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 Cap 02 - Recruitment
Zed
 Posted: Mar 14 2017, 08:14 PM
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Zed




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Estava sentando em uma sala no novo castelo. Pensativo enquanto observava o horizonte que era apenas uma parede. “Qual meu próximo movimento? “ Refletia em silencio absoluto. Tomar o castelo logo em minha chegada naquela ilha congelada foi a primeira das minhas jogadas, mas já estava sendo ameaçado por alguém que ainda não conhecia. “Eu derrotei o que parecia ser o líder... Talvez ele só fosse um dos principais combatentes e o verdadeiro dono do castelo tenha escapado com vida. “ Se fosse eu nesta posição, obviamente iria querer reaver o castelo perdido. “Mas se for o caso ele também teve muitas baixas na última batalha. “ O que nos colocava talvez em situações semelhantes.

“Eu tenho apenas 10 soldados a meus dispor. Preciso reunir mais tropas... Preparar defesas... “ Era a jogada mais segura por hora. – SIGURDSON! – Berrei chamando aquele que estava até então sendo meu braço direito. – Eu vou sair do castelo. Você vai ficar no comando por hora. Mantenha patrulha constante e prepare barricadas e defesas... – Não queria dizer palavras que me deixariam com a impressão de fraco. – Provavelmente aquela ameaça não é nada que deva me preocupar, mas quero estar preparado. Vou até a cidade mais próxima sozinho e procurar por novos integrantes, precisamos de mais tropas. – Até então ele havia demonstrado lealdade e capacidade. Mas ainda assim não me sentia completamente seguro em dividir cada informação que tinha, talvez fosse apenas paranoia, mas queria ir testando aos poucos a sua lealdade em anonimato.

Me ergueria do trono e então iria me preparar para ir até a vila. Levaria na cintura o machado que havia ganho de um de meus irmãos antes do naufrágio e iria até o arsenal do castelo, carregar muitas armas seria chamativo então apenas levaria uma pequena adaga e esconderia na bota, apenas por segurança. Também levaria dinheiro, nunca se sabe quando seria útil.

“Acho que por hora é só... “ Com isto me colocaria então a caminhar até a cidade mais próxima. Iria me manter atento a qualquer movimentação que pudesse ocorrer ao meu redor, nunca se sabe quando vai ser emboscado. “Onde eu posso encontrar soldados em uma cidade como essa? “ Simples aldeões seriam uteis apenas sendo armados com espadas? Não. Precisava encontrar pessoas mais habituadas a lutar... “Ladrões e bandidos? “ Não era um exército ideal, mas com uma liderança correta e com apropriada recompensa eles poderiam concordar.


Objetivos:
[ ] Reunir mais tropas
[ ] Fortificar o castelo
[ ] Conseguir um pet. (Mais informações em private)
[ ] Ganhar alguns PA’s


This post has been edited by Zed: Mar 14 2017, 08:15 PM
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Angelique
 Posted: Mar 15 2017, 03:19 AM
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Angelique




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- Bjorn? - Ao som de metais esfregando no chão de pedra do castelo, em um corredor longo, a figura robusta de Sigurdson aparecia. Sua expressão carrancuda com os cabelos desorganizados sobre o rosto lhe passavam a imagem de sórdido, porém, era um homem da razão. Carregava em mãos engorduradas um facão e uma perna de um animal de médio a pequeno porte. Limpou a barba com o antebraço peludo e ouviu as explicações de seu companheiro. - Barricadas acho difícil, mas verei o que é possível fazer. Vá e que bons ventos o acompanhe, meu amigo. - Atirou o osso meio roído pela janela e o acompanhou por um trajeto até a saída dele, anunciando que teria de usar um tanto da mobília do castelo para fazer as tais defesas, sobrando basicamente o tapete ao chão para que pudessem dormir ou se acomodar da forma que fosse, nada com a qual não estivessem acostumados.

Com um aperto de mãos, Bjorn fora para um lado enquanto o filho de Sigurd adentrava e já começava a caçar os demais companheiros para lhes dar ordens para a construção de defesas. Caso o viking olhasse para trás, veria que haviam dois de seus homens com arcos em mãos apontando um pouco mais além do caminho dele, cuidando de sua defesa nos arredores da área conquistada.

O frio estava violento, o que era o normal, mas por sorte, não havia uma tempestade de neve. O vento era inexistente, criando um clima árido e seco que secava os lábios do jovem viking e deixando a pele quebradiça, fácil de se cortar com a mínima passada dos dentes. A neve não estava tão alta, dava para se mover sem afundar ou ter sua mobilidade comprometida.

Sua descida do castelo até as redondezas mais "civilizadas" fora feita sem problemas algum, porém assim que chegou em o que no passado poderia ter sido uma vila, casas desabitadas, algumas em ruínas. Apenas fantasmas ali habitavam e ainda assim eram poucos, visto que a neve cobria tudo por ali. Exceto por uma casa.


- Eu não aguento mais esses lugares frios... - Dizia uma voz abafada próxima a uma janela.

- Eu também, mas que poder temos? Não era você que achava um saco patrulhar as ruas de LogueTown? Fomos enviados para esse fim de mundo apenas parar mostrar ao Governo Mundial que "defendemos todas as ilhas". Parabéns. - Respondia uma outra, também abafada.

- Então você veio por qual motivo? Era só eu que fui transferido.

- Isso é uma pergunta real? Somos um batalhão. Se você for transferido sem promoção, todos nós seremos... Parece que não entende como a Marinha funciona... - Respondia com certo descaso, uma ponta de raiva podia ser sentida e logo a conversa se desfez.

Uma fogueira brilhava em laranja dentro de uma estrutura elevando sombras de três pessoas.

Caso Bjorn aproximasse-se deles, veria que todos estavam com rifles, mas não armados, pois apenas um o tinha preso nas costas e estava com as mãos ocupadas com um bule fumegante e uma xícara. Outro estava recostado contra o que pareciam ser um amontoado de escombros com neve para "afofar"e bebia seu líquido, queimando a língua, mas retomando antes que esfriasse. Já o terceiro... Bem, esse já estava dormindo bem sossegado ao lado da fogueira.

A casa em que estavam era fechada, a mais bem cuidada diante as outras (pois ainda era possível fugir do frio em seu interior), apesar de ter todos seus vidros rachados e a porta de madeira já estar podre e basicamente fora ajustada em seu local do que propriamente aberta e fechada logo em seguida.

Como se não bastasse tal encontro com a Marinha naquele local desocupado, o viking ouviu em suas costas um grito comum de aves e um vulto negro voava perto das nuvens cinzentas. Ele girava no local, como que defendendo o seu território, dando pequenas rasantes como que querendo mergulhar para abater algum animal, porém era compelido a não o fazer. Seria um urso ali? Ou os demais inimigos que já caçavam o jovem viking longe das muralhas de proteção.

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Zed
 Posted: Mar 15 2017, 03:47 AM
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O frio naquela ilha parecia intenso como sempre, sentia-o percorrer por toda a extensão do corpo enquanto descia até a vila. Era um local completamente deserto que tinha como exceção uma única casa. Por curiosidade me coloquei mais abaixado e me aproximei com cautela pelas sombras. Com lerdeza e cuidado para evitar fazer barulho e alertá-los de minha presença. “Quem são? “ Me perguntava.

Observando pelas janelas em silencio via algumas poucas pessoas enquanto dois deles conversava e um dormia tranquilamente. Me mantive calado e escutando, muitos termos que desconhecia eram citados por aqueles estranhos. “Loguetown? ... Uma cidade? Governo mundial? Não consigo imaginar o que seja. Marinha?... Seria algum tipo de organização? “ Aquelas informações apesar de poderem ser básicas ainda eram um completo mistério, a ilha em que viva era escassa de tecnologia ou informações.

“Devo entrar? Fugir? “ Eu conseguiria vencer aqueles três. “Eu só tenho que entrar rápido. Pegar o que está dormindo primeiro, eu posso tentar jogar essa adaga e talvez eu consiga pegar até dois deles. No pior dos casos eu ainda devo conseguir pegar um deles antes de conseguirem usar aquela arma estranha. “ Já tinha visto armas semelhantes, porém menores. Pareciam perigosas o suficiente para que não quisesse ser atingido. Talvez ainda mais potentes do que as menores.

Antes que fizesse minha decisão minha atenção era chamada para um som um tanto alto. Ouvia o grasnar de algum pássaro e pude ver no céu um vulto negro. “Um corvo? Aleister? “ Lembrava do estranho com asas que havia me ajudado antes de sumir na batalha pela conquista do castelo. “Eu não tenho muito a ganhar aqui por apenas riscos. Eles não parecem serem persuasíveis. “ Optei por recuar mantendo a Furtividade e silencio enquanto recuava, mas tomando cuidado para não ser notado pela visão das janelas.

Sumiria daquele lugar e me aproximaria da zona onde a ave voava em círculos. Tinha esperança de encontrar com meu aliado antigo. Ele não era tão forte e nem tão inteligente, mas ainda assim era peculiar de uma forma que me atraia, ele não era como nós simples pessoas comuns, vinha de um lugar completamente diferente e podia saber tanto apesar de tudo... Mas só saberia quando chegasse lá.

Conforme me aproximasse voltaria a ser cuidadoso e silencioso. Não queria ser pego em armadilhas ou alertar possíveis predadores que pudessem estar por perto. Por hora iria apenas observar o que acontecia.
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Angelique
 Posted: Mar 15 2017, 04:14 PM
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A ignorância de Bjorn era palpável, visto que mesmo não vivendo em exclusão do mundo, pouco sabia sobre o mesmo, concentrando todas suas forças e conhecimentos na própria sobrevivência e mesmo os livros que tivera lido, nada mais era do que informantes teóricos e não sobre o cenário ao redor do viking. Muitas das palavras deles eram estranhas e isso deixou-o confuso se deveria atacá-los ou sair dali o quanto antes (vai que fossem um problema maior do que aparentavam). Suas armas também eram estranhas, já tendo avistado suas versões menores e ocasionalmente, de menor alcance, deixando-o com um pé atrás sobre uma investida sozinho.

Tendo sua atenção chamada por um vulto negro no céu, o rapaz logo olhava para trás e pensava no companheiro que sumira em um curto período de tempo. Não houve qualquer sinal de esperança de encontrá-lo, estava acostumado em estar sozinho e se Aliester ali estivesse, seria uma vantagem a mais, caso contrário, permaneceria em suas buscas. De qualquer forma, era melhor ir averiguar o que ocorria no local.

Seus passos eram abafados pela neve que não se movia e por ser um verdadeiro homem daquele plano específico, aquilo era basicamente sua casa e enquanto seguia os sons feitos pela ave, notava que havia alguma coisa em meio ao que parecia ser um campo de batalha abandonado. A neve estava vermelha e com diversos rastros de pegadas que iam para diversos lados, eram recentes e pareciam ter saído dali o quanto antes.

Um homem de cabelos curtos estava coberto por um casaco grosso de pelos enquanto Wilber voava sobre ele, dando algumas investidas, mas em determinado alcance, a besta negra simplesmente desistia e retomava o voo, certamente tentando atacar aquela pessoa que parecia sentir dor pelo corpo todo, pois ficava puxando seu casaco enquanto se esforçava, tendo alguns espasmo involuntários pelo corpo.

Tentava cavar a neve e passava um pouco em seus braços, porém era inútil ao que seu corpo sofreu um tremor que o fez crescer e suas roupas se arrebentaram um pouco. Ele gritou de dor e começou a puxar para terminar de rasgar o tal casaco, mostrando que seus músculos começavam a cobrir de pelos, assim como pulsavam em crescimento. Seus dedos pareciam ter as unhas transformadas em cascos e seu cabelo ficava comprido, cobrindo o corpo. Sangue esguichava de suas têmporas enquanto largos chifres tomavam forma junto de seu corpo remodelado. Batia então uma mão com dedos de cascos na neve, erguendo uma cortina branca e urrando de tal forma que Wilber não teve espaço e até perdeu o ritmo do planado.

Parecia já não sentir mais incômodo algum com o próprio corpo, porém ergueu o focinho e cheirou o ar, voltando a cabeça para o lado de Bjorn e contraiu a musculatura, parecendo ter mais que seus atuais três metros e meio de altura. Rugia para o viking com sua pelagem negra e os dentes retos de um herbívoro, apontando seus enormes chifres que facilmente tinham o tamanho do loiro. Ele estava cego em uma fúria como um guerreiro berserker que já fora visto diversas vezes e como esperado de um, aquela besta começava a trotear desengonçada e pesadamente contra o jovem, escorregando de primeira na neve, mas logo ajeitando os cascos para dar melhor mobilidade com seu peso sobre o solo, ignorando a neve de certa forma.

Algo curioso é que quando a cortina branca fora levantada, algo acertou a cabeça do viking e se ele olhasse para o chão, veria uma maçã meio comida com metade de seu corpo afundado na neve. Era estranho ter algo daquele tipo num cenário totalmente invernal e sem chances de uma fruta ter crescido por ali.


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Zed
 Posted: Mar 15 2017, 05:38 PM
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Escolhendo o que parecia ser a escolha mais segura tomei distancia da casa com os três indivíduos e fui até onde achei que poderia reencontrar com o sujeito de asas da ultima vez, porém ao chegar lá, mantendo distância observei uma figura humanoide se contorcendo em dor enquanto o pássaro negro descia e subia tentando algo. “O que está acontecendo? “ Fiquei apreensivo observando, estranhamente pude notar uma fruta comida no chão que parecia não pertencer a paisagem. “Ele passou mal comendo aquilo? “

Bom... Passar mal pareceu a escolha de palavras erradas depois que o vi mudar sua forma para uma besta completamente bizarra. “Mas... Que?... “ Estava assustado com a visão, nunca tinha visto nenhuma transformação ou absurdo como aquele. Era algo completamente inexplicável e misterioso. Estava assustando com o pouco que sabia, mas depois de meio segundo de surpresa e hesitação não tinha medo da forma da criatura. “Ele parece maior e mais ameaçador... “ Instintivamente movi a mão direita até o machado e já o empunhei, a criatura farejava alguma coisa... E pelo visto essa coisa era eu.

“O que eu faço? Era humano até pouco tempo atrás. Consigo dialogar? “ Ele parecia irritado o suficiente para que um ‘não’ fosse desnecessário. “Um ataque surpresa vai funcionar?... Ele já sentiu meu cheiro... “ Apertei firme o machado e olhei em volta procurando uma área mais fechada possível, quanto mais arvores e mais grossas melhor, iria me levantar e caminhar lentamente naquela direção mantendo o machado atrás e a mão esquerda a frente tentando demonstrar que não seria um perigo pra ele. – Consegue me entender? Consegue falar? – Era uma chance baixa, mas caso fosse inteligente podia resolver aquilo sem a necessidade de uma batalha... E talvez, até mesmo recrutá-lo. “Por que não? Só no último dia me aliei a um cara que tinha asas e era domador de um pássaro gigante, meus homens fizeram amizade com um monstro marinho gigante, talvez essa coisa também possa ser amigável... “ Embora não parecesse. A única certeza que tinha é de que a todo momento enquanto me comunicasse com a coisa iria manter a confiança e segurança de que sabia o que estava fazendo... Mesmo que não soubesse, apenas a atitude correta as vezes era o bastante.

Mas caso não fosse, ao menos meu plano de ir até as arvores já seria útil. Embora não fosse muito pequeno, seu tamanho avantajado iria impedir que ele conseguisse se mover apropriadamente. Caso ele viesse a me atacar sem dar chances de falar ou logo que tentasse iniciar conversação correria naquela direção e tentaria fazê-lo bater nas arvores e aproveitaria para bolar um novo plano.
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Angelique
 Posted: Mar 18 2017, 02:18 AM
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Temendo de primeira a aparência e transformação daquela pessoa, Bjorn saca seu machado e já olhava os arredores em procura de um cenário que melhor favorecesse o seu corpo em relação àquela monstruosidade que surgia em sua frente. Uma floresta estava próxima a ele, porém as árvores não pareciam demonstrar grande capacidade defensiva para ele, apenas uma coleção de obstáculos para os grandes chifres do ser. E isso teria que ser o suficiente.

Em passos mais lentos, ele tentou um plano absurdamente inteligente (para um viking), tentando vencer o suposto inimigo na conversa, ou ao menos ter uma noção de quão forte eram as capacidades cognitivas do outro. Ele remexeu a cabeça como que procurando calcular o peso de seus próprios chifres, vociferando para Bjorn logo em seguida, em uma resposta vinda de uma voz seca e grossa.


- Consegue me entender? - Repetia, mas não de forma irônica, apenas uma iniciação do que tinha a falar. - Suas atitudes me criaram. Minha vida jamais será a mesma graças às suas ambições. Você tinha que vir incomodar a população de Minion...? - E logo ele erguia "suas patas dianteiras" e as batia contra a neve, erguendo um tanto da mesma e começando um galope rápido contra o jovem, que sem uma manobra evasiva além de correr na direção das árvores, fora facilmente envolvido pelos chifres. Braços ósseos e caóticos, imóveis por si, porém de formas deformadas eram empurrados contra e erguiam o jovem viking no ar. Não era possível fechá-lo naquilo e sua forma não tinha pontas afiadas, mas era um golpe de contusão que certamente deixaria um roxo. O impacto era pesado e o acertava fortemente e se não fosse pelo galope, Bjorn teria sido jogado longe, porém, agora ele sentia a velocidade da criatura que seguia em linha reta, levando-o nos chifres, impossível de mexer seu corpo por dois motivos: o primeiro, mais simples, onde seus membros estavam envolvidos pelo emaranhado de chifres e segundo, a inércia empurrava seu corpo contra a coroa, sentindo o vento gelado como uma parede em suas costas.

Enfim, dava contra uma árvore, apertando seus pulmões e exalando todo o oxigênio contido. A estrutura de madeira soltou um leve gemido de dor em forma de um estalo e logo em seguida, dando meia volta e retornando ligeiramente, o alce dava um segundo golpe contra Bjorn, mas dessa vez era traído pela sua arma, não conseguindo envolvê-lo por estar em uma posição diferente, ao invés disso, o impacto fez com que a planta viesse abaixo, erguendo suas raízes enquanto o tronco alavancava Bjorn para trás, jogando-o contra a copa seca de folhas e a neve em si.

A cabeça do viking latejava e não era por qualquer golpe, isso ele já estava acostumado, mas sim pela falta de ar e a velocidade em que as coisas aconteciam, dificultando ele retomar o fôlego perdido.

Uma terceira tentativa de acertá-lo, o alce vinha com velocidade, mas não com seus chifres expostos e sim, com suas patas, dando "tapas" no chão com seus dedos com cascos no lugar das unhas, destroçando a base da árvore. Na erguida de uma mão, Wilber tomava a coragem necessária e descia em uma investida que dificultou um tanto o avanço da criatura, que tendo seus chifres presos pelas fortes garras daquele corvo gigante, ele não conseguiu avançar, tendo de balançar a cabeça com velocidade para que o animal retomasse o voo, fazendo seu típicos sons e recebendo em resposta um urro tão grotesco que como se o peito de Bjorn fosse um tambor, ele recebeu um impacto sônico, que inesperadamente, fazia seu corpo sentir-se quente, a pele parecia sensível e ele tinha uma explosão de energia graças a adrenalina, como se seu cérebro dissesse para ele usar disso para fugir, estava em perigo de morte. O cabelo estava sujo de neve e ele sentia com nitidez cada fio que tocavam sua cabeça.

A floresta anciã em que ambos estavam não tinha exatamente troncos fortes, mas número. Mesmo que o jovem se emaranhasse fundo ali, não seria grande problema para que o alce o seguisse, visto que com apenas dois encontrões conseguia derrubar o que tivesse em seu caminho, porém isso com certeza diminuiria sua velocidade de galope. Wilber tinha dificuldades para descer em investida ali, visto que de seu ângulo de visão, ele apenas via as copas brancas que se mesclavam com o solo. Tinha seu alvo travado, mas dificilmente conseguiria um ataque limpo para prender-se com vigor na coroa óssea por ter galhos, os súditos, por assim dizer, negando sua aproximação.
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Zed
 Posted: Mar 18 2017, 02:51 AM
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No primeiro contato com o chifrudo acreditei que tudo terminaria bem assim que ele falou, porém logo ele começou a agir de forma agressiva e iniciou o ataque apenas dizendo coisas confusas. – Como Isso é minha culpa? O que diabos eu fiz pra você? – O tempo que levei para falar isso foi o tempo que precisou-se para uma sequência de ataques serem iniciadas.

No final do primeiro assalto já podia tirar diversas informações. “Ele é forte o suficiente pra arrancar essas arvores no chifre. “ Coquei a mão no peito ao sentir uma pontada de dor. “Realmente forte... “ Olhei para cima. “Aqui o corvo não é capaz de ajudar... “ Cerrei o punho com o machado e dei de costas iniciando uma corrida tentando despistar a besta. “Provavelmente não vai dar certo. Mas eu vou pegar ele de surpresa. “ Procuraria correr daquela região onde haviam apenas árvores altas. “Aquele corvo tem algum problema com esse chifrudo, preciso levar a luta pra um lugar onde ele possa me ajudar. “ E seria talvez mais necessário do que imaginava tal ajuda.

Faria uso dos troncos para tentar forçar meu perseguidor a reduzir sua velocidade, seria necessário caso não quisesse ser alcançado rapidamente. Uma vez que conseguisse chegar em um terreno próprio para o corvo gigante ajudar, iria desacelerar um pouco a corrida e esperar que o alce se aproximasse um bocado, aproveitando para fazer um rolamento surpresa em sua direção, porém um pouco mais para a lateral. Usaria a sua própria passada com impulso para tentar golpear com o machado em seu tronco. Mirar nos membros inferiores seria mais valido se possível, mas teria de ter uma boa mira para não perder a oportunidade.

Teria uma atitude semelhante caso fosse alcançado antes de chegar no terreno desejado. Mas uma vez que o confronto realmente iniciasse iria partir para uma luta direta. Procuraria sempre me posicionar nas laterais ou nas costas do chifrudo. Enquanto circundava ele iria disparar giros com machados tentando atingir todos os golpes no tronco e debilita-lo aos poucos com sangramentos. “Uma coisa grande como essa não vai morrer com um golpe só “ foi meu pensamento.

Tentaria também sincronizar minha movimentação com as ofensivas do corvo nos céus, isto se ele ainda continuasse me seguindo e tentando atacar o alce. Como ele era grande esperava ao menos conseguir ser mais ágil que ele em pequenos espaços. Tentaria sempre ficar longe dos chifres com meu posicionamento e sempre mudando minha posição para não ser atingido enquanto ele se movesse. Se ele tentasse aplicar movimentos com as patas frontais provavelmente abriria o peito para que pudesse de uma machadada enquanto rolaria para a lateral em segurança, como assim esperava.

No final, caso estivesse começando a assumir a liderança na batalha iria dar uma nova chance a conversação. – E então, que tal me explicar exatamente o que eu fiz pra você? Ou prefere que eu arranque sua cabeça sem conversa alguma?
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 Posted: Mar 21 2017, 02:36 PM
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Bjorn não desperdiçava seu tempo. Tendo seu inimigo levemente imobilizado por Wilber, logo ele dispara em direção da fraca floresta e não tardando, a besta ia logo atrás dele aos urros.

Passando lado a lado do tronco enquanto era perseguido e procurava uma clareira para ter algum auxílio durante o combate, sentiu o chão tremendo atrás de si e desviou em um rolamento de uma árvore que era jogada contra seu corpo com uma patada forte. Era um terrível erro achar que só pelo inimigo ser grande, ele seria lento, já que sua musculatura era muito mais forte e seu peso apenas era o suficiente para deixar as plantas como algo frágil para ele.

Em um movimento rápido, ele movia seu machado com o intuito de acertar o peito do inimigo, mas que recolhendo a mão e dando um passo para trás, ele desviou e logo em seguida, usando da pose em que se encontrava, ele dava um salto para frente, batendo com as duas mãos na frente e Bjorn, preparado, rolava para o lado do monstro e lhe acertava diretamente no peito, na altura do coração, porém, seus pelos eram uma ótima defesa, pois envolviam a lâmina e diminuíam o seu fio, fazendo um corte superficial que não exatamente penetrava na carne, rasgando meramente e pele.

Dando mais um rolamento, Bjorn tentava chegar à razão com o alce, que colocava a mão no corte e via o sangue escorrendo, sua expressão não era muito amigável, porém ele logo ficava de pé nas patas traseiras, quase que dobrando seu tamanho e olhando de cima para baixo, em direção do loiro.


- O que você acha? Sua casa não é aqui. O que quer em Minion? Abandone o nosso castelo e retorne de onde veio, aqui não é o seu lugar e você não é bem vindo, viking. - Dizia a voz gutural que retumbava e parecia mais calma. Ele fechava a mão com dedos de cascos e a estalava, dando então um soco no chão e inesperadamente, toda neve que estava nas copas caíam sobre Bjorn, sentindo um peso sobre si pela camada e diminuindo sua velocidade. Wilber vinha em uma nova investida, visto que os chifres iam além das copas e ali ele agarrou, puxando para trás, mas com a coluna ereta, ele tinha melhor mobilidade e em um movimento violento, ele brandiu a cabeça para baixo, forçando que o corvo se emaranhasse nos galhos, quebrando-os e caindo pesadamente ao lado do loiro, cobrindo-o com suas penas (mesma forma de proteção que fazia com Aleister).

- Nessa ilha não há muito. Somos usados como ponto de tráfico e a Marinha nem ao menos se lembra da gente... Não seremos saqueados mais uma vez. - Em uma segunda investida, ele colocava a mão sobre a copa de uma árvore e com os músculos rígidos, ele a entortava, quebrando a parte superior e não fazendo o que queria, então ele meramente dá um pulo, erguendo mais neve e cobrindo o corpo de Wilber, que ainda protegia Bjorn com sua asa como uma galinha defende sua ninhada. A cada soterrada em que o viking era colocado, ele sentia mais frio (a ponto da ponta de seus dedos ficarem dormentes) e mais peso sobre si.

- Durma um pouco. Tenho um castelo para reconquistar agora que já tomei controle desse novo corpo. Se ainda estiver vivo quando eu fizer o meu retorno, talvez eu seja misericordioso para lhe mandar para casa... Veremos como as coisas irão se sair... - Os passos pesados eram lentos, mas logo um estrondo das patas dianteiras caindo ao chão e um galope se inicia.

O peito de Bjorn estava doendo já enquanto seu corpo bombeava sangue para o peito para manter calor e as extremidades iam ficando sem muita sensibilidade. Suas pernas estavam imóveis e ele sentia levemente o chão (ou que mais para baixo não ia), ajoelhado ali. Havia uma camada com oxigênio e ele podia mover os braços e a sua cabeça estava pressionada para frente graças a asa de Wilber, que também estava levemente soterrado e gemendo. A ave era gigante, mas um tanto leve (mais do que aparentava), o que pesava mesmo era o monte de neve que havia sobre sua asa, não podendo ser empurrada, confinando o viking naquele pequeno espaço.
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 Posted: Mar 21 2017, 11:04 PM
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Pelo visto o pássaro continuaria a me ajudar naquela batalha. “Um ótimo aliado. “ Pensei em meio a corrida e movimentos rápidos que tinha de fazer com extremo esforço para não ser morto logo de cara ou atingido pela esmagadora força do chifrudo. Tentava ofensivas que em grande parte não conseguiam alcançar o objetivo, finalmente quando acontecia ele usava a pelagem para amenizar a ferida. “Esse desgraçado é duro na queda. “

A conversa que sucedeu o único golpe que acertei não foi das melhores, assim como não era bom ser pego em uma montanha de neve e ficar incapacitado. O corvo apesar de ser atacado também parecia de alguma forma instintiva me proteger. “É mesmo o Wilber? “ estava confuso, e mesmo que fosse. O mestre do pássaro era Aleister, ele teria motivos de me proteger? Eram pensamentos que queria poder me dar ao luxo de ter. mas neste momento a criatura se afastava e me deixava soterrado no gelo. Cerrei os dentes e punhos com raiva agarrando a neve próxima. – FILHO DA PUTA! – Tentava forçar as costas contra a neve e me levantar, mas não parecia que seria fácil.

Era frustrante perder daquela forma. A derrota não era incomum em uma vida repleta com tantas batalhas. Mas ser soterrado em gelo e deixado abandonado e vivo era até mesmo humilhante. “Ele vai se arrepender de não terminar esse trabalho. “ Tentaria se não conseguisse levantar usar as mãos para cavar e tirar o excesso de gelo. Iria libertar primeiramente o tronco e então rastejar para fora da montanha de gelo. Teria certeza de não perder meu machado naquela neve.

Depois que livre iria checar se o pássaro também precisava de ajuda. – Eu acho que te devo um “obrigado” ... Mas não que você consiga entender. – Caso mesmo após ser ajudado e a fuga da criatura o Corvo gigante ainda permanecesse por perto e no mínimo neutro quanto a minha presença iria me aproximar e analisá-lo. O corvo de Aleister possuía algumas feridas recentes, e com sorte outras características únicas que me permitiriam diferenciá-los. Independe de ser ou não ser o corvo de Crowley iria tentar aproximar a mão do bico enquanto tentava demonstrar calma ao animal. – Calma... – Caso permitisse o toque iria seguir com o plano. – Acha que pode me dar uma carona? – Caso ele parecesse entender ou simplesmente não demonstrasse contrariedade tentaria montar em suas costas e acalmá-lo no caso de qualquer agitação. “Já tive que domar um cavalo antes, mas nunca pensei que tentaria domar um corvo gigante. “ E quem sabe realmente poderia tê-lo como mascote... O Wilber verdadeiro ao menos havia demonstrado grande utilidade. “Até mesmo mais que o próprio dono. “ Pensei instintivamente.


This post has been edited by Zed: Mar 21 2017, 11:04 PM
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 Posted: Mar 22 2017, 12:23 AM
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O misto de sentimentos que Bjorn tinha após estar ajoelhado na neve se transformaram em uma raiva eminente e ele agarrou a neve enquanto esforçou-se para ficar de pé, porém o peso era demais e ao fechar os punhos, era como se agarrasse areia grossa e tão gelada que machucava suas palmas. Não adiantava tentar violar sua saída dali, pois não bastava estar com um ser sobre si, ele ainda tinha várias camadas que se condensavam e impediam maior mobilidade.

Apesar de ter perdido a calma, manteve a seriedade e não entrou em pânico, prontamente começando a empurrar a neve, cavando um caminho para que pudesse sair dali em segurança, porém, pela falta de mobilidade que tinha de seus membros inferiores e das extremidades de seu corpo estarem ficando dormentes pelo frio, suas forçam se esvaiam rapidamente, além disso, cada investida que ele fazia, empurrando o gelo para trás ou laterais, abria uma mínima cratera em sua frente e acumular neve em suas laterais ou costas, esfriando sua nuca. O cabelo molhado pelo esforço e pelo pouco que havia derretido graças ao seu próprio corpo, começavam a dar uma pequena dor de cabeça que parecia que algo penetrava em seu cérebro.

Diante de diversos combates que o viking houvera enfrentado, Hel sempre fora uma figura presente em sua vida e mesmo que ele estivesse soterrado e sem visão alguma, conseguia ouvir os batimentos do corvo que gemia ao seu lado, ritmicamente enquanto uma voz feminina chega aos seus ouvidos. Não era compreensível o que ela falava, apenas um sussurro de longe, mais como uma respiração carinhosa de uma amante enquanto provocava seu amado. Hel já estava pronta para receber o sagrado guerreiro se Odin o negasse em seu Valhala. Não houvera cavalgada de valquíria alguma, parecia que ele estava sozinho com a deusa da morte.

Na verdade, longe de qualquer misticismo vindo das crenças do viking, o que ele estava ouvindo era seus próprios movimentos na neve e sua respiração pesada, que se pudesse, ele a veria em sua frente como uma fumaça branca que mal servia para esquentar as mãos com dedos brancos.

Sentindo a movimentação do loiro, Wilber tentou bater suas asas, mas havia peso sobre elas e ele nem ao menos conseguiu erguer o suficiente para que Bjorn ajeitasse o pescoço que sofria pressão o tempo todo e se continuasse naquela posição, certamente iria ter um torcicolo (supondo que sobrevivesse).

Todos seus companheiros (que não eram muitos) haviam ficado para trás e em sua cabeça, pelo que o jovem houvera demonstrado, ele não teria problemas, ainda mais com o nível em que Minion Island se mostrava ser, sendo as chances de ele ter um verdadeiro desafio serem quase nulas. Quase. Ao ter sido desafiado e suas forças não terem sido suficientes contra o que lhe pareceu uma força da natureza viva, seria inocência achar que viria qualquer ajuda para si, milagrosamente enviada por Asgard, local este que parecia observá-lo e testá-lo para o Ragnarok ou ver se era ao menos digno.
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Zed
 Posted: Mar 22 2017, 02:44 AM
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Zed




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Aparentemente estava em uma fria. Tanto figurativamente falando quanto literalmente. Levantar demonstrava não dar certo, cavar era possível mas a postura era ruim e incomoda e ainda havia um pássaro sobre mim. Minhas mãos sofriam com o frio e meu corpo todo com a pressão.

Um sorriso se estampou no meu rosto naquele momento. Continha isso com os poucos. “Alguém realmente acha que eu vou morrer aqui? “ Havia muita mitologia em minha vila de origem. “Nem mesmo um deus vai me matar. Eu ME RECUSO a morrer. “ Rangi os dentes e tentei me posicionar de forma que pudesse relaxar um pouco o pescoço. Se possível também removeria uma peça superior de roupa e tentaria envolver as mãos para evitar que as queimaduras fossem irreversíveis. Se não fosse possível tentaria apenas aquecer com meu bafo ou aquecendo-as no peito/axilas.

“Cavar pra cima. “ O peso mais acima deveria ser menor em teoria e poderia erguer a neve. Teria apenas de dar um jeito de contornar o pássaro. Caso isso fosse completamente impossível teria de passar pela sua asa. “Uma pena que eu tenha que fazer isso depois de me ajudar. Mas eu não tenho muita escolha. “ Mesmo naquele mínimo espaço tentaria abrir caminho com o machado.

Esperava não precisar ferir o Corvo, mas subiria a todo custo. A ideia de morrer ali não me intimidava nem um pouco. Não havia medo algum ou mesmo dúvida, quando a simples ideia de morrer passava em minha mente ela diretamente se relacionava ao fato de estar preso por culpa daquela besta peluda, o que apenas me deixava ainda mais irritado, energético, disposto e motivado a sair daquela merda de combro de neve. “Eu posso até não sair daqui no meu estado perfeito. MAS EU VOU SAIR DAQUI. “ Bufava e soltava uma rajada de ar quente pelas narinas enquanto continuava a cavar.

Tentaria cavar o buraco de forma diretamente ascendente se possível uma vez que passasse do pássaro. Era o caminho mais curto para a liberdade. Usaria o machado como picareta na esperança de identificar quando a neve ficasse menos densa e pudesse usar a força pra me levantar. Se conseguisse, iria ajudaro passáro caso ainda fosse possível.
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Angelique
 Posted: Mar 29 2017, 12:31 AM
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Bjorn não aceitaria morrer ali por algo comum em sua vida como o gelo, aquilo era insignificante para um guerreiro viking e mesmo que Odin ordenasse que Hel o levasse para as profundezas de Yggdräsil ou que suas amadas Walquírias estivessem aos aguardos de seus momentos finais, apenas cavalgando entre as nuvens, discutindo o passado daquele homem e o quão bravo fora durante toda sua vida, revisando todos os pontos que o faziam digno do Valhalla. Mas não acabaria ali, ele seria mais forte que um evento natural. Ele era Bjorn MôrDoeth e sua morte não seria simplória ou piedosa.

Tentou retirar a camisa, mas a falta de espaço era bem limitadora, então colocou as mãos embaixo dos braços, tirando algum tempo para liberar um bafo para esquentá-las, preparando seu corpo para esforços mitológicos. Hel não mais o observava no escuro, deixando-o sozinho para resolver seus problemas e agora os únicos sons que o circundavam era os batimentos fora de ritmo dele e da ave, assim como sua respiração pesada pelo corpo já entrando em seus limites.

Tateou o teto sobre si e sentiu uma camada fina de neve e logo estava com as mãos na asa de Wilber. Mais uma vez passou a ponta dos dedos em busca de alguma posição mais favorável para que conseguisse passar dali sem ter que machucar o animal, mas não havendo meio, pelo corvo ser absurdamente grande, seu coração pesou ao segurar o machado quase próximo da lâmina para que pudesse cavar sua saída com a força de socos.

Wilber berrou no que sentiu o primeiro golpe, no segundo ele já se remexia com violência em que sua carne era repartida em golpes curtos e pesados, afinal, Bjorn não tinha forças ou espaço para dar um só golpe que fizesse aquilo ser rápido e quase indolor. Uma sequência de ataques eram como se alguém estivesse fazendo uma cirurgia raspando a pele com uma colher. Seu sofrimento fora sensível para o viking que não parava em busca de sua liberdade e sua própria sobrevivência.

No que o primeiro esguicho de sangue se fez, aquele líquido vermelho acertou em cheio o topo da cabeça do viking e começou a descer pelo seu tronco, sujando-o e aquecendo ao mesmo tempo, não o suficiente para derreter o gelo, mas para dar uma aliviada na preservação do calor interno, sentindo um formigamento forte nas pernas (o que era um incômodo bom sinal). Seus braços que já estavam quase no limite, tinham a musculatura dura e era um esforço até que grande ter que fazer tudo aquilo.

A asa do animal recebeu machadadas o suficiente para ter um corte fino, os músculos do animal estavam contraídos pela dor e ele tinha alguns espasmos em cada toque. Bjorn não se intimidou e colocou as mãos ali, abrindo na força e aumentando o corte na pele, conseguindo se alçar para cima e sentir a neve com um líquido que estava úmido sobre. Na brutalidade, dera alguns socos e ela balançou para cima, e assim ele permaneceu por mais alguns períodos, cada golpe sendo mais forte e a resistência do gelo sendo mais enfraquecida. Seus punhos já sangravam por si e a melhor parte é que aquilo fora o suficiente para aquecê-lo, nem que fosse na base da raiva, e seus membros já estavam funcionais novamente, exceto suas pernas que foram as mais prejudicadas pelo frio e ainda estavam meio bambas.

Dando um soco final, ele abriu um buraco que desabou para os lados. Usando pela última vez a força de seus braços para erguer todo o peso de seu corpo para fora, se jogou para o chão daquele monte, o que era algo como um metro e algo mais, não sendo uma queda pesada. Estava sem fôlego algum e suas mãos ardiam, o sangue havia sujado seus cabelos que agora estavam duros e encrostados na testa e nuca.

Tirando alguns segundos para retomar o ar da liberdade, ele se levantou com a mão apoiada no joelho e sentindo um choque no pé, teve uma ascendência lenta, demorando para conseguir ficar ereto, porém assim que o fizera, olhou para seu companheiro animal e seu primeiro pensamento fora em salvá-lo também. Caminhou a passos largos (para comprimir a fraqueza do mesmo) e tentou passar a mão pelos ombros para puxá-lo, mas ele o atacou com o bico, não chegando a acertar, mas facilmente se via que o animal estava já bem arisco. Não havendo outra maneira, agarrou-o pela asa boa e o puxou, sentindo todo o peso do animal e da neve sobre, fortalecendo suas pernas (e aquecendo a si mesmo no processo), ele conseguiu tirá-lo do meio daquilo e assim que a criatura chegou ao solo, ele pôde ver com clareza o estrago que havia feito.

A asa de Wilber, era a mesma que antes havia sido atacada por flechas e tinha alguns machucados que já cicatrizavam (afinal, um animal daquele porte tinha um sistema imunológico muito mais poderoso), agora, um pouco mais abaixo tinha o que parecia um triângulo e o machado de Bjorn havia feito diversos cortes irregulares, alguns não chegaram a passar da pele, sendo cortes superficiais, mas ainda assim, dolorosos. Os que conseguiram seguir uma linha, foram os que fizeram um corte profundo e ele pôde usar as duas mãos para arregaça-los e assim, quase separar ao meio a asa do corvo.

Uma perna fora colocada na neve e com a asa boa, ele tentou se levantar, dando um tropeço e cambaleando um pouco para a frente, ajeitando-se e finalmente ficando de pé. Ele fechou as asas nas laterais do corpo como qualquer ave quando não está em processo de voo ou de plano, e via-se facilmente que a parte machucada não permitia que o membro seguisse o contorno de seu corpo como normalmente faria. A parte cortada brutalmente ficada pendendo na lateral e a ponta quase encostava no chão, assim como o sangue pingava ao solo.

Wilber era uma criatura forte, conseguia ficar em pé e olhou para seu carrasco/salvador e com sentimentos mistos, dera um chute frontal no peito dele, com suas enormes garras prendendo-o no chão. Ele sentia a pressão da musculatura da ave e era impossível ele combater com aquilo, apesar de ainda ter a movimentação dos braços. Ele ergueu a asa boa e parcialmente a outra, fazendo um urro assustador que movimentou os galhos, derrubou levemente a neve que havia neles e Bjorn, que estava mais próximo, sentiu em seus pulmões o pulsos vocal.

Sofrendo um pisão (que talvez tivessem quebrado uma ou mais costelas, pelo seu peso, força e também que o corpo dele não estava 100% após a luta), Wilber o libertou, dando as costas para o loiro e saindo daquela floresta, impossibilitado de voar. Alguns mamíferos tinham a vantagem do trote, que os deixavam muito mais velozes com uma posição diferenciada do corpo, mas o corvo, apesar de ter sido negado seu voo, ele ainda tinha músculos fortes o bastante e por ser uma ave, seu corpo era leve (apesar do tamanho), o que lhe concedia velocidade com a aerodinâmica.

Sozinho, agora o viking estava sentado na neve com uma casca de sangue pelo corpo que não estava gelada, apenas ressecada (pela baixa temperatura que não permitiam o estado líquido se permanecer por muito tempo), algumas partes de sua cabeça com o cabelo grudado. Suas mãos vermelhas e cortadas tremiam um pouco pelo esforço. A musculatura da perna estava meio roxa, mas nada que precisasse se preocupar realmente, visto que ainda sentia cada membro (mesmo o inútil mindinho do pé). No máximo, sentia uma dor no peito como se algo estivesse de errado, mas não sabia dizer, sentindo algumas pontadas que poderiam ser musculares ou mesmo algo pior, como alguma doença pelo tempo diante do gelo e pelo seu corpo ser levado quase ao extremo ou mesmo pelos golpes recebidos (encontro com a árvore e pisão) que levaram algumas de suas costelas a se quebrarem.

A alguma(s) horas de caminhada estava o castelo conquistado por ele e onde o alce se dirigia. No vilarejo abandonado a alguns meros quilômetros de distância dele haviam os tais marinheiros que poderiam ou não serem uma ameaça. Restava ao jovem saber o que fazer enquanto aquela floresta mostrava os resultados da batalha.

As Walquírias desceram de seus cavalos para ver o destino do guerreiro sobrevivente.
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Zed
 Posted: Apr 1 2017, 12:47 AM
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Sair daquele lugar não foi fácil. Tive até mesmo de atacar o corvo que havia me ajudado a pouco para isso. “Eu não gosto de fazer isso, mas odeio a ideia de morrer aqui. “ Foi um sentimento de culpa que tive, mas assim que terminei de passar por aquela parte e comecei a passar pela neve o sentimento simplesmente foi embora. Não tinha tempo a perder pensando naquilo por muito mais tempo.

Quando sai ao menos quis tentar ajudar o pássaro ferido que me atacou e foi embora logo em seguida com a asa danificada. “Eu meio que mereci essa. “ Suspirei enquanto me levantei sentindo as dores. – Eu aguento... – Disse com segurança enquanto comecei minha caminhada em direção ao castelo que havia conquistado.

“Aquele pássaro realmente parecia com o Wilber. “ Pensei a respeito enquanto afundava as botas na neve, passo a passo. “Aquele chifrudo é o Aleister? O que diabos aconteceu depois que ele sumiu? “ A dúvida e incerteza me inquietava, queria descobrir tudo que ainda era incapaz de intender. “Uma criatura como aquela certamente é um forte aliado. “ Se pudesse tê-lo sob meu comando ou criar outros como aquele, meu exército seria capaz de obliterar qualquer outro. Abria um sorriso enquanto minha mente divagava no caminho até o castelo.

Na hipótese de chegar primeiro do que o alce iria rapidamente alertar a todos do perigo eminente. – ESCUTEM SEUS MALDITOS. TEM UM MONSTRO CHIFRUDO E RAIVOSO SE APROXIMANDO, SE PREPAREM! – Aguardava então por uma reação apropriada dos soldados.
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Angelique
 Posted: Apr 4 2017, 11:25 PM
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Antes Bjorn estava em seu limite, rangendo os dentes e extremamente sério em não morrer confinado no meio do gelo com uma ave gigante ao seu lado, mas agora, nada mais disso tinha sentido. A frieza e indiferença do viking conseguia ultrapassar do ambiente em que estava, pois agora mantinha a calma, quase dando de ombros para a situação e preparando-se para ir até o castelo que servia de moradia temporária.

Dava o primeiro passo em subida e sentia todo seu corpo pesado. O sangue encrustado em sua cabeça não permitia que o vento lhe afetasse e isso era meio que uma vantagem, pois apesar de não haver proteção no pescoço e cabeça, ele sentia-se como se houvesse, uma região morna. Os nós de seus dedos não mais sangravam, tendo todos seus ferimentos estancados, apesar de ainda sentir dores pelo corpo, seja por alguma costela quebrada no combate com o alce ou o "troco" recebido pelo corvo, ou sua musculatura que agora precisava de um bom descanso. Minion Island começava a se fechar lentamente, com algumas nuvens tomando forma e o vento se reforçando, nada que limitasse o loiro, que subia destemidamente os montes de neve, recebendo os sopros no peito.

Demorou mais do que o esperado, visto que a descida é sempre mais fácil e antes ele não estava machucado. Chegou aos portões do castelo e sem nem precisar de aviso, os portões se abrem graças a um assobio que a dupla de arqueiros fizera ao vê-lo ao longe. A visão agora era outra ao ser recebido por Sigurdson, que carregava seu machado enrolado em correntes, erguendo a arma para seu líder que de imediato começava a berrar para terem cuidado com a besta que antes o atacou e fizera juras de que não haveria de acabar apenas naquele combate.


- Bjorn, acalme-se. Há pessoas aqui que querem falar com você. - Apesar da aparência sangrenta do viking, o outro nem ao menos deu bola para isso, mantendo as sobrancelhas grossas estáticas na testa, como se fosse algo muito leviano o que era dito sobre o tal alce.

Sigurdson dava espaço para que seu líder adentrasse e ao fazê-lo, notava que o pátio de neve do castelo encontrava-se com algumas pessoas. Humanos enrolados em mantos rudemente alinhados. Em sua maioria eram pessoas de meia idade para cima, havendo poucos casais ou famílias compostas. As crianças que ali estavam, sentavam juntas em um abraço, procurando calor uns nos outros enquanto conversavam sobre o local. Suas aparências eram bem rústicas. Uma mulher loira com olhos heterocromáticos (um que se assemelhava de pessoas albinas e era transparente, podendo ver a corrente sanguínea e consequentemente, sua cor era avermelhada, partilhava com um dourado) passou retirando uma luva preta de veludo e guardando no bolso do casaco branco de peles sintética, onde escondia parcialmente o rosto, tendo-o envolvido pela pelagem, deixando basicamente os olhos de fora, que olhavam com curiosidade para o recém chegado.


- Com licença, sou uma das médicas de Minion Island. Somos criaturas raras aqui. - Ela apresentava a mão ao viking para ser apertada em um amigável cumprimento, dando um rápido se ele aceitasse e sendo indiferente caso não, apressando-se em puxar do bolso algumas agulhas e linha (tudo enrolado entre os dedos, demonstrando que era ágil em seu trabalho) e aproximando-se do homem, procurando o ferimento que ele tinha na cabeça, que era tal inexistente, visto que aquele sangue não era dele.

O outro viking agora dava uma pequena caminhada, esperando ser seguido por Bjorn e a médica, que ela tinha sua atenção em limpar a cabeça dele com um algodão ensopado de algum antibiótico. Sigurdson rumaria a marcha em direção da entrada do castelo, onde todas as pessoas que ali estavam, apenas estariam vendo-os, mas não proclamando adentrar junto.


- Sei que sua ordem era de abater todo e qualquer inimigo, porém...

- A população ficou sabendo da sua conquista e vieram para cá em busca de proteção. Os antigos donos, digamos... Eram meio que bandidos e cuidavam apenas de si. Todos vivemos de migalhas e sobras nessa ilha, não tinham para onde ir para pedir ajuda... Sabendo que um número considerável de cidadãos saíam das ruas gélidas ou de algum leito improvisado, tomei meu rumo para cá também. Essa gente precisa de cuidados médicos.

- Não pareciam inimigos e se nossos planos é de tomar a ilha, melhor que seja sem derramamento de sangue, visto que nosso pessoal é pouco comparado a uma ilha inteira. Permiti a entrada deles, porém... - O grandalhão batia com as costas das mãos na porta de entrada do castelo, além dos jardins e após um grito dos guerreiros de dentro, o Filho de Sigurd prontamente respondia e eles desbloqueavam o caminho, abrindo a majestosa porta para o hall da fortaleza, que estava bem menos nobre.

A mobília basicamente desapareceu, tornando-se reforço para as portas e janelas, que estavam fechadas e trancadas. Uma fogueira fora feita no meio do local, antes da escadaria que levava para os cômodos acima e essa, era robusta e mantinha o ambiente quente para todos que ali estivessem, que eram eles e mais cinco vikings, mantendo a entrada do forte bem guardado e precisando de pelo menos três para abrir as portas. A tapeçaria e cortinas viraram combustível para a fogueira e haviam espetos ao redor, caso quisessem assar algo e comer prontamente, porém não havia nada que protegesse as nádegas contra a dureza do chão, avisado anteriormente por Sigurdson.


- Liberei apenas o jardim para os habitantes. Não os conheço, não sei se há algum espião ou coisa assim contra nós. Estarão protegidos de bandidos e de ventos, fora isso, estão por sua própria sorte. Caso haja uma rebelião ou o que seja, nossos arqueiros estão em posições seguras e prontos para abatê-los. A vantagem é nossa. - Ergueu uma de suas pesadas mãos e ajeitou o cabelo, abrindo um sorriso esperto enquanto suas correntes balançavam perigosamente próximas de seu rosto.

- Fui contra, mas... Que escolha eu tinha?

- Entenda seu lugar, mulher.

- Eu entendo, você o seu, Siggy? - Ela fazia uma leve reverência ao terminar de lavar os cabelos de Bjorn, sem encontrar um arranhão que fosse. A curvatura que fazia com o corpo era como se finalmente fizesse as formalidades diante de um rei que chegava, sabendo meramente que o loiro era alguém importante ali e não sabia direito como saudá-lo ou lidar em si. Sigurdson cruzou os braços e bufou com a insolência dela, que parecia destemida diante de um castelo fortemente fechado e com apenas fortes homens em seu interior. - Meu nome é Gralvarmmir, mas pode me chamar de Mir. Minha assistente me chama assim e está com o pessoal do lado de fora... Se ao menos nos fosse permitida a entrada...

- Chega de bobagens! - Urrava (de forma que ecoava pelas paredes) o viking que já perdia a paciência com os floreios e deboches, fazendo-a dar um salto e olhar arregalada para ele, temendo receber algum golpe em seguida, porém ele apenas empunhava um de seus machados que ficavam presos pelas correntes, intimidando-a apenas e finalmente a calando. - Se Bjorn já estiver satisfeito com seus feitos, vá para fora com seu povo, caso contrário, gostaria de ter uma ideia sobre o que ele quis dizer quando chegou. Há algo que devemos nos preocupar?
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Zed
 Posted: Apr 4 2017, 11:47 PM
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Zed




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Chegar ao castelo era um trabalho muito maior do que o esperado. Provavelmente devido as diferentes condições que me encontrava se comparada a subida e a descida. Ao chegar já fui logo dando ordens, mas era surpreendido com novidades e pessoas estranhas. Uma mulher com olhos bicoloridos e meu braço direito até então entravam em uma dança com as palavras onde um seguia com a história do outro ao que parecia ser uma forma de chamar minha atenção. Era divertido de ver e ouvir.

- Ótima decisão Sigurdson. Eu faria o mesmo, parece que escolhi alguém certo pra ficar no comando enquanto estou ausente. – Olhei então em direção a garota. – Gralvarmmir, correto? Você e a população são bem-vindos nas dependências do castelo. Em breve plano expandir um pouco e não se preocupe. – Abri um sorriso e entrelacei os dedos inclinando o corpo para frente. – Eu sou diferentes dos antigos donos desse local. Tentarei ajudar essa população para que possamos nos desenvolver, mas gostaria também de obter a colaboração de vocês quando a hora chegasse. Começando por você mesmo, disse ser médica? O que acha de ajudar por aqui? – Ainda era cedo para realmente poder confiar inteiramente naquela mulher, mas ela demonstrava ter uma utilidade imprescindível em um grupo como o meu. Achei melhor mantê-la debaixo do meu nariz.

- Como primeiro trabalho pode dar uma olhada aqui. – Tocaria no lugar onde sentia as dores e esperando por um diagnóstico. – Agora voltando ao assunto do alce. – Voltei a falar com Sig. – Eu não acho que ele pode simplesmente entrar em um castelo como esse, mas mantenham a vigia e estejam prontos pra lutar a qualquer momento. Eu preciso de um breve descanso e já posso voltar pro combate... – Aos poucos sentia a fraqueza e os olhos pesarem até o ponto de fechar e adormecer ali mesmo durante alguns minutos.
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