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 Cap 001 - Zero Zero deZ
Zed
 Posted: May 29 2017, 09:12 AM
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Zed




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Era hora de fazer algo a respeito. Aquela situação onde juntávamos um pouco de dinheiro e na primeira oportunidade que tinha Joe gastava tudo enquanto sequer podia comprar algum vestido bonito ou joias decentes já havia chego ao limite. Estava andando pelas ruas de Ringrad naquele momento enquanto trajava um longo vestido preto detalhado em vermelho, como de costume. Sapatilhas pretas e tinha a adaga roubada escondida na cinta liga escondida pelo vestido, mesmo que não usasse ela tão bem ainda era importante ter uma arma a mão nos dias atuais. Como detalhe meus cabelos estavam amarrados em um rabo de cavalo com uma fita vermelha e deixando uma franja na frente. Não é como se pudesse contar com os rapazes para cuidar da aparência do corpo.

- Pra onde estamos indo exatamente? – Perguntou o garoto de cabelos brancos surgindo do meu lado como o fantasma que era. “Nos alistar no governo. Já tivemos essa conversa antes. “ Respondi pra ele ao mesmo tempo que mantinha o silencio para qualquer um ao meu redor. – Sério? Vai realmente fazer isso? – Não era a primeira vez que ele demostrava ser contra a ideia, mas não era nada diferente do esperando se tratando dele. “Se não quiser participar disso apenas fique calado e não atrapalhe. “ Tentei me afastar seguindo um pouco mais a frente, mas era impossível escapar dele. Ao menos como sugerido optou por ficar em silencio... ou quase, passou o caminho me aborrecendo e assoviando, enquanto olhava analiticamente cada pessoa que passava por perto. Era difícil de saber o que passava naquela cabeça perturbada.

Havíamos dedicado os últimos dias justamente reunido informação, e quando digo nós, quis dizer eu. Nenhum dos outros parecia motivado a fazer nada a respeito, era um aborrecimento ser a única que realmente parecia usar a cabeça por ali. – Só pra ficar sabendo, eu não uso vestidos, então se a situação complicar não conte comigo.“Não é como se eu contasse com você pra alguma coisa. Por que não some? “

- Nã... Eu estou entediado. – E por isso seguiu me acompanhando até o local onde havia ouvido dizer que poderia fazer o alistamento. Apenas por segurança, perguntaria para qualquer pedestre ou membro de guarda no local. – É aqui onde posso realizar o alistamento? – Caso estivesse no local certo seguiria o homem caso assim me fosse pedido.


Objetivos:
[ ] Me Alistar, se possível já entrando na CP4
[ ] Fazer 1 missão, e ganhar aquele salario maneiro.
[ ] Dar uma procurada no mato por ervas venenosas em algum ponto da aventura


OFF: Cabelo ficou assim:
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Angelique
 Posted: May 29 2017, 04:22 PM
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Angelique




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Angelique is Offline

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O Sol brilhava fortemente enquanto Zed fazia sua locomoção até o seu objetivo, mas claro que uma de suas personalidades iria interferir, demonstrando o quão entediado estava e deixando claro que suas intenções eram contrárias a tudo aquilo e que com pouca paciência, logo respondia para sua personalidade que aquilo era o que iria acontecer, gostando ou não. As pessoas que viam aquilo estranhavam e os mais velhos ficavam olhando sem compreender se ela falava com eles ou não, já os mais jovens (da idade dela ou não tão velhos), apenas ignoravam a existência de tal.

A base do governo mundial era algo extremamente discreto, o que já era algo esperado. Colado na encosta da montanha e talhado uma boa parte na pedra enquanto outros pedaços foram feitos mais para dar sustento à estrutura. Sua cor era negra e o prédio era lateral, não tendo muito mais que um andar para cima. Seus portões eram altos e em sua frente, aparentemente não havia uma única alma. Zed fora andando sem preocupações até lá e adentrou no local.

Seu interior passava uma imagem burocrática, como um escritório gigantesco. Havia uma pessoa atrás de um balcão, que prontamente olhou para a garota. Atrás de si, uma parede de vidro que não deixava ver direito os blocos atrás, tendo apenas vultos negros passando de um lado para o outro. A tal pessoa se levantou e ajeitou os óculos, indo na direção dela, curvando-se ao estar em sua frente, abrindo um sorriso logo em seguida.


- Que inesperado, uma visitante. O que a fez vir aqui? - A resposta fora dada imediatamente e isso agradou demais o homem que ajeitava os longos cabelos atrás da orelha e ia até o balcão, retirando uma ficha de alistamento e entregando para Zed, porém, não fora em suas mãos, pois retirou antes mesmo que pudesse botar os dedos, retornando e pegando três canetas: vermelha, azul e preta. As opções eram mínimas, mas ainda era existencial. - Assim que terminar isso, passe pela porta e vá para o elevador no fim daquele corredor. - Apontou. - Preencha no caminho, se assim o preferir. Entenda que o Governo Mundial agradece muito a sua presença e suas pretensões para a melhora do mundo.

As cores gelo das paredes passavam um ar monótono. A porta com a qual havia sido apontada a direção era de madeira e larga (podendo ter duas normais) e atrás dela, um corredor escuro com algumas portas fechadas e uma única lâmpada que se esforçava em manter-se ligada, piscando de vez em quando graças ao mau contato ou apenas por não estar mais em sua total eficiência.

Não fora mencionados andares que a garota deveria ir, portanto, entenderia que suas opções seriam mínimas, o que de fato ocorrera. No interior daquele cubículo metálico, só havia um andar que ela poderia seguir e era para baixo.

Sua descida fora leve e sem solavancos e assim que as portas se abriram, uma maravilha ocorrera. Seu espaço era muito mais amplo e a iluminação era perfeita. O corredor em que estava era dividido também por uma parede de vidro jateado que só se viam divisões e vultos negros passando para um lado e outro, os sons de telefones tocando e o burburinho de vozes que eram difíceis de se distinguir o que diziam (o que parecia mais uma música de fundo muito sutil, facilmente ignorado pela sua constância), entretanto, seu caminho era livre em frente até uma porta e então ele se cortava para a lateral e ia para longe, desvencilhando e outras mais entradas que davam, sabe-se lá para onde. Estava tudo nas mãos da garota, que não tinha aconselhamento ou guia naquela instalação governamental, assim como também não passava uma única pessoa para lhe dar informações sobre.

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Zed
 Posted: May 29 2017, 08:46 PM
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Zed




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Zed is Offline

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Chegar ao local pretendido não era dificuldade alguma, também não parecia haver segurança alguma do lado de fora, por um momento tive questionamentos se aquele era realmente o lugar certo. – Que bela espelunca que você me trouxe. – Comentou o garoto despreocupadamente. Apenas o ignorei e segui minha caminhada graciosa até que no interior do local que mais parecia um grande escritório acabava por ser atendido por um estranho de óculos que pareceu feliz com o interesse em me unir a organização.

- ”Melhorar o mundo” ele disse. – Sua risada era histérica como se tivesse ouvido uma piada ótima, aos meus ouvidos aquilo era apenas poluição sonora e irritação. – Eu também agradeço ao governo pela oportunidade. – Sorri com gentiliza falsa enquanto mantinha uma expressão inocente. – Ei, deixa esse tipo de coisa pra Lily, você é péssima nesse tipo de bajulação. – Continuei a ignorar enquanto peguei a caneta vermelha por impulso junto aos papeis e como sugerido segui o caminho enquanto preenchia com todas as informações que podia, claro, devido à falta de memória que todos. – Nem todos – Compartilhavam era difícil informar algumas coisas, como nossa origem ou mesmo nosso real nome. – Eu sei. Deixa que eu respondo. – Ele continuava a insistir, como se implorasse por atenção. – Vai fingir que não tá me ouvido? Você é fria sabia?

Seguindo com o caminho descia até um andar inferior através de um cubículo metálico, o espaço se tornava mais aberto e livre assim que as portas abriam, mas ao mesmo tempo dava uma sensação de vazio devido à falta de pessoas. Ainda que um borrão ou outro passassem ao meu lado não havia nenhum rosto visível. Segui em linha reta pôr a princípio ser o único caminho até uma porta no final do corredor, onde aproveitei para olhar para os lados procurando por qualquer pessoa próxima.

- Só tem uma porta, por que não entra logo? – Não era como se estivesse o obedecendo, mas parecia ser o método mais rápido de forçar um encontro, mesmo que não entrasse no lugar certo era provável que haveria alguém. – Com licença. – Faria uma reverencia elegante, segurando as laterais do vestido enquanto me inclinava para frente o saudando com a cabeça. – Eu estou aqui para o alistamento, mas não me disseram o que fazer quando chegasse até aqui. – Faria as mesmas perguntas caso encontrasse alguém nos corredores antes de alcançar a tal porta.

Caso estivesse no local correto iria logo tentar agilizar quaisquer informações. - Ótimo, o que exatamente eu devo fazer agora? – Assim que recebesse minha resposta, iria tentar extrair um pouco mais de informações, desta vez referentes ao trabalho em si. – Uma vez que eu concorde em trabalhar para o governo é obvio que estarei disposta a correr riscos e cumprir ordens, mas eu ainda não sei exatamente que tipo de trabalhos podem ser designados e se eles vão se compatíveis com minhas habilidades. – Esperava assim adquirir seu interesse. – Eu sou uma especialista em infiltração. – Responderia de maneira simples caso questionada.


OFF: Eu devia ter colocado esse off no ultimo post, mas esqueci. Basicamente vou explicar como funciona as personalidades:

As quatro podem estar no mesmo lugar no mesmo tempo, ou pode ficar alguém sozinho ou um numero menor, depende de como elas tiverem relacionadas a situação. Apenas uma delas é capaz de ficar no comando do corpo, e apenas ela pode falar e interagir com pessoas. Os outros servem apenas como uma alucinação que possuem consciência e podem observar a situação onde o corpo está. As vozes das personalidades são diretamente conectadas aos pensamentos do corpo, uma personalidade fala, vai direto pra cabeça. Qualquer coisa que o comandante pense, as outras personalidades escutam.

Cores das falas:
- Chris - : #4876FF
- Joe - : #DC143C
- Amy - : #9400D3
- Lily - : #FFBF00

A cor do pensamento é padrão para todos:
”Pensamentos “: #9900FF
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Angelique
 Posted: May 29 2017, 09:51 PM
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Angelique




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Angelique is Offline

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- Entre e feche atrás de si... Você não quer que eles nos vejam, não é mesmo? - Dizia uma voz áspera e assim que Zed adentra na primeira porta, pode ver um homem em ternos bordô e os cabelos, numa tentativa de lambê-los para trás, algumas pontas permaneciam de pé, em um tom mais escuro, que pela iluminação, parecia ser um azul marinho. Ele estava sentado em uma aconchegante poltrona com algumas pilhas de papéis em sua frente e três livros abertos enquanto escrevia algo no meio, depositando sua caneta para o lado.

Assim que a garota fizesse a sua entrada, prontamente seria convidada a se sentar em uma poltrona de couro vermelho e que parecia um tanto macia. Tendo-a sentada, ele ergueria uma mão em direção dela, procurando a ficha de inscrição que trazia. Se não a recebesse, permaneceria assim em silêncio até que fosse entendido seu gesto e após ter o que queria, pegaria e começaria a analisar o papel após dar um chute na mesa, não a empurrando, mas sim para que ele fosse o empurrado, ficando no que seriam as pernas de trás de seu assento, equilibrando-se enquanto lia com interesse a ficha. Em silêncio, ergueu-se e deixou a poltrona cair, olhando para o objeto caído com uma careta de dor e batendo de ombros olhou para a convidada, e pôs-se a andar pela sala.

Ele puxou um arquivo e procurou por algo, olhando novamente para a ficha e após uma procura que parecia se prolongar demais, ele desistiu e puxou um par de óculos para ver se estava tudo mesmo bem. Andou até sua mesa, porém do lado contrário, não juntando a poltrona e sim, sentando-se na madeira e amassando alguns papéis enquanto outros eram jogados para os lados e ele pouco se importava em juntá-los.


- Desculpe, "Zed", mas... Seus dados estão corretos? Você precisa de mais um tempo para preencher? Está nervosa? - Ele dava uma última olhada para o papel e então o girava na mão e dava para a garota, apontando um dedo sobre ele. - Escreva com calma, ou o seu traço é normalmente trêmulo assim? Outra coisa, você... Não tem histórico. Talvez eu não devesse falar isso com facilidade, visto que somos uma corporação, mas você melhor do que ninguém pode me dizer o que está acontecendo, certo? - Seus olhos que antes eram amigáveis, agora fechavam-se e abriam-se lentamente, carregando uma porção de malícia enquanto ele engolia em seco e sua voz ruidosa saía vagarosamente até os ouvidos de Amy. - Você realmente é quem eu estou vendo ou apenas o que você quer que eu conheça?

A folha da garota estava preenchida de forma disforme. As letras passavam de garranchos para letras pequenas (seria isso pelo movimento?) e algumas informações estavam naturalmente faltando. Sua imagem atual era impossível de ser achada nos históricos dos habitantes da ilha e seu nome, sem um sobrenome, tornava difícil sua procura, mesmo que sua identidade fosse algo irrelevante.

Discretamente ele colocava a mão dentro do terno e retirava um Den Den Mushi e o colocava sobre a mesa, ao seu lado. O caracol tinha os olhos baixos e fechados e nada fez, mas o homem brincava com seu casco, fazendo com que ele ficasse tremendo um pouco como um motorzinho que movia seu corpo inteiro.


- Em primeiro lugar... Qual sua pretensão em ser agente? O que a motiva? O que espera do mundo? É bom saber que é uma boa infiltradora, mas... - Sua voz se desfazia no ar, deixando vago o que falava e permitindo uma livre interpretação por vez da menina atormentada pelo seu fantasma mais sinistro.

O ambiente era até que tranquilo, pela luz branca que cobria totalmente o local e apesar da imagem desorganizada e rústica, ainda tinha bastante espaço para movimentação interna. Havia uma poltrona apenas na frente e atrás da mesa, local onde era o centro da sala. Estantes com vidro protegiam os diversos livros que estavam em um paredão. Gavetas ficavam mais abaixo na parede esquerda e na direita, vários arquivos separados em folhas que facilitavam a organização e aparentemente, ali estava um histórico da ilha e aparentemente, Zed não constava na história recente ou antiga daquele local, um mero fantasma terreno.


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This post has been edited by Angelique: Jun 1 2017, 05:45 AM
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Zed
 Posted: May 29 2017, 10:46 PM
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Zed




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Zed is Offline

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Ao que parecia havia realmente chego ao local correto, embora o humano que encontrava não fosse um exemplo de normalidade. – Ele parece gente boa. – E pelo visto, estranhos pareciam gostar uns dos outros. Como bem esperava haveriam problemas quanto as informações, dado o branco que era nosso passado não era nem um pouco surpreendente ainda que não tivesse previsto as reclamações quanto minha caligrafia. “Esse insolente... “ Mantendo as aparências segurava a raiva enquanto meu colega deliberadamente soltava a gargalhada. – E dizem que garotas tem letra bonita.“SOME! “ Olhei com raiva rapidamente em direção a Joe que até pareceu recuar pela surpresa, mas não podia agir de forma ainda mais estranha naquele momento e logo voltei a dar atenção ao sujeito.

- Desculpe, vou reescrever agora mesmo. – E comecei a consertar a caligrafia, se houvessem novos formulários disponíveis usaria para evitar rasuras no papel, afinal, era um documento do governo. – Sobre as informações faltando infelizmente eu não posso divulga-las, afinal nem eu mesmo conheço sobre meu historico. – Falava ainda enquanto escrevia, demonstrando calma e naturalidade na fala como se não tivesse nada a esconder. E mesmo que houvesse eu provavelmente não saberia. – Dois anos atrás eu perdi a memória, qualquer coisa que tenha acontecido antes é um mistério pra mim. E essa é justamente uma das duas razões que tenho para me alistar. A primeira é descobrir sobre o meu passado e a segunda é para tornar o mundo um lugar melhor. – Terminando de preencher as informações que dispunha devolveria o formulário.

- Eu tive que sobreviver sozinha depois de perder minha memória, eu conheci todo o tipo de pessoa, alguns bons que realmente apenas querem viver vidas tranquilas, casar e ter suas famílias e seguir as leis. Porém existem aqueles que não partilham destes ideais e possuem personalidades deturpadas e ganancias sem fim. Acredito que o governo seja justamente o responsável por providenciar que tais pessoas sejam erradicadas, independente dos métodos... – Ao final apenas ouvi palmas ao meu lado. – Impressionante, eu quase derramei lagrimas. Alguma coisa que você disse foi verdade?“A parte de descobrir sobre o passado. “ Por um momento pude notar a face alegre e descontraída de Joel ficar um pouco mais fechada, talvez ansioso?

Bom, não era o momento de lidar com ele, tinha ainda de passar por aquela entrevista apesar da quantidade massiva de informações que me faltavam. Certamente era um suspeito ali, agora a dúvida é se conseguiria fazê-los confiar em mim o suficiente para receber uma chance de demonstrar serviço.

This post has been edited by Zed: May 29 2017, 10:59 PM
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Angelique
 Posted: May 31 2017, 03:29 AM
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Angelique




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Angelique is Offline

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Não havia outras fichas para serem preenchidas, portanto a garota teve de usar aquela mesma, corrigindo seu erro da melhor forma que podia, reforçando as letras e deixando-as em negrito para destacar o que deveria ser o certo e tendo mais calma na escrita, apesar de ficar um pouco apreensiva de ter de rasurar um documento que possivelmente seria importante para os arquivos governamentais. Falava enquanto se concentrava e o homem ainda permanecia brincando com o casco do caramujo.

- Hmm... Isso parece bem suspeito, se me perguntarem. Pois bem, não irei "tirar leite de pedra". Mas o seu nome é um tanto... Coincidente. - Ele se curvava e procurava no meio da pilha de papéis com a ponta dos dedos. Após alguns momentos, deslizando e empurrando, ele acha o que queria: um grupo enrolado por uma tira de borracha. Retirava aquilo que continha as folhas e enfim via que era um grupo de cartazes de recompensas da Marinha, logo as folheando em procura de uma pessoa e em especial e em seguida, ele entregava para Zed um papel com a imagem de um homem sem rosto, coberto por sombras e dizia "vivo ou morto" com uma recompensa bem rechonchuda e o nome, mais abaixo, era nada mais do que "Zed", explicando então o motivo de descrença do agente, que por mais absurdo que fosse ter aquela pessoa se entregando de maneira tão inocente, também era de alguém partilhar do mesmo nome. - Ele é um mestre de Ouame e por mais que saibamos o seu paradeiro, sua presença é quase nula... Mas não se preocupe com isso, temos homens trabalhando nisso.

Após ter preenchido a sua ficha de inscrição, a garota devolveu para o maior, que segurou de forma delicada com uma mão, colocando os cartazes de procurado no centro de sua mesa (pois não havia mais espaço algum por ali). Ele leu de forma minuciosa cada novo detalhe daquilo com um sorriso, colocando então o papel sobre os cartazes, talvez não com intenção, mas naquele momento, tinha de olhar nos olhos da garota com a finalidade de demonstrar seriedade, e também, que precisava dar uma resposta para os objetivos tão filantrópicos (ou sádicos).

- Não usaremos a palavra "erradicar". Você é uma mera... - Dando uma pausa, ele repensou suas palavras e ajeitou o cabelo para trás, o que firmou por alguns momentos, levantando lentamente enquanto ele continuava a falar. - Iniciada. Vamos com calma, lhe darei uma missão simples, algo que provará o seu valor com o Governo Mundial. As condições serão de você não deixar claro a sua posição como alguém em com relações governamentais, crie um disfarce; Consiga informações, não procure briga, afinal, acima de tudo temos apenas suspeitas e nada mais que isso, nenhuma forma realmente útil para prender ou... - Mais uma vez a sua voz seca deixava a livre interpretação o que quer que a garota pensasse diante daquilo. Ele se levantava e mais uma vez tornava a procurar algo nas pilhas de papel, porém dessa vez ele não achava tão facilmente, desistindo e colocando uma mão na mesa enquanto a outra tinha a ponta do polegar mordida enquanto ele pensava e falava consigo mesmo sobre onde poderia ter colocado aquilo. Após alguns segundos de pensamento e concentração, ele vai até a sua poltrona e a puxa com uma mão, sentando-se e abrindo uma gaveta, pegando um livro de capa vermelha com nada escrito, desenganchando uma pequena trava simples e folheando-a em silêncio, achando logo em seguida o que queria.

- Aqui, essa será a sua missão. É coisa simples, missão de infiltração e informação. Se houver complicações aborte e reporte para mim, venha diretamente, mas se puder fazer de forma discreta, por favor... - virava o livro e o segurava por cima, mantendo a mão inteira segurando-o para não permitir que a garota o tivesse em mãos e o folheasse. Suas páginas brancas com letras prateadas eram bonitas e havia uma nota nela com um quadrado com um enorme ponto de interrogação.

QUOTE
Kaio no Shudoin

O agente -- ouviu rumores sobre uma possível epidemia que está em desenvolvimento por parte dos Neith quanto às eleições. Não sabe-se qual sua origem, forma de propagação, como se contagiar, ambientes propícios e quem são os responsáveis, o que pode realmente ser um mero boato, apesar de que diversas fontes dão a entender que não é fictício.

Aruborada Kyuden

Talvez seja necessário mandar uma força de proteção para o prefeito Ponlu Tuk, mas manter em sigilo o motivo. Filtrar água, conseguir mantimentos da base do GM, fazer rondas à paisana, ter agentes próximos, ter um interno no governo para manter tudo sob controle.

Hospital Geral

Dizer a palavra "Mirai" para a enfermeira da entrada para conseguir informações coletadas pelo pessoal, assim como saber como estão os doentes em quarentena, sem uma ideia do que os tenha infectado. Testes ainda ocorrendo em --.

Neith Redoku

Não manter contato.


Mais abaixo havia um número enorme de agentes com os nomes riscados, mas sem explicações do motivo. Assim que Zed fizesse algum motivo de que havia compreendido o que deveria fazer, o homem prontamente fecharia o caderno e o largaria de qualquer jeito na gaveta aberta ao seu lado e logo se colocaria sobre os livros novamente, falando sem olhar para a garota, visto que o recado estava dada. Era um bom ponto de confiança que ele estava dando, mas era justamente que isso servia para saber se ela era qualificada para se manter como um agente licenciada.

- Vá. Faça como quiser isso. Você tem três dias para me trazer resultados significativos. Se conseguir completar essa missão sozinha, você receberá um pagamento de missão completa e será indicada para uma unidade, o que ocasionará em missões em grupo, mas sempre tenha em mente que talvez tenha de fazê-lo sozinha. Conte com você mesma, sempre. Adeus.


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Zed
 Posted: May 31 2017, 04:34 AM
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Zed




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Zed is Offline

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Embora fosse uma aposta no escuro o sujeito em minha frente parecia disposto a seguir com aquela conversa. E que conversa, quando mais escutava mais motivos notava para que fosse uma suspeita. “Se não bastasse a falta de memorias agora esse Zed... “ Observava de forma reflexiva tentando talvez despertar alguma memória, mas nada. – Nunca vi esse cidadão na minha vida... – Comentou Joe olhando o cartaz através de meu ombro. – Ouame fica no West Blue, correto? Desculpe, nos últimos dois anos não tenho memorias de ter passado por lá. – Devolvi então o cartaz.

Minhas palavras eram grandiosas apesar de minha posição enquanto falava de maneira idealista sobre o governo, isso não passava despercebido aos olhos do superior. – Mera...? – Ele aguardava empolgado esperando algo chocante, mas havia ponderação em suas palavras o que deixou o fantasma aborrecido. – E eu esperando algo bom – Ele sentou à mesa ficando entre mim e o superior, nada que o próprio pudesse notar, mas era desconcertante de se observar, principalmente enquanto eram passadas informações mais sérias a respeito de trabalho. “Tenha um pouco de decência. “ Me ajeitava na cadeira tentando deixar implícito meu humor na tonalidade da “fala”. Desta vez ele parecia querer me ignorar e simplesmente virou para o lado e dormiu. Se eu pudesse estaria gritando com aquele inútil, mas isso apenas me tornaria em uma completa insana aos olhos dos agentes.

Mantinha a expressão séria enquanto seguia ouvindo sobre a missão, alguém tinha de se manter interessada. Porém assim que a interpretação ficou aberta o desgraçado parecia receber uma descarga elétrica e saiu da mesa pulando de alegria todo sorridente. – Eu posso matar ele?“Se encontrarmos provas, talvez. “ Por hora isso deveria acalmar sua euforia.

Segui lendo o papel enquanto meu gêmeo-reverso segurava a empolgação. “Epidemia?. “ A palavra me chamou a atenção. – Você pode descobrir alguma coisa a respeito? – Era uma área próxima aos meus conhecimentos. “Se eu ver as vítimas talvez possa dizer se foi natural ou não, isso é mais a área de um médico, mas quem sabe. “

Devolvendo o segundo papel terminava de ouvir as considerações finais. – Três dias deve ser tempo o suficiente. Voltarei com informações assim que possível. – Me levantando do acento caminhei até a porta antes de novamente fazer uma reverencia. – Não se preocupe, você não sabe mas você acaba de dar a missão pra sua futura melhor agente. – Sorrindo com malicia fechava a porta e me colocava para caminhar todo o caminho em direção a saída. – Finalmente, eu já não aguentava mais aquele lugar. Onde vamos agora? Eu to morrendo de fome. – Não é como se ele pudesse realmente sentir fome se não estivesse no comando. – Calado... Grossa! - Pronunciei em baixo tom, embora não tivesse a intenção. “Vou checar primeiro o hospital, quero saber que tipo de doenças estamos lidando... Agora, por que o motivo da proteção no prefeito ser sigiloso? “ Me pegava imaginando o obvio. – Vai dizer que não sabe? O governo é corrupto, certeza que estão acobertando alguma coisa. E você com esse papo de tornar o mundo um lugar melhor.

“Um mal necessário. Ou prefere deixar o mundo a mercê de piratas e bandidos? “ Ele não teve respostas durante o caminho que fazia tentando chegar ao hospital geral indicado no papel. Caso chegasse ao local iria diretamente a procura da enfermeira na entrada que constava no papel. – Mirai. – Repetiria como instruído na esperança de falar com a pessoa correta. – Imagina se você se engana e ela só solta um “Hã? Ta falando do que garoto?... “ - Ele pareceu ficar confuso durante alguns instantes. – ... Ou Garota?.... Eu nunca soube, quando você e a Lily assumem o pequeno Joe vira uma... como eu posso colocar de forma delicada... Um bucetão?... Pepeka? Xavasca? Xoxota?... – Que bom que ele tentou ser delicado.

Não preciso dizer que ele foi ignorado e tentei manter o foco em meu trabalho. – Eu poderia dar uma olhada nos pacientes? – Mesmo sem entender a respeito de medicina a proximidade das áreas de conhecimento talvez me pudesse chegar a alguma conclusão uma vez que visse as vitimas, procuraria por marcas que pudessem indicar a incisão de substancias embora não tivesse certeza do que realmente procurar. – O que descobriram até agora sobre essa doença? – Aguardaria então por informações para saber quais seriam meus próximos passos. – A gente veio checar o local mais sem graça de todos. – Nisto o palhaço já procurava algum lugar para sentar, deitar ou simplesmente algo que pudesse brincar.
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Angelique
 Posted: May 31 2017, 07:42 PM
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Angelique




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Angelique is Offline

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Seu caminho até o hospital foi de muitos diálogos e reflexões entre si e sua personalidade mais impulsiva, o que inesperadamente, parecia curioso diante dos dotes da garota quanto a doenças e infecções, que era a primeira dica dela para ir em busca dos pacientes. Joel parecia mais educado e interessado no caso, ou apenas queria ver pessoas enfermas, o que de praxe era visto por ele como algo que fazia seu sangue circular com maior excitação.

Adentrando no seu objetivo, logo ela encontrou a enfermeira na entrada e falou a palavra chave, o que a fez ter um semblante mais obscuro. Joel parecia mais enérgico dessa vez, como uma criança com hiperatividade após tomar energético com refrigerante, entusiasmado com algo que em seu psicológico poderia ser simplesmente entusiasmo em ver uma ala só de pessoas moribundas enquanto Amanda tentava manter a calma e a sobriedade diante do caso. A enfermeira anunciou os lados que ela deveria seguir, visto que não poderia abandonar o seu posto e assim que Zed iniciasse a sua caminhada para a ala leste, contida para quarentena. Passou por uma porta que apenas permitia a entrada de funcionários e alguns seguranças e enfermeiros que estavam no local estranharam aquilo, mas se a porta estava destrancada, então não tinham motivos para reclamar, não era como se ela tivesse arrombado na frente de todos... Certo?

Caminhou por corredores brancos com portas da mesma cor, porém na primeira descida de escadas (que não passava de uns dez degraus), que levava a um jardim zen de pedras, ele viu um médico com uma prancheta embaixo do braço e um Den Den Mushi no ombro como um companheiro. Ele voltou seu olhar para a garota e saiu do meio das pedras e fora até ela.


- Olá, sou Montgomery e estou cuidando dos internos dessa ala. - Ele dizia sério, como que com urgência em algo, da qual após a sua apresentação, começou a ir em direção da tal ala leste, que tinha suas lajes na cor azul, mantendo as portas brancas. Suas dimensões eram maiores e as portas tinham um aviso nelas, avisando que só era possível adentrar ali com equipamentos necessários. Ignoraram tais galerias e foram direto para o fundo, onde após atravessar uma porta de metal, uma sala pequena com uma parede que tinha um vidro espelhado, onde era possível ver as pessoas do lado de dentro, mas não era recíproca. Onde eles estavam haviam uma mesa próxima a uma parede, uma porta que dava acesso aos internos, um Den Den Mushi maior na frente do vidro que os observava e tinha lábios grossos, ainda suportes de metal com utensílios (bisturis, instrumentos cirúrgicos, espátulas, luvas, etc) em cima. No lado dos doentes, havia quatro dos moluscos, que ficavam em cada canto da parede e estavam envoltos de uma bolha, visto que não sabiam a origem da doença e temiam que os inocentes animais fossem contagiados em seus trabalhos. Várias camas estavam enfileiradas, o que totalizava em doze (seis de cada lado) e ali só estavam adultos, variando entre homens e mulheres, de idades que não batiam um padrão. Todos tinham algodão nas narinas e um tubo enfiado por, assim como os que estavam na cama tinham uma espécie de esponja sobre a pele e suavam tanto que o lençol estava um tanto úmido. Poucos conseguiam se mover pelo quarto e mesmo que suas macas tivessem amarras, nenhum estava em uso e ficavam caídas para baixo da cama.

- O que está aqui há mais tempo é de dois meses, o mais jovem é de uma semana. Fizemos testes em laboratório, indicando que há uma variedade de doenças conhecidas, porém não se comporta como tal. Não sabemos se é bacteriana, viral, fungi... Sua transmissão também é um mistério. O maior órgão do corpo, a pele, em uma defesa criou essa esponja na pele deles, que de aparência frágil, sua remoção causa danos ao tecido, mais ou menos como se estivesse com os poros abertos e absorvendo algo, ou expelindo, que é o suor, que por mais que troquemos as camas para que não fiquem dormindo em algo que possa ser prejudicial, eles permanecem assim. Não estamos fazendo soro neles justamente por terem a pele frágil demais, penetrar com uma agulha seus braços será como linchá-los. Testes de seu interior mostram que os órgãos estão funcionando de maneira mais lenta, iniciando uma falência múltipla, mas como disse, nada podemos fazer além de medicá-los e fazer testes, pois é como se estivessem se decompondo em água... Vivos. - Dizia o médico enquanto não tirava os olhos dos doentes do outro lado, que não podiam vê-lo ou ouvi-lo.

Se a garota quisesse fazer testes ela própria ou falar com eles, seria recomendado que colocasse um capuz de plástico que protegeria sua cabeça, luvas e toucas nos sapatos, talvez colocar uma calça, já que seu vestido teria muitas entradas. Seus braços e antebraços teriam que ser envoltos de uma proteção plástica que eram como tubos com dobras que permitiam ela mover lentamente aos lados, perdendo um pouco de mobilidade em prol da segurança. Se o seu desejo fosse apenas de trocar palavras sem ter de ter um contato, o médico sugeriria usar o Den Den Mushi que olhava para a sala o tempo todo, em seu casco havia um dial para que ela pudesse falar e sua voz repercutir pelos lábios carnudos do molusco, emitindo o que era dito para dentro da sala. Ele faria um leve "katcha" ao ser usado e as pessoas não seriam pegas de surpresa, além de anunciar para a garota que ele estava em funcionamento.
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Zed
 Posted: May 31 2017, 09:38 PM
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Zed




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Chegando ao hospital e recebendo as direções a seguir no balcão caminhava pelo prédio adentrando áreas restritas, ainda assim não haviam trancas em meu caminho. Ao chegar ao jardim pude encontrar com o Dr. Montgomery, que me acompanhou até a zona onde pude realmente ver o tal horror da doença através de um vidro. Era uma cena desagradável de ver, os danos causados e as estranhezas que surgia. – Que bizarro. – Ouvi o comentário que era carregado de estranheza e até um pouco de aversão. “Achei que você ia gostar de ver esses pobres miseráveis. “ Afinal era compatível com sua personalidade imprevisível e seus impulsos assassinos constantes. – Se me pedir pra ficar olhando uma criança que teve o braço decepado eu vou ficar de boa, talvez eu até tenha uma ereção... – Ele comentava esfregando a cara contra o espelho tentando ver algo de extra. – ...Mas essas espojas nojentas não é comigo não... E você? Deu pra pegar algo? – Não sabia a que se dava aquele interesse.

“Não... Nunca vi nada parecido. “ Até poderia chegar mais perto para verificar a situação geral, mas como antes já fora dito não era uma área onde tinha pleno entendimento, e por um momento imaginei que seria infrutífero realmente entrar e procurar por algo mais a fundo, principalmente com o risco de contaminação e o curto prazo que tinha a frente. – Obrigado Dr. Montgomery acho que isso é tudo que eu preciso saber por hora. – Desviei o olhar das vítimas e pude notar uma figura alva surgir diante de meus olhos, ela encarava o vidro com pesar e tristeza. – Temos que fazer algo. – Dizia a garota idealista. – A gente vai, me deixa na frente do tal Neith que eu resolvo isso rapidinho. – Mas aquela era justamente a solução que não agradaria a meus superiores.

“Eu vou pesquisar tentar resolver isso Lily, mas é melhor você não ver esse tipo de coisa, você não reage bem a isso. “ Ela baixava a cabeça e parecia triste. – Mas eles parecem estar em tanta dor.... – Lagrimas se salientavam e logo ela começava a chorar, de imediato Joe já suspirava, era como se ele soubesse exatamente que isso aconteceria. – E lá vamos nós de novo com esse bebe chorão... CHRIS! Tira essa pirralha daqui. – As vozes que ouvia se tornavam cada vez mais frequentes, logo todos os quatro estavam presentes.

- Você não precisa tratar ela assim. – Ele se aproximou e confortou a garota chorosa. – Eu vou cuidar da Lily, você consegue resolver tudo sozinha? – Como sempre ele se mantinha em um território neutro, não fazendo afronta a ninguém e tentando manter todos em paz. – Ei, eu ainda estou aqui sabia? Eu protejo a gente se a coisa ficar feia. – Mas ainda assim ele era prudente ao ponto de tentar manter Joe controlado. – Se puder resolver isso sozinha é melhor... - Disse por fim a mim enquanto simplesmente sumiu no ar junto a Lily.

- Ele apareceu só pra me provocar. – Aquilo irritava ele e por algum motivo aquela irritação me era agradável, não era todo dia que realmente conseguíamos tirar aquele psicopata de sua zona de alegria... Claro, havia um limite seguro de até onde podíamos provoca-lo sem consequências.

- Pra onde vamos agora? – Senti um braço envolver meu ombro e pescoço enquanto também sentia um cutucar em minhas costelas. “Me solta. “ O afastei sutilmente. “Podemos ir atrás do prefeito ou até o Kaio no Shudoin... “Ou até o Neith! – Ele se empolgou. – “Não manter contato. “ E apenas em repetir o que estava no papel vi sua empolgação sumir e ele fechar o rosto.

O prefeito pareceu no momento a opção menos viável, se realmente fosse adquirir algo protegendo-o provavelmente levaria um tempo até realmente acontecer o ataque, e tempo era o que menos tinha interesse em desperdiçar. Preferi assim seguir até o monastério. Diferente dos outros lugares onde era supostos que encontraria cooperação, aquele era justamente um lugar a ser investigado, onde todos poderiam ser considerados como possíveis cumplices na doença que vinha se alastrando pela ilha. Portanto tinha de ser mais cautelosa e discreta.

Não entraria diretamente no local, iria observar pelo lado de fora o prédio assim como discretamente tentaria circular a estrutura a uma distância segura, observando a arquitetura e também procurando por portas e janelas que em breve planejava usar para invadir. – Posso fazer essa parte? Por favor, nunca te pedi nada. Eu prometo que vou me comportar.“Não! “ Até que ponto ele realmente pretendia me aborrecer? Era tão entediante assim ficar no banco de reservas? Pessoalmente eu achava apenas uma complicação ter realmente que sair, pois na maioria das vezes em que me “liberavam” era para consertar alguma coisa ou resolver problemas, coisa que Joe tinha uma facilidade tremenda em se envolver. “Se, e apenas se eu precisar lutar eu deixo você fazer isso. Mas não quero que se repita um incidente como o da semana passada. “ Serviria para mantê-lo mais calmo por enquanto, ainda que eu não planejasse cumprir tal promessa. Mas sem saber disto Joe ao menos era capaz de ficar feliz temporariamente.

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Angelique
 Posted: Jun 1 2017, 05:44 AM
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Os conflitos internos de Zed eram intensos, talvez desencadeados por algum sentimento inconsciente de Amanda ou da pessoa original, a mente corrompida e fragmentada em outras personalidades, logo todas apareciam aos olhos vermelhos da atual usuária, cada um com suas peculiaridades e discussões faziam com que sua atenção fosse dividida enquanto era detida por si mesma para conter aqueles que apareciam e não provocar brigas que no fim, seria autodestrutivo com consequências que iam além do que uma pessoa sã poderia lidar. Montgomery não notou sequer a pausa prolongada da menina, apenas permaneceu olhando as pessoas em conjunto da agente iniciada, que naquele momento, tinha de ligar pontos com o que realmente sabia sobre sintomas e manter suas personas satisfeitas, pois uma única troca de face já seria o suficiente para causar estranhezas.

Enquanto saía da ala de quarentena, era perseguida por Joel enquanto os demais sumiam nos obscuro de sua mente. Matutou se iria para a prefeitura, mas a ideia fora descartada, logo em seguida pensou no monastério, um local puro e com crenças estranhas, ainda mais num local tão próximo de um Calm Belt. Tinha intenções de mostrar o quão boa era em infiltrações e invadir e por outro lado, Joel queria muito iniciar uma briga, sentir o sangue circular e liberar toda a ansiedade de apenas visualizar o que Amanda achava digno de ser feito, coisas da qual ele descartaria, trejeitos inúteis aos seus olhos sanguinários.

No momento em que botou os pés fora do hospital, fora abordada por uma outra garota...


- Olá! Vi que adentrou na área dos funcionários sem realmente trajar um uniforme, concluo que você não seja do hospital e sim da Marinha. Poderia me repassar alguma informação do que foi visto? - Ela falava muito rápido e se colocava exatamente na frente de Zed após ter surgido de suas costas. Estava com um sorriso enorme e óculos de sol na cabeça, carregava um microfone que não estava conectado em lugar algum e usava um vestido social com uma gravata borboleta, assim como saltos e meia calça preta. Uma sombra leve nos olhos vermelhos, tendo marcas na testa que pareciam de nascença, mas se olhadas direito, era notável que era tatuagem. Estava sozinha, sem sequer um Den Den Mushi para lhe fazer companhia, mas carregava consigo uma bolsa lateral que parecia bem cheia e equipada para o dia. - Sou Zamazi, repórter... "amadora". Mas com um furo sobre essa doença, me lançarei aos níveis que até o Governo Mundial ouvirá sobre mim! Vamos, posso te pagar em troca de informação. Me diga, quais os motivos da Marinha estar escondendo o óbvio? Talvez tenha soado muito agressivo... Hmm... Qual o seu nome? Você tem um cartão? Trabalha em equipe? Qual sua opinião quanto a esses casos supostamente isolados? Acha que tem ligação com o Calm Belt?

O monastério era na descida do hospital, apenas umas quadras que eram mesmo que nada e se lhe fosse permitida, Zamazi desceria todo o caminho em busca de um pouco de esclarecimento sobre o que estava ocorrendo naquela ilha.

Se não houvessem mudanças de rotas, chegariam no local totalmente talhado na pedra. Suas colunas suportavam os tetos incrustados na montanha tinham um formato estranho, pois no que fazia sua subida em andares, haviam elevações e relevos quadrados com alguns furos que era onde ficavam as janelas, mesmo que sem vidro. No topo do prédio haviam vidraças em mosaico que faziam o que seria um olho olhando para o Calm Belt. O movimento no local era intenso, visto que diversos crentes carregavam materiais variados para se fazer um festival. Bancas já eram formadas, mas nenhuma estava propriamente aberta para o público, sendo logo colocado uma lona sobre para manter as coisas organizadas e sem poeira dos outros que não haviam completado as suas missões.

Crianças passavam com máscaras de peixes com olhos arregalados como se o festival em si já estivesse acontecendo, enquanto os adultos meio que fechavam a rua para fazer o seu trabalho, não tendo qualquer influência do Governo Mundial por perto (aparentemente), porém a Marinha estava por ali, tendo um grupo de seis soldados averiguando se tudo estava em ordem, no mais, estavam com um olho preguiçoso para o serviço e estavam mais por uma formalidade, visto que o pessoal fazia tudo muito vivamente, não parecendo ter ciência do peso que era uma epidemia. Nenhum dos guardas estavam realmente fazendo algo, apenas cuidando mesmo e não era como se o povo estivesse cobrando deles ajuda nos trabalhos, aliás, parecia até agradecidos de algum capitão ou o líder da base de agentes que havia na ilha, tivesse dado a ordem para que houvesse um controle de algazarras por ali (festivais normalmente significam bebedeira, mesmo para o povo religioso da ilha). De onde estavam, por mais que fosse um tanto longe do porto, era possível ver o barco dos Marines ancorado lá com o símbolo branco e azul bem destacado no ambiente verde e cinza.


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Zed
 Posted: Jun 1 2017, 06:40 AM
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Assim que punha meus pés para fora do hospital uma repórter enxerida se aproximou tentando obter respostas sobre a doença e me associando a marinha. Era desagradável e rude ser abordada daquela forma por uma estranha, afastava-a para o lado abrindo caminho. – Eu fiquei perdida e entrei na porta errada, depois eu fui expulsa daquele lugar. E agora eu tenho que lidar com uma garotinha rude como você? Saia da minha frente. – Não queria me dar ao trabalho de lidar com pessoas inferiores e de pouca importância. Segui meu caminho ainda acompanhada do irritante gêmeo branco. – Você faria mais amigos se fosse gentil.“Você faria mais amigos se não matasse todos. “... Acordou com o pé errado? Ta estressadinha desde cedo. – Não queria mais seguir com aquela conversa apenas segui então até meu destino.

Um festival, seria uma perfeita oportunidade para tentar despistar a garota se ela ainda estivesse me seguindo. Aproveitaria o fluxo para entrar em grupos, sumir de sua vista procurar um esconderijo rápido e então seguir em outra direção tendo certeza de que ela não me veria tão cedo. Ao mesmo tempo este número de pessoas tornaria uma invasão discreta um pouco mais desafiante. – Se quiser eu entro ali.“Já chega, você não vai me convencer. “Eu quero ajudar!“O que vai ganhar com isso? “Se eu cooperar, vocês me deixam sair mais vezes, que tal? Eu vou ser um bom garoto. – Ele se aproximava querendo contato físico tentando passar uma falsa credibilidade. “Eu vou me arrepender disso... “ Sentindo uma sensação de leveza e relaxamento era como se meu corpo fosse ficando cada vez mais leve...




Estralava algumas juntas aqui e ali e olhava em volta abrindo um sorriso. – Tantas pessoas... – A mão direita parecia pinicar. – Você prometeu. Se comporte senão eu tiro você daí imediatamente.Tá bom, relaxa. – Segui então caminhando sorridente em um ritmo estranho... havia uma sensação desconfortável nos meus pés, nas minhas pernas... Um frescor... Era estranho, olhei desconfiado apenas pra notar que estava usando aquele vestido preto. – MAS QUE PORRA É ESSA!? – Berrei no espanto e senti um puxão nas costas.




Eu realmente tinha de ser estupida pra ter confiado naquele imbecil. Envergonhada olhava em volta esperando não ter chamado tanta atenção assim. – Desculpe. – Pedia com o rosto vermelho e escondido atrás da mão. – Por que me tirou!? MELHOR! POR QUE UM VESTIDO! EU NÃO VOU USAR ISSO EU JÁ DISSE!“Você que se voluntariou em primeiro lugar seu idiota! “Tira o vestido e eu ajudo... Aproveita e me responde, o pequeno Joe continua ai? – Continuava me perguntando o por que te ter confiado nele em primeiro lugar. Voltava a caminhar pelo festival novamente tentando me manter em anonimato uma vez que havia berrado de forma grosseira e espalhafatosa mais cedo.

Tentaria me aproxima do templo a procura de alguma porta de acesso lateral ou dos fundos. De forma que não fosse visto pela população ao fazê-lo. Ou mesmo qualquer guarda local, embora estivesse me unindo ao governo mundial não tinha nenhuma identificação comigo para justificar meus atos. Caso as portas estivessem trancadas tentaria destrancá-las... – Joe, faça seu trabalho. – Rapidamente permitiria uma troca apenas o tempo suficiente para abrir e logo voltaria ao controle.

Se este método não fosse possível tentaria usar alguma das janelas, se necessário escalando até elas ao mesmo tempo que tentaria me manter longe dos olhos alheios usando as sombras como cobertura.

Caso conseguisse acessar o local começaria enfim a investigar o local, mantendo os olhos abertos e os passos mais silenciosos possíveis. Sempre procurando andar nos locais mais escuros e pelas paredes, procurando por qualquer tipo de coisa suspeita. “Se eles forem preparar alguma doença artificial nesse lugar provavelmente seria longe dos olhos curiosos, um porão ou sótão talvez? “ Ou qualquer local escondido na verdade. Trancas provavelmente seriam suspeitas.
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Angelique
 Posted: Jun 3 2017, 01:53 AM
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Zed não tinha o mínimo de delicadeza com a mulher, que de fato, invadiu o seu espaço pessoal e nem a proposta de dinheiro a agradou ou ao menos, pensar na proposta, dando uma resposta grosseira e deixando-a sem palavras, parada e deixada para trás... Será? Não convencida de que era exatamente aquilo que estava ocorrendo, ela esperou a garota se distanciar e começou a segui-la como uma mera transeunte, afinal, os cidadãos iam e vinham para onde quisesse, não seria a grosseira com múltiplas personalidades que ia barrá-la de ir até o monastério ou o porto, ou qualquer lugar que fosse visível para uma boa perseguição sem infringir qualquer lei.

Assim que viu o número grande de pessoas, começou a correr entre elas e a perseguidora não saiu de seu encalço, também aumentando a velocidade de seus passos, porém não chamou atenção alguma, pois aos olhos dos demais e pela falta de palavras enquanto corriam fez com que todos imaginassem que fossem apenas duas garotas descendo correndo a lomba que levava ao monastério. Amanda logo viu um grupo de pessoas carregando materiais e se enfiou entre elas, dando a impressão que apenas as desviou e seguiu adiante, com uma carroça tapando a visão da apressada moça atrás de si, passando reto por uma tenda onde Zed rolou para o lado e se escondeu embaixo de um balcão de uma tenda que estava meio coberta, esperando alguns momentos enquanto discutia com Joel para então sair. O que foi um erro.

Em controle do corpo, Joel caminhava um pouco em meio ao povoado com a mente fixa em começar um derramamento de sangue por ali, porém fora avisado por Amanda para que se controlasse e consequentemente, ele tomou um foco que o fez analisar a situação, notando que estava trajando um vestido e sentia-se um tanto desprotegido com a meiga vestimenta feminina, berrando em meio a todos e chamando todas as atenções para si. Alguns homens pararam de trabalhar e olharam para ela, pais e mães taparam os ouvidos de seus filhos, de forma inútil pois o pior já havia ocorrido e eles riam e saíam correndo das mãos de seus parentes, repetindo as palavras enquanto cantarolavam-na apenas para provocar, os mais conservadores olharam para ela, que sem muita desculpa para aquilo, balbuciou alguma coisa que certamente não chegou aos ouvidos de todos e escondeu o rosto rubro nas mãos, saindo dali da melhor maneira que podia.

Chegando na porta lateral, notou que havia o mesmo nível de pessoas por ali, dando espaço para que a dos fundos estivesse sem uma única alma, porém, em dias de evento, todas as portas estavam abertas para o interior e ao mesmo tempo com um grande número de pessoas. Matutou se era melhor escalar até as janelas, mas naquele horário do dia certamente seria vista, então apenas adentrou no monastério e via vários monges com máscaras de peixe no rosto ou seguradas como chapéu. Um ou outro usavam máscaras que se diferenciavam das outras, como sapos ou crocodilos. Um homem em especial carregava uma estrela-do-mar laranja no rosto e que não exatamente cobria seu rosto, visto que ela era transparente e bem chamativa.

Pensou então que houvesse entrada para o porão ou sótão, porém onde quer que fosse, todas as portas estavam fechadas, trancadas e os únicos que realmente podiam adentrá-las eram os monges com máscaras, todos de meia idade para cima, o que frustrava um pouco a ideia da garota de querer se disfarçar como um deles (se assim lhe surgisse). Eles destacavam-se diante dos demais da vila, visto que usavam uma espécie de kimono com desenhos de ondas, pequenas ou grandes e todas tinham cores que variavam de azul, sem exceção. Faziam um barulho de metal quando se moviam e se fosse prestado atenção, era notável uma âncora pequena que batia nas costas deles a cada passo dado.

O interior do monastério era um local com diversas escadas que subiam ao redor das paredes, contornando-as. Haviam diversas portas em sua subida, assim como várias no andar onde a garota estava, com grandes portas de bronze com fechaduras comuns e tapetes verde musgo na frente. Nada indicava que levava a andares inferiores (ou se ao menos eram existentes) e se olhasse para cima, no fim da escadaria havia uma escada comum (não como uma escadaria) que levava até a "cabeça" passando por um suporte de madeira que recobria todo o andar superior e obviamente, não era de acesso permitido para ninguém que não fossem monges. Bem, ao menos não era sabido, pois nem mesmo o pessoal do monastério ia até lá e a grande quantidade de degraus que circundavam as paredes, além de cansativas, não eram exatamente furtivas, deixando claro quem estava subindo.


- ARGH! - Soltava uma lufada de ar enquanto se segurava nos joelhos e respirava fundo, com o cabelo pingando suor. Zamazi estava novamente ali e claramente cansada, sem fôlego e respirando pela boca, tentando abocanhar o máximo de oxigênio possível e conseguindo, não conseguia lidar e começava a tossir, limpando os lábios com o antebraço e após respirar fundo enquanto colocava uma mão no peito, teve a possibilidade de falar entre pausas para inspirar. - Você é malvada! Quase me fez ir até o porto! Por sorte eu pensei que você seria vista descendo até lá e resolvi voltar, procurei entre o pessoal e... Ai, eu preciso de um copo d'água. Será que ninguém abriria uma das tendas?

- Cam ham... O que está fazendo aqui, por falar nisso? Veio rezar pelo pessoal do hospital? Desculpe dizer, mas você não parece do tipo religioso... Meu nome é Zamazi, prazer. Qual o seu nome mesmo? - Ela retomava a compostura atrás de Zed.
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Zed
 Posted: Jun 3 2017, 02:36 AM
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Depois de um pouco de esforço conseguia despistar a perseguidora, porém minha estupida decisão de deixar o idiota assumir acabou totalmente com a descrição que havia adquirido. Fui até o templo que estava aberto... Algo que sequer havia passado pela mina cabeça.

No templo ABERTO, pude notar a presença chamativa dos monges que pareciam ser as únicas pessoas com acesso as salas trancadas. Havia também uma escadaria em destaque na parte mais alta do prédio. – Dificil chegar lá sem ser visto. – Observou olhando a quantia de pessoas em baixo. E também, a pessoa que acabava de me reencontrar.

- Você de novo? – Tive um espasmo com aquela testa peculiar surgindo e recuei. – Qual seu problema comigo? – Aquele assédio era extremamente desconfortável, como ela podia ser tão insistente? Vermes que foram esmagados deviam continuar no chão. – Ela pode ser útil barulhenta desse jeito. – Parecia uma piada pelas risadas, mas serviu para um lampejo de brilhantismo. – Você realmente quer saber o que eu fazia na área restrita e aqui? – Me aproximava diminuindo o tom para ter certeza que ninguém ouviria. – Se me fizer um favor eu lhe dou qualquer informação que quiser, é um favor bem simples, você só precisa chamar a atenção de todos por alguns segundos, comece a cantar ou chorar, se fizer esse favor eu lhe responderei o que quiser saber. – Sorria com uma falsidade quase imperceptível. “Eu só preciso usar essa tonta para subir... ” Caso ela concordasse iria então tomar uma posição próxima as escadas e esperar pela cena que ela poderia fazer. Uma vez que começasse tentaria chegar ao topo da forma mais rápida e silenciosa possível.

Ainda assim não acreditava que ela fosse se manter colaborativa com uma promessa vaga sem credibilidade alguma em minha identidade. – Eu sou como você, semelhante na verdade, uma detetive-particular e estou investigando sobre a doença. Acho que esse lugar pode ter alguma relação, não posso dizer muito mais. – Iria discretamente indicar a escada. – Eu preciso chegar até lá, se você chamar atenção eu consigo passar despercebida. Depois conto tudo que eu souber. – Ainda mantinha o ar amigável-falso, mas também tentava passar seriedade e segurança no que dizia. – É, ao menos você é mais manipuladora do que a Lily. – Uma vez que o plano tivesse sido explicado acreditava que ela ficaria mais inclinada a cooperar. Em ULTIMO CASO apenas se me fosse EXIGIDO por alguma prova concreta iria liberar uma pista tentando ganhar sua confiança. – Acredito que a doença seja algo preparado artificialmente neste tempo, espero descobrir quem está ligado a esse ‘problema’. – E finalmente esperava poder iniciar meu plano.

Durante a subida, caso alguém notasse o que estava fazendo iria acelerar o passo. “Uma vez que eu suba eu posso procurar esconderijo e pensar em algo. ” Era aquele meu único plano no momento. Caso a porta estivesse trancada tentaria destrancá-la... Digo... Joe tentaria.
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Angelique
 Posted: Jun 4 2017, 10:38 PM
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Finalmente Zed resolvia abrir o jogo, porém com uma condição. Anunciava que se ela realmente quisesse saber de algo, teria de cooperar, indicando que realmente esteve de propósito lá e fazendo-a abrir um sorriso de excitação, porém o pedido que veio à seguir fora um tanto suspeito e a fez colocar a mão no rosto enquanto fechava os olhos em uma careta e ficava pensativa, resmungando. Não vendo a cooperação que esperava, Amanda resolve agilizar as coisas e mentir que era uma detetive particular que procurava entender o que se passava naquela ilha diante de uma contaminação tão prejudicial aos viventes e mesmo assim, pouco comentada pelas ruas.

- Não é muito, mas... É o suficiente. Ajudar-te-ei se depois me falar tudo mesmo. Você não iria querer ser exposta, certo? Sou sua álibi agora. - Dizia a ameaça em forma de brincadeira, sorrindo e colocando a cabeça para o lado e se ajeitava logo em seguida, arqueando as costas para trás com as mãos na cintura, estalando-as, limpou a garganta e engoliu em seco, começando a cantar de forma bem escandalosa logo em seguida, o que sim, fez algumas pessoas terem sua atenção chamada, mas o número era tão mínimo que não seria possível que Zed fizesse seu caminho para os céus. Não tendo a resposta que queria, ela olhou para uma barraca e colocou o pé na madeira, se alçando para cima e chamando a atenção de alguns, como se aquilo fizesse parte de ser show, subindo cada vez mais até que não houve sustento algum e ela se desmanchou sobre a garota, chamando agora sim, muita atenção e todos vinham ajudá-la ou brigar pela bagunça feita enquanto todos trabalhavam tão arduamente para que o festival estivesse pronto em tempo e agora sim, dando a brecha que era necessário para a iniciada.

Sem pestanejar, a garota já se punha a correr em direção da escadaria e subia dois andares, quando enfim a multidão de pessoas, algumas desinteressadas pelo acidente, outras apenas não conseguiam ver o que ocorreu e desistiam de tentar ver o que quer que fosse de acontecimento ali e ao se virarem, avistaram uma menina subindo o monastério. Ok, vai que ela era da staff dali? Não deram muita bola e ela já estava no terceiro, quase quarto quando enfim alguém que sabia que aquilo não era acessível deu um grito para ela descer e vendo que finalmente fora descoberta em seus planos, apertou o passo e em um instante chegou aonde queria, subindo a última parte e usando do antebraço para abrir a porta do teto, que infelizmente não se abriu. O coração batendo rapidamente enquanto Joel tomava a forma feminina de Zed e puxava sua faca, enfiando-a no vão e tentando empurrar a parte metálica para que fosse aberta sua passagem e que na posição que estava, enfiar uma adaga para cima era bem ruim, visto que caía poeira em seus olhos e tinha que fazê-lo basicamente na percepção do tato. Tentou colocar na fechadura larga, mas a ponta simplesmente não tinha espaço para se mover lá dentro e com isso, apenas riscou a borda enquanto seu tempo se esgotava.

As portas de bronze em seu caminho subitamente se abriam e as portas do monastério se fechavam, trancando a todos ali em um ambiente escuro. Gritos de surpresa e medo eram feitos enquanto o barulho das portas batendo dos que ficaram do lado de fora, desesperados ao não terem entendido o que havia ocorrido e preocupados com seus familiares ou amigos que sem aviso algum foram feitos de refém pelo prédio. Os minutos se passavam e a população mais escandalosa começava a ser silenciada pela mais consciente e os gritos se abafavam enquanto conversas tinham início, mas logo se desfazia antes que planos mirabolantes tomassem início e as luzes internas eram acendidas por chamas. Cada monge estava ao lado da porta com suas máscaras e uma tocha na mão. Das portas, um cheiro forte de podre inundava a toda a população do primeiro andar e eles começavam a tossir e cair.

No quarto andar, um monge com uma máscara de baiacu, cheia de espinhos, olhou para Zed e jogou a tocha para ela, acertando suas costas e queimando levemente os detalhes de seu vestido, mas não fazendo-a cair dali. Bateu palmas e outros monges subiram os andares em busca de reforços e assim que chegaram, agarraram-na pela perna e puxaram com toda força, fazendo com que sua mão escapasse caísse sobre eles, da qual abriram espaço para que desse de costas nos degraus e após saltar sobre sua barriga, chutaram seu rosto sem tempo de reação, deixando-a desacordada.

Acordava numa sala escura, onde a única iluminação era de uma vela embaixo de sua cadeira, local onde estava amarrada por uma corda fina e trançada que lhe envolvia os braços e as canelas, havendo ainda uma que entrelaçava elas ao seu pescoço, enforcando-a caso empurrasse a cabeça para a frente e deixando-a com o corpo dolorosamente arqueado, forçando sua coluna em uma postura prejudicial. Na sua frente havia uma figura de pedra sentada, como um monge meditando em posição de lótus com várias enguias saindo de suas costas, cada uma, liberando pela boca uma fumaça semelhante ao que o fogo produzia.

As paredes de pedra esculpidas tinham várias vertentes, como espaços para a água escorrer. Nenhum quadro ou desenhos, suas cores eram cinza escuro, o que apenas deixava o local mais próximo ao breu, parecia que Zed estava presa em meio a uma nuvem negra no céu da noite sem estrelas. Não havia barulho algum ali, porém os seus ouvidos estavam com um estalo como se estivesse em um lugar muito alto ou muito profundo e o tivera feito em poucos instantes. Sentia a crosta de sangue que cobria seus olhos (ainda permitindo ver), tendo escorrido pelas laterais de seu rosto. A vela abaixo de si não fazia luz alguma, abafada pela fumaça, produzia um leve brilho no chão, este, que era possível ver que tinha uma aparência diferenciada, parecia metal, porém não produzia barulho de tal.
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Zed
 Posted: Jun 5 2017, 12:41 AM
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Aventureiro




Convencia a reporter enxerida a me ajudar e logo o plano iniciava, porém a eficácia era menor do que imaginava. Depois de um tumulto que ela conseguia causar iniciava a subida até que em determinado momento me via obrigada a acelerar pelos gritos do andar inferior. As portas se fechavam e uma série de eventos que era incapaz de impedir vinham a acontecer. Sentia o fogo bater em minhas costas e certo desespero. “Meu vestido. “ Tentava bater nas costas e apagar as chamas sem saber se realmente havia pego fogo. – PRESTA ATENÇÃO! – Era pega e atacada sem conseguir reagir e por fim perdia a consciência podendo ter como última visão apenas Joe caindo ao meu lado também apagado.



De forma inesperada agora estava no controle. “O que?... “ Sentia tontura e dores, também o corpo preso, notava se tratar das cordas e as dores eram explicadas com o fato de que tinha sido capturado, provavelmente também havia sido agredido durante o processo. “Amanda? Joel? “ Tentei chama-los para pedir explicações, mas não tive resposta. – Eu também não consigo falar com eles. – A jovem de cabelos alvos surgiu ao meu lado com um rosto tristonho. – Você está bem? – Ela tocava com delicadeza no rosto ferido. – Está doendo não ta? – Ela parecia sentir a dor enquanto os olhos já começavam a tremer. – Não precisa chorar, eu já vou sair daqui. – Sorri apesar de não estar em uma situação pra isso.

“Como eu posso me soltar?... “ Comecei a pensar e resolvi tentar de quebrar a cadeira onde estava sentado. Isso começaria provavelmente a me estrangular, usaria isso para tentar colocar as mãos de forma que pudesse segurar a corda e me colocar de pé novamente. Feito isso tentaria usar a vela para queimar a corda, apenas o necessário para que pudesse arrebentá-la. Ou se pudesse usaria a boca e as mãos para isso.

Caso mover a cadeira não fosse uma opção tentaria atritar a corda contra a madeira até que pudesse rompê-la. Ou se possível mover a cadeira até poder encostar com a corda no fogo. Independente da ordem tinha esperança que de alguma forma conseguisse me libertar antes de acabar sufocado.

Se obtivesse sucesso em me libertar primeiramente iria acalmar a tristonha garota tentando descontrair aquele clima. – Viu? – Em seguida, procuraria pela sala por tudo. Começando por objetos jogados por ali que parecessem uteis, e também checaria o que ainda tinha comigo caso tivessem me roubado algo. Uma vez que tivesse explorado aquela sala tentaria procurar por uma porta ou passagem para a próxima. No caso de haver trancas procuraria por alguma forma de abri-la. Joe era certamente o melhor para esse tipo de trabalho, mas já que ele não estava ao alcance tinha de tentar por mim mesmo. Caso um arrombamento silencioso não fosse possível tentaria usar a força bruta, chutando ou colidindo contra a porta. Ou se houvesse algo naquela sala que pudesse utilizar como uma “arma temporária” ou pouco provavelmente uma chave.

Na hipótese de sair daquele lugar iria prosseguir por onde quer que estivesse, tentaria me mover de forma silenciosa e mantendo o corpo baixo, sempre procurando por coberturas para me manter escondido no caso de aproximação de alguma pessoa. Ter ou não uma arma não era tão importante pra mim quanto para os outros uma vez que me sentia seguro para lutar com os punhos e pernas. Porém dada a situação atual agir de forma discreta e sem chamar atenção era preferível do que fazer um plano ao estilo Joel e sair matando todos que surgissem no caminho até não resta ninguém capaz de lutar.

Ainda assim não planejava ficar igual a um paspalho caso fosse avistado por alguém ou atacado. Iria de imediato reagir ao ser visto tentando avançar o quão rápido fosse possível, se atacado desviar me afastando antes de novamente avançar para tentar pegá-lo do pescoço e colocá-lo para dormir. Uma vez que feito procuraria arrastar o corpo para um esconderijo se houvesse algo próximo ou apenas tentar jogar pra um canto onde pudesse passar despercebido por alguns minutos. Em situações de muitos inimigos procuraria me manter distante para pensar em um plano de reação de acordo com a situação.

Procuraria descobrir primeiramente onde estava, quem eram meus sequestradores e se possível qualquer coisa que pudesse servir de pista para a missão que Amanda havia aceito. Sabia que possuía relação com a doença do hospital, mas como estavam relacionas era um mistério.
mp
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