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 ATO 4 - Uma Odisséia Entre Agentes
Raamar
 Posted: Feb 16 2018, 02:54 PM
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Raamar




CP6 - Comandante



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Raamar is Offline

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ATO 4 - Uma Odisséia Entre Agentes


O ar de L'Arcan parecia diferente para o bestial que encontrava-se parado no porto junto de um casal Ruivo. Para leigos, poderiam até parecer recém-chegados na ilha. O bestial não olhava para os barcos como deveria, mas sim para a bandeira que tremulava no alto de um mastro. -Sei que não sou um grande artista, mas sejam honestos... O que acharam???? - Sua voz era jovial e animada, como não se ouvia desde um certo bar ser deixado para trás em pedaços.

Seu pé batia ritmado no chão, ansioso pela resposta de seus novos companheiros. -Quanto essa história de Comandante... O que acham de deixarmos de fora de nosso trio isso? Vamos deixar esse título só para estranhos? - Perguntava um tanto quanto sem graça, não queria estar acima de seus amigos, sequer achava que merecia isso. A única coisa que fizera a mais foi ter a sorte de ter energia sobrando para dar o golpe final, pois o tanto de vezes que teve sua vida salva pelos amigos injustificava qualquer bonificação a mais que a deles.

Não estavam no porto a toa, haviam apenas seguido para fora de outra embarcação antes de seu antigo chefe. Haviam deixado Froizer dentro de seu próprio barco refletindo sobre as ordens que o bestial lhe passara se aproveitando do novo cargo. Uma pequena lição de humanidade para alguém que havia se desviado desnecessariamente do caminho.

"Um primeiro passo para tornar esse mundo menos preconceituoso... Mas ainda falta muito para achar a fonte desse problema..." - Refletia enquanto aguardava suas ordens serem cumpridas e seu novo caminho se abrir.
Off:

Aventura 3/3 na conquista de L'Arcan para o Gungnir Squad

A aventura se passa nos arredores de L'Arcan, de forma que possamos acompanhar de perto o renascer da ilha sob nova regência e intervirmos se necessário.

Black List:

Nome 1:

Nome 2:

Nome 3:

Nome 4:

Nome 5:

Nome 6:

Nome 7:

Nome 8:


@Angelique @Kyoko @Isaack

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Isaack
 Posted: Feb 18 2018, 10:35 AM
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Isaack




CP6 - 2 ESTRELAS



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Isaack is Offline

Agente do Governo




Ato 4 - Uma Odisséia Entre Agentes


Isaack movia o braço antes machucado com calma, abria e fechava seu punho sentindo toda sua musculatura se contrair, no fundo ainda havia um resquício de dor, mas já estava pronto para ser utilizado, finalmente o trio saia do barco onde se recuperaram, e após as noticias dadas por Froizer, eles não poderia estar mais felizes.

A brisa da liberdade era sentia pela face do ruivo, o qual puxava a aba de sua cartola escondendo parte de seu rosto, não conseguia esconder seu sorriso perante a situação, e assim acompanhava o pequeno mink, esperando para ver o que o mesmo queria mostrar.

Vicenzo parada ao lado de Kyoko logo atrás do pequeno chacal, e fitava o desenho infantil, e ate rupestre que o jovem havia feito, abria um sorriso, mas segura seu riso, não queria debochar do pequeno logo depois de saírem de uma situação aterradora, analisava calmamente e ouvia as palavras do companheiro.

-Bom, acho que deveríamos encomendar uma nova.

-Hahahaha.

-Brincadeiras a parte, estou aliviado de termos nos livrado daquele homem.


O ruivo falava calmamente, e agora fitava o porto, ponderava no que iria acontecer agora depois da morte de Mondor, talvez devessem ficar um tempo para garantir a ascensão tranquila de Klaus, o que seria quase impossível, provavelmente teriam uma guerra entre as máfias primeiro, era tudo muito complicado neste mundo, perdia-se em pensamentos quando ouvia novamente as palavras de Raamar.

-Negativo Comandante-kun.

-Você como nosso chefe tem o dever de cuidar de nós, e pagar nossas despesas.

-Hahaha, falando nisso, poderia começar pagando a refeição, estou faminto.

-Eu poderia providenciar algo para comermos, mas não sei onde esta meu navio, e preciso abastecê-lo primeiro, ou mandar alguém fazer isto.


O magico procurava agora pelo porto, Bonifácio ou Klaus, mais precisamente o loiro, pois ele provavelmente saberia onde se encontra sua nova embarcação, caso o encontrasse e o mesmo mostrasse onde de fato estaria seu barco, o cozinheiro pediria para ele abastecer a embarcação, mas de um jeito diferente, que deveria ser explicado com atenção.

-Pois bem, e agora, como iremos proceder?




@Angelique @Raamar @Kyoko

This post has been edited by Isaack: Feb 19 2018, 07:37 PM

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Kyoko
 Posted: Feb 19 2018, 02:35 PM
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Kyoko




CP6 - 2 Estrelas



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Kyoko is Offline

Agente do Governo




ATO 4 - Uma Odisséia Entre Agentes




Fora da presença do agente Froizer, meus demoninhos se acalmavam, olhar para L'Arcan me trazia a sensação de que nada tinha acontecido, a cidade como um todo parecia normal, era quase como se Mondor não importasse mesmo. "No fim as pessoas só precisam de alguém para guiá-las, o nome em si não importa." - Não me enganava quanto a paz da ilha, sabia que haveria caos na troca de líder, só esperava que os inocentes sofressem o mínimo possível com isso.



Olhei para o mastro que Raamar indicou e tive que segurar a risada para não magoar o Gatito, fiquei um pouco surpresa com a honestidade de Isaack, mas logo lembrei que era esse o tipo de relação entre os dois. -Iremos nos chamar de Gungnir então? Esse nome significa alguma coisa?

Tentei revirar minha memória em busca desse termo, mas nada me parecia familiar. Porém não estava tão dedicada a essa busca, tanto que o simples comentário de Isaack sobre comemorarmos já me fez esquecer o assunto. -Vai ter que ter mais drinks nessa comemoração!



-Quanto ao seu pedido, Gatito. Nada feito, você aguentou Mondor por muito mais tempo do que eu ou Isaack, fora que foi você que aceitou proteger a ilha de pessoas como Mondor, se está disposto a proteger essa ilha, então vai ter que fazer o mesmo por nós dois.

Restava saber qual era o barco que deveríamos entrar, estava um pouco decepcionada por ainda não ter visto Klaus e Bonny, esperava que estivessem por perto para nos ajudar ou pelo menos para se despedirem.


@Angelique @Raamar @Isaack

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Angelique
 Posted: Feb 21 2018, 09:17 AM
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Angelique




N/A



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Angelique is Offline

Narrador




Todos estavam entusiasmados para sair da embarcação que Froizer partilhava e após um esporro de Raamar, novo comandante da CP6, eles deixaram aquele barco e colocaram os pés no cais, recebendo a brisa marinha no rosto. O cheiro de peixe e sal nunca antes fora tão bem vindo como agora, pois sabiam que L'arcan estava em rumo para se tornar um lugar melhor. Aquele vento morno não era refrescante, mas a quantidade se fazia agradável, movendo os cabelos de cada e deixando a cartola de Isaack insegura na cabeça do dono, que prontamente a acalmou com uma segurada em sua borda.

Raamar estava entusiasmado com aquilo tudo, apontou para que os amigos vissem sua obra de arte na torre mais alta das guarnições da Marinha ali do porto mesmo (afinal, nem marinheiro, nem pirata ou mesmo mafioso, ninguém ousou retirar aquilo, sendo temerosos diante dos novos donos da ilha e ainda mais, por quem conseguiu derrotar Don Mondor, sendo mais uma questão de ter mais medo do que respeito). Isaack logo de cara achou graça da situação e sem ao menos pestanejar, já anunciou que precisariam de uma nova, dada a inabilidade do mink em escrever, suas letras eram como garranchos, porém tinha certa habilidade nos traços. Apesar de tudo, aquilo poderia ser muito mais bonito, com certeza.

Discutiam então os pormenores de uma comemoração regada a bebida (ou pelo menos faziam os ruivos) e logo um pequeno detalhe para Raamar se tornou algo muito maior, pois pelo visto, seus companheiros não iriam aceitar tamanha humildade dele. Se tinha o cargo de comandante, ele tinha de abraçar aquilo com orgulho e não ver como um título de arrogância, de subordinação de seus companheiros como meros capangas. Não mais estavam sob a guarda de Froizer, mas aparentemente ele ainda tinha influências na vida deles, ao menos no pequeno mink que demonstrava não ter tido boas imagens do alto escalão.

Sentindo falta de Bonny ou Klaus, que desde a conversa com Skarmor, o trio não viu mais seus antigos companheiros, que ajudaram tanto no combate contra Mondor e tinham vontade de vê-los uma última vez antes de partirem em novas missões.

O porto estava movimentado, mas não para eles. Como haviam derrotado o antigo regente, o barco da CP3 havia ancorado ali mesmo, na área privada e portanto, eles tinham certa liberdade para se mover pelo local sem a grande quantidade de pescadores, peixeiros, turistas e demais, o que causava certa segurança neles, pois assim não haveriam nenhum fanático ou mafioso disposto a se vingar, ocultando suas ações em meio à multidão. O Sol raiava forte, mas não queimando, aquecendo o corpo do trio com alegria, parabenizando pelos feitos naquele dia que tinha tudo de um comum, mas o sentimento de vitória dentro dos três era soberbo.

Demorou umas meia hora, mas logo um barco passou pelo de Froizer e acostou ali, trazendo um de mesmo tamanho, amarrado. Sua bandeira do Governo Mundial estava abaixada, mas era conhecida a cruz, mesmo que compressa. A rampa desceu graças a um agente comum de terno, e logo uma voz feminina fez um grande "rop!" e diversos agentes desceram e fizeram duas fileiras diante dos heróis de L'arcan. A voz feminina fez um segundo "rop!" e todos os agentes ajeitaram a coluna e bateram continência, abrindo caminho logo em seguida.

Descendo por último a rampa, uma mulher que usava trajes formais como qualquer agente, porém estes eram amarelados, combinando com seu cabelo comprido e loiro bem dourado (brilhoso como o próprio metal, tendo a aparência de não serem fios de madeixas e sim, pequenas linhas forjadas e grudadas em sua cabeça) e em contraste, pintado "por cima" estava um preto, dando a aparência de uma capa, pois olhando-a de costas, era escura como a noite, mas olhando-a de frente, um dourado radiante. A roupa não era exatamente "formal", apesar de ter detalhes de algo que deveria ser, dando a ela mais uma aparência de uma anfitriã de cassino do que uma burocrática. Usava um tapa-olho no direito e um chapéu pequeno, preso como uma presilha na lateral da cabeça.

Ela parou a cinco metros do trio e bateu continência para eles e assim ficou por quase um minuto, quando finalmente descansou e se curvou, em respeito a seu novo comandante e seus conselheiros. Todos os outros agentes relaxaram, mas ali permaneceram parados, observando a aparência mais confortável que o grupo tinha, não usando os familiares terno e gravata.


- Ababa Grimoire ao seu dispor, senhor comandante! - Em conjunto todos os outros agentes fizeram um "rop!" e se curvaram. Eram agentes menores, mas para estarem todos do barco ali, certamente eram importantes. - Desculpe a pressa, porém já chegou uma missão para você Comandante Be'liant, Subcomandante Vicenzo e Subcomandante Mogami! - Seu jeito era meio travado de falar, profissional, com certeza, mas robótico de certo modo. Passava até a imagem de estar meio desconfortável com a presença de seus novos líderes, algo que "caiu de paraquedas" até para o trio, que antes que percebessem, graças as suas ações rebeldes, agora tinham um esquadrão inteiro para eles.

- Ah ah... - Uma voz conhecida cortava a parede de agentes, batendo palmas com uma sacola pesada no antebraço direito e vindo com um terno bem decorado, não exatamente mostrando que era um agente e dando uma imagem de endinheirado, algo que talvez o próprio Mondor usaria. Bonny tinha seu jeito meio insubordinado que espantava os que conheciam agora os três, mas que permaneciam parados olhando e ocasionalmente, se questionando, aguardando que ele falasse mais para tirar a dúvida no gênero daquele que vinha. - Parabéns, pessoal. Vejo que já estão diante de seus novos colegas. Espero que se deem bem daqui pra frente. - Bateu de ombros, olhou em volta e sorriu alegremente para ele, algo que até parecia estranho. Bateu continência e se aproximou do grupo, ignorando a existência dos agentes próximo de si (que nem pela voz conseguiram identificar o sexo de Bonny) e que ele sendo da CP3, certamente até o limpador de banheiros daquele navio estava numa posição muito melhor que a sua na hierarquia. O loiro se aproximou de Isaack e lhe entregou a sacola, contendo um champagne numa garrafa diferente, não exatamente decorada, mas suas cores e embalagem transmitiam uma seriedade de alta sociedade. - Um presente, meu amigo de copo. Beba com alegria, pois vocês merecem. - Isaack era um cozinheiro e reconhecia que a bebida, com toda sua informação no rótulo, mesmo sem um preço, ele tinha uma noção de cabeça de que aquilo deveria custar pelo menos 2.000.000B. Dava um abraço no ruivo, o que confirmou para alguns agentes de que era uma garota e possivelmente se despedia de seu amante. Fora então a vez de Kyoko, da qual ele imediatamente a abraçou e passou a mão em suas madeixas, bagunçando um pouco a parte de trás, distanciando-se levemente dela, olhando-a nos olhos. - Faça uma boa viagem, Kyoko. Não tivemos muita interação, mas reconheço seus feitos. Me ligue de vez em quando, apenas para retirar o marasmo de L'arcan. - Sorria para ela como se fossem amigos de décadas e a abraçava novamente, causando confusão nos agentes, se o loiro na verdade era um rapaz e agora sim ele dava tchau para sua amada. Também havia a possibilidade de serem do mesmo sexo e com isso, alguns agentes perderam a compostura e como se houvesse uma invisível mesa em sua frente, "jogaram tudo para o ar", desistindo de descobrir aquilo. Então fora a vez de Raamar, da qual ele nem ao menos ousou abraçá-lo, visto a posição em que se encontravam, o abismo de poder que havia ali. Parou em sua frente e o analisou demoradamente, logo então estendeu a mão para ser apertada. - Desculpe por tudo, Raamar. Coloquei sua vida em risco durante essa missão. Você se saiu melhor que eu realmente esperava. Obrigado e boa sorte na Cipher Pol 6.

-Qual o motivo de todos esses agentes? - Klaus, perdido como sempre, chegou atrasado e abriu caminho entre os demais e extremamente diferente de todos, ele estava usando roupas mais largadas. Uma bermuda de listras com uma camiseta com um desenho de dois pandas comendo bambu, em que um comia em sua própria mão e outro recebia na boca, escrito embaixo "Take Care". Estava inesperadamente usando brincos de prata. Como nomeado novo regente, alegre por não mais ter de usar aqueles ternos, agora estava mais livre para usar o que bem entendesse. Caminhou até Kyoko e olhou-a demoradamente com uma cara de bobo, logo batendo em sua própria testa enquanto fazia uma careta.

- Esqueceu né? - Implicava Bonny.

- Esqueci! - Ele logo abria suas grandes asas, que chamava a atenção dos descuidados. - Só um momentinho. - Em uma única batida, ele saltou na direção do barco de Froizer e sumiu nas cabines lá. O grupo, caso olhasse para lá, veria o antigo líder mascando algo enquanto olhava com cara feia para eles, obrigado a permanecer naquela ilha e ouvir ordens daquele médico da qual certamente ele não tinha a menor afeição.

Rápido como podia, Klaus saltou do convés e planou até eles, caindo de joelhos diante dos três, em uma pose de desculpas. Erguendo a cabeça logo em seguida, tinha um sorriso bobo e infantil, como uma criança que escondia algo. Em suas costas, estava o estojo que Kyoko houvera pego de Isaack Gregório e agora, estava polida e seus detalhes em ouro e pedras preciosas brilhavam tanto quando os cabelos de Ababa.

Ele se ajoelhou diferente agora, parecia que ia propor a ruiva em casamento, mas logo sua face ficou rubra e ele trocou a pose, se levantando e abrindo o estojo, mostrando o interior de veludo, havendo espaço para que o chicote dela se alojasse perfeitamente. Havia ainda compartimentos para que ela deixasse um Den Den Mushi ali e um pequeno bolso secreto, pequeno demais para qualquer item grande e usado mais para conter folhas ou notas.

Olhou então para Isaack e colocou as mãos na cintura, observando o braço dele, que ainda tinha as marcas de furo após ter sido baleado. Avaliou demoradamente e se o mágico se movimentasse, ele pararia de encarar.


- Não tenho nada para vocês dois, mas desejo uma boa viagem e deixem L'arcan comigo. Tenho bons e fortes braços para me auxiliar. - Bonifácio se aproximava de Klaus e ficava parado ao seu lado, sorrindo para aqueles que consideravam colegas, mas agora não mais, sendo realmente amigos agora. - Dixon estaria agora chorando pela partida de vocês.

- Senhor? - Ababa interrompia. - Sinto apressá-lo, mas realmente temos de ir, receio que sua próxima missão seja meio grave... - Isso estampou um olhar de curiosidade no rosto de Bonifácio, mas como ele mesmo acreditava, era melhor apenas seguir ordens do que questionar o que iria ocorrer. Klaus quase se jogou no chão, soltando uma lufada contra o solo que manteve seu equilíbrio e ele fechou a cara, culpando-se por chegar tarde na despedida.

Caso subissem no barco, prontamente iriam iniciar a viagem e se Isaack quisesse, já poderia entrar em seu barco, que vinha junto, interligado por uma forte corda e que iria colocar uma pequena rampa para que facilitasse sua ida e vinda de um para outro.

A cabine do comandante era enorme, contendo tudo que ele precisaria. Uma escrivaninha com diversos arquivos ao seu lado, tendo informações de qualquer pessoa que fazia parte daquela organização (acima ou abaixo de si), ou que pelo menos pudesse ser vista por seus olhos, não contendo fichas dos integrantes de CP9 ou 0. Tudo que precisava em termos de escritória havia ali, assim como uma gaveta com coleções de Den Den Mushis, sendo que um deles tinha um casco com uma gaivota da Marinha, outro tinha cores mescladas em preto e dourado, mas sua maioria eram escuros e usavam uma pequena gravata.

A embarcação de Isaack estava totalmente vazia, mas se ele quisesse, os agentes levariam dos dormitórios uma cama para que ele ficasse em seu barco, livre da presença dos demais. Assim também, se permitido por Raamar, ele poderia ir trocar umas ideias com a equipe de cozinha e até mesmo, trazer algo para sua nova propriedade.

Tudo corria bem.


Spoiler

Ababa Grimoire:
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Bonifácio:
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This post has been edited by Angelique: Feb 21 2018, 09:18 AM

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Raamar
 Posted: Feb 21 2018, 11:21 AM
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Raamar




CP6 - Comandante



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Raamar is Offline

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ATO 4 - Uma Odisséia Entre Agentes


Um sorisso tímido pairava no rosto do bestial frente as respostas de seus companheiros, de fato o pequeno não poderia escapar da responsabilidade que acompanhava seu novo cargo, se parasse para pensar, tal responsabilidade estava diretamente ligada com seu principal objetivo, então uma hora teria de abraçá-la. Um nó se formou na barriga do chacal ao perceber tais coisas e nem mesmo quando engoliu em seco o nó cogitou se desfazer. O tempo estava agradável e possuiam relativa segurança por usarem a parte privativa do porto, mesmo assim um suor frio se agarrava a pele do bestial.

-Tudo bem, entendi.... Vamos ver qual é o barco e então va....... - Não teve muita chance de terminar o que pretendia dizer, pois logo o tal barco se fez presente no porto e toda uma comoção se seguiu. Antes que pudesse reagir se viu de frente para um corredor de agentes com uma mulher de impecável postura se apresentando com um nome que já nem lembrava mais. Estava um pouco atordoado com tudo aqui e acabou abrindo e fechando sua boca algumas vezes sem emitir um único som. -Isso tudo é só para nos buscar? - Perguntou incrédulo, sem querer acreditar que um Comandante teria tanta mordomia a sua disposição. -Uma nova missão? Interessante, só sinto por não poder... - Novamente tinha suas falas interrompidas, o que dessa vez lhe deixava com um gosto amargo. Só optou por abandonar a mágoa quando percebeu que a voz pertencia ao Agente que havia lhes dado apoio. "Pelo menos não vão precisar sair da ilha sem ver uma última vez quem nos ajudou." - Refletiu, ficando mais feliz por Isaack e Kyoko terem uma oportunidade de apararem pontas soltas.

O pequeno virou-se para Ababa e os demais agentes com um pouco mais de confiança. -Podemos partir em breve, precisamos cuidar de pequenos detalhes com Bonny e também preciso de algumas coisas das lojas locais.... Se um dos agentes pudesse buscar estes itens em meu lugar agilizaria o processo. Acredito que Isaack também tenha uma lista de coisas que precisa... - Tentava explorar o quanto de mordomia sua posição lhe garantiria. Se algum agente se dispusesse, se paroximaria de Isaack orientando-o a montar sua própria lista de compras e então pendindo para que o companheiro inserisse três itens que o bestial iria precisar.

-Podem preparar o navio, pois o que temos a resolver é rápido, então assim que os agentes voltarem com nossos pedidos poderemos partir! - Falava animado por partir de L'Arcan e seguir para uma nova aventura, a ilha havia lhes permitido crescer de uma forma inesperada, mas o custo havia sido alto demais para que o bestial pudesse chamar a ilha de lar.

Voltou-se para Bonny e permitiu que os demais agentes executassem suas tarefas. Acompanhou as falas e aguardou que o agente se dirigisse a ele, sem medo ou hesitação deixou que o loiro falasse primeiro e então correspondeu ao gesto, apertando amigavelmente sua mão. -Não guardo rancor sobre o que aconteceu, pelo contrário agradeço pelos seus esforços nessa missão, porém não posso deixar passar o caso de Mya, esse foi um erro seu e caberá a você repará-lo. - fez uma pequena pausa, ao menos dessa vez por vontade própria, pois percebera que outro agente se aproximava, desta vez o alado que permitiu que ficassem vivos ao final da batalha. Soltou então a mão de Bonny e permitiu que Klaus agisse em seu próprio ritmo. Aproveitando o momento para percorrer o local com os olhos e corresponder o olhar de Froizer com o mesmo sentimento. Sentiu novamente uma pontada em seu peito ao escutar o nome de Dixon, ficara sabendo de sua morte nos primeiros dias de sua recuperação e quase surtara a ponto de piorar seu estado. Havia culpado os mafiosos a quem confiou o brutamonte na mansão, mas no fim foi acalmado e convencido de que Dixon já estava morto naquele momento, fato confirmado por seus próprios companheiros que garantiram que só não lhe contaram mais cedo devido ao estado instável que sua mente estava no momento. O chacal respirou fundo e exalou com calma o ar para se acalmar.

Quando Klaus terminou, o chacal pigarreou para chamar sua atenção. -Klaus, espero que corresponda nossas expectativas como novo regente da ilha, de todos aqui, você é o que mais se importa com as pessoas em si, então acredito que conseguirá fazer muito por esse povo que já sofreu desnecessariamente... - Falou honestamente, deixando refletir um pouco de sua própria dor por crescer sem que alguém de fato se preocupasse com ele. -Lembre-se que a ilha esta sob os cuidados de meu esquadrão, então não tenha medo de usar nosso nome, desde que para os motivos certos, em outro caso voltarei aqui antes do previsto para conversarmos.... - Deixava uma leve ameaça ao alado, para que não se desvirtuasse. -Temos ainda alguns assuntos a tratar. O primeiro é o mais simples, Qualquer um que venha até a ilha para causar tumulto deverá ser considerado criminoso e criminosos não são bem-vindos aqui, o que implica que o custo para uso do porto por piratas deve ser elevado o quanto antes. Para que saibam que esta ilha não pertence mais a eles. - fez outra pausa para que ficasse bem claro o que desejava.

-O outro ponto é que algumas pessoas chave não foram capturadas, por isso vocês devem espalhar cartazes de procurados com seus rostos pela ilha, com o aviso de que devem ser entregues diretamente a Froizer. Essas pessoas são: Felícia, Dantes e Mya Catt. A última quem será reponsável por pagar a recompensa é Bonifácio, afinal ela é sua responsabilidade. - Falou as últimas palavras olhando diretamente para o agente e em um tom que não lhe permitiu retrucaar.

-Capri era quase um escravo de Mondor, por isso estou lhe oferecendo uma segunda chance, e também porque confio em Bonny e Froizer para lhe manter na linha, ele deve ser muito útil como seu guarda-costas e também para ajudar a encontrar os procurados. - Respirou fundo e acabou dando de ombros, como se disesse 'é isso', o bestial olhou para Isaack e para Kyoko, dando oportunidade para eles se expressarem. Entretanto sua cauda já oscilava de um lado para outro demonstrando sua ansiedade para qualquer um que lhe conhecesse.

Virou-se para Ababa quando esta lhe chamou por um termo que nunca imaginou lhe ser atribuido, seu olhar brilhava de interesse e diversão por conta disso, mas por fim lhe respondeu apenas com um aceno de cabeça, após o qual voltou a se virar para o grupo. -Isaack, Kyoko, acho que não podemos nos enrolar mais, vamos? Bonny e Klaus, fiquem bem e mantenham Froizer e Capri na linha, se tiverem algum problema me liguem, pois estaremos por perto para garantir que sua ascenção seja tranquila! - Com isso dito apenas deixou que cada um respondesse de sua forma e então se virou e saiu andando a passos firmes para dentro do navio.

Saiu andando calmamente pelo convés, espantando-se ao perceber que o navio já começava a se mover. "Ao menos já se provaram competentes..." - Pensava a respeito da tripulação do naviou que conseguira preparar a embarcação para zarpar rapidamente. Se aproximou de Ababa. -Sei que a missão é urgente, mas gostaria de antes ter a chance de conhecer a tripulação, espero que possa esperar até todos estarem se divertindo para então nos contar sobre a missão. - Não lhe aplicou uma ordem, mas sim um pedido, não acreditava que deveria pisar em todos só por conta de sua nova posição, ou então estaria fazendo o mesmo que sempre fizenram com ele. Olhava sobre a amurada para o navio amarrado junto ao seu e fazia as ligações com o que Froizer havia dito. -Esse aqui deve ser o teu Isaack, vai lá dar uma olhada nele ou prefere irmos todos juntos mais tarde? Aquela festa que vocês estavam comentando, o que acham de começarmos ela agora?

Olhou animado para os dois e então seguiu a passos rápidos para a frente do naviou e então falou para que todos pudessem ouvir. -Escutem todos! Mais cedo pedi para que trouxessem comida e bebida para que pudessemos comemorar a queda de um grande tirado! Uma festa não é uma festa se não for para todos participarem, então se sintam a vontade para dividir essa comida e bebida conosco, afinal daqui para frente somos companheiros! - Tentava uma abordagem diferente, aprendera com Froizer que uma das formas de impor respeito era através do medo, com Mondor aprendera que a força também podia ser usada, mas vira que no fim nenhum dos dois tinham de fato o respeito de seus subordinados, então queria com os seus experimentar algo que ele próprio não tivera chance de conhecer por muito tempo, a amizade.

O bestial apenas pediu para que trouxessem de sua cabine a cadeira que seria sua, e então posicionassem no convés para que pudesse conhecer a todos, enquanto comia junto de Isaack e Kyoko, porém desta vez evitando bebidas alcóolicas. -Vocês ainda precisam escolher os cômodos de vocês e mais tarde você precisa ver como está a cozinha, para na próxima ilha podermos equipa-la com o que está faltando! Kyoko esse navio pode ser meu, mas quem manda nele é você! Lembro que me falou sobre ser navegadora, não tem ninguém que eu confie mais para dizer qual rota iremos pegar do que você! - O pequeno deixou também Ababa se aproximar de seu círculo mais íntimo, para que pudesse conhecâ-la e também permitir o inverso. -Ababa, nos conte mais sobre a tripulação e sobre essa nova missão, me deixou curioso.

O peso do cargo pesava em seus ombros e lhe consumia muita energia, pois sempre tivera acostumado a agir livremente e agora tinha que agir atendendo expectativas. Por sorte tinha Isaack e Kyoko que eram bons em lidar com pessoas e confiáveis a ponto de poder dividir com eles o fardo.
Lista de Compras:

Mochila Grande: B$100.000

Kit de Profissão - Especialista: B$100.000

Lingote de metal (x10): B$10.000

Pratos variados de comida e bebida que somem no máximo 1.000.000, mas que sirva de preferencia a todos do navio.

Black List:

Nome 1:

Nome 2:

Nome 3:

Nome 4:

Nome 5:

Nome 6:

Nome 7:

Nome 8:


@Angelique @Kyoko @Isaack
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Isaack
 Posted: Feb 21 2018, 04:15 PM
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Isaack




CP6 - 2 ESTRELAS



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Isaack is Offline

Agente do Governo




Ato 4 - Uma Odisséia Entre Agentes


Sarcastico como sempre o ruivo zombava brevemente do mink a fim de deixar a situação em que ele se encontrava mais leve, mas parecia que não conseguia cumprir seu objetivo, notando tensão no Gatito pelo que viria a seguir. Isaack soltava um rápido riso e escondia o rosto na sombra da cartola puxando a mesma para baixo, seu casaco negro lhe causava agora uma sensação excessiva de calor que a algum tempo não experimentava, via também a necessidade de ir a um alfaiate e providenciar roupas novas.

-Claro Kyo-chan, prepararei um especial para a comemoração.

O magico se animava com a ideia de finalmente poder cozinhar para seus amigos, durante seu período de descanso mal podia se movimentar por causa de seu braço, mas agora isso não seria problema, e como iriam apenas retornar para o QG, teriam muito tempo atoa, ou era o que o cozinheiro imaginava, logo o silencio era rompido com a chegada de dois navios, pelas características pareciam ser os deles.

-Finalmente.

O magico vislumbrava ambas as embarcações, mas tinha atenção na segunda, esta menor e que era de sua propriedade, já pensava em um modo de utiliza-la a seu bel prazer, mandaria instalar um laboratório contendo seus equipamentos de alquimia, e talvez uma grande adega, mas a ideia de deixar suas experiências perto de seus tesouros lhe causava um arrepio na espinha, pois poderia perdê-los em uma explosão acidental, logo era desperto de seus pensamentos quando o esquadrão se apresentava, em conjunto com a nova subordinada.

"Ababa, que raio de nome é esse"

O químico franzia o cenho levemente, mas logo aliviava seu estranhamento quando a jovem relatava uma nova missão para o trio, a moça era fria e sabia se fazer entender com o restante do esquadrão, a ficha de quem era agora caia aos poucos, quando a nova subordinada lhe chamava pela patente e sobrenome, por fim via que Raamar vinha em sua direção.

-Sim, precisarei de alguns artefatos também, se alguém puder fazer a gentileza de ir comprar os itens, e também uma caneta por favor.

Isaack esperava um pouco alguém lhe dar uma caneta ou algo similar para poder completar a lista do novo comandante, caso ninguém lhe entregasse, apenas dizia com detalhes o que iria precisar que os novos subordinados preparassem, notando ao final do pedido a presença de Bonifacio, vindo com um presente de despedida, os olhos ate então serenos do ruivo rapidamente começavam a brilhar, somente tocando e vendo o rotulo já sabia que era de boa procedência a bebida, e se aproveitava do abraço que se seguia para uma rápida ordem.

-Obrigado companheiro, conto com você para proceder com aquela missão especial após tudo se acalmar, se precisar de algo, por favor me informe.

Retribuía o gesto afetivo do loiro, este o qual agora era não só um subordinado, mas um amigo pessoal, as palavras ditas ao mesmo eram em um baixo tom, de forma que dificultasse muito alguém que não fosse os dois ouvirem, guardava então seu "bebe" em um os antebraços enquanto apoiava o fundo da garrafa na barriga, fitando o agente se despedir de seus companheiros.

O próximo a se aproximar era o alado Klaus, o novo regente de L’arcan, mas parecia não ter se adaptado ainda com sua nova posição, pois demonstrava falta de compostura, mas tal ato era perdoado visto que se tratavam da despedida de seus antigos companheiros. O ex-agente planava retornando ao navio e logo trazia de volta um estojo o qual era presenteado a Kyoko, mas o tom de amizade era quebrado pelas ordens do comandante.

-Pois bem Klaus, agradeço por ter cuidado de nossos ferimentos, e assim como o comandante gati.... Be'liant disse, estamos a disposição caso seja necessária nossa intervenção.

-Um ultimo detalhe, gostaria que exumasse o corpo de Dixon, sua bravura na missão foi admirável e ficara conosco para sempre, mas devido a seu cargo não poderíamos devolver o corpo a família, isso se ele tiver uma


Doía no fundo de amago de Isaack dizer tais palavras daquele quem o ruivo tinha mais profundo ódio e desdém, mas seu pai lhe ensinou a ser um homem justo, e o caolho provará seu valor no fim de sua vida. Após sua ultima ordem o químico agora se aproximava de Ababa e a fitava profundamente.

Agente Grimoire correto?

-Como estamos de mantimentos? O suficiente para a viagem?

-Gostaria depois de inspecionar pessoalmente a cozinha e o armazém onde mantemos os mesmos.

-Obrigado.


Tal comportamento era um tanto quanto inusitado vindo do boêmio, normalmente ele iria dar em cima da bela jovem, mas preferia adotar uma postura mais profissional e assim adentrava o barco depois de seus companheiros, por hora não iria verificar seu navio, tinha coisas mais importantes a fazer antes.

-Depois pretendo inspeciona-lo, por hora seria melhor nos apresentarmos aos nossos novos companheiros.

Vicenzo aguardava o retorno dos agentes que ficaram encarregados das compras, e pedia para sua remessa ser descarregada em seu navio, entregava seu presente junto de modo a ser colocado com muito cuidado em seus futuros aposentos. Seguia então para onde estocavam saquê e subia ao convés com um barril nos ombros e dois copos na outra mão, sentava-se ao lado direito da cadeira de Raamar deixando o barril a sua frente.

-Se o comandante me permitir gostaria de conhecer vocês um a um, pois agora não somos somente comandante e comandado, e sim uma unidade, companheiros.

-Gostaria de tomar um drink com todos, aqueles que consomem álcool é claro, ao restante apenas um brinde com qualquer bebida seria o suficiente.

-Me contem, temos tempo, seus nomes, seus anseios, seus objetivos.


Sentado ali como estava nem parecia um dos sub-comandante do local, mas agora era hora de estreitar os laços com seus novos companheiros, precisava conhece-los para poder comanda-los com melhor eficiência, e incitava um a um a aceitarem seu brinde, de forma que após o primeiro se aproximar, ele mergulhava os copos dentro do barril e servia o agente a frente brindando com o mesmo, e assim fazia com todos aqueles que desejassem partilhar um drink com o ruivo, mostrando não somente quem era, mas também sua resistência para o álcool.

Lista de Compras:

Mochila Grande: B$100.000

Kit de Profissão - Especialista(ferreiro): B$100.000

Kit de Profissão - Especialista(Quimico): B$100.000

Lingote de metal (x10): B$10.000

Pratos variados de comida e bebida que somem no máximo 1.000.000, mas que sirva de preferencia a todos do navio.

50 Tubo de ensaio: B$25.000

Vantagens

QUOTE
Aparência Agradável (1PE): Você se veste bem e causa uma boa impressão a membros do mesmo sexo e é considerado atraente pelo sexo oposto. Ter Aparência Agradável também concede um bônus em testes de Lábia, Sedução e outras que envolvam a aparência para conquistar a confiança de outras criaturas. Os efeitos dessa Vantagem não se aplicam às pessoas que, por algum motivo, não gostam do personagem. Não tem a ver com Beleza, e sim o quão atraente consegue se produzir. Não acumula com outras aparências. Benefício: Interpretativo; Técnicas baseadas na aparência com o efeito "Fascínio" duram 1 turno além do normal.

QUOTE
Resistência ao álcool (1 PE): Por algum motivo você adquiriu uma resistência maior ao álcool do que pessoas normais, podendo resistir aos efeitos da embriaguez. Benefício: Quando sofre um ataque de "Embriaguez" o efeito diminui em um nível (mínimo nível 1)



@Angelique @Raamar @Kyoko

This post has been edited by Isaack: Feb 21 2018, 04:16 PM
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Kyoko
 Posted: Feb 22 2018, 10:08 AM
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ATO 4 - Uma Odisséia Entre Agentes


Mesmo depois de termos sobrevivido ao confronto com Don Mondor as coisas não pareciam voltar a ser como eram quando estávamos sentados no bar comemorando meu ingresso aos agentes, ou talvez fosse exatamente por termos sobrevivido que as coisas não voltavam a ser como antes. Esperava que quando estivesse nos servindo uma comida bem gostosa os ânimos melhorassem. -Não vou esquecer essa promessa! - Retruquei Isaack em tom brincalhão, tentando melhorar o clima.

Sentei-me sobre uma das muretas do cais para aproveitar melhor o clima bom que estava fazendo na ilha, meu casaco já tinha ido para o fundo da mochila faz tempo, afinal alguém nativa de uma ilha que mal conhecia Sol não podia perder uma oportunidade de se bronzear. Algo estava deixando meus diabinhos agitados, mas naquele momento não estava com paciência para eles, então apenas fechei os olhos e deixei a brisa brincar com meus cabelos.



"Ter um cais próprio me faz lembrar Verona...." - Ainda não tinha lido as cartas, pois queria fazer a existência delas durar mais, era como se depois de ler, elas fossem se esfarelar. Afastei a melancolia com um balançar de cabeça e quando abri os olhos vi o barco que se aproximava e todo o desembarque sincronizado.

Era realmente impressionante como se moviam como unidade e a mulher que os liderava era incrível! "Quero ser igual ela!" - Me pegava pensando. Um pouco da magia se foi quando ela se referiu a Raamar como alguém superior a ela e só então me dei conta de que ela não poderia ser nossa nova chefe, porque o próprio Gatito já ocupava essa função. O fato dela tratar a mim e ao Isaack como superiores me levava a pensar o quanto havíamos subido na hierarquia do Governo, isso parecia estar incomodando não só Ababa como os demais agentes também. Provavelmente todos se questionavam quem eram esses ninguéns que subitamente tinha ascendido a uma patente tão elevada.

Olhei minhas vestes e de repente me senti envergonhada, chegando ao ponto de corar um pouco.



Quando ela e os demais agentes haviam relaxado, percebi que nenhum de nós três respondemos a continência feita por eles. "Pensei que isso fosse algo da marinha..." - Revirei minhas memórias tentando lembrar se alguma vez eu tinha visto um agente bater continência e agora que parava para pensar nisso percebi que todos os agentes que eu havia conhecido se tratavam de uma forma bem íntima, não formal como aquele batalhão. "Tenho que estudar ainda mais as formalidades da agência, porque se deixar por conta desses dois...."

Levantei de onde estava sentada, limpando minha calça com as mão enquanto levantava e me mantive atrás de Raamar escutando ele lidar com sua nova subordinada, percebi que Isaack também optou por não se meter, afinal isso tiraria a credibilidade de nosso novo Comandante. Comecei a ficar triste por saber que teríamos que deixar L'Arcan tão cedo, finalmente a cidade estava livre de Mondor e por mais que nem tudo seria tranquilo, queria desfrutar um pouco da cidade sem estar em missão, também não queria deixar a ilha sem falar uma última vez com Klaus e Bonny.

Já estava me conformando que seriam desejos perdidos quando Bonny chamou nossa atenção de um jeito tão típico dele que quase me fez rir e abraçar ele. Era verdade que não conhecia bem ele, que tivemos nossos momentos de suspeitas, mas depois que colocou sua vida em risco tantas vezes para nos ajudar comecei a gostar dele. Ele só era alguém.... Confuso. Olhei imediatamente para Raamar esperando sua decisão e quando ele disse que teríamos um tempo antes de partir quase dei um abraço nele, mas me contive lembrando que deveria tomar mais cuidado agora que ele tinha um cargo importante. Ainda assim abri um largo sorriso para ele e fui na direção de Bonny. Que já estava conversando com Isaack. "Agora só falta o Klaus!" - Quando veio em minha direção retribuí o abraço e permiti sua brincadeira com meus cabelos. "Não é a toa que Isaack e Raamar criaram tanta confusão sobre o sexo dele no começo, ele parece se divertir confundindo as pessoas!"

-Bonny, você nos ajudou muito nessa missão, sem você não teríamos tido sucesso! Com certeza irei ligar! E espero que vocês consigam tornar essa cidade um lugar muito melhor. - Dei um novo abraço em Bonny e me afastei para que ele pudesse falar com o Gatito, confesso que fiquei um pouco espantada com a frieza dele em sua resposta, mas então lembrei que desde que nos conhecemos ele deu indício de que não era bom com palavras, revirei os olhos pensando comigo mesmo que isso era algo que teria que ajudar ele a melhorar o quanto antes.



Todo o riso que estive segurando até o momento foi despejado para fora subitamente quando vi Klaus com suas roupas casuais, tentei conter o riso mas foi difícil, só quando ele se afastou que realmente consegui.



Quando ele se ajoelhou na minha frente senti meu rosto corar completamente e tive que lutar contra a vontade de olhar para todo mundo que nos encarava. Meu coração disparou ao pensar no que aquilo significava e como eu não estava pronta para responder. "Será que em algum momento eu dei a entender que gostava dele?" - Era difícil me imaginar governando uma cidade quando lutei tanto para poder finalmente sair de Verona para conhecer o mundo.



Felizmente tudo tinha sido uma brincadeira ou apenas o jeito estabanado de Klaus fazer as coisas, mas quando ele se levantou exalei todo o ar que eu estava prendendo em meus pulmões em um suspiro de alívio. -Klaus! Não brinque com esse tipo de coisa! Além disso, você agora é a pessoa mais importante de L'Arcan, trate de melhorar esse visual! - Falei com um misto de desespero, raiva e diversão, afinal ainda não tinha me recuperado daquela situação embaraçosa. Tirei o estojo das mãos ele e apreciei sua qualidade, passando o dedo pela madeira e pelas joias. -Estou feliz com o presente e também por poder ver vocês dois antes de partir, Espero voltar logo para ver o que conseguiram fazer com a ilha! - Abracei o alado e me afastei, dando espaço para que ele pudesse falar com Isaack e Raamar.

O pedido de Isaack me pegou de surpresa, mas os de Raamar foram próximos a ameaças, era como se ele nem quisesse ser amigo de Bonny e Klaus. Tentei disfarçar minha indignação olhando ao redor e só nesse momento entendi a agitação dos meus fantasminhas, olhando diretamente em nossa direção estava Froizer, para piorar não estava com a melhor das expressões. "Depois da ordem que recebeu do Gatito, era de se esperar..." - Um arrepio percorreu minha espinha pensando que nesse curto tempo no Governo já havíamos feito um grande inimigo. "Temos que cuidar para não fazer ainda mais!"

Percebi que Raamar me chamava para partir, então juntei minhas coisas pessoais do chão e segui atrás dele para dentro do navio, olhando no meio do caminho para trás e acenando para aqueles que ficavam. Não tinha visto a lista de compras que meus companheiros fizeram mais cedo, então fui pega de surpresa quando o Gatito anunciou que Ababa teria que esperar para lhes contar sobre a missão porque antes iriam celebrar a queda de Don Mondor e também conhecer seus novos companheiros. -Finalmente! Espero que dessa vez ninguém venha nos interromper igual lá no bar... - Falei um pouco emburrada, lembrando de toda comida que tinha sobrado no prato e quantos coquetéis a mais poderia ter pedido para Isaack fazer. -Isaack, não vai esquecer a promessa que me fez antes de embarcarmos!

Andei alguns passos a frente do trio e então me virei para falar com eles. -Vou largar essa mochila no meu cômodo e então encontro vocês no convés. - Falei apontando para a mochila e então entrei na parte coberta do navio, pegando o primeiro agente no caminho e pedindo a ele que me mostrasse onde ficavam as acomodações.

No meu quarto, desfiz rapidamente a mala, colocando as roupas em um armário e meu globo com um desconhecido castelo dentro sobre uma prateleira ou escrivaninha. Lembrava-me daquele globo ter aparecido misteriosamente em um natal, quando meus sonhos sobre lugares estranhos estavam mais fortes do que nunca e então resolvi apelar para o Papai Noel para que me desse algo que estivesse relacionado ao meu verdadeiro lar. O problema era que eu nunca tinha visto aquele castelo antes, exceto nos meus sonhos. Percebi que já estava olhando por tempo demais o globo e então deixei meu quarto para encontrar Raamar sentado em uma grande cadeira no convés enquanto Isaack estava próximo sentado sobre um barril de saquê, dividindo a bebida com qualquer um que aceitasse.



Aproximei-me e peguei um dos copos, já enchendo ele com a bebida e então levantando. -Um brinde ao novo Comandante deste esquadrão! - Propus, erguendo meu próprio copo na direção que Raamar estava sentado e tentando fazer não só Raamar ser aceito pelos demais como seu novo líder, como fazendo o próprio Gatito aceitar de vez suas responsabilidades e méritos.


@Angelique @Raamar @Isaack
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 Posted: Feb 24 2018, 01:07 AM
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- "Só para lhe buscar", senhor...? - Ababa sentiu-se repreendida, como se a surpresa de Raamar ao ter aquele grupo pronto para levá-lo para o mar fosse algo relativamente ruim. Talvez quisesse ser mais discreto e devesse ter mandado um bote para buscá-lo e assim que subissem à bordo, ela apresentava o restante da equipe e a si mesma, não necessitando mais do que três pessoas para garantir que tudo estava controlado e em segurança para o caminho percorrido. Seu olhar não era de medo, mas de apreensão, como se naquele momento o menor fosse puni-la por tudo aquilo, afinal, não o conhecia pessoalmente e seus trejeitos poderiam limitá-la. A face branca de que diversas soluções para o problema surgiam, porém já era tarde, ela apenas o encarou com a testa franzida sem realmente dizer algo, calando-se logo em seguida, pois o tempo que demorou para cogitar algo coerente, agora, seria como um desacato diante da palavra de seu comandante, uma afronta, algo que ela não queria aparentar ser ousada o suficiente de cometer um erro duas vezes.

Com a chegada de Bonifácio, Raamar e Isaack já davam ordens para seus novos subordinados, pedindo para que um grupo fosse até a cidade e trouxesse itens para ele e mal o comando fora dado, dois agentes deram um passo para a frente, organizados, pois da forma como estavam colocados em fileira, os dois primeiros da esquerda para direita, já foram colocados em uso. Pegaram a lista das mãos do analfabeto e olharam de volta para os demais, assentindo com a cabeça para que mais dois viessem para ajudá-los a carregar tudo. Para não chamar atenção desnecessária, todos abriram seus ternos ou ficaram apenas com a camisa social e assim que viram que seu comandante não mais precisava de algo, saíram curvando-se levemente em respeito ao menor.

Bonny concordava silenciosamente com Isaack, satisfeito em ter colocado para trás todos os problemas que ambos tiveram durante a missão e agora poder chamá-lo de amigo e ter com quem dividir uma garrafa preguiçosamente enquanto aguardavam uma chamada do Governo Mundial. Kyoko por sua vez era mais simples, sendo calorosa e abraçando-o uma segunda vez, dando palavras de que esperava ver L'arcan como uma ilha em crescimento e era incrível ver como se ela se importava com aquilo. Bonifácio sorriu e se fosse um pouco maior, abraçaria-a e beijaria sua testa, porém ele só conseguiu passar o braço por cima do ombro da superior e depositou a mão no topo da cabeça dela, fazendo um cafuné, batendo as testas enquanto ele fechava os olhos ao saber que havia uma pessoa tão cuidadosa nos mares. O problema fora Raamar.

Tudo correu bem no momento em que segurou a mão do loiro e se olharam, não como amigos, mas sim como colegas em posições bem diferentes. O menor prontamente avisou que Mya seria de responsabilidade dele, afinal, quem houvera trancado a porta com ela sozinha, dentro da casa disfarçada, era ele próprio e não tinha como escapar daquilo. A face antes alegre de Bonny tornou-se algo mais sério em que ele observava o chacal sem poder ao menos retrucar, afinal, recebia uma ordem de um superior e não de Froizer, alguém com muito mais peso para acabar com ele se assim o quisesse. Também que não tinha o que discutir, errou e merecia aquilo, porém o jeito formal e ameaçador de Raamar fora o que quebrou todo o clima de amizade, como se não houvesse prazer algum em vê-lo pela última vez, a falta de sua presença não traria saudades.


- Me desculpe! Foi sem querer! - Dizia Klaus ao ser xingado por Kyoko por ter causado a confusão nela e que ele próprio tinha percebido, também ficando rubro como ela, não conseguindo driblar a situação com maestria. Então a garota disse para ele se vestir melhor, afinal, um regente deveria passar uma imagem de segurança e seriedade, de alguém que os cidadãos poderiam confiar e clamar por ajuda quando precisassem e não um caipira qualquer. O médico se olhou com curiosidade, procurando os erros em sua indumentária e logo batendo de ombros, afinal, estava tudo errado e ela tinha razão. - Estou tão confortável e agora, meio que serei meu próprio chefe... Pensei que poderia ficar de pijama o dia todo, mas parece que "aqui embaixo", vocês ligam para isso. - Claro que ele comparava com os da sua raça nas ilhas do céu, tendo o choque cultural de que vestir-se bem para a população lhe traria a aceitação que procurava. - Pode deixar que serei o mais bem vestido de L'arcan e aliás... Pedirei para que enviem roupas para vocês como um pequeno ato de vingança por desacato a autoridade. - Klaus mordia a língua levemente, fechando um olho, brincando com a garota, pois seu contra ataque com certeza não seria algo ruim.

Mais uma vez, Raamar já tomava para si o posto de comandante e ao invés de abraçar os antigos companheiros ou trocar algumas palavras carinhosas, ele pigarreava para chamar a atenção do alado e assim que a tinha, prontamente iniciou um pequeno discurso, dizendo o que deveria ser feito e o quanto ele se importava com a decisão de tê-lo deixado naquele cargo importantíssimo e esperava não ter cometido um erro. Obviamente, Klaus se sentiu coagido e suas asas se comprimiram tais como a bandeira do Governo Mundial do barco de Ababa.

O aviso dos cartazes de procurado em L'arcan seria feito como uma caça mesmo e assim que mencionado que Mya Catt seria responsabilidade de Bonny em pagar a recompensa, ele gelou sob o olhar do chacal. Klaus observou o loiro e isso criou um certo clima ruim enquanto esperavam por mais palavras de Raamar, que apenas se virou e bateu de ombros, discutir aquilo não mais era importante para ele e o recado fora dado, agora só tratava de se manterem na linha e executarem suas novas ordens.

Ababa anunciava urgência e o comandante deu aquilo como acabado e saiu de cena, indo para o navio enquanto seus colegas ficaram para trás e levando uma porcentagem dos agentes. Isaack se aproximou a mulher e lhe questionou quanto aos mantimentos e que ele, como um chef, tinha muito interesse de averiguar a cozinha. A mulher olhou-o com certa curiosidade do pedido, mas concordou fechando o único olho e abrindo um tímido sorriso, pois nunca tinha colocado os pés naquele navio e certamente não estava acostumado com os novos poderes hierárquicos que tinha.


- Temos comida para um mês em alto-mar, mas se for de desejo de nosso comandante, podemos racionar para até seis. - Ela dava uma leve brecha em sua fala, passando a língua nos lábios para lubrificá-los, porém apenas estava escolhendo as palavras certas. - Sua presença será uma honra para a equipe da cozinha, por favor, verifique tudo que você achar necessário e se algo sair dos conformes, me notifique.

Kyoko fora a segunda a adentrar, com suas coisas e logo achando os cômodos, pois as divisões daquele navio não se desconfigurava do modelo que fora apresentado no da CP3 e como passara um tempo em descanso com os colegas, ela já conhecia muito bem aquela embarcação sem nunca antes ter adentrado nela. Caminhou pelo local e averiguou uma porta com seu nome e posição talhados em uma placa de metal prateado. Abriu a porta e viu que o espaço não era exatamente enorme, mas era grande e tinha todo apenas para si. Uma mesa no centro tinha uma chave para que ela trancasse-se em seu quarto assim que sentisse necessidade. Sua cama era contra a parede e tinha longos lençóis e cobertas, que se arrastavam no chão.

Isaack ficou com Ababa, mas tão logo terminaram de conversar, o grupo de quatro agentes surgiu com os itens pedidos e ficaram ali parados com as sacolas, aguardando que enfim subissem todos para o convés e assim o fizeram.

Tão logo subiram a rampa, já iniciaram a saída daquela ilha. De imediato Ababa se separou de Isaack, este que fora procurar um barril de sake, deixando que o comandante dissesse para a mulher que deveriam deixar a missão para depois e se concentrar em criar laços entre os agentes. Isso certamente a deixou meio perdida, que olhou para os lados, mas repensou e concordou com ele. Logo em seguida o chacal ia para um local onde todos poderiam vê-lo e ouvi-lo com facilidade, já anunciando que fariam uma pequena festa em comemoração da queda de Mondor e isso não gerou alegria alguma nos agentes, que como pequenos robôs do governo, mantiveram-se quietos e em fila, como se recebendo uma ordem. Ababa também estava parada ao lado de Raamar, quieta e calculista, prestando atenção em onde o menor queria chegar com isso.

Terminou de falar, uma enorme poltrona (talvez o mink precisasse de uma almofada para se manter ao nível dos olhos quando em seu escritório) fora colocada para que ele sentasse-se confortavelmente. Isaack vinha e colocava o barril na frente do menor e sentava-se no braço direito da poltrona, o que quebrava um pouco a imagem séria de Raamar. Kyoko agora saía do conjunto habitacional e via-os juntos, passando pelos agentes e pegando um copo para si, enchendo-o e erguendo, comemorando a troca de comandantes e pela primeira vez, todos os agentes ergueram as mãos, em conjunto e gritando juntos, não exatamente felizes, mas comemorando.

Finalmente e não expressado para os demais, era entendido o porque de Raamar ser tão duro com Klaus e Bonny: ele estava nervoso. Ser o novo comandante e ter de lidar com cerca de vinte novos soldados era demais para ele, que sempre teve que basicamente cuidar de si e ainda por cima, esteve sozinho e desamparado, agora, tinha dois companheiros que poderiam garantir que estava fazendo a coisa certa. O seu erro fora não ter compartilhado com os demais, pois do jeito que estava, parecia frio e calculista.

Logo os agentes faziam fila para pegar um copo e beber diante de Isaack, partilhando de suas ambições, nomes, receios, demais traços de personalidades e inicialmente, fora algo bem parado, robótico. Chegavam, pegavam um copo e bebiam (algo que basicamente todos fizeram, com exceção apenas de Ababa), anunciando a si mesmos para o ruivo e assim que os cinco primeiros passaram, formais e eretos, o clima começou a relaxar, pois já se conheciam e brincadeiras se iniciaram, em que um falava uma besteira para o outro como "não é esse seu objetivo não, seu sovina" e por fim, a alegria tomou conta do navio.

De fato, como Kyoko houvera percebido, os agentes tinham uma abordagem mais íntima uns com os outros, afinal, trabalhavam e trabalhariam muito tempo juntos e apenas com aquele esquadrão, o que acabava por criarem uma certa irmandade. Ela via que a continência e o jeito durão era apenas para Raamar, que por mais que houvera feito de boa vontade a pequena festa, ainda eram relutantes em lidar com ele, ainda mais com o histórico de líderes abusivos que eram conhecidos na Marinha e no Governo Mundial. Eles eram precavidos e já temiam o menor, sem ao menos dar chance de conhecê-lo direito.

Passados os vinte que compunham aquela embarcação, já mais entrosados, eles já até dançavam no convés enquanto bebiam e batiam palmas em ritmo, desafiando uns aos outros a entornar uma garrafa enquanto tinham salgadinhos na boca, juntando os gostos e tendo de engolir tudo junto enquanto saltavam, giravam, etc. Se divertindo entre si e não exatamente se aproximando do trio que estava um andar acima daquele barco.

Curioso, Raamar pedia para que Ababa lhe informasse sobre a próxima missão e a mulher, com um cálice em mãos fora pega de surpresa pelo chacal e sem saber o que fazer com aquele item, ela apenas segurou-o com a palma para cima (antes o agarrava com a ponta do indicador, polegar e do meio), não havendo riscos de derrubar seu conteúdo pela metade. Ela tinha um sorriso ao ver seus colegas se divertindo, mas logo teve uma expressão mais neutra para lidar com o comandante.


- Um segundo, senhor. - Ela então ia com passos apressados até o escritório de Raamar e passado algum tempo, saía de lá com um dossiê entre os braços, parando na frente do líder e abrindo-o, analisando-o e enfim virando em suas próprias mãos como se aquilo fosse muito pesado, mas apenas queria enfatizar o ato, entregando para Raamar uma ficha com uma Jolly Roger onde a caveira tinha uma aparência mais de peixe e as espadas cruzadas estavam sobre ela em si. - Este bando pirata é famoso por tráfico de animais e a Marinha já os prendeu algumas vezes, ficaram parados por um tempo, eles sumiram até do radar do Governo Mundial por um tempo. Sekhmet é o capitão, conhecido por domar as feras com as próprias mãos, tem uma força espetacular. Agatha é a caçadora, insana e inescrupulosa, perita em armadilhas. E por fim temos Diogo, um garoto prodígio, é basicamente o faz-tudo da tripulação, sendo o cabeça, como navegador, cartógrafo, diplomata, etc. - Ela folheou para a próxima página, onde tinha um desenho tosco de um caranguejo. - A ordem que fora me dada, é de que como sua primeira missão antes de realmente assumir a Cipher Pol 6, é que você deve ajudar um agente da Cipher Pol 5 a completar sua missão. Demoraremos cerca de três dias de viagem até o encontro e depois... - Divagou e percebeu agora, dera um pequeno murro em sua cabeça, então apontando novamente para a folha. - Dessa vez, eles ficaram esse tempo parados, apenas para vir com peso... Eles traficaram um Rei-dos-Mares.

- Manda dois, que um está fácil! - Dizia um dos agentes, alegre pela bebida, mas não completamente bêbado, afinal, se sofressem um ataque naquele momento, ainda tinham capacidade de defender. E de fato, como agentes da CP6, todos ali eram fortes e um ou outro Reis-dos-Mares não eram exatamente um grande problema.

- O problema é isso aqui. - Ela batia a unha sobre o desenho do Rei-dos-Mares. - Essa espécie não é natural dos Blues. Se essa coisa ficar solta por aqui, ela acabará com a fauna aquática, além de trazer perigo para os viajantes. - Ela suspirava cansada só de pensar no esforço. - E também é uma espécie rara, não pode ser morta por risco de extinção, sendo levada de volta para a Grand Line... Mas não se preocupe, o agente com a qual deve se encontrar é um perito em caça à Reis-dos-Mares. Aliás, assim que vocês concluírem a missão, é necessário deixar o agente em questão além da Red Line. Eu sou opcional.

Ababa agora abria a palma na sua frente e esfregava alguma coisa, parecia empurrar uma névoa ou limpar uma janela. Olhou para Raamar nos olhos, mostrando maior seriedade enquanto movimentava sua bebida para manter seu sabor assim que pudesse voltar a beber.

- Completando essa missão, você como comandante terá liberdade para fazer o que bem entender. Nos passar missões, administrar o navio e sua CP, fazer alianças... É com você, comandante. - Ela então ajeitava seu pequeno chapéu e apontava para sua cabeça. - Eu, por outro lado, deverei ir no momento em que você estiver apto para suas tarefas. Veja bem... Sou uma treinadora da CP5, meu dever é guiá-lo até ser dispensada ou promovida.

Dada essa conclusão e se Raamar não tivesse mais questionamentos ou afazeres, Ababa iria voltar para a pequena festa, porém de nada aproveitaria, pois agora que tinha essa missão em mente, ela estava preocupada. Talvez os grandões do Governo Mundial estivessem exigindo demais do chacal e seus amigos, ou era apenas falta de fé dela, pois se chegou em tal cargo, ele era mais que capacitado, todavia, por nunca ter tido contato direto, ela estava um pouco preocupada.

O restante do dia fora bem tranquilo, onde não houvera muitos problemas com o clima ou demais barcos que passavam.

No segundo dia de viagem, se Kyoko fosse até a cabine de navegação, ela encontraria um agente alto e forte, de cabelos lambidos para trás que se puxasse da memória, lembraria-se do dia anterior que seu nome era Hikkishi, nascido no arquipélago oriental de Akihabara. Ele era o navegador daquela embarcação e estava sobre um grupo de mapas (estes que a garota tinha total liberdade para averiguar e "conhecer" outras ilhas) e com um log pose em sua frente, calculando distâncias e averiguando com o movimento do barco e do vento, mais ou menos se chegariam com tempo.

Pela parte de Raamar, Ababa agora estava mais confiante ao trabalhar com ele e infelizmente, ela lhe trazia papéis e comunicados quase que o tempo todo, precisando de assinaturas, permissões ou apenas checagem. Maior parte de sua papelada burocrática era apenas confirmações de que seus tripulantes estavam ali, de que ele estava coordenando ou se precisariam de mais comida ou munições para os canhões, assim como as armas próprias de cada agente. Haviam algumas que confirmavam ou direcionavam agentes para missões em outras ilhas, mas que eles se dirigiriam para a Grand Line de qualquer forma, tendo de deixar um ou outro por ali, em botes para facilitar. Os Den Den Mushis ficavam com Ababa, que ainda tinha receios em deixar Raamar lidando com todas as ligações do QG, mas se ele quisesse, poderia ficar com aquela loucura e veria que eram muitos códigos usados, números ou falas aleatórias, pouco era dito com simplicidade.

Agora, Isaack não tinha exatamente muito o que fazer, pois a equipe da cozinha era até que de certa forma grande, composta por cinco pessoas e cada uma especializada em algo (pratos quentes, frios, sobremesas, bebidas e encarregado da produção), trabalhando em harmonia. Com os conhecimentos, ele poderia fazer algo para si e para a tripulação, porém não era realmente necessário o tempo que ficaria lá, podendo ir para seu próprio barco e arrumá-lo (com ou sem auxílio de agentes).

No terceiro dia, as coisas acalmaram para Raamar, mas ainda assim estava um pouco preso em seu escritório com Ababa auxiliando-o. Kyoko ainda tinha a liberdade de estudar os mapas da Grand Line e até dos Blues, assim como interagir com o navegador dali. Isaack fora requisitado para ensinar a equipe da cozinha.

Enfim, o início do quarto dia, quando finalmente Hikkishi não estava em sua posição de costume, ele alertou Ababa que já estavam em contato com a outra embarcação e após duas horas navegando, avistaram um barco de porte médio, simplesmente parado no meio da água, as velas abaixadas e sem bandeira alguma, só à deriva.

Com confirmação para aproximação, colocariam-se lado a lado daquele barco e uma rampa seria exposta para travessia dos agentes, que no caso, nenhum teve interesse, no máximo Ababa guiou Isaack, Kyoko e Raamar até o convés do outro, que assim que chegaram, notaram algo um tanto incomum.

Uma cadeira de praia estava colocada no meio do convés enquanto um homem (incrivelmente, também de tapa-olho, seria alguma sina de Isaack com pessoas caolhas? Karma...) estava ali deitado, tomando banho de Sol enquanto experimentava em um cálice de cristal nada mais e nada menos do que lama. Terra com água e algumas folhas e galhos, fofa e escura, ele balançava, brincando com a base enquanto sujava as laterais, mas não realmente caíam. Ele bebericava e enfim percebia a movimentação (ou dava a atenção devida).


- Agente Grimoire. Que satisfação vê-la! - Dizia o homem com um sorriso e se levantava, mostrando-se mais alto que Isaack. Aproximava-se do trio e curvava-se levemente. - Estarei às suas ordens, Comandante Raamar, Subcomandantes Kyoko e Isaack. Tenham certeza que estou entusiasmado para trabalhar com vocês! Acordei hoje e pensei:"como é bom trabalhar com pessoas competentes!"

- Pare de bajulação, Kurotsuchi. - Tão logo ela falou, o sorriso do homem se desfez e ele se jogou no chão, de joelhos e as mãos na madeira, cabeça baixa.

- Você me chama de verme assim tão fácil... Na frente de todos... - Ababa certamente não parecia ter paciência para ele e revirou o único olho enquanto se aproximava do homem e o agarrava pela junta do cotovelo e colocava-o de pé ao seu lado, fazendo um contraste nos tamanhos. Ela ajeitava o terno dele, puxando-o e encarando-o com certa raiva e ele apenas batia de ombros, retirando as mãos dela e colocando as suas nos ombros da mulher, massageando levemente. - Não se preocupe... Emprego não é tudo e com seu currículo, você teria um ótimo cargo na Marinha.

- Estou muito bem, obrigada. - Tão logo ela retrucou, ele se desvincilhou dela como se tivesse emagrecido demais, mas não era possível ver o que realmente houvera ocorrido, pois assim que deu um passo, estava já diante do trio da CP6. Como um irmão maior, parou na frente de Isaack e sorriu.

- Você usa que tipo de armas? É um artista marcial ou prefere armas de fogo? Você tem a cara de que é um usuário de pistolas... Metralhadoras? - Puxava um pouco seu terno e mostrava para o ruivo que dentro de suas vestes haviam diversas kunais. - Eu sou como um ninja, rápido, forte, furtivo. Pode contar comigo para o que você precisar. Soube de suas façanhas em L'arcan e de fato, criar uma bola de fogo poderosa como aquela com alguns poucos ingredientes, que, convenhamos, são usados para o que? Curar feridas? Você é incrível! - Dizia entusiasmado.

- Kyoko! Bela Kyoko... - Ele dava um passo para o lado, sorrindo de canto de boca, fechando os olhos e como se ele mesmo usasse uma cartola, ele baixava uma imaginária, indo logo em seguida para sua bebida e de lá retirando uma flor, da qual ele fez uma expressão de medo, retirando delicadamente com a ponta dos dedos toda a lama que ali havia, deixando suas pétalas brancas o mais livre de qualquer sinal de terra possível, entregando logo em seguida e pequena e tímida flor, meio torta por ter estado soterrada. - Quem diria? Vencer Mondor sem ao menos se machucar? Há boatos correndo entre os agentes de que você tem Haki da Observação... Isso é verdade? - Logo ele mexia em seus cabelos, rindo levemente, não por achar graça, mas para mostrar que não havia relevância nisso. - Pois isso não realmente importa, pois para você, eu já sou seu fã número um!

- E você! Comandante da Cipher Pol 6, Raamar Be'liant!
- Dizia com peso na voz, orgulhoso de estar trabalhando com um real comandante de divisão e não qualquer uma, de uma tão próxima da 9. - Tão jovem... Tão poderoso! Seus feitos repercutiram facilmente pelo Governo Mundial, sua agressividade, sua garra, sua persistência, determinação! Tudo isso fora avaliado e por causa disso que você senta no trono da CP6. Esteja orgulhoso, meu senhor, meu comandante. - Ele se curvava muito mais que o necessário, colocando uma mão na frente de seu peito como um mordomo faria para seu mestre.

- Já chega, Kurotsuchi... Direcione essa energia em sua missão, vocês já estão iniciando-a no momento em que o barco for embora. Tenha mais respeito com seus superiores. - A voz de Ababa era calma, mas na verdade, controlada. O trio conseguia sentir que ela segurava-se com o outro.

Os agentes se agruparam no pé da rampa enquanto Ababa dava passos lentos até a extremidade que estava no barco vizinho, olhando para Raamar logo em seguida.


- Minha presença é necessária nessa missão? Ou devo me ocupar com o escritório? Comandante, estou a seu dispor. - Assim que Raamar desse a ordem, Ababa iria ou não ir embora, mas de uma forma ou de outra, a rampa seria recolhida e com isso, consequentemente o navio iria junto, seguindo viagem enquanto eles tinham agora aquele e de Isaack para seguir em direção do objetivo da missão e enfim, a Grand Line. - Não se preocupem com seus bens, esse navio seguirá em rota para deixar alguns agentes pelos Blues e seguirá logo em seguida para a Grand Line, porém pelos portões da justiça, nada temam.

- Não sou nenhum navegador, então... Vocês sabem que direção é para ir até a montanha vermelha? Subir até a Grand Line é fácil, descer que é difícil e carregando algo do porte de um Rei-dos-Mares, acredito que seja pior ainda, não devem ter ido tão longe assim... - Logo ele se silenciava e colocava uma mão no queixo, pensativo e erguia um indicador. - Eu peço as mais humildes desculpas, meus ídolos! Fiquem à vontade, demoraremos ainda algumas horas até chegar na Red Line, então... Sabe? Descarreguem suas coisas nos quartos, bebam e comam algo, só não ofereço o que estou tomando por... Sabe? Nem todos são usuários.

Se Ababa ainda estivesse ali, ela iria tratar de pegar as coisas do trio e carregar até os quartos, organizando para eles e dando mais liberdade para que fizessem o que bem entendesse a partir dali. Mas se não estivesse, Kurotsuchi teria o maior prazer em fazer isso por eles.

Aquela embarcação não era exatamente completa como um navio do Governo Mundial, muito pelo contrário. Maior parte de seu luxo era inexistente, mas não era também horrível, sendo simples e confortável, mas só. Havia comida ali, mas a maioria era enlatada e havia uma caixa com muita terra preta e um mecanismo de filtragem da água do mar, que já tinha dois galões cheios, permitindo que ninguém ficasse com sede e pudesse beber o quanto quisesse. Na geladeira haviam bebidas de qualidade (nada excepcional) e alguns itens para se fazer, mas também, eram pouco, talvez o suficiente para três dias e logo teriam que ir para as latas. Haviam dois banheiros no navio inteiro, sendo pequenos. Obviamente havia um escritório para Raamar e diferente, não haviam fichas e dados de todos os agentes dali, mas o dossiê se fazia presente, assim como informações deles três, Ababa e Kurotsuchi, respectivamente cada um que estaria encarregados da missão, mas como a mulher houvera dito anteriormente, ela era totalmente opcional naquela missão, servindo mais como guia para o comandante. Os quartos eram basicamente cabines médias com deformações nas paredes, estar que tinham um colchão (e na cozinha, ao lado da terra, havia um pequeno lenço com um "K"). Baús haviam em cada uma, apenas para uso pessoal e já continham ternos extras ali, sendo uma indumentária básica dos agentes.

Naquele momento, o Sol estava extremamente forte, as brisas marítimas soltavam um bafo quente que não aliviava em nada o calor, fazendo-os suar freneticamente, mas por sorte, Kurotsuchi já havia deixado algumas garrafas d'água na geladeira. Kyoko já tinha noção de que aquele calor excessivo, dependendo da direção que fossem, pelo sopro do vento e velocidade de navegação, saberia que uma tempestade era iminente, só difícil era saber a sua intensidade, pois ela sabia que a chuva seria grossa e possivelmente demoraria para passar.


Spoiler

Desenho do Rei-dos-Mares
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Integrantes do Kaiju Kaizoku:
Capitão Sekhmet
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Agatha
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Diogo
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Hikkishi
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Kurotsuchi
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Raamar
 Posted: Feb 26 2018, 10:37 AM
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ATO 4 - Uma Odisséia Entre Agentes


Em meio a festa com os novos companheiros Agentes o bestial começava a se acalmar e com isso inevitavelmente refletir sobre a forma que falara com Bonny e Klaus, imediatamente levava sua mão a testa arrependendo-se do que fizera, sabia que era tarde demais para voltar atrás, mas ao menos não era tarde demais para evitar cometer o mesmo erro no futuro. Retirava a mão da frente de seus olhos e observava Kyoko e Isaack, havia deixado todos livres para agirem como bem entendessem, era o mínimo depois do que haviam passado. O chacal havia evitado a todo custo tomar qualquer bebida alcólica, ao menos nessa primeira vez se manteria sóbrio.

Nunca havia se importado com o que os outros pensavam, porém tampouco gostava de ser menosprezado e ridicularizado, aquela era sua primeira chance de obter respeito, mesmo que por enquanto fosse apenas de um pequeno grupo e de forma mandatória devido a uma estrutura hierárquica, porém se não aproveitasse essa chance para transformar aquilo em real respeito, talvez nunca mais conseguisse.

Havia deixado sua cadeira há um bom tempo, aquilo não era nem de perto sua cara, então logo tratou de se sentar sobre a amurada do andar superior, deixando que a brisa do mar brincasse com seus pelos enquanto podia observar a festa que ocorria no convés abaixo. Seu coração aos poucos se acalmava, ao passo que sua mente tentava se convencer que ser Comandante não era tão ruim assim. Sentia várias pontas de dor se espalharem por seu corpo e só então percebia o quanto tinha estado tenso. -Não foi perfeito, mas acho que conseguimos uma boa primeira impressão... - Falava baixo com seus companheiros, mas também consigo mesmo.

Escutava com atenção o relato de Ababa, observando o dossiê que ela havia buscado agilmente de seu escritório e abria um sorriso frente ao comentário de um de seus subordinados. "Mesmo com esse tanto de bebida, eles não perdem uma só palavra ou gesto nosso..." - O pequeno tomava um tempo para olhar o rosto de cada um no convés de baixo, não um olhar superior ou condenatório, apenas curioso. "Aposto que todos estão se perguntando como um mero animal desconhecido acabou conseguindo uma patente mais alta que eles."

-Isaack, Kyoko, o que acham? - Perguntava honestamente antes de dar sua própria opinião. -Ouvi dizer que seguir viagem para a Grand Line não é uma tarefa fácil.. Imagina fazer isso rebocando um bicho desses! Parece divertido! - O pequeno deixava suas reais emoções transparecerem, virando-se agilmente na amurada e encarando seus amigos com olhos brilhando de emoção.

Percebia que Ababa ainda estava por ali e abria um largo sorriso para ela. -Obrigado por toda a ajuda, estou contando com você para me transformar em um bom Comandante! - Tentava corrigir o erro que havia cometido no porto, suprimindo seu lado ignorante ao menos quando possível. -Não gaste mais de seu tempo aqui conosco, pode ir aproveitar a festa! - Liberava a agente de uma forma que fosse menos intimidadora, não queria que ela entendesse isso como uma ordem. Aproveitou o resto da noite com a dupla de ruivos, memento este que aproveitou para contar o que havia percebido no estranho comercial de gelatinas que os outros pareciam ter deixado passar, desfrutando da comida já paga e da tranquilidade de não ter ninguém para incomodá-los. "Sem esconder mais coisas deles..." - Não iria se opor se qualquer um dos dois quisesse descer e se misturar aos demais agentes, porém o bestial ainda iria se manter afastado, pois não confiava em si mesmo para ser agradável com todas aquelas pessoas enquanto sua mente ainda estivesse tão tensa.

Utilizou o restante do tempo de viagem para trabalhar em seu projeto próprio, aprender coisas de sua futura função com Ababa e pentelhando Isaack e Kyoko para que lhe ensinassem um pouco mais sobre escrita e leitura. Não via opção além de confiar em Ababa, se isso fosse um erro lidaria mais tarde com as consequências, naquele momento o bestial assinava da melhor forma que conseguia a papelada que lhe era entregue, mesmo sem de fato conseguir ler o que continha nelas. Quando possível, mantinha Issack por perto, para tentar minimizar as cagadas. Quanto aos Den Den Mushis, olhava empolgado para eles e toda a comoção que causavam com suas diversas chamadas, mas não se atrevia a assumir esse fardo tão cedo, assitia Ababa lidar com aquilo tal qual uma criança que vai acompanhar seus pais no trabalho.

A rotina exauria o pequeno, pois não estava acostumado com essas coisas burocráticas, além disso lidava com as noites mal durmidas. No quarto dia enquanto acompanhava Ababa, ficou sabendo que dentre poucas horas iriam se encontrar com o outro agente, ansioso o pequeno chacal correu até a amurada mais frontal do navio e lá ficou sentado olhando o horizonte em busca do barco da CP5, saindo daquela posição apenas quando os barcos emparelhavam e uma rampa era colocada ligando-os.

O chacal vestial suas vestes compradas em L'Arcan, agora modificadas por ele mesmo para lhe proverem mais segurança, e sobre elas um casaco com a logo do Governo, identificando-o como Comandante. O terno e a calça social ficariam de fora, pois o bestial jurava que não combinavam com ele. Seguiu Ababa e seus amigos até o outro barco, olhando o agente da CP5 com certa curiosidade e confusão. "O que diabos ele está bebendo?" - Conforme analisava o homem esta curiosidade acabou se transformando em receio.

-Ei, vocês dois, Dixon.... Não tem nenhum ritual dentro dos Agentes que faça as pessoas perderem os olhos, ou tem? - Quantionava inocentemente enquanto tampava seu olho direito com uma de suas mãos, revelando logo de cara seu lado ingênuo e desbocado. Aproximou-se mesmo assim do rapaz, abrindo um largo sorriso frente a bajulação descarada que recebia. -hehehehe - Sorria de forma besta enquanto coçava atrás da orelha com uma unha.

O clima descontraído criado por Ababa e Kurotsuchi era agradável, fazia o bestial olhar para seus amigos e sorrir para eles, um sinal de que as sombras de Mondor já estavam se afastando e que o terror daquela missão não iria se repetir. Deixou Kurotsuchi se apresentar para Issack e Kyoko e aguardou ansioso por sua vez, seu rabo foi balançando cada vez mais rápido conforme era elogiado. "Esse cara sabe mesmo como inflar o ego de uma pessoa!" - Pensava o bestial sem saber exatamente como responder àquilo. -Suchi-san, gostei de você! Tenho certeza que vamos nos dar bem nessa missão!

Estava para apertar a mão do homem quando escutou a represália de Ababa, encarou aquilo como uma bronca para ele próprio e por isso abaixou suas orelhas até estarem quase coladas com sua cabeça. -Ababa, quero que venha conosco e testemunhe você mesma nossa força. Sei que muitos possuem dúvidas sobre nossa aptidão, por isso quero que você seja nossa testemunha. Mesmo que seja um pedido egoísta meu. - Mesmo que não tivesse dito algo, o chacal havia absorvido o que Ababa falara sobre ela mesmo na festa. Se cabia ao bestial decidir sobre o futuro dela, então era melhor que a mantivesse por perto para poder analisá-la.

Ter alguém tão apta nas funções administrativas de uma CP por perto era algo realmente atraente, e se pudesse fazer com que ela confiasse nele e nos ruivos, seria uma adição fantástica para o esquadrão. -E dito isso, vamos logo recuperar esse mega carangueijo! - Exclamava enquanto batia as palmas uma na outra.

-Suchi-san, Kyoko é uma navegadora de primeira, pode deixar o caminho com ela! Mas você é nosso especialista em caça, pelo que vi da missão precisamos ainda encontrar os piratas, recuperar o mega carangueijo e levar vocês até a Grand Line para que ele possa voltar para o lar dele e fazer novos mega caranguejinhos, levando isso em conta, temos alguma pista do paradeiro desses piratas? - Sua forma de falar era simples e jovial. -Isaack, a cozinha e os mantimentos são seus, garanta que teremos comida para todos esse tempo. Ficarei aqui no convés para atender as ordens da Kyoko. Ababa, quero te pedir outro favor egoísta, tente contato com L'Arcan e veja o estado atual da ilha, pode ficar tranquila que isso não afetará nossa missão atual.

Tendo dito isso o bestial seguia para a amurada observar os arredores, retirando seu casaco de Comandante e deixando-o suspenso em sua mão. A temperatura estava aumentando e não tinha mais sentido manter aquele acessório. Retirava de sua jaqueta a máscara de anúbis e encarava os buracos vazios feitos para seus olhos. Optava por guardar a máscara novamente, não vendo sentido em usá-la naquele momento. A forma de se mover do mar trazia a tona a lembrança do estranho comercial, fazendo o bestial tentar entender o que aquela mensagem significava.
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 Posted: Feb 27 2018, 11:52 AM
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ATO 4 - Uma Odisséia Entre Agentes


Não fiquei pressionando Isaack pelos seus drinks diferentes, me contentei com o saquê que ele havia aberto e estava compartilhando com toda a tripulação, naquele momento seria bom mesmo que nos vissem como iguais, que esquecessem ao menos um pouco a diferença de patentes e permitissem que laços fossem criados. "Nunca sabemos de quem vamos precisar ajuda, melhor manter a amizade com o máximo de pessoas que eu conseguir!" - Segui a ideia de Isaack e fui puxando assunto com um ou outro tripulante, perguntando sua origem, se havia deixado família antes de partir, se sentia saudades de sua terra natal.

Para que se abrissem mais, compartilhava minhas próprias histórias, contando para eles sobre Verona e seus dias eternamente chuvosos, sobre as explorações que eu havia conduzido ao redor da ilha desde bem nova e sobre minha batalha contra o malvado tritão de Verona. Não me agradava falar muito a respeito de Mondor, pois meu coração ainda digeria tudo aquilo. Senti minhas bochechas ficarem coradas e comecei a diminuir a quantia de álcool que eu tomava, em geral só fingindo que tomava um gole, torcendo para que como todos já estivessem bêbados e nem percebessem.



Aos poucos fui dando privacidade para eles, percebendo que Raamar e Ababa estavam na parte superior do convés, mais afastados da festa, subi as escadas para me juntar a eles. Raamar tinha deixado sua cadeira e estava sentado na própria madeira do barco, refletindo sobre os benefícios da festa. -Não precisamos apressar as coisas, logo eles percebem que vocês não são iguais ao Froizer.



Me apoiei na mureta, usando meu cotovelos como apoio para que pudesse ficar olhando a comemoração e mais além o mar. Adorava aquela brisa que acompanhava as viagens em alto-mar, pois trazia a tona várias lembranças de quando fazia isso em Verona como minha única ocupação. Virei-me apenas quando Ababa retornou com o dossiê e começou a explicar a missão. Me mantive em silêncio, apenas concentrada em memorizar os rostos e nomes presentes naquele documento, quando Ababa terminou seu relato fechei os olhos por alguns segundos para que minha memória gravasse de fato toda aquela informação. -Em Verona tivemos que conter um Rei-dos-Mares que estava sob controle do tritão. Precisei mobilizar vários barcos com redes entre eles para que pudessem capturar a criatura, mesmo assim não foi fácil. Por outro lado, todos que estavam envolvidos na captura era pescadores e aldeões de Verona, porque eu e Tori estávamos ocupados enfrentando o tritão. Se formos nós mesmos a lidar com a criatura, acho que vai ser tranquilo. - Respondi Raamar, mas olhando para cada um do grupo. -O que me preocupa são esses piratas, eles já estão em posse do Rei-dos-Mares? Ou estaremos em uma corrida contra eles? O que me preocupa é que acabem tentando usar o Rei-dos-Mares como refém. - Minha preocupação era verdadeira, aquela criatura não tinha culpa nenhuma e não merecia ser envolvida em nossos problemas humanos.

Esperei Isaack fazer seus comentários também e então percebi que Raamar já estava com a imaginação muito além, pelo visto já considerava a captura do Rei-dos-Mares completa. -Vocês que gostam de viver a vida no limite vão adorar o lugar, pelo que li a corrente lá é muito forte, então devemos navegar a uma velocidade bem acima do normal, também existem várias rochas e outras barreiras naturais colocando em risco a embarcação. Você queria uma boa oportunidade para treinar os novos poderes, lá vai ser o lugar ideal!



Me manteria ativa no resto da conversa, mas não impediria Ababa de se afastar assim que o Gatito a libertasse, apenas oferecendo a ela um verdadeiro sorriso antes dela descer. Quando estivéssemos a sós me sentaria no chão mesmo, com as costas encostadas na amurada. -Isaack, lá embaixo fingi esquecer do drink porque todo mundo estava tomando saquê, mas não vou deixar você esquecer a promessa! - Usei meu tom mais brincalhão, para que Isaack não se sentisse ofendido. Também não fiquei insistindo muito, pois percebi que Raamar começava a ficar mais sério, por sorte dessa vez a iniciativa partiu dele próprio em nos contar o que lhe incomodava, pelo menos uma parte do problema. -Realmente não escutei nada disso no vídeo, devem ter gravado de uma forma que só você pudesse ouvir, só que..... Isso implica que quem fez isso te conhece muito bem, o que torna sem sentido ser algo vindo dos amigos de Mondor. - Não sabia se Isaack e Raamar compartilhavam dessa mesma opinião, mas para mim era a conclusão mais óbvia. -Existe mais alguém com quem você tenha passado um tempo junto? - Percebi o que havia falado tarde demais, baixando imediatamente minha cabeça para esconder o rubor que subia pelo meu pescoço e coloria minhas bochechas. "Droga, tantas formas para perguntar isso e eu tinha que escolher a mais comprometedora delas?" - Sabia que tentar explicar que não era ciúmes seria ainda pior, então deixei que a conversa seguisse como se nada tivesse acontecido.

No dia seguinte tive o prazer de encontrar Hikkishi, o responsável pela navegação naquele barco. Fosse pela festa no dia anterior ou pela nossa patente mais elevada, ele me permitiu acesso amplo a sala de navegação com todos os mapas que eles usavam, agradeci alegremente e passei o dia estudando e copiando cada um dos mapas, minha memória era boa, mas ter que reproduzir de cabeça um mapa para explicar a rota para outras pessoas era algo realmente chato, então manter uma cópia comigo era de fato a melhor opção. Dei uma grande atenção para a Red Line, mais em específico para a rota que ligava o West Blue com a Grand Linne, pois era essa que iríamos seguir, como caberia a mim manter todo mundo vivo mesmo tendo um Rei-dos-Mares a reboque, eu não queria cometer erros.

-O que é isso em seu pulso que você tanto olha? - Perguntei descaradamente, tirando do bolso minha própria bússola e fazendo com ela os mesmos cálculos que Hikkishi fazia, tentando comparar se a versão dele oferecia algum benefício a mais. -Naveguei mais nas ilhas ao redor de Verona, mas também nunca vi chegar em nosso porto um navegador usando uma bússola dessas.

Passei meus dias intercalando horas de aprendizado com Hikkishi, pois acreditava que sempre podia aprender algo novo com pessoas diferentes, transcrevendo mapas e conversando com Isaack e Raamar. Aprendi durante nossas conversas que o Gatito não era letrado, o que realmente me espantou. Comecei, a partir desse momento, a reservar algumas horas do meu dia para ensinar o pouco que eu sabia para ele em segredo. Minha formação não era das melhores, ao menos era o que eu acreditava, pois direto me via lembrando de coisas que eu nunca tinha aprendido em Verona, mas mesmo na ilha do North meus pais me garantiram uma educação adequada para que pudesse manter os negócios da família.

Fomos deixando vários agentes pelo caminho, então para compensar esta redução comecei a ajudar mais na navegação e nas tarefas de manutenção do barco, mesmo que alguém pudesse vir reclamar. No último dia que iríamos passar naquele barco, tentei encontrar Hikkishi para conversar mais com ele, porém como não encontrei no lugar de sempre, optei por dar aulas extras de leitura para Raamar, pelo menos até que estivéssemos nos aprontando para encontrar o tal agente da CP 5.



Neste dia fiz questão de usar os trajes formais da corporação. Estava levemente nervosa com esse encontro, pois o resultado dessa missão parecia estar sendo acompanhado por muita gente. Então não pude evitar ficar feliz quando encontrei o outro agente todo relaxado em uma cadeira de praia e ainda vindo falar conosco como se fossemos grandes amigos. Raamar também parecia contente com a bajulação, um pouco até demais. Segurei uma risada por conta da forma que Raamar havia se deixado conquistar por aquelas simples palavras. "No fim ele só é rígido daquela forma porque nunca teve a chance de fazer amigos..." - Ainda me lembrava da história que ele me contou no restaurante quando nos conhecemos, viver daquela forma era realmente desumano.

-Vocês parecem se dar muito bem agente Grimoire e agente Kurotsuchi, já trabalharam em outras missões juntos? - Perguntei para quebrar o clima e para entender melhor o grupo com o qual iríamos trabalhar, pessoas mais familiarizadas umas com as outras sempre conseguiam realizar as tarefas com menor esforço.

Fui pega um pouco desprevenida quando o agente Kurotsuchi começou a elogiar nossos feitos passados ou então nos bajular abertamente, fui questionada sobre ter Haki, mas sequer fazia ideia do que era isso, então acabei apenas respondendo com um sorriso confuso. porém a flor aceitei de bom grado, colocando ela presa em minha camisa.



Quando ao pedido de Raamar para que Ababa seguisse conosco eu aprovei na mesma hora, ela fora bem atenciosa e prestativa durante todo o trajeto, era bom ter alguém confiável e que conhecesse de fato as políticas da corporação. Se ela olhasse em minha direção eu apenas sorriria e acenaria em confirmação, deixando claro que estava de acordo com aquela decisão.

O Gatito parecia estar aos poucos voltando a ser ele mesmo. "Grupos menores são realmente mais fáceis de se habituar. Deve ter sido um choque muito grande se ver diante de vinte pessoas esperando ver em você alguém que você não está acostumado a ser..." - Estranhei quando escutei que Kurotsuchi não sabia navegar, porque não conseguir ver mais ninguém no barco. "Ele estava aqui parado nos esperando? Quem trouxe ele até aqui? Como sabiam que tinha um navegador dentro de nosso grupo para cuidar dessa função?" - Muitas coisas pareciam estranhas e acabei deixando transparecer essas dúvidas em meu rosto, tentei dispersar elas fechando os olhos por um momento e respirando fundo, aproveitando os elogios de Raamar para recuperar meu sorriso. -Isso mesmo, eu passei os últimos dias estudando os mapas locais com o agente Hikkishi e estou bem confiante que consigo nos levar até a Red Line e também cruzar ela atendendo as expectativas do nosso Comandante Gati.... Opa! Comandante Raamar!! - Cobri minha boca pensando se tinha falado muita besteira.



Antes que pudessem dizer mais alguma besteira, baixei minha cabeça e segui a passos rápido para a cabine. Se Kurotsuchi visse junto, o questionaria sobre como ele chegou até ali sem saber navegar, mas independente disso eu analisaria as nuvens, a temperatura e a velocidade do vento. Era óbvio que uma tempestade iria nos encontrar se seguíssemos pelo caminho errado. Então abri em uma mesa uma cópia do mapa local, prendendo-o com pesos para não voar com o vento e analisaria o percurso que tínhamos que percorrer em relação as correntes marítimas que existiam na região. Traçaria com um lápis a direção na qual eu supunha que iria ocorrer a tempestade, traçando um cone ao redor, para que formasse uma zona de risco a qual eu pretendia evitar.

Com estes preparativos feitos, ordenei que abrissem as velas que estariam aptas a captar o vento que estávamos recebendo, porém de forma que nos direcionasse a corrente marítima mais próxima e que fosse capaz de nos tirar da zona de risco que delimitei para a tempestade. Iria seguir um caminho que contornasse o desastre natural, mesmo que isso nos fizesse navegar algumas horas a mais.

Se na corrente o vento estivesse vindo de uma direção desfavorável, mandaria fecharem as velas, para que não se extraviassem ou nos deixassem mais lentos.

Com Kurotsuchi indo ou não até a cabine de navegação, questionaria a ele sobre a existência, ou não, de motores na embarcação, e em caso positivo o quanto de combustível que tínhamos. Aquilo seria uma opção reserva, pois eu preferia manter a embarcação se movendo com as forças naturais. Porém se acabássemos nos aproximando demais da tempestade, valeria a pena ganhar um empurrão extra.


@Angelique @Raamar @Isaack

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Isaack
 Posted: Feb 27 2018, 11:26 PM
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Ato 4 - Uma Odisséia Entre Agentes


Isaack se colocava ao lado do mink, sentando no braço direito da poltrona e colocando um enorme barril e saque, abria sua tampa e esperava ansioso que o gelo da situação fosse finalmente quebrado, e assim a ruiva era a primeira a brincar com o cozinheiro, tão logo o primeiro brinde era feito, os subordinados faziam fila para beber com o boêmio.

-Não precisa se conter, só quero conhece-los melhor.

Vicenzo percebia a forma mecânica como os agentes vinham ate ele e diziam somente seus nomes e vagamente ambições, mas conforme a fila andava, logo começavam a dizer realmente como se sentiam, e por fim quase todos compartilhavam nem que fosse um brinde com o subcomandante, a não ser por Ababa que parecia preferir outro tipo de bebida, Raamar que não era muito bom com o álcool, e mais algumas pessoas.

-Já fiz meu papel, agora vamos ao que interessa.

O magico se levantava um pouco rubro devido a bebedeira, mas nada que interferisse em seu julgamento, ia então em direção ao companheiro Mink, sentado no convés ao seu lado, apoiando as costas na amurada, ja estava sem cartola e bocejava levemente, o vento esvoaçava seus cabelos, enquanto ele fitava os companheiros.

-Tudo a seu tempo meu jovem comandante.

A fala do ruivo servia mais de complemento para a da navegadora, e então as atenções se voltavam para Grimoire que logo trazia um dossiê da próxima missão e começava a explicar em detalhes, a rapidez e coesão de informações surpreendia o jovem cozinheiro, demonstrava muita competência para uma menina tão nova, o químico esboçava um sorriso e esperava a opinião de seus companheiros, para enfim dizer algo.

-Pelo que a agente Grimoire disse, eles são peritos em "Reis dos Mares", me pergunto se sedam o animal, ou o restringem de alguma forma, não consigo pensar em uma rede tão forte a ponto de segurar tal fácil assim, uma dessas criaturas, e se existir não seria leve.

-O que nos leva a algumas hipóteses, ou usam tranquilizantes muito fortes, ou algum deles é um exímio adestrador, ou ate mesmo algum poder misterioso, algo similar com o seu novo dom, comandante.


O ruivo sentia sua garganta secar após falar tanto, via atentamente as informações disponibilizadas por Ababa, e sintetizava o que podia, pela carência de informações dos inimigos, era tudo que poderia fazer no momento, a conversa progredia rapidamente, e logo já dado a missão como concluida, o bestial questionava Kyoko, sobre a grand line. Vicenzo apenas ria levemente, e se levantava indo buscar mais saque para si, retornando rapidamente.

-Meu erro, Kyo-chan, acabei me empolgando em conhecer a tripulação, mas se acalme, pois irei inventar um drink novo em sua homenagem.

Brincadeiras a parte, e liberando a moça caolha, Raamar dava prosseguimento agora a outra conversa, explicando para a dupla de ruivos o que havia captado de diferente no comercial de gelatina, tal que era no mínimo pitoresco, a explicação do amigo despertava certa curiosidade no cozinheiro, a ponto dele comentar sobre o assunto.

-Hmm, talvez deixaram a mensagem em uma frequência que somente sua audição poderia compreender, ou seja, alguém quer te encontrar...

-Lembra de alguém em especifico?


Diferente da moça o químico era um tanto mais sutil, pois sabia que existiam alguns traumas no passado do bestial, além do que existiam algumas sombras que o mink não havia revelado nem mesmo para ele. Após a pergunta o cozinheiro bebia um gole de saque, e fitava o céu esperando a resposta, caso nada fosse dito, apenas continuava ali bebendo.

Isaack continuava ali sentado perto de seus companheiros ate a festa terminar, levantava vez ou outra para pegar mais bebida, e assim que a festividade havia acabado, se levantava e se recolhia para seu quarto, onde descansava ate o dia seguinte.

Durante a viagem, o cozinheiro alternava seu tempo em diversos afazeres, primeiro conheceu a cozinha e seus residentes, fazendo questão de conhecer bem cada um de seus colegas de profissão, trocando dicas de afazeres cotidianos e conquistando a confiança dos mesmos, conheceu também o armazém e fez um check-list do que tinham disponível, e de quanto tempo durariam, como Raamar havia dito isso era sua responsabilidade.

Após os afazeres referentes a sua profissão, o magico ajudava o mink nos seus próprios, relatórios que deveriam ser preenchidos e documentos a serem lidos, ajudava em tudo que podia, mas não fazia o trabalho pelo companheiro, pois o mesmo teria que se habituar a tal papelada, seu foco principal alem da ajuda, era ler os arquivos disponíveis na sala do comandante, li tudo que podia e que tinha acesso sobre as fichas de todos os agentes, exceto aqueles que não tinha acesso.

Por fim, deixava os últimos dias para organizar seu navio(vide fic), começava a montar aos poucos um pequeno laboratório, onde poderia realizar seus experimentos sem muitas distrações, e também sem que colocasse em perigo o bem estar de seus companheiros.

Após quatro dias de viagem finalmente chegariam ao encontro do agente responsável pela caça ao rei dos mares. Isaack estava em seu navio realizando alguns experimentos, quando era avisado por um subordinado do encontro. O ruivo trajava agora um uniforme negro, mas não fechava o terno, deixando a camiseta branca e uma grava em forma de laço aparecendo, dada sua patente pensava que poderia estilizar seu uniforme, havia guardado a cartola e agora usava um chapéu também negro.

Seguia seus companheiros e logo era apresentado ao novo caolho, tal figura bem curiosa, um agente sentado em uma cadeira de praia bebendo o que parecia ser lama, ate mesmo o versátil cozinheiro não poderia conceber tal coisa. Mantinha-se quieto, ate o comandante soltar uma piada, nem tanto agradável, mas que indicava que o mink tinha voltado ao normal.

Vicenzo apenas pigarreava, e via a relação entre o Kurotsuchi e Grimoire, o homem era o oposto da jovem, desleixado e brincalhão, mais pareciam dois amantes, ou irmãos, relação que era questionada por Kyoko, a jovem trajava roupas bem diferentes agora, talvez quisesse se acostumar com seu novo cargo, mas o próprio ruivo preferia suas antigas, por fim o novo agente parava na frente do cozinheiro, mostrando sua superior altura, e um bom-humor.

-Não sei se iria considerar meu estilo como marcial, mas sou usuário de Suiken, quanto mais bebo mais forte fico.

-Hahahaha, simplificando.

-Não, projeteis, somente os que eu crio, sou um magico de aparência, e um químico de profissão.

-Fiz o que era possível... Hou, uma bela coleção você tem ai.


Isaack respondia habilmente as perguntas que lhe eram feitas, retribuindo o bom humor do estranho, e fitava suas armas, vendo seu porte, não imaginava ele como um ninja, mas sabia que não poderia subestimar ninguém, ainda mais um agente da CP5, quem saberia o quão domínio ele tinha sobre o rokushiki.

-Agora me diga Kuro-kun, se me permite.

-Como pretende capturar o alvo? Tranquilizantes, ou alguma técnica em especifico?


Isaack indagava o jovem sobre como iriam proceder na missão, e logo o deixava livre para interagir com o restante da tripulação, uma vez dadas as ordens o cozinheiro adentrava o seu dominio, constatando a presença de enlatados, coisa que era veemente contra, ao abrir a geladeira contabilizava a quantidade de alimentos que teria disponíveis para realizar as refeições e por fim pegava alguma bebida etílica disponível, para que não gastasse a sua tão cedo.

Uma vez checada a cozinha, o ruivo retornava para o convés oferecendo sua ajuda ao mink, e seguindo a risca as ordens de Kyoko, ainda estava longe da hora do almoço, e assim que já estivessem se movendo, ele iria se encarregar de fazer alguma refeição para a viagem.



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Angelique
 Posted: Mar 1 2018, 10:50 PM
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- Subcomandante Kyoko, a sua é uma ótima pergunta, pois não sabemos. - Ela parou e repensou, aquilo tinha pouca coerência para se seguir, então abriu a boca, mas se calou, lambeu os lábios e colocou um dedo sobre os mesmos, ainda cogitando sobre que palavras usar sem parecer algo errôneo. Retirou o dedo como se tivesse descoberto uma pista. Sem abrir um sorriso, mas com um olhar confiante, esperta. - São domadores, fazem tráfico ilegal e talvez, seja o primeiro Rei-dos-Mares que pegam, então não temos muita certeza se eles ainda estão em posse. Se estiverem, certamente estão com ele acorrentado com algo extremamente pesado ou usando-o para levar o navio; Se não estiverem, certamente estão próximos. Um levará ao outro.

Após isso, no decorrer da viagem, cada um focou em si. Isaack fora verificar cada mantimento e instalação naquele barco, tendo certeza de que teriam comida e bebida o suficiente para qualquer tempo de permanência ou mesmo em uso absurdo, não seria problema, pois além do que tinham no barco antes deles chegarem (que Ababa já houvera dito ser bastante para um mês e que poderia ser facilmente racionado), era possível somar sem problemas os restos da festividades, como algumas bebidas que nem ao menos foram tocadas, por todos estarem próximos demais de uma bebedeira e acabar por ficarem lentos diante de uma situação que exigisse a atenção deles, assim como ninguém queria se envergonhar diante do novo comandante e seus aliados. Raamar trabalhou durante as noites, procurando aumentar sua capacidade defensiva diante dos novos perigos que veria dali pra frente, descansando pouco e exigindo demais de seu corpo enquanto basicamente "quebrava a cabeça" em busca de soluções para sua roupa, algo que não ficasse tão pesado e que mesmo assim lhe garantisse proteção e basicamente fazendo o trabalho de um engenheiro, buscando aperfeiçoar algo tão simples quanto uma vestimenta. Kyoko passou seus dias trabalhando com Hikkishi, aprendendo que o que ele tinha no pulso era um Log Pose e com isso, ele conseguia averiguar para onde estavam indo, pois cada ilha tinha um magnetismo próprio e de acordo com a frequência, o indicador apontava na direção que deveriam ir, porém, tendo em mente a força das águas, corais, criaturas, etc e etc, ele precisava demarcar a melhor rota para que a embarcação não fosse contra um grupo de piratas que fazia assentamento em algum lugar conhecido por suas hordas de crimes, afinal, eram agentes do governo e quanto mais discretos fossem, melhor (tanto que a bandeira nem ao menos estava levantada, parecendo um barco comum de viagem), no mais, também desenhou mapas para tê-los para si e ocasionalmente, memorizando as rotas na medida que reforçava em sua mente ao traças linha por linha.

Algo que os três obrigatoriamente faziam juntos todos os dias, eram ter aulas de gramática. Raamar não era uma pessoa letrada e agora, seu trabalho exigia muito disso. Isaack, quando podia, ficava com o menor no escritório, assessorando-o no que precisasse, lendo para si o que cada item dizia, mas entregando a folha para que seu comandante se esforçasse em aprender, na base da repetição, o que cada um dizia. De novo. E de novo. Ababa realmente não se importava com aquilo (apesar de ter receios do ruivo ler algo que não deveria, direcionado apenas para o comandante e que ele apenas soubesse o que fazer com tal informação), longe dela ser preconceituosa com alguém que derrubou Don Mondor e agora era líder dela, pois gostando ou não, se ele estava ali, é por ter capacidade. Kyoko também teve sua parte, porém com mais calma, ajudando o companheiro peludo a aprender coisas mais variadas e não apenas relatórios e não apenas em ler, mas em escrever.

A imagem de Kurotsuchi bebendo lama fora algo que impactou ao trio, mas ninguém comentou coisa alguma. Porém o fato de ele não ter um dos olhos fora algo que Raamar não pôde deixar de lado e prontamente fez uma pergunta inocente que poderia ter sido mal vista, porém ninguém levou para o pessoal. Ababa fechou seu olho como se lembrasse de algo desagradável enquanto franzia a testa e o outro agente apenas deu um sorriso amarelo, sem saber se respondia aquilo, mas como um assobio durante o vento, ele começou a bajular os demais e logo isso fora deixado para trás, parecendo que esqueceu, porém todos sabiam que não era verdade.


- Infelizmente sim. - Ababa ia para o lado de Kyoko para que pudessem falar "em particular" enquanto Kurotsuchi tomava seu tempo para "lamber" cada um dos agentes. - Somos naturais do North Blue e por conta de uma desventura, acabamos por integrar ao Governo Mundial juntos, porém ele facilmente subiu seu rank para a CP4 enquanto estive presa na 2 por um bom período. Crescemos até a CP5 e lá ficamos, ele como um caçador de Rei-dos-Mares, algo que é "grande", mas não tão grande para CP6 e adiante e eu... Bem, eu era boa em treinar comandantes ou tropas, então me mantiveram para fazer esse trabalho. - Ela abaixou a cabeça, como se buscasse algo, mas engasgou e engoliu de volta as palavras que tinha em mente, guardando para si e dando um passo para trás da garota, mas mantendo-se na linha de visão dela, não querendo trazer uma imagem de traidora ou qualquer paranoia que pudesse vir a ela, querendo apenas parecer prestativa, que ali estaria se mais alguma informação fosse requerida.

Após Ababa ter sido recrutada para aquela missão, ela apenas concordou, ficando com eles e como sempre, não relaxando, ficando ao lado deles em um semi círculo na frente de Kurotsuchi, que agora era questionado por Isaack como ele pretendia pegar aquela criatura gigantesca e ele olhou para Ababa e sorriu divertidamente, como uma criança aprontando algo que sabia que seus pais não permitiam, porém a pedido ou permissão de um estranho, ele tinha todo prazer de o fazer.


- Bem... - Ele pegou seu cálice com lama e o bebeu com gosto, limpando o canto dos lábios que não estavam realmente sujos, mas era melhor garantir. - Tenho meus truques, apenas pense no básico de uma pescar-

- Ele é uma minhoca. - Dizia secamente Ababa enquanto o outro caía de joelhos no chão, os cabelos diante do rosto enquanto ele tinha uma aparência muito triste.

- Mais uma vez você me minimiza diante de nossos superiores... - Sua voz era chorosa e ele parecia realmente sentido com aquilo enquanto a loira apenas batia de ombros e suspirava, indo a passos pesados até ele e o agarrando pelo colarinho. Ela não tinha força para puxá-lo, afinal, ele era bem alto, porém logo ela conseguiu puxar com facilidade, erguendo todo seu corpo como se estivesse segurando uma mera sacola plástica. O corpo de Kurotsuchi houvera ficado extremamente delgado e não haviam mais braços ou pernas, mas uma grande minhoca com um tapa-olho sorria para o grupo como se Ababa houvera "retirado um coelho da cartola". Ela realmente odiava fazer aquilo pelo uso despreocupado com algo tão sagrado e poderoso como uma Akuma no Mi.[/color]

- Ele secreta um odor que atrai os peixes. Como ele pode ficar com o tamanho de um humano na forma de minhoca, ele consegue atrair coisas maiores... E ainda- - Kurotsuchi retornava à sua forma natural, escapando das mãos da agente e tão logo colocava os pés no convés, ele a calava com um indicador sobre os lábios, que a fazia abaixar a cabeça e olhar para o chão como tantas vezes o trio de agentes houvera visto-a fazendo quando tinha de escolher as palavras ou se o que iria falar era realmente digno de ser expressado para todos.

- Não coma a minha cereja, Ababa... - Sua fala não era ameaçadora, na verdade, muito pelo contrário, ele tinha entusiasmo em falar isso, novamente retomando a analogia de uma criança, ele era como uma que sabia onde estava seu presente de aniversário alguns dias antes e por consequência, divertia-se com os demais que o achavam um total ignorante diante disso. Ele queria muito que ela terminasse o que iria falar, mas ao mesmo tempo, isso iria tirar a surpresa e se havia uma coisa que ele saboreava mais do que a própria terra, era as expressões dos descuidados diante de seu extravagante poder.

Passada tal cena de dominação, Isaack fora para o interior do navio averiguar o que teriam para comer e beber, logo vendo que não era muito e o que havia em demasia era algo que o desagradava. Como de costume, procurou por uma garrafa de bebida e como já conheciam seu vício, quem estocou aquele navio deixou cerca de oito garrafas de bebida para que ele pudesse beber por prazer e ainda houvesse o suficiente para os demais.

Indo até a cabine, Kyoko começou seu trabalho como navegadora e averiguou durante o trajeto como estava o vento, que não era exatamente forte, logo em seguida as nuvens e essas eram brancas, mas se agrupavam em uma linha no horizonte. Estava quente demais e isso ela tinha certeza de que na hora que condensasse, iria chover muito forte. Colocou os mapas que tinha numa mesa e os segurou com um peso de papel, verificando a melhor trajetória e indo vez ou outra até a janela do cômodo, averiguou que conseguiriam contornar a tempestade até a chegada na Red Line.

Raamar estava sozinho agora e ia até a beirada do navio, vendo o movimento do mar e deixando que sua mente fosse hipnotizada por tal ritmo. Pegou sua máscara e observou os buracos que nela continham, pensando ainda no comercial que houvera visto sem que realmente compreendesse aquilo, sendo um grande mistério para si.


- ...Meu comandante? - Tímida, Ababa estava a alguns passos do mink e não queria adentrar em seu espaço pessoal se ele quisesse ficar sozinho, mas se fosse permitida a presença, ela daria alguns passos e se escoraria na madeira, observando também as águas. - Há algo o incomodando? Precisa de alguma coisa? - Ela parou, não exatamente para dar espaço para que Raamar respondesse, mas mais por cogitar e por fim, em um ato de pura rebeldia, ela relaxou os ombros e suspirou, virando levemente o corpo e observando o mink nos olhos. - Comandante, você está incomodado comigo ou Kurotsuchi? Minha presença é constante e talvez você queira ficar com seus amigos ou realmente sozinho, eu entendo. Kurotsuchi... Ele é espalhafatoso e muito enérgico, algo que me incomoda é ele não levar a sério as missões por ter uma Akuma no Mi que faz todo o trabalho por ele, não é como eu ou os demais agentes que precisam realmente treinar duramente para ter uma posição de respeito. - Falou mais do que devia de sua mente e logo se recompôs, retomando a postura rígida ao lado de seu superior, erguendo uma palma e escorando o queixo ali, observando o horizonte. - Não falo por mal, perdoe-me se o machuquei de qualquer forma, mas eu não preciso apenas que você seja forte ou competente... Mas que você seja franco conosco. Estou aqui por sua escolha e mesmo que eu tivesse ficado com os demais, mesmo assim você não estaria sozinho. Não tome o peso da CP6 somente em seus ombros. Estamos aqui para você. - Sua voz era morna, aconchegante e ela falava fracamente, para que a conversa ficasse entre eles. Queria transparecer empatia e conforto, mesmo que no fundo fosse ouvido pequenos suspiros do mais puro estresse em fazer aquilo, pois aos olhos dela, estava se sobrepondo à sua função, como se desse uma lição de moral em um superior muito maior (o que ele realmente era) e se fosse com Froizer, certamente seria punida.

Terminado de falar, se o menor olhasse para ela, veria que estava bem robótica e tensa, com as bochechas um pouco coradas e respirando pesado por tamanha ousadia, porém era necessário que ela tivesse esse momento com ele a sós e se Raamar não intervisse ou coisa parecida, envergonhada de suas ações, ela se retiraria dali a passos rápidos, o que não era realmente uma corrida.

Mais ou menos nesse momento, Kyoko iria sair da cabine e ver a loira indo para o interior do navio. Isso não a parou, pois procurava Kurotsuchi, que não fora exatamente difícil de se achar, pois estava novamente deitado em sua cadeira de praia, observando o céu enquanto relaxava com um sorriso bobo no rosto. Com a aproximação da ruiva, ele salta para ficar em posição, havendo a diferença de altura entre eles que o fazia observá-la de cima para baixo e de certa forma, ele riu levemente. Questionado então sobre a existência de motores, logo apontou para baixo.


- Temos um sim, porém ele não é muito forte, se a sua pergunta é para pegar o Rei-dos-Mares. Ele é mais usado para fugas, pois é rápido, uma pequena explosão apenas para "chutar" o barco de vista. - Ele parou e observou-a como se aguardasse mais perguntas, porém se curvou e olhou-a com curiosidade antes que fosse embora. - Subcomandante Kyoko... Haveria problemas se deixássemos nossos postos de lado? Posso chamá-la apenas de "Kyoko"? - Aproveitando que ele tocou no assunto, ele ofereceria a sua cadeira para que ela deitasse olhasse o céu e extremamente diferente de Ababa, que ficaria parada ao lado, ele sentaria-se próximo aos pés da ruiva (se assim ela recostasse as costas). - Pode me dizer algo sobre Isaack e Raamar? Ou mesmo sobre você? Vocês três tem uma ótima fama e me interesso muito sobre a ascensão de vocês, mas mais do que isso... Qual o nível de intimidade entre todos nós? - Riria se a garota levasse na maldade, mas logo a acalmaria balançando a palma como que descartando tal ideia. - Digo... Somos amigos ou colegas? Parceiros em aventuras ou empregados do Governo?

A port atrás de Isaack se abria e Ababa adentrava às pressas, olhando-o e arregalando seu único olho, mas logo corrigindo a postura. O ruivo estava se preparando para iniciar uma comida para todos e estava diante da geladeira contabilizando os ingredientes que usaria. A loira curvou-se levemente para ele, em respeito, olhando para a garrafa que naquela etapa, ele já havia bebido um pouco mais da metade e que ainda assim não houvera dado os iniciais passos para que ficasse bêbado.

- Subcomandante, se não se importar, poderia me servir um pouco disso? - Ela ia até uma prateleira e procurava um copo ou cálice, observando meio consternada para aquilo que estava em sua frente, observando três vezes até enfim achar o que queria e retirando delicadamente pelo corpo de vidro e parando a três passos do ruivo. Era uma pessoa um pouco rígida, mas naquele momento, pareceu mais infantil e sem falar nada, apenas estendeu o braço para que ele enchesse o quanto achasse necessário e logo em seguida, sentaria-se numa cadeira, depositando o copo na mesa após um rápido e curto gole, retirando logo em seguida em que procurava um pano ou porta copos para depositar sem que houvesse marcações na madeira. Beberia em um silêncio que poderia ser até constrangedor, mas ela apenas ficaria ali, observando um mestre fazer sua arte, saboreando a bebida e os odores que vinham das panelas. Não perdendo seu jeito profissional, se fosse requisitado ajuda, ela o faria de bom grado, caso contrário, apenas ficaria ali, com interesse real ao ver o cozinheiro lidando com os temperos, panelas, comidas e ocasionalmente, bebendo. Algo simples, mas que na profissão em que estavam, dificilmente se tinha tempo para tirar prazer dessas coisas básicas.

Ao longe, já era visto a Red Line e aos olhos treinados de Raamar, notaria que havia uma embarcação com uma bandeira negra em cima, porém era impossível dizer se era dos mesmo ossos cruzados que ele havia visto na ficha da Kaiju Kaizoku. Kyoko poderia dizer quanto tempo demorariam para chegar lá (cerca de duas horas, podendo reduzir o tempo se fossem em linha reta ou ativassem o motor) e se era de fato a melhor estratégia atracar logo de cara. Não havia movimentações na água que indicassem a presença de uma criatura enorme.


Spoiler
Kurotsuchi
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Raamar
 Posted: Mar 2 2018, 09:45 AM
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CP6 - Comandante



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ATO 4 - Uma Odisséia Entre Agentes


O clima começava a melhorar entre o grupo, com o segredo a respeito de Kurotsuchi parcialmente revelado as coisas começavam a melhorar. Diferente de Ababa, o pequeno ao ver a transformação se aproximou com os olhos brilhando, cutucando o Kurotsuchi em sua nova forma. -Kyoko, Isaack, viram isso? É genial!! - O bestial se empolgava ao ver a exibição de poderes. -Se é assim, você pode atrair o Rei-do-Mar e nós quatro nocautemos ele. Acho que consigo fazer algumas coisa que aguente manter ele preso. - Olhou para Isaack e Kyoko com um estranho brilho nos olhos, como se também estivessem guardando alguma carta na manga. Raamar estava com a história de Kyoko na cabeça, pensando sobre os barcos interligados que ela usou para capturar a criatura em Verona e pensndo como poderia adaptar essa ideia com seus novos poderes.

Já sozinho na proa do barco e incomodado com o comercial que havia assistido, Raamar era pego de surpresa por Ababa, já começava a pensar se havia esquecido algo a respeito de sua nova função, ou mesmo se levaria uma bronca por tirar seu casaco de Comandante, quando a garota na verdade vinha oferecer novamente seus serviços. -Estou bem Ababa, só pensando sobre alguams coisas... - Respondia em um processo semi-automático, um pouco decepcionado por estar errado em relação ao grupo estar se tornando mais íntimo. O pequeno guardou a máscara sem saber direito como continuar a conversa, ou como tornar a conversa um pouco mais amigável. Felizmente quem o fez foi a própria Ababa. Os olhos de raamar foram capturados pelo da loira, o chacal imediatamente corrigiu sua postura, ficando ereto e totalmente de frente para a garota, pronto para receber uma repressália.

Acompanhou tudo que a loira tinha para lhe falar mudo, principalmente por estar tão surpreso pelo comportamento da agente que ficou de fato sem saber o que falar. Quanto ela por fim terminou e anunciou que todo o esquadrão estava ali por ele, o bestial não conseguiu se conter e soltou uma genuína risada, ao ponto de seus olhos ficarem com os cantos marejados.

Percebendo o problema que isso poderia causar, o chacal rapidamente segurou a risada e enxuou seus olhos. -Desculpe Ababa, não me entenda mal. Só percebi que estive tão preocupado em conseguir a amizade de vocês que não percebi que eu mesmo estava dificultando isso. - Explicou rapidamente juntando suas mãos em um pedido de desculpas. -Sua presença tem me ajudado um bocado, porém tem algo que quero lhe pedir que estou segurando desde que nos conhecemos. Deixe o formalismo para as situações que realmente demandarem disso, prefiro que sempre que possível me chame pelo meu nome e que se sinta livre para me falar algo. - Explicava, já percebendo o peso que tirava de seus ombros ao finalmente conseguir pedir aquilo.

-Quanto a Kurotsuchi, se esta sendo rígida com ele só por minha causa, pode dar uma folga para ele. Gostei dele! - Tentava transmitir aquilo sem que parecesse uma bronca ou uma ordem. -Por falar em akumas... Tem algo que talvez não esteja no relatório que você possui sobre minhas habilidades.... - Explicou o chacal, pensando em qual seria a melhor forma de explicar aquilo para Ababa. Optou por fazer Nackhe e Ingre sairem flutuando de seu cinto e ficarem voando sobre sua cabeça, enquanto o bestial ficava girando suas mãos como se estiesse empinando pipas. Aqueles movimentos não erma exatamente necessários, mas ajudariam Ababa a entender o que ele queria expressar. -Enquanto estava na mansão do Mondor, acabei por comer uma dessas frutas, e ela me deu poderes magnéticos. Então agora é como se eu fosse um grande imã! - Explicou oficialmente o pequeno enquanto tornava a guardar suas armas.

-Além disso, como prova de que farei minha parte sendo mais honesto, irei te contar algo que até o momento só Isaack e Kyoko sabem, algo que realmente está me incomodando e que não reportei nem mesmo para Froizer. - Pontuava cada palavra para acentuar o quanto tratava aquele assunto como sigiloso, deixando claro o quanto estava confiando nela. -Quando finalizamos a missão em L'Arcan e estávamos reunidos com Froizer, ele nos entregou algumas coisas que havíamos recebido durante a missão e que ele estava guardando para nos entregar quando tivéssemos terminado. Eu recebi um daqueles caramujos estranhos, só que em vez de áudio esse transmitiu um vídeo bem estranho. Várias crianças humanas correndo atrás de uma criatura gelatinosa e transparente, todas seguravam pequenas porções coloridas desse mesmo material gelatinoso e transparente e algumas até comiam, parecia até que estavam comendo partes da própria criatura, só não entendi como que essas partes mudavam de cor! - Colocar o vídeo em palavras era ainda mais perturbador do que o próprio vídeo percebeu Raamar, por isso respirou fundo e olhou Ababa nos olhos para verificar o quanto estava acreditando nele. -Acredite, não estou tirando sarro de você, esse vídeo realmente existe e pode até confirmar com Isaack ou com a Kyoko porque eles também viram, além disso o vídeo era muito estranho, mas não foi o que mais me incomodou. O que me incomodou era o fato de que o caramujo veio endereçado ao meu sobrenome e poucas pessoas conhecem ele, além disso tinha uma mensagem que ficava repetindo no meio do vídeo e que ninguém mais escutou. Algo como: Venha me encontrar aqui! Parecia até um vídeo assombrado. Isaack acha que essa mensagem estava gravada em uma frequência que só minhas orelhas escutam, mas confesso que não sei como alguém saberia tanto sobre mim para elaborar tudo isso. - Terminava com um apelo franco e com seus olhos cheios de esperança voltados para Ababa, como se ela fosse capaz de lhe entregar uma solução pronta, assim como fazia com as tarefas de seu cargo.

Aguardaria pela resposta da agente e não iria lhe impedir de sair se assim quisesse, na verdade até esperava que ela fizesse isso e ainda começasse a lhe ignorar, achando que estava ridicularizando ela. O bestial ali ficaria, olhando para a Red Line já visível até encontrar em meio ao mar uma outra embarcação, porém esta com uma bandeira negra. Esperaria até se aproximarem um pouco mais, de forma que conseguisse confirmar a Jolly Roger do mastro. Se realmente fosse a mesma tripulação pirata, alertaria seus companheiros. -Ei, galera! Temos companhia. Kurotsuchi, você que tem mais especialidade com isso, como sabemos se eles já estão com o rei-do-mar, ou se a criatura esta por perto? - Perguntaria ao especialista caso a presença da criatura não fosse óbvia.
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Kyoko
 Posted: Mar 2 2018, 10:39 AM
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Kyoko is Offline

Agente do Governo




ATO 4 - Uma Odisséia Entre Agentes




Diferente de Raamar, os poderes de Kurotsuchi, não eram tão impressionantes para mim. A visão de uma minhoca gigante me causava arrepios, então acabei dando um passo para trás e fiquei feliz quando pude me dedicar aos afazeres de navegação.

Estava definido, iríamos contornar a tempestade, afinal não precisávamos de mais desafios do que já tínhamos. Confirmar com Kurotsuchi que o barco tinha ao menos um motor me tranquilizava. -Que bom! Pretendo usar ele só para emergências mesmo. Tem uma tempestade se formando e quero ter uma carta na manga para o caso dela mudar subitamente sua direção. - Estava animada com a notícia e até ignorei um pouco a outra forma de Kurotsuchi que havia visto. Quando ele me ofereceu sua cadeira, senti um alívio por não ser um copo de sua bebida, havia feito a ligação na hora sobre o conteúdo do copo e os poderes do agente. Aquilo tinha embrulhado meu estômago e ainda não havia me recuperado completamente.

-Claro que pode! - Respondi em tom decisivo, para que não houvesse dúvidas. -Todo esse formalismo já estava me cansando! - Ainda complementei enquanto encostava minhas costas na cadeira de praia e olhava as nuvens em busca de alguma mudança. Fazia isso também para evitar prestar atenção nos meus fantasminhas, que estavam voando ao meu redor desde que Ababa fizera Kurotsuchi mostrar sua forma Zoan. A única coisa que eu não conseguia de forma alguma ignorar era a irritante música que eles escolheram cantar.



-Minhoca, minhoca. Me dá uma beijoca

-Não dou, não dou!

-Então eu vou roubar!!

-Minhoco, minhoco. Você é mesmo louco!

-Beijou do lado errado... A boca é do outro lado!!!!!!! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA




Eles já haviam entrado em um ciclo infinito desta cantoria, sempre rindo em coro no final. Eu sentia que as veias do meu pescoço estavam prestes a explodir já, mas tentava ao máximo me controlar para não ter que explicar meus surtos para os dois agentes da CP5. Olhei para o agente que agora sentava na beira da cadeira, tomando cuidado para que ele não acreditasse ter liberdades a mais do que realmente tinha o direito. -Não acho certo ficar falando sobre a vida de outras pessoas, mas posso dizer que Raamar e Isaack são ótimas pessoas. São muito confiáveis e estão sempre colocando suas vidas em risco para proteger outras pessoas. - Expliquei sem conseguir evitar lembrar de várias situações em L'Arcan nas quais um dos dois havia me ajudado.

-O que o Raamar mais quer é justamente fazer amizade com todos vocês, ele tem certa dificuldade com isso, mas posso garantir que ele está se esforçando para quebrar esse clima formal entre vocês. Já para mim que larguei minha família em Verona, vocês são todos parte da minha nova família. - Aproveitava que o outro agente estava disposto a conversar e então lhe interrogava sobre o que Ababa havia dito. -Mais cedo Ababa me disse que você vieram do North Blue, em qual ilha nasceram? - Eram uma pergunta simples e sem outro objetivo além de manter a conversa mais cordial.

Deixaria minha cadeira apenas se ouvisse o aviso de Raamar, seguindo então em direção a ele para possivelmente me juntar com todo mundo. Aproveitaria minha visão para confirmar o que ele estava enxergando. -Esperem só um momento, já volto! - Deixaria eles conversando na proa enquanto corria para a cabine, onde marcaria rapidamente no mapa a posição da outra embarcação e analisaria a posição deles em relação ao nosso trajeto.

Com estas anotações feitas, eu levaria comigo o mapa para o convés, tirando de cima dele os pesos e o enrolando para que não acabasse rasgando. -Kurotsuchi, pode me dar uma mão? - Perguntei indicando o mapa, para que me ajudasse a manter ele aberto em pleno ar. -Vejam, esse aqui é nosso destino, a entrada para a Grand Line, aqui estão os piratas e esse cone aqui é uma zona de perigo que eu tracei com base em uma tempestade que está se formando. Nós vamos evitar a tempestade a todo custo, porque tudo que não precisamos é ter que enfrentar um bando de piratas em meio a um caos de ondas, ou ainda pior, lidar com um Rei-dos-Mares sem um controle preciso do navio. Se seguirmos direto levaremos umas duas horas para chegar até onde eles estão, porém isso seria besteira, sugiro fazer um desvio pelo lado oposto da tempestade, assim podemos pressionar eles por um lado enquanto a natureza faz o mesmo pelo outro lado, mas para isso precisamos saber onde está o Rei-dos-Mares para não acabar machucando ele.

Percebia que estava falando muito e deixava os outros darem suas opiniões, para que então eu pudesse corrigir o que fosse necessário no curso no navio.


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Isaack
 Posted: Mar 2 2018, 04:25 PM
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Isaack




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Isaack is Offline

Agente do Governo




Ato 4 - Uma Odisséia Entre Agentes


Apresentações feitas e perguntas respondidas, o trio estava a frente de um novo reforço para a missão, Kurotsuchi de fato era bem diferente e interessante a seu modo, mas totalmente diferente de Ababa, apesar que o modo que eles se tratavam indicavam uma relação bem antiga de amizade, por fim a moça mais uma vez o diminuía, mas desta vez ela parecia apenas falar a verdade, pois ao se aproximar e tentar levanta-lo o homem havia se transformado em uma minhoca.

Um click ecoava na cabeça de Isaack, e de repente tudo se encaixava, especialista em caça a Rei dos Mares, tomando um cálice de lama, era nada mais do que um Homem-minhoca, mas sua cena e apresentação fora tão repentina que pegava ate o magico de surpresa, já a reação de Raamar não era nada novidade, qualquer coisa nova geralmente empolgava o mink.

-Está ai uma magica que nunca conseguirei fazer.

-Hahaha, mas de fato você é um especialista para a missão. Se me dão licença vou para a cozinha.


O ruivo soltava uma leve risada e se retirava, pensando em como o mundo de fato era grande, nunca imaginou que iria encontrar um homem minhoca para pescar um Rei dos Mares, a mando do governo, de fato chegava mais longe que tinha imaginado, mas não o suficiente.

Na cozinha o chefe logo contabilizava o que tinham, e começa a pensar no que poderia preparar para todos a bordo, isso enquanto bebia uma garrafa que tinha encontrado, para sua surpresa tinham feito um pequeno estoque de etílicos, algo sempre benvindo, mas o contrario podia ser dito dos mantimentos.

Começava então a separar os ingredientes que iria usar em um lanche rápido e nutritivo que iria preparar caso houvesse pão, logo se abaixava para retirar alguns vegetais de dentro da geladeira e ouvia o barulho da porta atrás de si abrir, vendo logo que era Grimoire.

-Hou, Ababa, seja benvinda.

-Com uma condição, que me chame pelo nome, dispensemos as formalidades. Aqui sou apenas um cozinheiro preparando uma refeição para a tripulação, e você é uma pessoa que devo alimentar.


O magico abria um sorriso semicerrando os olhos, já havia deixado seu chapéu em cima da geladeira, e com a mão direita servia o cálice da treinadora, quase ate completa-lo parando antes caso fosse requisitado. Começava então a cozinhar, primeiro lavava bem as mãos e prendia o cabelo em um típico coque samurai, tirar a parte de cima do terno e ficava apenas com a camiseta, procurava um avental ou algo do tipo, mas continuava mesmo assim caso não encontrasse.

-Diga-me, Kurotsuchi, é um homem bem peculiar, seus hábitos alimentares são totalmente de uma minhoca, ou ele ainda gosta de comida "normal"?

-Vi que estamos bem abastecidos de bebidas, nenhum detalhe lhe escapa não é?


Vicenzo questionava de costas para a moça enquanto dispunha alguns pães, caso houvesse em um balcão próximo, pegava agora duas latas de milho e ervilha, levando-as separadas em duas panelas cheias de agua filtrada. A seguir retirava tomates, alface, cebola e batata da geladeira.

Ainda sem se virar para a moça o cozinheiro continuava seus afazeres, cortava alguns tomates em cubos bem pequenos e jogava dentro de um recipiente, a seguir a cebola fazia o mesmo com a cebola, procurava agora algo que se assemelhasse com vinagre, caso não achasse usaria um vinho ou algo que mantivesse o sabor adstringente, adicionava um pouco de sal e por fim moía pimenta jogando-a por cima bem levemente, misturava tudo e colocava na geladeira.

-Pretendo fazer um lanche rápido, possui alguma restrição alimenticia?

-E eu gostaria de saber, se poderia chama-la pelo nome, na verdade prefiro Ab, mas creio que não seria cortez de minha parte.


Vicenzo ria sozinho, sem nem ao menos parar de cozinhar, pegava agora as batatas e as colocava em uma panela cheia de água, acendia o fogo e deixava-as cozinhar, no meio tempo servia novamente seu copo, e caso o cálice da caolha estivesse vazio completava o dela também.

Faltava agora somente o principal do lanche, procurava um pedaço de carne na geladeira e cortava em 5 pedaços, 2 eram bem espessos, outros 2 bem mais finos e o ultimo mediano, a seguir cortava todos no meio novamente, mas não os separava, deixava juntos pela beirada.

Pegava uma frigideira, e caso houvesse manteiga pegava dois cubos e os colocava dentro deixando-os escorrer enquanto acendia o fogo e verificava as batatas. Já estavam no ponto, então o ruivo pegava os dois bifes mais finos e colocava na frigideira, deixando o fogo bem brando, enquanto isso desligava o fogo e retirava a água quente da outra panela substituindo por água corrente, resfriando um pouco os tubérculos.

-Pode descercar elas para mim?

Sem esperar a resposta o cozinheiro voltava para os bifes, e virava os mesmos, jogando o que havia restado das cebolas junto, e moía um pouco de pimenta que levava a carne e uma pitada de sal. Virava então e conferia se a moça havia começado a descascar as batatas, caso sim, à medida que ela retirava a casca ele colocava em outro recipiente e com um garfo começava a amassar, caso não, ele mesmo descascava e continuava a receita.

Virava os bifes mais uma vez, e terminando de amassar todas as batatas, passava-as de volta a panela e acendia o fogo colocando manteiga e começando a mexer.

-Pode mexer para mim?

Enquanto Grimoire mexia, o químico retirava os bifes já fritos e trocava de frigideira, deixando-os lá por algum tempo, levava a frigideira quente o pedaço médio de carne agora, repetindo o processo dos outros, virava para ver se as batatas eram mexidas pela agente, e adicionava leite no processo, enquanto mexia ou deixava que ela fizesse por ele, aumentava o fogo gradativamente, ate a mistura se tornar pastosa e atingir o ponto desejado.

Procurava uma garrafa de vinho, e caso achasse colocava na outra frigideira vazia, acendia a mesma, e somente selava ambos os lados das carnes, neste tempo o purê já devia estar bom, e assim ele apagava o fogo da panela, abria dois pães e com uma colher espalhava a pasta amarelada nos mesmos, adicionando os bifes abertos em seguida, e por fim pegava o recipiente que continha o vinagrete e depositava por cima.

-Espero que goste de legumes e carne.

Sem perder mais tempo, o ruivo adicionava mais vinho na outra panela e levava agora seu bife na mesma, diminuindo o fogo deixando-o lá por um tempo, enquanto colocava os últimos pedaços de carne na outra frigideira, cortava o restante dos pães ao meio, esperava o vinho evaporar um pouco e passava o purê em todos, levando outro bife a seu pão e terminando outro lanche com os legumes por cima.

Um dos bifes maiores, era apenas selado dos dois lados e logo colocado no pão, bem malpassado, o outro demorava um tempo a mais, era levado a outra frigideira com vinho, onde repousava e por fim se juntava ao resto do lanche, terminando assim todos, dispunha em pratos ou guardanapos e em uma bandeja.

-Me ajuda a levar para todos?

Vicenzo finalmente se virava para Grimoire, e esperava sua ajuda para levar os lanches ao convés, caso fosse recusado levava todos juntos ele mesmo. Chegando ao destino, ele indicava qual lanche era de qual pessoa, o malpassado era de Raamar, os dois mais finos das donzelas, o com a carne rubra devido ao vinho era dele, e o outro de Kurotsuchi.

-Espero que ainda coma carne Kuro-kun.

Após a refeição, ouvia então o plano da navegadora sobre como deveriam prosseguir, admirava o conhecimento da moça e sempre se surpreendia com isto. O ruivo nada tinha a acrescentar sobre a estratégia, somente alguns detalhes práticos.

-Kurotsuchi, qual é o raio da sua "magica"?

-Podemos atrair somente o alvo, ou diversos Reis podem aparecer?

-Isso irá influir em como iremos proceder, a principio, temos que verificar onde esta o alvo, e só depois agir para recaptura-lo.


Vicenzo falava em um tom mais serio agora, pois finalmente a missão iria começar, já estavam alimentados, e poderiam prosseguir sem nenhum empecilho, a fim de realizar mais uma missão.



@Angelique @Raamar @Kyoko
mp
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