casa, não dando o mínimo de atenção ao homem que viera em um sorriso, porém após ser ignorado, chamou o outro uma segunda vez (como se fosse impossível notar sua presença na frente dele). Emburrecido, resolveu sair dali e voltar a se sentar.

- Não sou surdo, filho. Diga logo o que é para você. A noite pode ser uma criança, mas meu corpo já não mais o é. - Respondeu enquanto ajeitava as notas em um elástico e os guardava no caixa ao seu lado, impossível para qualquer um enfiar a mão e roubar algo. - Mas se a estrelinha precisa que olhe em seus olhos, eu o farei. Se quiser um suco de uva e uma massagem, veio ao lugar certo.

- Hah, muito engraçado, velhote. - Ria ele com um ou outro, já se levantando e indo até o homem uma segunda vez, agora com mais humor para as provocações. Perigosamente colocou a mão dentro de suas vestes, como se fosse sacar uma arma e ninguém ao menos se moveu. Kei sabia, pelo conjunto de odores, que aquele homem certamente trazia consigo um par de armas de fogo e uma branca, porém ele logo sacou algo com um cheiro muito mais desprezível. Trazia consigo um saco de berries, empurrando-o por entre as barras e permitindo que o velho agarrasse a quantia e logo abrisse para ver seu conteúdo, averiguando que não haveria apenas um punhado de folhas amassadas para acumular volume.

- Faço o que com isso?

- Faz assim ó, meu querido... - Certamente não seria uma resposta sensata, portanto o grandalhão apenas suspirou um bafo quente e visível, fazendo com que o quatro-olhos tossisse. Após isso, ele secou as lágrimas e se escorou novamente, olhando-o com mais seriedade e compreendendo que seu tempo era limitado. - Bem... Estou aqui representando a casa Baltimore.

- Trás consigo alguma coisa?

- Armas?

- Isso todos trazemos, filho.

- Então não sei do que você está falando... - A maioria na sala riu e ele começou a suar frio enquanto o velho o encarava, analisando a face do outro, procurando indícios de que ele estava brincando ou apenas testando a sua paciência (coisa que qualquer um aparentemente o fazia apenas por respirar em sua sala).

- Veio apenas para entrega de dinheiro? Há algo mais? Alguém dessa sala é mercadoria? Há algo lá fora esperando para entrar pela porta da frente? Vamos, me diga! - Não havia tempo para que o outro respondesse, ele se impunha com suas palavras rápidas e habituadas ao trabalho, se não fosse a grade, certamente ele já havia agarrado-o pelo pescoço e forçado as respostas a saírem de sua garganta antes do sangue. Balbuciou um pouco e isso apenas o deixou mais irritado, obrigando-o a dar um soco nas grades que retumbou o impacto em seu som estalido e assustou aquele que estava diante, fechando os olhos ao achar que aquela besta saltaria em si.

- N-Não... Nosso envolvimento é apenas monetário... Beyond é uma ilha gélida, nada de importante há lá... Ainda mais depois de Agorko ter montado sua base com tecnologia Reiniana, dizem que o local é assombrado... - Poderia haver risadas, mas não houve. Alguns concordaram com ele, outros apenas baixaram a cabeça (incrédulos por superstições? Sem paciência para histórias de assustar crianças?). O velho, apenas suspirou mais calmo e sentou-se em sua cadeira, resmungando alguma coisa e gritando "próximo", afastando aquele homem dali, que passou ao lado de Kei como se tivesse quase perdido seu espírito, onde antes havia um debochado mafioso, agora aparecia uma pessoa cuidadosa que nem ao menos tocou no príncipe e logo pediu desculpas, saindo pelo lado dele e percorrendo o corredor.

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Tiger
 Posted: Nov 26 2017, 04:32 PM
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Tiger




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Lumière ou Obscurité

Conduzia-me para uma espécie de corredor sombrio que dava um ar ainda mais certeiro de como funcionavam as coisa do submundo. Não me agradava estar tão distante assim do verdadeiro espadachim, tínhamos nos separado e sua orientação era de que em nenhum momento eu deveria fazer qualquer tipo de comportamento agressivo que pudesse chamar atenção. Era isso que eu tinha em mente até chegar numa espécie de sala onde muitas pessoas se aglomeravam, algumas permaneciam de pé e outras se sentavam, enquanto um enorme homem numa espécie de balcão chamava um a um. Para mim, tudo era muito confuso. Fiquei posicionado em uma das paredes, sempre segurando as duas malas. Em hipótese alguma eu as largaria, pois, como Barcre havia dito: “Sua ilha e minha vida dependem da segurança desses itens”. Até que um homem apareceu para falar e iniciou uma breve discussão com o homem enorme, seu humor e sua forma de falar mostravam certa impaciência e na medida em que conversavam isso ia ficando mais nítido. Minha ilha Beyond parecia trazer agitações quando o homem a mencionava, mas permaneci em total silêncio procurando estudar o local antes de fazer qualquer tipo de movimento. Meus olhos fixavam-se naquele diálogo e com a forma que o tal homem agia revelava que havia um clamor sobre o que acontecera em minha ilha – e eu precisava descobrir o que era! Caso eu fosse até o homem gordo perderia totalmente a possibilidade de entrar ali, então, a única coisa que me vinha em mente era seguir o homem que desistia de entrar. Ele saía se desculpando sem me tocar, mas seu rosto se mostrava sem espírito, com uma mistura de sentimentos e medo que revelavam um mistério. Minha decisão era segui-lo.Quando o mesmo saiu da sala e percorreu o salão, me aproximei até tocar em seu ombro educadamente:

- Cavalheiro, sou representante de uma família também. Pude perceber que falastes sobre a ilha Beyond e todos ao redor ficaram em um estado atônico. O que aconteceu nesta ilha e como posso entrar no cassino?

Oitava Aventura


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Angelique
 Posted: Nov 29 2017, 07:55 PM
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Kei tomou mais a postura de um observador enquanto o grandalhão em seu cubículo discutia com o subordinado de alguém e os outros apenas ouviam aquilo, sem interferir. Ele não recebeu informações o suficiente, portanto, quis tirar a dúvida, deixando sua missão de lado e preocupando-se ao máximo com Beyond e talvez, seu futuro reinado.

O homem passou ao lado dele e matutou um pouco, porém logo fora em direção do outro, querendo tirar a dúvida e assim que chegaram no longo corredor, longe dos olhos e ouvidos alheios, alcançou-o colocando a mão no ombro dele, sendo possível sentir facilmente seus ossos, e com certa curiosidade e dando uma brecha enorme para ser morto, olhou para trás apenas para fitar os olhos rubros de Chikage, que de imediato foram o suficiente para assustá-lo, pois estava em um lugar que não permitia duas vias e atrás de si estava uma figura em meio às sombras e de olhar avermelhado. Ergueu os ombros como uma criatura assustada que era e deu um passo em falso para o lado, segurando-se na parede e observando-o melhor logo em seguida, vendo que não passava de um humano comum.


- Não faça isso, cara! Porra! - Colocou a mão no peito, como se segurasse o próprio coração, olhando-o com raiva, mas logo bateu a mesma palma no joelho e outra no ombro do príncipe. - Suas palavras... Você fala como se estivesse em um buraco esse tempo todo! - Ria.

- Beyond foi uma ilha que fora escolhida por um antigo e tolo pirata, Agorko Sarpa, ele tirou vantagem da guerra de Reina e prometeu a alguns cientistas que iria dar proteção em troca de tecnologia e se escondeu em um buraco naquela geleira. A Marinha descobriu e o colocou abaixo. Fim de história, certo? Errado! Com a sua morte, é dito após os marinheiros irem embora e a poeira baixou, um grupo de caçadores de recompensas usou a base abandonada como proteção dos ventos frios e com isso. Até aí tudo bem, problema foi que eles não retornaram e ao invés de mandar um qualquer averiguar, a família real em si fora atrás deles. Agora sim... Fim de História.

- Talvez tenha sido o poder da família real de lé, Shikage (sombra da morte) ou algo assim, mas nenhum escândalo teve repercussão. Claro, era só um bando de caçadores, né? Mas o que eles estavam caçando lá? Será que realmente morreram de frio? O que a família em si queria esconder? Aí é que entra L'arcan. A máfia daqui gostaria de não envolver o Governo Mundial ou a Marinha enquanto um grupo de expedição será mandado para lá. A reunião de hoje é para discutir quem vai e se realmente vale a pena abater os cabeças daquela ilha. De onde você é? Seu chefe não menciona nada para você? É algum nível baixo ou novo no esquadrão?
- Ele dava um sorriso debochado, como se falasse com uma criança que descobrira pela primeira vez como fazer bolhas de sabão e queria partilhar tal informação com os adultos nada interessados.

- Ok, minha parte... - Ele mostrava a palma para o jovem e já aguardava uma quantia de dinheiro pela informação e qualquer coisa abaixo de 50,000B seria plenamente rejeitada com uma aparição repentina da pistola em sua cintura. Ele não estava brincando e queria sua recompensa por trazer uma informação que aparentemente não era assim tão difícil de se conseguir.

Não havia interrupções e muito menos espaço para desviar ali, o corredor era reto e sem janelas, talvez projetado para chacinas fáceis entre os seus, pois qualquer disparo iria alertar a todos que estivessem na sala logo em seguida e talvez o pessoal do cassino ouvisse também. Como no bom estilo mafioso, eles iriam fazer uma pequena corte e julgar se valia a pena ou não no momento, armados com pistolas e talvez metralhadora.

Se o príncipe pagasse o homem, ele passaria o dedo pela quantia de dinheiro e bateria levemente no peito dele duas vezes, com as notas, sorrindo e agradecido, mostrando que era por aquilo que ele vivia e que houvera valido a pena ter dito algo que para si era óbvio (dinheiro fácil e que talvez ele poderia ter cobrado bem mais).
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Tiger
 Posted: Dec 8 2017, 11:50 PM
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Lumière ou Obscurité

Aquele lugar, o silêncio que o pequeno corredor nos dava era perfeito para descobrir as informações de que precisava. Ninguém passava por ali, então pude ouvir com clareza tudo o que aquele mafioso sabia. No começo, ele ficou um pouco receoso e até se assustou com a minha aproximação, seu estado de espírito de alerta mostrava que era necessária cautela.

Um erro, uma frase mal colocada, uma ação mal interpretada, poderia fazer com que todos aqueles homens sacassem suas armas e um verdadeiro desastre pudesse ocorrer. Pela fala daquele homem, minha ilha estava prestes a ter uma interferência direta dos mafiosos. Obviamente, aquelas informações me custariam dinheiro. Naquela vida de negócios com aqueles indivíduos era algo que eu já aguardava. Barganhar poderia até soar um insulto naquele lugar. Estendi a minha mão sob meu bolso, tirando o valor exigido pelas informações, um leve sorriso se destacou em meu rosto enquanto depositava, discretamente, o dinheiro sobre a mão do mafioso e, com a outra, consegui achar um dos meus cachimbos que havia colocado na roupa emprestada antes de sair, e ofereci em sinal descontração.


- ...Sou novo nesse ramo. Simplesmente meu chefe entrou numa porta e me trouxeram para esse lado... E ninguém me avisa nada. Nem sei que lugar é esse... E quem é aquele homem... Tcs... Minha família é poderosa nos ramos de tráfico de armas... Só quero sair daqui o mais rápido possível e ficar com meu chefe... Antes que ele me demita.

Falava com uma voz em tom aborrecido, ensaiando um desdém característico de um subordinado. Caso ele tivesse mais informações, quem sabe falaria, ou talvez não. Mas não custava tentar a sorte. É como se eu estivesse fingindo ser um personagem e, de certo modo, não deixava de ser verdade.

A função de um agente é sempre priorizar a missão, mas, para mim, saber informações sobre minha família também era importante. Era como se eu estivesse entre dois caminhos e eu estava me agarrando para ficar em ambos. Caso ele não tivesse mais nenhuma informação importante, eu voltaria para a sala com a minha expressão e olhar mais sérios possíveis e falaria com o homem do balcão. Precisava arrumar um meio para estar ao lado do espadachim.

Em todos os minutos que passava, sentia picos de irritação e selvageria que nunca havia sentido. Algo dentro de mim, como um animal, rugia para que eu matasse todos que ali estivessem, arrancando seus membros e rasgando seus corpos caso me desafiassem. Eu estava vivenciando uma verdadeira guerra contra o animal que estava abrigado em meu corpo.


Oitava Aventura


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This post has been edited by Tiger: Jan 7 2018, 04:40 AM
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Angelique
 Posted: Dec 13 2017, 04:53 PM
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Kei tinha plena noção de que era um estranho no ninho, mas não se deixou espantar ou ter qualquer mínima reação de que estava deslocado dali, afinal, era um profissional. Lutava com um sentimento interno, pois sua Akuma no Mi, ou o próprio diabo em forma de tigre instigava seus sentidos, dizendo para que ele pegasse suas espadas ou transformar-se, pintando aquele cubículo com o sangue de seus inimigos enquanto apertava aquele porco rechonchudo em sua pequena cabine, brincando com a presa que não tinha para onde fugir, desesperando-o enquanto deixava que escolhesse seu próprio destino. Morreria pelas mãos do tigre branco ou da ponta do cano de sua própria arma de fogo.

Assim que recebeu a informação e viu a palma do outro, prontamente colocou a mão no bolso e desenrolou discretamente o dinheiro e mesmo que ali só houvesse ambos, ainda assim haviam algumas manias a serem seguidas e logo o de óculos apertou a mão do príncipe, parecendo velho amigos que não se viam. Seu olhar firme em mistura do sorriso satisfeito enquanto sentia as notas na palma eram pura encenação, exceto pela parte da felicidade. Guardou logo em seguida no bolso e se outros estivessem por perto, não teriam visto nada além do gesto conhecido por maior parte da máfia.

Um cachimbo agora era retirado de suas vestes e o homem por um segundo se assustou, pois traições eram algo rotineiro naquele ramo e cogitou em colocar a mão em suas próprias vestes e atirar nele ali mesmo, antes que acontecesse consigo. Para sua sorte, era apenas um cachimbo e com alegria genuína, sentindo-se sortudo de ter conhecido aquele espadachim, puxou um maço de cigarros e colocou já um na boca, queimando em conjunto, subindo fumaça entre eles e aliviando os ânimos que poderiam ter se exaltado anteriormente. Um sentimento de relaxar agora pegava a ambos, familiaridade e se bobear, até confiança.


- Ah, sei qualé. - Ele soltava a fumaça para o lado, em respeito ao aparente novato, enchia o peito então, orgulhoso de ser mais experiente que ele naquele quesito e poderia ser o "senpai" de alguém. - Dificilmente ele te demitirá, pois isso é um tratamento básico e necessário. Fale com o grandalhão fechado naquela cabine, diga o que ele quer ouvir e seja rápido, não é exatamente um amigo e faça o que fizer, não brigue com ele, pois não pertence a nenhuma família, mas é protegido por todas... - Fez um sinal em seu próprio pescoço, anunciando que seria a morte certa se ele brigasse com o maior, pois mexer com ele era como puxar briga com a própria L'arcan. - Olhe só... Não ande sozinho por aí, sempre tenha alguém para lidar com a sua guarda. Somos uma família por um motivo, não? Mesmo buchas de canhão descartáveis como nós... Bem, boa sorte aí. - Ele acenou para o príncipe enquanto saía saboreando seu cigarro, seguindo o rumo que estava tomando antes de ser abordado, deixando um rastro grosso de fumaça atrás de si, sinal de que continha muitos químicos na composição daquele fumo que apreciava.

Após ter o que queria, retornou para a sala com os mafiosos e agora o grandalhão já estava fazendo outro mafioso chorar... Bem, figurativamente. Fora ríspido como sempre, deixando o outro totalmente constrangido e agora dava para perceber que talvez nem todos ali fossem de fato integrantes de algum lugar que estavam se preparando para a reunião e sim, os guarda-costas daquele maior ou mesmo ainda, como um grupo de desocupados, vinham para se divertir com a grosseria do maior diante dos que vinham e necessitavam de sua paciência e boa vontade para poder seguir adiante, sendo de fato, uma questão de vida ou morte passar por "aquela esfinge", já que no meio da máfia, falhar com seus chefes normalmente era algo que traria problemas não somente para si, mas também para os queridos e familiares. Chikage não tinha exatamente sua própria família e integridade como reféns de seus atos, mas tinha de passar por aquilo para ter certeza.

Assim que se aproximou do maior sem que ele pudesse ao menos chamar o próximo, sua presença de cabelos claros e olhos vermelho, surgindo do meio das sombras e fumaça, era algo até fantasmagórico, que fez o homem soltar um pequeno soluço que nada verdade, era uma rápida risada disfarçada de tosse. Tirou um momento para olhar diretamente nos olhos do príncipe, como em um choque de classes, de um membro da realeza contra um fanfarrão de família pobre que fizera a vida na clandestinidade, aproveitando-se de seu tamanho para tomar vantagem.


- O que vai ser, Floquinho de Neve? - Já iniciou na provocação e de fato, a pele alva de Kei era típica dos habitantes de Beyond, mesmo que ele não soubesse de sua origem, era impossível mascarar quem ele era ali, olhando por cima. Sua voz não era exatamente agressiva, mas ele sentia como se houvesse algo mais a ser falado, entalado em sua garganta. Parecia que dava uma indireta, sendo passivo-agressivo, testando o jovem como ele houvera sido testado em suas viagens brutais com o Governo Mundial, que o fizera correr e suar por eles, tendo um vislumbre de o que ele poderia ser assim que fosse lapidado aos moldes abrutalhados de um agente fiel e de forças sobrenaturais. Agora, ele tinha segurar seu ego, seu orgulho e mesmo sua realeza, ser um reles mafioso, um nascido nas ruas, um abandonado pela sociedade, renegado e marginalizado, criando vínculos com a escória, que eram os únicos que o aceitavam e apenas por verem nele como um semelhante. Jamais sendo, mas almejando ser "Alguém" na vida. Este era o momento, ele tinha que ser "Alguém", mas não a visão perfeita que a maioria idealizava para si.
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Tiger
 Posted: Dec 15 2017, 12:09 AM
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Lumière ou Obscurité

Um aceno naquele corredor escuro era como uma leve despedida entre dois homens que, de alguma forma, selavam um acordo. Cada um ia para o seu lado, com objetivos particulares muito bem estabelecidos. As informações que me eram dadas através do mafioso eram valiosas, pois me ajudavam a entender qual o próximo passo a seguir. O pequeno intervalo que entre o corredor e novamente aquela sala me fizeram pensar que, naquele momento, não deveria existir qualquer sentimento e emoção da pessoa que eu era. Tudo o que eu acreditava deveria ser deixado de lado, congelado. Era essa a função que um agente deveria ter e, para um homem emocional como eu era o esforço teria que ser imenso. Contudo, gosto de ressaltar que por mais eu tivesse uma personalidade emotiva, um forte lado racional existia dentro de mim, como se eu estivesse diante de uma porta muito bem trancada e dentro deste local existia outro homem, capaz de matar com frieza, deixando de lado qualquer sinal que interferisse em meus objetivos. Talvez esse ser sempre fez parte de mim, mas sempre acabou ficando de lado, trancado – e o poder da fruta, de alguma forma, o deixava mais livre. A única maneira de controlá-lo era deixar a porta aberta e conviver com sua presença em meu íntimo.

Os olhares, quando entrei na sala, fitavam-me. Alguns poderiam estar olhando para as maletas e outros para a enorme katana ou quem sabe para minha aparência clara, loira e de olhos avermelhados. O Kei havia aberto a porta e naquela sala com aqueles homens, surgia um homem e uma besta, um tigre branco, juntos lado a lado, aceitando sua nova forma. E com certeza, meus amigos, minha expressão demonstrava esse novo ser. Meus olhos avermelhados entravam em contato com aquele enorme homem que me estudava, com seu humor ácido e palavras irônicas. Mas ali, diante dele, não estavam simples seguranças de mafiosos. Minha paciência permanecia a mesma, mas qualquer homem que me olhasse saberia que bastava um passo em falso para algo acontecer. Existem alguns relatos de homens que encontraram feras e, quando os olhos desses seres humanos cruzavam com tais animais, seus corpos paralisavam, os músculos não respondiam e o medo lhes engolia totalmente – e era essa a sensação que eu queria transmitir. Minha voz que soava, era suave como vento, a qualquer momento poderia tornar-se uma enorme tempestade.


- Sou segurança de um dos convidados e preciso chegar ao seu encontro o mais rápido possível. De maneira ou outra estarei lá. Então, diga-me como vai ser, cavalheiro...

Minhas palavras eram tão baixas que quase ninguém poderia escutar, apenas o homem que estava na minha frente. Em cada palavra que saia de meus lábios eram pausados e sérias. Não usava nenhum tom ameaçador, mas aquele homem devido seu trabalho saberia quem estava a sua frente. Sentiria seus instinto o alertar de alguma forma. Pois diante dele, meus olhos avermelhados tomavam tons dourados e rasgados como de um tigre. Uma aura totalmente felina crescia sobe meu corpo, como se qualquer palavra ou ironia vindo daquele homem, não seriam toleradas. Sua mente podia o deixar confuso com as mudanças que ocorriam em meus olhos, ou ele nem perceberia, mas eu deixava claro muito sutilmente, que não perderia tempo mais ali.

Oitava Aventura


This post has been edited by Tiger: Dec 15 2017, 12:14 AM
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Angelique
 Posted: Dec 16 2017, 06:26 PM
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- Direto ao ponto, hã? É assim que eu gosto... Não tomarei o seu tempo. Diga-me... O que trazes para a reunião? Há algo que você queira me contar...? O momento é agora para tal. Não quero confusão, quero ordem! Don Mondor não estará presente, mas ele financia o local e além disso, Dante está aqui para representá-lo. Entregue-me o que tiver e eu enviarei para os encarregados, assim como quero saber a que família ou sujeito você representa.

- Tá falante hoje, heim, Houmburd? - Gozava um mafioso que estava por ali, escorado na parede, brincando com uma moeda. - É seu tipo?

O olhar dado pelo grandalhão fora nada comparado ao que o próprio humilde príncipe dava. Seu olhar animalesco era algo que poderia ser sentido fisicamente, pois a encarada no local mal iluminado, ele fitava com a pupila dilatada como de um gato, os olhos vermelhos eram quase que uma Lua banhada no sangue futuro, daqueles que ele ainda haveria de adquirir e coloria o satélite. A aura, a sede de sangue transmitida era de uma brutalidade primitiva, mas não descontrolada, parecia uma fúria indomada, algo que um animal livre e que só transmitia destruição, agora estava de coleira e se rebelava constantemente. Kei havia abraçado esses sentimentos, mas deixava exalar um pouco para não ter uma sobrecarga de estresse.

Os odores ao redor revelavam o que acontecia além das faces sérias de cada meliante que ali estava. O cheiro de medo inspirava à maioria, o que era revelado fisicamente em poucos, que ficavam irrequietos e não sabiam o motivo, outros abaixavam suas cabeças e puxavam um cigarro, como se aquilo não fosse com eles e estavam apenas ali, cuidando de seus próprios problemas e não queriam mais.

De certa forma era surpreendente, pois não era qualquer "bucha de canhão" ou novato que transmitia tamanho presença diante de toda a fauna próxima. Era mais medo do que respeito, obviamente, mas tinha algo nele que era como se os próprios chefões das casas estivessem por perto e logo, o homem na cabine estranha isso, pois consequentemente haveriam risadas, bobagens jogadas ao vento, qualquer passatempo perverso ou bobo.


- Rapaz... O que você realmente quer? - Uma veia apresentou-se em sua testa, assim como muitos mafiosos colocaram as mãos em suas vestes, discretos demais para olhos humanos, provavelmente Kei teria sido fuzilado antes que ao menos pudesse pensar, mas graças a sua Akuma, ele farejou facilmente as intenções de cada um ali. Mesmo que mascarado por seu grande tamanho e por seu jeito de superior, Houmburd sentia medo. Sentia-se pressionado como um javali preso numa caixa dentro da jaula do tigre. Algo não estava certo e ele reconhecia isso apenas pelo ar, todavia ele não se entregaria sem uma briga.

O instinto assassino de Chikage era algo que o mantinha protegido, mas ao mesmo tempo, criava paranoias em mentes já sensíveis a isso. O local pareceu pequeno, o batimento cardíaco alheio era uma cacofonia que deveria parar. Talvez se ele estivesse no meio de outros, sua sanguinolência não fosse assim tão forte, mas algo o cativava ali.

Ninguém moveu um músculo, mas estavam preparados para o pior, até mesmo aquele grandalhão (da qual ele sabia estar com qualquer tipo de arma de fogo) ainda tentava manter a calma diante de um magrelo pálido que parecia quebrar com a mínima lufada de vento. Sua preferência por espadas ao invés do barulho de um tiro, a força e velocidade de um projétil... Aquilo era o que causava uma certa aliviada, pois como a predominância naquela ilha era de pistolas e derivados, quem usava armas brancas eram vistos como 8 ou 80, pois poderiam ser ingênuos que acreditavam que com "aquilo" iam vencer uma chuva de tiros vindos de uma gangue pequena (pois como já se é esperado, eles nunca andam sozinhos), ou a pior das hipóteses era de que seu corpo treinado era muito melhor que a mira de qualquer um, afinal, quem carrega tais tipos de armamento, dificilmente melhoram suas miras, aprendendo a atirar com o tempo, com a experiências, não havia necessidade de desperdiçar munição em treinos de tiro ao alvo se haviam os próprios alvos ambulantes devendo dinheiro ou querendo fugir da ilha. Todos os dias.

As luzes piscaram e logo atrás de Kei surgia uma figura já conhecida, mas que assim que entrou, sentiu uma pressão absurda vindo de todos. Havia muita tensão ali. Cooldown estava na entrada do corredor e sem máscara, seus passos eram bem sonoros, afinal, para os ouvidos treinados, só haviam respirações e batidas cardíacas por ali. CD olhou estranhando a todos, inclusive o príncipe (como se nunca houvera visto-o antes, não pousando o olhar nele para ver se estava bem, algo que se faz entre conhecidos e mais demoradamente em amigos), observou que já havia alguém falando com o homem na cabine, então ele apenas sentou-se, cruzou as pernas e abriu os braços no banco, jogando a cabeça para trás e como se tivesse fumado agora pouco e soltado a fumaça, ele "tragou" aquela tensão e sorriu.


- Faça... - Dizia fracamente, provocando o lado obscuro de Chikage.
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Tiger
 Posted: Dec 17 2017, 04:41 PM
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Lumière ou Obscurité


- Houmburd? Então esse é o seu nome... Você quer saber qual família eu pertenço? Muito bem! Direi-lhes em alto e bom som: Minha família é Chikage e, nesta noite, o sangue de todos vocês será derramado em nome da minha família! Eu serei o demônio encarregado da morte de vocês...

Tais palavras eram quase uma profecia. Tudo o que eu guardava naquele momento, virava uma espécie de rugido, de tal modo que toda minha fúria se transformava em ação. A chegada de CD e os olhares tensos daquelas pessoas, de uma forma ou outra, eram o que eu precisava para liberar o animal que estava tentando domar. Não perderia a razão, pois buscaria o controle de minha força e do meu emocional. CD, por sua vez, estaria ali sentado, de palco, para ver o banho de sangue que aconteceria naquela pequena sala. Eu arremessava as duas malas em sua direção. Meu corpo crescia, minhas roupas rasgavam e minha forma de tigre ia lentamente tomando meu corpo e minha aparência. Aquelas pessoas se tornavam pequenas... Cheiro de medo, pavor, desespero – era possível sentir.

Seus movimentos em direção as armas e seus nervos até certo ponto atrapalhados devido ao que presenciavam os vaziam ficar mais lento, seus gritos e pedido de socorro não seriam escutados.... Tudo isso era lido de forma muito clara por meus sentidos aflorados com a transformação. Seus instintos diziam a todos ali, que a morte estava diante deles. Minha velocidade seria o suficiente para conter seus gritos de terror e seus movimentos confusos em busca de armas. Eu percebia e sentia, de tal maneira, que meus movimentos se tornavam precisos e explosivos. Sua mortes eram certas. Sangue e sangue, pela parede, teto, tudo seria uma enorme tela de uma pintura. E o primeiro seria esse malicioso porco. Meus lábios sorriam em contato com seu medo sendo transfigurado em suas expressões corporais.

Minhas mãos rapidamente iam ao encontro daquele gordo insignificante. Minhas garras prendiam em seu pescoço gorduroso e nojento, puxava-o de onde estava como se seu peso não fosse nada. Fechava minhas garras quebrando o seu pescoço e puxando-o em minha direção, arremessando-o em alguns pequenos mafiosos a minha esquerda. Rapidamente, usava o Soru para aparecer e desaparecer em pleno ar, deixando os movimentos mais difíceis de serem atingidos por qualquer bala que viesse em minha direção. Não precisava mais do que alguns segundos para surgir atrás dos mesmos mafiosos que recebiam o peso daquele gordo sendo arremessado em suas direções. Pelas suas costas, disparava chutes e socos, ao mesmo tempo, sentindo seus ossos e corpos sendo esmagados com a minha força e, logo após, me direcionava para o outro grupo que estava a minha frente, com a mão direita indo de cima para baixo e a esquerda fazendo o mesmo movimento, retaliando cada um deles enquanto meus olhos já se voltavam para o outro grupo que estava à direita próximo da porta. Não poderia deixar que qualquer um deles escapasse. Os tiros vinham todos em minha direção e eu desviava com minha velocidade e Soru. Minha musculatura era tão forte agora que tais balas não passavam pelo meu corpo. E caso passasse, aguentaria. A força que vinha de minhas pernas, agora patas, era descomunal, podendo chegar a qualquer distância com muita velocidade e força numa velocidade absurda. Saltava de onde estava até o teto, usando minhas patas como uma espécie de mola impulsionadora, que fazia com que eu chegasse mais rápido ainda do teto para baixo no outro grupo, com as minhas garras em suas cabeças, não importava a quantidade, todos seriam mortos, não restaria ninguém.Uma chuva de sangue se espalhava e a profecia era cumprida. Havia conseguido controlar minha força e meu emocional. CD era o único que não fora atingido, ao passo que havia inúmeros corpos mutilados em sua volta.


- Não existe misericórdia para qualquer um que seja uma ameaça para minha família. Eu declaro guerra a máfia!!!!

Oitava Aventura


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Obs: Cena baseada do post: https://www.youtube.com/watch?v=qKzqEiIxaSg

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 Posted: Dec 18 2017, 11:12 PM
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Era surpreendente para todos, pois assim que o príncipe, sem discrição alguma, simplesmente revelava o nome de sua família e assim, deixando claro para os mafiosos dali que os nobres de Beyond já tinham ciência da invasão feita por L'arcan, algo que para eles, só era sabido por seu meio. Subestimaram totalmente os berries que envolvem aquela família e o próprio filho deles agora se encarregava dos assuntos, não temendo sujar as mãos.

Todas as armas então eram apontadas para ele, mas logo um rugido fez com que todos protegessem o rosto da própria pressão do ar enquanto o som os ensurdecia levemente, deixando-os paralisados e hesitantes de suas ações, o que era exatamente o que ele queria. Seu corpo se transformava, crescendo e esticando as antigas roupas de Cooldown, não se rasgando totalmente por serem folgadas, porém assim que ele retornasse ao que sempre foi, veria os trapos que se tornaram e que mesmo após, ainda era possível usá-las normalmente (mas talvez fosse um pouco quanto imprópria para uma janta familiar com seu pai).

Seu foco, obviamente, era aquele que zombava dele. Enfiou a pata pro dentre da cabine e enfiou a mão no pescoço de Houmburd, e o puxou para a frente com força, batendo o rosto dele nas grades, causando algum sangramento, porém assim que ele puxou novamente para retirá-lo brutalmente de sua pequena jaula, a pele do homem tornava-se extremamente dura e a sua força era contrabalanceada com a do tigre.

O nariz dele se alongava enquanto seus olhos ficavam por trás de uma membrana, nunca realmente fechados. Fora apenas isso que ele conseguira ver, por agora o grandalhão destruía o local onde estava, empurrando grade, concreto e madeira contra Kei, abraçando-o durante a sua transformação, mas já havendo uma esmagadora força, que prendia o felino e em um movimento rápido e preciso, como um lutador de vale-tudo, ele girou o corpo, contrabalanceando os pesos com a cauda (que existia apenas para lhe conceder equilíbrio e era usada com maestria), jogando o príncipe dolorosamente contra as cadeiras, caindo ao lado de Cooldown, que não pareceu se importar realmente com aquilo.

Seu corpo realmente era muito forte, pois aquilo deveria ter pelo menos quebrado suas costelas humanas, mas não ocorreu bem assim. Seus músculos de fato sofreram o dano, mas absorveram facilmente e o máximo que ele sentira fora o incômodo de bater contra algo sólido, não havendo cortes, fraturas ou mesmo hematomas, era como um soco nas costas ou um tapa no braço.

Na sua frente, com o pescoço preso pela grade, havia Houmburd, mas um homem transformado (como ele). Uma boca enorme com dentes proporcionais e intimidadores, grossos como nenhum dos que haviam na boca de Chikage, uma pele dura e escamada, uma cauda forte e um olhar branco, mas que ele sabia que estavam mirando nele.

Não se deixou intimidar.

Um tiroteio então teve início e isso tirou a atenção do príncipe do jacaré em sua frente. Tinha que ser rápido e no que a primeira pistola disparou, o cheiro da pólvora explodindo no tambor fora o suficiente para seus instintos elevados e os reflexos tomassem conta dele, já saindo da linha de fogo e "desaparecendo" com Soru, aparecendo na frente de um mafioso, que ainda estava olhando para onde o tigre antes estava, mirando com certa habilidade, não percebendo que o alvo agora estava em sua frente e quando finalmente percebera, já era tarde. Os golpes de Kei eram realmente explosivo, pois suas garras cortavam corpos humanos como manteiga e suas patas, potentes o bastante como um canhão de navio, no encontro de um humano comum, facilmente empurrava a pele contra músculo, gordura e osso, afundando-os.

O primeiro mafioso recebera um soco em seu peito e como Kei já não estava mais restringindo aquele animal insaciável, o punho dele atravessou o peito do homem, porém antes que pudesse retirar a mão, as miras já focavam nele, mas antes que tivessem tempo de disparar novamente, ele já rasgava do buraco do peito, abrindo um corte com seu próprio braço pelas costelas do homem, dilacerando todos órgãos vitais que ali haviam, derramando o restante no chão. Apareceu diante uma dupla e deu um soco na boca de um deles, simplesmente arrancando sua mandíbula, jogando-a no chão como um papel amassado, desesperando o homem que não conseguia mais falar, sangrando incessante e sem saber ao certo o que fazer, entrando em choque. O outro recebia uma ataque com a cauda do tigre, que fino e forte, desestabilizou os ossos dele, deslocando todos no local do impacto e trazendo uma dor excruciante naquele que não mais conseguia manter o corpo de pé, apenas gritando de dor ao chão, pois o próprio peso contra o solo já era o suficiente para que a ossada batesse em órgãos, veias e artérias, causando hemorragia interna e tendo uma lenta e extremamente dolorosa morte enquanto lutava para respirar com os pulmões comprimidos contra seus omoplatas e o sangue preenchia sua boca.

Saltou para o teto, mas teve seu pé pego pelo jacaré, jogando-o no chão pesadamente e agora sentindo a força do outro. Ainda tinha inimigos na sala e queria deixar aquilo perfeitamente limpo para que ele e o outro usuário pudessem brigar sem empecilhos exteriores.

Não ficou muito tempo no chão, pois algora saltava com as garras para a frente e pelo susto, o homem atirou contra ele, acertando-o no peito, um pouco acima do coração e lhe causando uma ferida, mas não era o suficiente, ela nem ao menos conseguiu perfurar o músculo e somente rompendo a pele, o tecido mais fraco e molengo do peitoral trabalhado.

Atravessou o homem como se tivesse pulado normalmente pelo ar, mais três agora se assustava m e apontavam para ele, mas não permitiria receber mais dano daquela escória, então ele agarrou a cabeça de um, mas controlando sua força, jogou-o contra outro e consequentemente, caiu sobre o terceiro. Ele se aproximou dos caídos, que não tiveram tempo de reagir a tempo, pois estavam zonzos e lutando para nãos desmaiar após um golpe pesado daqueles. O tigre então pegava a cabeça do primeiro e fundia o crânio dele no do segundo e logo após, no do terceiro, matando o do meio instantaneamente e permitindo que os outros dois sobrevivessem... Enquanto não tentassem se separar, pois como os ossos da cabeça são os mais resistentes para proteção do cérebro, aquele que estava morto tinha pedaços que assim que eles se movimentassem, penetraria nos tecidos moles de cada. Estariam vivos enquanto permanecessem ligado ao defunto, em dor, e ainda assim o seu tempo não era o suficiente para salvação, pois o sangue que escorria do morto se mesclava com o deles e assim que houvesse o suficiente em sua corrente sanguínea, o corpo negaria se não fossem do mesmo tipo. Aqueles forçados trigêmeos brutalizados foram o suficiente para que um mafioso do fundo da sala se desse um tiro na boca para não ter que passar por qualquer brutalidade a mente sádica de Kei lhe viesse a ocorrer, encorajando outros a "fugirem" daquela besta.


- Que sujeira... Você realmente é muito direto ao ponto. - Surgindo atrás de si com a mesma velocidade, a boca enorme do jacaré mordia seu ombro, mas sua boca era tamanha, que ele fora até a barriga do tigre, sujando o pelo branco de vermelho. Para sua sorte, a musculatura de aço que tinha, o protegera do pior, pois ele não conseguiu atravessar além dos músculos e da pele, não tendo força para rasgar, apenas penetrar os grossos dentes. Tentou se retirar rasgando ou levando um pedaço do outro predador, mas era muito forte a contração feita e ele teve de abrir a boca e basicamente cuspir Kei para o lado, empurrando-o com as palmas aberta em direção da parede, local onde ele conseguiu averiguar seu dano. - Não esperava um usuário... Mas acredito que você também não...

Cooldown já havia dado espaço para eles, indo até o corredor estreito onde eles haviam vindo, pois sabia que ali, por mais forte que ambos fossem, teriam suas limitações pela falta de espaço e pela quantidade de concreto, que de longe eram em maior quantidade que os da cabine e com isso, demoraria muito mais para chegar nele. A menos que retornassem à forma humana e com isso, daria brecha para o outro. Se Kei olhasse para ele, veria-o sorrindo, parecendo satisfeito com seus atos, divertindo-se com aquilo tudo e aprovando a carnificina apresentada para si.


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Tiger
 Posted: Dec 19 2017, 04:05 PM
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Lumière ou Obscurité


- Realmente, por essa eu não esperava... Você também é um usuário... Isso não é tão ruim assim, sabe?! Vou poder usar toda minha força sem precisar me preocupar com o que vai acontecer com você, Houmburd....

Com alguns rasgões na pele indestrutível, era possível sentir leves ardências devido aos pequenos combates que havia tido naquele pequeno intervalo de tempo. A dor não era nem mesmo sentida, a única coisa que vinha em meus pensamentos era uma espécie de adrenalina, uma sensação de selvageria que crescia na medida em que a tensão de um possível combate mais prolongado se revelava. Não estava surpreso em ver Houmburd se transformar. Isso até me deixou empolgado, pois seria a primeira vez que eu usaria e extrairia todas as potencialidades da fruta que eu havia ingerido. Uma forma de aprender a usar mais do poder da mesma. Sentia pequenas gotas de sangue escorrer pelo meu corpo, se misturando com todos os outros sangues espalhados naquela chacina. Minhas pernas tocavam em pequenos pedaços de tripas, membros e crânios, como se ali existisse um cemitério naquela sala. Era uma cena assustadora, porém, diante de tudo isso, apenas três seres permaneciam de pé. CD até parecia dar leves risadas gostando do que estava presenciando.

Fechava meus olhos, fazendo pequenos estalos em meu corpo, a fim de me preparar para o combate crucial. Não havia dito que eu seria o demônio que levaria todos os que estavam ali? Não havia declarado guerra à máfia? Pois bem... Estava disposto a provar tudo isso! Direcionei-me em um andar calmo e confiante, com olhos penetrados em minha presa enquanto o inimigo surgia atrás de mim, mordendo meu ombro com sua enorme boca de jacaré, fazendo com que seus dentes raspassem em minha forte musculatura. Só que a contração do meu corpo era tão rígida que eu conseguia enrijecê-la com tamanha eficiência e intensidade que fazia com que os grossos dentes do usuário não penetrassem em meu corpo. Em nenhum momento fiz qualquer movimento de ataque ou defesa, deixava que Houmburd percebesse por ele mesmo que não estava enfrentando qualquer um, mas sim, um dos maiores predadores que o mundo já conheceu. O Tigre branco.

Inclinei minha cabeça, olhando de soslaio, com olhos de tigre, como se estivesse desafiando-o a me machucar. Um leve sorriso se fazia com minhas presas se revelando num sorriso assustador. Era um desafio de fera para fera. Quando via que não conseguiria romper minha pele, era uma prova definitiva de sua derrota, e ele sabia disso. Por livre e espontânea vontade o mesmo abria a boca e se afastava para o lado, empurrando-me com as palmas abertas contra a parede. Pude perceber suas dúvidas, seus questionamentos, da mesma forma em que eu não esperava um usuário, ele também não. Ainda mais alguém tão forte, capaz de fazer força contra o poder de suas mordidas. Ver aquela cena me fez dar uma intensa gargalhada, pois quando um predador desiste de sua presa é o seu fim. Na sua frente ele conseguia ver uma enorme figura de um príncipe muito maior que ele, e ainda intacto com sua cabeleira caindo em seus ombros, e os dentes afiados e as garras preparadas, rindo de sua desgraça.


- Então é isso? Essa é a sua força? Deixe-me mostrar o que é um verdadeiro predador.

Usando novamente a parede, utilizava agora o ‘’Geppou’’ para surgir sobre a cabeça do jacaré, girando e deslocando toda minha força num chute em suas costas com a intenção de pegar com as duas mãos a sua boca, posicionando-me como se estivesse montando-o, com minhas duas mãos abrindo ainda mais a sua boca com a intenção de rasgá-la. Não era isso a sua maior fonte de orgulho: as suas presas? Eu as rasgaria. Se por ventura não conseguisse, o arremessaria contra a parede, atingindo-o com vários socos aonde fosse possível. Usaria minhas garras para atingi-lo em pontos vitais, sua fraqueza era seu peso característico do animal que o anima, usaria isso ao meu favor. Com ataques explosivos e agressivos. Todos meus ataques eram cada vez mais rápidos e poderosos, meu lado selvagem buscava sangue, e cada vez que o tempo passava, a fruta ia me deixando mais sanguinário. Lumière ou Obscurité? Nessa batalha, eu escolhia a escuridão.

Oitava Aventura


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This post has been edited by Tiger: Jan 7 2018, 04:44 AM
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 Posted: Dec 27 2017, 06:12 PM
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- Como um humano, você é direto e confiante... Como um tigre, você é falador e arrogante. Seriam duas personalidades distintas? Um discreto e um barulhento? Oh... Deixe-me imaginar... Você ainda não tem o controle total de sua Akuma... - Ele ria enquanto piscava, deixando seus olhos verdes à mostra, fechando-os logo em seguida com a proteção que os deixavam brancos.

Kei estava contra a parede e não pensou em responder à provocação, usando de suas técnicas aprendidas com os agentes, ele saltou por cima do jacaré e girou o corpo em pleno ar, chutando-o e sentindo o quão grossa aquele pele era, não machucando o pé, como também não tendo o efeito que almejava.

Aproveitando onde estava e com o inimigo curvado pelo golpe, montou em seus ombros, colocando a palma peluda na ponta da bocarra do inimigo, juntando os dedos e enfim conseguindo abrir aquilo. Ele parecia bem ameaçador com a extensão total, mostrando cada dente sujo de sangue enquanto tinha um enorme tigre em suas costas. A força do príncipe era digna de aplausos, mas contra alguém que portava um poder semelhante, ele não conseguiu rasgar as beiradas dos lábios e abrir seu crânio.

Logo em seguida, Houmburd jogou-se no chão como um jacaré que era e tentou fazer um movimento de afogamento no solo seco, batendo com o príncipe contra as cadeiras violentamente, debatendo-se e obrigando que uma soltura fosse feita.

Imitando o golpe de seu inimigo anteriormente, ele empurrou-o contra a parede, mas não houve brecha para que revidasse logo em seguida, pois assim que o impacto fora feito, o tigre já estava na sua frente, desferindo diversos socos, rápidos demais, mas que ainda poderiam ir além.

Sua sede por sangue chamava uma ira descomunal, como se ele estivesse depositando todas suas frustrações, todos os anos que fora "fraco", tudo que não conseguira almejar sozinho ou pior, em grupo. Seus punhos fechados logo se abriram, aliviando a tensão e fortalecendo seus dedos e garras expostas, que começavam a ganhar mais velocidade e cortavam o peito e rosto do jacaré, da qual não conseguia reagir imediatamente. Seu coração disparava ao ver que o inimigo não se desmanchava como os demais humanos que agora não mais eram além de uma massa de carne grotesca no chão, nenhum respirando.


- Ha! Ele está em chamas! Está saindo melhor do que o esperado! - Cooldown se entusiasmava enquanto torcia para o tigre, que com seus olhos de predador, não desgrudavam da presa prensada contra a parede. Nada lhe tirava a atenção enquanto o que antes era um samurai de golpes artísticos e bem treinado, agora dava lugar a selvageria, ao caos, a ataques tão potentes que não era necessário técnica para usufruir de cada movimento para agrupar peso ou potência nos cortes. Ele tinha isso tudo naturalmente.

Uma cauda grossa e pesada o espanava para o lado, caindo sobre umas cadeiras quebradas e uns corpos dissecados, mas sua cólera era tamanha que logo em seguida ele saltou de volta para o jacaré, recebendo então um soco na cara que o destabilizou-o, voltando a si. Houmburd estava com as escamas todas arranhadas e alguns filetes de sangue escorriam, como se apenas a ponta mais afiada de suas garras tivessem conseguido penetrar naquelas camadas protetoras e que com certeza não era o suficiente. Ele sacudiu a cabeça enquanto retomava o controle de suas ações.


- Você está se deixando controlar pela fruta. É isso? Acabou de comê-la? Você era tão fraco que está impressionado com seus novos poderes? Pois saiba que o mundo não é gentil e por consequência, eu não sou. Está queimando muita energia e força em ataques impensados. O que você é? Uma marionete? Um inútil que recebeu poder e agora abusa dele? Lhe falta experiência! - O soco que Kei houvera tomado no rosto agora era de uma criatura com um focinho menor, corpo mais humano, mas ainda com as escamas protegendo-o. Entrava em pose de boxe, abria e fechava as mãos, preparando-se para dar golpes mais potentes. - Você ao menos consegue mudar de forma? Conheceu minha forma jacaré, mas te apresento agora minha Strong Point! Meu atributos estão mais concentrados na força... - Seus músculos pulsavam enquanto ele abria um sorriso malandro.

- Você sabe qual é o seu erro? Confia demais no seu novo e incontrolado poder... Você não está sozinho! Speed Point! - Logo ele caía no chão, tornando-se mais magro, focinho arredondado para ter menos impacto na corrida e patas fortes e longas, que o impulsionavam na corrida. Ele basicamente fez uma corrida pelas laterais da parede para não ser pego por Kei no caminho, indo em direção de Cooldown com uma velocidade semelhante a de um jacaré dentro d'água.

Surpreso de agora ser o alvo, ele colocou a mão onde estava sua espada, esquecendo que houvera trocado de roupas com Kei e assim que percebera a falta dela, saltou para trás enquanto tentou atacar com um chute, não para machucar e sim para impulsionar-se para longe. Houmburd era inteligente e já esperava por algo assim, suas escamas eram como um cortador de vento, então ele conseguia diminuir ou aumentar seu peso na corrida e nesse momento, cada pedaço de sua pele se erguia e ele parava antes de receber o ataque, deixando que o ninja desse um passo em falso e caísse de costas no chão, dando oportunidade para que o grandalhão pudesse enfim morder seu antebraço e arrastá-lo/linchá-lo por toda a extensão do corredor.

Em toda sua investida, ele nunca verdadeiramente parou, dificultando que Kei o acompanhasse ou fizesse algo para impedir seu ataque.

Os gritos de Cooldown pelo corredor eram aterrorizantes, demonstravam que o inimigo não queria arrancar seu braço (ou não conseguia), mas usava disso para arrastá-lo em alta velocidade pelo chão, raspando suas costas a ponto de rasgar os trajes que usava e ferir a pele, deixando eventuais rastros de sangue.

Seu objetivo não era atacar Kei e sim desestabilizá-lo. O príncipe houvera matado todos os seus guardiões e clientes, era justo que ele fizesse o mesmo. Chikage cometeria o mesmo erro de Saizou ao ter comido a Mera Mera, deixando Rubert morrer para o lança-chamas de Agorko, pensando que o foco do inimigo seria somente nele? Já tinha visto essa história e agora, como da outra vez, caía no mesmo erro, tudo, graças à força, o poder desconhecido, um novo leque de opções para suas investidas, o gosto por ser superior a quase que qualquer um.


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 Posted: Jan 10 2018, 03:20 PM
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Lumière ou Obscurité
Como não abdicar da luz pela escuridão que te consome? Como não ruir diante de um poder descomunal, quando não possuía nada a não ser um tolo desejo de fazer algo sem possuir forças para tal desejo? Perdi quase tudo durante essa passagem de tempo que se seguiu neste período. Vi preciosos amigos serem esmagados e não pude fazer nada a não ser me sentir inútil e incapaz. Alguém que sempre tivera tudo nessa vida, como confiança e poder, agora estava sendo tragado por um caminho sem volta, um lugar no qual às vezes não temos forças suficientes para sair. A escuridão te consome, a força te consome, o sangue te consome... Aquela luta não era apenas um combate entre duas feras, na realidade eu estava lutando contra minha própria batalha interna em ser ou não ser consumido, em viver ou morrer. Ali, eu não tinha tempo para tomar decisões, pois a pressão do uso da fruta fazia com que meus pensamentos tivessem apenas um único objetivo: atacar, atacar e atacar... O raciocínio e a percepção que sempre foram meu forte estavam distantes, ao passo que o meu lado mais brutal tomava a frente e me guiava.

O inimigo possuía um controle muito maior de seus poderes, mostrava variações que eu nem imaginava que existiam. E sabe o impacto que isso teve em mim? Absolutamente nada! A única coisa que me fazia permanecer em pé, mesmo ferido, era um desejo insaciável de eliminá-lo. Suas provocações e falas excessivas chegaram ao ponto de não serem ouvidas, pois meu interesse estava naquela única presa que se rebaixava num nível que me causava repugnância. Ele usava CD como um refém. Ele não era uma fera, nem merecia tal status. Era um covarde que, ao invés de enfrentar, preferia usar truques baixos para me atingir. Olhando aquela cena, meus olhos revelavam o nojo que eu sentia, era um desdém nítido que meus olhos enfurecidos percebiam aquela encenação com total indiferença e frieza que me espantavam. CD era um guerreiro, um ninja, e por tudo o que havia me mostrado estava ciente do risco na qual estava enfrentando ali e, com certeza, não havia sido tolo para não ter um plano qualquer.

Meus olhos pousaram lentamente em contato com CD. Era um sinal. Aproveitava aquele momento para respirar, sempre fui um ser estratégico, precisava de um plano. A raiva e o nervosismo fazem com que o corpo reaja mais lentamente do que o normal, então eu precisava manter-me calmo e não ser consumido pela raiva. Tudo seria decidido num único golpe. Meu plano seria que CD usasse de sua experiência como ninja, e criasse alguma brecha para que eu pudesse usar da minha velocidade, para atingi-lo com toda minha força, usando tudo que eu havia apreendido nos meus treinamentos como agente, com o uso da fruta. Seria um ataque direcionado na cabeça do inimigo. Caso tivesse mais oportunidade o agarraria com minha poderosa calda e o atingiria com inúmeros socos em pontos que o causassem muitos danos, seriam golpes precisos em pontos vitais. Era a técnica ''Shigan''. Com os poderes da akuma, seria ainda mais poderosa.


Kei Chikage
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QUOTE
Novo template para uma nova versão do Kei....Com cabelos mais longos e com roupas de sua próxima aventura. Numa possível passagem de tempo para o personagem. 


This post has been edited by Tiger: Jan 10 2018, 03:30 PM
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 Posted: Jan 12 2018, 09:58 PM
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As transformações do jacaré em nada impressionaram o tigre e não por já ter visto aquelas mudanças antes, mas sim por se achar superior. E na cabeça dele, de fato era. Um príncipe de uma ilha inteira, ser inferior a um simplório de L'arcan? Aquela ilha suja (tanto no sentido figurativo de ser um local desgostoso, quanto no literal, por ter a máfia em cada esquina, fumando e bebendo, manchas de sangue encharcando os paralelepípedos por brigas bobas) não se comparava em nada na bela bola de neve da qual nascera e herdaria.

Após pegar Cooldown como seu brinquedinho, provocando o príncipe, ele sentiu um gosto ruim na boca, pois antes tivera visto o grandalhão como um igual, alguém a qual ele pudesse lutar com um pouco de suor (mesmo que nem passasse pela sua mente a ideia de derrota) e que teria mais graça do que o amontoado de corpos da qual ele dilacerara com tamanha facilidade. Via-o agora como algo insignificante e não mais alguém digno de um combate até a morte. Aquilo era baixo demais, algo esperado de um mafioso inescrupuloso e sem opções ou vontade de jogar limpo, sem respeito ou consciência, algo que, talvez indiretamente, incomodasse a honra do samurai, que apesar de tudo, ainda carregava uma espada e tinha seus princípios. Ver que o inimigo não tinha o mesmo, era ultrajante.

Olhou para o ninja e prontamente se decepcionou novamente. Cooldown não era um guerreiro, era treinado para ser furtivo e esquivar de danos, coisas que aparentemente ele não tivera sido tão mestre. Ele olhou para a careta de nojo do tigre e logo pensou que era pelo fato de ele ter sido pego tão facilmente, então em meio aos gritos de dor, ele berrou de volta.


- Eu não tenho culpa! Não sabia que ele era um usuário! Não me olhe assim e me ajude! - Não era possível se soltar e mesmo que não houvesse mastigações ou puxadas para separação do ombro, ele estava sendo arrastado em alta velocidade, o que o esfolava vivo enquanto o seu - suposto - companheiro apenas ficava parado olhando-o, desaprovando. Não tinha armas consigo, pois deixara as espadas com o agente, então ele tentou dar alguns socos na fuça do jacaré, algo errôneo, nem fechar um punho direito ele sabia, dispersando muito da força no momento do impacto, onde ele abria (algo como bater em alguém com uma banana, que se amassava no momento do contato).

Cansado de assistir à tortura do colega, ele calculou o trajeto do jacaré e saltou no meio do caminho, virando o corpo levemente e dando uma chicotada com a cauda, mas que o intuito não era de machucar, mas restringir.

Assim que o usuário viu que estava com um rabo enrolado em sua fina cintura, ele soltou Cooldown e se transformou no Strong Point, abrindo um sorriso confiante enquanto o ninja, se deixando levar pela inercia, rolou um pouco mais e tirando um momento para recobrar-se. Tossiu um pouco e arrotou algumas vezes, forçando o vômito que não vinha, segurando-se nos bancos quebrados, sentindo como se ainda estivesse em movimento, zonzo. Era possível ver que diversas partes de sua roupa e corpo estavam aos frangalhos. Peles mortas e avermelhadas, cortes leves até carne viva, nenhum deles sangravam, mas o líquido da vida estava presente em quase todos os recortes.

Kei então vinha com força e enfiava o dedo na testa do jacaré, onde o sorriso debochado logo se transformava em uma careta de dor e enfrentamento da morte, ficando imóvel no momento. Assim que o primeiro filete de sangue escorreu do ferimento, passando por entre os olhos, as pequenas narinas e enfim adentrando na boca, ele passou a língua e abriu um sorriso novamente, olhando fundo nos olhos do tigre e piscando por entre a película.

Deu um soco no rosto do príncipe que o desestabilizou, soltando-o de sua amarra de cauda, no que ele fora dar o segundo golpe, acertou o dedo com a garra levantada do tigre, penetrando seus dedos na navalha e se cortando, quase furando a palma, abaixando a própria mão para negar maiores danos.


- Seus dedos parecem armas... Porque não trocamos socos como as bestas que somos? Muito medo? Se quiser usar suas técnicas fru-fru de agente, tudo bem, sem problemas, mas o seu amigo vai sofrer um pouco mais, pois eu irei colocar o rabo entre as pernas e fugir com ele... - Abria os dentes grossos, passando um filete de baba que os interligava, sendo ela avermelhada pelo sangue do ninja e dele. As demais presas amareladas estavam em perfeito estado.
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Tiger
 Posted: Jan 13 2018, 03:15 PM
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Lumière ou Obscurité
-...Uma luta de punhos? Ah, Houmburd, você acha mesmo que eu acreditaria num covarde como você? Uma besta medrosa e assustada...Que tem medo de enfrentar um usuário que mal sabe usar sua fruta? Hehehe.. - Uma leve risada saia de meus lábios, com um tom de deboche bem explicito. Eu era ardiloso em minhas provocações. Da mesma forma que ele tentava atingir meu psicológico eu usaria isso ao meu favor agora. Em questão de lábia, eu era especialista. Debochava de sua falta de coragem, e dava leves risadas enquanto escorria levemente o sangue de sua testa e de seus punhos com o contato com meu corpo. Fiquei bastante surpreso com o desespero de CD. No momento que ele gritou, pedindo ajuda, mostrou que naquele momento ele seria um estorvo naquela luta. Suas qualidades ali, não seriam aproveitadas, então seria melhor que saísse da sala. Toda uma aura poderosa parecia correr em volta do meu eu corpo, como se eu estivesse emanando uma espécie de confiança e poder. Aos poucos eu ia me habituando a usar o poder da Akuma sem acarretar danos sérios no corpo. Era uma questão de prática. E o que seria melhor que uma luta? Deslizei com confiança até uma parede e com um único soco, quebrei ela, parecia ser uma saída para outro lugar, o barulho foi grande, dava para sentir um leve estremecer com parede quebrando com o soco.

-...Vai fugir com CD é? Veremos...Guarde sua baba, ela é nojenta...Apesar de combinar com sua fisionomia. - Em nenhum momento eu baixei minha guarda, Se o inimigo me atacasse, seria repelido. Caso fosse na direção de CD, usaria o ‘’Shigan’’ novamente. Faria o possível para deixar ele afastado. A forma que eu transparência isso, era com os olhos. Eu estava totalmente imerso naquele combate. Usando da minha velocidade, segurei CD pela roupa, e o arremessei gentilmente para sair da sala com as malas. Mesmo com leves feridas, não era nada sério. Ele ficaria bem. Sua espada voou em sua direção, pois eu a devolvia sem nem olhar para trás. CD precisava sair da sala, sua presença ali era perigosa, pois na primeira oportunidade ele seria usado novamente como refém. Enquanto convidava CD para sair da área, comecei a andar em direção do jacaré que estava na sua forma mais poderosa. Seria uma luta de força contra força. Meu corpo gigantesco, dava cobertura para que meu companheiro pudesse sair da sala em segurança, fitando meu oponente, analisava qualquer movimento que ele pudesse fazer para impedir sua fuga.

-...Muito bem, mostra-me que ainda resta um pingo de orgulho em você...E venha… - Corria em sua direção, usando da maior habilidade que eu possuía que era a velocidade, surgia sobre sua lateral com um chute em suas pernas, atingindo na parte inferior, com a intenção do mesmo se desequilibrar, aproveitaria esse momento para pegar sua cabeça e pressionar contra o chão, desferido minhas garras num corte nas suas costas para rasgar sua pele com os meus punhos, seria um combate de curta distância, seria atingido, revidando cada golpe, concentrando em socos e chutes. Quem aguentaria mais? O tigre ou o jacaré? Eu não tinha o controle da fruta, mas sabia que em força, eu era superior. Nessa estratégia, não era dar brecha para escapes, caso tentasse se afastar, meu ‘’Soru’’ seria usado para voltar a atacar. Estava pronto para aguentar suas mordidas e ataques, porem jamais sem dar o troco, quem aguentaria mais os golpes um do outro? Podia sentir que meus lábios de dobravam num sorriso sombrio.
Kei Chikage
Cipher Pol 3


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Angelique
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- Você pode não saber por ser um total ignorante, mas se comeu sua fruta recentemente, seus poderes estão mais aflorados, mais poderosos... - Ele passou a mão nos ferimentos, fechando o sorriso e com a voz séria, parecendo finalmente levar a coisa a sério e não mais ficar trocando "farpas". - Se você continuar se puxando, é capaz de liberar o seu Monster Point e perder o controle... Todos os Zoan tem "points" que redistribuem suas principais forças e você desconhece as suas, o que é extremamente perigoso, garoto. - Entrou em pose de combate, fechando e abrindo os punhos, estalando os dedos com a força que fazia.

Aproximou-se da parede enquanto ouvia o que o jacaré tinha a dizer e enfiou o punho no concreto, abrindo um rombo e logo em seguida, recolhendo a mão, levou todo o sustento e liberando um caminho para o lado de fora de onde estavam. Fora até o ninja e o agarrou como um tigre faz com um filhote, jogando-o com certo cuidado para que ele apenas se esparramasse no chão, recebendo a espada logo em seguida no peito. Ele ainda tinha ferimentos pelas mordidas do jacaré, portanto ele apenas aceitou aquilo, permanecendo deitado no chão.

Olhou para o jacaré e como que se um lesse a mente do outro, compreenderam de que o combate se desenrolaria após aquela pequena pausa.

Correram um contra o outro e como o jacaré era muito pesado, logo o chute fora pouco para levá-lo ao chão, fazendo com que simplesmente virasse o corpo para o lado. Ele desferiu um soco na cabeça do tigre, porém ele era ágil e abaixou-se em seguida, recebendo toda a carga nas costas, ouvindo um estalo de sua coluna enquanto o ar se desfazia de sua musculatura. Ergueu o punho com as palmas limpas, agarrando a cabeça do réptil e jogando-o contra a parede, arrastando-o então para o chão e assim que estivesse numa posição boa, com a mão livre arranharia suas costas. As garras eram extremamente afiadas, mas as escamas eram duras, o que não deteve o príncipe, que como com um chicote, ele açoitou o inimigo até chegar na carne, não importa o quanto se debatesse ou gemesse por entre os dedos do agente.

Para se conter, ele teve de mudar de forma, tornando-se novamente um jacaré e esticando sua fuça, impossibilitando ser segurado, fora então quando ele mordera a mão de Kei e girou o corpo, levando o tigre junto e jogando-o contra o chão, sentindo seu antebraço pressionado e o sangue escorrendo com aquela baba nojenta. Não teve outra se não dar socos até se soltar, coisa que ele fez e se distanciou, retornando ao Strong Point enquanto Chikage se preparava para o próximo round de trocas de golpes.

Ambos estavam feridos. O jacaré tinha um furo na testa que aparentemente não houvera penetrado até seu crânio, cortes profundos nas costas, várias escamas no chão, uma de suas mãos estava cortada e ele já começava a fatigar. Assim como o tigre. Com diversos furos pelo corpo graças às mordidas, o antebraço que não lhe respondia direito pela pressão nos tendões e carne, assim como as tonturas por girar tanto com aquele inimigo ou a força que seu pequeno corpo humano estava segurando para sofrer logo em seguida que retornasse à forma humana. Os dois respiravam pesado.

Antes que pudessem ter mais trocas, uma explosão ocorria por onde o verdadeiro Barcre adentrara e logo diversos golpes pesados na porta de metal ocorreram. Como uma pessoa com pressa não teria o cuidado de ver se era para aquele lado mesmo que deveria ir, o de cabelos brancos agora surgia, empurrando para o lado que realmente abria a porta, dando uma face de chocado ao ver as duas bestas se combatendo e sem ao menos saber se era por ali que acharia a sua fuga, mas logo uma conhecida voz anunciava que sim.


- Venha! Por aqui! O Tora é nosso amigo! - Barcre fugia com uma mala, diferente da que houvera dado para o príncipe, essa, era daquelas de pano, mais simples e com capacidade de carregar mais coisas (possivelmente dinheiro), logo ele jogou aquilo para Cooldown e este agarrou com maestria, mas vacilando ao sentir a dor no ombro.

- Termine logo com isso ou desista dessa barbaridade! Vamos para o porto! Temos que ir embora o quanto antes, me descobriram e L'arcan nunca mais me receberá de braços abertos! - Assim que terminou de falar, correu na direção de Kei, sem realmente se importar se aquilo era uma mentira e diversas saraivadas de tiros ocorriam atrás de si, o que dava o motivo da pressa.
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