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 Mission Report 001 - Into the Lion's Den
D'Phraga
 Posted: Dec 22 2017, 08:06 PM
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D'Phraga




一等兵, Ittōhei



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'Til We Meet Again Tsukichi Artemis

A água caía produzindo um agradável vapor, cada gota que percorria suas costas nuas eram como um suave toque de massagem contra o frio que fazia do lado de fora.

Lutava contra a vontade de sair, mas não tinha como ficar mais tempo protelando, então, mesmo relutante, saiu.

Secou primeiros os cabelos com uma toalha, enrolando-os com a mesma. Em seguida secou o corpo.

Saiu do banheiro ainda enrolada na toalha. Um frio repentino subindo-lhe pela espinha.

Atchim!

Coçou o nariz com o dedo e correu rapidamente para o quarto. Fazia mais frio do que o normal hoje. Estava acostuma ao tempo sempre invernoso de L’arcan, mas hoje o tempo parecia diferente, mais gelado.

Se vestiu o mais rápido que pode. Escolhera o figurino de sempre. Uma camisa de manga-longa branca, arrumada para dentro de uma saia preta, meias ⅞ também pretas, seu confiável par de botas vermelhas e seu colete preto, por cima da camisa.

Terminou de se vestir e foi em direção a escrivaninha que ficava de frente a janela. Seu quarto ficava no segundo andar da casa, e de lá era possível ver boa parte da rua.

Todas as outras casas estavam decoradas. Enfeites verdes e vermelhos por quase todas as fachadas, pareciam tentar disfarçar o vazio que tinha no meio da rua, um espaço que até alguns meses atrás era possível encontrar uma certa loja.

Baixou seus olhos para a escrivaninha, indo de encontra a faca vermelha que nela repousava. Foi a única coisa que conseguiu recuperar do incêndio. Não sabia de que material era feita, mas com certeza era muito mais resistente do que qualquer material que já tinha estudado.

Ao lado da faca, uma carta. Pegou-a e começou a ler. Não precisava fazer isso, sabia tudo que estava escrito, até porque, a tinha escrito.

Não sabia até hoje porque escreveu uma carta para o Papai Noel, nunca acreditou nessa e nem em diversas outras histórias fantasiosas, e não pretendia começar a acreditar agora, já adulta.

Riu ao terminar de ler. A carta parecia mais com uma lista de compras ou uma página de diário do que com uma carta em si. Teve o impulso de amassá-la e jogá-la fora, mas tão rápido quanto veio, esse impulso se foi. Por algum motivo, não conseguia se ver desfazendo-se daquele pedaço de papel.

Dobrou-o em 3 partes e o guardou dentro da primeira gaveta. Na segunda, retirou os seus brincos de rubi e os colocou, olhando mais uma vez pela janela.

Vamos lá Artemis, hora de partir.

Colocou o seu cinto e prendeu nele suas luvas e esferas. Pensou em levar também a faca, mas ela não lhe pertencia, e uma hora, sua verdadeira dona poderia precisar dela. Deixou a faca no mesmo lugar que estava, deu meio volta saindo do quarto e descendo as escadas. Quando estava quase saindo de casa, se lembrou que estava esquecendo de algo.

Voltou correndo para o quarto. Tinha esquecido seu casaco, mas mais importante ainda, tinha esquecidos as chaves. Encontrou o casaco pendurado em um gancho na lateral do seu guarda-roupa, e ao vasculhar os bolsos, encontrou a chave.

Saiu de casa com as chaves em uma das mãos e casaco dobrado por sobre a outra mão. Andava a passos lentos, apreciando as casas decoradas e o movimento do comércio que ficava ainda maior nessa época do ano.

Após alguns minutos de caminhada, vestiu o casaco. Não gostava de usar o casaco e o colete ao mesmo tempo, achava que eles não combinavam nem um pouco, mas o frio vencera o seu senso de moda.

Continuou a andar, seus pés seguindo o mesmo caminho dos últimos 6 meses. Tinha uma missão muito importante para começar hoje, mas não poderia nem sequer pensar em ir sem passar no hospital antes, até porque, não sabia quando teria outra chance.

Em pouco tempo chegou ao seu destino, e sem cerimônias, se dirigiu ao quarto em que sua mentora estava internada.

Kurisu-sensei!
Oh Artemis, você veio! - Falava com a boca cheia de pudim - Achei que você ia direto para lá!
Kurisu-sensei, você sabe que eu nunca iria sem antes me despedir de você. - Olha as meia dúzias de pote de pudim no chão - Sensei! Você vai acabar engordando se comer tanto pudim assim!
O que eu posso fazer? Eles são a única coisa boa que tem para comer aqui!

Ficaram conversando por alguns minutos, jogando conversa fora. A verdade é que Artemis não queria ir, não queria deixar Kurisu sozinha, mas ela sabia o quão importante era a missão, principalmente para sua professora.

Aproveitando que você veio aqui Artemis, leve isto! - Entrega um envelope branco, lacrado.
O que é isso?
Uma carta de recomendação. Quando você chegar no quartel da Marinha, pergunte pela Comandante Benne, ela é uma antiga cliente minha. Não acho que essa carta vá facilitar a sua vida, mas deve no mínimo evitar que te mandem ficar esfregando o chão.
Não importo em ter que esfregar chão se isso me levar até quem fez isso contigo.

Pegou a carta e a guardou no bolso do casaco, em seguida, dando um beijo no rosto da sua professora. Foi em direção da porta, indo embora, mas parou abruptamente.

Já ia me esquecendo - Deu meio volta, tirando uma chave do bolso - Não sei quando vou voltar para casa, ou se até mesmo se vou continuar nessa ilha, então… Vou deixar a chave de casa contigo - Entrega a chave - Quando receber alta, sinta-se livre para usar minha casa como se fosse sua, sensei.
Obrigada minha flor.
De nada, te amo!

Saiu do hospital, o vento frio parecia ficar cada vez mais frio conforme as horas passavam. Não querendo ficar muito tempo na rua, se dirigiu rápido para a base da Marinha.

Não teve dificuldades em achar a base. Depois de 18 anos morando em L’arcan, conhecia praticamente todos os cantos da ilha, sem contar que, tinha feito um reconhecimento do caminho alguns dias antes.

Parou em frente a base, prestando atenção em cada detalhe, o memorizando em sua cabeça. A partir de agora estava fora de sua zona de conforto, portanto tinha como obrigação prestar atenção em tudo a sua volta. Sem muitas delongas, entrou.

Boa tarde. - Soprava as mãos para aquecê-las, esfregando-as umas nas outras em seguida - Onde posso encontrar a Comandante Benne?

Inori wa toki wo koeru ♪♪
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 Posted: Jan 6 2018, 09:14 PM
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MESTRE DREIKEN
Mission Report 001 - Into the Lions Den

Preparada para iniciar a sua mais nova e importante jornada de sua vida, Artemis chegava a base da marinha em L'arcan. Ao passar pela porta da instituição militar, a garota percebia que o recinto a qual havia acabado de entrar não era um dos mais aconchegantes, uma realidade que, sem sombra de dúvidas, difere bastante de seu padrão de vida cotidiano.

As cores azul e branca coloriam todo o recinto e davam uma maior leveza ao ambiente, tornando-o, desta forma, um pouco mais aprazível. Além disto, a aventureira notava que o lugar estava bem agitado, motivo pelo qual boa parte dos marinheiros não davam atenção à solicitação de ajuda da garota. Apesar da precariedade do atendimento, um jovem marinheiro, tocado pela indelicadeza de seus colegas, então decidia se aproximar da engenheira com intuito de ouvi-la e saber se de fato poderia ajudá-la.

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- Boa tarde! Tudo bem com você? Bom, espero que sim. A Comandante Benne, infelizmente, não se encontra no momento. Será que eu poderia ajudá-la com alguma coisa? De repente, eu posso até direcionar ao setor e, talvez, eles mesmo possam resolver o seu problema sem ter a necessidade da intervenção da Comandante... - Se mostrava bem prestativo ao acorrer à garota e convidava-a para sentar em um banco próximo à escrivaninha da secretaria onde geralmente era feito o atendimento ao público.


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D'Phraga
 Posted: Jan 6 2018, 10:17 PM
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Marinheiro




(>_<) Hellooow? Anyone there? Tsukichi Artemis

O vazio foi a única resposta que a sua pergunta recebeu após entrar na base da Marinha. O local estava cheio, com pessoas passando, entrando, saindo. A agitação fazia com que a primeira impressão da jovem garota em relação ao local, fosse de frieza e indiferença.

“Hmm, para uma instituição que supostamente está aí para ajudar as pessoas, eles deveriam se preocupar mais com o atendimento…”.

Artemis olha em volta, procurando ver se alguém iria responder a sua pergunta ou se a iriam ignorar por completo. Enquanto o fazia, reparava nos detalhes da base, em especial na cor azul, típica da Marinha, que ajudava a quebrar um pouco a sensação de frieza que o local exalava.

“Muito azul… Ta certo que azul é uma cor conhecida por acalmar as pessoas, assim como o mar… Mas… sei lá, também dá um ar de tristeza. Principalmente quando te ignoram. (>_<)”

Quando já estava se perguntando se deveria refazer sua pergunta, dessa vez em uns 2 ou 3 tons de voz mais alto, Artemis percebe um jovem marinheiro se aproximando e lhe prestando atendimento.

“Finalmente! Mas, pelo menos ele está sendo prestativo.”

Ah, obrigada, senhor…? - Diz, enquanto coloca suas mãos para atrás de seu corpo, inclinando-o levemente para frente e mostrando um gentil sorriso.

O jovem a convida para se sentar em um banco próximo à escrivaninha de atendimento, o que Artemis prontamente o faz. Após se sentar, a garota se direciona ao marinheiro, respondendo suas indagações.

Bem… - Arruma uma mecha de cabelo, colocando-a por trás da orelha - Eu vim me candidatar para entrar para Marinha. Eu recebi uma carta de recomendação para entregar a Comandante Benne, parece que minha professora é uma conhecida da comandante, por isso perguntei por ela. Mas, como ela não está aqui… De qualquer forma, acho que não precisa necessariamente da comandante para que eu possa me candidatar como recruta, né?

Artemis olha nos olhos do marinho, dando novamente mais um gentil sorriso, antes de continuar.

Ah! Pode não parecer, mas, eu sou uma excelente engenheira e uma ótima boxeadora! - Levanta o braço direito, fazendo um muque e dando tapinhas de leve com sua outra mão - Então, eu acredito que posso ajudar bastante vocês, até porque… Parece que vocês estão precisando de ajuda. Aconteceu alguma coisa? Tá bem cheio e agitado aqui, mas a cidade parece tão… Tranquila.

Inori wa toki wo koeru ♪♪


This post has been edited by D'Phraga: Jan 6 2018, 10:20 PM

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 Posted: Jan 8 2018, 12:52 PM
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MESTRE DREIKEN
Mission Report 001 - Into the Lions Den

Após ouvir com atenção o que a manceba aventureira havia acabado de falar, o soldado se compadece e procura instruir melhor a garota e, consequentemente, explicar passo a passo do que ela deveria fazer para se incorporar como uma das funcionárias da instituição militar a qual se encontra.- Entendi. Se este é o caso, então não é necessário para você aguardar até a chegada da Comandante para poder ter a chance de adentrar em nossos quadros. - Informava-a sobre a desnecessidade de esperar a pessoa de mais alto poder de comando da base para ingressar como recruta na instituição militar.

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- Não cometa erros, soldado. Ela não é a pessoa em mais alto em comando nesta base, sabe por que? A razão é simples, eu tenho patente superior e, mesmo que eu esteja temporariamente neste lugar, sou eu quem mando aqui. Logo, a pessoa quem detém o maior poder de comando sou eu e mais ninguém. É difícil de compreender ou precisa que eu desenhe para que você possa ter uma maior compreensão do que acabei de lhe dizer? Hum? -

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- Errr... Quer saber? Deixa para lá. Esquece o que eu acabei de dizer. GAWAWAWAWA!!! Então, o meu nome é Armstrong. Victor Armstrong, Sou um poderoso Capitão do Quartel General da Marinha. Pelo que acabei de ouvir, você tem interesse em ser uma nova recruta. É isto ou estou enganado? Caso seja este o caso, então me responda uma coisa... - O seu olhar, que até então estava bem distraído, passava a ter mais rigidez e o leve clima que reinava o ambiente ficava um pouco mais pesado devido a sua enorme presença. - Por qual motivo a Marinha deveria aceitar uma garota, que por sinal está na flor da idade, como você? Qual é a sua motivação em ser uma marinheira? Me diga... - Indagava-a com um tom de voz carregado e parecia reverberar por todo ambiente.

O soldado ficava com as pernas bambas e logo caía de bunda diante da enorme pressão que sentia naquele momento. - Qual é a sua resposta? Hum? - Exibia um largo sorriso em seu vetusto semblante enquanto aguardava ansiosamente pela manifestação de Artemis.


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D'Phraga
 Posted: Jan 8 2018, 07:16 PM
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一等兵, Ittōhei



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Marinheiro




Intimidation Tsukichi Artemis

~ Silêncio ~

“Wow… (⊙…⊙ ) Isso que eu chamo de presença! Me faz lembrar aqueles valentões da academia que gostavam de intimidar os novos alunos.”

Artemis continuava sentada, olhando em volta e reparando como a presença daquele homem afetava aqueles que estavam no local. Pode logo reparar que o jovem marinheiro que a estava atendendo, cedeu a pressão e tinha caido ao chão, com as pernas tremendo de bambas.

“Se ele queria se mostrar superior, ele conseguiu… Por que homens têm essa mania de quererem se mostrar superiores aos outros? Bem… De qualquer forma… Qual a minha motivação? Ahhhhh Ahhhh… E agora? Não é como se eu pudesse dizer, então, minha professora trabalhava secretamente para vocês em um projeto e alguém dentro da Marinha roubou o projeto e tentou matá-la. E por causa disso eu quero me infiltrar na corporação para recuperar esse projeto e provavelmente depois disso eu devo desertar! Não, não. Eu não posso falar isso… E agora, o que eu faço? (´`;) ”

“Acho que vou ter que mentir… Mas não sou muito boa nisso… Não sei se a minha mentira vai ser muito convincente. Apesar que… Eu li uma vez que toda boa mentira começa com uma verdade. Se eu usar o que aconteceu com a Kurisu-sensei, sem mencionar o projeto… É. Até que pode dar certo. ”

Pensar na Kurisu-sensei fez com que Artemis se lembrasse de todas as vezes que foi repreendida por ela, e como, apesar de ser uma mulher simpática, a mesma conseguia mudar seu tom de voz e postura a ponto de conseguir intimidar a jovem com extrema facilidade.

“Provavelmente não vou conseguir intimidar ninguém, não com essa aparência de menininha inocente, mas, em contrapartida, eles também não vão esperar uma reação tão drástica minha, então, posso usar isso ao meu favor. Vamos lá Artemis! Hora de deixar de lado a menina simpática e mostrar quem você realmente é! (๑ÒωÓ๑)”

Quanto tempo tinha se passado desde que Artemis se isolou no seu próprio mundo? Alguns segundos? Alguns minutos? Sinceramente, não sabia. A garota tinha essa tendência de se perder em seus próprios pensamentos com uma certa facilidade.

Sem se importar, entretanto, a jovem levanta suavemente da cadeira. Com os seus olhos fechados, buscava lembrar de tudo o que passou nos últimos 6 meses. Os sentimentos de encontrar o seu segundo lar destruído, o medo de perder a única pessoa que a amava, a frustração e raiva de não poder fazer nada. Procurou por todas essas lembranças, para as usar como um combustível que tornasse sua mentira mais verossímil. Buscou também lembrar da postura e tom de voz de repreensão de sua mestra, a ponto de incorporá-lo a si. Por fim, abriu os olhos, olhando para cima, diretamente nos olhos de Victor Armstrong, encarando-o com uma determinação que misturava tudo o que passara nos últimos meses.

Minha motivação? Deixa eu te dizer então minha motivação. Não sei quanto tempo você está aqui, mas a 6 meses atrás teve um incêndio criminoso em uma loja. Essa loja era da minha professora, Makise Kurisu. Ela perdeu tudo, na verdade, ela quase perdeu a própria vida e agora está presa a uma cama de hospital, sem um braço e uma perna e o que vocês da Marinha fizeram quanto a isso? Nada! Já se passaram 6 meses, quase 7 e até hoje não tivemos uma única resposta sobre o porque atacaram a loja, sobre o porque tentaram matar a Kurisu-sensei! Até hoje… Até hoje, vocês não prenderam o… o… ser… que fez isso. - Enquanto falava, lentamente, Artemis pega uma de suas luvas que estava presa ao cinto, colocando-a em sua mão direita, ativando em seguida o campo magnético da mesma, para atrair assim, uma das esferas que também estava presa ao seu cinto, deixando-a flutuar a alguns centímetros de seu punho fechado. - Você sabe a sensação, o medo de perder tudo aquilo que é importante para você? A Kurisu-sensei não é apenas a minha professora, ela é como se fosse a minha mãe! Você sabe como é, ver alguém que você ama em coma, sem saber se ela algum dia ela vai acordar? Você sabe qual a sensação de saber, que o responsável por tudo isso está aí, solto, em algum lugar? Que a justiça não foi feita? Isso é horrível! É a pior sensação que existe! E se vocês estão com tanta dificuldade em fazer o seu trabalho, se vocês estão com falta de pessoas competentes para impedir que situações como essa aconteçam, então, eu estou mais do que disposta a ajudar! Para impedir que outras pessoas passem pelo que eu passei, sintam tudo que eu senti!

Terminou o seu monólogo com um soco. Um movimento rápido, preciso e sutil, desprovido de qualquer movimento em suas articulações que entregassem o que queria fazer.

Seu braço se esticou reto e apenas quando o mesmo estava quase que totalmente ereto, é que a jovem girou seu pulso, cotovelo e ombro. O movimento de giro em suas articulações eram o gatilho para inverter a polaridade do campo magnético e impulsionar a esfera em direção ao seu alvo.

Artemis sabia que apenas o seu discurso não seria suficiente para intimidar o capitão Armstrong, ela sabia que precisaria de algo a mais, precisaria de algum tipo de impacto que mostrasse que não estava intimidada com a pressão que o capitão exercia ao seu redor.

E realmente não estava intimidada. Durante todos os treinamentos que fizera ao longo dos anos, teve que enfrentar diversos adversários maiores que ela, tanto homens, mulheres, minks e tritões. Alguém como Victor Armstrong, apesar de todo o seu tamanho, não era alguém que pudesse impor medo em Artemis, ou pelo menos, não alguém que a faria demonstrar estar intimidada.

O soco era o seu momento de impacto. Enquanto fazia o seu discurso, por mais acalorado que tenha ficado, internamente, Artemis se concentrava ao máximo para esse momento.

Sua concentração era focada exclusivamente em não errar sua mira. Sua intenção era “disparar” sua esfera em direção a cabeça de Armstrong sem acertá-lo diretamente, mas sim, passando ao lado de seu rosto para que ele possa apenas sentir a “pressão” do golpe.

Com o giro de seu pulso, atacou, deixando a esfera se propagar até o seu limite. Em seguida, puxou o braço para próximo de seu corpo, voltando o pulso para sua posição natural, “resetando” assim o campo magnético e atraindo a esfera de volta ao seu lugar de origem. Finalizou o movimento levando a mão à cintura, prendendo por fim, a esfera novamente ao cinto.

E então capitão? - Diz, colocando ambas as mãos na cintura enquanto inclina levemente a cabeça para o lado direito - Esse motivo é bom o suficiente para você?

"Errr... Acho que exagerei... (ーー;)"

Peculiaridades usadas: Aparência Inofensiva, Concentração.
Estilo usado: MagnoBoxing
Itens usados: Magnogons Prototype-A, MagnoSpheres
Inori wa toki wo koeru ♪♪


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This post has been edited by D'Phraga: Jan 8 2018, 09:51 PM
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 Posted: Jan 10 2018, 02:05 AM
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MESTRE DREIKEN
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As tristes memórias, de um passado não muito longínquo, de Artermis eram trazidos à tona, em meio a um turbilhão de emoções que sentia, em um único instante quando indagada pelo militar a respeito de sua motivação para ser marinheira. O passado triste parecia conturbar a garota até os dias hodiernos e isto, notadamente, era sentido por Armstrong. Entretanto, apesar de ter um passado demasiadamente triste, isto não era justificativa para que a garota viesse perder as estribeiras e partir para agressão, o que fez com que o veterano capitão se manifestasse.

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- Você apenas está falando asneiras, garota. Nós, marinheiros, estamos bem longe de sermos onipresentes e onipotentes para estar em todos os lugares e proteger à todos. Além disso, o que diabos você acabou de tentar? - Pegava o orbe magnético como se fosse uma mera bola de pano. Por causa da força que projetava sobre o objeto, ela não se propagava. - Esse tipo de coisa até que é interessante, mas... - Devolvia a esfera a garota, jogando-a levemente à sua direção, erguia o seu punho direito, baforava-o e se aproximava da aventureira. - Nunca aponte a porra de uma arma contra um oficial da marinha, garota idiota!!! - Dava-lhe um baita cascudo em meio a sua cabeça a fim de adverti-la da má conduta ora praticada.

Objetivando continuar com a repreensão, o capitão da marinha voltava a ostentar um olhar mais sério e profundo em seu austero semblante enquanto encarava a aventureira. - Outra coisa... Nós, marinheiros, nunca devemos perder as estribeiras. Devemos permanecer sempre calmos independentemente da situação a qual nos encontramos ou vivenciamos, sabe? As pessoas sentir a calmaria em nós, pois é na gente em que elas se apoiam.

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- Em outras palavras, por mais que tenhamos o ardente desejo de proteger todo mundo, sabemos perfeitamente que não podemos alcançar a todos e isto é um fato. Afinal, este é o mundo real em que vivemos. Se você não tem resiliência para tanto, então, por favor, desista de ser marinheira. Sejamos francos, ok? Agora... se você tiver a determinação dentro de si para servir como escudo da sociedade e suportar a dor ou clamor de todos, então você é mais que bem vinda. Portanto, deixa deste seu mimo e cresça antes de tomar esta decisão... - Terminava de falar, colocando a sua mão direta sobre o ombro esquerdo da garota, e encarava-a mostrando a sua determinação de ferro. O brilho no olhar do militar mostrava a que ele realmente acreditava no discurso que havia acabado de proferir.

Para voltar as suas atividades laborais, o Capitão Armstrong retirava a mão sobre o ombro da guria e dava-lhe as costas. - Bom, de qualquer modo, reflita um pouco mais sobre o que acabei de dizer e quando a sua crença realmente estiver fortalecida, então faça o favor de se alistar aqui na base... - Encarava-a de relance e, em ato contínuo, seguia o corredor a sua frente e entrava em seu escritório.


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 Posted: Jan 11 2018, 12:24 AM
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Apologizing in a Brainstorm Tsukichi Artemis

Doía, doía profundamente. Sentia um dos seus olhos lacrimejar com a dor e, tão rápido quanto a lágrima veio, a afastou com a mão esquerda, enquanto a outra, massageava suavemente a cabeça no ponto golpeado.

Entretanto, a dor que mais sentia nem era do golpe, mas sim, do seu orgulho de inventora que foi gravemente ferido ao ver Victor Armstrong segurar sua orbe com tamanha facilidade.

Tinha passado meses trabalhando no seu primeiro e maior invento. Tinha testado-o incontáveis vezes, obtendo sucesso atrás de sucesso. Durante os testes, tinha constatado que a força causada pela propagação da esfera era tamanha, a ponto de quebrar determinados ossos do corpo humano.

Vê-la ser parada com apenas uma mão, como se fosse uma simples bolinha de pano, machucava mais do que qualquer pancada que recebesse.

Apesar de abalada com o que tinha acontecido, Artemis prestou atenção ao que o capitão falava e concordou com ele em diversos pontos.

Tinha realmente “perdido as estribeiras”, sua intenção era usar suas emoções e lembranças para criar uma falsa verdade, era para ser um movimento calculado, mas, não esperava que suas emoções fossem ser tão fortes a ponto de perder o controle.

“Acho que esse é lado ruim de ter uma memória perfeita, você se lembra perfeitamente até das emoções e lembranças negativas.
(︶︹︺)”

Sentia uma certa culpa e vergonha, e quando planejava começar a se desculpar, percebeu o capitão se afastando para voltar ao seu escritório.

Prontamente o seguiu, procurando se colocar entre ele e a porta, ou então, caso não for rápida o suficiente, entrando no local, mesmo que este ato significasse uma nova represália.

É… Coff Coff… Desculpa - Diz abaixando a cabeça em sinal apologético - Lhe julguei como alguém que apreciasse demonstrações de força e por isso ataquei, em uma forma de demonstrar que tinha a força necessária para proteger pessoas. Também deixei que minhas emoções me controlassem, o que resultou nessa ação… idiota, vamos dizer assim.

Respirou fundo, ainda com a cabeça abaixada, antes de continuar, agora com a cabeça erguida e olhando diretamente nos olhos do capitão Armstrong.

Também reconheço que a Marinha não é Onipresente e Onipotente, na verdade, não existe nenhum ser ou organização que o seja, isso é algo cientificamente impossível, só tolos que acreditam em fábulas e estórias seriam capazes de acreditar nisso.

Realmente, no meu momento de descontrole, coloquei a culpa das situações que me ocorreram de forma errônea, culpando-os por situações que muito provavelmente estavam fora de seu alcance. Mas, ainda assim, acredito que por não serem Onipresentes e Onipotentes, é que a Marinha precisa do máximo de ajuda possível, de profissionais competentes que estejam dispostos a impedir que situações com a que eu passei aconteçam com outras pessoas.

E, com relação a isto, estou mais do que disposta a ajudar. Portanto, independente do que ache em relação a minha pessoa, ainda assim, irei me alistar.

Se desculpou tentando ser o mais formal e eloquente possível, e logo após o mesmo, saiu, voltando a passos lentos em direção a cadeira que estava sentada até pouco tempo atrás.

Tinha já aliviado o peso de sua consciência ao se desculpar, agora, precisava resolver o outro “problema” que a estava incomodando.

Logo após se sentar na cadeira, Artemis pegou um pedaço de papel e uma caneta, começando a rabiscar fórmulas matemáticas, enquanto conversava baixinho consigo mesma.

Quando trabalhamos com o movimento linear, a força de um objeto é definido pela massa vezes a aceleração… Para impedir que alguém consiga parar a esfera, eu preciso arranjar uma forma de aumentar a força de propagação… Talvez aumentando a massa? Não… massa e aceleração são inversamente proporcionais, então se eu aumentar a massa das esferas, eu vou diminuir a aceleração. Além de que, a massa atual é o limite que as minhas Magnogons conseguem suportar. Posso então, diminuir a massa… Mas se eu fizer isso… Eu posso acabar aumentando demais a aceleração, causando um dano perfurante, ao invés de contusão…

Acho que a única solução mesmo é aumentar a aceleração sem alterar a massa. Para isso, eu tenho que aumentar a potência do campo magnético, e a única forma de fazer isso é mudado os materiais para uma nova liga e adicionando uma fonte de produção elétrica capaz de transformar o campo magnético em um eletromagnético. Só que, a única forma que eu conheço de produzir eletricidade é usando dials e eles são muito caros... Ah Ah! Não vou conseguir resolver esse problema tão cedo!

Após minutos de rabiscos e conversas monológicas, a jovem para, devolvendo a caneta para o seu devido lugar e em seguida, encara o papel, lendo novamente tudo que tinha escrito.

Após alguns segundos de leitura dinâmica, a garota amassa o papel, jogando-o fora em uma lata de lixo mais próxima. Tinha rabiscado apenas para dar vazão ao seus pensamentos, e após ler, não tinha mais necessidade em guardar o papel, sabia que iria lembrar de todas as fórmulas, quando as mesmas forem necessárias mais uma vez.

Mesmo sem conseguir encontrar uma solução para o seu “atual problema”, Artemis resolveu deixar esse pensamento de lado e focar no que realmente poderia fazer no momento.

Olhou ao seu redor, em partes para ver tudo o que estava acontecendo, procurando notar se alguma coisa tinha mudado no local enquanto estava perdida em meio aos seus próprios pensamentos, em outras, para encontrar o jovem marinheiro que tinha lhe atendido inicialmente.

Após localizá-lo, voltou-se ao mesmo para lhe fazer uma nova pergunta.

Então… Desculpe, eu não perguntei o seu nome. - Começa a falar, mostrando um sorriso - Como eu posso fazer mesmo para me alistar? Você estava começando a me explicar antes do capião aparecer...

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 Posted: Jan 11 2018, 03:02 PM
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MESTRE DREIKEN
Mission Report 001 - Into the Lions Den

Aparentemente consternada com a mestria patenteada pelo capitão da marinha, a engenheira assentava na cadeira, a qual estava acomodada, e iniciava uma nova aventura em um mundo completamente diferente em que as pessoas mormente costumam vivenciar. Para a sua infelicidade, ela também não conseguia resolver as problemáticas advindas das equações matemáticas após ser rabiscada em uma folha de papel. Era mais uma frustração pendurada em sua fatura. Por mais que tentasse fazer novos esboços, a guria não conseguia encontrar a razão de suas contínuas falhas e a localização do erro dentro da expressão matemática.

Percebendo que não havia mais solução para resolver o problema ora em questão, a moçoila amassava o papel, jogava no lixo e deixava a caneta, a qual havia pego, em seu devido lugar a fim de cumprir com o seu objetivo inicialmente tracejado. Com este propósito em mente, a aventureira então decidia procurar o mancebo soldado, a qual estava conversando antes de ser interrompida pelo Capitão Armstrong, por toda a base e, infelizmente, não lograva sucesso em sua busca. Era uma tremenda falta de sorte até porque a base estava bem agitada. No entanto, ela via uma mulher que entrava na base com bastante pompa e imponência.

A enorme naginata presa em suas costas claramente entregava a sua identidade, afinal ela era a única pessoa da base a utilizar esta poderosa arma. Os soldados, que até então estavam circulando pelo enorme salão, imediatamente paravam as suas atividades e prestavam reverência. Era a Comandante Benne. A sua beleza era sem igual e os marinheiros estavam completamente enfeitiçados pelo seu charme. O seu rosto era delicado, mas, naquele instante, estava bem austero. Parecia que algo de grave havia acontecido e a sua cara de poucos amigos denunciava claramente esta questão. Os soldados, que estavam atrás delas, se encontravam severamente feridos. Levem-nos para a enfermaria, agora! - Dava a ordem aos marinheiros para que o socorro fosse logo prestado.

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- Você... Sabe dizer se o Capitão Victor Armstrong está na base? Precisamos relatar algo urgente que está prestes a acontecer na cidade. Um grupo de poderosos piratas estão prestes a atacar a cidade... Procure-o e chame-o logo até aqui! - Com os ânimos bem exaltados, a Comandante elevava a voz em um som brado e retumbante, revelando a grave situação que L'arcan estava prestes a enfrentar. A visão periférica da comandante permitia que ela percebesse que havia uma garota ao seu lado. Avistando-a, de cima para baixo, com um olhar tétrico em seu doce semblante, ela estranhava a presença da engenheira por nunca tê-la visto em sua base ou nas alamedas da cidade. - Quem é você e o que faz aqui na base? - Indagava-a com pontualidade e gelidez com intuito de saber a razão da uma garota tão bela estar em sua base.


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 Posted: Jan 12 2018, 04:41 PM
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Marinheiro




Just a Few Words Tsukichi Artemis

“Wow”

Isso era tudo que Artemis conseguiu pensar no momento que avistou a Comandante Benne entrar na base.

Era possível ver como os soldados estavam todos encantados pela beleza da Comandante, e a jovem garota conseguia entender muito bem o motivo disso. Aquela mulher era tão bela e imponente que o seu charme era capaz de conquistar todos ao seu redor.

“( //・_・//)”

Pode sentir o rubor em sua face surgir quando a Comandante voltou sua atenção para si, lhe dirigindo uma pergunta.

Por alguns instantes, não conseguiu se lembrar do motivo que a levara até aquele local, mas logo, as palavras de Victor Armstrong voltavam à sua mente: “...Nós, marinheiros, nunca devemos perder as estribeiras. Devemos permanecer sempre calmos independentemente da situação a qual nos encontramos ou vivenciamos...”.

Balançou de leve a cabeça, para recuperar a compostura, antes de responder a pergunta:

Artemis, Tsukichi Artemis, eu… Eu estou aqui para me alistar, quero poder ajudar a proteger as pessoas, impedir que elas passem por qualquer tipo de sofrimento. Sou uma engenheira, aprendiz da Makise Kurisu, e sei lutar também, com diversos estilos. Acredito que posso ser de grande ajuda, seja em campo ou em outras áreas da corporação.

Após responder a pergunta, Artemis coloca sua mão no bolso do casaco, procurando pela carta que trazia consigo. Ao encontrá-la, retirou-a com cuidado do bolso e a entregou para Comandante.

Quando falei que iria me alistar na Marinha, a Kurisu-sensei me pediu para te entregar isto.

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 Posted: Jan 14 2018, 05:35 PM
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A Comandante pegava a carta, abria-a e fazia uma leitura dinâmica do conteúdo que nesta estava contida. O franzir de seu rosto era perceptível, mas seu cenho logo voltava ao normal após terminar de fazer a leitura. - Tudo bem. Não tenho nada contra a sua entrada, mas para efetivá-la você terá que ir para o setor de recursos humanos para que eles possam recolher os seus dados e realizar o seu cadastro dentro do sistema até mesmo para que possa ser feita uma investigação social acerca de seu passado. Entendeu mais ou menos o que você tem que fazer? Se sim, agora, por gentileza, me dê licença... - Terminava de falar, dando-lhe instruções básicas para que pudesse investir no cargo de recruta, e, em ato contínuo, guardava a carta em um de seus bolsos e começava a andar pela base.

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- Eu avisei para chamar o Capitão Victor Armstrong, não falei? Por acaso vocês estão surdos? Onde diabos ele se encontra? - Falava em um tom bem mais severo e, com medo de ser punido por sua chefe, um dos marinheiros resolvia apontar para o corredor onde o eminente capitão havia seguido. - Entendi. Aqueles que não responderam ou não tomaram providência para me ajudar a localizá-lo ficarão dois dias sem comer, entenderam? - Fazia um questionamento retórico, mas dava para entender claramente que isso não passava de uma ordem a ser seguida. Assim que descobriu onde estava o capitão, a marinheira abria a porta e adentrava na sala a qual ele se encontrava, desaparecendo, desta forma, da vista da mais nova recruta da marinha.

Não demorou muito para que um dos marinheiros aparecesse e indicasse a garota onde ficava a sala, que por sinal era exatamente ao lado da sala onde a comandante havia acabado de entrar. Assim que entrava na sala, a engenheira notava que o recinto tinha o mesmo padrão de estética da recepção, pois havia apenas algumas cadeiras, uma escrivaninha, algumas máquinas e Denden mushis. - Você veio fazer o seu registro, não é? - Indagava o sujeito que estava responsável por fazer aquele atendimento. Ele usava um simples boné da marinha, era moreno, com sobrancelhas grossas e aparentava ser uma pessoa bem austera. - Por gentileza, me entregue os seus documentos para que eu possa fazer o seu cadastro. - Requisitava a garota para que ela viesse a lhe entregar e assim selar de vez a sua entrada na Marinha de L'arcan.


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 Posted: Jan 15 2018, 11:42 AM
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Marinheiro




HR? HR? HR? Tsukichi Artemis

Enfim tinha recebido uma resposta direta sobre o que deveria fazer. Já estava ficando cansada com enrolação e em ter que ficar explicando várias vezes o motivo de estar naquela base. Toda essa situação passava a Artemis a impressão de que a Marinha era uma instituição bem desorganizada. Talvez fosse algo do momento, ou desta base em si, mas, ainda assim, a impressão que passavam não era a das melhores.

Logo após receber as instruções da Comandante Benne, e a mesma sair à procura do Capitão Armstrong, Artemis seguiu um dos soldados, que a encaminhou até a sala do RH.

Avaliou o local, reparando que este, seguia o mesmo padrão do restante da base, talvez toda essa padronização fosse uma norma da corporação, mas a jovem, não pode deixar de pensar que base precisava de uma pequena redecoração.

Logo após adentrar a sala, a jovem sentou em uma das cadeiras e foi recepcionada pelo Marinheiro que ali estava, sendo solicitada de seus documentos pessoais.

Aqui está - Entregou todos os documentos pedidos - A base está bem movimentada, né? Foi difícil conseguir descobrir para onde ir.

Tentou puxar assunto com o atendente, esperando finalmente conseguir um atendimento mais humanizado.

Normalmente dizem que a primeira impressão é a que fica. Para Artemis a primeira impressão que teve com a Marinha não foi a das melhores, e a forma que era atendida não ajuda em nada a mudar a situação.

A comandante pareceu ser bem… severa - “Com aquela história de 2 dias sem comer”, pensou - Ela costuma ser sempre assim?

Continuou tentando puxar assunto, enquanto o atendente usava os seus dados para preencher o cadastro.

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P.s.: Fiz algumas pequenas correções estéticas e revisões no texto, mas nada que mude a essência do Post.
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This post has been edited by D'Phraga: Jan 15 2018, 03:55 PM
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 Posted: Jan 17 2018, 08:32 PM
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MESTRE DREIKEN
Mission Report 001 - Into the Lions Den


Assim que havia feito a coleta do documento, o servidor fazia o competente cadastro. Desde então, alguns minutos se passaram até que finalmente o militar terminava de fazer o serviço. - Pronto. Finalmente consegui terminar. Aqui estão os seus documentos. Por gentileza, pegue-os. O seu cadastro já fora realizado com sucesso e a partir deste momento você é a mais nova marinheira desta base. Então... Meus parabéns e seja muito bem vinda! - Congratulava-a e exibia um simpático sorriso em seu balzaquiano semblante enquanto levava a sua mão até a testa, fazendo uma continência militar.

O semblante sorridente do marinheiro era repentinamente quebrado com a notícia que recebera da moçoila. Ele suava frio e procurava confirmar a veracidade da informação que acabara de receber. - É I-i-isso mesmo? Foi o que ela disse? Tem certeza de que você não se enganou? Eu não ouvi que disse. Não tenha essa preocupação porque eu não soube de nada... Ha-ha-ha!!! - Roçava levemente a sua cabeça com a sua mão direita e sorria feito um abestado enquanto tentava se esforçar o máximo para livrar-se da ciência do ato noticiado por Benne.

Percebendo que a sua intenção havia ficado perceptível, o marinheiro simplesmente arfava. - Se ela disse, então teremos que seguir. Você está inclusa nisto, afinal você acabou de se tornar uma marinheira. Se você não comeu até agora, então se lascasse. Provavelmente a cozinha vai receber a notícia. Sem comida por dois dias? Vai ser um inferno... - Reclamava do ato de sua comandante e, em ato contínuo, se levantava e aproximava-se da garota. - Meu nome é Gran Paynes. Assim como você, eu sou um soldado de rasa patente. Eu faço apenas trabalho burocrático. Bom... vou te guiar até os seus novos aposentos... Ok? Me siga... - Abria a porta após se levantar e procurava conduzir a garota até o local de destino.

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- Obrigado por abrir a porta, mas esta garota passará a viver com vocês dentro destes aposentos. O nome dela é Artemis e é uma recruta novata. Cuidem bem dela... - Informava a marinheira, que por sua vez limitava-se a responder com o simples acenar de sua cabeça. Após isto, o soldado procurava voltar ao seu posto para dar continuidade a sua atividade laboral. Percebendo que não havia outra escolha a não ser aceitar, a marinheira arfava. Assim que entrava nos aposentos, Artemis notava o quão pequeno era os seus aposentos. A estrutura era a de um pequeno estúdio, onde havia uma pequena televisão quebrada, duas beliches e uma mesa de centro. Era um verdadeiro dormitório.

Uma de suas companheiras de quarto estava dormindo na parte de cima da beliche enquanto a outra se colocava à disposição para responder as eventuais dúvidas que a rapazola poderia ter naquele presente momento. - Parece que iremos fazer uma ronda amanhã no período da manhã, então é melhor se preparar... Bocejava de cansaço e alertava-a sobre a possibilidade de todos terem que sair para trabalhar amanhã.


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 Posted: Jan 19 2018, 10:25 PM
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Marinheiro




At last, my mission has come along Tsukichi Artemis

Tick Tock, Tick Tock, Tick Tock…

Quanto tempo tinha se passado enquanto o marinheiro fazia o cadastro? Certamente alguns minutos, pensou Artemis, mas ainda assim pareciam-se ser horas.

A jovem entendia a necessidade da verificação de dados, de verificar os antecedentes criminais. Era um processo lógico, e como uma amante da ciência, era perfeitamente capaz de aceitar isto. Mas, claro que, aceitar e entender não necessariamente significa gostar.

“(´O`) Ahnnnn… Que demora… Já perdi a noção de quanto tempo eu estou aqui dentro desta base… Desse jeito vou acabar ficando com sono de tanto esper… Não, espera finalmente acabou!”

Muito Obrigada!

Recebendo seus documentos de volta, Artemis retribuía as boas vindas dadas pelo Marinheiro com um sorriso e fazendo o mesmo movimento de contingência que ele fizera, em uma tentativa de demonstrar cortesia ao seu mais novo colega de trabalho.

Guardou os documentos no bolso de suas vestes, se sentindo aliviada com o fato de finalmente ter consigo se alistar. Finalmente, o primeiro passo do seu longo plano estava concluído.

Mas, o sentimento de alívio também vinha acompanhado com um sentimento de frustração, frustração pela falta de humanidade que a jovem percebia pela base. Todas as suas tentativas de puxar assunto com quem lhe atendia, todas as perguntas, pareciam serem ignoradas, jogadas sem relutancia aos ventos.

Esse sentimento entretanto, se dissipou, quando o Marinheiro reagiu ao comentário feito pela jovem sobre a severidade da Comandante, dando lugar a surpresa.

Sim, surpresa. Mas, porque disto? Simples, para Artemis, ela não tinha falado o “2 dias sem comer”, mas sim, apenas pensado.

“⊙▂⊙ ⊙▂⊙ ⊙▂⊙ ⊙▂⊙”

“Whaaaaaaat??? ESPER!!!??”

“Co-mo assim? Se ele não ouviu a Comandante dar a ordem e eu não falei nada… Co-co-co-como? Ele pode ler mentes? Espera! Se ele pode ler mentes, então ele pode estar lendo minha mente nesse momento? Preciso parar de pensar… parar de pensar. AHHHHHHH AHHHHHH (((( ;°Д°))))”

*Tapa mental na cara*

“ARTEMIS SE ACALME! Ninguém pode ler mentes! A ciência não avançou ao ponto de algo desse tipo ser possível! Você com certeza deve ter pensado em voz alta e acabou não percebendo. Recomponha-se garota! ヽ(#`Д´)ノ”

Após se acalmar, e esperando não ter demonstrado nenhum pânico em seu rosto, a mais nova recruta espera o marinheiro terminar de falar e logo em seguida o acompanha pela base.

Enquanto seguia o marinheiro Gran Paynes pela base, a jovem não pode deixar de pensar sobre o que o mesmo tinha lhe falado a poucos instantes, de que ela iria compartilhar do mesmo castigo de abstinência de comida.

“Bem, a Comandante disse que só quem não a ajudou iria ficar sem comer, como eu não fazia parte da Marinha ainda, acho que isso não me afeta… Ou, assim espero.”

“Mas, porque eu não falei para ela onde o Capitão estava? Eu sabia e poderia ter indicado a sala. Artemis, sua burra!”

Sua conversa pessoal em pensamento é subitamente interrompida ao chegarem ao local em que, a partir desta data, se tornaria o novo lar da jovem engenheira.

Obrigada, Gran-senpai!

Agradeceu Gran por tê-la guiado até o local e em seguida entrou no quarto, reparando logo de cara o quão pequeno era, sendo bem diferente do que a garota estava acostumada.

Apesar de irresponsável, sua mãe tinha lhe deixado uma bela e confortável casa, além disso, a casa da Kurisu-sensei era até que bem luxuosa, pelo menos, aos olhos de Artemis.

Ver aquele dormitório, era uma verdadeira nova realidade para garota, porém, não a abalava. Apesar de ter crescido com um certo “luxo”, Artemis não era necessariamente apegada a isto, fazendo com que a simplicidade do local não a incomodasse.

Olhou em volta e logo percebeu que o dormitório não tinha nada de muito interessante, portanto, resolveu focar sua atenção nas suas novas companheiras.

Usou seus olhos e sua percepção para analisar a mulher a sua frente, e a que está deitada no beliche, esperando poder identificar as características das mesmas. Já tinha julgado errado o Capitão Armstrong a pouco tempo atrás, não queria agora, repetir o mesmo erro.

Prazer, eu sou a Artemis - Estendeu sua mão direita, em uma tentativa de comprimentar a marinheira a sua frente.

Uma ronda no período da manhã? Ok! Então… por hoje, não vou ter nenhum serviço? O que normalmente novos recrutas com eu costumam fazer?

Pode perceber o cansaço na marinheira, e por isso, se limitou apenas a estas duas perguntas.

A jovem então, esperou que a mesma lhe respondesse e em seguida se dirigiu para um das camas que julgou estar vazia.

Posso utilizar esta cama aqui?

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P.s: Pretendo pegar o aprimoramento de leitura social no próximo nível, portanto, quero fazer a Artemis “treinar” sua habilidade de ler pessoas sempre que possível.

Inori wa toki wo koeru ♪♪


This post has been edited by D'Phraga: Jan 25 2018, 10:49 AM
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 Posted: Jan 22 2018, 01:42 PM
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Percebendo que a jovem engenheira estendia a mão, a marinheira veterana também procurava fazer o mesmo e apertava-a, delicadamente, como gesto de boas-vindas. - Hum... Satisfação em conhecê-la. Eu me chamo Vakre Hode. Bom, você poderá dormir em qualquer uma das partes debaixo das beliches, então sinta-se livre para escolher... - Indicava a localização delas com o apontar de seu dedo e subia na beliche que ficava do lado esquerdo. - Bem... Como lhe disse, temos que acordar cedo. Portanto, irei dormir. Não quero acordar em cima da hora e me atrasar... Boa noite... - Deitava de bruços, se cobria com o seu lençol vermelho e rapidamente caía no sono.

Assim que se aprumava na cama que havia escolhido, Artemis ouvia um barulho de chaves e notava que uma garota de cabelos vermelhos. que pareciam queimar como fogo, entrava silenciosamente no quarto. O fétido odor era tão forte que fazia a catinga de suor deixar, mesmo que temporariamente, o ambiente intragável. Percebendo isto e sem se importar para aquelas que talvez estariam lhe observando, a mulher retirava as suas roupas e ficava como veio à terra pela primeira vez.

Se prestasse um pouco mais de atenção, Artemis poderia facilmente perceber que o fardamento da guria estava bem desgastado, revelando, desta forma, que a patrulha da noite, a qual acabara de participar, havia sido bem intensa. Ao observar o seu corpo desnudo, a engenheira apercebia também que várias regiões de seu esbelto corpo estavam severamente acometidas, mas, por incrível que pareça, a sujeita lidava naturalmente com isto e agia como se nada tivesse acontecido.

Após retirar as suas roupas, ela pegava-as e entrava no banheiro. Após vários minutos ouvindo o cair das águas do chuveiro, a veterana marinheira saía nua do sanitário e pegava uma muda de roupas, que estava próxima a mesa de centro, para se vestir. Ao olhar as feições da garota mais de perto, a engenheira notava que as feições de seu rosto estavam bem cansadas. Assim que se vestia, ela se aproximava da beliche e aprumava-se na cama de baixo que estava vazia. Não demorou muito para que a garota apagasse e a prova disso era o seu ronco que chegava a agredir os ouvidos de Artermis. - ROOOOOOONC... ROOOOOOONC... ROOOOOOONC... ROOOOOOONC... - O barulho chegava a ser sinistro e, para aqueles que têm a imaginação mais fértil, parecia que a garota estavam conduzindo uma motocicleta em seu estranho sono.


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@D'Phraga 1- Estrutura do seu quarto: Clique Aqui; 2 - Tente dormir e após conseguir, ilustre um sonho que sua personagem possa ter que de repente se torne um pesadelo. Após isto, você será acordada aos poucos pela garota que te recebeu. Imagem [url=https://imgur.com/sAMlxBx.png]CLique aqui[/img] Você apenas verá alguns traços de seu rosto antes de despertar completamente.


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 Posted: Jan 25 2018, 10:47 AM
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Turnabout Dreamland Tsukichi Artemis

E ao que parece, como se em um piscar de olhos, o dia chegou ao seu iminente desfecho. Pouco tinha acontecido no dia, o que fazia parecer que o tempo havia passado rápido, mas, ainda assim, Artemis se sentia cansada.

Deitou-se na parte de baixo da beliche que estava mais próxima, ficando assim de frente ao banheiro, caso deitasse de lado. Tinha deitado com as mesmas roupas que estava usando. Tirou apenas o casaco, colete e os itens presos ao seu cinto, deixando-os próximos, aos pés da cama.

Não sentia sono, seu cansaço era mais mental do que físico. No final, levou o dia inteiro para conseguir se alistar. Perdeu as contas de quantas vezes teve que ficar repetindo as mesmas palavras e de quantas vezes fora ignorada. Para alguém que sempre busca por respostas e soluções, não ter suas perguntas respondidas era o mais frustrante.

Virou-se de lado e pegou do chão uma de suas esferas, voltando em seguida a deitar de bruços, braço esquerdo por cima do travesseiro, servindo como um apoio para elevar um pouco sua cabeça, perna esquerda levemente dobrada, enquanto a outra continuava estendida.

Ergueu a mão direita para poder ver a esfera. Tinha trabalhado por meses no sistema das Magnogons, e hoje pode testemunhar a primeira “falha” em seu projeto. De todas as frustrações que passou durante o dia, esta com certeza era a maior de todas.

Começou a jogar a esfera para cima, poucos centímetros de sua mão, pegando-a de volta logo em seguida. Ficou repetindo o movimento, encarando a esfera sem pensar em nada.

Ficou nesse movimento sem sentido por um bom tempo, só parando ao ouvir o barulho da porta do dormitório se abrir. Seus sentidos então, foram bombardeados quando uma nova garota entrou no quarto.

“Quatro camas, quatro pessoas… Nada mais lógico que isso.”

Pensou, logo ao ver a garota entrar, porém, este pensamento durou apenas algumas frações de segundos, sendo substituído por um bombardeio de novas informações.

Primeiro reparou no cabelo da garota, vermelho como o fogo. A visão trouxe no mesmo instante a imagem de Makise Kurisu à mente de Artemis. Mas, logo a visão de sua professora foi substituída, ao sentir o cheiro de suor.

Controlou o impulso de prender a respiração e ao invés disso, tragou o ar de uma vez, para que suas narinas e seu cérebro se acostumarem logo com o cheiro.

Após o ato um pouco quanto, diferente, a jovem marinheira voltou sua atenção para sua colega de quarto, vendo a mesma se despir e podendo reparar no estado de sua farda e de seu corpo, uma amostra de como o trabalho de campo não parecia ser algo fácil.

Acompanhou-a andar nua pelo quarto e entrar no banheiro. Por algum motivo, sentiu um pequeno incomodo ao ver o corpo nu de sua jovem companheira. Chacoalhou a cabeça e virou para lado, encarando a parede e apertando a esfera em sua mão. Não conseguia entender o porquê de estar se sentindo incomodada, não tinha nada demais em ver outra mulher nua, mas, ainda assim se sentia… estranha.

Fechou os olhos, procurando controlar sua respiração e ignorar o incômodo que sentia. Pode ouvir o barulho chuveiro e quando o mesmo se cessou, virou-se para ver mais uma vez a marinheira. Não conseguindo, no final, ignorar o incômodo que sentia.

Acompanhou a mesma se vestir, reparando no cansaço de suas feições, em seguida, a seguiu com os olhos, enquanto a mesma se dirigia para a outra beliche e apagava, em sono profundo.

O barulho do ronco era alto e incomodava Artemis. Por morar sozinha, era acostumada a dormir no mais completo silêncio, e todo este barulho, acompanhado da sua própria falta de sono, não ajudavam em nada para que pudesse tentar dormir.

Ficou por um bom tempo encarando a outra beliche, sem conseguir ignorar o ronco. Aparentemente, suas outras duas companheiras de quarto pareciam não se importar com o barulho e dormiam tranquilamente. Talvez, fosse a vantagem do cansaço.

Quanto tempo ficou encarando a ruiva? Não sabia, mas eventualmente, o sono chegou e Artemis pode enfim, conseguir dormir.

Uma brisa suave e gentil dançava pelo ar, agitando a grama em pequenos movimentos tímidos.

Artemis sentia a grama em contato com a sua pele, os movimentos eram como uma leve massagem no corpo da garota. Sentiu a brisa passar por si, refrescando o corpo que absorvia a energia do sol da manhã.

De olhos fechados, podia sentir com facilidade o cheiro do orvalho que começava a evaporar com calor, o perfume da grama e das flores próximas, inundando suas narinas.

Abriu os olhos como quem ainda quer continuar a dormir, fechando-os quase que instintivamente ao se deparar com o brilho do astro que reina majestosamente no céu. Levou alguns minutos para se acostumar com a claridade, mas quando o fez, se deparou com a vasta imensidão de um céu azul com pouquíssimas nuvens.

Olhou para os lados, estava deitada em um belíssimo campo coberto por flores brancas. Levantou-se, ficando agora sentada por sob a grama. Não conseguia ver mais ninguém na vastidão do campo, estava sozinha em um lugar belo e calmo.

O súbito movimento ao levantar fez com que a alça esquerda de seu vestido caísse. O efeito faz com que a garota prestasse atenção as próprias vestes, não estava usando suas roupas habituais, mas sim, um simples vestido de linho branco, que lhe deixava com uma aparência quase angelical.

Continuou sentada por um bom tempo, apreciando a visão do campo florido, do céu azul acima de sua cabeça, o perfume doce das flores ao seu redor, o frescor da brisa que a abraçava como uma velha amiga.

Após um longo tempo, a brisa passou a ser acompanhada de uma bela ária. A melodia enchia os ouvidos da garota com uma mistura de sensações. Era possível perceber notas de alegria intercaladas com uma certa melancolia que fazia a canção ser misteriosa e ao mesmo tempo atrativa.

Com cuidado, pôs-se de pé, com a grama fazendo contato com os seus pés descalços. Aprumou os ouvidos para ouvir melhor a canção e a seguiu, se guiando pelas notas ao vento, que mostravam o caminho pelo qual deveria prosseguir.

Andou e andou pelo campo vazio sem ninguém encontrar. Começava a suspeitar que tudo não passava de invenção da própria cabeça, mas, a cada passo de dava, mais alto ficava a ária.

Continuou a andar até que por fim, avistou ao longe a origem da canção, uma alta mulher de cabelos prateados. Ela estava de costas para Artemis, e por não querer atrapalhar a bela canção, a jovem se aproximou com cuidado, para não ser percebida.

Conforme se aproximava, Artemis percebia o quão alta a mulher realmente era. Para a jovem, qualquer pessoa era alta, mas aquela mulher era a própria definição de altura. Não seria difícil imaginar que a mesma tivesse por volta de 2 metros de altura.

A mulher continuava a cantar. A cada nota mais alta, o vento parecia responder de acordo, aumentando a sua intensidade e balançando suas vestes feitas da mais pura seda branca. Ao lado da mulher, um animal estava deitado, com a cabeça erguida e a olhando de forma intensa.

Era um veado, mas diferente de outros animais desta espécie, este possuía uma pelagem totalmente branca e seus chifres, prateados como a lua.

O animal foi o primeiro a reparar na aproximação de Artemis. Voltando a atenção para a garota, o veado a encarava com os seus vastos olhos azuis, como se fossem o próprio céu.

Reparando no movimento do animal, a mulher olha para trás, parando com sua ária, ao perceber que Artemis a observava.

A beleza daquela mulher era desnorteante, seu rosto era solene e belo, fino, de uma delicadeza que lhe dava uma aparência quase divina. Seus cabelos branco-prateados, como os da própria Artemis, iam até a base de sua cintura, e seus olhos heterocromáticos brilhavam de forma misteriosa, um azul como o do veado, e o outro, vermelho como o da jovem garota.

Artemis encarava a mulher querendo pedir para que continuasse a cantar, mas por mais que tentasse, sua voz não queria sair. Algo na presença daquela mulher fazia a jovem ficar estática, apenas contemplando sua beleza.

A mulher começa a falar, com uma expressão de apreço e pena em seu rosto. Sua voz era bela, suave e ao mesmo tempo imponente. As palavras entretanto, eram proferidas em um idioma estranho, diferente, com um ar de ser antigo e a muito perdido. Apesar disso, por algum motivo, Artemis conseguia entender cada palavra.

— Ah, minha filha! Tão jovem, maculada. Inocente do mundo, perseguida pelo mundo…

Por mais que compreende-se as palavras, elas não faziam sentido para a garota, que tentava perguntar, mas, nada conseguia falar.

Enquanto se esforçava em fazer sua voz se propagar, Artemis percebe, com o canto de seus olhos, um vulto se aproximando. Assustada, a jovem vira para o lado, se deparando com um enorme lobo branco, com os olhos vermelhos.

O lobo se aproxima da mulher em passos delicados, se abaixando como em uma reverência, quando chega a distância de toque.

A mulher afaga os pelos do lobo e logo após, volta sua atenção para Artemis. Seu rosto que outrora demonstrava apreço e pena, agora exibia apenas um semblante de tristeza. Uma única e solitária lágrima escorrendo de seu olho azul.

— Tão inocente… Mas seu caminho ainda será tão longo, minha filha. A sua noite ainda está longe de terminar.

Uma única lágrima também escorreu pelo rosto de Artemis, como se fosse um reflexo da mulher. O lobo então, levanta, olhando fixamente nos olhos da garota. Seu uivo rompe os céus, afastando todos os sons ao sua volta.

O céu azul mancha-se de preto, se transformando em completa escuridão. Tudo a sua volta desaparece, e Artemis se vê sozinha em uma noite sem luz. Não conseguia ver nada a sua volta, não conseguia mais sentir o vento soprar, não sentia mais a grama aos seus pés, o perfume das flores em seu nariz, seus sentidos pareciam todos entorpecidos, até que, caiu.

Caiu e caiu e quando no fundo chegou, Artemis se viu novamente como uma criança. Deveria ter voltado a ter o que? 4? 5 anos?

Olhou em volta, estava em um local estranho, parecia ser uma cidade, mas, em completa devastação. Começou a andar em meio aos escombros, passos incertos que demonstravam um medo crescente em seu interior.

Não via ninguém, pelo menos, ninguém que estivesse vivo. Vários corpos jaziam pelo chão, inertes, com armas transpassadas, indicando que aqueles seres tinham encontrado o seu fim.

Continuou a andar, um medo crescendo cada vez mais dentro de si. Mas, porque medo? Não conseguia dizer, porém, algo no fundo de sua alma gritava de medo, como se alguma coisa terrível fosse acontecer a qualquer instante.

Ouviu gritos, duas pessoas pareciam estarem brigando entre si. As vozes chegavam ao seus ouvidos, como uma nota nostálgica.

Pôs-se a correr, desviando dos escombros o mais rápido que o seu diminuto corpo permitia.

Quando chegou ao seu destino, seus olhos se encheram de lágrimas. A sua frente, estavam seus pais, que a jovem não via a vários anos. Sua mãe, continuava da mesma forma que conseguia lembrar, o seu pai, por sua vez, estava meio que embaçado, como se as lembranças não conseguissem se manterem fiéis.

Tentou gritar, chamá-los, mas, mais uma vez, sua voz lhe traía, nenhum som sendo propagado por suas cordas vocais.

Frustrada, procurou se aproximar dos dois para chamá-lhes a atenção, entretanto, ao tentar realizar esta ação, a pequena Artemis pode ouvir dois disparos ao longe, “Bang” “Bang”, e antes mesmo que pudesse reagir, projéteis perfuraram o crânio dos dois a sua frente, fazendo-os cair desfalecidos no chão, como os outros incontáveis cadáveres espalhados pela cidade.

O desespero tomando conta de seu ser, colocou-se a correr, mas, os corpos de seus pais pareciam ficar cada vez mais distantes. Acelerou o passo o máximo que seu corpo conseguia, apenas para ser parada por uma flecha que fincou no chão, centímetros próxima de seu pé.

Olhou para trás com os olhos arregalados de medo. Homens e mulheres armados, usando roupas estranhas e máscaras pontudas com o símbolo da lua andavam em sua direção.

Flechas começaram a serem lançadas, armas foram disparadas, tudo em direção a pequena Artemis, que corria, agora, sem direção.

O medo, o desespero em fugir era constante. Cada flecha, cada munição parecia errar o seu alvo por milímetros de distância.

Correu e correu até os seus perseguidores sumirem de vista e a cidade ser engolfada em um enorme incêndio.

Parou abruptamente quando o incêndio começou, paralisada de medo. Mas, não por conta do fogo a sua volta, e sim pelo que seus olhos viram à distância.

Presa pelo pescoço, em uma espécie de forca que começava a ser consumida pelo fogo, um braço e uma perna decepados, sangue pingando em direção ao chão e evaporando antes mesmo de tocar o solo.

A visão de sua amada professora ser queimada viva era o ponto que faltava para Artemis quebrar.

Caiu no chão, de joelhos, desistindo de tudo. Com seus perseguidores a alcançando, a garota não tinha mais força para resistir e simplesmente os deixou fazerem o que quisessem.

Foi jogada ao chão de forma brusca, tendo os seus movimentos restringidos. Sentiu uma lâmina próxima ao seu pescoço, em seguida, sentiu o peso de seus cabelos deixarem o seu corpo.

Foi arrastada pelas ruas em chamas, como uma caça bem sucedida, e posta, após um longo percurso, em uma cruz para ser queimada viva.

Primeiro, sentiu o calor do fogo próximo aos seus pés, depois sentiu a dor da sua carne ser queimada.

Gritou com todas as suas forças, mesmo não conseguindo emitir nenhum som. O fogo se alastrando, consumindo o seu corpo como se estivesse a chacoalhando de um lado para o outro.

Olhou para cima, em direção ao céu negro e… Viu uma luz.

A luz era muito forte, e fazia seus olhos voltarem a fechar constantemente. Em meio a luminosidade, Artemis conseguia ver uma sombra, pequenos traços que se assemelhavam a um queixo, um nariz, olhos... esverdeados, fios de cabelos.

Levou alguns segundos para se situar, mas quando o fez levantou-se, sentando assustada na cama. Sentia seu corpo, suas roupas, molhadas de suor. O pânico, evidente em seus olhos.

Olhou para os lados e pode agora, ver com clareza quem estava ao seu lado, Vakre Hode, a marinheira que a recebera na noite anterior.

Pensou em falar alguma coisa, mas sua voz não saía, seu corpo não se mexia, estava completamente paralisada, em choque, e por algum tempo, assim ficou, apenas olhando para a marinheira que a acordara.

@Dreiken Hey Ho! Let’s Go!

Inori wa toki wo koeru ♪♪
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